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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, entrou no Salão Oval na manhã de 11 de fevereiro, determinado a manter o presidente americano, Donald Trump, no caminho da guerra. Durante semanas, os Estados Unidos e Israel discutiram secretamente uma ofensiva militar contra o Irã. Mas autoridades do governo Trump haviam começado recentemente a negociar com os iranianos sobre o futuro de seu programa nuclear, e o líder israelense queria garantir que o novo esforço diplomático não prejudicasse os planos. Duas semanas depois, o presidente levou o país à guerra. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Apenas quatro dias após o início do conflito, a guerra com o Irã tornou-se desgastante. Ondas de ataques com drones lançados pela República Islâmica vêm pressionando as defesas dos Estados Unidos e de seus parceiros, do Bahrein aos Emirados Árabes Unidos, esgotando estoques de armamentos. O desfecho do confronto pode depender de qual lado ficará sem munição primeiro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Com problemas de sobra no Brasil, Lula adotou uma cautela incomum diante da nova guerra no Oriente Médio. Até aqui, o presidente evitou falar diretamente sobre o conflito. Terceirizou a tarefa para o Ministério das Relações Exteriores.
Na manhã de sábado, o Itamaraty divulgou uma nota de dez linhas sobre os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. “O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação”, afirmou, antes de repetir os apelos protocolares pelo multilateralismo e pela paz.
Horas depois, um segundo texto expressou “profunda preocupação com a escalada de hostilidades”. Desta vez, o Brasil manifestou “solidariedade” com a Arábia Saudita e outros seis países atingidos por bombas de Teerã.
As notas não citaram o assassinato do aiatolá Ali Khamenei. Nem mencionaram a dobradinha entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu, protagonistas de embates recentes com o Planalto.
Ontem o presidente fez uma breve referência ao conflito. Ao visitar uma fábrica de medicamentos, reclamou do noticiário que fala “de morte, de drone, de mísseis, de invasão”. “Isso aqui é nosso míssil. Não míssil pra matar, mas míssil pra salvar”, disse, com duas caixinhas de remédio na mão.
Aliados dizem que Lula tem motivos para manter distância da guerra. O presidente investiu muito tempo na normalização das relações com os EUA. Preparava-se para visitar Trump neste mês, coroando uma aproximação que já pareceu impossível.
Segundo essa leitura, um atrito agora poderia melar o esforço. E ressuscitaria o temor de uma interferência americana na eleição brasileira — risco que o Planalto julgava ter conseguido neutralizar.
Nas palavras de um embaixador que acompanha a crise de perto, o Brasil não precisa ser “comentarista” de um conflito cujas dimensões ainda são incertas. Pode ser, mas o silêncio atual contrasta com o histórico da diplomacia lulista.
Em 2010, o presidente chegou a mediar, junto com a Turquia, um acordo nuclear com o Irã. A iniciativa foi desautorizada pela Casa Branca, mas ainda é celebrada como um momento de afirmação do Itamaraty.
Naquele tempo, Lula batia recordes de popularidade e buscava protagonismo no palco internacional. Hoje as palavras de ordem são mais modestas: pragmatismo e redução de danos.
Em pronunciamento na televisão local nesta terça-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a criticar os Estados Unidos e Israel pelos ataques iniciados no sábado contra o Irã. Para o líder francês, a decisão viola o direito internacional. A escalada do conflito já provoca movimentações no Reino Unido, que vem ampliando sua presença militar na região, e abriu uma nova frente de tensão diplomática entre Washington e a Espanha, que se recusou a ceder bases militares para as operações americanas.
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— Os Estados Unidos e Israel decidiram lançar operações militares conduzidas fora do direito internacional, algo que não podemos aprovar — afirmou.
Apesar da crítica, Macron declarou que Teerã tem “responsabilidade primária” pela escalada. Ele afirma que o programa nuclear “perigoso” do Irã, o apoio a grupos aliados na região e a repressão contra “seu próprio povo” contribuíram para o confronto, segundo a rede al-Jazeera. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU, afirma que não há evidências de que o Irã esteja produzindo uma bomba nuclear.
Diante da deterioração da situação no Oriente Médio, Macron anunciou o envio de reforços militares franceses à região. O porta-aviões Charles de Gaulle, acompanhado por sua escolta de fragatas e meios aéreos, foi deslocado para o Mediterrâneo. O presidente também informou que aviões Rafale, sistemas de defesa antiaérea e aeronaves de radar foram mobilizados “nas últimas horas”, além do envio da fragata Languedoc e equipamentos antiaéreos para o Chipre.
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Segundo Macron, a França já abateu drones “em legítima defesa” desde as primeiras horas do conflito, e duas bases francesas foram alvo de “ataques limitados”, que provocaram apenas danos materiais. O presidente ressaltou que Paris mantém acordos de defesa com Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos e que “demonstrará solidariedade” a seus parceiros na região.
Além disso, os dois primeiros voos para evacuar cidadãos franceses da região devem aterrissar em Paris ainda nesta terça-feira.
Reino Unido amplia presença militar
O Reino Unido também reforçou sua presença militar na região após a base britânica de Akrotiri, no Chipre, ser atingida por um drone iraniano. O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou o envio de um navio de guerra e helicópteros adicionais.
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Segundo Starmer, a mobilização integra um “esforço defensivo” para proteger militares destacados na região. O porta-voz do premier, David Pares, afirmou que Londres já mobilizou “um nível significativo de capacidade defensiva”, incluindo sistemas de radar, defesa aérea e caças F-35 para proteger suas instalações na ilha.
De acordo com o Ministério da Defesa britânico, os caças F-35 da Força Aérea Real derrubaram drones hostis sobre a Jordânia, o Iraque e o Catar. Segundo a pasta, é a primeira vez que F-35 britânicos abatem alvos durante uma operação ativa.
As aeronaves, projetadas para serem de difícil detecção e rastreamento, atuam na “defesa ativa de parceiros em toda a região como parte de uma ação defensiva coordenada”, afirmou o ministério, que divulgou imagens e vídeos das operações.
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Apesar de ter cedido uma de suas bases aos Estados Unidos, o Reino Unido reiterou que sua participação no conflito deve se restringir a ações defensivas. O posicionamento gerou desgaste com Washington. Em entrevista ao jornal britânico The Sun, o presidente Donald Trump afirmou que as relações entre os dois países “já não são mais as mesmas” e criticou o que chamou de falta de cooperação do premier Keir Starmer.
Trump também afirmou que Starmer teria “demorado muito tempo” para autorizar o uso da base britânica de Diego Garcia, no Oceano Índico, em operações americanas.
Tensão com a Espanha
O embate se estendeu também à Espanha. Trump ameaçou cortar todo o comércio com o país após o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez negar o uso de bases militares espanholas, incluindo aeronaves essenciais de reabastecimento, por aeronaves americanas envolvidas nos ataques ao Irã.
Madri considerou a operação uma violação do direito internacional. Sánchez classificou a ofensiva como uma “intervenção militar injustificada e perigosa”.
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Em resposta, Trump afirmou que a negativa espanhola não impediria os Estados Unidos de utilizar as instalações militares, sugerindo que os EUA “não precisam de permissão” para utilizar as bases.
— Podemos usar a base se quisermos. Podemos simplesmente voar até lá e usar, ninguém vai nos dizer que não podemos usar. Mas não precisamos — declarou o presidente durante uma coletiva improvisada no Salão Oval.
Trump também criticou a Espanha por não elevar seus gastos militares na OTAN para 5% do PIB, como defendeu, e afirmou ter orientado o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a “cortar todas as relações” com o país.
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O governo espanhol reagiu afirmando que dispõe de recursos para “conter possíveis impactos” e diversificar cadeias de suprimento. A Comissão Europeia também saiu em defesa de Madri, destacando que a política comercial é conduzida pela União Europeia.
Escalada e risco no Golfo
A guerra no Oriente Médio foi desencadeada no sábado pelos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, Teerã passou a atingir alvos em países do Golfo aliados de Washington, incluindo bases militares e interesses americanos.
O conflito elevou a tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo, que permanece fechado ao tráfego. Diante do risco à navegação, Macron afirmou que pretende articular uma coalizão internacional para garantir a segurança das “vias marítimas essenciais para a economia mundial”.
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O Irã advertiu nesta terça-feira que considerará um “ato de guerra” a eventual entrada direta de países europeus no conflito. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, afirmou que qualquer ação para neutralizar mísseis iranianos seria vista como “cumplicidade com os agressores”.
Alemanha, França e Reino Unido haviam indicado, em comunicado conjunto divulgado no domingo, que poderiam adotar medidas defensivas para conter ataques iranianos na região.
Sob pressão, governo Trump intercala justificativas contraditórias para defender esforço de guerra contra o Irã Trump sugere ter criado um vácuo de poder no Irã e afirma que iniciativa do ataque foi americana, um dia após secretário de Estado dos EUA dizer que país entrou em conflito para defender Israel Quarto dia de guerra: Exército de Israel avança por terra contra o sul do Líbano em nova escalada contra o Hezbollah, dizem fontes militares. Estoques limitados: entenda como problema de munição pode afetar opções de EUA, Israel e Irã. Israel bombardeia Presidência do Irã: com nova onda de ataques, número de mortos no país chega a 787. Impactos no Estreito de Ormuz e cerco a Khamenei: infográficos mostram raio-x da guerra no Oriente Médio. Ataques às monarquias do Golfo: Irã eleva custo da guerra à região e impõe escolhas difíceis aos vizinhos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou ao Congresso que ordenou às Forças Armadas do país que realizassem ataques aéreos generalizados contra o Irã, matando seus principais líderes e provocando contra-ataques em toda a região, a fim de promover os interesses nacionais americanos e eliminar o Irã como uma ameaça global, contradizendo a alegação de seu governo de que o ataque era necessário para responder a uma ameaça iminente. Em uma carta não confidencial, exigida por lei, enviada na segunda-feira, e cujos dados foram revelados nesta terça-feira, o republicano declarou que a operação militar foi planejada para “neutralizar as atividades malignas do Irã”.
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O material foi enviado em meio a explicações contraditórias de altos funcionários do governo sobre a justificativa para os ataques, colocando em questão sua legalidade, enquanto a Câmara e o Senado se preparam para votar esta semana se o presidente precisa da autorização do Congresso para usar a força no Irã. Segundo o documento, a missão tinha como alvo o arsenal de mísseis, o programa nuclear e a marinha do Irã, alinhando-se com os objetivos delineados pelo secretário de Estado, Marco Rubio, no Capitólio na segunda-feira. E estabelecia uma ampla gama de objetivos estratégicos.
O presidente escreveu que os ataques foram realizados para proteger o território dos EUA e as forças na região, e “promover os interesses nacionais vitais dos Estados Unidos, incluindo garantir o livre fluxo do comércio marítimo através do Estreito de Ormuz”.
A carta não mencionava planos para derrubar a atual liderança em Teerã, embora o presidente tenha exortado os iranianos a “tomarem o controle do seu governo” quando os Estados Unidos lançaram seu primeiro ataque na manhã de sábado. Ela ecoava a justificativa apresentada por Rubio de que os Estados Unidos agiram no fim de semana porque Israel estava preparado para atacar com ou sem o governo Trump, e que os contra-ataques iranianos teriam como alvo as tropas americanas.
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O texto ainda dizia que a campanha de bombardeios americano-israelense em Teerã, que matou o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi realizada “em autodefesa coletiva de nossos aliados regionais, incluindo Israel”. Mas o magnata rejeitou nesta terça-feira a ideia de que Israel o forçou a agir antes dos ataques.
— Não, eu é que posso ter forçado a mão deles — disse Trump a repórteres no Salão Oval.
Rubio também procurou, nesta terça-feira, voltar atrás em sua própria sugestão, feita um dia antes, de que os ataques foram realizados para enfrentar a “ameaça iminente” de que um ataque de Israel levaria o Irã a atacar as forças americanas.
Autoridades com acesso à inteligência americana afirmaram que Trump exagerou a urgência de qualquer ameaça que o Irã representasse para os Estados Unidos.
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A carta também afirmava que nenhuma força terrestre foi utilizada nos ataques, mas sugeria que os Estados Unidos poderiam estar envolvidos em uma operação militar prolongada contra o Irã, um resultado que altos funcionários do governo Trump, incluindo Rubio, não descartaram.
“Embora os Estados Unidos desejem uma paz rápida e duradoura, não é possível, neste momento, saber o alcance total e a duração das operações militares que podem ser necessárias”, afirmava a carta.
A carta especificava que o governo a enviou ao Congresso em um esforço para manter os legisladores “totalmente informados” sobre a operação, em conformidade com a lei dos poderes de guerra. O Senado e a Câmara dos Deputados estão se preparando para votar nos próximos dias resoluções que buscam impedir Trump de continuar atacando o Irã sem a aprovação do Congresso sob essa lei, mas espera-se que os republicanos bloqueiem os projetos de lei.
O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta terça-feira a terceira manifestação oficial sobre a escalada de tensão no Oriente Médio, desta vez com foco na ampliação do conflito para o Líbano. Em nota, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva afirmou acompanhar “com grande preocupação” o lançamento de projéteis pelo Hezbollah contra Israel e os ataques israelenses contra o território libanês, incluindo a região de Beirute.
“Ao condenar essas ações, o Brasil apela às partes pela cessação imediata das hostilidades e insta ao cumprimento integral do acordo de cessar-fogo de 27/11/2024 e da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, diz a nota.
Segundo o Itamaraty, não há registro de nacionais entre as vítimas. As embaixadas do Brasil no Líbano e na região mantêm contato com as respectivas comunidades brasileiras e disponibilizam recomendações em suas páginas eletrônicas e mídias sociais.
As duas primeiras manifestações do Itamaraty foram divulgadas no sábado, após a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Na ocasião, o governo brasileiro condenou os ataques e manifestou “grave preocupação” com a escalada militar, reiterando a defesa do Direito Internacional e da soberania dos Estados. Horas depois, diante das ações retaliatórias iranianas, o Brasil também se solidarizou com países da região afetados pela instabilidade.
Já a situação de brasileiros que estão impedidos de voltar para o Brasil, como aqueles que se encontram em Dubai, está sendo monitorada, de acordo com interlocutores do governo. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou ontem e hoje com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, , Abdullah bin Zayed Al Nahyan, sobre o assunto.
A ativista francesa Gisèle Pelicot, que se tornou uma figura global na luta contra a violência de gênero, foi condecorada nesta terça-feira pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que elogiou sua “determinação” e expressou seu “profundo respeito” por ela.
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“Ela quebrou o tabu da vergonha e transformou o silêncio em consciência coletiva. Hoje, concedemos a Gisèle Pelicot a Ordem do Mérito Civil”, declarou o primeiro-ministro na rede social X.
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Segundo um comunicado oficial, Pedro Sánchez enfatizou a “determinação” de Pelicot em “liderar um movimento que transcende fronteiras, apoiando e promovendo uma mudança cultural essencial para a sociedade como um todo, por meio da defesa dos direitos e liberdades das mulheres”.
Sánchez também expressou seu “profundo respeito” por ela.
Nas últimas semanas, Gisèle Pelicot visitou diversos países europeus para apresentar seu livro, “E a Alegria de Viver”, no qual relata os estupros orquestrados por seu ex-marido, sob efeito de drogas, contra dezenas de homens, bem como o julgamento histórico que a tornou um símbolo global na luta contra a violência sexual.
Ícone global: Gisèle Pelicot recebe mais alta honraria da França
Em Londres, ela foi recebida pela Rainha Camilla.
Seu livro foi lançado mundialmente em 17 de fevereiro e publicado em 22 idiomas. No final de fevereiro, a obra, escrita em parceria com a jornalista Judith Perrignon, alcançou o topo da lista de mais vendidos na França.
Julgamento público
Na obra, a francesa de 73 anos também recorda o julgamento de Avignon em 2024, de repercussão internacional pela magnitude dos fatos, o número de acusados e a decisão de solicitar que as audiências fossem públicas. Embora inicialmente quisesse que o julgamento fosse a portas fechadas, acabou decidindo que fosse aberto ao público e que a vissem cara a cara com seus agressores, para que “a vergonha mudasse de lado”, afirmou.
“Quando lembro do momento em que tomei minha decisão, penso que, se eu tivesse vinte anos a menos, talvez não tivesse ousado rejeitar o julgamento a portas fechadas. Teria temido os olhares, esses malditos olhares com os quais uma mulher da minha geração sempre teve que lidar”, afirma nas memórias, segundo o Le Monde. “Talvez a vergonha vá embora mais facilmente quando você tem setenta anos e ninguém presta mais atenção em você. Não sei. Não tinha medo das minhas rugas, nem do meu corpo”, escreve.
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A Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou nesta terça-feira a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para comparecer ao colegiado com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre a posição do governo em relação à guerra travada entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.
O requerimento é de autoria do deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), que argumenta que o Itamaraty publicou uma nota expressando preocupação com escalada da tensão militar na região diante dos ataques norte-americanos e israelenses contra o Irã, mas não fez o mesmo após ações iranianas.
“Essa assimetria de posicionamento suscita legítimos questionamentos quanto aos critérios diplomáticos adotados, à consistência da narrativa oficial e ao alinhamento da posição brasileira com os princípios constitucionais que regem sua atuação internacional”, afirma o deputado no requerimento.
Dessa forma, diz o deputado, a presença de Vieira no colegiado tem como objetivo esclarecer quais foram os fundamentos jurídicos e diplomáticos que orientaram a posição do governo, além de se houve alguma avaliação específica sobre os ataques iranianos contra países do Golfo, e quais serão as diretrizes que orientarão a atuação do Brasil diante do conflito internacional.
“Diante da gravidade dos fatos, de suas repercussões regionais e globais e da necessidade de assegurar transparência e coerência na política externa brasileira, o comparecimento do Ministro perante a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional revela-se medida legítima, necessária e compatível com o pleno exercício das prerrogativas constitucionais do Poder Legislativo”, conclui o documento.
A aprovação pela oposição da convocação de Vieira transcorreu com tranquilidade na Comissão, tendo em vista que não houve votos contrários ao requerimento de Valadares.
A votação se deu de forma simbólica, quando parlamentares contrários se manifestam, mas não houve oposição.
Os ataques dos EUA e Israel contra o Irã começaram no último final de semana, acendendo mais um alerta na região, que vem enfrentando conflitos militares há anos, e resultou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei e em 787 mortes até agora.
Na noite de sexta-feira, o Itamaraty divulgou nota manifestando “profunda preocupação” com a escalada de hostilidades na região, que representaria “uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais, com potenciais impactos humanitários e econômicos de amplo alcance”.
Em resposta, o governo iraniano passou a contra atacar instalações militares em regiões do Golfo, como instalações no Bahrein, Iraque e Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Na mesma nota do ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty afirmou que se “solidariza com a Arábia Saudita, o Bahrein, o Catar, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait e a Jordânia – objetos de ataques retaliatórios do Irã em 28 de fevereiro”
O governo dos Emirados Árabes Unidos criou corredores aéreos seguros para permitir a saída de aeronaves do país enquanto ainda enfrenta a ameaça do Irã. A medida prevê, inicialmente, a autorização de 48 voos por hora, com possibilidade de ampliação conforme a evolução do cenário de segurança.
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Desde a segunda-feira, uma pequena quantidade de aeronaves tem deixado o Aeroporto Internacional de Abu Dhabi e o Aeroporto Internacional de Dubai quase em sequência, em intervalos previamente definidos, o que indica uma ação coordenada. Nesta terça-feira, o ministro da Economia e do Turismo, Abdulla bin Touq Al Marri, detalhou a estratégia.
— São 48 voos por hora com possibilidade de aumentar este número posteriormente, a depender dos últimos desenvolvimentos de segurança — afirmou Al Marri ao portal GulfNews.
Segundo o ministro, a iniciativa foi adotada em coordenação com países vizinhos — que não foram citados — e em parceria com a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), agência da ONU responsável por regulamentar a aviação civil.
Ele também comunicou que de 1º de março até hoje (3 de março), um total de 17.498 passageiros viajaram em 60 voos. Na próxima fase, estão programados 80 voos com companhias aéreas nacionais, totalizando 27 mil passageiros. As etapas seguintes serão lançadas de acordo com a evolução da situação de segurança e quando as condições forem consideradas seguras.
Ainda não há confirmação oficial sobre a existência de vigilância especial ao longo dos corredores, como escolta por caças. A expectativa, no entanto, é que os pontos estratégicos da rota sejam monitorados com maior rigor pela Força Aérea dos Emirados. O trajeto inicial dos voos prevê deslocamento em direção a Omã, considerado um eixo seguro de saída do espaço aéreo em meio às tensões regionais.

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