Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Após a escalada militar entre Estados Unidos e Irã, três militares americanos morreram e outros cinco ficaram gravemente feridos durante operações na região, informou neste domingo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas forças no Oriente Médio.
Siga em tempo real: Escalada retórica acompanha novos ataques de Irã e Israel
Onde o Irã já atacou? Saiba os locais no Oriente Médio atingidos na retaliação iraniana; nove morrem em Israel
Veja infográfico: Irã diz ter atingido porta-aviões americano USS Abraham Lincoln
As mortes são as primeiras baixas entre militares americanos desde que Estados Unidos e Israel lançaram, no sábado, bombardeios em larga escala contra o Irã — ataques que resultaram na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
Em comunicado publicado na rede X, o Centcom não revelou onde os soldados foram mortos nem a identidade deles. Segundo o comando, novas informações só serão divulgadas após a notificação das famílias.
“A situação é dinâmica. Em respeito às famílias, reteremos informações adicionais, incluindo a identidade dos guerreiros caídos em combate, até 24 horas após seus parentes terem sido informados”, afirmou o comando militar.
Equipes de resgate em Israel após nova onda de mísseis iranianos
De acordo com o comunicado, vários outros militares sofreram ferimentos leves provocados por estilhaços e traumatismos, mas já estão sendo reassumidos em suas funções.
Mais cedo, autoridades iranianas haviam afirmado que mísseis atingiram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. O Pentágono negou a informação.
Em publicação na rede X, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) classificou a alegação como falsa. “Mentira. O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem sequer se aproximaram”, afirmou o comando militar responsável pelas operações no Oriente Médio.
Segundo o Centcom, o porta-aviões segue operando normalmente. “O Lincoln continua enviando aeronaves em apoio à campanha implacável do comando para defender o povo americano e eliminar as ameaças do regime iraniano”, acrescentou.
EUA deslocam porta-aviões e seu grupo de ataque para o Oriente Médio em meio à tensão com o Irã, diz mídia americana
Veja vídeo: Morte de Khamenei provoca comoção no Irã, festas nas ruas e onda de protestos no Oriente Médio e na Ásia
Escalada após morte de líder iraniano
A tensão aumentou desde que Washington e Israel lançaram ataques contra alvos em território iraniano. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades, e a mídia estatal do país confirmou posteriormente a morte de Khamenei.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a operação tinha como objetivo eliminar ameaças consideradas iminentes ligadas ao programa de mísseis e às atividades nucleares iranianas. Segundo ele, era esperado que houvesse baixas no confronto.
Autoridades iranianas prometeram retaliar. O chefe de segurança do país, Ali Larijani, afirmou que novos ataques estão sendo preparados e que Estados Unidos e Israel enfrentarão uma resposta sem precedentes.
Na mesma linha, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que responder à morte do líder supremo é uma obrigação da República Islâmica e parte do que chamou de direito legítimo do país.
Desde o início da ofensiva, sirenes de alerta e lançamentos de mísseis foram registrados em diferentes pontos da região, elevando o temor de um conflito mais amplo no Oriente Médio.
O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais e ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, classificou como “totalmente condenável” e “inaceitável” a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. Para ele, a ação representa um precedente grave nas relações internacionais.
— Acho que, obviamente, matar um líder de um país, à distância, é totalmente condenável, é inaceitável. Ninguém pode se arrogar em juízo do mundo — afirmou ao GLOBO.
Amorim ressaltou que não faz juízo sobre o governo iraniano em si.
— Não estou entrando no mérito do governo iraniano, isso é outra questão, mas é para os iranianos julgarem e atuarem.
Segundo ele, a eliminação de Khamenei não configura ajuda à oposição interna.
— O que foi feito não é uma ajuda à oposição iraniana, se você imaginar, um ataque direto, enfim, um assassinato de um líder de outro país. Certo ou errado o líder, isso não me interessa, eu acho que isso é altamente condenável.
Celso Amorim também avaliou que o episódio tende a prolongar a instabilidade. Ele lembrou que esteve no Irã em diferentes ocasiões, negociando a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também visitou o país, em iniciativas voltadas ao diálogo diplomático.
— O que eu pelo menos constatei é que é um país que obviamente tem divisões, tem uma oposição, tem várias coisas que nós podemos criticar do nosso ponto de vista, mas não é um país totalmente dividido, totalmente enfraquecido, totalmente debilitado — disse.
Para ele, o cenário é complexo e não terá desfecho simples.
— É algo duradouro, não sei exatamente que direção isso vai tomar, mas não será uma questão simples. Não será, digamos assim, exagerando um pouco, um passeio, como foi a invasão do Iraque, também condenável, mas foi fácil. Nesse caso, é condenável e é muito complexa.
O líder supremo é a mais alta autoridade política e religiosa da República Islâmica do Irã. O cargo foi criado após a Revolução de 1979 e concentra amplos poderes: o líder supremo comanda as Forças Armadas, tem influência decisiva sobre a política externa, nomeia chefes do Judiciário, da mídia estatal e metade dos membros do Conselho dos Guardiães, além de exercer autoridade final sobre temas estratégicos do Estado. Desde 1989, o posto era ocupado pelo aiatolá Ali Khamenei, que sucedeu Ruhollah Khomeini.
Khamenei morreu, junto a outras figuras centrais do regime iraniano, após ser atingido em ataques atribuídos aos EUA e a Israel contra estruturas do Estado iraniano. A morte foi confirmada pelo governo iraniano e ocorreu em meio à escalada militar na região.
Com explosões ainda ecoando em Teerã e as ruas esvaziadas por recomendação oficial, o embaixador do Brasil no Irã, André Veras, descreve um país sob bombardeio e diante de uma encruzilhada política. “Tivemos ataques fortíssimos há duas ou três horas, com muita fumaça e poeira”, relata. “As bombas assustam, claro, mas minha preocupação maior é o vácuo que isso vai deixar.”
Em entrevista ao GLOBO, o diplomata afirma que mais inquietante do que os ataques a estruturas do Estado é o que pode vir depois da morte do líder supremo: a incerteza sobre quem deterá o poder em um regime sustentado pela Guarda Revolucionária e por forças armadas que não dão sinais de dissolução.
Como o senhor descreve a situação neste momento em Teerã? Que tipo de alvos estão sendo atingidos?
A situação é a seguinte: ocorrem ataques direcionados a certos objetivos específicos. O presidente americano disse que atacaria a estrutura do Estado para “devolver o Estado ao iraniano”. Então estão atacando unidades do Exército, unidades da Guarda Revolucionária, estruturas do Estado iraniano.
Com a morte do líder supremo do Irã, o que pode acontecer no país, em sua opinião?
As bombas assustam, claro, mas minha preocupação maior é o vácuo que isso vai deixar. Já anunciaram que mataram o líder supremo e outras lideranças. A questão é o que acontece depois. Quando os americanos pararem de bombardear, o que vem? Eles decretaram uma semana de feriado a partir da morte do líder. A vida deve começar a voltar no domingo que vem. Mas disseram que vão continuar bombardeando. No primeiro momento, atacaram as estruturas de lançamento e defesa aérea, o que facilita agora. Minha preocupação é o que vem depois, como vão resolver essa questão central, que é retirar da Guarda Revolucionária o poder que ela tem no país.
A morte de Ali Khamenei  pode significar o fim do regime da República Islâmica?
Olha, não sei se é o fim do regime. O fim do regime seria sair da República Islâmica para outra coisa. O regime não acaba simplesmente matando o líder supremo. Um dos pilares é a Guarda Revolucionária, os Pasdaran, uma espécie de milícia informal. Esse grupo detém o poder, até mais forte que Exército, Marinha e Aeronáutica, que existem basicamente para proteger o líder supremo e o regime. O Irã não tem histórico recente de oposição política organizada, porque essas forças foram sendo expurgadas ao longo do tempo.
Como está o clima nas ruas de Teerã neste momento? Há recomendações oficiais para que as pessoas fiquem em casa?
As ruas estão vazias. A polícia pediu que as pessoas ficassem em casa por causa dos ataques. Eu mesmo recebi uma recomendação no telefone para permanecer em casa. As pessoas estão preocupadas, claro. Tivemos ataques fortíssimos há duas ou três horas, com muita fumaça e poeira. As explosões são muito fortes. As pessoas não saem às ruas. Estão esperando para ver o que vai acontecer. A grande pergunta é: até quando vão os ataques e a quem será entregue o poder?
O senhor mencionou o risco de um vazio de poder. Que cenário o preocupa mais nesse contexto?
Nós sabemos que não existe vazio de poder. Mas mataram lideranças. Se acontecer como o presidente Trump diz — que os que estão armados vão depor as armas e terão tratamento digno — isso vale para alguns. Mas e os que não quiserem entregar as armas? E os mais ideológicos? Quem vai tirá-los? A gente lembra do Iraque, quando decidiram acabar com o partido Baath e impedir que seus integrantes trabalhassem para o Estado. Eram pessoas armadas. O resultado foi guerra civil. Foi um desastre. Eu vejo o risco de que estejam levando a sociedade iraniana a uma situação de possível guerra interna, de dissolução, algo que Israel deseja — um Irã enfraquecido na região.
Quantos brasileiros estão hoje no Irã?
Calculamos cerca de 200 brasileiros.
Qual é o perfil dessa comunidade e há brasileiros afetados diretamente pelos ataques?
A maioria são brasileiras ou filhos de brasileiras que foram para o Japão nos anos 1990 e se casaram com iranianos. Muitas são descendentes de japoneses. Depois vieram para o Irã. Têm filhos nascidos aqui. Os filhos homens, principalmente, não podem deixar o país. Então muitas mães dizem que não vão sair, porque os filhos não podem sair. São poucos os casos de assistência direta. Normalmente pedem para avisar familiares no Brasil que estão bem, porque as comunicações foram cortadas. Tem também atletas e treinadores. Um atleta de luta livre veio para treinar equipe aqui, e estamos ajudando para que possa sair. Há também alguns técnicos de futebol.
Há, neste momento, plano de evacuação para brasileiros que desejem deixar o país?
Num primeiro momento, quando começam as bombas, há sempre muitas solicitações. Mas depois as pessoas pensam nas consequências e nos impedimentos. Na guerra dos 12 dias, em junho passado, retiramos cinco ou seis pessoas, geralmente não residentes — empresários, atletas, visitantes. Agora não acredito que haja turistas, porque a situação já vinha escalando e o espaço aéreo está fechado. Não só o do Irã, mas também em países do Golfo. Se for necessário, seria levar até a fronteira para que possam embarcar de outro país.
O senhor vê risco de impacto imediato sobre o petróleo e o comércio internacional?
Quem acompanha sabe o potencial. Ontem houve fechamento do estreito (de Ormuz). Se um petroleiro afundar, ninguém mais passa. As empresas não vão permitir. Isso tem impacto imediato.
Irã promete ‘vingança’ contra EUA e Israel por morte de Khamenei Ofensiva americana marca ápice de escalada de tensões envolvendo Washington e Teerã; Donald Trump fala em mudança de governo Obituário: Líder supremo dominou a política do Irã por quatro décadas. Teocracia em baixa: EUA atacam Irã em seu momento de maior fragilidade; veja como funciona a República Islâmica. O que pode acontecer? Da sobrevivência do regime ao retorno da monarquia: entenda os possíveis cenários para o Irã após ataque dos EUA. Análise: Ao lançar ataque contra o Irã sem objetivo definido, Trump evoca fracassos passados dos EUA
O governo do Irã endureceu o discurso neste domingo após a morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. Autoridades do país prometeram retaliar e falaram em uma resposta militar de grande escala.
Entenda: Multidões tentam invadir representações dos EUA no Iraque e no Paquistão após morte do líder do Irã
Leia também: Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei em ataques dos EUA e de Israel
O chefe de segurança iraniano, Ali Larijani, afirmou que novos ataques estão sendo preparados. Em uma publicação na rede X, ele declarou que o país atingirá Estados Unidos e Israel com uma força inédita.
“Ontem, o Irã lançou mísseis contra os Estados Unidos e Israel, e eles causaram danos. Hoje, nós os atingiremos com uma força que eles nunca experimentaram antes”, escreveu.
TV estatal Iraniana mostra destruição após ataque dos EUA e Israel
Na mesma linha, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que retaliar pela morte de Khamenei é uma obrigação do país. Em comunicado divulgado pela televisão estatal, ele disse que a resposta faz parte do que classificou como um direito legítimo da República Islâmica.
“A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os perpetradores e mentores deste crime histórico”, afirmou.
A reação veio rapidamente de Washington. Em uma mensagem publicada neste domingo em sua rede social, a Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã contra novos ataques e prometeu uma resposta ainda mais dura.
“O Irã acaba de declarar que vai atacar com muita força hoje, mais forte do que jamais atacou antes. É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca vista antes”, escreveu. “Obrigado pela atenção! Presidente Donald J. Trump.”
Captura de tela da publicação de Trump
Reprodução/Truth
Protestos e ataques a representações americanas
A escalada de declarações ocorre enquanto manifestações se espalham em diferentes países após a morte de Khamenei. No Paquistão, ao menos duas pessoas morreram durante um protesto diante do consulado dos Estados Unidos em Karachi.
Centenas de manifestantes tentaram invadir o prédio e foram dispersados com gás lacrimogêneo. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram jovens quebrando janelas do edifício enquanto a bandeira americana tremulava sobre o complexo.
Veja vídeo: EUA divulgam imagens de ataques ao Irã
Em uma gravação, um manifestante afirma que o grupo tentava incendiar o consulado em resposta à morte do líder iraniano. Equipes de resgate disseram à AFP que os corpos das vítimas foram levados a hospitais após os confrontos. Protestos também foram registrados em Lahore.
No Iraque, centenas de pessoas se reuniram nas proximidades da Zona Verde de Bagdá, área fortemente protegida que abriga prédios do governo e a embaixada dos Estados Unidos. Jornalistas da AFP relataram forte presença de segurança enquanto manifestantes tentavam avançar em direção ao complexo diplomático.
Alguns participantes lançaram pedras contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo. Um manifestante que se identificou como Ali disse à AFP que a morte de Khamenei “feriu” muitos na região e que o protesto exigia a retirada das tropas americanas do Iraque.
Ataques que desencadearam a crise
A mídia estatal iraniana confirmou no sábado a morte de Khamenei após ataques realizados contra alvos no país. O governo anunciou um período de luto nacional de 40 dias.
Horas antes, Trump já havia afirmado que o líder iraniano estava morto e classificou o episódio como uma oportunidade para que o povo do país “recupere seu país”.
Segundo veículos iranianos, a filha, o genro e uma neta do líder também morreram nos bombardeios. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que havia “fortes indícios” da morte de Khamenei após um ataque contra um complexo em Teerã.
A ofensiva atingiu diferentes pontos do país e provocou explosões na capital iraniana. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel, enquanto diversos países da região fecharam seus espaços aéreos e emitiram alertas de segurança.
A escalada militar e o aumento da tensão diplomática levantam temores de que o conflito possa se ampliar nos próximos dias.
A morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, desencadeou neste domingo protestos e tentativas de invasão a representações diplomáticas dos Estados Unidos no Oriente Médio e no sul da Ásia. Multidões se concentraram diante de prédios ligados ao governo americano em Bagdá, no Iraque, e em Karachi, no Paquistão, em episódios que deixaram ao menos dois mortos e ampliaram a tensão regional.
Entenda: Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei em ataques dos EUA e de Israel
Veja vídeo: EUA divulgam imagens de ataques ao Irã
Em Karachi, centenas de jovens tentaram invadir o consulado dos Estados Unidos e foram dispersados com gás lacrimogêneo. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram manifestantes quebrando janelas do edifício principal enquanto a bandeira americana tremulava sobre o complexo, cercado por arame farpado.
Durante o tumulto, alguns participantes gritavam palavras de ordem e falavam em vingança pela morte do líder iraniano. Em uma gravação, um manifestante afirma que o grupo tentava atear fogo ao prédio. Segundo equipes de resgate citadas pela AFP, dois corpos foram levados a hospitais após confrontos registrados no local.
Iraquianos, um deles segurando um retrato do líder supremo iraniano assassinado, observam enquanto tentam se aproximar de uma ponte que leva à Zona Verde, onde fica a embaixada dos EUA em Bagdá
AHMAD AL-RUBAYE / AFP
Protestos também foram relatados em outras cidades paquistanesas, incluindo Lahore, onde milhares de pessoas ocuparam ruas em atos contra os Estados Unidos.
Tentativa de invasão em Bagdá
No Iraque, centenas de manifestantes se reuniram desde cedo nas proximidades da Zona Verde de Bagdá, área fortemente protegida que abriga prédios do governo e missões diplomáticas estrangeiras, incluindo a embaixada americana. Jornalistas da AFP relataram forte presença de segurança e bloqueios nas entradas da região.
Mesmo assim, grupos tentaram avançar em direção ao complexo diplomático, atirando pedras contra forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo.
Forças de segurança iraquianas observam manifestantes, um deles segurando a bandeira iraniana, tentando se aproximar de uma ponte que leva à Zona Verde, onde fica a embaixada dos EUA, em Bagdá
AHMAD AL-RUBAYE / AFP
Um jovem que se identificou apenas como Ali disse à AFP que a morte de Khamenei “feriu” muitos na região e que o protesto pedia a retirada das tropas americanas estacionadas no Iraque. Segundo uma fonte de segurança ouvida pela agência, as tentativas de invasão haviam sido frustradas até o momento, embora os manifestantes continuassem pressionando as barreiras.
Imagens de satélite mostram destruição em residência do líder supremo do Irã, Ali Khamenei
Escalada após ataques ao Irã
Os protestos ocorrem um dia depois de uma ofensiva militar atribuída a Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. A mídia estatal iraniana confirmou no sábado a morte de Khamenei e anunciou um período de luto nacional de 40 dias.
Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia afirmado que o líder iraniano estava morto, classificando o episódio como uma oportunidade para que os iranianos “recuperem seu país”. Em mensagens publicadas na rede Truth Social, Trump elogiou a cooperação militar com Israel e prometeu continuar os bombardeios “pelo tempo que for necessário”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também declarou que havia “fortes indícios” da morte do líder iraniano após um ataque surpresa contra um complexo em Teerã. Segundo ele, a operação atingiu comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades do regime.
A ofensiva marcou uma das maiores escaladas militares recentes na região. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades, enquanto o Irã respondeu com ataques de mísseis contra Israel. Países da região fecharam seus espaços aéreos e missões diplomáticas americanas no Golfo orientaram seus cidadãos a buscar abrigo.
Enquanto governos avaliam os desdobramentos militares e políticos, a reação nas ruas de diferentes países indica que a crise pode ganhar novas dimensões nos próximos dias.
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, da sigla em inglês), o equivalente à Anvisa no Brasil, recomendou a autorização de comercialização na União Europeia da vacina mCombriax, da farmacêutica Moderna. O imunizante é o primeiro do mundo que combina a proteção contra a Covid-19 e a gripe em uma única dose.
A mCombriax foi aprovada para pessoas com 50 anos ou mais. O parecer da EMA será agora enviado à Comissão Europeia, que chancela a autorização de comercialização válida em todo o bloco europeu. A vacina utiliza a tecnologia de RNA mensageiro, técnica inovadora adotada também para as doses contra a Covid-19 desenvolvidas pelo laboratório americano e pela Pfizer/BioNTech.
Segundo a EMA, o Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, e o influenza, que causa a gripe, são agentes infecciosos respiratórios que podem provocar casos graves, particularmente em pessoas idosas e em pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos. Além disso, a coinfecção pelos dois vírus ao mesmo tempo pode resultar um quadro ainda mais grave.
“Como a primeira vacina combinada contra Covid-19 e influenza, a mCombriax oferece às pessoas a opção de receber uma única injeção para proteção contra ambas as doenças”, diz o órgão em nota.
“Assim como ocorre com as vacinas existentes contra Covid-19 e influenza, espera-se que a composição da mCombriax seja atualizada regularmente para corresponder às cepas virais em circulação na comunidade”, complementa.
Segundo a EMA, o Comitê de Medicamentos de Uso Humano da autoridade sanitária (CHMP) considerou dados que mostraram que a mCombriax desencadeou a produção de quantidades adequadas de anticorpos contra ambos os vírus.
Dados de um estudo principal envolvendo oito mil pessoas a partir de 50 anos de idade mostraram que os indivíduos que receberam a mCombriax apresentaram níveis de anticorpos contra influenza e Sars-CoV-2 equivalentes aos observados em pessoas que haviam sido imunizadas separadamente contra as duas doenças.
“A opinião positiva do CHMP representa um marco importante para a vacinação contra vírus respiratórios e para a Moderna, com a introdução da primeira vacina combinada contra gripe e Covid do mundo”, celebrou Stéphane Bancel, diretor executivo da Moderna, em nota. “As vacinas combinadas têm o potencial de simplificar a vacinação e apoiar melhores desfechos de saúde”, continuou.
Os efeitos colaterais mais comuns da mCombriax, que podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas, são dor no local da injeção, cansaço, dor muscular, dor nas articulações, dor de cabeça, calafrios, gânglios linfáticos inchados, náusea e vômitos, e febre. O tempo mediano para o início dessas reações adversas foi de 2 dias, enquanto a duração mediana foi de 3 dias.
Com a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, durante os ataques realizados pelos EUA e Israel no sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs a maior ameaça à República Islâmica desde a revolução que depôs o então aliado de Washington, o xá Mohammad Reza Pahlavi, em 1979. O choque de realidade, tal como em outras intervenções americanas ao redor do mundo, não deve tardar: não existe um cenário definido para o Irã pós-Khamenei, e as alternativas incluem um governo ainda mais anti-Ocidente, comandado por militares, uma guerra civil até a restauração da monarquia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em meio a uma campanha militar conjunta com Israel, ainda não foi confirmada pela República Islâmica. Mas imagens de satélite mostraram uma coluna de fumaça e extensos danos no complexo de alta segurança do líder supremo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A decisão unilateral do presidente Donald Trump de lançar um grande ataque ao Irã inaugurou um novo capítulo no debate recorrente sobre quem detém legitimamente os poderes de guerra na democracia americana. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress