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Um episódio de violência após um acidente de trânsito deixou uma mulher e um cachorro mortos neste domingo (1) na Capital Beltway (I-495), no norte da Virgínia, nos Estados Unidos. De acordo com a polícia, um homem atacou motoristas com uma faca depois de uma colisão entre veículos e acabou morto a tiros por um policial rodoviário que atendeu à ocorrência.
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A vítima fatal foi identificada como Michele Adams, de 39 anos. Outras três pessoas — de 36, 37 e 40 anos — ficaram gravemente feridas e foram levadas para hospitais da região. O cachorro que acompanhava uma das vítimas também foi esfaqueado e não resistiu.
De acordo com a NBC Washington, o ataque ocorreu na pista sul da rodovia, próximo à saída 52, entre Gallows Road e Little River Turnpike, nas imediações do campus médico da Inova Fairfax. Motoristas que passavam pelo local ligaram para a emergência relatando a sequência de agressões. Em uma das chamadas, um operador informou que estavam recebendo vários telefonemas sobre um homem que estaria esfaqueando pessoas na via.
Segundo a Polícia Estadual da Virgínia, a confusão começou após um acidente entre veículos. Em seguida, um dos envolvidos saiu do carro e passou a atacar quem estava próximo.
Intervenção policial
Um policial rodoviário chegou ao local por volta das 13h15 (horário local) e encontrou quatro vítimas feridas, além do cachorro. De acordo com as autoridades, o agressor teria avançado contra o agente ainda armado com uma faca. O policial reagiu e atirou em legítima defesa.
O suspeito, identificado como Jared Llamado, de 32 anos, morador de McLean, foi socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O agente envolvido na ação não ficou ferido e foi colocado em licença administrativa, procedimento padrão enquanto ocorre a investigação interna.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram um homem com uma faca grande atacando as vítimas. A polícia afirmou estar ciente do vídeo, cuja autenticidade não foi verificada de forma independente por veículos locais.
Helicópteros de resgate médico pousaram na rodovia para socorrer os feridos, e a Beltway precisou ser fechada por horas, provocando congestionamentos ao longo da tarde e da noite de domingo.
Embora autoridades estejam em alerta diante de tensões internacionais recentes, a polícia afirmou não haver indícios de que o caso esteja relacionado a terrorismo. Testemunhas relataram choque diante da violência repentina. “Não há motivo para sacar uma faca. Isso não resolve nada”, disse um motorista que presenciou a cena. Outro afirmou que a situação foi “difícil demais de acreditar”.
Uma confusão em uma unidade da rede de smoothies Smoothie King, no estado de Michigan, terminou com a demissão de dois funcionários após a recusa em atender um cliente que vestia um moletom com o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O episódio ocorreu neste domingo (1) em uma loja da cidade de Ann Arbor e ganhou repercussão depois que o casal envolvido divulgou o caso nas redes sociais.
Erika Lindemyer afirmou que ela e o marido, Jake, entraram no estabelecimento apenas para comprar um smoothie, quando foram informados de que não seriam atendidos. Segundo ela, os funcionários disseram que o moletom com a palavra “TRUMP”, usado por Jake, os deixava desconfortáveis.
Em um vídeo publicado por Lindemyer no Facebook, que acumulou quase cinco milhões de visualizações, ela questiona a decisão dos atendentes e acusa a equipe de discriminação. Durante a gravação, um dos funcionários responde apenas que o casal deveria “ter um ótimo dia”. Em outro momento, um trabalhador afirma que Trump “discrimina”.
Confira:
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A discussão continua com o casal insistindo que recusar atendimento por causa de uma posição política seria ilegal. Ao final do vídeo, Lindemyer diz que pretende chamar a polícia, embora não haja confirmação de que isso tenha ocorrido.
Funcionários defendem decisão
Uma das funcionárias envolvidas, identificada como Janiyah Mishelle, disse à emissora Fox News que suas posições políticas são “complexas” e que não apoia nenhum partido. Segundo ela, a recusa ocorreu porque se sentiu desconfortável com a interação, citando críticas ao governo Trump.
Mishelle afirmou ainda que suas declarações não representavam a empresa e relatou ter sido alvo de assédio nas redes sociais após a repercussão do caso.
Em comunicado publicado no Facebook, a Smoothie King informou que abriu uma investigação sobre o episódio e que os dois funcionários foram desligados pelo franqueado responsável pela unidade. A empresa declarou que busca garantir que suas lojas sejam ambientes livres de discriminação e que clientes e funcionários sejam tratados com respeito.
A rede acrescentou que o proprietário da franquia entrou em contato com o casal para pedir desculpas e determinou treinamento adicional obrigatório para os empregados sobre padrões de atendimento.
Após a viralização do episódio, Lindemyer e o marido criaram uma campanha de arrecadação de fundos na plataforma GiveSendGo. Segundo o casal, a família passou a sofrer assédio e ameaças, o que teria afetado a rotina dos filhos e levantado preocupações com a segurança.
A CIA e a Mossad (institutos de inteligência dos EUA e Israel) vigiaram durante anos a mesma rua em Teerã ao ponto de a conhecerem “como a rua onde cresceram”. O alvo era único: o Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
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Foram meses finais de preparação inseridos num plano traçado ao longo de anos. O desfecho deu-se em minutos, à luz do dia, num tipo de ação que contraria o padrão habitual de operações desse gênero, frequentemente realizadas durante a noite.
Segundo o Financial Times, que cita fontes com conhecimento direto do processo, os serviços secretos norte-americanos e israelitas acompanhavam de perto cada detalhe da rotina das figuras mais altas do regime iraniano — incluindo os passos dos motoristas responsáveis pelo transporte dos dirigentes.
Perto da rua Pasteur, junto ao complexo onde Khamenei se reuniu com o seu círculo mais próximo na manhã considerada fatal, praticamente todas as câmeras de trânsito estariam comprometidas há anos. Além de transmitirem para os sistemas locais, os equipamentos estariam encriptados para enviar imagens também para servidores em Tel Aviv e no sul de Israel.
Uma dessas câmeras, segundo o jornal britânico, revelou-se particularmente estratégica, pois permitia acompanhar a chegada e o estacionamento dos veículos oficiais, oferecendo visibilidade parcial de uma área altamente vigiada.
As agências conheciam ainda o chamado “padrão de vida” dos membros da segurança: onde moravam, quantas horas trabalhavam, quais rotas utilizavam e quem cada motorista deveria transportar em determinado dia.
Os dados eram partilhados em tempo real entre a CIA e a Mossad, com apoio técnico da Unit 8200, unidade de inteligência militar israelita especializada em guerra cibernética e interceptação de sinais.
Bloqueio de comunicações
No próprio dia da operação, foi ativado um plano adicional para neutralizar as comunicações na área. Cerca de 12 antenas de rede telefônica próximas ao complexo teriam sido manipuladas para simular falhas técnicas, interrompendo chamadas e impedindo a coordenação entre a segurança de Khamenei e outras estruturas do regime.
Na prática, mesmo que a ameaça fosse detectada a tempo, não haveria meios eficazes de comunicar o alerta.Uma fonte ouvida pelo Financial Times afirmou que os serviços secretos conheciam “Teerão como se fosse Jerusalém”.
— Quando conhecemos um local tão bem como a rua onde crescemos, percebemos quando algo não está certo — declarou.
Israel teria recorrido ainda a métodos matemáticos de análise de redes sociais e cruzamento de milhares de pontos de dados para identificar padrões, vulnerabilidades e o momento ideal para agir.
Um navio russo carregado de gás natural liquefeito afundou no Mar Mediterrâneo, entre a Líbia e Malta, após “explosões repentinas” de origem desconhecida, informaram na quarta-feira autoridades líbias.
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A autoridade líbia de portos e transporte marítimo afirmou ter recebido um pedido de socorro do navio “Arctic Metagaz” na noite de terça-feira. Segundo o órgão, as explosões foram “seguidas por um enorme incêndio que provocou o naufrágio completo”.
O Ministério dos Transportes da Rússia acusou a Ucrânia de ter realizado um ataque com drones lançados a partir da costa líbia. De acordo com a pasta, os 30 tripulantes a bordo foram resgatados e não há registro de vítimas.
Uma mulher de 26 anos, autuada por dirigir sob efeito de álcool, foi presa no Texas, nos Estados Unidos, após atravessar uma cena de crime isolada pela polícia e passar com o carro sobre o corpo de um homem que havia morrido atropelado horas antes. O caso ocorreu na noite de sexta-feira (27) e é investigado pelas autoridades do condado de Bexar.
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Segundo o xerife Javier Salazar, a vítima, um homem de 61 anos que ainda não teve a identidade divulgada, estava atravessando uma rodovia estadual quando foi atingida inicialmente pelo retrovisor de um veículo, perdeu o equilíbrio e caiu na pista. Na sequência, outro motorista não conseguiu frear a tempo e acabou atropelando o homem.
De acordo com a polícia, não há indícios de crime por parte dos condutores envolvidos no primeiro acidente.
Motorista atravessou área isolada
Enquanto os investigadores analisavam o local e o corpo já estava coberto e a área delimitada com fita policial, a motorista Tionne Spears teria atravessado o bloqueio e passado com o carro sobre a vítima.
Ainda segundo o xerife, a mulher quase atingiu agentes que trabalhavam na ocorrência. Após ser abordada, os policiais constataram que ela apresentava sinais de embriaguez.
Durante a abordagem, os agentes também encontraram com Spears uma planta conhecida como khat, substância estimulante originária da África que pode provocar sensação de euforia e aumentar a resistência à dor, explicou Salazar. Ainda não está claro, segundo ele, qual foi o impacto da substância no comportamento da motorista.
“Faço este trabalho há 33 anos e nunca tinha visto alguém atravessar uma cena de crime dessa forma e passar por cima de um corpo que já estava na estrada”, afirmou o xerife. Ele acrescentou que, apesar da gravidade da situação, nenhum investigador ficou ferido.
Spears foi levada para o Centro de Detenção de Adultos do Condado de Bexar e autuada por dirigir sob efeito de álcool, vilipêndio de cadáver e posse de substância controlada. De acordo com o site Law & Crime, ela pagou fiança de US$ 14,1 mil e deve comparecer à Justiça em 30 de março.
Agentes da polícia responderam a chamados de disparos de arma de fogo contra o Templo Emanu-El, no bairro de North York, em Toronto, pouco antes das 23h (horário local) de segunda-feira. A informação foi confirmada pelo delegado Robert Johnson, em coletiva de imprensa realizada na terça-feira pelo Departamento de Polícia de Toronto.
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Apesar da intensidade do ataque, ninguém ficou ferido. O prédio, no entanto, sofreu danos cuja extensão ainda não foi detalhada pelas autoridades. Diversas cápsulas de balas foram encontradas próximas à porta principal do templo.
Em publicação nas redes sociais, a liderança da instituição afirmou que cerca de 20 tiros foram disparados contra o edifício.
Segundo o delegado Johnson, testemunhas relataram que um veículo foi visto deixando o local logo após os disparos. Até o momento, não há descrição oficial de suspeitos. A força-tarefa de armas e gangues do departamento conduz a investigação em conjunto com a unidade especializada em crimes de ódio.
A rabina Debra Landsberg informou, em comunicado, que a celebração de Purim no templo havia terminado aproximadamente uma hora antes do ataque. As luzes já estavam apagadas, mas ela e um pequeno grupo ainda permaneciam na propriedade no momento dos disparos.
“É assustador que isso tenha acontecido logo após nossa celebração de Purim — uma noite repleta de alegria, risos e comunhão”, afirmou a liderança do templo. “Ver essa alegria seguida tão rapidamente por violência e intimidação é profundamente perturbador.”
Horas antes do ataque, o templo havia divulgado imagens do festival de Purim, com fiéis fantasiados, bandejas do tradicional doce hamantaschen e brinquedos infláveis para crianças.
Purim celebra a frustração de um complô para exterminar a população judaica na antiga Pérsia, conforme descrito no Livro de Ester, e é tradicionalmente marcado por festas e fantasias. Tanto o delegado Johnson quanto representantes do templo anunciaram reforço na segurança ao redor da instituição.
“Membros da comunidade judaica de Toronto têm vivenciado um aumento profundamente preocupante do antissemitismo”, declarou o delegado.
Desde 7 de outubro de 2023 — data do ataque do grupo extremista Hamas contra Israel — a polícia de Toronto registrou 309 prisões e 858 acusações relacionadas a crimes de ódio. As autoridades não especificaram quantos desses casos estão diretamente ligados ao antissemitismo.
Nos Estados Unidos, a Liga Antidifamação informou que o número de incidentes antissemitas quase triplicou no ano seguinte ao ataque.
A Justiça francesa abriu investigação para apurar se Mohamed Al Fayed, ex-proprietário da loja de departamentos Harrods e pai de Dodi Al Fayed, que namorou a princesa Diana, esteve à frente de uma rede de abusos sexuais. Advogadas de denunciantes afirmam que o esquema teria operado de forma estruturada e o comparam ao do criminoso sexual Jeffrey Epstein.
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Várias mulheres foram ouvidas em Paris no âmbito do inquérito. Entre elas está Kristina Svensson, ex-funcionária do hotel cinco estrelas Le Ritz, na capital francesa, que pertenceu a Al Fayed. Ela trabalhou como assistente do empresário entre 1998 e 2000.
— Cada vez que me via, ele me agredia — declarou à AFP.
Al Fayed, de origem egípcia, morreu em 2023 e não chegou a ser processado. Em dezembro de 2024, a polícia de Londres informou que 90 mulheres o acusavam de agressões sexuais e estupros ao longo de 35 anos, entre 1977 e 2014.
As vítimas criticam a condução das investigações no Reino Unido e depositam expectativas na atuação das autoridades francesas para esclarecer se o suposto sistema também operou em território francês.
Interrogatórios e novas frentes de apuração
Rachael Louw, hoje com 54 anos, foi ouvida em 10 de fevereiro pela OCRTEH, órgão francês especializado no combate ao tráfico de pessoas. Ela tinha 23 anos quando, segundo relata, foi enviada ao iate de Salah Fayed, irmão de Mohamed, na Riviera Francesa.
À AFP, afirmou ter sentido “alívio” após depor.
— A Justiça francesa avança muito mais rápido e não minimiza o que nos aconteceu, ao contrário dos investigadores do Reino Unido — disse.
Em 2025, o Ministério Público de Paris abriu investigação por tráfico qualificado de pessoas, lenocínio e estupros. Para Louw, a decisão “mostra que considera as agressões em seu conjunto e que não tem medo de enfrentar um sistema organizado”.
Exames médicos e suspeita de triagem
Louw trabalhava como vendedora na Harrods quando chamou a atenção de Mohamed Al Fayed. No verão de 1994, passou por uma consulta médica descrita como “prévia à sua contratação no escritório do presidente da Harrods”.
Segundo relato, o procedimento incluiu exame pélvico, citologia, “avaliação mamária completa” e teste de HIV, indo além do exigido em contratos de trabalho. Relatório médico encaminhado à empresa mencionava detalhes como uso de pílula anticoncepcional, situação familiar e que sua higiene pessoal era “excelente”.
— É um médico que aceita enviar informações confidenciais para dar armas ao estuprador — afirma a advogada Eva Joly, que representa Louw, Svensson e outras denunciantes: — Essas jovens eram como carne, da qual se quer saber se é boa para consumo.
Louw diz que a Justiça francesa “colocou as palavras adequadas” ao classificar esses exames como potenciais estupros.
Após a triagem, encontros teriam sido organizados com Salah Fayed, morto em 2010, em sua residência em Park Lane, em Londres. Louw afirma que foi drogada com “uma mistura de crack e cocaína” e agredida sexualmente. Posteriormente, aceitou trabalhar como assistente do empresário na França.
Relatos de isolamento e coerção
Segundo Louw, ela foi enviada de avião particular para um iate na Riviera. O passaporte teria sido confiscado. “Nada” correspondia ao que imaginara.
— Eu esperava organizar os dias de Salah Fayed, mas só se esperava que eu estivesse constantemente com ele — relatou.
Ela descreve jantares com convidados ricos e mais velhos, acompanhados de “jovens garotas”, em ambiente de “muito contato físico”. Afirma que o namorado, funcionário da Harrods, foi demitido após manter contato com ela.
Em uma ocasião, contou, acordou com Salah Fayed em sua cama.
— Acordei e disse: ‘O que você está fazendo?’ E ele respondeu: ‘Estou me sentindo sozinho’. Fiquei petrificada a noite toda, sem dormir. Era como uma tortura. Eu estava aterrorizada de que ele pudesse interpretar qualquer movimento como um convite para me tocar.
Ela também relata episódio na mansão de Mohamed Al Fayed em Saint-Tropez, envolvendo uma jovem descrita como mais nova. “Se fui drogada ou não, não posso afirmar com certeza”, afirmou.
Temendo nova viagem em uma embarcação com apenas um quarto, decidiu deixar o local. Reservou voo comercial e solicitou a devolução do passaporte, o que teria provocado reação de fúria.
De volta, diz ter bloqueado as lembranças para “sobreviver”.
Silêncio, acordos e documentário
Louw afirma que acreditava estar impedida de falar por um acordo de confidencialidade assinado à época da contratação. Mudou de posição após assistir, em setembro de 2024, a um documentário da BBC sobre a família Al Fayed.
— Tomei consciência do que havia feito parte e do quanto poderia ter sido pior, se eu não tivesse tido a sorte de conseguir escapar… Falo porque deve haver um custo para os criminosos, para que não continuem incentivando os próximos. Se nós, mulheres, não denunciarmos, nos tornamos cúmplices da nossa própria opressão — acrescentou: — Homens poderosos nunca mudarão um sistema que os beneficia.
‘Microfones e câmeras’
Kristina Svensson chegou à França em 1993 e foi contratada pelo Ritz por meio de agência de trabalho temporário. Segundo ela, a promessa era atuar como assistente de Al Fayed após a morte de Dodi Al Fayed e da princesa Diana.
Relata que, na entrevista, as perguntas focaram sua aparência e que teria sido comparada à esposa do empresário. Em Londres, diz ter sido submetida a exame ginecológico obrigatório, no qual acredita ter sido drogada.
Descreve encontros em que aguardava sozinha em um quarto até a chegada de Al Fayed. Afirma ter sofrido agressões sexuais e tentativas de estupro durante as quais “ele ria”.
Questionada sobre por que permaneceu no emprego, respondeu que era estrangeira, sem rede de apoio e desconhecia seus direitos trabalhistas.
Svensson afirma que funcionários a advertiam sobre a existência de “microfones e câmeras por toda parte no Ritz”. Em Saint-Tropez, teria sido aconselhada por uma governanta a trancar a porta do quarto à noite.
Em nota, o Ritz declarou estar “profundamente entristecido com os testemunhos e as acusações de abuso”, que “considera com a maior seriedade, e está disposto a cooperar plenamente com as autoridades judiciais”.
“A segurança e o bem-estar de nossos colaboradores, visitantes e clientes constituem nossa prioridade absoluta”, informou o hotel.
Investigação em curso
Para as advogadas das denunciantes, os relatos indicam a existência de um “sistema poderoso”, com “numerosos aspectos” semelhantes ao esquema atribuído a Jeffrey Epstein.
— Como no caso Epstein, nos Fayed há um consumo frenético de jovens mulheres e um sistema organizado para consegui-las. O esquema é o mesmo: seleção de jovens vulneráveis, transporte, hospedagem, isolamento e dinheiro, usado para intimidar ou infiltrar-se — afirmou Eva Joly.
Embora parte dos fatos possa estar prescrita, as investigações buscam identificar possíveis vítimas cujos casos ainda possam ser judicializados.
— Estamos apenas no início da reconstrução do quebra-cabeça na França — disse a advogada.
O Ministério da Saúde do Kuwait comunicou nesta quarta-feira que uma menina de 11 anos morreu após ser atingida por fragmentos de um projétil em uma área residencial do emirado. O caso ocorreu depois de várias ondas de ataques iranianos contra países do Golfo.
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Segundo a pasta, equipes de resgate tentaram reanimar a criança durante o transporte para o hospital. Ela, no entanto, “não resistiu aos ferimentos”, afirmou o ministério em comunicado. A nacionalidade da vítima não foi divulgada.
Militares americanos mortos
Também no Kuwait foram identificados os primeiros militares americanos a morrer no conflito entre os Estados Unidos e o Irã. Eles foram atingidos por um ataque direto iraniano contra um centro de operações improvisado em um porto civil no domingo, disse à CNN uma fonte a par do ocorridNa tarde de segunda-feira, o número de mortos no ataque ao porto de Shuaiba subiu para seis, anunciou o Comando Central dos EUA, após a recuperação dos restos mortais de outros dois militares.
Inicialmente, o órgão americano havia informado que três militares tinham sido mortos, sem especificar o local do ataque. Também na segunda-feira, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que a ofensiva que matou os oficiais atingiu um “centro de operações táticas fortificado”, mas que “um” projétil conseguiu ultrapassar as defesas aéreas. Antes, a imprensa americana havia informado que o episódio teria ocorrido após um ataque com drone.
A fonte familiarizada com o caso, no entanto, disse que o ataque ocorreu pouco depois das 9h e que houve um impacto direto no centro do edifício, descrito como um trailer triplo adaptado com escritórios no interior. A ofensiva foi feita rapidamente e sem qualquer aviso. Nem mesmo sirenes que pudessem alertar as tropas para evacuar ou se abrigar em um bunker foram acionadas. Horas após o ataque, ainda havia focos de incêndio em partes do prédio.
Uma imagem de satélite feita na manhã de domingo mostrou um prédio no porto em chamas e uma fumaça escura subindo ao céu. O interior do centro de operações improvisado ainda estava enegrecido, e as paredes haviam sido projetadas para fora pela explosão, com algumas partes se desprendendo da estrutura. Como o prédio ainda queimava em alguns pontos horas depois do ataque, a recuperação dos demais militares levou tempo, afirmou a fonte.
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Em nota, o Comando Central afirmou que a instalação foi atingida “durante os ataques iniciais do Irã” e confirmou que as forças americanas “recentemente recuperaram os restos mortais de dois militares anteriormente desaparecidos” no local. Os soldados estavam designados ao 1º Comando de Sustentação de Teatro, um quartel-general independente sediado no Kentucky, com tropas de outras unidades designadas para apoio em rotações de nove meses.
As Forças Armadas americanas ainda não identificaram os militares mortos no domingo porque as famílias ainda estão sendo notificadas. As seis mortes, porém, são as primeiras em combate na operação militar contra o Irã iniciada na madrugada de sábado — e tanto Hegseth quanto o líder dos EUA, Donald Trump, afirmaram que é provável que haja mais baixas nos próximos dias. Segundo um porta-voz do Comando Central, ao menos 18 militares estão gravemente feridos.
— [Eles são] o melhor que a nossa nação tem a oferecer. [São] verdadeiros exemplos do que significa serviço abnegado — disse a jornalistas o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, na segunda-feira. — Nossas mais profundas e sinceras condolências estão com suas famílias, seus amigos e suas unidades. Jamais os esqueceremos.
O funeral de Estado de Ali Khamenei, que governou o Irã durante quase quatro décadas e morreu no sábado em ataques das forças israelenses e americanas, terá início na noite desta quarta-feira (tarde, no horário de Brasília) e se estenderá por três dias. A informação foi divulgada pela agência estatal Irna.
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“A partir das 22h00 de quarta-feira (15h30 de Brasília), os fiéis poderão prestar uma última homenagem ao corpo do guia mártir da nação, visitando a Grande Mesquita Imã Khomeini, em Teerã”, anunciou a Irna, citando comunicado do Conselho Islâmico para a Coordenação do Desenvolvimento.
Khamenei tinha 86 anos e será enterrado em Mashhad, cidade sagrada no nordeste do país onde nasceu.
A morte do líder supremo desencadeou cenas opostas de luto e celebração no país e uma onda de protestos em diferentes partes do Oriente Médio, do sul da Ásia e da Europa. Segundo relatos de veículos como o The Guardian, o The New York Times e a CNN, milhares de pessoas ocuparam as ruas de Teerã e de outras cidades iranianas após a confirmação de que Khamenei foi morto durante uma série de ataques coordenados atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
Reações diversas
No centro de Teerã, multidões vestidas de preto e carregando fotos do ex-líder entoavam palavras de ordem como “morte à América” e “morte a Israel”. Ao mesmo tempo, em outros bairros da capital e em cidades como Shiraz e Isfahan, grupos celebravam nas ruas, dançando, soltando fogos de artifício e gritando “liberdade, liberdade”.
Multidão lota praça em Teerã para homenagear Ali Khamenei
ATTA KENARE / AFP
Vídeos mostraram homens e mulheres dançando e gritando “Woohoo, hurrah”, enquanto motoristas buzinavam e música persa ecoava pelas ruas.
Iranianos comemoram em Karaj após relatos da morte de Khamenei.
Sara, 53 anos, moradora de Teerã, relatou ao The New York Times que, ao ouvir a notícia, “gritou e pulou para cima e para baixo”. Segundo ela, “corremos para fora e gritamos com todas as nossas forças e rimos e dançamos com nossos vizinhos”. Ela afirmou que, um mês antes, havia participado de protestos contra o governo e que forças de segurança a agrediram com cassetetes e gás lacrimogêneo.
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Em um vídeo publicado pela BBC, um homem gritou do alto de um telhado: “Khamenei foi para o inferno”. Já em Abdanan, cidade curda no oeste do país, jovens circularam de carro fazendo sinais de vitória. “Hoje à noite, 28 de fevereiro, parabéns pela nossa liberdade”, diz a narração de um dos vídeos verificados pelo Times. Em outro registro, um homem exclama: “Estou sonhando? Ah! Olá para o novo mundo. Ah!”.
Apesar das celebrações, apoiadores de Khamenei, que o consideravam uma figura religiosa reverenciada, expressaram tristeza nas redes sociais, mas estiveram pouco presentes nas ruas. O aiatolá, que tinha a palavra final nas decisões de governo, havia ordenado pessoalmente, segundo o jornal, o uso de força letal contra manifestantes em janeiro, em uma repressão que, de acordo com grupos de direitos humanos, matou ao menos 7 mil pessoas.
As comunicações por telefone fixo e celular foram interrompidas em várias regiões do Irã, dificultando a avaliação precisa do sentimento popular em um país com mais de 90 milhões de habitantes. Relatos iniciais indicam que mais de 100 pessoas teriam morrido na primeira onda de ataques.
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A morte do líder também provocou repercussões internacionais. No Iraque, o governo anunciou três dias de luto oficial. O porta-voz Bassem al-Awadi declarou, em nota, que “com profunda tristeza, estendemos nossas condolências ao nobre povo do Irã e a todo o mundo muçulmano” após Khamenei ser morto em “um ato flagrante de agressão”.
Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a fortificada Zona Verde, onde fica a embaixada dos Estados Unidos. Já em Karachi, no Paquistão, centenas de jovens tentaram invadir o consulado americano. Segundo a rede Al-Jazeera, ao menos nove pessoas morreram em confronto com agentes de segurança e outras 20 ficaram feridas. Vídeos mostram manifestantes quebrando janelas do edifício enquanto a bandeira americana tremulava sobre o complexo.
Muçulmanos xiitas se reúnem durante um protesto anti-EUA e anti-Israel em Skardu, na região de Gilgit-Baltistão, no Paquistão
AHMAD AL-RUBAYE / AFP
Protestos também foram registrados na Caxemira administrada pela Índia. Em Londres, milhares de pessoas — muitas da diáspora iraniana — se reuniram no norte da cidade para celebrar a morte de Khamenei. Manifestantes exibiam a bandeira do “leão e do sol”, símbolo do período monárquico anterior à Revolução Islâmica, além de bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.
Quase quatro décadas após assumir o poder, a morte de Khamenei representa uma mudança histórica para o regime teocrático iraniano. Ainda não está claro qual será o próximo passo político no país — se haverá transição para um novo sistema de governo ou se o poder será transferido a sucessores previamente indicados pelo líder supremo. Enquanto isso, o Irã e a região enfrentam um cenário de incerteza e tensão crescente.
Uma descoberta arqueológica na Sibéria está surpreendendo cientistas ao sugerir que procedimentos cirúrgicos complexos já eram realizados há cerca de 2.500 anos. O estudo analisou os restos mortais parcialmente mumificados de uma mulher da Idade do Ferro que teria sobrevivido por algum tempo após passar por uma intervenção no crânio.
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A mulher, que teria entre 25 e 30 anos ao morrer — idade próxima à expectativa de vida da época — foi encontrada dentro de um caixão de madeira preservado pelo gelo no sul da Sibéria. Os exames revelaram sinais de um traumatismo craniano severo que provavelmente comprometia funções básicas, como falar e se alimentar.
Indícios de uma cirurgia sofisticada
Pesquisadores da Universidade Estadual de Novosibirsk, na Rússia, recorreram a tomografias computadorizadas para estudar a múmia sem danificá-la. As imagens mostraram dois pequenos orifícios feitos deliberadamente no osso da mandíbula, indicando uma intervenção médica.
Dentro desses canais, os cientistas identificaram vestígios de um material elástico, que pode ter sido crina de cavalo ou tendão animal. Segundo o professor Andrey Letyagin, responsável pelo estudo, esse elemento funcionaria como uma prótese rudimentar para manter a articulação estabilizada.
— É possível que tenhamos descoberto, pela primeira vez, evidências de um procedimento cirúrgico desse tipo — afirmou o pesquisador.
De acordo com a análise, a estrutura improvisada permitia que a mandíbula ainda se movimentasse, embora a paciente provavelmente sentisse dor ao mastigar do lado lesionado.
Os pesquisadores também identificaram formação de novo tecido ósseo em parte da região operada, o que indica que a mulher pode ter vivido meses — ou até anos — após o procedimento. Marcas no crânio sugerem que ela passou a mastigar mais do lado oposto da mandíbula.
A mulher fazia parte do povo Pazyryk, um grupo relativamente pequeno da Idade do Ferro. Para os especialistas, o esforço empregado para tentar salvá-la indica que sua vida era considerada valiosa dentro da comunidade.

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