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O líder supremo do Irã pode estar morto, mas haverá outro. Seus comandantes militares assassinados serão substituídos. Um sistema de governo criado ao longo de 47 anos não se desintegrará facilmente apenas sob o poder aéreo. O Irã mantém a capacidade de retaliar contra ataques aéreos americanos e israelenses, e a trajetória da guerra é incerta. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em agosto de 1978, Reza Pahlavi, então príncipe herdeiro da coroa, deixava o Irã rumo aos EUA, onde participaria de um treinamento militar. Seria a última vez que veria o país, de onde meses depois seu pai, o xá Mohammad Reza Pahlavi, seria deposto e expulso. Quase 50 anos depois, ele viu sua imagem ganhar força em meio aos sangrentos protestos nas ruas iranianas entre dezembro e fevereiro e celebrou a morte no sábado do líder supremo, Ali Khamenei, como “último suspiro” do regime. A declaração foi a mais recente mostra de que Pahlavi postula o comando de um eventual futuro governo no Irã, mesmo sem a certeza de qual futuro a nação deseja para si.
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Nomeado príncipe herdeiro aos sete anos, no final dos anos 1960, Pahlavi estava ao lado do pai em seu leito de morte no Cairo, em 1980, e meses depois se declarou o novo titular do trono iraniano — àquela altura, com a instauração da República Islâmica, o título era meramente simbólico. No exílio, tentou angariar o apoio de outros dissidentes e chegou a conclamar o povo do Irã a uma jornada de “resistência nacional” contra o novo regime, sem sucesso.
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, em discurso nos EUA
SAUL LOEB / AFP
Segundo relatos, ele buscou o apoio de Israel para um golpe de Estado, em meados dos anos 1980, em um plano que envolveu o então ministro da Defesa e futuro premier, Ariel Sharon, e tinha no líder supremo do país, o aiatolá Ruhollah Khomeini, o principal alvo. O plano naufragou com a chegada de Yitzhak Shamir ao poder: segundo Samuel Segev, ex-oficial de inteligência de Israel, Shamir acreditava que seu país não deveria “se envolver em uma nova aventura”. Em outra iniciativa para angariar reconhecimento, Pahlavi anunciou, em 1986, um desacreditado governo no exílio.
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Sem poder de fato, mas com o apoio de parte da diáspora iraniana, Pahlavi pautou seus discursos na defesa da queda do regime hoje comandado pelo aiatolá Ali Khamenei. Para ele, o Irã deve se tornar uma democracia secular, com um Gabinete de transição, uma nova Constituição e um referendo para definir a nova forma de governo. Em entrevistas e declarações, afirma que seu objetivo não é restaurar a monarquia à imagem de seu pai, tampouco ocupar cargos públicos.
“Podemos nos libertar de forma semelhante a outras nações do mundo que superaram ditaduras. Com aspirações nacionais unificadas, alicerçadas em nossa vontade nacional, alcançaremos o que é necessário e digno da grande nação iraniana”, escreveu em 2016, quando a República Islâmica completou 37 anos.
Reza Pahlavi prega uma imagem dourada do Irã pré-revolucionário, quando o país tinha um governo secular, uma sociedade liberal, era aliado do Ocidente (com generosos investimentos), mantinha relações ordeiras com vizinhos como Israel e fez reformas e modernizações do Estado. Mas ele omite as décadas de concentração de renda, a corrupção endêmica nas instituições nacionais e a repressão liderada pela polícia secreta, a Savak, e pelo partido governista, o Rastakhiz, cuja adesão era obrigatória aos funcionários públicos.
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— Muitos iranianos mais velhos se lembram do dia em que nasci e da comoção nacional que houve —disse recentemente ao Wall Street Journal. — Mas agora, aos 65 anos… os jovens iranianos me chamam de pai. E isso é o melhor de tudo.
Xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, e a imperatriz, Farah Diba, em visita a Brasília
Arquivo / Agência O Globo
A desilusão dos iranianos com o atual regime — protestos anteriores também miraram a deterioração da economia, a corrupção estatal e a repressão às mulheres, mas sem a força vista até uma repressão brutal — fez com que muitos lhe dessem um voto de confiança. Especialmente entre os mais jovens, que não têm na memória o fervor revolucionário ou as histórias de repressão dos tempos do xá: o apoio a Pahlavi soa como um apelo desesperado à única figura palpável contra o regime do qual querem se livrar.
“Posso afirmar com certeza que, se um referendo for realizado e um dos lados da história for Reza Pahlavi, todos votarão nele porque não conhecem ninguém além dele”, afirmou, em publicação no Facebook em 2023, Khashayar Dahimi, um intelectual baseado em Teerã.
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Em entrevista à rede CBS News, ao ser questionado se tinha responsabilidade nas mortes das milhares de pessoas convocadas por ele para irem às ruas, respondeu que “essa é uma guerra, e a guerra tem suas vítimas”. A fala foi criticada por outros dissidentes, que também notaram que menções e publicações referentes ao levante em defesa dos direitos das mulheres — Vida, Mulher, Liberdade, de 2022 — foram apagadas de suas redes sociais recentemente.
Mesmo antes do ataque dos EUA, ele defendia uma intervenção externa no Irã, com ataques “cirúrgicos” contra alvos da Guarda Revolucionária e do regime, acompanhados por novas ferramentas de pressão econômica, incluindo uma caça aos navios que transportam petróleo iraniano a compradores, burlando sanções internacionais. No ano passado, não condenou os ataques israelenses durante a guerra de 12 dias, em junho, mas sua mulher, Yasmine, os louvou em publicações no Instagram — segundo levantamentos independentes, cerca de 1,2 mil iranianos morreram.
Há três anos, Pahlavi esteve em Israel, onde se encontrou com o premier Benjamin Netanyahu, mas até agora não conseguiu um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, a quem apoia e diz admirar. A recíproca pode não ser verdadeira.
— Ele parece ser muito simpático, mas não sei como ele se sairia em seu próprio país — afirmou Trump, em entrevista à agência Reuters, no começo de janeiro. — Não sei se seu país aceitaria sua liderança.
Mulher segura cartaz com as imagens do filho do último xá do Irã, Reza Pahlavi, e do presidente dos EUA, Donald Trump
Kirill KUDRYAVTSEV / AFP
Seus críticos dizem que ele não conseguiu sequer unificar a oposição iraniana no exílio, onde elementos hostis ao regime atual e à monarquia — como os Mujahedins do Povo — têm voz e dinheiro. A falta de diálogo com os reformistas dentro do Irã é citada como outro ponto frágil, que mina sua legitimidade em um cenário pós-República Islâmica. E a recusa em condenar a repressão cometida durante o reinado de seu pai, Mohammad Reza, é lembrada com frequência pelo regime, que ainda emprega técnicas de tortura e execução de dissidentes criadas pela Savak (com apoio dos EUA).
“Após [Mohammad] Mossadegh [premier derrubado após um golpe em 1953], o governo americano deu apoio total e inequívoco à ditadura real, que era percebida pela oposição como mais americana do que iraniana e culpada de violar uma ampla gama de direitos humanos”, escreveu, em artigo publicado em 1980, o cientista político americano Richard Cottam, referindo-se aos abusos do xá. “O quadro resultante foi o de um regime culpado das mais flagrantes violações dos direitos humanos, e que foi tanto colocado quanto mantido no poder pelo governo americano.”
Embora não prevista oficialmente no novo sistema que nasceu com a República Islâmica do Irã, conhecido apenas como “Nezam” ou “O Sistema” em persa, o líder supremo Ruhollah Khomeini (1902-1989) ordenou, em 1979, a criação da Guarda Revolucionária, que não faz parte do Exército e serve, como o próprio nome diz, como uma linha de defesa contra qualquer elemento que ouse agir contra a Revolução Iraniana, que aconteceu há 47 anos. Hoje com centenas de milhares de membros, a Guarda é a força militar mais poderosa do Irã, e se tornou ainda a protagonista da economia local. Não por acaso, seu quartel-general foi um dos principais alvos dos ataques coordenados entre EUA e Israel no último sábado — um dia depois, o Exército dos EUA anunciou que “destruiu” a instalação. Atualmente, muitos analistas argumentam que o país não é mais uma teocracia governada por clérigos xiitas, mas um Estado militar comandado por esses militares. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um dia depois de EUA e Israel lançarem uma ofensiva de grande porte contra o Irã para eliminar a cúpula do governo e tentar forçar uma mudança de regime no país, a retaliação da República Islâmica causou mortes e estragos no Oriente Médio. As monarquias do Golfo Pérsico, que tentaram se esquivar do conflito, viram mísseis atingirem aeroportos, hotéis e bases usadas pelos EUA. O sistema de defesa aérea israelense foi testado à exaustão, e demonstrou não ser infalível. E as primeiras mortes de militares americanos mostraram aos Estados Unidos os impactos da guerra de escolha de Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
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Ao longo do domingo, os mísseis e bombas atingiram dezenas de cidades, desde o norte, perto da fronteira com Armênia e Turquia, na costa do Golfo Pérsico e na área de divisa com o Paquistão, no leste. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), um dos alvos foi o quartel-general da Guarda Revolucionária.
“Os Estados Unidos têm as Forças Armadas mais poderosas do planeta, e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) não tem mais um quartel-general”, afirmou o comando em suas redes sociais. “A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) matou mais de 1.000 americanos nos últimos 47 anos. Ontem (sábado), um ataque em larga escala dos EUA cortou a cabeça da serpente.”
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O Centcom destacou que mais de mil alvos foram destruídos, como centros de controle e comando, bases da Guarda Revolucionária e embarcações de guerra, e revelou parte do arsenal usado no Oriente Médio: caças, aeronaves de reconhecimento, drones de ataque, sistemas de defesa contra mísseis, bombardeiros e aviões de suporte.
Um bombardeio israelense destruiu uma base em Teerã que sediava unidades responsáveis pela repressão a protestos, já atacada durante o breve conflito de junho do ano passado. Segundo a Força Aérea, suas aeronaves circulavam “livremente” pelos céus da capital iraniana.
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Na guerra de 12 dias de 2025, a resposta iraniana à ofensiva israelense se concentrou em responder com mísseis e drones lançados contra Israel. Depois do ataque americano, que causou estragos em instalações nucleares, a retaliação veio contra uma base usada pelos EUA no Catar.
Agora, o regime entrou em modo de sobrevivência, e disposto a levar toda a região consigo na guerra iniciada por Washington na madrugada de sábado.
Houve novos ataques contra posições nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Omã, país que atuava como mediador nas negociações entre EUA e Irã. Com o fechamento dos espaços aéreos em boa parte do Golfo Pérsico, três dos mais movimentados aeroportos do planeta, Dubai, Abu Dhabi e Doha, cancelaram todos os voos até segunda ordem, com impactos em dezenas de países.
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Dezenas de petroleiros e navios de transporte de cargas estão ancorados nos arredores do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% dos envios mundiais de petróleo e gás. Oficialmente, o Irã não fechou a passagem, mas operadores relatam transmissões atribuídas à Guarda Revolucionária alertando que ninguém poderia trafegar ali. Ao menos quatro embarcações foram atingidas.
Empresas do setor, como a MSC e a Maersk, anunciaram a suspensão das operações na área, e representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e associados (Opep+) confirmaram um aumento na produção a partir de abril, de forma a enfrentar uma possível alta no preço do barril.
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A Arábia Saudita, também atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador iraniano no reino para condenar os ataques, rejeitar qualquer tipo de violação de soberania dos Estados e para alertar sobre os impactos das retaliações à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para defender sua segurança e proteger seu território.
Em conversa com Trump por telefone, o príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, condenou o lançamento dos mísseis contra seu país e recebeu do americano o apoio para realizar medidas que considere adequadas. De acordo com o jornal Washington Post, Bin Salman ligou várias vezes para o líder americano nas últimas semanas defendendo uma ação militar contra o Irã, apesar de, em público, pedir que a diplomacia prevalecesse e afirmar que seu território não seria usado em um ataque.
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O governo dos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, fechou sua embaixada em Teerã e convocou o embaixador.
“Esses ataques hostis contra locais civis, incluindo áreas residenciais, aeroportos, portos e instalações de serviços, colocaram em risco civis inocentes em uma escalada grave e irresponsável e constituem uma violação flagrante da soberania nacional, bem como uma clara violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores emiradense.
Equipes de resgate em Israel após nova onda de mísseis iranianos
Em Israel, o domingo foi marcado por numerosos e mortais ataques. Em Beit Shmesh, na região central do país, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo em uma sinagoga. Mais de setenta pessoas ficaram feridas. As bombas também caíram em Tel Aviv, maior cidade israelense, e em Jerusalém, deixando seis feridos. A fronteira com o Líbano está em alerta máximo para o risco de ações do Hezbollah, aliado do Irã no Eixo da Resistência, e todos os pontos de entrada para a Faixa de Gaza foram fechados. O aeroporto Ben Gurion, principal do país, cancelou todos os voos até sexta-feira, e o avião usado pelo primeiro-ministro foi levado a Berlim por precaução.
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Netanyahu afirmou, em pronunciamento, que o foco da campanha era “atacar o coração de Teerã”, e que a guerra deve se intensificar nos próximos dias. O governo também anunciou a convocação de 100 mil reservistas, que se juntarão aos 50 mil já em ação desde o início da guerra na Faixa de Gaza. Os reforços serão destacados para Gaza, Cisjordânia e para as fronteiras com Síria e Líbano.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel (IDF) estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou o premier.
Israel ataca base da Guarda Revolucionária em Teerã
Uma maratona de entrevistas concedidas por Trump ao longo do domingo deu pistas sobre os próximos passos da guerra. Ao tablóide britânico Daily Mail, afirmou que os combates devem se estender “por cerca de quatro semanas”. À revista The Atlantic, disse que está disposto a conversar com as novas autoridades iranianas. À Fox News, revelou que “48 líderes foram eliminados de uma só vez”, um número que inclui o líder supremo, Ali Khamenei, morto no sábado, e cuja sucessão está em curso. E à NBC News, disse que a guerra continuará “até que todos os objetivos sejam atingidos”, apesar do custo humano. Segundo o Pentágono, três militares morreram desde sábado.
— Infelizmente, provavelmente haverá mais [mortes]. É assim que as coisas são. Provavelmente haverá mais — disse o presidente em mensagem de vídeo publicada em sua rede social, o Truth Social. —Mas a América vingará suas mortes e desferirá o golpe mais devastador contra os terroristas que travaram guerra contra, basicamente, a civilização.
Ele repetiu que os iranianos devem “retomar o controle do seu país” e que cumpriu sua promessa de ajudá-los a derrubar o regime.
— Apelo a todos os patriotas iranianos que anseiam por liberdade para que aproveitem este momento, sejam corajosos, sejam ousados, sejam heróicos e retomem o controle de seu país — declarou. — Mais uma vez, exorto a Guarda Revolucionária, a polícia militar iraniana, a depor as armas e receber imunidade total ou enfrentar morte certa. Será morte certa. Não será bonito.
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Na Europa, a cautela inicial ao falar da guerra começa a dar lugar a um tom bélico. Em comunicado, os governos de Alemanha, Reino Unido e França disseram que estão prontos para defender seus interesses e os de seus aliados através de “ações defensivas” contra o Irã, e voltaram a criticar as retaliações de Teerã, como fizeram em outro comunicado, publicado no sábado. O premier britânico, Keir Starmer, anunciou que os EUA poderão usar as bases militares do país para “ações defensivas”, revertendo uma posição anterior de Londres.
— Tomamos a decisão de aceitar este pedido para impedir que o Irã lance mísseis pela região, matando civis inocentes, colocando vidas britânicas em risco e atingindo países que não estão envolvidos — disse Starmer, em vídeo publicado na rede social X.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pela primeira vez defendeu uma transição de poder em Teerã, que “reflita e apoie as aspirações democráticas do bravo povo do Irã”. Nesta segunda-feira, representantes dos governos do continente se reunirão para discutir a crise no Oriente Médio.
Bashar al Assad, Nicolás Maduro e agora Ali Khamenei. Em menos de um ano e meio, Vladimir Putin, presidente da Rússia, perdeu diversos importantes aliados internacionais sem que o Kremlin, mergulhado em sua guerra na Ucrânia, pudesse fazer muita coisa. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O porta-voz do Ministério da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, afirmou, em publicação no X, que pelo menos quatro hospitais no país foram atingidos em meio aos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o país.
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Mais cedo, a mídia iraniana já havia afirmado que o Hospital Gandhi, no Norte da capital Teerã, estava sendo evacuado após ter sido atingido. Vídeos verificados pelo The New York Times mostraram danos significativos no prédio, com vidros estilhaçados e destroços cobrindo o chão.
Do lado de fora do hospital, pessoas carregavam uma incubadora para a rua. A Press TV, veículo estatal iraniano, informou que os ataques tiveram como alvo a sede do canal Network 2 da emissora estatal do país, localizada do outro lado da rua, o que sugere que a unidade médica provavelmente foi danificada pelo impacto desses bombardeios.
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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse, também em publicação no X, que os relatos de ataque ao Hospital Gandhi “são extremamente preocupantes”.
“A OMS está trabalhando para verificar o incidente. Mas isso serve como um lembrete de que todos os esforços devem ser feitos para evitar que unidades de saúde sejam envolvidas no conflito em curso”, afirmou, lembrando que instalações de saúde são protegidas pelo direito internacional humanitário.
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De acordo com a postagem de Kermanpour, ao menos outros três hospitais foram atingidos: Khatam e Motahari, também em Teerã, e Abuzar, na cidade de Ahvaz. No último, vinte e um pacientes, incluindo os internados na unidade de terapia intensiva (UTI), foram transferidos por 30 ambulâncias para outros centros médicos, disse o porta-voz.
“Pela primeira vez na minha vida, estou testemunhando algo que nunca vi nem mesmo durante a Guerra Irã-Iraque. Pacientes sendo carregados nos braços de seus cuidadores, fugindo para ruas tomadas pela fumaça depois que mísseis explodiram ao lado de seu hospital”, continuou na publicação.
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A líder opositora María Corina Machado retornará à Venezuela “em poucas semanas”. Maria Corina fez o anúncio neste domingo, após três meses no exílio. Ela fugiu para Oslo, na Noruega, para receber o Prêmio Nobel da Paz.
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Ela retornará a um país governado por Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma interina após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar americana. Autoridades na Venezuela, entre elas o ex-procurador-geral Tarek William Saab, a classificaram como “foragida” da Justiça e a acusaram de “pedir” uma intervenção militar contra o país.
“Vou regressar em poucas semanas à Venezuela”, disse Machado em um vídeo publicado em suas redes sociais. “Chegaremos para nos abraçarmos, para trabalhar juntos, para garantir uma transição para a democracia ordenada, sustentável e irreversível”, acrescentou.
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Machado permaneceu nos Estados Unidos durante a maior parte de seu exílio, onde se reuniu com o presidente Donald Trump, o secretário de Estado Marco Rubio, congressistas, senadores, chanceleres de diferentes países e líderes empresariais. Também se reuniu com chefes de Estado de países que não especificou.
Trump, que afirma estar no comando da Venezuela, disse após uma reunião na qual Machado lhe entregou seu prêmio Nobel que gostaria de “envolvê-la de alguma maneira” no governo venezuelano, mas também expressou sua satisfação com a gestão de Delcy Rodríguez como presidente interina.
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Machado liderou a campanha de Edmundo González Urrutia nas eleições presidenciais de 2024, que terminaram com a polêmica reeleição de Maduro e denúncias de fraude por parte da oposição.
A onda repressiva posterior às eleições a obrigou a permanecer na clandestinidade por mais de um ano, até que fugiu em uma cinematográfica missão de resgate, realizada com a ajuda de uma empresa americana, em dezembro de 2025.
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Em retaliação aos ataques dos EUA e Israel realizados no sábado, a Guarda Revolucionária do Irã reivindicou neste domingo a autoria dos ataques a três petroleiros supostamente americanos e britânicos, segundo a agência de notícias semioficial Mehr. Registros marítimos indicam, no entanto, que dois desses navios, o Skylight e o MKD Vyom, não têm ligações com os EUA ou o Reino Unido. O Skylight chegou a ser alvo de sanções dos Estados Unidos em dezembro de 2025 por seus laços com Teerã. A identidade do terceiro petroleiro que teria sido atacado hoje ainda não foi divulgada.
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Vídeos verificados pelo New York Times que circulam nas redes sociais mostram um petroleiro com bandeira de Palau, o Skylight, em chamas enquanto ancorado perto de Omã. É um dos três navios no Golfo Pérsico que iranianos relataram ter atacado hoje. Os vídeos, combinados com imagens de satélite, mostram um incêndio na lateral esquerda da embarcação, próximo à ponte de comando e à casa de máquinas. De acordo com a empresa de dados marítimos Kpler, o navio não transportava derivados de petróleo no momento do ataque.
“Três petroleiros dos EUA e do Reino Unido, que violaram as normas, foram atingidos por mísseis e estão em chamas”, dizia um comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica divulgado pela mídia iraniana.
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A empresa V.Ships Asia, gestora do navio-tanque MKD VYOM, com bandeira das Ilhas Marshall, confirmou que um projétil atingiu a embarcação na costa de Omã e que um membro da tripulação morreu por conta do incidente.
“A embarcação sofreu uma explosão e um incêndio subsequente após ser atingida por um projétil suspeito enquanto navegava na costa de Mascate, Omã, em 1º de março”, anunciou a empresa responsável em um comunicado. “É com grande tristeza que confirmamos o falecimento de um membro da tripulação, que estava na sala de máquinas no momento do incidente”.
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) emitiu um alerta informando que dois navios foram atingidos na região, e relataram que um “projétil desconhecido” “explodiu muito próximo” de um terceiro. O UKMTO disse ainda que “vários incidentes de segurança” foram relatados no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e aconselhou navios a “transitarem com cautela”. Um quarto incidente na área também foi relatado ao UKMTO, que disse envolver a evacuação da tripulação, mas a causa não está clara.
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A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech disse à BBC que incidentes — que correspondem aos detalhes fornecidos pelo UKMTO — foram relatados, envolvendo navios sinalizados com bandeiras de Gibraltar, Palau, Ilhas Marshall e Libéria.
— Por causa das ameaças do Irã, o estreito está efetivamente fechado — disse Homayoun Falakshahi, da Kpler, à BBC. — Os navios tomaram uma medida de precaução para não entrar, pois os riscos são muito altos e seus custos de seguro dispararam.
Para o especialista, os EUA provavelmente tentarão proteger as rotas de navegação a fim de evitar um aumento no preço do petróleo, mas se o estreito permanecer fechado por um longo período, os preços poderiam ficar “muito, muito mais altos”.
USS Abraham Lincoln
Mais cedo, as forças de Teerã também alegaram que atingiram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln no Golfo Pérsico neste domingo, informação negada pelo Pentágono.
Gráfico com as informações do porta-aviões americano USS Abraham Lincoln
Arte GLOBO
Em mais um capítulo da escalada militar iniciada após os ataques de Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos que resultaram na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, as forças iranianas haviam informado que a embarcação americana teria sido atingida por quatro mísseis balísticos. E advertiu que “a terra e o mar se tornarão cada vez mais o cemitério dos agressores”, prometendo ampliar a resposta contra interesses americanos na região.
“Mentira. O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem sequer chegaram perto”, sinalizou o comando militar americano para o Oriente Médio (Centcom) em sua conta no X. “O Lincoln continua enviando aeronaves em apoio à campanha implacável do Centcom para defender o povo americano, eliminando as ameaças do regime iraniano”.
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Também neste domingo, o presidente americano Donald Trump afirmou que ataques militares dos Estados Unidos afundaram nove navios da Marinha iraniana e destruíram parcialmente o quartel-general da Marinha do Irã. Segundo ele, a ofensiva faz parte da campanha em curso contra alvos estratégicos do país.
“Acabei de ser informado de que destruímos e afundamos 9 navios da Marinha iraniana, alguns deles relativamente grandes e importantes”, escreveu Trump em sua rede social Truth. “Vamos atrás do resto — eles logo estarão boiando no fundo do mar também! Em um ataque diferente, destruímos grande parte do Quartel-General da Marinha deles. Tirando isso, a Marinha deles está indo muito bem!”
(Com New York Times)
Lideranças europeias adotaram a cautela ao comentar o conflito lançado por EUA e Israel contra o Irã no sábado, evitando discutir a legalidade do conflito e concentrando palavras duras à República Islâmica, que atacou países do Oriente Médio como retaliação. Tom distinto do adotado sobre outra invasão com poucas bases legais ou justificativas militares: a guerra iniciada há quatro anos pela Rússia na Ucrânia.
— Agora não é o momento de dar lições aos nossos parceiros e aliados, apesar de todas as dúvidas, compartilhamos muitos dos seus objetivos, embora não sejamos capazes de os alcançar nós mesmos — disse o chanceler alemão, Friedrich Merz, em entrevista coletiva neste domingo em Berlim.
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Na véspera, o E3, grupo formado por Alemanha, Reino Unido e França voltado à diplomacia com o Irã, declarou ter alertado o regime a encerrar o programa nuclear — acusado de ter finalidades militares —, a restringir o desenvolvimento de mísseis balísticos e a suspender “a terrível violência e repressão contra o seu próprio povo”. Os países disseram que não participaram dos ataques, e reiteraram o “compromisso com a estabilidade regional e com a proteção da vida civil”, ao mesmo tempo em que condenaram as retaliações do Irã.
“Condenamos veementemente os ataques iranianos contra países da região. O Irã deve abster-se de ataques militares indiscriminados. Apelamos ao retorno das negociações e instamos a liderança iraniana a procurar uma solução negociada”, diz o comunicado, emitido dois dias depois de uma rodada de negociações entre EUA e Irã em Genebra, na qual diplomatas relataram avanços importantes.
Israel ataca base da Guarda Revolucionária em Teerã
Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia (UE), chamou a situação de “alarmante” e disse que está em contato com lideranças da região, o que não inclui representantes do regime em Teerã.
“O regime iraniano já matou milhares de pessoas. Seus programas de mísseis balísticos e nuclear, juntamente com o apoio a grupos terroristas, representam uma séria ameaça à segurança global”, escreveu Kallas na rede social X. “A proteção de civis e o direito internacional humanitário são prioridades.”
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Kallas atacou as retaliações iranianas contra países da região, sem citar o bombardeio contra uma escola de meninas em Minab, no sul do Irã, que deixou 153 mortos, segundo autoridades locais.
Uma das raras críticas ao conflito veio do premier espanhol, Pedro Sánchez.
“Rejeitamos a ação militar unilateral dos Estados Unidos e de Israel, que representa uma escalada e contribui para uma ordem internacional mais incerta e hostil. Rejeitamos igualmente as ações do regime iraniano e da Guarda Revolucionária”, escreveu Sánchez no X. ”Exigimos uma desescalada imediata e o pleno respeito ao direito internacional. É hora de retomar o diálogo e alcançar uma solução política duradoura para a região.”
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Até o momento, o governo americano não deu uma justificativa clara sobre o que levou o presidente Donald Trump a declarar guerra contra um país soberano diante da rejeição da maioria dos americanos ao conflito e atuando sem o aval do Congresso ou do Conselho de Segurança da ONU.
O termo “guerra ilegal” circula sem restrições em Washington, e o senador democrata Mark Warner, membro da Comissão de Inteligência da Casa, afirmou que as informações disponíveis sugerem que não havia “nenhuma ameaça iminente” vinda do Irã. Republicanos dizem que Trump agiu dentro da lei ao bombardear o território iraniano, e citam uma lei de 1973 que dá ao presidente o poder de mobilizar as Forças Armadas. Contudo, a oposição aponta que a medida só pode ser invocada em caso de “emergência nacional decorrente de um ataque aos Estados Unidos”. o que não aconteceu.
“O ataque militar de Donald Trump e Benjamin Netanyahu contra o Irã é um ato ilegal de agressão. Não há justificativa legal para ele”, afirmou, em artigo no jornal britânico Guardian, Kenneth Roth, ex-diretor da Human Rights Watch. “Não é diferente da invasão da Ucrânia pelo presidente russo Vladimir Putin ou da invasão da República Democrática do Congo pelo presidente ruandês Paul Kagame.”
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Tal como Trump, Putin até hoje não deu explicações ou um casus belli aceitável para sua guerra, que completou quatro anos na semana passada. A “desnazificação” do governo de Kiev é um conceito tão vago quanto as alegações de “russofobia” ou os questionamentos sobre o direito de existir do Estado ucraniano. Mas os europeus, que veem Moscou como uma ameaça existencial, não economizam palavras contra os russos.
“[O texto] reitera que a guerra de agressão ilegal, não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia constitui uma violação flagrante do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, bem como um ataque sem precedentes à arquitetura de segurança europeia”, diz uma resolução adotada pelo Parlamento Europeu na terça-feira passada.
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Em 2022, durante sua intervenção na sessão de debates da Assembleia Geral da ONU, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que a Rússia, “através de um ato de agressão, invasão e anexação, quebrou nossa segurança coletiva ao deliberadamente violar a Carta da ONU e o princípio da soberania dos Estados”.
— Eles (russos) estão errados. Estão cometendo um erro histórico. Aqueles que se calam hoje são, de certa forma, cúmplices da causa de um novo imperialismo que está atropelando a ordem vigente — disse o presidente francês, que no sábado pediu o retorno à diplomacia e exigiu que o regime iraniano aceite “o fim de seus programas nuclear e de mísseis balísticos”.
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A própria Ucrânia, invadida por uma potência nuclear, saiu em defesa da nova guerra de Trump, citando o fornecimento de drones e armas de Teerã para os aliados russos.
— Portanto, é justo dar ao povo iraniano a chance de se livrar do regime terrorista. De se livrar e garantir a segurança de todas as nações que sobreviveram ao terrorismo originário do Irã — afirmou o presidente Volodymyr Zelensky, sem economizar nos elogios aos EUA. — É importante que os Estados Unidos se mantenham firmes. E sempre que há determinação americana, os políticos globais enfraquecem.
Para a Rússia, o ataque americano ao Irã, tal como na Venezuela em janeiro, foi uma demonstração de como os EUA não veem mais o sistema internacional do pós-Segunda Guerra Mundial como escrito em pedra. Vozes ligadas ao Kremlin acreditam que o conflito serve também como um alerta para as futuras negociações sobre a Ucrânia.
“Em resumo, o Irã abandonou seu programa nuclear. Fez concessões unilaterais e, em essência, capitulou na mesa de negociações. E apenas algumas horas depois, o primeiro ataque com mísseis foi lançado contra o país”, escreveu, em artigo no portal da agência Ria Novosti, o cientista político e propagandista Alexander Nosovitch. “Ao longo das negociações, as críticas da Rússia em relação ao futuro da Ucrânia após o conflito discutiram inabaláveis. E se alguém pensou que o próprio princípio das negociações pressupõe flexibilidade e concessões, o Irã declarou na prática como os americanos lidam com aqueles que demonstram fraqueza.”

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