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A QatarEnergy, empresa petrolífera estatal do Catar, anunciou a suspensão total da produção de gás natural liquefeito (GNL) e de produtos associados, segundo comunicado oficial que atribui a decisão a ataques militares ao seu complexo em Ras Laffan.
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O Catar é um dos maiores produtores globais de gás natural, e a paralisação pode ter impacto relevante no mercado internacional de energia. O petróleo e o gás ainda representam mais de 50% do PIB do país, cerca de 85% das receitas de exportação e 70% das receitas do governo.
A QatarEnergy havia informado anteriormente que um drone havia atingido um reservatório de água em uma usina elétrica no complexo e outro em uma instalação de energia em Ras Laffan, de acordo com um comunicado do Ministério da Defesa.
“Um drone teve como alvo um reservatório de água pertencente a uma usina elétrica em Mesaieed, e o outro teve como alvo uma instalação de energia na Cidade Industrial de Ras Laffan, pertencente à Qatar Energy, sem relatos de vítimas humanas”, afirmou a nota, de acordo com Al Jazeera.
Fundada em 1974, a empresa atua na exploração de petróleo e gás, incluindo exploração, produção, refinamento, transporte e armazenamento. Uma das unidades de produção no complexo de Ras Laffan, no Catar, estava passando por manutenção programada até a semana passada, segundo traders, o que contribuirá para a redução dos fluxos.
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O Catar exportou 82,2 milhões de toneladas de GNL em 2025. Mais de quatro quintos do GNL do Catar foram entregues a compradores asiáticos no ano passado, sendo a China o maior comprador, responsável por quase um terço de suas importações provenientes do país. A Índia é o segundo maior importador.
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A ampliação do conflito no Oriente Médio põe em risco o mercado global de gás como não se via desde 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia desorganizou o comércio global há quatro anos.
Vizinhos do Irã, como o Catar, estão entre os produtores mais importantes do mundo, e a região também é uma rota vital de abastecimento, com 20% das exportações de gás natural liquefeito (GNL) passando pelo Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para a energia global.
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Se o conflito se prolongar e as interrupções no transporte marítimo continuarem, os riscos para a produção de GNL aumentarão rapidamente, já que o setor depende de exportações constantes para escoar o combustível pelas instalações — caso contrário, poderá ser forçado a cortar a produção.
Na Europa, o gás disparou até 25% diante dos riscos aos fluxos globais, já que o continente permanece altamente vulnerável ao conflito com o Irã. A temporada de aquecimento de inverno esgota os estoques regionais de gás, o que significa que a Europa precisa importar grandes volumes de GNL para reconstruir suas reservas.
A invasão da Ucrânia forçou uma mudança drástica na matriz energética europeia, reduzindo a dependência da energia russa, e agora uma parcela significativa do gás natural liquefeito (GNL) europeu vem do Catar, através do Estreito de Ormuz, onde o tráfego comercial praticamente parou.
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O número de militares americanos mortos durante os ataques retaliatórios do Irã contra bases dos Estados Unidos no Kwait subiu para quatro nesta segunda-feira. Até então, três mortes haviam sido confirmadas, com cinco soldados gravemente feridos. A ofensiva iraniana, com mísseis, aconteceu depois que os EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra a República Islâmica, no último sábado.
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Veja infográfico: Pentágono nega que Irã tenha atingido porta-aviões americano USS Abraham Lincoln
O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, disse que provavelmente haverá mais baixas americanas na campanha contra o Irã.
As mortes, cuja localização foi confirmada pela BBC, são as primeiras baixas entre militares americanos. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), as identidades dos militares mortos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos familiares.
Em comunicado publicado no X no domingo, o Centcom, responsável pelas forças no Oriente Médio, não revelou onde os soldados foram mortos nem a identidade deles. Segundo o comando, novas informações só serão divulgadas após a notificação das famílias.
“A situação é dinâmica. Em respeito às famílias, reteremos informações adicionais, incluindo a identidade dos guerreiros caídos em combate, até 24 horas após seus parentes terem sido informados”, afirmou o comando militar.
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Equipes de resgate em Israel após nova onda de mísseis iranianos
De acordo com o comunicado, vários outros militares sofreram ferimentos leves provocados por estilhaços e traumatismos, mas já estão sendo reassumidos em suas funções.
Mais cedo, autoridades iranianas haviam afirmado que mísseis atingiram o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. O Pentágono negou a informação. Em publicação na rede X, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) classificou a alegação como falsa. “Mentira. O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem sequer se aproximaram”, afirmou o comando militar responsável pelas operações no Oriente Médio.
Segundo o Centcom, o porta-aviões segue operando normalmente. “O Lincoln continua enviando aeronaves em apoio à campanha implacável do comando para defender o povo americano e eliminar as ameaças do regime iraniano”, acrescentou.
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Escalada após morte de líder iraniano
A tensão aumentou desde que Washington e Israel lançaram ataques contra alvos em território iraniano. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades, e a mídia estatal do país confirmou posteriormente a morte de Khamenei.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a operação tinha como objetivo eliminar ameaças consideradas iminentes ligadas ao programa de mísseis e às atividades nucleares iranianas. Segundo ele, era esperado que houvesse baixas no confronto.
Autoridades iranianas prometeram retaliar. O chefe de segurança do país, Ali Larijani, afirmou que novos ataques estão sendo preparados e que Estados Unidos e Israel enfrentarão uma resposta sem precedentes.
Na mesma linha, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que responder à morte do líder supremo é uma obrigação da República Islâmica e parte do que chamou de direito legítimo do país.
Desde o início da ofensiva, sirenes de alerta e lançamentos de mísseis foram registrados em diferentes pontos da região, elevando o temor de um conflito mais amplo no Oriente Médio.
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França, Alemanha e Reino Unido declararam neste domingo que estão prontos para adotar “ações defensivas necessárias e proporcionadas” diante da resposta iraniana aos ataques conduzidos por Israel e Estados Unidos. Em comunicado conjunto, o grupo E3 afirmou que poderá agir para “destruir na origem” capacidades militares de Teerã, incluindo lançamentos de mísseis e drones.
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Os líderes europeus classificaram como “cegos e desproporcionados” os ataques iranianos contra países vizinhos e contra Israel — onde ao menos nove pessoas morreram, segundo serviços de emergência. O texto afirma que as ofensivas ameaçam aliados e pessoal militar e civil na região, e que eventuais medidas serão coordenadas com Washington.
O Reino Unido anunciou ainda a elaboração de um plano de evacuação em massa para cidadãos retidos no Golfo devido à suspensão de voos. Autoridades orientam britânicos em Israel, Palestina, Emirados Árabes, Bahrein e Catar a registrarem presença online e seguirem instruções oficiais. Estima-se que o número de nacionais na região ultrapasse centenas de milhares.
Diante das tensões, a França exigiu que o porta-aviões Charles de Gaulle e seu grupo naval, que estão no Mar Báltico, se dirigissem para o leste do Mar Mediterrâneo, afirmou a rede BFMTV.
Em meio à escalada, Washington confirmou as primeiras mortes de soldados americanos na operação contra o Irã. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã não estabelece “nenhum limite” ao seu direito de defesa, classificando a ação dos EUA como “ato de agressão”.
Veja o comunicado na íntegra:
“A França, a Alemanha e o Reino Unido têm instado consistentemente o regime iraniano a pôr fim ao programa nuclear do Irã, a restringir seu programa de mísseis balísticos, a se abster de suas atividades desestabilizadoras na região e em nossos territórios, e a cessar a terrível violência e repressão contra seu próprio povo.
Não participamos desses ataques, mas estamos em contato próximo com nossos parceiros internacionais, incluindo os Estados Unidos, Israel e parceiros na região. Reiteramos nosso compromisso com a estabilidade regional e com a proteção da vida civil.
Condenamos veementemente os ataques iranianos contra países da região. O Irã deve abster-se de ataques militares indiscriminados. Apelamos à retomada das negociações e instamos a liderança iraniana a buscar uma solução negociada. Em última análise, o povo iraniano deve ter a liberdade de determinar seu próprio futuro”.
Explosões continuam sendo registradas pelo terceiro dia consecutivo no Irã, em Israel e em diferentes pontos do Oriente Médio. Um levantamento divulgado pela rede Al Jazeera indica que, até a manhã desta segunda-feira, ao menos 12 países já haviam sido atingidos direta ou indiretamente pela escalada militar desencadeada após os ataques iniciados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano no sábado.
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A ofensiva levou Teerã a cumprir uma promessa reiterada nas últimas semanas: retaliar mirando instalações militares americanas e alvos ligados a Israel na região. Desde então, ondas de mísseis balísticos e drones foram lançadas contra Israel e em direção a bases onde há presença de tropas dos EUA, espalhadas por diferentes países do Oriente Médio.
Segundo a Al Jazeera, os confrontos e ataques já alcançaram Irã, Israel, Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbano e Chipre. Em muitos casos, os projéteis foram interceptados por sistemas de defesa aérea, mas ainda assim houve mortos, feridos e danos a infraestrutura civil e militar.
Israel ataca base da Guarda Revolucionária em Teerã
Ataques se espalham pela região
No Irã, alvo inicial da ofensiva conjunta de Washington e Tel Aviv, autoridades afirmam que centenas de pessoas ficaram feridas e ao menos 555 morreram, segundo o Crescente Vermelho. Um dos episódios mais letais ocorreu na cidade de Minab, no sudeste do país, onde um ataque atingiu uma escola primária feminina. De acordo com Hossein Kermanpour, do Ministério da Saúde iraniano, cerca de 180 crianças teriam morrido no local.
Em Israel, os bombardeios iranianos também deixaram vítimas. Um míssil balístico atingiu a cidade de Beit Shemesh, no centro do país, matando nove pessoas e ferindo dezenas. No sábado à noite, outra vítima morreu após ser atingida por estilhaços na região de Tel Aviv, onde ao menos 40 edifícios sofreram danos, segundo o jornal Haaretz.
Os ataques também atingiram diretamente forças americanas. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, três soldados morreram e cinco ficaram gravemente feridos após um ataque iraniano contra posições militares no Kuwait.
No Bahrein, mísseis atingiram a área onde está o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA, em Juffair. Um trabalhador asiático morreu depois que destroços de um míssil interceptado caíram sobre uma embarcação em manutenção. Já no Iraque, ataques envolvendo posições ligadas a milícias apoiadas por Teerã deixaram dois combatentes mortos e cinco feridos, segundo autoridades locais e fontes do grupo Kataib Hezbollah.
Outros países registraram interceptações e danos pontuais. A Jordânia afirmou ter derrubado dezenas de drones e mísseis que cruzaram seu espaço aéreo. Em Omã, ataques com drones e um incidente envolvendo um petroleiro deixaram cinco pessoas feridas. No Catar, projéteis atingiram a base aérea de Al Udeid, que abriga forças americanas, e deixaram ao menos 16 feridos.
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Na Arábia Saudita, ataques tiveram como alvo áreas próximas a instalações estratégicas, incluindo regiões com infraestrutura petrolífera, embora não haja registro de vítimas. Nos Emirados Árabes Unidos, ao menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após destroços de mísseis e drones caírem em áreas residenciais em Abu Dhabi e Dubai.
O Líbano também entrou na lista de países afetados após ataques aéreos israelenses que, segundo o Ministério da Saúde local, mataram ao menos 31 pessoas e feriram quase 150. Em paralelo, o Hezbollah afirmou ter lançado foguetes e drones contra uma base militar perto de Haifa, no norte de Israel.
Além disso, um drone iraniano atingiu uma pista de pouso em uma base militar britânica no Chipre, ampliando ainda mais o alcance geográfico do conflito.
Presença militar dos EUA amplia risco de escalada
O alcance regional dos ataques está diretamente ligado à presença militar americana no Oriente Médio. De acordo com dados citados pela Al Jazeera e pelo Conselho de Relações Exteriores, os Estados Unidos mantêm uma rede de instalações militares em pelo menos 19 locais da região.
Oito delas são bases permanentes localizadas no Bahrein, Egito, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Em meados de 2025, havia entre 40 mil e 50 mil militares americanos estacionados nesses países, em estruturas usadas para operações aéreas, navais, logística e inteligência.
Com bases espalhadas por diferentes territórios, esses locais passaram a ser considerados por Teerã como alvos potenciais após o início da ofensiva contra o Irã. O resultado é um conflito que, em apenas três dias, já ultrapassou fronteiras e se espalhou por grande parte do Oriente Médio.
Um eclipse lunar total, popularmente conhecido como “Lua de Sangue”, ocorre na manhã desta terça-feira (3). O fenômeno poderá ser observado em diversas regiões das Américas, da Ásia e da Austrália, mas o Brasil não está entre os locais mais favoráveis para acompanhar o evento.
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Durante o eclipse, a Lua atravessa a parte mais escura da sombra da Terra, chamada umbra. Nesse momento, o satélite natural adquire um tom avermelhado característico. Em 2026, estão previstos quatro eclipses. O primeiro ocorreu em 17 de fevereiro e foi um eclipse solar anular.
Visibilidade limitada no Brasil
De acordo com o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo, a observação no Brasil será prejudicada pela posição da Lua e pelo horário em que o fenômeno acontece.
“Dentro do Brasil, quanto mais para o Oeste você estiver, então as regiões Oeste do Amazonas, Acre, vão ter um pouco mais de visibilidade e vão conseguir, pelo menos, enxergar o eclipse parcialmente”, afirma.
Segundo ele, quando o eclipse começar a se tornar perceptível, a Lua já estará muito próxima do horizonte. “Quando começar o eclipse, a Lua já vai estar muito baixa no horizonte, infelizmente. Então, quem conseguir ver alguma coisa lá vai ver um pouquinho”, diz.
A previsão é que o fenômeno ocorra entre 5h e 6h da manhã, momento em que o satélite natural estará prestes a se pôr. “Vai ser um eclipse visto pela manhã, entre 5 e 6 da manhã, então a Lua já vai estar quase se pondo nesse momento”, explica.
O melhor cenário de observação, segundo o astrônomo, será em regiões onde ainda for noite durante a fase total do eclipse. “O lugar ideal mesmo para ver o eclipse seria nas ilhas do Pacífico, Nova Zelândia, Fiji”, afirma.
Por que a Lua fica vermelha
A coloração avermelhada ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz direta do Sol. Parte da luminosidade, porém, atravessa a atmosfera terrestre antes de atingir a superfície lunar.
“Da mesma forma como a gente observa o Sol avermelhado quando ele está no horizonte, isso acontece porque ele está atravessando uma camada maior de área. Ele deixa de ser, digamos, amarelado e ele fica mais avermelhado, porque a nossa atmosfera espalha essa luz azul”, explica Gonçalves.
O mesmo processo ocorre durante o eclipse. “A luz azul é espalhada e só chega essa parte vermelha da luz do Sol na superfície da Lua, que é o que a gente enxerga, por isso que se chama uma Lua de Sangue.”
A semana começa com o fechamento de um dos mais importantes complexos de produção e terminal estratégico de exportação de petróleo do Oriente Médio, Ras Tanura, na Arábia Saudita, o que aumenta o temor do impacto do conflito sobre o mercado global. Dentro do complexo situado no Golfo Pérsico, o qual já visitei, está uma das maiores refinarias da região, com capacidade de produção de 550 mil barris por dia. Após o ataque de Estados Unidos e Israel, neste sábado, preço do barril chegou a subir mais de 10% e a cotação vai continuar a oscilar dependendo da gravidade do conflito. A primeira coisa que aconteceu é, o que sempre se temeu em qualquer conflito com o Irã, o fechamento do Estreito de Ormuz, por um de passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo e gás. O mercado de petróleo está estressado pela incerteza. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Os Estados Unidos e seis países aliados do Golfo afirmaram, em declaração conjunta, que as ações do Irã na região representam uma “escalada perigosa” e ameaçam a estabilidade no Oriente Médio. O texto, publicado originalmente em árabe e assinado por Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e EUA, afirma que “atacar civis e Estados não combatentes é um comportamento imprudente que mina a estabilidade”.
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Os ataques retaliatórios do Irã contra Israel, bases militares dos Estados Unidos e países do Golfo já atingiram ao menos 16 locais no Oriente Médio no fim de semana. No centro de Israel, nove pessoas morreram após um míssil iraniano atingir diretamente um prédio residencial, segundo os serviços de emergência israelenses. Mais de 120 pessoas ficaram feridas, e 11 seguem desaparecidas.
No Irã, mais de 201 pessoas morreram no total e 747 ficaram feridos desde o início da ofensiva americana e israelense, de acordo com o Crescente Vermelho Iraniano. Três militares americanos também morreram, e outros cinco ficaram gravemente feridos, durante as retaliações iranianas no Kwait, um dos países da região que abrigam bases americanas.
Nesta domingo, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que 48 líderes iranianos morreram até agora na ofensiva que começou no sábado, quando EUA e Israel bombardearam alvos militares e nucleares, alegando a necessidade de conter o programa de mísseis e as ambições nucleares de Teerã. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, o que provocou uma resposta militar imediata do país e ampliou o risco de um conflito regional.
Autoridades iranianas reagiram com tom de desafio. A televisão estatal leu uma declaração do Conselho Supremo de Segurança Nacional afirmando que o “martírio” de Khamenei desencadeará uma revolta contra os inimigos do país. A Guarda Revolucionária declarou que a morte do líder reforçará a determinação do Irã e prometeu punir Estados Unidos e Israel.
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O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que retaliar é um “direito legítimo” do país. Já o chefe de segurança Ali Larijani afirmou que novos ataques estão sendo preparados. Em Washington, o presidente Donald Trump advertiu o Irã a não ampliar a ofensiva e afirmou que, caso isso ocorra, os Estados Unidos responderão com uma força “nunca vista”.
Onde o Irã atacou
O mapa dos ataques retaliatórios do Irã contra Israel, bases militares dos Estados Unidos e países do Golfo
Arte O Globo
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A retaliação iraniana se espalhou por diferentes pontos do Oriente Médio e atingiu ao menos 16 locais, entre cidades, bases militares e infraestruturas estratégicas. Segundo autoridades da região e dos Estados Unidos, mísseis e drones foram lançados contra Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Omã, Arábia Saudita, Iraque e instalações militares ligadas ao Reino Unido no Chipre, além de alvos próximos ao Estreito de Ormuz.
Em Israel, sirenes de alerta foram acionadas repetidas vezes entre a noite de sábado e a manhã de domingo. Em um dos ataques, um míssil iraniano atingiu diretamente um edifício na região de Bet Shemesh, no centro do país, que desabou parcialmente. Equipes de resgate confirmaram a morte de nove pessoas e informaram que 121 feridos foram retirados dos escombros, alguns em estado grave. Autoridades disseram que o impacto provocou danos extensos na área.
À noite, os bombeiros afirmaram que ao menos sete pessoas ficaram feridas próximo a Jerusalém após uma saraivada de mísseis lançados a partir do Irã. A polícia israelense declarou em outro comunicado que está realizando buscas na área de Jerusalém “após relatos de fragmentos de mísseis interceptadores que caíram em vários locais”. Mísseis também atingiram outras partes de Israel, incluindo o distrito de Haifa.
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No Golfo, o Irã lançou ataques contra bases militares usadas pelos Estados Unidos. Entre os alvos estavam a base aérea de Al Udeid, no Catar; Ali Al Salem, no Kuwait, onde uma pessoa morreu e 32 ficaram feridas; Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos; e o quartel-general da Quinta Frota americana, no Bahrein, com quatro feridos, segundo a agência Fars. O Comando Central dos EUA afirmou que centenas de mísseis e drones foram interceptados e que os danos às instalações foram limitados.
Os Emirados Árabes Unidos estão entre os países mais afetados pela ofensiva. O Ministério da Defesa afirmou ter interceptado 137 mísseis e 209 drones lançados pelo Irã. Em Dubai, um incidente atingiu um prédio em Palm Jumeirah, bairro de alto padrão formado por ilhas artificiais em formato de palmeira, deixando quatro feridos e provocando um incêndio controlado pela Defesa Civil. Destinos turísticos e áreas estratégicas também registraram impactos: destroços de drones provocaram incêndios no hotel Burj Al Arab e em estruturas no porto de Jebel Ali, que recebe navios militares americanos.
A infraestrutura aérea também foi afetada. O Aeroporto Internacional de Dubai registrou danos leves em um saguão e ferimentos em funcionários, enquanto um incidente no Aeroporto Internacional Zayed, em Abu Dhabi, deixou um morto e vários feridos. Autoridades não confirmaram se os locais foram atingidos diretamente por projéteis ou por destroços de interceptações. Com o fechamento temporário dos aeroportos, milhares de turistas ficaram retidos no país.
No Catar, explosões foram ouvidas em Doha, 16 pessoas ficaram feridas e o governo classificou o episódio como uma “violação flagrante” de sua soberania. Em Bahrein, o Centro Nacional de Comunicação informou que o centro de serviços da Quinta Frota da Marinha dos EUA foi “alvo de um ataque com mísseis”. A frota é responsável por operações no Golfo Pérsico, no Mar Vermelho, no Mar Arábico e em partes do Oceano Índico.
Neste domingo, o país afirmou ter interceptado dezenas de mísseis e drones no domingo, embora imagens verificadas pelo New York Times indiquem que um projétil atingiu uma torre residencial. O Ministério do Interior afirmou também que o aeroporto sofreu danos depois de ter sido alvo de um ataque com drone.
‘Surpresa tática’: Rastreada pela CIA, reunião de cúpula do Irã abriu chance de raro ataque durante o dia; entenda
Quatro pessoas morreram na Síria depois que um míssil iraniano atingiu um prédio na zona industrial da cidade meridional de Sweida, segundo uma agência estatal de notícias síria. O míssil provavelmente tinha Israel como alvo, já que Sweida fica próxima de áreas sob controle israelense.
Em Omã, dois drones atingiram o porto comercial de Duqm, ferindo um trabalhador, e um petroleiro foi atacado próximo à península de Musandam, neste domingo, deixando cinco feridos e levando à evacuação da tripulação. Explosões também foram relatadas em Riade, na Arábia Saudita, enquanto um drone teria como alvo uma base americana em Erbil, no Iraque.
A Jordânia, que faz fronteira com Israel, afirmou que suas Forças Armadas derrubaram mísseis balísticos que tinham como alvo seu território. Um funcionário disse à agência de notícias AFP que não houve vítimas, apenas danos materiais.
Autoridades britânicas afirmaram ainda que mísseis iranianos atingiram uma base aérea do Reino Unido em Akrotiri, no Chipre, enquanto novos alertas e interceptações continuaram sendo registrados em países do Golfo ao longo de domingo. E um drone atingiu o principal aeroporto do Kuwait, de acordo com a mídia estatal.
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No Estreito de Ormuz, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, neste domingo, três navios foram atacados. A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou a autoria de ataques a três petroleiros supostamente americanos e britânicos, segundo a agência de notícias semioficial Mehr, embora os registros apontem que ao menos dois não têm ligações com os EUA ou o Reino Unido.
A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech disse que houve relatos de incidentes no estreito, compatíveis com as informações fornecidas pela UKMTO, envolvendo navios com bandeiras de Gibraltar, Palau, Ilhas Marshall e Libéria.
Incêndio em Dubai
Escalada após morte do líder iraniano
A morte de Khamenei se tornou o ponto central da crise. A mídia estatal iraniana confirmou o falecimento e decretou 40 dias de luto nacional, enquanto manifestações e protestos ocorreram em vários países da região.
Em Karachi, no Paquistão, confrontos ocorreram perto do consulado americano e deixaram mortos, segundo a AFP. Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a área onde fica a embaixada dos Estados Unidos.
Enquanto isso, Israel continuou a bombardear alvos no Irã durante a madrugada de domingo, incluindo lançadores de mísseis balísticos, segundo o Exército israelense. Autoridades israelenses afirmam que o país possuía cerca de 2.500 mísseis terra-terra no início da campanha militar.
O governo iraniano acusa Washington e Tel Aviv de violarem o direito internacional e levou o caso ao Conselho de Segurança da ONU. Estados Unidos e Israel, por sua vez, afirmam que a operação busca neutralizar uma ameaça iminente e impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.
Com ataques ocorrendo em diferentes frentes e promessas de novas retaliações, líderes internacionais temem que o confronto se transforme em um conflito regional de grandes proporções.
A notícia de ataques de Israel contra o Irã provocou, nas primeiras horas do sábado, uma reação imediata entre moradores da Faixa de Gaza. Em mercados e pequenos comércios, famílias passaram a comprar farinha, açúcar e óleo de cozinha em grande quantidade, temendo que o novo capítulo do conflito no Oriente Médio leve novamente à escassez de alimentos no território.
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Ofensiva iraniana: britânico mostra estragos em apartamento após ataque de drone em Dubai
Em Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza, o palestino Hani Abu Issa, de 51 anos, saiu de casa apenas para comprar ingredientes para o iftar, a refeição que encerra o jejum diário do Ramadã. Ao chegar ao mercado, encontrou multidões e prateleiras começando a esvaziar. Um transeunte lhe explicou que Israel havia atacado o Irã, desencadeando um novo confronto regional.
Segundo ele relatou à Al Jazeera, o clima mudou rapidamente. Pessoas passaram a carregar sacos de farinha e a comprar tudo o que conseguiam, o que elevou os preços e reduziu a disponibilidade de produtos básicos.
Lembranças da fome recente
Embora a nova guerra não tenha impacto militar direto em Gaza até agora, moradores dizem que qualquer escalada na região desperta o temor de repetir os períodos de fome vividos recentemente. Hani afirma que ainda se recorda de quando precisou pagar mais de 1.000 shekels por um saco de farinha durante a fase mais crítica da guerra.
O receio aumentou depois que o COGAT, órgão israelense responsável pela administração civil dos territórios palestinos, anunciou o fechamento das passagens que ligam Gaza e a Cisjordânia ocupada “até novo aviso”, citando razões de segurança relacionadas à guerra com o Irã.
A decisão gerou incerteza sobre o abastecimento. Embora fontes locais tenham associado a medida também ao feriado judaico de Purim, moradores dizem não saber quanto tempo as restrições podem durar.
Corrida aos mercados
Em mercados de diferentes áreas do enclave, comerciantes relatam que o movimento se intensificou ao longo do fim de semana. Em Nuseirat, o vendedor Omar Al-Ghazali afirmou à Al Jazeera que a experiência recente de fome deixou marcas profundas.
Segundo ele, muitas pessoas compram por medo de que os alimentos desapareçam novamente ou que comerciantes passem a reter produtos. Mesmo sem combates diretos em Gaza neste momento, a memória do colapso alimentar pesa mais do que qualquer análise racional da situação, disse.
Nem todos conseguem estocar
Para muitas famílias, porém, a corrida aos mercados é impossível. Na Cidade de Gaza, Asmaa Abu Al-Khair, mãe de oito filhos, caminhava entre barracas sem conseguir comprar quase nada. Ela diz não ter dinheiro nem espaço para guardar mantimentos.
Segundo ela, muitas famílias deslocadas que vivem em tendas enfrentam a mesma realidade. Dependentes de renda irregular e ajuda humanitária, elas mal conseguem garantir as refeições diárias durante o Ramadã.
Temor de agravamento da crise
A decisão israelense também gerou forte reação entre palestinos nas redes sociais, onde muitos questionam se Gaza pode entrar em uma nova fase de escassez severa.
Ali al-Hayek, da Associação de Empresários Palestinos em Gaza, alertou que o fechamento das passagens pode interromper a distribuição de ajuda humanitária, afetar cozinhas comunitárias e dificultar viagens médicas urgentes para o exterior. Segundo ele, a economia local já encolheu mais de 85% desde o início da guerra, com a maioria da população abaixo da linha da pobreza e grande parte das atividades industriais paralisadas.
Al-Hayek defendeu pressão internacional para reabrir as passagens e garantir o fluxo de pessoas e mercadorias, ao mesmo tempo em que pediu que comerciantes evitem elevar preços em meio à crise, lembrando que o território vive o período do Ramadã e enfrenta uma das piores situações humanitárias de sua história recente.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um britânico afirma ter escapado por pouco após um drone atingir seu apartamento em Dubai, em meio à ofensiva lançada pelo Irã contra alvos na região. O ataque ocorre após a escalada do conflito no Oriente Médio, iniciada depois que operações conjuntas de Estados Unidos e Israel mataram o líder supremo iraniano no sábado, segundo autoridades citadas pela imprensa internacional.
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Centenas de aviões de Israel bombardeiam Líbano e Irã, diz Exército
Conflito no Oriente Médio provoca cancelamento de mais de 3.400 voos, diz TV
De acordo com a imprensa britânica, nas imagens, um homem aparece visivelmente abalado enquanto mostra os danos dentro do imóvel, localizado no 19º andar de um prédio do complexo residencial de luxo Warda, no empreendimento Town Square. A sala está repleta de estilhaços de vidro e móveis quebrados. “Não é brincadeira, pessoal, acabamos de ser atingidos por um drone”, diz ele no vídeo. Em seguida, afirma que ouviu o barulho da aeronave antes da explosão e comenta sobre o forte cheiro de óleo no local. O registro termina com a frase: “Estamos indo embora”.
Confira:
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Ataques atingem pontos estratégicos nos Emirados
Dubai tem sido palco de explosões nos últimos dias, enquanto o Irã afirma conduzir uma ofensiva de retaliação contra interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel. Autoridades iranianas prometeram uma “operação ofensiva mais intensa” contra bases e alvos considerados estratégicos, em resposta aos ataques que atingiram o país.
Um dos episódios mais graves ocorreu quando destroços de um ataque de míssil atingiram o hotel de luxo Fairmont The Palm, na região de Palm Jumeirah. O prédio foi tomado por chamas e ao menos quatro pessoas ficaram feridas. Imagens divulgadas nas redes mostram o momento em que o que parece ser um drone kamikaze se choca contra o edifício, embora relatos divergentes indiquem que o impacto pode ter sido provocado por fragmentos de míssil.
Na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, turistas relataram uma sequência de explosões. Funcionários de hotéis chegaram a distribuir picolés aos hóspedes na tentativa de acalmar o ambiente diante da tensão.
Montagem com o ambiente atingido
Reprodução/X
Aeroportos afetados e espaço aéreo fechado
Na manhã de domingo, colunas de fumaça foram vistas nas proximidades do Aeroporto Internacional de Dubai, que teria sido alvo de ataques pelo segundo dia consecutivo. O terminal, considerado o mais movimentado do mundo para voos internacionais e que recebe cerca de 250 mil passageiros por dia, suspendeu suas operações por tempo indeterminado.
No aeroporto de Abu Dhabi, uma pessoa morreu e sete ficaram feridas após os ataques com foguetes atribuídos ao Irã. Também foram registradas colunas de fumaça no porto de Jebel Ali, área onde recursos navais dos Estados Unidos estavam concentrados nas últimas semanas.

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