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Desde que os bombardeios americanos e israelenses foram lançados sobre o Irã, e as represálias de Teerã incendiaram a região, uma guerra paralela no campo da informação surgiu. Ambos os lados e seus apoiadores inundam as redes sociais com desinformação e conteúdos falsos gerados por IA ou tirados de contexto.
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A agência de notícias AFP encontrou uma série de alegações de contas pró-Irã que publicavam vídeos antigos para aumentar os danos dos ataques com mísseis de Teerã contra Israel e estados do Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
Segundo Moustafa Ayad, membro da ONG Instituto para o Diálogo Estratégico, dedicada ao combate à desinformação, há uma verdadeira disputa nas redes para construir narrativas sobre o conflito.
— Definitivamente, há uma guerra de narrativas online. Seja para justificar os ataques no Golfo ou para exaltar o poderio militar iraniano frente aos ataques israelenses e americanos, os objetivos parecem ser desgastar os inimigos — declarou Ayad.
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De acordo com investigadores, membros da oposição iraniana difundiram em redes como o X e o Telegram, relatos que atribuíam um ataque contra uma escola de meninas no Irã ao próprio governo iraniano. Teerã acusa os EUA e Israel de serem autores do ataque, que deixou mais de 175 mortos.
A ONG também chamou a atenção para o crescimento de contas falsas que se passam por lideranças iranianas, com declarações que não são as oficiais, mas que se camuflam pelo uso de identidades que podem enganar quem consome o conteúdo.
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Inteligência artificial também vem sendo usada para gerar imagens que mostram navios de guerra dos Estados Unidos afundados, que — entre eles, o porta-aviões USS Abraham Lincoln. Os vídeos acumularam milhões de visualizações. Há relatos, até mesmo, de cenas de jogos de videogame recicladas para se parecerem com ataques de mísseis.
Táticas de desinformação semelhantes também foram registradas em outros conflitos globais, como os da Ucrânia e também em Gaza. Segundo o órgão de controle de desinformação NewsGuard, os materiais visuais fake somam no total mais de 21,9 milhões de visualizações apenas no X.
Respostas das redes
O X anunciou na última terça-feira que suspenderá por 90 dias o programa de distribuição de receita para os criadores que publicarem, sem especificar, vídeos de conflitos armados gerados por IA.
— Em tempos de guerra, é fundamental que as pessoas tenham acesso a informações autênticas sobre o terreno — declarou Nikita Bier, chefe de produto do X.
A mudança por parte da rede social é notável para uma plataforma cuja política de moderação de conteúdo tem sido objeto de fortes críticas desde que o bilionário Elon Musk adquiriu a empresa, em outubro de 2022 por US$ 44 bilhões.
Um estudo da NewsGuard mostrou que a ferramenta de busca reversa de imagens do Google forneceu resumos imprecisos gerados por IA de materiais fabricados e enganosos relacionados ao conflito no Oriente Médio. A organização revela que este comportamento gera uma “fraqueza significativa” de um sistema amplamente utilizado para verificar a autenticidade das imagens.
Consultado pela AFP, o Google não se manifestou.
A Emirates Airline retomou nesta terça-feira suas operações regulares para o Brasil, após quase uma semana de suspensão provocada pelo fechamento do espaço aéreo no Golfo Pérsico em meio ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O voo EK261, na rota Dubai a Guarulhos, foi confirmado pela companhia e aparece nos sistemas da GRU Airport e da plataforma de monitoramento FlightRadar24.
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Desde o último dia 28 de fevereiro, a empresa não operava voos para o Brasil. A escalada do conflito levou ao fechamento do espaço aéreo em toda a região do Golfo, afetando diretamente o hub da companhia no Aeroporto Internacional de Dubai.
Voo de Dubai está em rota para Guarulhos
Reprodução | FlightRadar
Com a interrupção, um Airbus A380 que havia partido do Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Dubai precisou retornar ao Brasil. A aeronave se somou a outro A380 que já estava em rota para São Paulo, resultando na permanência simultânea dos dois superjumbos no país.
A retomada ocorre após a criação de corredores aéreos considerados seguros pelo governo dos Emirados Árabes Unidos, o que permitiu a reabertura gradual das operações. A expectativa é que a companhia normalize progressivamente sua malha internacional, à medida que as condições de segurança na região sejam mantidas.
Um grupo de cerca de 30 brasileiros ligados ao movimento Legendários, que participava de um evento de imersão denominado “TOP de Dubai”, que aconteceu entre 25 e 28 de fevereiro, ficou retido nos Emirados Árabes Unidos após o fechamento dos aeroportos. Segundo um dos participantes do retiro religioso, alguns dos integrantes conseguiram embarcar no voo UAE261 para retornar ao Brasil.
A Força Aérea de Israel afirmou ter lançado nesta quarta-feira 5 mil bombas contra o Irã na atual operação militar, iniciada no sábado. Em comunicado publicado na rede social X, a corporação declarou: “Caças da Força Aérea de Israel continuam a ampliar sua superioridade aérea em todo o Irã, com ênfase na região de Teerã.”
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A mensagem foi acompanhada de um vídeo que, segundo os militares israelenses, mostra imagens de um ataque com míssil contra um sistema de defesa aérea iraniano na capital, Teerã.
“As Forças de Defesa de Israel (IDF) estão agora divulgando documentação adicional do interior da ocular do míssil, referente a um ataque realizado para destruir o sistema de defesa do regime terrorista iraniano em Teerã”, acrescentou a corporação.
O submarino argentino que implodiu submerso em 2017 com 44 tripulantes a bordo estava em condições de navegar, disse, nesta quarta-feira (4), um dos quatro ex-oficiais acusados no julgamento realizado no sul da Argentina.
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— O submarino cumpriu as normas e os requisitos estabelecidos. É falso que não estava em condições de navegar — afirmou Claudio Villamide, ex-comandante da força de submarinos encarregada do ARA San Juan quando ocorreu a tragédia, ao depor ao tribunal em Río Gallegos, 2.500 km ao sul de Buenos Aires.
O submarino perdeu contato depois de reportar uma falha elétrica e um início de incêndio enquanto navegava de volta para sua base em Mar del Plata, ao sul de Buenos Aires, procedente de Usuhaia, no extremo sul da Argentina. Seus destroços foram encontrados um ano depois a 900 metros de profundidade e 500 quilômetros da costa argentina depois de uma busca internacional.
Villamide é um dos quatro ex-oficiais julgados no processo iniciado na terça-feira sem a presença de familiares das vítimas, 43 homens e uma mulher.
Na abertura do processo, o Ministério Público expôs que o naufrágio “não se deveu a um fato fortuito, mas foi um desfecho previsível devido ao estado da unidade, que tornou o naufrágio possível”.
Mas para Villamide não foi o que ocorreu.
— A embarcação estava em condições de navegar em segurança, contava com suas caixas de ferramentas e manuais necessários, elementos de segurança e de escape — insistiu este ex-oficial, destituído por um tribunal de guerra em 2021 devido ao caso.
Monumento em memória aos 44 membros da Marinha Argentina que morreram no naufrágio do submarino ARA San Juan, em 15 de novembro de 2017. Homenagem está em Río Gallegos
Walter Diaz / AFP
Seu advogado, Juan Pablo Vigliero, disse à AFP que confia “absolutamente em uma absolvição” de seu cliente, ao destacar que o julgamento carece de provas “essenciais” para chegar a uma condenação.
— Aqui morreram 44 pessoas, uma embarcação militar do Estado argentino afundou e não há perícia mecânica, é insólito. O problema é que agora não pode ser feita porque o submarino ficou a 900 metros de profundidade, seria tão grave quanto querer trazer o Titanic à tona — afirmou.
O advogado assinalou que essa circunstância favorece sua estratégia de defesa, e por extensão a dos demais acusados.
— A realidade com toda a justiça é que hoje não se sabe o que aconteceu, por que afundou e se foi a pique por algo além de uma situação de colapso — disse.
As dúvidas razoáveis podem deixar os familiares sem justiça.
Villamide, assim como os outros acusados, enfrentam acusações de descumprimento e omissão de deveres e dano culposo, com penas de um a cinco anos.
‘Os ninguém’
Nenhum dos familiares das vítimas, 43 homens e uma mulher, compareceu à abertura do julgamento, que foi transmitida pelo YouTube.
— Eles não conseguem nem pagar as fotocópias, quanto mais uma passagem aérea e hospedagem. O mais importante é ter chegado ao julgamento — afirmou à AFP a advogada Valeria Carreras.
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Reprodução
— São pessoas sem poder, dinheiro nem sobrenome influente; sentiram-se os ‘ninguém’ nestes oito anos, por isso há muita expectativa. A visibilidade é importante para que o esquecimento e o tempo não sejam cúmplices da impunidade — acrescentou.
As acusações são descumprimento e omissão de obrigações e negligência qualificada, que têm penas de um a cinco anos.
— Foi uma tragédia evitável, mas é malvisto na Marinha dizer ‘tenho medo’, ‘há riscos’; existe uma cultura de silêncio — afirmou Carreras.
Os acusados, que chegam ao julgamento em liberdade, são o ex-chefe do Comando de Treinamento Luis López Mazzeo, o ex-comandante da Força Submarina Claudio Villamide, o ex-chefe do Estado-Maior do Comando Submarino Héctor Alonso e o ex-chefe de Operações Hugo Correa. Em 2021, um Conselho de Guerra destituiu Villamide por negligência.
‘Invisibilizar’
A Justiça rejeitou pedido do advogado Luis Tagliapietra — pai de Alejandro, morto no submarino aos 27 anos — para que o julgamento fosse realizado em Mar del Plata, a 400 km da capital argentina, onde residiam os tripulantes e três dos quatro acusados.
Os familiares realizaram protestos em frente aos prédios da Marinha nessa localidade durante o período de buscas e depois da localização do submarino, uma exposição que incomodou a força. Eles denunciaram que foram vítimas de espionagem, um caso em que Macri foi processado e que a Suprema Corte encerrou em 2025.
— Levando o debate para Río Gallegos, tão distante de Buenos Aires, buscam invisibilizar a tragédia — afirmou Tagliapietra, que representa cerca de vinte familiares.
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A realização do julgamento em Río Gallegos foi determinada pela Câmara Federal de Cassação Penal.
O julgamento
As audiências ocorrerão em blocos de quatro dias consecutivos, com intervalo de uma semana entre cada etapa.
A principal hipótese é que uma falha em válvula tenha permitido a entrada de água no compartimento de baterias, provocando um incêndio seguido de explosão. Para confirmar essa tese, seria necessária a reflutuação dos destroços — uma operação considerada milionária.
Carreras acredita que mais de 90 testemunhas devem apresentar provas. Durante a instrução, “a memória de muitos falhou, agora isso pode mudar”, indicou.
Na terceira semana de março, as testemunhas vão começar a depor. As audiências serão realizadas durante quatro dias consecutivos, com intervalos de uma semana.
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O ex-príncipe Andrew, oficialmente Andrew Mountbatten‑Windsor, está rescindindo o contrato de arrendamento de mais uma propriedade pertencente à Crown Estate, segundo documentos obtidos pela BBC.
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O imóvel é a East Lodge, uma casa de campo do século XIX classificada como patrimônio histórico de Grau II, localizada em Berkshire, a cerca de oito quilômetros de Windsor. O arrendamento anual pago pelo duque de York chegava a quase 13 mil libras por ano.
A residência, com telhado de palha e estrutura térrea, fica próxima à antiga propriedade de Andrew em Sunninghill Park e teria sido usada como alojamento para funcionários.
A decisão ocorre após uma série de mudanças na situação residencial do príncipe. No ano passado, Andrew anunciou que deixaria sua residência oficial em Windsor e se mudaria para Sandringham, em meio ao escrutínio público relacionado às suas ligações com o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Embora o príncipe sempre tenha negado irregularidades, o caso levou ao afastamento de funções públicas e à perda de títulos militares e patronatos reais.
Mesmo após a saída da residência principal, Andrew manteve o arrendamento de East Lodge — acordo que remonta a 1998, quando assumiu o contrato pagando inicialmente £3.500 por ano. O contrato foi renovado em 2020 e incluía cláusulas de reajuste conforme a inflação. Na época, o valor anual havia subido para £8.047. No verão passado, nova revisão elevou o aluguel para £12.922.
East Lodge era considerada uma extensão da antiga propriedade de Sunninghill Park, que foi vendida em 2007 por £15 milhões. A venda gerou controvérsia porque o comprador — genro do então presidente do Cazaquistão — pagou cerca de £3 milhões acima do preço pedido.
No quinto dia de guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o conflito atingiu um novo patamar. Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano com o disparo de um torpedo ao largo da costa do Sri Lanka — episódio que o Pentágono classificou como o primeiro afundamento desse tipo desde a Segunda Guerra Mundial.
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Segundo autoridades locais, a embarcação atingida navegava em águas internacionais próximas ao Oceano Índico. O impacto deixou mais de 100 pessoas inicialmente dadas como desaparecidas. Horas depois, o vice-ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka confirmou ao menos 80 mortos. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou a ação como uma “vitória” estratégica.
— Um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais. Em vez disso, foi afundado por um torpedo — declarou em coletiva no Pentágono. — É o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial.
De acordo com Hegseth, o navio atingido era o “Soleimani”, descrito como o “menino-bonito” da marinha iraniana. A embarcação homenageava o general Qasem Soleimani, morto em 2020 em ataque ordenado pelos EUA durante o primeiro mandato de Donald Trump.
— Acho que o presidente o apanhou duas vezes — ironizou Hegseth, referindo-se ao nome do navio.
A destruição da embarcação amplia o conflito para o teatro marítimo em escala que não se via há décadas, consolidando a chamada “guerra dos mares” em paralelo aos ataques aéreos e operações cibernéticas já em curso.
O governo do Sri Lanka afirmou que atua em operações de resgate e assistência às vítimas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a nacionalidade de todos os tripulantes ou se havia civis a bordo.
O país, que não participa do conflito, tenta evitar que o episódio arraste a região para instabilidade mais ampla no Oceano Índico — rota estratégica para o comércio global.
O uso de torpedo lançado por submarino, com destruição total de um navio militar em águas abertas, representa uma escalada significativa. Especialistas avaliam que o episódio altera o equilíbrio do conflito e eleva o risco de retaliações diretas no domínio naval, inclusive no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira que o Irã “tentou matar o presidente Donald Trump” e declarou que o governo americano respondeu à suposta ameaça. Segundo ele, forças dos EUA “caçaram e mataram” o “líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump”.
A declaração foi dada no Pentágono, em Washington, durante conversa com jornalistas ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine. Hegseth acrescentou que, na sua avaliação, “o presidente Trump deu a última risada”.
Matéria em atualização
Líder supremo do Irã, Ali Khamenei havia planejado uma transição de poder em caso de sua morte, antes mesmo de as bombas americanas e israelenses começarem a cair, no último sábado. Agora, nomes são cotados para substituir a figura central autoritária que regeu o governo teocrático por quase 40 anos e acabou morto nas primeiras horas do ataque coordenado pelos Estados Unidos e por Israel. Entre os possíveis sucessores, está o filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei.
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O regime do Irã anunciou nesta quarta-feira que Mojtaba está vivo. O anúncio foi feito em um momento em que o Conselho dos Especialistas, órgão responsável por eleger a nova liderança do país, afirma estar perto de uma escolha — e em que Israel lança sua 10ª onda de ataques aéreos contra a nação persa e ameaça matar qualquer novo líder escolhido para dar continuidade ao regime teocrático.
— Estamos fazendo tudo o que podemos — disse o aiatolá Ahmad Khatami, membro da Assembleia dos Especialistas em uma declaração televisionada. — Se Deus quiser, o líder será nomeado o mais rápido possível. Estamos perto de uma decisão, mas a situação é de guerra.
Quem é Mojtaba Khamenei?
Segundo filho do líder supremo do Irã assassinado, frequentemente visto como um potencial sucessor. Exerceu um poder significativo nos bastidores do Gabinete de seu pai, controlando as nomeações para a Guarda Revolucionária Islâmica e a Inteligência.
Mojtaba Khamenei
Reprodução
Apontado como herdeiro por muito tempo devido ao seu posto clerical (aiatolá desde 2021) e laços familiares, suas perspectivas diminuíram após protestos de 2022.
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Enquanto Israel lança sua 10ª onda de bombardeios contra o Irã, com novas explosões ouvidas em Teerã, e amplia a ação contra o Líbano, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ameaçou eliminar qualquer líder iraniano escolhido para suceder Khamenei.
“Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será alvo de assassinato, independentemente de seu nome ou de onde esteja escondido”, declarou Katz em uma mensagem publicada no X.
Veja quem são os outros cotados para a sucessão:
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Alireza Arafi
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Aos 67 anos, Arafi é uma figura religiosa de alto escalão. Foi nomeado para o Conselho de Liderança Interino após a morte do líder supremo. Este órgão provisório governará o Irã, conforme estipulado na Constituição, até que a Assembleia de Especialistas, composta por 88 clérigos xiitas, nomeie um novo líder supremo. Arafi é o segundo vice-presidente da Assembleia de Especialistas. Já fez parte do Conselho dos Guardiões, responsável por analisar candidatos eleitorais e leis aprovadas pelo Parlamento.
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Gholam-Hossein Mohseni-Ejei
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Com quase 70 anos, é chefe do Poder Judiciário e uma figura-chave no Conselho de Liderança Interino. Tem fortes laços com o Judiciário e setores de inteligência. Suas posições são conservadoras e intransigentes. Entre 1984 e 1985 presidiu um comitê especial no Ministério da Inteligência e, posteriormente, atuou como primeiro vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, antes de ser nomeado presidente do Supremo Tribunal Federal por Khamenei em 2021.
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Mohammad Mehdi Mirbagher
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Clérigo e filósofo xiita linha-dura, conhecido por suas visões anti-Ocidente. Dirige a Academia de Ciências Islâmicas de Qom, com foco na integração das disciplinas científicas à epistemologia xiita. Defende o apoio absoluto à autoridade do líder supremo sobre a supervisão constitucional. Promove a economia de resistência e o extremismo antiocidental. Atua como representante da província de Semnan na Assembleia de Especialistas desde 2016, tendo sido reeleito em 2024.
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Neto do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, é um clérigo que tem visões mais moderadas sobre o governo e o regime. Aos 54 anos, é uma figura simbólica e, segundo relatos, foi um dos clérigos de alto escalão indicados por Ali Khamenei como potenciais sucessores. Porém, sua exclusão dos círculos internos do regime e a falta de controle do aparato de segurança tornam suas chances remotas. Mantém um perfil público discreto, concentrando-se em estudos religiosos.
Um dos três homens presos sob suspeita de espionagem para a China é companheiro de uma deputada do Partido Trabalhista britânico, segundo afirmou a BBC em matéria publicada nesta quarta-feira. As detenções ocorreram em Londres e no País de Gales no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Metropolitana com base na Lei de Segurança Nacional.
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Os suspeitos, com idades de 39, 43 e 68 anos, foram detidos sob acusação de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro — crime previsto na Seção 3 da legislação aprovada em 2023 para combater ameaças à segurança do Reino Unido.
Em comunicado, a Polícia Metropolitana de Londres afirmou que “não há nenhuma ameaça iminente ou direta ao público”.
Além das prisões, os agentes realizaram buscas em propriedades associadas aos suspeitos e em três endereços adicionais em Londres, East Kilbride, na Escócia, e Cardiff, no País de Gales. Os três homens permanecem sob custódia enquanto as investigações avançam.
A legislação aplicada ao caso estabelece como crime qualquer ato que “auxilie materialmente um serviço de inteligência estrangeiro em atividades relacionadas ao Reino Unido” ou que envolva conduta suscetível de favorecer tal serviço.
Embora as autoridades não tenham divulgado detalhes específicos sobre a natureza das supostas atividades, o caso amplia a tensão diplomática em torno de alegadas operações de influência chinesa em solo britânico.
A comandante Helen Flanagan, chefe da Polícia Antiterrorista de Londres, afirmou que houve um “aumento significativo” de investigações relacionadas à segurança nacional nos últimos anos.
— Estamos trabalhando para interromper atividades malignas onde houver suspeita — declarou.
Um submarino americano afundou a fragata Iris Dena, navio de guerra da Marinha do Irã, no Oceano Índico, perto de águas territoriais do Sri Lanka, provavelmente com 180 tripulantes a bordo, segundo a documentação da embarcação. O secretário de Estado dos EUA, Pete Hegseth, confirmou que havia torpedeado um navio iraniano na região, enquanto o governo do país insular afirmou ter atendido a um pedido de resgate naval, nomeando a embarcação. Trinta e duas pessoas foram resgatadas com vida e estima-se que até 140 podem estar desaparecidas.
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— Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar a salvo em águas internacionais — afirmou Hegseth nesta quarta-feira, após os relatos oficiais do Sri Lanka sobre a operação de resgate aos tripulantes do Iris Dena. — Em vez disso, foi afundado por um torpedo.
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A Marinha do Sri Lanka foi a primeira a informar sobre o afundamento da embarcação, ao informar ter respondido a um pedido de socorro transmitido pela embarcação a partir de uma posição fora de suas águas territoriais, mas dentro da chamada “zona de busca e resgate” do país. Dois navios e um avião militares foram mobilizados na operação de resgate.
O pedido de socorro foi emitido pela embarcação americana ao amanhecer, a cerca de 25 milhas náuticas (por volta de 40 km) ao sul do porto de Galle. Cerca de uma hora depois as equipes de resgate chegaram ao local, mas já não conseguiram ver o navio.
— Encontramos pessoas flutuando na água, as resgatamos e, posteriormente, ao investigarmos, descobrimos que eram tripulantes de um navio iraniano — afirmou o porta-voz militar Budhika Sampath, acrescentando que o resgate foi autorizado para se fazer cumprir as obrigações internacionais do país sobre socorro naval.
O ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Vijitha Herath, prestou esclarecimentos sobre o caso perante o Parlamento do país. Ele afirmou que, segundo a documentação da embarcação, acredita-se que 180 tripulantes estavam a bordo. Ele se recusou a afirmar que o navio tinha sido afundado, ao ser questionado por um parlamentar de oposição.
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Ishara S Kodikara/AFP
Segundo o porta-voz da Marinha, as equipes envolvidas na operação avistaram manchas de óleo na água e botes salva-vidas flutuando. Além de 32 marinheiros socorridos a um hospital local, os militares afirmaram ter resgatado “alguns corpos” na operação de resgate.
Autoridades de Israel e dos EUA afirmaram como um dos objetivos da operação conjunta contra o Irã a destruição das capacidades navais do regime dos aiatolás. Washington anunciou na terça-feira que 17 embarcações militares de Teerã já teriam sido afundadas até o momento.
No mesmo pronunciamento em que se manifestou sobre o afundamento do navio iraniano no Índico, o secretário de Defesa dos EUA afirmou que Washington continuará a “caçar, desmantelar, desmoralizar, destruir e derrotar” as forças iranianas, prometendo que “mais e maiores ondas estão a caminho”. Ele chamou o ataque de “morte silenciosa” e o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo pelos EUA desde a Segunda Guerra Mundial.
— Assim como naquela guerra — disse Hegseth. —Estamos lutando para vencer. (Com AFP)

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