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Durante 20 anos, os palestinos em Gaza enfrentaram bombardeios israelenses, deslocamentos repetidos e uma ditadura. Agora, autoridades palestinas estão nos preparativos finais para eleições municipais que acontecem neste sábado em uma única cidade de Gaza, Deir al-Balah, um dos poucos lugares onde o Exército israelense não realizou uma invasão terrestre em larga escala durante os dois anos de guerra — embora ainda apresente muitos sinais de bombardeios. O Hamas, que não participará do pleito, afirmou estar disposto a abrir mão da administração do território, mas resiste a pressões para entregar suas armas.
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Cerca de 70 mil pessoas estão aptas a votar na eleição de sábado, segundo os organizadores. Para muitos, é uma chance aguardada há muito tempo de ter voz na administração da cidade. A eleição está sendo organizada pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), que governa a Cisjordânia ocupada por Israel, e seu envolvimento é significativo, já que foi removida à força do poder em Gaza pelo Hamas em 2007. Desde então, o grupo controla a nomeação de prefeitos e membros dos conselhos municipais em todo o território.
— Toda a minha geração esperou por essa oportunidade — disse Abd al-Rahman al-Masri, um médico de 27 anos que nunca votou.
Ele afirmou querer que o próximo conselho municipal encontre soluções para os problemas de Deir al-Balah, desde água e esgoto até a falta de espaço nos cemitérios.
Eleição é organizada pela Autoridade Nacional Palestina
EYAD BABA / AFP
Um porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse que o grupo apoia a realização das eleições municipais em Deir al-Balah e prometeu não interferir:
— O Hamas já decidiu entregar todas as responsabilidades e poderes à lista vencedora logo após a divulgação dos resultados.
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Alguns candidatos enfrentaram acusações de terem vínculos com o grupo, mas Qassem disse que o Hamas não está participando das eleições “em nenhum nível”.
A eleição também parece representar uma tentativa da Autoridade Nacional Palestina de se afirmar em Gaza, que há muito considera parte indivisível de um futuro Estado palestino. Desde o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 contra Israel, o governo israelense tem buscado impedir que a ANP desempenhe qualquer papel em Gaza.
Com grande parte do território em ruínas desde a guerra, e sem sinais de reconstrução iminente, muitos moradores de Deir al-Balah disseram esperar que seus votos levem a melhorias nos serviços locais.
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Dezenas de candidatos se reuniram em quatro listas eleitorais distintas. Eles lançaram campanhas na cidade, espalhando cartazes e se reunindo com eleitores para apresentar suas propostas, focadas principalmente em melhorar o acesso a serviços como água e energia. As listas são oficialmente independentes, mas muitos dos que concorrem por uma delas, chamada Deir al-Balah Renaissance, têm ligação com o Fatah, partido governante da ANP.
‘Vida apesar de toda a morte’
Analistas palestinos questionam se as eleições podem trazer mudanças significativas, já que Israel restringe fortemente a entrada de bens necessários para a reparação da infraestrutura em Gaza.
— Para os palestinos, essas eleições são uma afirmação da vida apesar de toda a morte que testemunharam durante a guerra — disse Akram Atallah, colunista palestino originário de Gaza que vive em Londres, e defendeu: — O próximo conselho municipal não conseguirá apresentar resultados substanciais enquanto não tiver os recursos necessários.
Autoridades israelenses afirmam que as restrições à entrada de certos produtos são necessárias para impedir que o Hamas obtenha materiais para a produção de armas.
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Até a tarde da última quinta-feira, a Autoridade Nacional Palestina ainda aguardava permissão de Israel para enviar urnas e outros materiais eleitorais para Gaza, segundo Fareed Taamallah, porta-voz da Comissão Eleitoral Central. Ele disse que havia preocupação de que os materiais não chegassem a tempo, mas sugeriu que a comissão tinha outras alternativas, sem dar mais detalhes.
A agência israelense responsável pela coordenação com palestinos, conhecida como COGAT, se recusou a comentar. O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não respondeu aos pedidos de comentário.
Taamallah afirmou que as eleições em Deir al-Balah são um “projeto-piloto” e, se tiverem sucesso, outros pleitos poderão ocorrer em diferentes municípios do território. Os locais de votação na cidade, acrescentou, serão operados por 700 trabalhadores e protegidos por uma empresa de segurança e logística. Não estava claro até que ponto o Hamas estará presente nas ruas durante a eleição.
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Em um evento na última terça-feira, Sharif al-Buheisi, gerente de campanha da Renaissance, falou com membros de uma família local influente sobre planos para ajudar jovens a desenvolver habilidades e aumentar suas oportunidades de emprego.
— Estamos aqui para representá-los e lutar pelos seus serviços — disse al-Buheisi a um grupo de cerca de 25 pessoas, sentadas em cadeiras de plástico, — a prefeitura tem recursos que podem fazer uma diferença real.
Raed Abu Asad, de 49 anos, agricultor e candidato por outra lista, chamada Deir al-Balah Future, disse que as principais prioridades são “saneamento e controle de preços nos mercados”.
— A vantagem desses temas é que não precisamos de muitas ferramentas ou maquinário pesado.
O New York Times ouviu 26 moradores de Deir al-Balah sobre as eleições, e 16 disseram que pretendem votar.
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Osama al-Louh, de 49 anos, engenheiro civil, afirmou que quer que seu voto contribua para maior transparência e igualdade na distribuição de água pela cidade.
— Algumas áreas recebem água todos os dias, enquanto outras recebem uma vez por semana — disse. — Isso não é profissionalismo, é favorecimento.
Outros moradores disseram que vão boicotar a votação, desanimados com a dimensão dos problemas enfrentados pela cidade.
— Esta cidade precisa de cerca de 1 bilhão de dólares para funcionar adequadamente — disse Nader Obaid, de 50 anos, engenheiro arquiteto. — Não existem soluções mágicas.
Os EUA reafirmaram nesta sexta-feira sua neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas, que são disputadas por Argentina e Reino Unido, segundo declarou um porta-voz do Departamento de Estado americano, após um e-mail interno do Pentágono descrever a revisão de posição de Washington sobre a reivindicação das ilhas por Londres, como forma de punição pelo que o presidente americano, Donald Trump, considerou uma falta de apoio dos aliados da Otan às operações americanas na guerra contra o Irã.
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— Nossa posição sobre as ilhas continua sendo a neutralidade. Sabemos que há uma disputa entre Argentina e Reino Unido devido a reivindicações sobre sua soberania — declarou o porta-voz do departamento, acrescentando que os EUA reconhecem “a administração de fato” de parte do Reino Unido do arquipélago, mas sem tomar posição sobre as reivindicações de soberania.
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O memorando, segundo citado por uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters, teria incluído como opção considerar a revisão do apoio diplomático dos EUA ao que chamou de antigas “possessões imperiais” europeias, incluindo as Ilhas Malvinas. Conhecidas no Reino Unido como Falklands, as ilhas ficam a cerca de 13 mil quilômetros do território britânico e a aproximadamente 480 quilômetros da costa argentina.A Argentina reivindica há décadas a soberania sobre o território ultramarino. Os dois países travaram uma guerra pela disputa, após as forças argentinas invadirem as ilhas em 1982.
Enquanto o presidente argentino, Javier Milei, é visto como aliado de Trump, o premier britânico, Keir Starmer, inicialmente não atendeu a um pedido dos EUA para permitir que suas aeronaves atacassem o Irã a partir de duas bases britânicas, concordando posteriormente apenas em autorizar missões defensivas destinadas a proteger residentes da região. Ao mesmo tempo, ele disse, no início deste mês, estar “farto” das ações de Trump — colocando-o em pé de igualdade com o líder russo, Vladimir Putin.
No Reino Unido, um porta-voz do premier britânico enfatizou que a soberania das Ilhas Malvinas não está em discussão:
— Não poderíamos ser mais claros sobre a posição do Reino Unido em relação às Ilhas Malvinas. Ela é antiga e permanece inalterada — disse, indicando que o governo britânico tem comunicado essa posição de forma “clara e consistente a sucessivas administrações dos EUA”. — A soberania pertence ao Reino Unido e o direito à autodeterminação dos habitantes das ilhas é fundamental. Essa tem sido nossa posição constante e continuará sendo. (Com AFP)
O jornalista americano-kuwaitiano Ahmed Shihab-Eldin, detido no Kuwait após divulgar imagens que mostravam o impacto dos ataques iranianos, foi libertado e autorizado a deixar o país após semanas sem contato com familiares e amigos. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado dos EUA na noite desta sexta-feira, após a campanha pela soltura de Eldin virar alvo de uma campanha endossada por uma série de organizações internacionais.
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Ainda na quinta-feira, o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) afirmou que o repórter havia sido liberado de todas as acusações, indicando que a libertação estava próxima. Eldin, que colaborou com veículos como Al-Jazeera e New York Times, foi detido com base em novas regras estabelecidas por países da região durante a guerra, denunciadas por agências internacionais como censura.
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Uma lista de países que inclui, além do Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar e Jordânia, adotaram medidas que dificultam o jornalismo livre e punem a publicação de informações. As medidas específicas adotadas por cada país são diferentes, mas incluem proibições de divulgação de imagens de locais atacados pelo Irã, restrição do acesso de jornalistas a esses locais e intimidação à atividade jornalística, além de aplicação de punições a profissionais de mídia e mesmo civis, cujos comentários on-line foram avaliados como conteúdo pró-Teerã.
As justificativas incluem impedir a desestabilização da opinião pública e defesa da segurança nacional.
Eldin foi detido enquanto viajava para visitar a família no Kuwait e não era visto desde 2 de março. Em suas redes sociais, o repórter publicou sobre a guerra em curso, incluindo vídeos e fotos sobre os ataques ao Kuwait — alguns deles, reproduções de imagens divulgadas pelas Forças Armadas dos EUA. Segundo as organizações internacionais, ele respondia por acusações que incluíam “disseminação de informações falsas” e “mau uso de dispositivos móveis”, sob regras estabelecidas durante o conflito. (Com AFP)
O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, pediu desculpas a uma comunidade canadense devastada por um ataque a tiros em massa ocorrido em fevereiro. Altman disse que lamentava profundamente que a empresa não tivesse informado a polícia sobre a conta preocupante no ChatGPT da autora do ataque.
A OpenAI havia suspendido uma conta vinculada a Jesse Van Rootselaar em junho de 2025, oito meses antes de a mulher transgênero de 18 anos matar oito pessoas na pequena cidade mineradora de Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica.
A conta foi bloqueada por preocupações relacionadas a um uso vinculado a atividades violentas, mas a OpenAI afirmou que não informou a polícia porque nada indicava um ataque iminente.
As autoridades canadenses condenaram a forma como a OpenAI lidou com o caso e convocaram os executivos da empresa a Ottawa para que explicassem seus protocolos de segurança.
A família de uma menina que foi baleada e ficou gravemente ferida na escola da cidade está processando a gigante tecnológica americana por negligência.
Em uma carta dirigida à comunidade e publicada nesta sexta-feira (24) pelo site de notícias local Tumbler RidgeLines, Altman disse que “ninguém deveria ter que suportar uma tragédia como essa”.
“Lamento profundamente não termos alertado as forças de segurança sobre a conta que foi bloqueada em junho”, acrescentou.
“Embora eu saiba que as palavras nunca serão suficientes, acredito que é necessário pedir desculpas para reconhecer o dano e a perda irreversível que sua comunidade sofreu”, escreveu Altman.
Van Rootselaar matou a mãe e o irmão na casa da família antes de se dirigir à escola secundária local, onde matou a tiros cinco crianças e um professor.
A autora do ataque tirou a própria vida depois que a polícia entrou no local.
Colômbia e Venezuela acordaram nesta sexta-feira estabelecer uma cooperação militar contra “máfias” que operam em sua porosa fronteira, em um encontro entre Gustavo Petro e Delcy Rodríguez que marcou a primeira visita presidencial ao país após a derrubada de Nicolás Maduro em janeiro.
“Ambos os países propusemos a elaboração (…) de planos militares, mas também o estabelecimento imediato de mecanismos para compartilhar informações e para o desenvolvimento de inteligência”, afirmou a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez.
O colombiano Gustavo Petro declarou que o “esforço comum” deve ser orientado para “libertar os povos da fronteira das máfias dedicadas a diversas economias ilegais, começando pela cocaína, o ouro ilícito, o tráfico de pessoas e minerais raros”.
A Câmara Federal de Cassação Penal, instância de apelações na Argentina, confirmou nesta sexta-feira uma ordem judicial para apreensão de bens avaliados em US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões no câmbio atual) da ex-presidente Cristina Kirchner, de seus filhos e do empresário Lázaro Báez, que também cumpre condenação pelo caso.
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A ex-presidente de 73 anos cumpre uma condenação a seis anos em prisão domiciliar desde junho de 2025 e foi inabilitada politicamente, após ser considerada culpada de corrupção em processos de licitação de obras públicas. O caso em questão abrange os períodos de governo de Cristina Kirchner (2007-2015) e também de seu esposo Néstor (2003-2007), que faleceu em 2010.
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Kirchner tinha recorrido da parte da condenação que ordenava a execução dos bens, assim como os outros condenados na ação. No entanto, uma sala da Câmara Federal de Cassação Penal resolveu rejeitar esse pedido e confirmar a apreensão disposta na sentença original, segundo a decisão obtida nesta sexta-feira pela AFP.
Desta maneira, fica reiterada a ordem de confiscar uma propriedade de Kirchner na província de Santa Cruz (sul da Argentina) e outros 19 bens cedidos a seus filhos Máximo e Florencia. Além das propriedades de Kirchner e filhos, a decisão confirma a execução de 84 bens do empresário Lázaro Báez.
A estratégia da defesa visava salvaguardar os bens, sob o fundamento de que sua conexão com o ato condenado não havia sido “devidamente fundamentada”. Ou seja, que não ficou comprovado que foram adquiridos com dinheiro proveniente do ato ilícito.
— Esta decisão me causa uma preocupação jurídica séria — disse à AFP Gregorio Dalbón, um dos advogados de Kirchner, que antecipou que “a defesa irá à Corte Suprema” de Justiça com um recurso de apelação. — [A Câmara de] Cassação ordenou executar bens herdados de Néstor Kirchner, uma pessoa que morreu antes do julgamento e que nunca foi condenado. Estendeu efeitos penais sobre Máximo e Florencia Kirchner por essa via hereditária. Incluiu imóveis sem rastreabilidade direta comprovada em conexão com o crime.
Kirchner enfrenta outro julgamento por corrupção durante os anos 2000, no qual é acusada de integrar uma rede de propinas entre políticos e empresários por contratos de obras públicas. Segundo a acusação no processo, que tem outros 85 denunciados e pode se prolongar para além de 2026, Kirchner foi “a principal destinatária” de um sistema que começou durante a presidência de seu marido entre 2003 e 2007.
A reabertura imediata do Estreito de Ormuz sem restrições é “vital” para o mundo, afirmou na sexta-feira o presidente do Conselho Europeu, António Costa, após conversas entre líderes da União Europeia (UE) e seus homólogos do Egito, Síria e Líbano, no Chipre.
— O Estreito de Ormuz deve ser reaberto imediatamente, sem restrições e sem cobrança de pedágio, em pleno respeito ao direito internacional e ao princípio da liberdade de navegação — afirmou Costa. — Isso é vital para o mundo inteiro.
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Os líderes da UE distanciaram-se do apelo do chanceler alemão, Friedrich Merz, para que o bloco aliviasse as sanções contra o Irã como parte de um acordo de cessar-fogo. Merz indicou que a UE estava disposta a aliviar gradualmente as sanções caso um acordo abrangente fosse alcançado.
— O alívio das sanções pode fazer parte de um processo — disse o chanceler após a cúpula.
Mas os líderes europeus disseram que a medida era prematura. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por exemplo, disse que o alívio das sanções “deveria ser condicionado à verificação da desescalada”, mas também a “uma mudança na repressão ao próprio povo [do Irã]”.
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A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã correm o risco de resultar em um acordo “mais fraco” do que o firmado há uma década.
— Se as negociações se concentrarem apenas na questão nuclear e não houver especialistas nucleares presentes, acabaremos com um acordo mais fraco do que o Plano de Ação Conjunto Global — disse Kallas, referindo-se ao acordo de 2015 firmado durante o governo de Barack Obama, do qual Trump retirou os EUA em 2018.
Kallas ainda afirmou que, se os negociadores não incluírem na pauta os “programas de mísseis do Irã, seu apoio a grupos aliados e também suas atividades híbridas e cibernéticas na Europa”, existe a possibilidade de “acabarmos com um Irã mais perigoso”.
Pacto de assistência mútua
Os líderes da UE elaborarão um plano sobre como utilizar o pouco conhecido pacto de assistência mútua do bloco em caso de ataque estrangeiro, à medida que as críticas do presidente americano, Donald Trump, à Otan — que tem o Artigo 5º que estabelece a defesa coletiva em caso de ataque contra um aliado — se intensificam.
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No Chipre, eles, então, concordaram que a Comissão Europeia “preparará um plano” sobre como o bloco responderá caso a cláusula de assistência mútua seja acionada, informou Nikos Christodoulides, presidente do Chipre, também nesta sexta-feira.
Os líderes discutiram a cláusula de defesa mútua, artigo 42.7 do tratado da UE, na noite de quinta-feira, antes de surgirem notícias de que os EUA estavam estudando maneiras de suspender a Espanha da Otan. Trump, um crítico de longa data da aliança militar transatlântica, intensificou seus ataques após os países europeus se recusarem a se envolver na sua guerra contra o Irã. Este mês, ele afirmou que estava considerando a retirada dos EUA da aliança.
Nesse contexto, o interesse pela cláusula de assistência mútua da UE foi reacendido, a qual impõe aos Estados-membros “a obrigação de prestar auxílio e assistência por todos os meios ao seu alcance” caso um país vizinho seja atacado por um governo estrangeiro ou por um ator não estatal.
— Grécia, França, Itália, Espanha e os Países Baixos mobilizaram equipamento e forças militares para ajudar o Chipre a defender-se de ataques externos — afirmou António Costa. — Estamos a elaborar o manual sobre como utilizar esta cláusula de assistência mútua.
Uma tragédia no interior da Itália acabou com a morte de dois irmãos gêmeos, de 22 anos, que foram encontrados mortos e abraçados um ao outro, depois de sofrerem uma intensa descarga elétrica, em um gramado da cidade de Magione, na Itália. Francesco e Giacomo Fierloni estavam treinando os seus pássaros de estimação para uma temporada de caça na Europa, quando o acidente aconteceu, na última quinta-feira (23), segundo o portal britânico The Sun.
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Investigações da polícia local ainda ocorrem para entender o que de fato aconteceu. Mas, segundo informações preliminares, um dos irmãos estaria tentando salvar o outro quando também foi eletrocutado. Acredita-se que, durante os treinos, um dos pássaros pousou em um fio alto, quando um deles usou uma vara de fibra de carbono, comum para caçadores, para tentar fazê-lo descer. Sem saber que o cabo, que fica a 10 metros do chão, era de energia, ele o tocou acidentalmente e recebeu a descarga de cerca de 20 mil volts.
Depois de não voltarem para a casa e não atenderem aos telefonemas do pai, um tio foi procurá-los até localizar os corpos. Os paramédicos ainda tentaram reanimá-los, mas não tiveram sucesso.
O prefeito da cidade, Massimo Lagetti, publicou sobre a tragédia nas redes sociais, e lamentou o ocorrido. Os irmãos completariam 23 anos no próximo dia 23 de maio.
“Eu conhecia esses dois rapazes pessoalmente; eles eram pessoas maravilhosas, tanto profissionalmente quanto pessoalmente, verdadeiramente dois meninos de ouro. Agradeço a todos os estabelecimentos comerciais que permaneceram fechados durante as homenagens e um último e caloroso agradecimento a toda a nossa comunidade pelo que demonstraram em um momento de tanta necessidade”, escreveu ele, que ainda determinou luto para o dia 24 de abril na cidade.
Os irmãos tinham os pássaros como hobbie e se dedicavam a eles, quando não estavam trabalhando na empresa local do pai, que oferece serviços de aquecimento e encanamento.
O governo do presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira uma ampliação dos métodos de aplicação da pena de morte em casos federais, incluindo execuções por pelotões de fuzilamento, eletrocussão e gás letal. A pena de morte é aplicada normalmente em nível estadual nos EUA, mas o governo federal também pode solicitar a execução para certos crimes.
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“A administração anterior descumpriu seu dever de proteger o povo americano ao se recusar a solicitar e implementar a punição máxima contra os criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de policiais”, declarou o procurador-geral interino Todd Blanche em um comunicado. “[Sob o presidente Donald Trump,] o Departamento de Justiça volta a fazer cumprir a lei e a se posicionar ao lado das vítimas”.
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O presidente pôs fim, em 2020, durante seu primeiro mandato, a uma pausa de 17 anos nas execuções federais. Houve 13 execuções por injeção letal durante os últimos seis meses de mandato de Trump, mais do que sob qualquer líder americano em 120 anos. No primeiro dia de seu segundo mandato, o republicano pediu ampliar o uso da pena de morte “para os crimes mais vis”.
A medida do governo Trump enfrenta um obstáculo significativo. Legalmente, o governo federal só pode realizar execuções em estados que permitem a pena capital e executá-las de acordo com os protocolos estaduais. Durante anos, as execuções federais ocorreram em Indiana, estado que permite apenas a pena capital por injeção letal.
Atualmente, cinco estados dos Estados Unidos autorizam o pelotão de fuzilamento para execuções, mas apenas um — Carolina do Sul — utilizou esse método nos últimos anos. Nove estados permitem a eletrocussão, mas esse método não é usado desde 2020.
Dois estados executaram recentemente detentos por meio de hipóxia de nitrogênio, que consiste em bombear gás nitrogênio para uma máscara, provocando a asfixia do preso. O uso do gás nitrogênio como método de pena capital foi denunciado por especialistas das Nações Unidas como cruel e desumano.
A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados dos Estados Unidos, enquanto outros três — Califórnia, Oregon e Pensilvânia — mantêm moratórias.
Antes de deixar a Casa Branca em janeiro de 2025, o presidente democrata Joe Biden, opositor da pena de morte, comutou as sentenças de morte de 37 dos 40 detentos condenados à pena capital em nível federal. Os três homens cujas sentenças de morte não foram comutadas foram um dos autores do atentado à maratona de Boston de 2013, um homem armado que assassinou 11 fiéis judeus em 2018 e um supremacista branco que matou nove fiéis negros em uma igreja em 2015. (Com AFP e NYT)
Mortes e desaparecimentos de ao menos dez pessoas ligadas a áreas científicas e técnicas nos Estados Unidos passaram a alimentar teorias conspiratórias na internet, gerando repercussão e mobilizando autoridades. Familiares das vítimas reagem às especulações e classificam o movimento como “repugnantes”.
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Os casos, que envolvem profissionais de diferentes áreas — de pesquisadores a assistentes administrativos — vêm sendo agrupados online sob a ideia de “cientistas desaparecidos”, apesar de não apresentarem conexão comprovada entre si. Entre os episódios está o assassinato do astrônomo Carl Grillmair, de 67 anos, morto a tiros em casa, na Califórnia, em fevereiro.
Um homem de 29 anos, Freddy Snyder, foi acusado de homicídio e invasão de domicílio e deve responder à Justiça. A viúva de Grillmair, Louise, rejeita as teorias que circulam na internet.
— Acho que é um completo absurdo. Quero dizer, existem os fatos, e eles estão aí — afirma.
Ela sustenta que o crime pode ter sido motivado por vingança. Segundo seu relato, o suspeito já havia aparecido armado na propriedade anteriormente, e um vizinho chegou a acionar o serviço de emergência.
— Veio por vingança, achando que Carl foi quem ligou para o 911 — disse.
Sobre o marido, afirmou que era “provavelmente a pessoa mais gentil que já existiu”.
Outro caso que passou a circular nas mesmas listas é o desaparecimento de William Neil McCasland, general aposentado da Força Aérea, no Novo México. Segundo a mulher, Susan McCasland Wilkerson, ele deixou o celular, levou uma arma e apresentava problemas de saúde recentes.
— Indícios de que ele planejou não ser encontrado — afirmou.
Ela também rebateu associações com teorias ufológicas. Disse que o marido estava aposentado havia quase 13 anos e “não tem nenhum conhecimento especial sobre corpos extraterrestres ou destroços do acidente de Roswell armazenados em Wright-Patt”. Em tom irônico, escreveu: “Neste momento, sem nenhum sinal dele, talvez a melhor hipótese seja que alienígenas o teletransportaram para a nave-mãe”.
O desaparecimento de Melissa Casias, assistente administrativa do Laboratório Nacional de Los Alamos, também foi incluído nas especulações. O marido, Mark Casias, indicou que ela pode ter sumido por vontade própria. “Foram as seis semanas mais difíceis de nossas vidas sem você”, escreveu. “Sierra e eu estamos ficando mais preocupados a cada dia. Acreditamos que você está bem, mas não entendemos por que não entrou em contato”.
Outros episódios citados envolvem um físico do MIT assassinado por um ex-colega, um pesquisador encontrado morto após problemas familiares e um cientista que morreu de “doença cardiovascular arteriosclerótica”.
Autoridades e especialistas descartam padrão
Apesar da diversidade de circunstâncias, os casos passaram a ser tratados como um conjunto por usuários na internet, o que levou ao interesse do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes e à atuação do FBI.
Especialistas contestam a existência de padrão.
— A força de trabalho aeroespacial e nuclear dos EUA com acesso a segredos de Estado é de cerca de 700 mil pessoas — afirma escritor científico Mick West.
Segundo ele, “a mortalidade comum ao longo de 22 meses prevê cerca de 4 mil mortes, cerca de 70 homicídios e cerca de 180 suicídios”.
— A lista tem 10… As mortes são reais. O luto das famílias é real. O padrão não é.
Para familiares, o principal impacto tem sido emocional. Louise Grillmair afirma que tentou rebater as especulações com informações concretas.
— Eu disse: ‘Bem, posso oferecer algo melhor que uma opinião. Eu tenho os fatos’.
Ela também classificou as teorias como “desrespeitosas com a memória deles”. Outros parentes usaram termos como “terríveis” e “repugnantes” para descrever a circulação de versões não comprovadas, enquanto alguns optaram por não se manifestar publicamente para evitar mais exposição.

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