Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
A apresentadora de televisão dos Estados Unidos Savannah Guthrie reconheceu que sua mãe pode já estar morta, um desfecho trágico para um caso que comoveu os EUA e intrigou as autoridades. Nancy Guthrie, de 84 anos, desapareceu de sua casa em Tucson, Arizona, em 1º de fevereiro.
Buscas continuam: polícia confirma que sangue encontrado é da mãe da jornalista americana Savannah Guthrie
Em busca de pistas: Suspeito é interrogado nos EUA pelo sequestro da mãe da apresentadora de TV Savannah Guthrie; vídeo
Apesar de buscas intensivas, a polícia ainda não identificou nenhum suspeito no caso.
Com a voz embargada, Guthrie disse em uma publicação no Instagram que ela e seus irmãos aceitam a possibilidade de sua mãe estar morta.
— Sabemos que ela pode estar perdida — disse Guthrie. — Ela pode já ter ido embora.
A família está oferecendo até US$ 1 milhão por informações que levem ao resgate de Nancy. Mas a família precisa de respostas, acrescentou a jornalista.
— Precisamos que ela volte para casa. É por isso que estamos oferecendo uma recompensa de até um milhão de dólares para qualquer informação que leve ao seu paradeiro — disse a apresentadora. — Alguém por aí sabe algo que pode trazê-la de volta para casa — acrescentou ela.
Initial plugin text
Caso tratado como crime: polícia dos EUA apura desaparecimento da mãe da apresentadora Savannah Guthrie
Investigadores federais estão oferecendo US$ 100 mil por informações que levem ao paradeiro da mulher ou à prisão de seus sequestradores.
O FBI divulgou fotos e um vídeo de uma pessoa mascarada se aproximando da casa de Guthrie na noite do sequestro, mas não identificou nenhum suspeito.
O xerife do Condado de Pima, Chris Nanos, disse na semana passada que os investigadores descartaram qualquer envolvimento de familiares de Nancy Guthrie em seu desaparecimento.
Caso Nancy Guthrie: como o Google ajudou o FBI a recuperar vídeo do sequestro de mãe de apresentadora nos EUA
Bilhete de resgate
No início deste mês, o FBI indicou que a família de Nancy Guthrie recebeu um bilhete de resgate exigindo pagamento. As imagens divulgadas no último dia 10 pela corporação mostram um indivíduo usando uma máscara de esqui, uma jaqueta com zíper, luvas e uma mochila, aproximando-se da porta da frente da casa da idosa.
Initial plugin text
Ele parece manipular a câmera por alguns segundos antes de se afastar para arrancar plantas, que ele então usa para cobrir a câmera. As autoridades locais relataram, dias após o desaparecimento, que câmera da campainha da casa de Nancy foi desconectada à 1h47 da manhã de domingo, 1º de fevereiro.
Imagens divulgadas pelo FBI, da câmera de segurança da casa da mãe de Savannah Guthrie, mostram suspeito mascarado
Reprodução / Redes Sociais
O software detectou a presença de uma pessoa menos de 30 minutos depois, às 2h12 da manhã, mas nenhum vídeo estava disponível, especificaram.
No início das investigações, a família já tinha divulgado que temia pela vida da idosa caso ela não seguisse o tratamento prescrito para seu problema cardíaco.
Initial plugin text
O Japão planeja implantar mísseis terra-ar de médio alcance na ilha de Yonaguni, a apenas 110 quilômetros de Taiwan, até março de 2031. O cronograma foi confirmado pelo ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, em meio à escalada de tensões entre Tóquio e Pequim.
Presidente do Palácio de Versalhes assumirá o Louvre após renúncia de Laurence des Cars
Reviravolta arqueológica: estudo revela o que pode ter dizimado a civilização maia há 1.200 anos
É a primeira vez que o governo japonês detalha um prazo para o destacamento do sistema na ilha mais ocidental do país, cujo reforço militar foi anunciado em 2022. A movimentação ocorre em um cenário de crescente pressão da China sobre Taiwan, território autogovernado que Pequim considera parte de sua soberania.
Localizada no arquipélago de Okinawa, Yonaguni tornou-se, ao longo da última década, um posto avançado estratégico. Atualmente, cerca de 160 integrantes das Forças de Autodefesa do Japão atuam na ilha, que realiza operações de vigilância costeira.
Segundo Koizumi, a unidade será equipada com mísseis capazes de interceptar aeronaves e projéteis inimigos. O sistema, de fabricação japonesa, tem alcance aproximado de 50 quilômetros, rotação de 360 graus e capacidade para rastrear até 100 alvos simultaneamente, podendo engajar até 12 de uma só vez.
O ministro afirmou que o plano prevê a conclusão da implantação no ano fiscal de 2030, encerrado em março de 2031, embora o calendário possa sofrer ajustes conforme o avanço das obras de infraestrutura na ilha.
Antes disso, no ano fiscal de 2026, está prevista a instalação de uma unidade de guerra eletrônica com capacidade para interferir em comunicações e radares inimigos — ampliando o caráter dissuasório da presença japonesa na região.
A China ainda não comentou oficialmente o novo cronograma. Em novembro, quando Koizumi visitou Yonaguni, Pequim acusou o Japão de “criar tensão regional e provocar confronto militar”. Dias depois, drones chineses sobrevoaram a ilha, levando Tóquio a enviar caças para monitoramento.
As relações bilaterais se deterioraram após declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi, que indicou no Parlamento que o Japão poderia acionar suas forças de autodefesa em caso de ataque a Taiwan. A fala foi interpretada por Pequim como alinhamento direto à estratégia dos Estados Unidos na região.
Desde então, a China intensificou medidas de pressão, incluindo restrições à exportação de terras raras, limitações ao turismo chinês no Japão e sanções a 20 empresas e entidades japonesas sob alegação de segurança nacional.
O presidente do complexo monumental de Versalhes assumirá a direção do Museu do Louvre, em Paris, após a renúncia de Laurence des Cars. A informação foi confirmada nesta quarta-feira à AFP por uma fonte do governo francês, corroborando notícia publicada pelo jornal Le Parisien.
Roubo no Louvre: Ilustrações reconstroem como criminosos usaram guindaste para entrar no museu e escapar em 7 minutos
Segurança: Senha do sistema de vigilância do museu era… ‘Louvre’
Leia também: Nove suspeitos são presos por fraude em ingressos do Louvre; prejuízo ao museu foi de R$ 61,4 milhões
A nomeação de Christophe Leribault, de 62 anos, deve ser oficializada em reunião do Conselho de Ministros ainda nesta quarta-feira. Segundo a mesma fonte, ele terá como missão “garantir a segurança, modernizar e levar a bom termo” o ambicioso plano de renovação do museu “Louvre–Nova Renascença” (Louvre–Nouvelle Renaissance).
Na terça-feira, Des Cars apresentou sua renúncia ao presidente francês, Emmanuel Macron, que a aceitou. A saída ocorre após uma série de escândalos que se arrastam há meses e colocaram a instituição sob forte pressão pública.
Ex-presidente do Museu do Louvre, Laurence des Cars
GEOFFROY VAN DER HASSELT / AFP
A pinacoteca — a mais visitada do mundo — está no centro da controvérsia desde o roubo, em outubro, de diversas joias da Coroa avaliadas em mais de US$ 100 milhões. Os criminosos invadiram o museu em plena luz do dia com o auxílio de um elevador de carga e fugiram em menos de oito minutos. O paradeiro das peças ainda é desconhecido. Vários suspeitos foram detidos.
Galerias Relacionadas
Em novembro, o Louvre precisou fechar uma galeria devido à deterioração estrutural do edifício. A instituição também enfrentou um vazamento de água que danificou centenas de obras da biblioteca de antiguidades egípcias.
Historiador da arte e conservador-geral do patrimônio, Leribault presidia o Palácio de Versalhes desde fevereiro de 2024. Antes disso, dirigiu os museus parisienses de Orsay e da Orangerie.
Há cerca de 1.200 anos, a civilização maia, que floresceu na península de Yucatán, na América Central, enfrentou um colapso abrupto. Em aproximadamente um século, cidades foram abandonadas e populações inteiras deixaram vastas áreas sob seu domínio. Embora o povo maia não tenha desaparecido, a drástica redução de sua influência regional tornou-se um dos grandes enigmas da arqueologia e da climatologia histórica.
Saiba qual: Nasa autoriza astronautas a levarem um item pessoal, até então proibido, nas missões Crew-12 e Artemis II
Qual é o ano em que o planeta deixaria de existir? A resposta de Stephen Hawking
Ao longo das últimas décadas, pesquisadores formularam diferentes hipóteses para explicar o declínio, que vão de conflitos internos a crises ambientais severas. Um estudo recente conduzido pelo professor Paul Mayewski, da Universidade do Maine, acrescenta um novo elemento a esse debate ao analisar núcleos de gelo com cerca de 1.200 anos.
O pesquisador examinou amostras para reconstituir as condições climáticas do período. “A primeira coisa que analisamos foi nosso registro de amônia”, explicou, ao detalhar como a concentração desse composto químico pode indicar a presença de vegetação. Níveis elevados de amônia sugerem clima quente e úmido, com abundância de plantas. Já concentrações reduzidas apontam para períodos de seca prolongada, marcados por escassez de cobertura vegetal e solos ressecados.
O clima no centro do debate
Ao avaliar as camadas correspondentes ao período do colapso maia, Mayewski identificou uma queda expressiva nos níveis de amônia. O dado indica a ocorrência de uma seca intensa e prolongada na região — fenômeno que pode ter provocado quebras sucessivas de safra. A escassez de alimentos teria comprometido a sustentação das grandes populações urbanas, impulsionando migrações e o abandono de centros considerados até hoje obras-primas da engenharia e da arquitetura pré-colombiana.
O estudo também sugere um fator agravante: o desmatamento. Pesquisas indicam que a derrubada de florestas para expansão agrícola reduz a capacidade do solo de absorver radiação solar e compromete o ciclo hidrológico. Com menor evaporação, há redução na formação de nuvens e, consequentemente, na precipitação.
Nesse cenário, teria se instaurado um ciclo adverso: menos chuvas levariam a secas mais severas, ao fracasso de culturas agrícolas essenciais e a uma crescente insegurança alimentar — processo que poderia ter sido intensificado pela própria expansão das áreas cultivadas.
A hipótese climática se soma a outras explicações para o enfraquecimento da civilização maia, que resultou em seu “desaparecimento” de amplas áreas antes ocupadas, deixando cidades monumentais vazias. Especialistas também consideram fatores como disputas políticas, instabilidade interna e pressão demográfica.
Séculos mais tarde, a chegada dos espanhóis à América Central introduziu doenças que tiveram impacto devastador sobre populações nativas, incluindo os maias.
Apesar das sucessivas adversidades, o povo maia sobreviveu. Atualmente, comunidades descendentes mantêm vivas tradições culturais em diferentes regiões da América Central, evidenciando a resiliência de uma das mais sofisticadas civilizações da história pré-colombiana. O estudo de Mayewski contribui para elucidar parte desse passado complexo, ainda marcado por múltiplas causas e interpretações.
Um crânio fossilizado de proporções impressionantes, descoberto no deserto do Saara, na África, chamou atenção de cientistas e também das redes sociais por lembrar a cabeça de um dragão das lendas. A peça, de tamanho semelhante ao de um adulto, tem mandíbula longa cheia de dentes pontiagudos e um focinho que lembra o de um crocodilo.
Descoberta rara na China encontra fóssil de dinossauro herbívoro com pele e espinhos intactos
Fóssil de tartaruga de 89 milhões de anos é encontrado nos EUA e revela pistas sobre ecossistemas antigos
O fóssil foi identificado por pesquisadores da Universidade de Chicago como pertencente a uma nova espécie de dinossauro, batizada de Spinosaurus mirabilis, nome que pode ser traduzido como “lagarto espinhoso surpreendente”. O animal teria vivido há cerca de 95 milhões de anos, no período Cretáceo, quando a região hoje ocupada pelo Saara era coberta por rios, florestas e áreas alagadas.
Além do focinho alongado, o crânio apresenta um grande chifre curvo acima dos olhos e espinhos na parte posterior da cabeça. Uma estrutura óssea de cerca de 50 centímetros se projetava entre os olhos — comparada pelos cientistas a uma cimitarra —, detalhe que ajudou a alimentar comparações com criaturas míticas.
Predador adaptado à água
Estimativas indicam que o Spinosaurus mirabilis podia atingir cerca de 12 metros de comprimento e pesar entre 4,5 e 6,3 toneladas. Os fósseis sugerem que o animal era capaz de permanecer em águas rasas, de até dois metros de profundidade, enquanto pescava.
Os pesquisadores classificam a espécie dentro da família dos espinossaurídeos, grupo de grandes dinossauros carnívoros que apresentavam características semelhantes às de crocodilos, além de uma estrutura em forma de vela ao longo das costas. Esses animais viveram entre aproximadamente 95 e 130 milhões de anos atrás e incluíam predadores conhecidos entre os paleontólogos.
A aparência incomum da reconstrução do crânio, porém, provocou reações curiosas na internet. Em comentários nas redes sociais, alguns usuários disseram que a descoberta parecia finalmente comprovar a existência de dragões. Especialistas, no entanto, reforçam que não há evidências científicas de criaturas desse tipo no registro fóssil.
Segundo o paleontólogo Paul Sereno, líder da equipe responsável pelo estudo, o momento da identificação foi marcante. Em comunicado, ele relatou que os pesquisadores se reuniram em torno de um laptop no acampamento para observar pela primeira vez a reconstrução da nova espécie.
Redescoberta de um local esquecido
A descoberta também ajudou a retomar investigações em um sítio fossilífero no atual Níger que havia sido visitado por geólogos franceses nos anos 1950. Na época, apenas um dente isolado havia sido encontrado na região remota, cercada por dunas e distante de estradas ou povoados.
Décadas depois, Sereno decidiu voltar ao local com sua equipe. Com a ajuda de um guia tuaregue que dizia conhecer áreas onde ossos apareciam na areia, os pesquisadores conseguiram localizar novamente o ponto e iniciar novas escavações.
Os resultados, publicados na revista Science, sugerem que pode haver entre dez e dezessete espécies diferentes de espinossaurídeos. A descoberta recente amplia o conhecimento sobre esses predadores e levanta novas questões sobre como eles se adaptaram a ambientes distantes do litoral.
Para os cientistas, o achado pode ajudar a reavaliar a forma como esses dinossauros viviam e se deslocavam em antigas regiões úmidas que hoje se transformaram em deserto. Enquanto isso, para parte do público, a aparência do fóssil continua alimentando a imaginação sobre as origens das histórias de dragões.
O relincho de um cavalo pode soar simples ao ouvido humano, mas esconde um mecanismo vocal complexo. Pesquisadores descobriram que esse som é formado por duas frequências distintas produzidas ao mesmo tempo, um fenômeno raro entre mamíferos.
Patógeno fúngico de ‘prioridade crítica’ identificado pela OMS pode ser ainda mais letal, diz novo estudo
Entenda: Estudo reacende debate que erupções solares podem causar terremotos
A investigação, publicada na revista Current Biology e citada nesta segunda-feira (23) pela agência Efe, indica que os animais combinam a vibração das cordas vocais com um tipo de assobio gerado na laringe, de forma semelhante ao que acontece quando pessoas cantam e emitem tons simultâneos.
Segundo a investigadora Elodie Briefer, da Universidade de Copenhague, cada uma dessas frequências desempenha um papel na comunicação dos equídeos. Os diferentes tons ajudam a transmitir informações sobre o estado emocional do animal.
Como o som é produzido
Apesar de conviverem com os humanos há mais de quatro mil anos, os cavalos ainda guardam mistérios sobre a forma como se comunicam. Para compreender melhor o relincho, cientistas analisaram a anatomia vocal dos animais, dados clínicos e gravações acústicas, reunindo métodos da medicina veterinária e da física do som.
O estudo identificou que o relincho é um caso de bifonação, fenômeno no qual uma vocalização apresenta dois componentes independentes: um grave e outro agudo. Em geral, mamíferos de grande porte produzem sons mais graves, porque o tamanho da laringe acompanha o tamanho do corpo. Os cavalos, porém, fogem parcialmente dessa regra.
A parte grave surge da vibração das cordas vocais, mecanismo semelhante ao usado por humanos ao cantar ou por gatos ao miar. Já o tom agudo é gerado por um assobio laríngeo — um fluxo de ar que se forma na própria laringe do animal.
De acordo com os pesquisadores, pequenos roedores também conseguem produzir sibilos laríngeos. Nos cavalos, no entanto, o processo ocorre simultaneamente à vibração das cordas vocais, algo até agora inédito entre mamíferos de grande porte.
Para David Reby, da Universidade de Lyon/Saint-Étienne e um dos autores do estudo, compreender essa característica ajuda a explicar a diversidade da comunicação vocal entre os mamíferos. Segundo ele, a bifonação pode ter evoluído justamente para permitir que os animais transmitam diferentes mensagens ao mesmo tempo.
O que teria levado à morte brutal de dezenas de pessoas há quase três mil anos? Novas análises arqueológicas estão ajudando a reconstruir um episódio de violência extrema ocorrido na atual Sérvia. Pesquisadores identificaram evidências de que um grupo formado majoritariamente por mulheres e crianças foi reunido e assassinado em um massacre coletivo durante a Idade do Ferro.
Sítio arqueológico com gravuras rupestres é descoberto no Piauí durante abertura de trilha na Caatinga
Entenda: Descoberta arqueológica resolve enigma de mais de dois séculos sobre abastecimento de água em vila romana na Itália
As conclusões surgiram após escavações em uma vala comum no sítio arqueológico de Gomolava, datado do século IX a.C. No local, especialistas encontraram os restos mortais de ao menos 77 indivíduos. Segundo o estudo publicado na revista científica Nature Human Behaviour, nesta segunda-feira (23), muitos deles apresentavam sinais claros de agressões fatais.
A análise dos esqueletos revelou “amplas evidências de trauma intencional, violento e frequentemente letal, principalmente na cabeça”. Os ferimentos indicam o uso de força contundente, possivelmente com armas como porretes, maças ou martelos de guerra, além de projéteis como estilingues. Em vários casos, a posição das lesões sugere que as vítimas não estavam em confronto direto com os agressores, que podem ter atacado inclusive a cavalo. Alguns esqueletos, porém, mostram marcas compatíveis com tentativas de defesa.
Ao examinar o perfil das vítimas, os pesquisadores identificaram que 40 tinham entre um e 12 anos e outros 12 eram adolescentes. Entre os 24 adultos encontrados, cerca de 87% eram mulheres. O único bebê localizado era do sexo masculino.
Indícios de conflito amplo
Estudos genéticos e análises da dieta indicaram que poucas das vítimas eram parentes próximas e que muitas cresceram em regiões diferentes. Para os cientistas, isso reforça a hipótese de que o episódio ocorreu em um contexto de instabilidade regional, quando comunidades começavam a se fixar em assentamentos mais fechados.
A equipe, formada por pesquisadores da Universidade de Edimburgo, do University College Dublin e da Universidade de Copenhague, afirma que o massacre pode ter feito parte de um conflito mais amplo entre grupos. Segundo a arqueóloga Linda Fibiger, que co-liderou o trabalho, os assassinatos podem ter sido uma forma de afirmar domínio sobre território e recursos. O estudo também destaca que a escolha das vítimas sugere episódios de violência direcionados por gênero e idade.
Apesar da brutalidade, o local apresenta sinais de que houve cuidado na preparação do sepultamento. Os corpos foram enterrados com objetos pessoais, como joias, além de ornamentos de bronze e recipientes de cerâmica. Também foram encontrados ossos de até 100 animais, além de vestígios de alimentos e ferramentas de moagem.
As evidências indicam que as vítimas foram enterradas pouco depois da morte, provavelmente nas proximidades do local do massacre. Para o arqueólogo Barry Molloy, responsável pela investigação principal, a análise detalhada permite reconstruir não apenas o momento da violência, mas também o significado que o evento teve para aquela comunidade.
Segundo os autores, o perfil das vítimas e a forma como o enterro foi realizado apontam para um ato deliberado e calculado, com forte impacto social. O monumento funerário construído em Gomolava teria servido como lembrança permanente do episódio, refletindo disputas de poder e transformações nas relações entre grupos da Europa pré-histórica.
Já imaginou sair de Londres e tomar um café em Paris menos de meia hora depois? Essa é a promessa de um projeto ferroviário futurista que vem sendo testado no norte da Holanda e que tenta transformar radicalmente a forma como as pessoas viajam pela Europa.
Em Veendam, uma pequena cidade industrial, funciona o Centro Europeu do Hyperloop, um campo de testes dedicado a essa tecnologia. A ideia é simples no conceito e complexa na prática: cápsulas de passageiros viajariam dentro de tubos quase sem ar, suspensas por levitação magnética e alcançando velocidades superiores a 965 km/h. Nesse cenário, trajetos hoje longos poderiam encolher drasticamente, como a rota entre Paris e Amsterdã, que atualmente leva mais de três horas de trem.
Segundo Kees Mark, diretor do centro de testes, a tecnologia pode mudar a própria percepção de distância. Em entrevista ao The Telegraph, ele afirmou que a possibilidade de estar em outra capital europeia em menos de uma hora representa “uma mudança enorme de mentalidade”.
Um desafio técnico que pode mudar o transporte
A ideia do hyperloop ganhou notoriedade em 2013, quando o empresário Elon Musk publicou um documento defendendo o conceito. Desde então, empresas e universidades passaram a desenvolver protótipos. Parte desses esforços ocorreu nos Estados Unidos, onde a Virgin Hyperloop chegou a realizar um teste com passageiros, mas encerrou as atividades em 2023 após o aumento dos custos.
Na Europa, porém, os testes continuaram. O centro inaugurado em 2024 conta com um tubo de cerca de 400 metros onde cápsulas são suspensas por ímãs, em um sistema semelhante ao de trens de levitação magnética. Uma das vantagens, segundo engenheiros, é a ausência de contato físico com trilhos, o que reduz desgaste mecânico.
Recentemente, os pesquisadores afirmam ter resolvido um dos principais obstáculos técnicos: como fazer as cápsulas mudarem de rota dentro do tubo. Em dezembro, engenheiros realizaram no local uma troca de faixa sem partes móveis, usando apenas o controle dos ímãs para redirecionar o veículo. O teste ocorreu a 88 km/h e foi considerado um passo importante para tornar o sistema viável em redes maiores.
Custos, dúvidas e corrida global
Apesar dos avanços, especialistas afirmam que os desafios ainda são grandes. Manter o vácuo em tubos extensos e evitar vazamentos é uma das dificuldades técnicas. O financiamento também pesa: construir linhas longas o suficiente para provar a segurança do sistema exigiria investimentos bilionários.
Projetos de hyperloop já foram anunciados em países como Emirados Árabes Unidos, Índia e Itália. A China também investe na tecnologia e realizou testes de aceleração rápida com veículos de levitação magnética, além de operar uma pista experimental de quase dois quilômetros.
Outro ponto de debate é a capacidade de transporte. Críticos argumentam que as cápsulas atuais são pequenas — um dos protótipos europeus leva apenas cinco passageiros — o que poderia manter as tarifas elevadas. Defensores da tecnologia respondem que o objetivo é operar centenas de cápsulas autônomas, circulando sob demanda e coordenadas por sistemas digitais dentro dos túneis.
Enquanto engenheiros trabalham para transformar a ideia em realidade, o contraste ainda é evidente. Do lado de fora do centro de testes na Holanda, trens convencionais continuam passando pelos trilhos ao lado do túnel experimental — lembrando que, por enquanto, o futuro das viagens ultrarrápidas ainda está em fase de teste.
Investigadores do Sri Lanka prenderam nesta quarta-feira o ex-chefe da Inteligência do país, acusado pelos atentados do Domingo de Páscoa de 2019, que mataram 279 pessoas, informou a polícia.
O major-general reformado Suresh Sallay foi capturado ao amanhecer em um subúrbio da capital, acrescentou a polícia.
– Ele foi preso por conspiração e cumplicidade nos atentados do Domingo de Páscoa – disse um investigador.
Vídeo mostra chegada de suspeito homem-bomba a igreja alvo de ataque no Sri Lanka
Sallay, que foi promovido a chefe do Serviço de Inteligência do Estado (SIS) em 2019, após Gotabaya Rajapaksa se tornar presidente, foi acusado de participar dos atentados suicidas coordenados, o que ele nega.
A emissora britânica Channel 4 noticiou em 2023 que Sallay tinha ligações com terroristas islâmicos e havia se encontrado com eles antes dos ataques.
Em 2024: Candidato da esquerda, Anura Kumara Dissanayaka, vence eleições no Sri Lanka
Um denunciante contou à emissora que permitiu que os ataques acontecessem para influenciar as eleições presidenciais daquele ano a favor de Rajapaksa.
Dois dias após os ataques, Rajapaksa anunciou sua candidatura e venceu as eleições de novembro com uma vitória esmagadora, após prometer erradicar o extremismo islâmico.
Rajapaksa deixou o poder depois que uma revolta social em 2022 o forçou a fugir do país.
Após os ataques contra três igrejas e três hotéis, as autoridades culparam um grupo jihadista local, e Sallay também foi acusado de orquestrá-los.
Mais de 500 pessoas ficaram feridas nos ataques, que também mataram 45 estrangeiros e prejudicaram gravemente a lucrativa indústria do turismo do país.
O chanceler alemão Friedrich Merz desembarcou nesta quarta-feira na China para sua primeira visita ao principal parceiro comercial e rival tecnológico de seu país, em um momento em que a maior economia da Europa enfrenta desafios.
Berlim e Pequim buscam fortalecer seus laços econômicos de décadas em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, gerou preocupações globais com sua ofensiva tarifária e outras medidas diplomáticas.
Ministro das Relações Exteriores da China afirma esperar ‘novo patamar’ nas relações com a Alemanha
Líderes globais reagem com cautela e estudam retaliações a novas tarifas de Trump
A viagem de Merz segue as recentes visitas dos líderes da França, do Reino Unido e do Canadá, que também buscaram reequilibrar suas relações econômicas com a China. A chegada de Trump está prevista para 31 de março.
Ao mesmo tempo, espera-se que o chanceler alemão enfatize os interesses de seu país e de outras nações europeias em suas conversas na quarta-feira com o presidente Xi Jinping, instando-o a pressionar a Rússia, aliada de Pequim, a encerrar a guerra na Ucrânia.
A China, a segunda maior economia do mundo, ultrapassou os Estados Unidos no ano passado como o maior parceiro comercial da Alemanha, embora Berlim também veja o país governado pelo Partido Comunista como um rival sistêmico do Ocidente.
Analistas observaram que Merz viajou para a Índia, a maior democracia do mundo, apenas algumas semanas antes de ir para a China.
Merz afirmou na sexta-feira que iria a Pequim, acompanhado por uma grande delegação empresarial, em parte porque a Alemanha, dependente das exportações, precisa de “relações econômicas em todo o mundo”.
“Mas não devemos nos iludir”, acrescentou, salientando que a China, como rival dos Estados Unidos, está agora “reivindicando o direito de definir uma nova ordem multilateral em seus próprios termos”.
De maneira mais geral, as empresas europeias reclamam que a China, com sua fraca demanda interna, está inundando a Europa com produtos baratos graças a subsídios estatais e a uma moeda subvalorizada.
O déficit comercial da Alemanha com a China atingiu o recorde de 89 bilhões de euros (US$ 105 bilhões) no ano passado.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress