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A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou neste sábado o ataque coordenado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que lançou mísseis e drones contra o território israelense e bases americanas em outros países da região. Segundo a ministra, a ofensiva é uma “ameaça à paz e estabilidade do mundo”.
“Nada justifica a ofensiva militar contra populações civis, principalmente quando havia negociações diplomáticas em curso. É mais um ataque irresponsável e autoritário que merece condenação e repúdio, como já se manifestou o governo do presidente Lula por meio do Itamaraty”, escreveu a ministra na rede X, reproduzindo a opinião da gestão Lula sobre o assunto.
Em um comunicado divulgado hoje de manhã, o Itamaraty classificou o ataque como fator de agravamento da instabilidade no Oriente Médio e de risco à paz regional.
“Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, diz a nota. “O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”.
As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados. A recomendação do Ministério das Relações Exteriores é para que os brasileiros estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem.
O ataque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado que a ação tem como objetivos a devastação das Forças Armadas iranianas, do programa nuclear do país e a queda do regime teocrático.
Explosões atingiram Teerã e outras cidades da nação persa, com mísseis lançados a partir de bombardeiros americanos e de Israel, que se somou à ofensiva batizada por Washington como “Operação Fúria Épica”.
As forças iranianas confirmaram uma primeira onda de retaliações por toda a região em países onde há bases americanas, com impactos confirmados em Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes e Kuwait.
— O Irã é o maior patrocinador do terror no mundo e recentemente matou dezenas de milhares de seus próprios cidadãos enquanto eles protestavam nas ruas. Sempre foi a política dos EUA, em particular na minha administração, que esse regime terrorista nunca possa ter uma arma nuclear — afirmou Trump, acrescentando que a operação também pretende “eliminar os mísseis” e “obliterar a Marinha” do Irã.
— Nós minimizamos os riscos para a equipe dos EUA na região. Ainda assim, e não falo isso de forma leviana, o regime iraniano busca matar. As vidas de heróis americanos podem ser perdidas e podemos ter baixas, que frequentemente acontecem em guerra, mas estamos fazendo isso pelo futuro.
Há confirmação de bombardeios em várias cidades iranianas, incluindo Teerã, Tabriz, Kermanshah e Isfahã — esta última, que abriga uma das principais centrais nucleares do país. Na capital, um alvo atingido foi o Gabinete do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que, segundo a agência de notícias Mehr, não ficou ferido.
Testemunhas ouvidas pela agência francesa AFP afirmaram que ao menos três explosões foram ouvidas perto da residência oficial do aiatolá Ali Khamenei. Fontes iranianas ouvidas pela agência Reuters afirmam que altos comandantes militares e funcionários do governo foram mortos nos ataques, mas que Khamenei estaria em um local seguro.
Países árabes e de maioria islâmica do Oriente Médio condenaram amplamente a retaliação do Irã aos ataques de EUA e Israel neste sábado, que incluiu bombardeios com mísseis e drones ao território de muitos deles, provocando caos, fechamento do espaço aéreo e mortes em alguns casos. Autoridades regionais classificaram a resposta iraniana como descalibrada, ferindo a integridade territorial de cada um dos países atacados. Pouco antes de iniciar a represália, Teerã afirmou que qualquer instalação americana ou israelense seria um alvo legítimo.
A Guarda Revolucionária do Irã, braço militar mais ideológico do regime teocrático, afirmou que a onda de ataques retaliatórios incluiu bombardeios as base aérea americanas de al-Udeid, no Catar, al-Salem, no Kuwait , al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e à uma base naval no Bahrein. Explosões também foram ouvidas em Riad, capital da Arábia Saudita, e na base aérea de Muwaffaq Al-Salti, na Jordânia. A mídia estatal iraniana também mencionou um ataque direto a uma base americana no norte do Iraque.
Embora muitos países aliados próximos aos EUA tivessem demonstrado contrariedade a uma ação militar americana contra o Irã pelo temor de retaliações e o impacto negativo para a região — uma vez que os alvos americanos mais próximos se encontram em seus territórios (veja o mapa) — a resposta iraniana abafou qualquer condenação ao novo ato de agressão contra Teerã ou eventuais pedidos de contenção. Em uníssono, os países da região condenaram as ações iranianas.
Liderança regional e para o mundo islâmico — onde está localizada Meca, local mais sagrado para os muçulmanos —, a Arábia Saudita condenou “nos termos mais fortes” os ataques iranianos a países do entorno, sem citar explosões ouvidas em Riad, relatadas por testemunhas.
“O reino condena veementemente e denuncia nos termos mais fortes a brutal agressão iraniana e a flagrante violação da soberania dos Emirados Árabes Unidos, do Reino do Bahrein, do Estado do Catar, do Estado do Kuwait e do Reino Hachemita da Jordânia”, dizia o comunicado oficial divulgado neste sábado, alertando ainda as “consequências graves” para a violação da soberania dos países e dos princípios do direito internacional.
Os Emirados Árabes Unidos — outra potência econômica regional, com laços comerciais fortes com o Ocidente — também condenaram a ação iraniana, confirmando ter sido alvo de ataques diretos do país persa. O Ministério da Defesa do país afirmou ter interceptado com sucesso vários dos projéteis, mas afirmou que ao menos uma pessoa morreu após a onda de ataques — afirmando que uma resposta está em análise.
“Este ataque é uma violação flagrante da soberania nacional e do direito internacional, e que o Estado reserva-se o direito pleno de responder a esta escalada e tomar todas as medidas necessárias para proteger seu território”, afirmou a Defesa emirati, acrescentando que o país está “totalmente preparado e pronto para lidar com quaisquer ameaças”.
O Bahrein, que mais cedo confirmou que projéteis iranianos atingiram instalações da Quinta Frota dos EUA localizada no país, descreveu o ataque de Teerã como uma “ação traiçoeira” da República Islâmica “em flagrante violação da soberania e segurança do reino”. O país recebeu uma base americana como um dos termos previstos nos Acordos de Abraão, de normalização com Israel. Não foram divulgadas informações sobre vítimas ou danos materiais.
*Matéria em atualização
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump fez sua jogada de maior risco desde o retorno à Casa Branca com o ataque “em larga escala” ao Irã nas primeiras horas deste sábado. Os objetivos anunciados no vídeo publicado em sua rede social são bem mais ambiciosos do que os da operação militar de junho de 2025, em meio à guerra de 12 dias de Israel com Teerã, centrado na destruição do aparato nucelar do país. Desta vez, a Casa Branca afirma buscar eliminar a capacidade do regime dos aiatolás de produzir mísseis de longo alcance, “aniquilar a Marinha” persa e pôr um fim à República Islâmica, com ajuda da população, notadamente os manifestantes que vêm sendo reprimidos de forma brutal. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
EUA e Israel lançam ataques conjuntos contra o Irã; República Islâmica faz retaliações Ofensiva marca ápice de escalada de tensões envolvendo Washington e Teerã; Donald Trump fala em mudança de governo Entenda: EUA e Israel fazem ataque coordenado contra o Irã com promessa de fim do regime dos aiatolás e da ameaça nuclear. EUA atacam Irã em seu momento de maior fragilidade; entenda como funciona a República Islâmica. Da sobrevivência do regime ao retorno da monarquia: entenda os possíveis cenários para o Irã após ataque dos EUA. Irã lança primeira onda de retaliações contra Israel e bases americanas no Oriente Médio; Emirados Árabes e Catar dizem ter interceptado mísseis
Pelo menos 40 pessoas morreram em um ataque atribuído a Israel em uma escola na província iraniana de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz, indicou a imprensa estatal do Irã.
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“O número de mortos da escola primária de meninas de Minab chegou a 40”, disse a televisão estatal, acrescentando que outras 45 pessoas ficaram feridas no suposto ataque na província de Hormozgan.
O balanço anterior registava 24 mortes neste ataque à escola primária de Shajare Tayyebeh, que as autoridades iranianas atribuíram a Israel, como parte da operação lançada com os Estados Unidos neste sábado.
Retaliações iranianas
O Irã afirmou neste sábado ter iniciado uma “primeira onda” de ataques com mísseis e drones contra Israel, em resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e pelo governo israelense contra alvos iranianos. Em comunicado, os Guardiões da Revolução disseram que a ofensiva foi direcionada aos “territórios ocupados”, em referência a Israel.
Ao mesmo tempo, a escalada atingiu outros países da região. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e disseram que se reservam o direito de responder aos ataques. O Ministério da Defesa informou que o país foi alvo de um “ataque flagrante com mísseis balísticos iranianos” e que as defesas aéreas interceptaram vários projéteis. Abu Dhabi classificou a ação como “uma escalada perigosa”. No Kuwait, o chefe do Estado-Maior declarou que os sistemas de defesa aérea também interceptaram mísseis detectados no espaço aéreo do país.
Teerã sob ataque: EUA têm maior poder de fogo no Oriente Médio desde a invasão no Iraque; veja infográficos
Em um comunicado, o Catar condena uma “violação flagrante” de sua soberania após o ataque iraniano em seu território. O documento foi emitido neste sábado após várias séries de explosões serem ouvidas em toda Doha.
Na nota, o Ministério das Relações Exteriores do Catar expressou “sua firme condenação ao ataque ao território catariano por mísseis balísticos iranianos”. O órgão considera que se trata de uma violação flagrante de sua soberania nacional”, acrescentando “reservar-se o direito total de responder a este ataque”.
Teerã, por sua vez, acusou Washington e Tel Aviv de violar o direito internacional. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, citado pela Al Jazeera, as forças armadas do país estão “totalmente preparadas” para defender o território e farão os “agressores se arrependerem de seus atos”.
De acordo com o comunicado, os ataques contra o Irã atingiram a “integridade territorial e a soberania nacional do país”, incluindo infraestrutura defensiva e também áreas não militares em diferentes cidades. O governo iraniano afirma que a ofensiva representa uma violação da Carta das Nações Unidas e cita o Artigo 51, que trata do direito à autodefesa.
*Esta matéria está em atualização
Imagens exibidas pela televisão estatal do Irã e vídeos que circulam nas redes sociais mostram cenários de destruição em áreas atingidas por ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra Teerã e outras cidades iranianas. As gravações mostram prédios danificados, fumaça e equipes de emergência atuando após as explosões.
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Segundo informações da AFP, os bombardeios atingiram diferentes pontos da capital iraniana neste sábado. Colunas de fumaça foram vistas sobre o bairro de Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e testemunhas relataram ao menos três explosões na região.
Assista:
TV estatal Iraniana mostra destruição após ataque dos EUA e Israel
Ataques e resposta iraniana
Os ataques ocorreram em meio à escalada de tensão envolvendo o programa nuclear iraniano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o objetivo da operação era eliminar “ameaças iminentes” do Irã, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva buscava remover o que chamou de “ameaça existencial”.
Em resposta aos bombardeios, os Guardiões da Revolução afirmaram que o Irã lançou uma “primeira oleada” de mísseis e drones contra Israel. Em comunicado citado pela Al Jazeera, o grupo declarou que os ataques foram direcionados contra “territórios ocupados”.
As sirenes de alerta foram acionadas em cidades israelenses e explosões foram ouvidas em Jerusalém, segundo as forças armadas do país, que relataram o lançamento de uma nova barragem de mísseis.
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Versão de Teerã
Frame de vídeo mostra pessoas inspecionando os danos em um local atingido após ataques dos EUA e de Israel em Teerã, no Irã
AFP
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel atingiram infraestrutura defensiva e locais não militares em várias cidades. Em nota, o governo classificou a ação como violação do direito internacional e citou o direito à autodefesa previsto na Carta das Nações Unidas.
Segundo o comunicado, as forças armadas iranianas estão “totalmente preparadas para defender o país” e farão com que os “agressores se arrependam de seus atos”.
Ainda de acordo com a AFP, o espaço aéreo de Irã, Iraque e Israel foi fechado após o início dos ataques, enquanto diplomatas americanos no Golfo e civis israelenses receberam orientação para procurar abrigo. Ambulâncias foram mobilizadas em Teerã, mas não havia confirmação imediata de vítimas.
O início da semana de trabalho no Irã foi marcado por cenas de pânico na manhã de sábado, quando bombardeios dos Estados Unidos e de Israel atingiram Teerã e levaram moradores às ruas às pressas. Pais correram para escolas minutos após deixarem os filhos nas salas de aula, enquanto explosões sacudiam diferentes áreas da capital.
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O caos e a incerteza se instalaram à medida que detonações atingiam a cidade densamente povoada, segundo relatos de testemunhas ouvidas pelo The New York Times.
Ali, um empresário de Teerã, contou por mensagem de texto que estava no escritório com diversos funcionários quando ouviram duas explosões, seguidas pelo sobrevoo de caças. Segundo ele, empregados saíram correndo e gritando do prédio. Ele, assim como outros moradores, pediu para não ter o nome completo divulgado por temer pela própria segurança.
No bairro arborizado e de alto padrão de Mirdamad, o morador Hamidreza Zand relatou ter visto ao menos dez caças sobrevoando a região enquanto pessoas corriam para as ruas e alguns motoristas abandonavam carros em meio ao trânsito congestionado. Ao fundo, sirenes de ambulâncias ecoavam enquanto outros residentes tentavam buscar seus filhos nas escolas.
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“Corri para a escola para buscar minha filha no ensino fundamental. As meninas estavam escondidas debaixo da escada e chorando”, disse Ali Zeinalipoor, contatado por um repórter por meio da rede social Clubhouse. “A diretora não sabia o que tinha acontecido — todos estavam com muito medo.”
Do telhado de seu apartamento no bairro de Velenjak, no norte de Teerã, Golshan Fathi afirmou ter visto uma segunda leva de aviões de combate.
“As pessoas estão no telhado olhando para o céu e apontando para baixo. É possível ouvir mulheres gritando. Alguns dos meus vizinhos estão correndo para seus carros”, disse. “Parece que estamos em um filme.”
Na região de Pasdaran, onde fica um grande complexo da Guarda Revolucionária iraniana, moradores relataram múltiplas explosões que chegaram a estremecer janelas.
“Meus filhos estão chorando e assustados, estamos todos encolhidos no banheiro, não sabemos o que fazer. Isso é aterrorizante”, escreveu por mensagem Esfandiar, engenheiro que vive na área.
À medida que surgiam relatos de explosões em outras cidades do país, as comunicações começaram a falhar. Uma moradora chamada Mahsa disse que deixava Pasdaran sem conseguir avisar familiares para onde estava indo.
Quando Israel lançou ataques surpresa contra o Irã em junho passado, os alvos foram principalmente instalações militares e nucleares, além de operações em Teerã que resultaram na morte de integrantes do alto comando militar. Já os bombardeios deste sábado pareceram muito mais amplos, incluindo alvos políticos como o Ministério da Inteligência, o Judiciário e o complexo fechado de Pasteur, onde normalmente residem o presidente e o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, segundo moradores e veículos locais.
Os ataques ocorrem em um momento delicado para o país, cujo governo promoveu no mês passado uma repressão violenta para conter protestos nacionais que exigiam o fim do regime clerical.
Nem todos os iranianos, porém, reagiram com indignação às colunas de fumaça que se erguiam após as explosões. Arian, morador do distrito de Ekteban, a oeste da capital, afirmou que alguns parentes comemoraram os bombardeios. Segundo ele, era possível ouvir pessoas do lado de fora do prédio gritando “Vida longa ao xá”, em referência ao monarca deposto na revolução de 1979 que levou a República Islâmica ao poder.
Enquanto aviões de guerra lançavam ataques pelo país, o presidente Donald Trump divulgou um vídeo dirigido aos iranianos afirmando que “a hora da sua liberdade está próxima” e pedindo que se levantassem contra o governo assim que os bombardeios cessassem.
Alguns iranianos ironizaram o apelo.
“A única coisa em que estamos pensando agora é em chegar a um lugar seguro”, afirmou Laleh, advogada e mãe de dois filhos, em entrevista por telefone. “Ninguém está pensando em protestar neste momento.”
Líderes e autoridades de diversos países reagiram neste sábado aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã e à resposta militar de Teerã, que lançou mísseis e drones contra território israelense. A sequência de ações elevou a tensão no Oriente Médio e provocou alertas internacionais sobre o risco de uma escalada regional.
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Segundo informações da AFP, explosões foram registradas em Teerã após bombardeios contra diferentes áreas da capital iraniana. Fumaça foi vista sobre o bairro de Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, forças iranianas dispararam mísseis contra Israel, enquanto sirenes de alerta soaram em cidades da região e autoridades orientaram civis a buscar abrigo.
Uma nuvem de fumaça se eleva após uma explosão relatada em Teerã em 28 de fevereiro de 2026. O ministério da defesa de Israel anunciou que havia lançado um “ataque preventivo” contra o Irã.
TTA KENARE / AFP
Reações internacionais
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou os acontecimentos como “perigosos”. Em publicação nas redes sociais, afirmou ter conversado com o ministro das Relações Exteriores de Israel e ressaltou que “a proteção de civis e o respeito ao direito internacional humanitário são prioridades”.
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça afirmou estar “profundamente alarmado” com os ataques e pediu que todas as partes exerçam “máxima contenção”, protegendo civis e infraestrutura civil.
Na Ásia, o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, declarou que a ofensiva de Washington e Tel Aviv coloca o Oriente Médio “à beira da catástrofe”. Ele defendeu que Estados Unidos e Irã busquem uma saída diplomática para evitar uma escalada maior do conflito.
A presidente da Eslovênia, Nataša Pirc Musar, também manifestou preocupação. Segundo ela, a região vive uma “grave escalada das tensões”, capaz de comprometer a estabilidade no Oriente Médio.
Já o governo da Austrália adotou tom diferente. O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que o país apoia as ações dos Estados Unidos para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e declarou solidariedade ao povo iraniano “em sua luta contra a opressão”.
A Ucrânia responsabilizou o governo iraniano pelo agravamento da situação. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que Teerã teve oportunidades de evitar o cenário atual e citou a repressão a protestos e violações de direitos humanos no país.
Frame de vídeo mostra pessoas inspecionando os danos em um local atingido após ataques dos EUA e de Israel em Teerã, no Irã
AFP
Alertas e tensão regional
Em meio ao aumento da instabilidade, as embaixadas da Índia em Israel e no Irã orientaram cidadãos indianos a evitarem deslocamentos desnecessários e acompanharem a evolução da crise.
Israel informou que a ofensiva militar contra o Irã recebeu o nome de “Leão Rugindo”, em referência a uma operação anterior chamada “Leão Ascendente”, realizada durante um conflito recente entre os países.
A Arábia Saudita condenou ataques iranianos contra países vizinhos e classificou as ações como uma “flagrante violação de soberania” de Estados do Golfo e da Jordânia. A declaração foi divulgada após uma série de explosões serem ouvidas em diferentes pontos da região.
Troca de acusações
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os bombardeios conduzidos por Israel e Estados Unidos atingiram infraestrutura defensiva e áreas não militares. Em comunicado, o governo classificou a ação como uma violação do direito internacional e declarou que o país se reserva o direito de responder.
Segundo o texto, as forças armadas iranianas estão “totalmente preparadas para defender o país” e farão com que os “agressores se arrependam de seus atos”.
De acordo com os Guardiões da Revolução, uma “primeira oleada” de mísseis e drones foi lançada contra Israel após os bombardeios. O episódio intensificou temores de que o confronto se amplie para outros países do Oriente Médio.
O Irã afirmou neste sábado ter iniciado uma “primeira oleada” de ataques com mísseis e drones contra Israel, em resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e pelo governo israelense contra alvos iranianos. Em comunicado, os Guardiões da Revolução disseram que a ofensiva foi direcionada aos “territórios ocupados”, em referência a Israel.
Irã diz que forças armadas estão ‘totalmente preparadas’ e promete fazer agressores ‘se arrependerem’ após ataques
Companhias aéreas evitam o Irã após fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio
Ao mesmo tempo, a escalada atingiu outros países da região. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e disseram que se reservam o direito de responder aos ataques. O Ministério da Defesa informou que o país foi alvo de um “ataque flagrante com mísseis balísticos iranianos” e que as defesas aéreas interceptaram vários projéteis. Abu Dhabi classificou a ação como “uma escalada perigosa”. No Kuwait, o chefe do Estado-Maior declarou que os sistemas de defesa aérea também interceptaram mísseis detectados no espaço aéreo do país.
Teerã, por sua vez, acusou Washington e Tel Aviv de violar o direito internacional. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, citado pela Al Jazeera, as forças armadas do país estão “totalmente preparadas” para defender o território e farão os “agressores se arrependerem de seus atos”.
De acordo com o comunicado, os ataques contra o Irã atingiram a “integridade territorial e a soberania nacional do país”, incluindo infraestrutura defensiva e também áreas não militares em diferentes cidades. O governo iraniano afirma que a ofensiva representa uma violação da Carta das Nações Unidas e cita o Artigo 51, que trata do direito à autodefesa.
Bombardeios e reação militar
Segundo a AFP, Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra cidades iranianas no sábado, provocando explosões e colunas de fumaça na capital, Teerã. Testemunhas relataram ter ouvido ao menos três explosões, enquanto fumaça era vista sobre o bairro Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
As forças armadas israelenses afirmaram que o Irã respondeu com disparos de mísseis, enquanto sirenes de alerta foram acionadas em Jerusalém e civis receberam orientações para buscar abrigo.
Em vídeo publicado em sua rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas iniciaram “grandes operações de combate” no Irã com o objetivo de eliminar “ameaças iminentes”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a operação visa remover o que chamou de “ameaça existencial”.
Autoridades iranianas disseram que o presidente Masoud Pezeshkian está “são e salvo”. A agência de notícias Fars informou que impactos de mísseis foram registrados em distritos de Teerã, enquanto ambulâncias foram enviadas às áreas atingidas, sem confirmação imediata de vítimas.
Com a escalada do conflito, Irã, Iraque e Israel fecharam seus espaços aéreos ao tráfego civil. Sirenes também foram acionadas no Bahrein e em Amã, capital da Jordânia, cuja força aérea informou estar conduzindo operações para “defender os céus do reino”.
O Irã afirmou neste sábado que suas forças armadas estão “totalmente preparadas” para reagir aos ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no país. Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores e citado pela Al Jazeera, Teerã disse que fará os “agressores se arrependerem de seus atos” e ressaltou que reserva o direito de responder militarmente.
Segundo o governo iraniano, os bombardeios atingiram a “integridade territorial e a soberania nacional do país”, incluindo infraestrutura defensiva e também locais não militares em diferentes cidades. O comunicado classifica a ofensiva como uma violação do direito internacional e dos princípios da Carta das Nações Unidas.
“A República Islâmica do Irã considera essa agressão uma clara violação da paz e da segurança internacionais e enfatiza que reserva seu legítimo direito de responder decisivamente”, afirmou o ministério. A nota acrescenta que o país demonstrou “paciência e contenção” para evitar uma escalada regional, mas declarou que as forças armadas estão prontas para defender o território.
Escalada militar no Oriente Médio
De acordo com informações da AFP, Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra alvos em cidades iranianas no sábado, provocando explosões e colunas de fumaça na capital, Teerã. Testemunhas disseram ter ouvido ao menos três explosões, enquanto fumaça era vista sobre o bairro Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
As forças armadas israelenses afirmaram que o Irã respondeu com ataques de mísseis, enquanto sirenes de alerta foram acionadas em Jerusalém e diplomatas americanos no Golfo e civis israelenses receberam ordens para buscar abrigo.
Em mensagem de vídeo publicada em sua rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que as forças americanas iniciaram “grandes operações de combate” no Irã e que o objetivo era eliminar “ameaças iminentes”. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação busca remover o que chamou de “ameaça existencial”.
Autoridades iranianas disseram que o presidente Masoud Pezeshkian está “são e salvo”. A agência de notícias Fars informou que impactos de mísseis foram registrados em distritos da capital. O Ministério da Saúde enviou ambulâncias às áreas atingidas, mas não havia confirmação imediata de vítimas.
Com a escalada militar, Irã, Iraque e Israel fecharam seus espaços aéreos ao tráfego civil, enquanto sirenes também foram acionadas no Bahrein e em Amã, capital da Jordânia. A força aérea jordaniana informou que conduz operações para “defender os céus do reino”.

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