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O ex-presidente americano Bill Clinton e sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, irão depor nesta semana perante um comitê do Congresso sobre seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Clinton comparecerá na sexta-feira (27), enquanto Hilary irá na quinta-feira (26). O casal, que confirmou presença ainda no mês passado, solicitou que o depoimento fosse prestado em público para evitar a politização sobre o assunto pelos republicanos.
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Em entrevista à BBC que foi ao ar no último dia 17, Hillary disse que “não há conexões” entre os Clinton e Epstein.
— Nós temos um registro claro sobre as quais estivemos dispostos a falar, que meu marido tem dito: ele pegou algumas caronas de avião para o seu trabalho de caridade. Eu não lembro de já tê-lo encontrado [Epstein] — respondeu a ex-secretária de Estado à rede britânica.
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Quando questionada sobre ter conhecido Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, Hillary confirmou ter “encontrado em algumas ocasiões”. Já quanto ao depoimento público, a ex-secretária de Estado americano disse querer “fazer de forma transparente”.
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— Não temos nada a esconder. Pedimos por diversas vezes a divulgação integral desses arquivos. Acreditamos que a transparência é o melhor remédio — argumentou.
Clinton aparece com frequência no lote de arquivos Epstein Files: mais de três milhões de documentos, fotos e vídeos, divulgado pelo Departamento de Justiça recentemente. O democrata chegou a ser fotografado diversas vezes ao lado do criminoso entre os anos 1990 e início dos anos 2000, antes da primeira prisão de Epstein.
O ex-presidente, porém, negou conhecimento sobre os crimes sexuais e disse ter cortado relações antes que eles viessem à tona. Nem Clinton, nem Hillary, que também nega ter conhecimento dos crimes, foram acusados pelas vítimas de Epstein de terem cometido qualquer tipo de irregularidade.
‘Só quero que seja justo’
Hillary também comentou sobre o pedido para depor no Congresso. Ao ser questionada se achava certo que o ex-príncipe e irmão do rei Charles III, Andrew Mountbatten-Windsor deveria falar perante o Congresso caso fosse intimado a isso, a ex-secretária afirmou que “todo mundo que foi chamado a depor deveria ir”.
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O ex-príncipe Andrew foi preso na última quinta-feira (19) por “suspeita de má conduta no exercício de um cargo público” após indicações de que compartilhou informações confidenciais com Epstein enquanto trabalhava como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. Se for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.
— Eu só quero que seja justo, eu quero que todo mundo seja tratado da mesma forma — afirmou Hillary, alegando que ela e Clinton estão sendo tratados de maneira diferente: — Isso não é verdade para o meu marido e para mim, porque outras testemunhas que foram chamadas a depor deram depoimentos por escrito. Nós oferecemos isso, eles querem nos envolver nisso. Por que eles quem nos envolver nisso? Para desviar a atenção do presidente Trump.
Os democratas afirmam que a investigação está sendo usada como arma para atacar os oponentes políticos de Trump, que já admitiu ter conhecido Epstein nos anos 1990. Hillary também acusou o governo Trump de promover um “encobrimento” na condução dos arquivos ligados ao criminoso sexual.
Trump declarou que rompeu relações antes da condenação de 2008 e nega qualquer envolvimento nas atividades criminosas. O nome do presidente americano aparece em registros de contato social. Apesar disso, ele não foi convocado a depor.
Ao menos oito pessoas morreram, incluindo uma criança, após um micro-ônibus turístico romper a camada de gelo do Lago Baikal, na Sibéria, e afundar nas águas subárticas. O acidente ocorreu quando o veículo atravessava uma estrada improvisada sobre o lago congelado em direção ao Cabo Khoboy, ponto turístico popular da região.
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Segundo autoridades locais, apenas um ocupante conseguiu escapar antes que o veículo fosse completamente submerso. Ele alertou os serviços de emergência. Mergulhadores especializados foram mobilizados para resgatar os corpos, entre eles o de um casal e de um adolescente de 14 anos.
Um vídeo que circula nas redes sociais capturou o momento em que o veículo afunda na fenda.
Veja:
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O micro-ônibus afundou a cerca de 18 metros de profundidade (aproximadamente 60 pés), prendendo os passageiros na água gelada. O grupo era composto por turistas chineses, um morador local e o motorista russo, identificado como Nikolay Dorzheev, de 44 anos.
As autoridades russas abriram um processo criminal para apurar as circunstâncias da tragédia. De acordo com a Associação de Operadores Turísticos da Rússia, os turistas teriam contratado o passeio por meio de um guia não registrado.
O governador da região de Irkutsk informou que o consulado-geral da China foi notificado sobre o caso.
O motorista é acusado de utilizar uma rota sobre o gelo considerada insegura. Embora o Lago Baikal costume registrar camadas de gelo com até 1,2 metro de espessura no inverno, a área onde ocorreu o acidente apresentava fissuras recentes — uma abertura de cerca de três metros de largura teria provocado o rompimento e a queda do veículo.
O Lago Baikal é o mais profundo do planeta, com cerca de 1.642 metros de profundidade máxima (5.387 pés), e concentra aproximadamente 20% de toda a água doce não congelada da Terra. Localizado ao norte da Mongólia, é um dos principais destinos turísticos da Sibéria, especialmente entre visitantes chineses.
A Groenlândia “não precisa” de apoio sanitário externo porque conta com assistência médica gratuita e universal, afirmaram no domingo autoridades da Dinamarca. A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o envio de um navio-hospital ao território autônomo no Ártico.
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“A população da Groenlândia recebe a atenção à saúde de que necessita. Ela a recebe na Groenlândia e, se for necessário um tratamento específico, o recebe na Dinamarca. Portanto, não é necessária uma iniciativa sanitária especial na Groenlândia”, afirmou à emissora dinamarquesa DR o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen.
No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de um navio-hospital à ilha e disse que a embarcação atenderá numerosos doentes no território ártico.
“Vamos enviar um grande navio-hospital à Groenlândia para cuidar de muitos que estão doentes e não estão sendo atendidos lá”, escreveu nas redes sociais. “Já está a caminho!”, acrescentou.
Controle do território
Trump tem reiterado, em diferentes ocasiões, a intenção de assumir o controle da Groenlândia, território dinamarquês considerado estratégico por Washington.
Sem mencionar diretamente a iniciativa americana, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, declarou estar “contente por viver em um país onde o acesso à saúde é livre e igual para todos, onde não são os seguros ou a fortuna que determinam se se recebe um tratamento digno”.
“O mesmo ocorre na Groenlândia”, escreveu em sua página no Facebook.
Assim como a Dinamarca, a ilha dispõe de sistema de saúde público e gratuito, administrado pelas autoridades locais. A Groenlândia conta com cinco hospitais regionais, sendo que a unidade de Nuuk, capital do território, recebe pacientes de diferentes áreas da ilha.
No início de fevereiro, o governo groenlandês firmou um acordo com Copenhague para aprimorar o atendimento de pacientes da ilha em hospitais dinamarqueses.
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Professora de danças de salão, juíza internacional e presença constante em competições pela Europa e pela China, Tetiana Khimion viu a própria vida mudar radicalmente com a invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. Aos 47 anos, mãe de dois filhos, deixou os palcos e o estúdio em Sloviansk, na região de Donetsk, para se alistar nas Forças Armadas ucranianas.
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No Exército, escolheu uma função incomum para quem vinha da dança: treinou para se tornar sniper.
— Quando passeava com os miúdos no parque, às vezes atirava num pequeno campo de tiro que havia lá. Conseguia acertar no centro do alvo e até ganhar pequenos prémios. Pensei: talvez eu consiga fazer isto — contou à agência Associated Press.
Tetiana afirma que a profissão de atiradora de precisão reúne dois elementos centrais da sua trajetória pessoal.
— A profissão de sniper é, na verdade, muito criativa e eu sou uma pessoa criativa. Preciso de me expressar. Ao mesmo tempo, é muito matemática, e eu adoro matemática. Estudei Física e Matemática na universidade, por isso esta combinação de precisão e criatividade fez todo o sentido para mim.
Em agosto de 2023, passou a integrar o 78.º Regimento de Assalto Aéreo como atiradora de curto alcance, responsável por dar cobertura a grupos de assalto em missões de combate.
Tetiana começou a praticar danças de salão aos seis anos. Tornou-se juíza de nível internacional e abriu o próprio estúdio, onde treinava crianças. A rotina era marcada por viagens constantes e competições no exterior.
— Os meus dias eram muito preenchidos. Viajávamos para competir e representar a Ucrânia. Todas as semanas íamos para uma cidade diferente, descobríamos a Europa, a China. Era muito intenso, mas parecia rotina — recorda.
A invasão russa pôs fim a essa normalidade. Naquela manhã de fevereiro, percebeu que não poderia continuar a dançar enquanto o país estava sob ataque.
Tetiana diz que encara cada missão com disciplina e sangue-frio — postura que atribui aos anos de trabalho com crianças e à exigência do desporto.
Ainda assim, admite que a guerra a transformou profundamente.
— Tornei-me uma pessoa completamente diferente. Sinto que já vivi todas as minhas emoções, sensações e momentos mais fortes. Quero continuar a viver, ir às montanhas, nadar no oceano. Mas percebo que não vou conseguir sentir as emoções como antes, porque as mais intensas já foram vividas.
Duas pessoas morreram após novas avalanches nos Alpes Austríacos, elevando para sete o número de vítimas fatais em apenas dois dias no país. As mortes ocorreram em meio a uma sequência de deslizamentos provocados por uma forte tempestade de neve que atingiu a região desde quinta-feira.
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Um esquiador eslovaco de 21 anos morreu instantaneamente depois que uma “placa de neve se desprendeu acima dele” enquanto praticava esqui fora de pista, segundo a polícia da Estíria.
Em outro caso, um austríaco de 41 anos foi “arrastado pela avalanche e completamente soterrado” na região do Tirol. Ele chegou a ser resgatado e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Na sexta-feira, outras cinco pessoas — quatro no Tirol e uma em Vorarlberg — já haviam morrido em avalanches desencadeadas pela tempestade. Autoridades haviam alertado esquiadores para evitar áreas fora das pistas sinalizadas (off-piste), consideradas mais instáveis.
Com as novas mortes, o número de vítimas em avalanches na Áustria neste inverno chegou a 20, tornando a temporada uma das mais letais já registradas no país.
Quase 50 centímetros de neve caíram desde quinta-feira, causando interrupções no transporte e falhas no fornecimento de energia em diferentes regiões alpinas.
Helicópteros foram mobilizados para localizar e retirar vítimas soterradas sob toneladas de neve. Um dos maiores deslizamentos ocorreu nas proximidades de St. Anton am Arlberg, em terreno fora de pista na montanha Rendl (Verwall).
Além das mortes por avalanche, outro episódio trágico foi registado na sexta-feira: uma pessoa morreu após ser atropelada por um limpa-neves, depois de cair de uma escadaria.
Ex-ministro conservador Tom Tugendhat e atual deputado afirmou que impedir Andrew Mountbatten-Windsor de se tornar rei “é a coisa certa a fazer”, diante das alegações de que o ex-príncipe teria partilhado informações sensíveis com Jeffrey Epstein.
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Em declarações ao jornal britânico The Sun on Sunday, Tugendhat disse que o caso levanta “questões urgentes” sobre influência estrangeira e segurança nacional.
— Isto vai além do que um tribunal poderia razoavelmente considerar. O Parlamento deve avaliar o que isto significa para o país. Se o pior for comprovado, precisamos revisitar leis de traição escritas há 700 anos? — afirmou.
As declarações surgem enquanto buscas policiais na antiga residência de Andrew, o Royal Lodge, em Windsor, entram no quarto dia. A operação teve início após a detenção do ex-príncipe por suspeita de má conduta no exercício de função pública.
No sábado, foi divulgado que o rei Charles III não deverá se opor a eventuais planos para remover o irmão da linha de sucessão ao trono.
Fontes do Palácio de Buckingham disseram ao jornal The Guardian que o monarca não impediria o Parlamento de aprovar legislação que impeça Andrew de ascender ao trono. Em comunicado ao jornal The Independent, um porta-voz do palácio afirmou que a questão é “um assunto do Parlamento”.
A Metropolitan Police Service também realiza “averiguações iniciais” relacionadas a antigos agentes responsáveis pela proteção real de Andrew. Segundo um ex-oficial citado pela rádio LBC, membros da unidade de proteção especializada podem ter “deliberadamente fechado os olhos” durante visitas do ex-príncipe à ilha privada de Epstein.
Andrew tem negado repetidamente qualquer irregularidade ou conhecimento de crimes atribuídos a Epstein. Até o momento, não houve acusação formal relacionada às alegações de traição.
Uma mulher do estado de Ohio, nos Estados Unidos, foi condenada nesta semana a pelo menos 60 anos de prisão após admitir que drogou fatalmente quatro homens que conheceu para fazer sexo e, em seguida, roubou seus pertences, informaram as autoridades locais.
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Rebecca Auborn, de 35 anos, recebeu quatro penas de prisão perpétua consecutivas. A sentença foi proferida na quinta-feira pela juíza Karen Phipps, do Condado de Franklin.
Auborn havia se declarado culpada, em dezembro, de quatro acusações de homicídio e uma de agressão grave. Apesar das condenações à prisão perpétua, ela poderá solicitar liberdade condicional após cumprir 60 anos de pena, segundo comunicado do gabinete da promotora do Condado de Franklin, Shayla D. Favor.
O caso veio à tona em 2023, quando Auborn foi formalmente indiciada após uma investigação iniciada a partir de denúncias encaminhadas à Força-Tarefa de Combate ao Tráfico Humano do Centro de Ohio. As informações foram divulgadas pela promotoria.
De acordo com os investigadores, entre dezembro de 2022 e junho de 2023, Auborn “se encontrava com homens para fazer sexo em troca de dinheiro em diversos locais de Columbus e, em seguida, provocava overdose nas vítimas com fentanil para roubar seus pertences”. As mortes ocorreram nesse intervalo.
Durante a audiência, o advogado de defesa, Mark M. Hunt, afirmou que sua cliente assumiu total responsabilidade pelos atos. Ele destacou que, segundo a versão apresentada, ela não tinha a intenção de matar os homens e mencionou um histórico de abusos, incluindo exploração sexual e tráfico, que ela teria sofrido ao longo dos anos.
“Quando você confessa algo, está necessariamente demonstrando remorso”, disse ele na quinta-feira.
Ao lado do advogado, Auborn falou emocionada e afirmou que reza diariamente pelos homens que morreram. Disse ainda que hoje é uma pessoa transformada.
“Se você olhar minha foto policial, poderá ver o vazio nos meus olhos”, declarou. “Tentei preencher esse vazio com drogas, ficando dias e dias sem dormir ou comer, o que acabou me levando a ter experiências fora do corpo.”
O procurador-geral de Ohio, Dave Yost, afirmou em comunicado que a sentença imposta à ré reflete seu “desprezo pela vida e a frieza não apenas de matar, mas de fazê-lo repetidamente.”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de sábado que determinou o envio de um navio-hospital à Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, que, segundo ele, poderia “cair nas mãos da Rússia ou da China”.
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A declaração elevou a tensão diplomática entre Washington e Copenhague e recolocou o Ártico no centro da geopolítica internacional. Trump tem insistido que a ilha, rica em minerais estratégicos, é vital para os interesses americanos e para a segurança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Segundo o republicano, a embarcação prestará assistência médica à população local, embora não tenha detalhado quais seriam os beneficiários nem o número estimado de atendimentos.
“Vamos enviar um grande navio-hospital para a Groenlândia para cuidar de muitos que estão doentes, de quem não estão cuidando lá”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais.
“Já está a caminho!”, acrescentou.
A mensagem foi publicada na rede Truth Social e acompanhada de uma imagem aparentemente gerada por inteligência artificial, que mostrava o USNS Mercy — navio de 272 metros de comprimento que normalmente permanece ancorado no sul da Califórnia — navegando em direção a montanhas cobertas de neve. Não ficou claro se a embarcação retratada é a mesma que será deslocada para a Groenlândia.
Trump afirmou ainda que a operação seria realizada em coordenação com o governador Jeff Landry, republicano da Louisiana, designado por ele como enviado especial à ilha ártica em dezembro.
No mês passado, o presidente recuou de ameaças anteriores de assumir o controle do território após firmar um acordo “quadro” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, com o objetivo de ampliar a influência dos Estados Unidos na região.
“Corpus Sancti Francisci”: uma inscrição em latim na vitrine de plexiglas recorda a quem pertence o esqueleto. São os restos de São Francisco de Assis, expostos pela primeira vez ao público de Assis no 800º aniversário de sua morte.
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Desde este domingo e até 22 de março, diante do altar da igreja inferior da Basílica de São Francisco de Assis, peregrinos e visitantes poderão meditar diante dos ossos do santo, falecido em 3 de outubro de 1226.
A iniciativa, segundo o frei Giulio Cesareo, diretor de comunicação do convento franciscano de Assis, “pode ser uma experiência significativa para crentes e não crentes porque Francisco dá testemunho, com estes ossos tão danificados, tão consumidos, de que se entregou por completo”.
O corpo do santo, fundador da Ordem dos Franciscanos, que renunciou às riquezas e consagrou a vida aos pobres, foi transferido para a basílica construída em sua homenagem em 1230. O túmulo, porém, só foi localizado em 1818, ao fim de escavações conduzidas com discrição.
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Habitualmente oculta, a vitrine transparente que conserva os restos de São Francisco desde 1978 foi retirada na manhã de sábado do cofre metálico onde permanecia, no túmulo de pedra situado na cripta da basílica.
O pequeno esqueleto, cujo crânio foi danificado durante a transferência para a basílica no século XIII, repousa sobre um pano de seda branco. Os ossos haviam sido expostos apenas uma vez, em 1978, a um público restrito e por um único dia.
“O que é muito bonito, e que não estava previsto no início, é o fato de que um relicário de vidro à prova de balas e antirroubo, totalmente transparente, cobrirá o corpo de Francisco e isso nos permitirá não apenas ver, mas também tocar esse relicário”, acrescentou o frei Cesareo.
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Além da urna de vidro que cobre a de plexiglas, câmeras de vigilância funcionarão 24 horas por dia para garantir a segurança do esqueleto. A expectativa é receber até 15 mil visitantes por dia durante a semana e até 19 mil aos sábados e domingos.
Procura supera 400 mil reservas
As reservas já somam “quase 400 mil (pessoas) provenientes de todas as partes do mundo, naturalmente com uma clara predominância da Itália”, informou o frei Marco Moroni, guardião do convento franciscano.
“Mas também temos brasileiros, norte-americanos, africanos”, acrescentou.
Em anos anteriores, neste período, a basílica registrava cerca de mil visitantes por dia durante a semana e até 4 mil nos fins de semana.
“Desde sempre, desde o tempo das catacumbas, os cristãos veneram os ossos dos mártires, as relíquias dos mártires, e nunca viveram isso realmente como algo macabro”, afirmou o frei Cesareo. Segundo ele, aquilo que “os cristãos veneram ainda hoje, em 2026, nas relíquias de um santo” é “a presença do Espírito Santo”.
Também em Assis, no Santuário da Despojamento, são conservadas as relíquias de Carlo Acutis, adolescente italiano falecido em 2006 e canonizado em setembro pelo papa Leão XIV.
Especialistas asseguram que os restos de São Francisco não sofrerão alterações com a exposição prolongada. “A vitrine [de plexiglas] está selada, portanto não há nenhum contato com o ar externo. Na realidade, permanece nas mesmas condições em que estaria no túmulo”, afirmou o frei Cesareo.
Segundo ele, a iluminação suave da igreja também não representa risco à conservação. “A basílica não estará iluminada como um estádio (…) porque não há nada de especial a fazer, trata-se de encontrar-se com Francisco, não é um set de cinema”, concluiu.
No próximo 4 de outubro, pela primeira vez em quase 50 anos, o dia de São Francisco de Assis voltará a ser feriado na Itália, em homenagem ao santo padroeiro do país e ao papa argentino que adotou seu nome.
Falecido em abril de 2025, aos 88 anos, Papa Francisco foi o primeiro pontífice a escolher o nome do santo de Assis.
Um tribunal federal de apelações abriu caminho, na sexta-feira, para que a Louisiana exija a exibição dos Dez Mandamentos em todas as salas de aula de escolas públicas do estado. A decisão permite a aplicação de uma lei aprovada em 2024, que estava suspensa por determinação de primeira instância antes mesmo de entrar em vigor.
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Por maioria, os juízes do Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o 5º Circuito decidiram derrubar uma liminar preliminar que barrava a norma. Com isso, afastaram decisões anteriores — entre elas, uma que classificava a lei como “claramente inconstitucional”.
A Louisiana é o primeiro estado a aprovar legislação semelhante desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidou, em 1980, uma lei do Kentucky com diretriz parecida. À época, os ministros entenderam que a medida não tinha “propósito legislativo secular” e era “claramente de natureza religiosa”.
O que prevê a lei?
Pela legislação da Louisiana, os Dez Mandamentos devem ser exibidos em cada sala de aula de escolas públicas de ensino fundamental e médio, além de faculdades e universidades públicas. Os cartazes precisam ter, no mínimo, 28 por 35 centímetros (11 por 14 polegadas), e os mandamentos devem ocupar “o foco central”, apresentados “em fonte grande e de fácil leitura”. O material também deve incluir uma declaração de três parágrafos afirmando que os Dez Mandamentos foram uma “parte proeminente da educação pública americana por quase três séculos”.
Defensores da medida sustentam que os Dez Mandamentos não são apenas um texto religioso, mas também histórico, por estabelecer princípios que teriam influenciado o sistema jurídico americano. Para críticos, essa justificativa serviria de disfarce para a real intenção dos proponentes: inserir a expressão religiosa cristã nas salas de aula do estado.
A contestação judicial foi apresentada por um grupo de nove famílias de diferentes crenças e origens religiosas. Elas argumentam que a lei viola de forma inequívoca os limites constitucionais que separam Igreja e Estado.
Ainda assim, o embate era esperado pelos apoiadores da norma. A proposta integra uma campanha mais ampla de grupos cristãos conservadores para ampliar manifestações públicas de fé e estimular disputas judiciais que possam chegar à Suprema Corte, onde acreditam encontrar ambiente mais favorável do que em décadas anteriores.
No ano passado, legisladores do Texas aprovaram lei semelhante exigindo a exibição dos mandamentos em salas de aula. O 5º Circuito ouviu, em janeiro, argumentos sobre a constitucionalidade tanto da norma texana quanto da Louisiana. A decisão desta sexta-feira, porém, não se aplica ao Texas, onde algumas escolas já afixaram os Dez Mandamentos.
Decisão e divergências
Ao analisar o caso da Louisiana, a maioria dos magistrados entendeu que seria prematuro decidir sobre a constitucionalidade da lei, já que ela ainda não entrou em vigor.
Em opinião concorrente, o juiz de circuito James C. Ho afirmou que a lei “não é apenas constitucional — ela afirma as mais elevadas e nobres tradições de nossa nação”.
Os juízes dissidentes, por sua vez, argumentaram que a norma representa exatamente o tipo de apoio governamental à religião que os redatores da Constituição “anteviram e buscaram impedir”.
Para eles, os mandamentos são “um texto sagrado, extraído literalmente das Escrituras e não um mero código moral ou relíquia histórica”. E acrescentaram: “Ao colocar esse texto em exibição permanente nas salas de aula de escolas públicas, de uma forma que não é curricular nem pedagógica, o estado eleva palavras destinadas à devoção a objetos de reverência, expondo crianças à religião endossada pelo governo em um ambiente de frequência obrigatória.”
Considerado um dos tribunais de perfil mais conservador do país, o 5º Circuito já era visto como propenso a uma decisão nesse sentido. Ainda assim, os autores da ação e as organizações que os representam classificaram o resultado como “extremamente decepcionante” e prometeram manter a disputa nos tribunais.
“Esta decisão está errada. É covarde. E traz consequências reais para nossas crianças”, afirmou Alanah Odoms, diretora executiva da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) da Louisiana, uma das entidades que atuam no caso. Ela acrescentou: “Esta lei transforma a sala de aula da escola pública, um espaço que deveria ser seguro e inclusivo, em uma casa de culto sancionada pelo governo.”
Os defensores da legislação reconhecem que a batalha judicial deve continuar, mas consideraram a decisão do tribunal de apelação um avanço relevante. “Se a ACLU tivesse o que quer, todo e qualquer vestígio de religião seria eliminado do tecido de nossa vida pública”, declarou Joseph Davis, advogado do estado, em comunicado. “A América tem uma tradição consagrada de reconhecer a fé na esfera pública.”

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