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A confirmação da morte de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, encerra uma das buscas mais longas da história do narcotráfico. Líder absoluto do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), ele transformou uma célula regional na organização criminosa mais violenta do México. Segundo a agência antidrogas dos EUA (DEA), Mencho era o fugitivo número um da lista internacional, com uma recompensa recorde de US$ 10 milhões por informações que levassem ao seu paradeiro.
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A trajetória de Mencho é marcada por idas e vindas entre a legalidade e o crime. De acordo com o portal de investigação InSight Crime, especializado em segurança nas Américas, Nemesio cresceu em uma família pobre de produtores de abacate em Michoacán e imigrou ilegalmente para os EUA nos anos 80. Em 1992, conforme registros do Departamento de Justiça dos EUA, ele foi condenado em Sacramento por tráfico de heroína e, após cumprir pena, acabou deportado para o México.
Ao retornar ao seu país natal, ele seguiu um caminho irônico. Segundo relatórios do Departamento do Tesouro dos EUA, El Mencho trabalhou como policial municipal na cidade de Cabo Corrientes, em Jalisco. No entanto, o cargo era uma fachada: ele já atuava como braço armado do Cartel de Milênio. De acordo com analistas de segurança do jornal El Universal, essa experiência na polícia deu a ele o conhecimento tático necessário para, anos depois, fundar sua própria organização paramilitar.
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A fundação do CJNG, em 2010, alterou o equilíbrio de poder no narcotráfico. Segundo a agência de notícias Reuters, o grupo de Mencho foi o primeiro a utilizar armamento de guerra contra o Estado de forma sistemática. Em 2015, os sicários do cartel abateram um helicóptero do Exército com um lançador de granadas RPG. De acordo com o Ministério da Defesa do México (SEDENA) na época, o ataque foi um divisor de águas, forçando o governo a elevar o status do CJNG para “ameaça à segurança nacional”.
Diferente de outros chefões, Mencho era recluso. Ele focou na produção de drogas sintéticas, tornando-se o “rei do fentanil”. Segundo o jornal The New York Times, o CJNG foi o grande responsável por inundar os EUA com o opioide sintético que causou uma crise de saúde pública sem precedentes.
Nos últimos anos, porém, sua maior ameaça não era a polícia, mas sua própria saúde. De acordo com reportagens investigativas do portal Infobae, El Mencho sofria de uma insuficiência renal crônica tão grave que teria construído seu próprio hospital clandestino na selva de Jalisco para realizar diálise sem ser detectado.
O narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, morreu em uma operação militar, segundo informou neste domingo a agência de notícias Reuters, com base em uma fonte do governo familiarizada com a ação.
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Ex-policial, Oseguera era apontado como o principal líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), organização criminosa que leva o nome do estado onde fica Guadalajara, a segunda maior cidade do México. Em poucos anos, o grupo expandiu suas atividades para diferentes regiões do país e do continente, tornando-se um dos mais poderosos do tráfico de drogas e rivalizando com o Cartel de Sinaloa, fundado por Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán, atualmente preso nos Estados Unidos.
A morte, segundo a Reuters, ocorreu durante uma operação das forças federais no estado de Jalisco, no oeste do país. Segundo o governador Pablo Lemus Navarro, a ação na cidade de Tepalpa provocou confrontos e desencadeou episódios de violência em outras áreas da região.
De acordo com o governador, grupos armados incendiaram veículos e bloquearam estradas para dificultar o avanço das autoridades. As ações causaram transtornos em diferentes pontos do estado. Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre a operação.
Mais de 200 presos políticos na Venezuela iniciaram uma greve de fome para exigir liberdade, informaram familiares à AFP neste domingo. Entre eles está o argentino Nahuel Agustín Gallo, acusado por Caracas de “terrorismo”. Segundo parentes dos detidos, a mobilização começou na noite de sexta-feira na prisão de Rodeo I, nos arredores da capital venezuelana. Nem todos os presos, porém, aderiram ao protesto, que ocorre contra o alcance da lei de anistia recém aprovada no país, que exclui casos relacionados a militares acusados de terrorismo.
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— Eles tomaram a decisão de entrar em greve de fome na sexta-feira, após os resultados da lei de anistia, da qual a grande maioria não será beneficiada — disse à AFP Shakira Ibarreto, filha de um policial detido em 2024.
A lei, promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez — que assumiu o posto após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em janeiro —, foi aprovada no Parlamento na última quinta-feira. Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, pelo menos 1.557 presos políticos solicitaram a anistia desde então.
Em entrevista coletiva no sábado, ele afirmou que “centenas” já foram liberados, e que os pedidos serão analisados “imediatamente”, com a previsão de que a medida alcance 11 mil detentos. Entre eles está o político Juan Pablo Guanipa, uma das várias vozes da oposição que criticaram a lei por excluir determinados presos.
Washington instou a Venezuela a acelerar a libertação de presos políticos desde que forças americanas capturaram Maduro em uma operação militar em 3 de janeiro. O governo socialista venezuelano sempre negou manter presos políticos, mas, em 8 de janeiro, anunciou que “um número significativo” de detentos seria libertado como gesto de boa vontade.
Grupos de oposição e de direitos humanos afirmam que o governo de Maduro utilizou por anos a detenção de presos políticos para silenciar críticos. Esses grupos também criticaram a nova lei, mencionando que ela não concederia anistia àqueles que pediram intervenção estrangeira armada na Venezuela, disse à BBC o analista Luis Fajardo.
Ao veículo britânico, ele observou que o professor de direito Juan Carlos Apitz, da Universidad Central de Venezuela, declarou à CNN que essa parte da lei de anistia “tem nome e sobrenome, indicando que trata-se do “parágrafo de Maria Corina Machado”, líder da oposição no país. Não está claro se a anistia de fato abrangeria María Corina, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz no ano passado.
Fajardo também apontou como controversa a exclusão dos benefícios da anistia de dezenas de militares envolvidos, ao longo dos anos, em rebeliões contra a administração Maduro.
No sábado, Rodríguez disse que as “libertações da Zona Sete de El Helicoide” estavam sendo tratadas primeiro e que os presos na unidade em Caracas seriam libertados “nas próximas horas”. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que a unidade, definida por ativistas como o maior centro de tortura da Venezuela, seria fechada após a queda de Maduro.
Maduro aguarda julgamento sob custódia nos Estados Unidos ao lado de sua esposa, Cilia Flores. Ele se declarou inocente das acusações de drogas e armas e afirmou ser um “prisioneiro de guerra”. (Com AFP)
Soldados colombianos que defendiam uma operação de extração de petróleo estatal perto da fronteira com a Venezuela estavam sob ataque. Dois poderosos grupos insurgentes que lutam contra o Estado colombiano há décadas vinham roubando combustível regularmente do local.
Os soldados estavam acostumados a lidar com franco-atiradores e emboscadas, mas agora tinham que lidar com uma nova arma que seus adversários possuíam aos milhares: enxames de pequenos drones, amadores podem comprar na Amazon, equipados com garras e ganchos carregando granadas.
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Ao longo de 15 dias, os soldados abateram 50 deles, segundo quatro autoridades de segurança do governo familiarizadas com a operação. No 16º dia, um drone muito maior, comumente usado para pulverizar pesticidas, apareceu carregando quatro granadas. O batalhão não o detectou a tempo, e as granadas explodiram, matando um soldado, disseram as autoridades.
O episódio ilustra uma tendência preocupante: o acesso barato a drones facilmente modificáveis ​​está desestabilizando a guerra de décadas do país contra grupos insurgentes e colocando o governo na defensiva.
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A Colômbia agora está adotando uma linha mais dura de negociação, depois de anos buscando a paz com grupos armados, incluindo o Exército de Libertação Nacional (ELN), que é especialmente ativo em Catatumbo, a região fronteiriça onde o soldado foi morto e um dos campos de batalha mais ferozes do país.
Assim como outros países da América Latina, a Colômbia está sob pressão do presidente Trump para combater grupos como o ELN envolvidos no tráfico de drogas. A alternativa pode ser enfrentar punições, incluindo tarifas, sanções e até intervenção militar.
Drones de uso militar tornaram-se essenciais para a guerra moderna, inclusive na Ucrânia, Gaza e Darfur, no oeste do Sudão. A guerra com drones na Colômbia é amplamente caracterizada pelo uso de drones comerciais facilmente disponíveis.
Na Colômbia, a rápida proliferação de drones armados cada vez mais sofisticados entre grupos insurgentes tornou-se um desafio formidável para o governo.
“Os narcotraficantes têm a vantagem aérea”, disse o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em um discurso para soldados no final do ano passado, pouco depois de drones terem matado 58 soldados e policiais, além de ter ferido outros 300 em poucos meses.
Drones usados ​​por grupos criminosos armados podem ser comprados em sites como o Temu, afirmam uma autoridade baseada em Catatumbo, referindo-se ao site de compras chinês.
Esse funcionário, que não revelou seu nome, descreveu como era difícil impedir que grupos armados adquirissem drones. Alguns são comprados na Colômbia, enquanto outros são contrabandeados da Venezuela, disse ele, cruzando centenas de quilômetros de fronteira porosa, grande parte da qual é coberta por densa floresta.
O uso de drones por insurgentes, disse o funcionário, estava aumentando a um ritmo alarmante.
Pedro Sánchez, ministro da Defesa da Colômbia, admitiu que criminosos começaram a usar drones “indiscriminadamente”, causando mais de 100 baixas entre policiais e militares em 2025.
Sánchez disse que as Forças Armadas conseguiram frustrar a grande maioria dos ataques com drones no ano passado, mas que sofreram o “equivalente a 333 ataques bem-sucedidos, causando enormes danos não apenas às forças de segurança, mas também à população civil”.
Sánchez viajou recentemente a Washington para se encontrar com autoridades de segurança dos EUA, uma visita que ocorreu após o anúncio do governo colombiano de que gastaria mais de US$ 1,6 bilhão em equipamentos antidrone. O Ministério da Defesa da Colômbia, em um comunicado à imprensa, descreveu o investimento como “sem precedentes” e “a estratégia de defesa aérea mais ambiciosa e audaciosa” da história do país.
Não está claro se a viagem de Sánchez a Washington, seguida por uma visita de Petro a Trump, resultou em algum acordo para tais equipamentos, que podem incluir radares, inibidores de sinal e outros. Nas últimas três décadas, a Colômbia recebeu bilhões de dólares em ajuda militar dos Estados Unidos. Este mês, recebeu 11 veículos blindados americanos.
O objetivo do governo é proteger locais críticos em toda a Colômbia, incluindo 13 mil locais de votação que serão usadas nas eleições nacionais agendadas para maio.
Ruptura com Israel
O governo de esquerda de Petro rompeu com seus antecessores ao prometer não comprar novos equipamentos militares de Israel, incluindo drones. Os israelenses eram a principal fonte de drones armados da Colômbia antes dessa ruptura, ocorrida em protesto contra a guerra em Gaza.
Sánchez disse que o governo procuraria outras opções e, no mês passado, representantes de mais de uma dúzia de países participaram de uma reunião na qual autoridades colombianas solicitaram propostas para equipamentos antidrone.
Apesar do senso de urgência na Colômbia, é improvável que novos equipamentos antidrone possam ser implantados até a realização das eleições, afirmam quatro autoridades de segurança e outros especialistas consultados de forma anônima.
Uma dessas fontes de informação, que está na região de Cauca, disse que o próprio equipamento antidrone provavelmente se tornaria um alvo. Além disso, o equipamento precisaria de monitoramento constante e estar em locais com iluminação e acesso à internet, algo que não existe em todo o país.
Outra autoridade, em Catatumbo, disse estar desanimada com a aparente facilidade com que grupos armados adquirem drones, usando o dinheiro do tráfico de drogas, em comparação com a dificuldade que os militares encontram para obter equipamentos de proteção.
Em seu discurso aos militares em dezembro, Petro reconheceu que o governo estava com dificuldades para acompanhar a capacidade dos grupos insurgentes de se armarem. Eles podem comprar milhares de drones “com dinheiro vivo”, enquanto o governo “reage lentamente”.
‘Abutres no ar’
Duas das autoridades de segurança disseram que grupos armados, incluindo o ELN, também tinham acesso a drones de fibra óptica, que usam cabos ultrafinos em vez de sinais de rádio, tornando-os imunes à interferência da maioria dos equipamentos antidrone.
Um estudo realizado no ano passado pelo Instituto Latino-Americano de Paz e Segurança, um grupo independente de consultoria técnica, constatou que “grupos armados já estão utilizando” drones de fibra óptica na Colômbia e que versões da China “com mais de 30 quilômetros de bobina podem ser entregues em qualquer grande cidade colombiana por menos de 600 dólares”.
Embora os drones de fibra óptica ainda sejam relativamente raros na Colômbia, drones comerciais comuns, como o DJI Mavic 3 Pro, familiar a qualquer fotógrafo aéreo, são amplamente utilizados, rápidos e capazes de transportar uma carga útil significativa.
Em um único município de Cauca, uma autoridade local afirmou que mais de mil drones pertencentes a grupos criminosos armados e usados ​​para coletar informações foram identificados em 2024.
Para os soldados que combatem o grupo armado, a proliferação de drones aumentou o medo e o estresse.
Os militares foram treinados a gritar “abutre no ar” quando detectam um drone se aproximando, disse ele. Depois disso, em bases militares, um alarme soa e qualquer pessoa ao ar livre sabe que deve procurar abrigo imediatamente, pois significa que um drone está vindo com armamento potencialmente letal.
O resort de luxo Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, voltou ao centro das atenções após um homem armado ser morto por agentes do Serviço Secreto ao invadir o perímetro de segurança da propriedade. O episódio ocorreu na madrugada de domingo, enquanto o presidente Donald Trump estava em Washington.
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Segundo as autoridades, o suspeito, de cerca de 20 anos, portava o que parecia ser uma espingarda e um galão de combustível. Ele foi baleado após confronto com os agentes, e nenhum policial ficou ferido.
O complexo, adquirido por Trump em 1985, é mais do que um refúgio pessoal: tornou-se peça central em uma das mais graves acusações criminais já enfrentadas por um ex-presidente dos Estados Unidos. Em junho de 2023, o Departamento de Justiça confirmou que Trump responderia a 37 acusações federais relacionadas à retenção de documentos sigilosos da Casa Branca após o fim de seu mandato.
Retenção de ‘plano de ataque’ ao Irã e outros arquivos sigilosos
A denúncia, apresentada por um grande júri em Miami após investigação conduzida pelo promotor especial Jack Smith, detalhava 31 acusações de violação da Lei de Espionagem por retenção proposital de informações de defesa nacional. As demais imputações envolviam conspiração para obstrução de Justiça, ocultação de documentos em investigação federal e declarações falsas.
De acordo com os investigadores, Trump manteve arquivos ultrassecretos — incluindo referências a programas nucleares dos EUA, vulnerabilidades militares e possivelmente um “plano de ataque” contra o Irã — em diferentes áreas do resort, como salão de baile, banheiro, chuveiro, quarto e escritório. Parte das caixas ficou armazenada no palco do salão “Ouro e Branco”, no edifício principal do clube.
Donald Trump
AFP
Pela Lei de Registros Presidenciais de 1978, todos os documentos oficiais produzidos por um presidente pertencem ao governo federal e devem ser encaminhados ao Arquivo Nacional ao fim do mandato.
Em janeiro de 2022, 15 caixas foram devolvidas. Meses depois, diante da suspeita de que ainda havia documentos retidos, o FBI abriu investigação criminal. Uma intimação judicial foi emitida em maio daquele ano, e, em agosto, agentes federais cumpriram mandado de busca em Mar-a-Lago, apreendendo novos arquivos classificados.
A acusação sustenta que Trump orientou assessores a remover e ocultar caixas para evitar que fossem entregues às autoridades. Seu auxiliar Waltine Nauta também foi denunciado por suposta participação na obstrução.
O caso foi arquivado em julho de 2024. A decisão, proferida pela juíza Aileen Cannon, foi baseada na inconstitucionalidade da nomeação do promotor especial Jack Smith, que conduzia a acusação.
Clube exclusivo
Construída em 1927 pela socialite Marjorie Merriweather Post, herdeira da General Foods, a propriedade foi deixada ao governo americano como possível “Casa Branca de Inverno”, mas acabou vendida a Trump por cerca de US$ 10 milhões. Nos anos 1990, após dificuldades financeiras, o empresário transformou a residência em clube privado.
Hoje, o resort conta com 126 quartos, restaurantes, spa, quadras esportivas e salões luxuosos com detalhes dourados. Associados já pagaram taxa de adesão de US$ 200 mil e anuidades de US$ 14 mil. O espaço abriga eventos sociais e políticos e tornou-se endereço oficial de Trump na Flórida desde 2019.
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Entre 2021 e 2022, enquanto centenas de eventos e milhares de convidados circularam pelo local, caixas com documentos confidenciais permaneceram armazenadas em áreas de acesso relativamente amplo. A convivência entre atividades sociais e materiais sensíveis tornou-se um dos pontos centrais da acusação, que sustenta risco potencial à segurança nacional.
Agora novamente sob os holofotes após o incidente com o invasor, Mar-a-Lago sintetiza as duas dimensões que marcam a trajetória recente de Trump: o símbolo de poder e luxo que o acompanha desde os tempos de magnata imobiliário e o epicentro de uma crise judicial sem precedentes na história política americana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que construiu sua carreira como magnata do setor imobiliário, costumava dividir seu tempo entre as dezenas de propriedades e campos de golfe. No entanto, nenhum deles tem o significado familiar e político de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, clube privado exclusivo de Trump neste bolsão de milionários do sul da Flórida. Neste domingo, um homem armado que entrou ilegalmente na residência morreu após ser baleado pelas forças de segurança, informou no domingo um funcionário do Serviço Secreto.
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Trump estava em Washington no momento do incidente, que, segundo as autoridades, ocorreu por volta da 1h30 no horário local (6h30 GMT).
“Um homem armado foi morto a tiros (…) após ingressar ilegalmente no perímetro de segurança de Mar-a-Lago esta manhã”, disse o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, em uma publicação na rede X.
O suspeito, um homem de cerca de 20 anos, foi visto no portão norte da propriedade de Mar-a-Lago portando o que parecia ser uma espingarda e um galão de combustível, informou a agência em comunicado. Os agentes confrontaram o homem e efetuaram disparos. Nenhum deles ficou ferido.
Propriedade exclusiva em bolsão de milionários
Trump anunciou, em novembro de 2019, que mudaria seu endereço oficial de Nova York para o resort na Flórida, que fica a 120 km ao norte de Miami. Palm Beach é uma ilha bilionária, de grandes casarões, carros de luxo, galerias de arte. A propriedade foi construída nessa região exclusiva, em 1927, pela socialite americana Marjorie Merriweather Post, dona da General Foods. Morta em 1973, ela deixou o local para o governo americano como uma possível “Casa Branca de Inverno”.
O espaço foi comprado pelo presidente americano em 1985, por cerca de US$ 10 milhões (R$ 48,8 milhões, na cotação atual). Diante de dificuldades financeiras, nos anos 1990, para custear os gastos estimados em US$ 3 milhões por ano (R$ 14 milhões), o magnata fez um acordo e aproveitou os cerca de 10 mil km² de jardins e a vista para o mar para transformar o espaço num clube de luxo: o resort Mar-a-Lago. Hoje, o local se descreve no site como “epicentro da cena social de Palm Beach”.
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Em janeiro de 2021, associados ao clube pagavam taxa inicial de US$ 200 mil (R$ 976 mil) e uma taxa anual de US$ 14 mil (R$ 68 mil), de acordo com a BBC. São, ao todo, 126 quartos — alguns deles privativos e exclusivos para a família Trump. O resort conta com lavatórios revestidos de ouro nos banheiros e várias opções de lazer para os hóspedes, como restaurantes, campos de golfe, quadras de tênis e ginásios.
Estrelas como a cantora Jennifer Lopez e o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon já ficaram no resort, onde o ex-mandatário brasileiro Jair Bolsonaro jantou com Trump em março de 2020. Bolsonaro chegou a cogitar passar a virada do ano no local, mas acabou optando pela casa do lutador José Aldo, em Orlando, também na Flórida.
A mansão em Palm Beach já foi palco de centenas de eventos, entre casamentos e reuniões de arrecadação de fundos. Dezenas de milhares de convidados passaram pela propriedade até que agentes federais encontraram os documentos sigilosos retirados da Casa Branca. Parte dos arquivos ficou dois meses sobre o palco do salão de baile “Ouro e Branco” — o menor deles na residência e que fica no edifício principal do clube exclusivo, que tem centenas de associados e mais de 150 funcionários.
Algumas caixas, depois, foram levadas para a zona de escritórios do complexo, que inclui um spa, uma loja, espaços esportivos, jardim e uma piscina ao ar livre.
Um homem foi morto a tiros após alegadamente tentar invadir o perímetro de segurança de Mar-a-Lago, residência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em West Palm Beach, na Flórida, neste domingo.
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Segundo o United States Secret Service, o suspeito, descrito como um jovem na casa dos 20 anos, foi alvejado por agentes federais e por um deputado do Palm Beach County Sheriff’s Office depois de uma entrada não autorizada na área protegida.
O incidente ocorreu por volta da 1h30 da madrugada de domingo. Trump encontra-se atualmente em Washington e não estava na propriedade, que possui cerca de 5.800 metros quadrados.
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Em comunicado publicado na rede social X, o Serviço Secreto declarou:
“Em 22 de fevereiro, por volta da 1h30, um homem na casa dos 20 anos foi baleado por agentes do Serviço Secreto dos EUA e por um deputado do Palm Beach County Sheriff’s Office após uma entrada não autorizada no perímetro seguro de Mar-a-Lago”.
O suspeito, natural da Carolina do Norte, havia sido dado como desaparecido pela família dias antes do incidente. De acordo com o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, os investigadores acreditam que ele deixou o estado em direção ao sul e teria obtido uma espingarda durante o trajeto. A caixa da arma foi encontrada no veículo que conduzia.
Segundo as autoridades, o homem conseguiu passar pelo portão norte de Mar-a-Lago no momento em que outro carro saía da propriedade e acabou sendo rapidamente abordado por agentes do Serviço Secreto. Armado, ele foi confrontado pelos agentes e morreu após ser baleado.

O nome do suspeito não foi divulgado até o momento. As circunstâncias detalhadas do episódio ainda não foram esclarecidas pelas autoridades.

O ex-presidente americano Bill Clinton e sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, irão depor nesta semana perante um comitê do Congresso sobre seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Clinton comparecerá na sexta-feira (27), enquanto Hilary irá na quinta-feira (26). O casal, que confirmou presença ainda no mês passado, solicitou que o depoimento fosse prestado em público para evitar a politização sobre o assunto pelos republicanos.
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Em entrevista à BBC que foi ao ar no último dia 17, Hillary disse que “não há conexões” entre os Clinton e Epstein.
— Nós temos um registro claro sobre as quais estivemos dispostos a falar, que meu marido tem dito: ele pegou algumas caronas de avião para o seu trabalho de caridade. Eu não lembro de já tê-lo encontrado [Epstein] — respondeu a ex-secretária de Estado à rede britânica.
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Quando questionada sobre ter conhecido Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, Hillary confirmou ter “encontrado em algumas ocasiões”. Já quanto ao depoimento público, a ex-secretária de Estado americano disse querer “fazer de forma transparente”.
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— Não temos nada a esconder. Pedimos por diversas vezes a divulgação integral desses arquivos. Acreditamos que a transparência é o melhor remédio — argumentou.
Clinton aparece com frequência no lote de arquivos Epstein Files: mais de três milhões de documentos, fotos e vídeos, divulgado pelo Departamento de Justiça recentemente. O democrata chegou a ser fotografado diversas vezes ao lado do criminoso entre os anos 1990 e início dos anos 2000, antes da primeira prisão de Epstein.
O ex-presidente, porém, negou conhecimento sobre os crimes sexuais e disse ter cortado relações antes que eles viessem à tona. Nem Clinton, nem Hillary, que também nega ter conhecimento dos crimes, foram acusados pelas vítimas de Epstein de terem cometido qualquer tipo de irregularidade.
‘Só quero que seja justo’
Hillary também comentou sobre o pedido para depor no Congresso. Ao ser questionada se achava certo que o ex-príncipe e irmão do rei Charles III, Andrew Mountbatten-Windsor deveria falar perante o Congresso caso fosse intimado a isso, a ex-secretária afirmou que “todo mundo que foi chamado a depor deveria ir”.
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O ex-príncipe Andrew foi preso na última quinta-feira (19) por “suspeita de má conduta no exercício de um cargo público” após indicações de que compartilhou informações confidenciais com Epstein enquanto trabalhava como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. Se for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.
— Eu só quero que seja justo, eu quero que todo mundo seja tratado da mesma forma — afirmou Hillary, alegando que ela e Clinton estão sendo tratados de maneira diferente: — Isso não é verdade para o meu marido e para mim, porque outras testemunhas que foram chamadas a depor deram depoimentos por escrito. Nós oferecemos isso, eles querem nos envolver nisso. Por que eles quem nos envolver nisso? Para desviar a atenção do presidente Trump.
Os democratas afirmam que a investigação está sendo usada como arma para atacar os oponentes políticos de Trump, que já admitiu ter conhecido Epstein nos anos 1990. Hillary também acusou o governo Trump de promover um “encobrimento” na condução dos arquivos ligados ao criminoso sexual.
Trump declarou que rompeu relações antes da condenação de 2008 e nega qualquer envolvimento nas atividades criminosas. O nome do presidente americano aparece em registros de contato social. Apesar disso, ele não foi convocado a depor.
Ao menos oito pessoas morreram, incluindo uma criança, após um micro-ônibus turístico romper a camada de gelo do Lago Baikal, na Sibéria, e afundar nas águas subárticas. O acidente ocorreu quando o veículo atravessava uma estrada improvisada sobre o lago congelado em direção ao Cabo Khoboy, ponto turístico popular da região.
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Segundo autoridades locais, apenas um ocupante conseguiu escapar antes que o veículo fosse completamente submerso. Ele alertou os serviços de emergência. Mergulhadores especializados foram mobilizados para resgatar os corpos, entre eles o de um casal e de um adolescente de 14 anos.
Um vídeo que circula nas redes sociais capturou o momento em que o veículo afunda na fenda.
Veja:
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O micro-ônibus afundou a cerca de 18 metros de profundidade (aproximadamente 60 pés), prendendo os passageiros na água gelada. O grupo era composto por turistas chineses, um morador local e o motorista russo, identificado como Nikolay Dorzheev, de 44 anos.
As autoridades russas abriram um processo criminal para apurar as circunstâncias da tragédia. De acordo com a Associação de Operadores Turísticos da Rússia, os turistas teriam contratado o passeio por meio de um guia não registrado.
O governador da região de Irkutsk informou que o consulado-geral da China foi notificado sobre o caso.
O motorista é acusado de utilizar uma rota sobre o gelo considerada insegura. Embora o Lago Baikal costume registrar camadas de gelo com até 1,2 metro de espessura no inverno, a área onde ocorreu o acidente apresentava fissuras recentes — uma abertura de cerca de três metros de largura teria provocado o rompimento e a queda do veículo.
O Lago Baikal é o mais profundo do planeta, com cerca de 1.642 metros de profundidade máxima (5.387 pés), e concentra aproximadamente 20% de toda a água doce não congelada da Terra. Localizado ao norte da Mongólia, é um dos principais destinos turísticos da Sibéria, especialmente entre visitantes chineses.
A Groenlândia “não precisa” de apoio sanitário externo porque conta com assistência médica gratuita e universal, afirmaram no domingo autoridades da Dinamarca. A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o envio de um navio-hospital ao território autônomo no Ártico.
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“A população da Groenlândia recebe a atenção à saúde de que necessita. Ela a recebe na Groenlândia e, se for necessário um tratamento específico, o recebe na Dinamarca. Portanto, não é necessária uma iniciativa sanitária especial na Groenlândia”, afirmou à emissora dinamarquesa DR o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen.
No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de um navio-hospital à ilha e disse que a embarcação atenderá numerosos doentes no território ártico.
“Vamos enviar um grande navio-hospital à Groenlândia para cuidar de muitos que estão doentes e não estão sendo atendidos lá”, escreveu nas redes sociais. “Já está a caminho!”, acrescentou.
Controle do território
Trump tem reiterado, em diferentes ocasiões, a intenção de assumir o controle da Groenlândia, território dinamarquês considerado estratégico por Washington.
Sem mencionar diretamente a iniciativa americana, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, declarou estar “contente por viver em um país onde o acesso à saúde é livre e igual para todos, onde não são os seguros ou a fortuna que determinam se se recebe um tratamento digno”.
“O mesmo ocorre na Groenlândia”, escreveu em sua página no Facebook.
Assim como a Dinamarca, a ilha dispõe de sistema de saúde público e gratuito, administrado pelas autoridades locais. A Groenlândia conta com cinco hospitais regionais, sendo que a unidade de Nuuk, capital do território, recebe pacientes de diferentes áreas da ilha.
No início de fevereiro, o governo groenlandês firmou um acordo com Copenhague para aprimorar o atendimento de pacientes da ilha em hospitais dinamarqueses.
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