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Um cachorro de dois anos que havia sido abandonado dentro do Aeroporto Internacional Harry Reid, em Las Vegas, encontrou um novo lar após mobilizar autoridades e uma organização de resgate animal. O filhote, um goldendoodle que passou a ser chamado de Jet Blue, foi adotado pelo policial que participou do atendimento da ocorrência.
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O animal havia sido deixado no terminal no início deste mês por Germiran Bryson, de 26 anos. Funcionários do aeroporto informaram que ela não possuía a documentação necessária para embarcar com o cão como animal de serviço. Segundo a polícia, em vez de remarcar a viagem, Bryson amarrou o cachorro a um medidor de bagagens no balcão de passagens.
Pouco depois, a mulher foi localizada no portão de embarque e detida. De acordo com a polícia de Las Vegas, ela foi presa sob acusação de abandono de animal e resistência à prisão.
Resgate e adoção
Após o resgate, o cachorro permaneceu sob cuidados do Serviço de Proteção Animal durante o período obrigatório de retenção de 10 dias. Em seguida, a organização sem fins lucrativos Retriever Rescue de Las Vegas iniciou a busca por um novo lar.
O policial Skeeter Black, que já estava previamente aprovado no processo de adoção da entidade junto com a família, foi selecionado para ficar com o animal. O departamento de polícia anunciou a adoção em uma publicação nas redes sociais, informando que Jet Blue agora segue para uma “casa segura e amorosa”.
O anúncio foi acompanhado por vídeos e fotos do momento em que Black e seus familiares buscaram o cachorro no centro de resgate. Nas imagens, o animal aparece abanando o rabo e interagindo com o novo tutor.
Segundo o departamento, o caso, que começou com um episódio de abandono, terminou como um exemplo de cooperação entre autoridades, organizações de resgate e a comunidade. Bryson não retornou para buscar o animal após a detenção. Jet Blue agora inicia uma nova fase ao lado da família que o adotou.
O Irã advertiu nesta segunda-feira que considerará “um ato de agressão” qualquer ataque ao seu território, ainda que seja seletivo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuar que avalia essa possibilidade.
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Teerã e Washington participaram, em 17 de fevereiro, na Suíça, de uma segunda rodada de negociações indiretas, sob mediação de Omã, sobre o programa nuclear iraniano. O encontro ocorreu em meio à escalada de tensões na região, após os Estados Unidos enviarem dois porta-aviões ao Oriente Médio.
Irã e Omã confirmaram novas conversas para quinta-feira, mas o governo americano ainda não oficializou a participação.
— Sobre a primeira pergunta acerca de um ataque limitado, não existe ataque limitado. Um ato de agressão será considerado um ato de agressão. Ponto final — declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, em entrevista coletiva em Teerã.
A afirmação foi uma resposta às declarações de Trump, que disse na sexta-feira que “considera” um ataque limitado contra o Irã caso o país não chegue rapidamente a um acordo com os Estados Unidos.
— Qualquer Estado reagiria com firmeza a um ato de agressão com base em seu direito inerente à legítima defesa, e é exatamente isso que faríamos — acrescentou Baqai.
Na semana passada, ao ser questionado por um jornalista — “O senhor considera um ataque limitado se o Irã não chegar a um acordo?” — Trump respondeu: “O que posso dizer é que estou considerando”.
O chanceler iraniano, Abás Araqchi, lidera as negociações por Teerã. Os Estados Unidos são representados pelo emissário Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro do presidente americano.
Em entrevista à Fox News, gravada na quinta-feira e exibida no sábado, Witkoff afirmou que Trump se pergunta por que o Irã não “capitulou” diante da mobilização militar americana.
O porta-voz da diplomacia iraniana reiterou que o país jamais se rendeu ao longo de sua história.
Um passageiro foi preso no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, próximo a Bangkok, após agentes de segurança encontrarem 15 animais selvagens vivos escondidos em sua bagagem pouco antes do embarque em um voo internacional. Entre os animais estavam tartarugas e primatas protegidos por leis ambientais.
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Segundo autoridades tailandesas, Naveen Kumar, de 38 anos, cidadão indiano, se preparava para embarcar na noite de terça-feira (17) em um voo da Thai Airways com destino a Calcutá quando funcionários notaram contornos incomuns em sua mala durante a inspeção. Ao abrirem a bagagem, os agentes localizaram os animais vivos comprimidos em cestos de plástico e dentro de uma mala cinza.
Ao todo, foram encontrados 13 exemplares de tartarugas, incluindo tartarugas-cabeçudas e de água doce, além de um langur e um gibão. Kumar foi detido no local e os animais foram apreendidos pelas autoridades.
Animais foram encaminhados para órgãos de conservação
Após a apreensão, os espécimes foram entregues ao Escritório de Conservação da Vida Selvagem e à Estação de Inspeção de Pesca do aeroporto para identificação e cuidados. Em comunicado, o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas informou que os animais serão avaliados e incluídos no processo investigativo.
O suspeito também entregou voluntariamente seu telefone celular, que a polícia acredita ter sido utilizado durante o suposto esquema de transporte ilegal. Kumar tinha passagem marcada para as 23h35, no horário local.
Ele foi acusado de violar a Lei de Conservação e Proteção da Vida Selvagem, além de dispositivos da legislação aduaneira, sanitária e de pesca. O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia do Aeroporto de Suvarnabhumi, e a investigação continua.
A apreensão ocorre em um país considerado ponto estratégico para o tráfico de animais no Sudeste Asiático. Devido à proximidade com países como Myanmar e Camboja, a Tailândia é frequentemente apontada por autoridades internacionais como rota de circulação ilegal de espécies.
O comércio clandestino de animais integra um mercado global que, segundo investigações internacionais, movimenta redes criminosas transnacionais. Em outras frentes do crime organizado, rotas logísticas complexas também têm sido usadas para contrabando, incluindo esquemas que utilizam navios carregados com gado para transportar cocaína com destino a grandes portos europeus, segundo apurações do Centro de Análise e Operações Marítimas de Narcóticos (MAOC-N), sediado em Lisboa.
Um médico de 55 anos morreu após ser atacado por um tubarão enquanto praticava windsurf em uma praia popular da Nova Caledônia, território francês que abrange dezenas de ilhas no sul do Oceano Pacífico, diante de familiares que assistiam à cena da faixa de areia. O caso ocorreu na tarde de domingo em Numeá, capital do país, e mobilizou equipes de resgate e autoridades locais.
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De acordo com informações divulgadas pela organização Nouvelle-Caledonie Prevention Requin, o homem foi visto sendo violentamente sacudido na água antes de desaparecer. Ele teria sofrido ferimentos fatais nos braços e nas pernas.
Ainda não foi determinada a espécie do tubarão responsável pelo ataque, entretanto, a prefeitura de Numeá anunciou a retomada de um programa que coleta amostras de tubarões-tigre e tubarões-bulldog, duas espécies comuns na região.
O corpo foi encontrado boiando em uma lagoa próxima por um grupo de velejadores que navegava pela região. Segundo os bombeiros, os marinheiros retiraram a vítima da água e a levaram até a praia, onde tentaram reanimá-la. Apesar dos esforços, o médico teve a morte confirmada pouco depois por equipes médicas.
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Autoridades afirmaram que os ferimentos no antebraço direito, na perna e na tíbia esquerda eram compatíveis com um ataque de tubarão. A prancha de windsurf da vítima também foi localizada com um grande pedaço arrancado, aparentemente por uma mordida de animal.
Mais de uma dezena de policiais foi mobilizada para isolar a área, e a praia foi fechada ao público. Equipes especializadas também foram enviadas para prestar apoio aos familiares da vítima, que estavam no local no momento do ataque, informaram as autoridades locais.
Uma autópsia está em andamento para confirmar oficialmente a causa da morte. O promotor de Nouméa, Yves Dupas, pediu cautela ao comentar o caso: “Ainda não sabemos como o ataque aconteceu. Estamos tentando determinar as circunstâncias.”
Após o anúncio da morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG), considerado o mais violento do México, vídeos que começaram a circular nas redes sociais mostram pessoas desesperadas correndo dentro do Aeroporto Internacional de Guadalajara.
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Passageira de um voo que saiu de Newark com destino final à Cidade do México, com escala em Guadalajara, Marani Ceja relatou que, ao aterrissar, a tripulação informou que não poderiam desembarcar da aeronave.
Em entrevista ao jornal mexicano El Universal, Marani detalhou que, por indicação do piloto, os passageiros permaneceriam a bordo até novo aviso, devido à suspensão temporária de chegadas e partidas. Além disso, funcionários comunicaram que o aeroporto estava “blindado” por motivos de segurança.
— Quando chegamos, foi justamente quando começaram as movimentações; as pessoas começaram a entrar na pista correndo para se esconder. Ouviam-se os alarmes no aeroporto e vários veículos de segurança do próprio aeroporto. Desde que aterrissamos, os arredores estavam em chamas, muito fumaça por todos os lados — narrou.
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Embora tenha relatado que não foram ouvidos disparos nas proximidades ou dentro da terminal aérea, ela destacou que foi evidente a mobilização e a proteção das pessoas diante da situação.
Após permanecer cerca de uma hora a bordo, Marani contou que a tripulação comunicou a normalização gradual das operações.
‘Alarme falso’
Minutos depois, o Gabinete de Segurança confirmou que os aeroportos de Jalisco operavam normalmente.
“Os passageiros estão embarcando em seus voos conforme o programado e não se registra nenhum evento relevante nas instalações”, informou a autoridade através das redes sociais.
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Em comunicado, o Aeroporto Internacional de Guadalajara esclareceu que não houve incidentes dentro da terminal aérea e que não há risco para passageiros, colaboradores e visitantes. O aeroporto explicou que os vídeos que circulam se trataram de uma psicose entre os passageiros e pediu que mantivessem a calma e seguissem as orientações do pessoal aeroportuário.
O aeroporto afirmou que as instalações estão sob a proteção da Guarda Nacional e da Secretaria de Defesa Nacional, e que as operações continuam normalmente, sem cancelamentos ou impactos nas atividades aéreas.
Morte de ‘El Mencho’
O Exército mexicano anunciou neste domingo que matou o poderoso chefe do narcotráfico Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, líder do cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), em uma violenta operação que provocou retaliações em ao menos oito estados com bloqueios de estradas e queima de veículos, lojas e bancos.
“El Mencho”, líder do cartel Jalisco Nova Geração, com seu filho Ruben Oseguera Gonzalez, conhecido como “El Menchito”
Divulgação / Corte do Distrito de Columbia
Ex-policial de 59 anos, Oseguera era apontado como o principal líder do CJNG, organização criminosa que leva o nome do estado onde fica Guadalajara, a segunda maior cidade do México, e um dos chefes mais procurados pelo México e pelos EUA, que ofereciam uma recompensa de US$ 15 milhões (R$ 78 milhões) por informações que levassem a seu paradeiro. Em poucos anos, o grupo expandiu suas atividades para diferentes regiões do país e do continente, tornando-se um dos mais poderosos do tráfico de drogas e rivalizando com o Cartel de Sinaloa, fundado por Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán, atualmente preso nos Estados Unidos.
O Exército informou em comunicado que “El Mencho” ficou ferido em um confronto com militares na localidade de Tapalpa e morreu “durante seu traslado por via aérea à Cidade do México”. As autoridades militares acrescentaram que, para a execução da operação, “além dos trabalhos de inteligência militar central” (…) “contou-se com informações complementares” por parte das autoridades americanas.
No total, sete criminosos morreram e três militares ficaram feridos. Dois integrantes do CJNG foram detidos e foram apreendidos, entre outros tipos de armamento, lança-foguetes capazes de derrubar aeronaves e destruir veículos blindados, segundo a mesma fonte. A presidente Claudia Sheinbaum pediu calma pelas redes sociais e disse que a maior parte do país segue em “plena normalidade” . “Trabalhamos todos os dias pela paz, a segurança, a justiça e o bem-estar do México”, disse a mandatária.
Um filhote de macaco que havia viralizado nas redes sociais ganhou um novo capítulo em sua história no zoológico da cidade de Ichikawa, no Japão. Punch, de seis meses, passou a ser acolhido por outros integrantes do grupo após semanas em que aparecia em vídeos tentando se aproximar de outros primatas e buscando conforto em um urso de pelúcia.
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As imagens mais recentes, que circulam nas redes, mostram o pequeno primata sendo abraçado por um macaco adulto chamado Onsing. Em um dos vídeos, os dois aparecem escalando juntos uma estrutura rochosa do recinto, com o adulto segurando Punch enquanto o filhote se apoia para subir. Em outro registro, os dois descansam encostados em uma parede de pedra, balançando suavemente lado a lado.
Assista:
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Da rejeição à aproximação
Punch nasceu em julho e foi rejeitado pela mãe logo após o nascimento, o que obrigou a equipe do zoológico a criá-lo em um ambiente controlado. Como filhotes de macaco costumam permanecer agarrados às mães desde os primeiros dias de vida, os tratadores ofereceram cobertores e brinquedos para reduzir o estresse do animal.
O filhote rapidamente se apegou a um orangotango de pelúcia, que passou a carregar constantemente. Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostravam Punch dormindo abraçado ao brinquedo ou segurando o objeto com cautela enquanto tentava se aproximar de outros jovens do grupo.
Confira:
Apegado a bichinho de pelúcia, macaco enfrenta dificuldades em se integrar a bando em zoo
No mês passado, o zoológico iniciou um processo gradual de reintegração do animal à tropa. Em comunicado, a instituição pediu que o público acompanhasse e torcesse pelo progresso do filhote, afirmando que, apesar de algumas repreensões típicas da convivência entre macacos, não havia sinais de agressividade grave. “Embora Punch seja repreendido, ele demonstra força mental e resiliência”, informou a equipe.
A mobilização online ganhou força com a hashtag #HangInTherePunch, que atraiu visitantes ao zoológico. Em um dos dias mais movimentados, mais de cem pessoas se reuniram em frente ao recinto para observar o comportamento do filhote e registrar imagens.
Punch usa bichinho de pelúcia como apoio durante a integração com outros macacos
Reprodução / X / @heavensbvnny
Agora, com os novos vídeos mostrando o macaquinho nos braços de Onsing e cercado por outros membros do grupo, muitos dos que acompanharam sua trajetória celebram o que parece ser o fim de um período de isolamento para o pequeno primata.
O Exército mexicano matou no domingo Nemesio Oseguera, “El Mencho”, fundador e líder do cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), o chefão mais poderoso do México e por quem os Estados Unidos ofereciam 15 milhões de dólares.
Oseguera, de 59 anos, ficou ferido em um confronto com militares na localidade de Tapalpa, em Jalisco (oeste). Ele morreu pouco depois, quando era transportado por via aérea para a Cidade do México.
O CJNG reagiu violentamente, com bloqueios de rodovias e incêndio de veículos em Jalisco — sede do cartel — e em outros estados do país. Células do cartel incendiaram estabelecimentos comerciais e espalharam terror entre a população.
A reação gerada após a operação evidenciou o amplo poder que o cartel mantém em diferentes regiões do México, com presença tanto em negócios legais quanto ilegais. Também revelou sua ampla estrutura e capacidade de mobilização.
A resposta brutal do cartel reacendeu questionamentos sobre o futuro da organização criminosa e os possíveis cenários que podem se abrir após esse episódio.
O que é o cartel Jalisco Nova Geração e quão poderoso ele é?
“El Mencho” fundou esse cartel em 2009 e, segundo especialistas, trata-se de uma das organizações de narcotráfico mais poderosas do México. O chefão falecido era um dos principais responsáveis pelo tráfico de heroína, cocaína, metanfetamina e fentanil para os Estados Unidos, segundo o governo desse país.
“É certamente uma das organizações mais poderosas no México em termos de capacidade militar, capacidade de recrutamento e de armamento”, afirma à AFP David Mora, especialista do centro de análise Crisis Group.
Os negócios do cartel se expandiram para outras atividades criminosas, como extorsão, roubo de combustível e tráfico de pessoas, segundo a agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA), crimes que lhe rendem alta receita e grande capacidade econômica.
O cartel Jalisco Nova Geração se caracterizou por se mostrar “sempre disposto a desafiar o governo mexicano”.
Em diversas ocasiões, divulgou imagens de seus pistoleiros ostentando armamento e veículos blindados, além de ter atentado, em 2020, contra o atual secretário de Segurança Pública, Omar García Harfuch, quando ele era o chefe da polícia na capital. Também esteve por trás, em novembro, do assassinato do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo.
Por que a reação foi tão violenta em vários estados do México?
A reação violenta após a operação contra Oseguera ressaltou o poder do cartel no México. Os bloqueios e incêndios de lojas e estabelecimentos comerciais também se estenderam ao balneário de Puerto Vallarta, ao estado vizinho de Michoacán e aos estados de Puebla (centro), Sinaloa (noroeste), Guanajuato (centro) e Guerrero (sul).
É a organização criminosa predominante em vários estados, mas em outros está em conflito com diferentes grupos criminosos.
“O que vimos hoje é justamente uma demonstração de onde operam e onde podem infligir violência”, afirma um especialista.
Apesar da reação, o cartel não conseguiu impedir que Oseguera fosse morto e que seu corpo fosse levado pelas autoridades à Cidade do México.
O que acontecerá com o cartel sem “El Mencho” à frente?
Nemesio Oseguera era um líder criminoso ao estilo de Joaquín “Chapo” Guzmán e Ismael “El Mayo” Zambada, presos nos Estados Unidos. Tinha presença dominante no cartel Jalisco Nova Geração e não havia sucessores claros.
Segundo especialistas, o grupo havia se fortalecido após o enfraquecimento do cartel de Sinaloa devido às suas guerras internas.
Seu filho mais velho, conhecido como “El Menchito”, foi condenado no ano passado nos Estados Unidos à prisão perpétua.
Os possíveis cenários são que o cartel continue operando sem seu líder ou que entre em uma guerra interna pela liderança.
No caso de uma guerra interna, poderia haver aumento da violência homicida, já que a ausência de uma sucessão direta cria um vazio de poder e abre espaço para rearranjos violentos dentro da organização.
Professora de danças de salão, juíza internacional e presença constante em competições pela Europa e pela China, Tetiana Khimion viu a própria vida mudar radicalmente com a invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. Aos 47 anos, mãe de dois filhos, deixou os palcos e o estúdio em Sloviansk, na região de Donetsk, para se alistar nas Forças Armadas ucranianas.
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No Exército, escolheu uma função incomum para quem vinha da dança: treinou para se tornar sniper.
— Quando passeava com os miúdos no parque, às vezes atirava num pequeno campo de tiro que havia lá. Conseguia acertar no centro do alvo e até ganhar pequenos prémios. Pensei: talvez eu consiga fazer isto — contou à agência Associated Press.
Tetiana afirma que a profissão de atiradora de precisão reúne dois elementos centrais da sua trajetória pessoal.
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— A profissão de sniper é, na verdade, muito criativa e eu sou uma pessoa criativa. Preciso de me expressar. Ao mesmo tempo, é muito matemática, e eu adoro matemática. Estudei Física e Matemática na universidade, por isso esta combinação de precisão e criatividade fez todo o sentido para mim.
Em agosto de 2023, passou a integrar o 78.º Regimento de Assalto Aéreo como atiradora de curto alcance, responsável por dar cobertura a grupos de assalto em missões de combate.
Tetiana começou a praticar danças de salão aos seis anos. Tornou-se juíza de nível internacional e abriu o próprio estúdio, onde treinava crianças. A rotina era marcada por viagens constantes e competições no exterior.
— Os meus dias eram muito preenchidos. Viajávamos para competir e representar a Ucrânia. Todas as semanas íamos para uma cidade diferente, descobríamos a Europa, a China. Era muito intenso, mas parecia rotina — recorda.
A invasão russa pôs fim a essa normalidade. Naquela manhã de fevereiro, percebeu que não poderia continuar a dançar enquanto o país estava sob ataque.
Tetiana diz que encara cada missão com disciplina e sangue-frio — postura que atribui aos anos de trabalho com crianças e à exigência do desporto.
Ainda assim, admite que a guerra a transformou profundamente.
— Tornei-me uma pessoa completamente diferente. Sinto que já vivi todas as minhas emoções, sensações e momentos mais fortes. Quero continuar a viver, ir às montanhas, nadar no oceano. Mas percebo que não vou conseguir sentir as emoções como antes, porque as mais intensas já foram vividas.
Novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam detalhes perturbadores sobre o “Zorro Ranch”, a propriedade de 7.600 acres de Jeffrey Epstein no Novo México. Segundo os registros, o FBI recebeu alertas de que o financiador estaria utilizando um incinerador escondido em um celeiro recém-construído para destruir evidências de seus crimes.
As revelações surgem em meio a alegações de que o rancho serviu como cenário para abusos sexuais e tráfico de menores, com denúncias de que pelo menos duas jovens estrangeiras teriam sido estranguladas e enterradas na propriedade.
O ‘celeiro suspeito’ e o incinerador
Um relatório do FBI, datado de 19 de julho de 2019 — poucos dias após a prisão de Epstein —, registra o depoimento de um policial aposentado que patrulhou a região por 15 anos. Ele relatou às autoridades a construção de um celeiro atípico para atividades rurais.
De acordo com o depoimento, a estrutura possuía uma chaminé e um sistema de segurança conhecido como “sally port” (uma entrada controlada com portas múltiplas onde apenas uma abre por vez).
“O celeiro é suspeito, pois há uma porta de garagem que parece ser uma entrada de segurança e há uma chaminé. [Nome omitido] teme que a propriedade possa ter um incinerador escondido no local para destruir evidências”, diz o relatório.
O ex-policial também afirmou ter visto diversas figuras de “alto perfil” frequentando o rancho e mencionou rumores de que Epstein recrutava meninas para visitas ao local isolado.
Alegações de assassinatos
A atenção sobre o rancho intensificou-se após o surgimento de um e-mail enviado ao FBI por um suposto ex-funcionário da propriedade. Na mensagem, intitulada “Confidencial: Jeffrey Epstein”, o remetente afirma ter “visto tudo” enquanto trabalhava no local.
O e-mail alega que duas meninas estrangeiras foram enterradas nas colinas próximas ao rancho por ordens de Epstein e de Ghislaine Maxwell (referida como ‘Madam G’). Segundo o relato, as jovens teriam morrido por estrangulamento durante práticas sexuais violentas. O autor da mensagem chegou a pedir o pagamento de um Bitcoin em troca de vídeos que comprovariam os crimes.
Reabertura das investigações
Diante dos novos fatos, o procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, anunciou a reabertura oficial das investigações sobre o Zorro Ranch. Embora o caso estadual tenha sido encerrado em 2019 a pedido de promotores federais, o gabinete de Torrez afirmou que as “revelações contidas nos arquivos do FBI justificam um exame mais aprofundado”.
Agentes especiais e promotores estaduais buscam agora acesso imediato aos arquivos federais sem rasuras para trabalhar em conjunto com uma nova “comissão da verdade” estabelecida por legisladores estaduais.
O refúgio das elites
Epstein adquiriu o Zorro Ranch em 1993 de Bruce King, ex-governador do Novo México. A propriedade de luxo incluía uma mansão de 2.500 metros quadrados, pistas de pouso privativas, hangares e diversas residências para funcionários.
O local era utilizado como um refúgio isolado onde convidados VIP podiam circular com maior discrição do que em “Little St. James”, a ilha particular de Epstein no Caribe. Documentos judiciais já incluíram relatos de vítimas, como uma mulher identificada como Jane Doe, que afirmou ter sido abusada no rancho em 2004, aos 15 anos.
Três pessoas morreram em ataques russos na Ucrânia, duas na região de Odessa (sul) e uma em Zaporíjia (centro da Ucrânia), anunciaram as autoridades locais nesta segunda-feira, véspera do quarto aniversário do início da guerra.
Duas pessoas morreram quando drones russos atingiram a infraestrutura industrial, energética e civil na região de Odessa, disse o governador regional Oleg Kiper no aplicativo de mensagens Telegram.
Outras três pessoas ficaram feridas, em Kherson (leste) e em Dnipropetrovsk (leste), acrescentou.
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Em Zaporíjia, “os russos atacaram a cidade com drones. A infraestrutura industrial foi atingida e um homem de 33 anos morreu”, disse o chefe da administração militar regional, Ivan Fedorov. Ele acrescentou que outro homem, de 45 anos, ficou ferido.
Na noite anterior, 50 mísseis e centenas de drones atingiram a capital, Kiev, deixando uma pessoa morta.
O conflito armado desencadeado por Moscou em 24 de fevereiro de 2022 completará quatro anos nesta terça-feira. Moscou realiza ataques diários na Ucrânia.
De acordo com um relatório da missão de monitoramento dos direitos humanos da ONU na Ucrânia, publicado no início de janeiro, quase 15.000 civis ucranianos foram mortos e outros 40.600 ficaram feridos desde o início da invasão russa.
2025 foi o ano mais sangrento depois de 2022, com mais de 2.500 civis mortos, segundo o relatório.

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