Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Ao apresentar nesta semana seu argumento público a favor de uma nova campanha militar dos Estados Unidos contra o Irã, o presidente Donald Trump e seus assessores afirmam que Teerã retomou seu programa nuclear. Também dizem que o país já dispõe de material suficiente para produzir uma bomba em poucos dias e que desenvolve mísseis de longo alcance capazes de atingir o território americano em breve. As três alegações são falsas ou carecem de comprovação. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O governo sérvio lançou um programa público para jovens e famílias que desejam escapar do alto custo de vida nas grandes cidades e se estabelecer em áreas rurais afetadas pelo despovoamento. Essa iniciativa faz parte de uma política mais ampla destinada a conter o despovoamento rural e promover o desenvolvimento local. Por isso, estão oferecendo auxílio financeiro de até € 13 mil, aproximadamente R$ 78,8 mil, segundo alguns sites oficiais do governo.
Discordância sobre termos propostos: Trump ordena que governo dos EUA pare ‘imediatamente’ de usar IA da Anthropic
Decisão após quase uma década: Tribunal dos EUA ordena que Greenpeace pague US$ 345 milhões à operadora de oleoduto alvo de protesto
Essa medida atrativa está relacionada às pressões econômicas em algumas cidades europeias, onde o custo de vida e o aluguel consomem mais de 40% da renda. Isso dificulta o acesso à propriedade imobiliária ou a conquista da independência financeira para as gerações mais jovens.
Embora o mercado imobiliário da Sérvia não atinja os níveis de outras grandes capitais europeias, também está sob pressão. Em Belgrado, o preço de uma casa varia de € 70 mil a € 140 mil, dependendo da localização e do tamanho.
Da mesma forma, os aluguéis variam de 480 a 800 euros por mês. Portanto, este programa de auxílio estatal visa incentivar os cidadãos a se mudarem permanentemente para áreas rurais.
O governo sérvio está oferecendo subsídios para a compra de casas rurais com jardim. Este programa destina-se a jovens, casais e famílias que desejam viver neste tipo de moradia.
‘Vocês vão acreditar’: Presidente afirma que República Dominicana lançará satélite ou foguete ao espaço em 2028
Essa medida busca também revitalizar aldeias que perderam habitantes nos últimos anos ou nas últimas décadas, trazendo assim vida de volta a essas áreas despovoadas.
O governo também oferece apoio adicional aos agricultores, pois o objetivo não é apenas que eles comprem moradia, mas também que se envolvam na agricultura e em outras atividades produtivas no campo. Isso visa a contribuir para o seu desenvolvimento econômico.
Esses incentivos permitem que as pessoas adquiram máquinas agrícolas, gado e todos os insumos necessários para iniciar sua produção rural. Parte desse auxílio é financiada por programas europeus que promovem o empreendedorismo em áreas rurais.
Galerias Relacionadas
O chanceler de Omã, país que media as negociações entre EUA e Irã em torno do programa nuclear iraniano, afirmou nesta sexta-feira que Teerã concordou em “jamais” acumular urânio enriquecido, como parte das concessões para um acordo com Washington. Na quinta-feira, os dois lados voltaram a se reunir em Genebra e falaram em avanços à mesa, mas o presidente Donald Trump expressou sua insatisfação com um texto final, deixando em aberto a possibilidade de uma intervenção militar.
Análise: Trump diz que guerra contra o Irã seria ‘facilmente vencida’, mas imagens de satélite sugerem dificuldades
Sob ameaça de ataque: Iranianos preparam mochilas de emergência, estocam suprimentos e planejam rotas de fuga
Em entrevista ao programa Face The Nation, da rede CBS News Badr Albusaidi, disse que os iranianos concordaram em “nunca, jamais acumular material nuclear capaz de ser usado em uma bomba”, e que os estoques de urânio enriquecido hoje no país seriam diluídos “ao nível mais baixo possível”. Teerã ainda concordou com o retorno dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), que terão “acesso total” às instalações nucleares.
— Não haverá acúmulo, nem estocagem, e haverá verificação completa — disse Albusaidi, sem descartar uma eventual presença de inspetores americanos. — Um acordo de paz está ao nosso alcance.
Representantes do Irã e dos EUA não se pronunciaram.
Entenda: EUA avaliam atacar o Irã meses depois de terem dito que haviam obliterado programa nuclear do país
Os estoques de urânio enriquecido dentro do Irã são um dos pontos mais complexos das negociações com os EUA. Estima-se que Teerã tenha 400kg do material enriquecido a 60%, nível próximo do necessário para uso militar (acima de 90%), e países ocidentais viam esse cenário como um passo crucial para o desenvolvimento de uma bomba atômica, o que o Irã nega.
Pelo acordo internacional firmado em 2015, rasgado por Trump em 2018, os iranianos poderiam armazenar 300kg de urânio enriquecido a no máximo 3,67%, adequado para uso civil, além de inspeções mais intrusivas para garantir seu cumprimento. Contudo, com a saída dos EUA e a retomada das sanções, que tinham sido suspensas, os iranianos passaram a descumprir os limites, acelerando o ritmo de enriquecimento e o desenvolvimento de novas centrífugas.
Embora demonstre otimismo com o rumo do diálogo, Albusaidi disse que “precisamos de um pouco mais de tempo”, citando conversas técnicas previstas para segunda-feira, em Viena, e para ajustes que serão realizados com os representantes dos dois lados. Questionado, o diplomata disse esperar que os progressos até o momento tenham sido suficientes para evitar um ataque americano. Na última reunião, na quinta-feira, não houve anúncio de um acordo, mas os negociadores sinalizaram avanços.
Cenário de tensão: Guarda Revolucionária do Irã inicia manobras militares no Golfo em meio a tensão com os EUA
Desde o início do ano, Trump acumulou uma importante presença militar nos arredores do Oriente Médio, com dois grupos de ataque de porta-aviões, aeronaves de combate e sistemas de defesa aérea, e sugeriu a diplomatas e funcionários do governo americano em países como Líbano e Israel que deixassem a área.
Nesta sexta-feira, ele disse a jornalistas que “não estamos exatamente satisfeitos com a forma como negociaram”, e que o regime “não pode ter armas nucleares”. Quando perguntado sobre suas forças no Oriente Médio, afirmou que “adoraria não precisar usá-las, mas às vezes é necessário”.
Referências históricas: EUA designam Irã como Estado que pratica prisões arbitrárias e citam invasão de embaixada em Teerã, há 47 anos
Mais tarde, em comício no estado do Texas, afirmou que seu objetivo é vetar as atividades de enriquecimento de urânio no Irã, e declarou que ainda não tomou uma decisão sobre um ataque um cenário que o alto comando do Pentágono não considera ser o melhor dos mundos.
— Temos uma grande decisão a tomar — disse o presidente, recorrendo ao longo histórico de animosidade entre os dois países. — Temos um país que, há 47 anos, vem explodindo pernas e braços de pessoas. Eles querem fazer um acordo, mas precisamos de um acordo que seja significativo. Prefiro fazer isso de forma pacífica. Mas eles são pessoas muito difíceis.
Um juiz dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira (27) uma condenação que obriga o Greenpeace a pagar US$ 345 milhões (R$ 1,7 bilhão) em indenizações ao operador de um oleoduto contra o qual a ONG protestou, segundo uma cópia da sentença vista pela AFP.
Zonas protegidas: Greenpeace repudia projeto de Milei para modificar Lei de Geleiras em favor da mineração em águas argentinas
‘Vocês vão acreditar’: Presidente afirma que República Dominicana lançará satélite ou foguete ao espaço em 2028
A decisão representa um duro golpe para a organização ambiental, que denunciava a intenção da empresa Energy Transfer de “silenciá-la”, levando-a à ruína.
O conglomerado energético acusou o Greenpeace de orquestrar atos de violência e difamação durante a polêmica construção do oleoduto Dakota Access há quase uma década.
No ano passado, um júri decidiu a favor do conglomerado e ordenou que três entidades do Greenpeace pagassem mais de 660 milhões de dólares (R$ 3,4 bilhões) em indenizações, com base em acusações que incluíam invasão de propriedade, perturbação da ordem pública, conspiração e privação de acesso à propriedade.
Essa quantia recorde foi reduzida a quase metade pelo juiz James Gion, de Dakota do Norte, que considerou que alguns danos tinham sido contabilizados duas vezes.
— Esta batalha judicial está longe de terminar — disse Kristin Casper, conselheira jurídica do Greenpeace Internacional, em um comunicado à AFP sobre a decisão.
— Solicitaremos um novo julgamento e, se não tivermos sucesso, recorreremos da decisão à Suprema Corte de Dakota do Norte, onde o Greenpeace Internacional e as entidades do Greenpeace nos Estados Unidos têm sólidos argumentos para conseguir a extinção de todas as ações judiciais contra nós — acrescentou Casper.
Galerias Relacionadas
O Departamento de Estado dos EUA designou o Irã como “Estado Patrocinador de Detenções Arbitrárias”, em meio à tensão ligada às negociações sobre o programa nuclear do país, e diante da ameaça de uma ação militar. O documento não menciona a aplicação de sanções contra o regime iraniano, mas cita um episódio marcante das relações entre Washington e a República Islâmica: a invasão da Embaixada dos EUA em Teerã em 1979, após a queda da monarquia de Mohammad Reza Pahlavi.
“Quando o regime iraniano tomou o poder há 47 anos, o aiatolá [Ruhollah] Khomeini consolidou seu controle endossando a tomada de reféns de funcionários da Embaixada dos EUA”,afirmou, em comunicado, o secretário de Estado, Marco Rubio. “Por décadas, o Irã continuou a deter cruelmente americanos inocentes, bem como cidadãos de outras nações, para usá-los como moeda de troca política contra outros Estados. Essa prática abominável precisa acabar.”
Guga Chacra: Um replay da guerra de 2025 no Irã?
Tensão no Oriente Médio: Secretário de Estado dos EUA viajará para Israel na segunda-feira para discussões sobre o Irã
No ano passado, Trump emitiu uma ordem executiva para proteger americanos no exterior, na qual estabelecia a classificação de “Estado Patrocinador de Detenções Arbitrárias”, e previa punições desde restrições ao uso do passaporte dos EUA até sanções, a suspensão de ajuda e o bloqueio de exportações aos Estados Unidos. Pouco depois, o Congresso aprovou uma lei oficializando as regras.
“Se o Irã não parar, seremos forçados a considerar medidas adicionais, incluindo uma possível restrição geográfica de viagens ao uso de passaportes americanos para, através ou a partir do Irã”, declarou Rubio. “O regime iraniano deve parar de fazer reféns e libertar todos os americanos detidos injustamente no Irã, medidas que poderiam pôr fim a essa designação e às ações associadas.”
Alvos protegidos: Trump diz que guerra contra o Irã seria ‘facilmente vencida’, mas imagens de satélite sugerem dificuldades
Segundo as autoridades americanas, ao menos quatro cidadãos do país estão presos no Irã, sendo que alguns foram capturados no ano passado, em meio à guerra de 12 dias com Israel e após o bombardeio ordenado por Donald Trump, em junho.
No passado, civis com passaportes dos EUA foram usados como moeda de troca entre Teerã e Washington: em 2023, um acordo para liberar US$ 6 bilhões em fundos iranianos congelados na Coreia do Sul envolveu o retorno de cinco americanos. Anos antes, em 2016, o jornalista Jason Rezaian foi solto em uma troca de prisioneiros entre os dois governos, após mais de um ano atrás das grades.
No comunicado, Rubio declarou que “nenhum americano deve viajar para o Irã por qualquer motivo”, e reiterou “o apelo para que os americanos que estão atualmente no Irã deixem o país imediatamente” Há anos o Departamento de Estado desencoraja viagens de cidadãos dos EUA ao Irã, e aponta para riscos “incluindo terrorismo, agitação social, sequestro, prisão arbitrária e detenção ilegal”. Atualmente, os dois países negociam um novo acordo para o programa nuclear iraniano, e Trump não descarta o uso de força militar para colocar as autoridades locais nas cordas.
“Alguns cidadãos americanos foram mantidos presos por anos sob falsas acusações, submetidos a tortura e até mesmo condenados à morte”, continua o alerta.
Americanos desembarcam de avião após serem libertados da embaixada dos EUA em Teerã, em 1981
Fred R. Conrad/The New York Times
Na ordem de Rubio, chamou atenção a menção à invasão da Embaixada dos EUA em Teerã, iniciada em 1979. O local, hoje conhecido como “Ninho da Serpente”, foi invadido por simpatizantes do novo regime e estudantes, que mantiveram ali 52 reféns por 444 dias. O governo do então presidente Jimmy Carter ordenou uma ação de resgate, a Operação Eagle Claw, que terminou com a morte de oito militares e ficou marcada como um vexame para o democrata, que perderia a reeleição em 1980 para Ronald Reagan. Os reféns foram libertados em 20 de janeiro de 1981, dia da posse de Reagan, e historiadores apontam para uma coordenação entre os invasores e a campanha do republicano, para que o retorno dos cidadãos americanos ocorresse após as eleições.
A República Dominicana planeja lançar um satélite ou um foguete ao espaço em 2028 e transformar o país em um polo tecnológico, anunciou o presidente Luis Abinader nesta sexta-feira, durante seu discurso anual sobre o Estado da Nação.
Após quase 19 meses: líder opositor recebe liberdade plena sob anistia na Venezuela
Cuba: Trump diz que os EUA estão considerando uma ‘tomada de controle amigável’; venda de petróleo é parte-chave de plano
“Antes de maio de 2028, vamos enviar um satélite ou um foguete ao espaço a partir de Pedernales”, disse o presidente. “Vocês vão acreditar”, acrescentou, rindo.
O turismo é a principal atividade econômica da nação caribenha de 11 milhões de habitantes, que agora investe fortemente em tecnologia. O plano tecnológico está sendo impulsionado por acordos com empresas de tecnologia internacionais.
Initial plugin text
A LOD Holdings construirá uma plataforma de lançamento. Abinader afirmou ter chegado a um “acordo histórico” no valor de US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,07 bilhões) após três anos de negociações com a empresa.
Ele também lembrou que o país assinou um acordo de mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,56 bilhões) com o Google para a construção do “primeiro centro internacional de intercâmbio digital da América Latina e apenas o oitavo do mundo”.
“O acordo inclui um centro de dados de classe mundial […] e a consolidação da República Dominicana como um polo estratégico de conectividade digital” na região. “Isso nos tornará o país mais competitivo para investimentos de empresas de tecnologia”, afirmou.
Initial plugin text
Em seu discurso, que durou mais de duas horas, o presidente dominicano enfatizou que o país está trilhando “o caminho da tecnologia, da inteligência artificial, do futuro do trabalho e da economia de próxima geração”.
O dirigente opositor Freddy Superlano, conhecido por ter vencido as eleições para governador de Barinas, terra natal de Hugo Chávez, recebeu liberdade plena no âmbito da lei de anistia na Venezuela, informou nesta sexta-feira o próprio opositor.
Mais de 4 mil pedidos: 179 pessoas deixam prisão com liberdade plena após anistia na Venezuela, mas há denúncias de casos atrasados
Bastidores da queda: confiante até o fim, Maduro ignorou alertas e subestimou ameaças de Trump nos dias antes de sua captura
A legislação é uma iniciativa da presidente interina Delcy Rodríguez, que a promoveu ao assumir o poder após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro durante uma incursão militar dos Estados Unidos.
Especialistas, no entanto, criticam a lei recém-promulgada por a considerarem excludente.
Superlano foi solto em 8 de fevereiro durante um processo de libertação de presos políticos que começou um mês antes com o governo de Delcy e que avançou com lentidão. Ele recebeu, a princípio, liberdade condicional em Barinas.
‘Injusta’: Lei de anistia aprovada na Venezuela enfrenta críticas por poder deixar na prisão centenas de opositores
“Hoje, depois de quase 19 meses, recuperamos nossa liberdade, aquela que nos tiraram por pensar diferente e defender nossas convicções, e que, em nenhum momento, eu hesitaria em continuar defendendo”, escreveu Superlano no X.
O político de 49 anos divulgou ainda um vídeo no qual um policial lê uma notificação em que se “decreta o fim de todas e cada uma das medidas coercitivas que pesavam” sobre ele.
Em seguida, dois agentes retiram a tornozeleira eletrônica, como se vê nas imagens.
Initial plugin text
Superlano trabalhou junto com a líder opositora María Corina Machado na campanha prévia às eleições presidenciais de 2024 e foi preso dois dias depois da questionada reeleição de Nicolás Maduro.
“Em liberdade plena, nosso irmão!”, celebrou no X Juan Pablo Guanipa, outro dirigente da oposição e colaborador próximo de Corina Machado, que também foi anistiado na semana passada.
Superlano ficou detido na prisão de Rodeo I e, antes disso, no temido presídio do Helicoide, um centro de tortura segundo defensores de direitos humanos, que Delcy mandou fechar.
Presidente interina da Venezuela: Delcy Rodríguez pede a Trump que ‘ponha fim ao bloqueio e às sanções’ contra o país
O dirigente foi inabilitado politicamente depois de ganhar em 2021 o governo de Barinas, um antigo reduto do chavismo e terra natal do popular presidente falecido Hugo Chávez (1999–2013).
Foi deputado da Assembleia Nacional (2016–2021) e coordenador regional do partido Vontade Popular.
O ex-presidente dos EUA Bill Clinton negou ter conhecimento dos crimes cometidos pelo financista Jeffrey Epstein, com quem manteve laços no início do século, e disse que “não viu nada e não fez nada de errado”. Clinton apareceu nos documentos do caso, tornados públicos nas últimos meses, e está sendo ouvido pela comissão da Câmara que investiga os arquivos, um dia depois de sua mulher, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, prestar depoimento.
“Primeiro, eu não tinha ideia dos crimes que Epstein estava cometendo. Não importa quantas fotos você me mostre, há duas coisas que, no fim das contas, importam mais do que a sua interpretação dessas fotos de 20 anos atrás”, afirmou Clinton nas declarações iniciais, publicadas em suas redes sociais. “Eu sei o que vi e, mais importante, o que não vi. Eu sei o que fiz e, mais importante, o que não fiz. Não vi nada e não fiz nada de errado.”
Arquivos Epstein: Veja quem perdeu cargos, foi preso ou passou a ser investigado após revelações
Em 2004: ‘Foi um livramento’, diz modelo brasileira ao relatar aliciamento por ‘recrutador’ de Epstein no RS
O democrata disse concordar em prestar depoimento à Comissão de Supervisão da Câmara, controlada pelos republicanos, porque acredita que os Estados Unidos “foram construídos com base na ideia de que ninguém está acima da lei, nem presidentes”, e porque as “as meninas e mulheres cujas vidas Jeffrey Epstein destruiu merecem não apenas justiça, mas também cura”. O depoimento ocorre a portas fechadas.
“Elas esperaram tempo demais por ambas. Embora meu breve contato com Epstein tenha terminado anos antes de seus crimes virem à tona, e embora eu nunca tenha testemunhado, durante nossas limitadas interações, qualquer indício do que realmente estava acontecendo, estou aqui para oferecer o pouco que sei para que isso possa impedir que algo assim aconteça novamente”, completou.
Caso Epstein: Democratas acusam governo dos EUA de ocultar arquivos que citam Trump em ‘maior encobrimento da história moderna’
Bill Clinton não é acusado por nenhum crime relacionado a Epstein, ao contrário do ex-príncipe da coroa britânica Andrew, que chegou a ser preso. Mas seus laços com o financista há anos turbinam teorias da conspiração. No começo do século, entre 2002 e 2003, Clinton usou o avião particular do milionário cerca de 16 vezes, e foi visto com frequência ao lado dele e de outros nomes do jet-set global, como o vocalista do Rolling Stones, Mick Jagger, e de Ghislaine Maxwell, sócia de Epstein que cumpre pena de 20 anos de prisão em uma penitenciária na Flórida.
Primeira parte dos documentos do caso Epstein tem destaque para o ex-presidente democrata Bill Clinton
Divulgação / Departamento de Justiça dos EUA
Essa relação ficou ainda mais evidente após a divulgação dos documentos do processo contra Epstein, que morreu na prisão em 2019 antes de ser julgado por crimes como abuso de menores e tráfico humano. Além de menções em e-mails e conversas, Clinton aparece em fotos em eventos do financista, incluindo jantares, e mais à vontade, em piscinas, banheiras de hidromassagem e ao lado de jovens mulheres, cujas identidades foram preservadas. Muitos adversários políticos relembraram os escândalos sexuais envolvendo o democrata, como as relações que manteve com uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky, e que quase lhe custaram a Presidência.
O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, é citado diversas vezes nos arquivos ligados a Jeffrey Epstein
Reprodução: Departamento de Justiça dos Estados Unidos
Nas declarações iniciais, ele disse que cortou os laços com Epstein em 2008, quando o financista se declarou culpado por exploração de menores, dois anos depois do início de uma investigação do FBI, a polícia federal americana, por crimes sexuais.
“Espero que, estando aqui hoje, possamos nos afastar um pouco mais da beira do abismo e voltar a ser um país onde possamos discordar uns dos outros de forma civilizada – onde a busca pela verdade e pela justiça seja mais importante do que o desejo partidário de marcar pontos e criar espetáculo”, afirmou Clinton, que comandou o país entre 1993 e 2000.
Citado nos arquivos: Bill Gates admite casos extraconjugais com duas mulheres, mas nega envolvimento nos crimes de Epstein
O depoimento foi tomado em Chappaqua, cidade no estado de Nova York onde vivem o ex-presidente e Hillary Clinton, ouvida na véspera, a portas fechadas. A ex-secretária de Estado relatou que não conheceu Epstein pessoalmente, e garantiu que Bill Clinton deixou de manter contato com ele em 2008.
Mick Jagger e Bill Clinton nos arquivos de Epstein
US DEPARTMENT OF JUSTICE
Em um dos poucos momentos do depoimento que vieram a público — a gravação em vídeo das seis horas e meia de conversa será liberada em breve —, Hillary foi questionada pela republicana Nancy Mace sobre como se sentiu ao ver fotos do marido recebendo massagem nas costas de outra mulher. Ela respondeu que não estava ali para falar de seus sentimentos.
Nesta sexta-feira, o ex-presidente criticou a convocação da esposa.
“Antes de começarmos, preciso falar sobre algo pessoal. Vocês convocaram Hillary. Ela não tinha nada a ver com Jeffrey Epstein. Nada. Ela não se lembra nem de tê-lo conhecido. Ela não viajou com ele nem visitou nenhuma de suas propriedades. Não importa se vocês intimaram 10 ou 10 mil pessoas, chamá-la foi simplesmente errado”, declarou.
Ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, durante entrevista coletiva
CHARLY TRIBALLEAU / AFP
Embora tenha usado a suposta presença de democratas (como Clinton) em uma lista de clientes de Epstein como arma política, Donald Trump se vê agora em meio a um furacão causado pela divulgação dos documentos do processo, a pedido da própria base republicana. O nome dele aparece 38 mil vezes, em fotos, e-mails, conversas e alegações de abusos feitos pelas vítimas.
Atualmente, o Departamento de Justiça, a cargo da divulgação dos documentos, investiga se o depoimento de uma mulher que diz ter sido abusada por Trump quando era menor de idade foi removido de forma deliberada, assim como outras citações potencialmente danosas. Na véspera, Hillary declarou que a pressão republicana sobre ela e Bill é uma forma de blindar o presidente. Mas para a oposição, a convocação do casal, viabilizada após meses de negociações, abriu um precedente.
— Vamos reiterar o pedido que fizemos ontem (quinta-feira). Agora, estamos solicitando e exigindo que o presidente Trump compareça oficialmente para depor perante a Comissãosude Supervisão. Ele aparece nos arquivos de Epstein, ao lado de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, quase mais do que qualquer outra pessoa — afirmou o democrata Robert Garcia.
O Sr. Trump e o Sr. Epstein apareceram em Mar-a-Lago, na Flórida, durante uma reportagem da NBC em 1992
Reprodução
Em declarações a jornalistas na Casa Branca, Trump, que no ano passado pediu ao Departamento de Justiça que investigasse os laços de Bill Clinton com Jeffrey Epstein, disse que não gostou de vê-lo prestando depoimento.
— Mas certamente me perseguiram muito mais do que isso — completou o presidente, que aproveitou para defender seu secretário de Comércio, Howard Lutnick, citado nos arquivos e que admitiu ter ido a um almoço na ilha do financista no Caribe, onde ocorreram muitos dos abusos documentados.
O governo do México informou nesta sexta-feira que já identificou e investiga quatro chefes regionais do Cártel Jalisco Nova Geração (CJNG) que poderiam suceder o líder do grupo, Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, morto no último domingo.
Entenda o caso: como foram as últimas horas de ‘El Mencho’, narcotraficante morto no México?
Veja também: Motorista impede que criminosos incendeiem ônibus durante tentativa de bloqueio após morte de ‘El Mencho’, no México; vídeo
Segundo o secretário de Segurança, Omar García Harfuch, os nomes estão sob investigação e, por isso, não foram divulgados. “Temos identificados vários líderes, quatro especificamente, que estão sob investigação e que são os líderes mais fortes dentro desse grupo criminoso”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que dois deles são os “mais prováveis” para assumir o comando da organização.
O secretário de segurança do México, Omar Garcia Harfush, ao lado da presidente do país, Claudia Sheinbaum
YURI CORTEZ / AFP
A morte do traficante — que até então era considerado o criminoso mais perigoso e procurado pelo México e pelos Estados Unidos — gerou temor entre especialistas em segurança de que uma disputa interna pela liderança pudesse desencadear uma nova onda de violência no país.
García Harfuch destacou que o CJNG mantém presença em diversos estados mexicanos e que há “lideranças regionais” dentro da estrutura da organização, de onde podem surgir os possíveis sucessores.
‘El Mencho’: Quem era a única mulher da equipe que morreu na operação contra o traficante
“El Mencho” morreu após ser ferido durante uma operação militar em Tapalpa, no oeste do México, quando tentava fugir. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital.
Após a ação que resultou na morte do líder, integrantes do cartel promoveram uma série de ataques coordenados, com incêndios a estabelecimentos comerciais e bloqueios de rodovias em 20 dos 32 estados do país. De acordo com o secretário, o domingo foi o dia mais violento, mas a situação começou a se normalizar a partir de segunda-feira.
Na quarta-feira, as forças de segurança conseguiram liberar todas as rodovias locais e federais que haviam sido bloqueadas por criminosos, garantiu o ministro. “Não houve um aumento da violência”, insistiu García Harfuch durante a coletiva matinal da presidente Claudia Sheinbaum, realizada no estado de Sinaloa, no noroeste do país.
Analistas avaliam que o cartel terá de preencher o vácuo deixado por “El Mencho”, que comandava a organização de forma centralizada e com “mão de ferro”. Estudos acadêmicos estimam que o CJNG conte com mais de 30 mil integrantes, o que o torna um dos grupos criminosos mais poderosos da América Latina.
O Senado da Argentina está prestes a aprovar nesta sexta-feira a reforma trabalhista promovida pelo governo do presidente Javier Milei, que conta com o apoio necessário apesar da resistência de alguns partidos de oposição e sindicatos. A chamada “lei de modernização trabalhista” reduz, entre outros pontos, a indenização por demissão, permite pagamentos em espécie (bens ou serviços), limita o direito à greve e autoriza jornadas de trabalho de até 12 horas sem pagamento de horas extras, mas compensadas com folgas a serem acordadas.
‘Um fato histórico’: Javier Milei comemora aprovação do Orçamento de 2026 no Senado
Aprovada na Câmara: Entenda os principais pontos da reforma trabalhista de Milei
Com cartazes com os dizeres “Não à escravidão” e entoando o slogan “A pátria não está à venda”, centenas de manifestantes de grupos sociais, trabalhistas e de esquerda se reuniram em frente ao Congresso desde o meio-dia para condenar a medida, cujo debate promete ser longo.
— Eles vão controlar nosso tempo, nossas férias serão fragmentadas, o banco de horas é um desastre — disse Vanessa Paszkiewicz, de 45 anos, à AFP. — Se uma mãe ou um pai precisa passar tempo com os filhos, você acha que seu empregador vai negociar (o horário) a seu favor?
‘Facilitando a contratação’
O projeto de lei já foi aprovado no Senado e ratificado na semana passada pela Câmara dos Deputados, embora com modificações. Hoje, espera-se que o governo tenha os votos necessários para que o Senado aceite as alterações e o transforme em lei. Segundo Milei, a legislação busca criar “um ambiente que facilite a contratação, impulsione o investimento e permita a expansão do emprego formal”, em um país onde 43,3% da força de trabalho está no setor informal.
“É uma piada de mau gosto” fingir que a reforma vai gerar empregos, disse Verónica Arroyo, de 54 anos, à AFP, enquanto carregava uma placa com o slogan “a reforma escraviza”.
A aprovação da lei ocorre em meio a um declínio na atividade industrial, com mais de 21 mil empresas fechando as portas nos últimos dois anos e a perda de cerca de 300 mil empregos, segundo fontes sindicais. Em meio a uma forte presença policial, barreiras antimotim e canhões de água, os principais sindicatos começaram a dispersar o protesto algumas horas após seu início.
Dentro do prédio do Congresso, os senadores iniciaram o dia debatendo um projeto de lei apoiado pelo governo para reduzir a maioridade penal de 16 para 14 anos, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Em seguida, eles discutirão a reforma trabalhista. Milei pretende aprovar essas leis antes de domingo, quando fará seu discurso de abertura anual no Congresso.
Initial plugin text
‘Premissa falsa’
Para Matías Cremonte, presidente da Associação Latino-Americana de Advogados do Trabalho, a reforma é “regressiva” e “baseada em uma premissa falsa”.
— Estudos mostram que em nenhum país do mundo a legislação trabalhista foi o fator determinante para a criação ou destruição de empregos. Isso depende da política econômica” — afirmou o advogado.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Desenvolvimento Econômico (INDEC), 80% das empresas do setor manufatureiro não contratarão novos funcionários nos próximos três meses, e 15,7% demitirão colaboradores.
As principais câmaras de comércio apoiaram o projeto de lei. O presidente do Sindicato da Indústria Argentina, Martín Rappallini, saudou a iniciativa por visar a redução do número de processos trabalhistas, embora tenha alertado que a criação de empregos “não se resolve apenas com uma lei”.
A economia argentina cresceu 4,4% em 2025, impulsionada por setores como agricultura e intermediação financeira, enquanto setores como o da indústria e o comércio, que estão entre os maiores geradores de empregos, registraram contração.
Durante os dois primeiros dias de debate, enquanto os legisladores discutiam a reforma, ocorreram protestos significativos na praça em frente ao Congresso, com confrontos violentos entre a polícia e os manifestantes.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical, iniciou uma greve geral na semana passada que paralisou o país. No entanto, não convocou uma marcha para esta sexta-feira e anunciou que priorizará uma estratégia jurídica assim que a lei for aprovada. Os argentinos estão divididos quanto aos méritos da reforma: segundo uma pesquisa recente, 48,6% a aprovam e 45,2% se opõem a ela.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress