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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou na quinta-feira novos documentos do FBI sobre entrevistas com uma mulher que afirmou que o presidente Donald Trump a violentou após o criminoso sexual Jeffrey Epstein tê-la apresentado a ele.
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Segundo o Departamento de Justiça, esses documentos não haviam sido divulgados nas publicações anteriores de materiais relacionados ao financista falecido, ordenadas pelo Congresso dos Estados Unidos, porque haviam sido marcados por engano como “duplicados”.
Os democratas acompanham de perto a forma como a administração Trump está lidando com os arquivos de Epstein.
Os documentos divulgados na quinta-feira incluem descrições de vários interrogatórios conduzidos pelo FBI em 2019 com a mulher, que disse que tanto Epstein quanto Trump a agrediram sexualmente quando ela tinha entre 13 e 15 anos.
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Em uma das entrevistas, a mulher afirmou que Epstein a levou “a Nova York ou a Nova Jersey” e que a apresentou a Trump. Segundo relatou aos investigadores, ela mordeu Trump quando ele tentou forçá-la a fazer sexo oral nele.
Ela também afirmou que tanto ela quanto pessoas próximas receberam, durante anos, ligações ameaçadoras exigindo que mantivessem silêncio, algo que a mulher relacionou ao caso Epstein.
Trump negou qualquer conduta inadequada relacionada às acusações ligadas a Epstein, e o Departamento de Justiça já havia indicado anteriormente que alguns dos documentos divulgados “contêm acusações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump”.
Os democratas acusaram o governo Trump de encobrir detalhes da investigação sobre Epstein que poderiam prejudicar o líder republicano.
Na quarta-feira, um comitê da Câmara dos Representantes votou a favor de convocar a procuradora-geral Pam Bondi para responder a perguntas sobre como o Departamento de Justiça está administrando esses documentos.
O Equador declarou estado de emergência em sua principal refinaria de petróleo após um incêndio ocorrido no domingo que obrigou a paralisação completa das operações. A informação foi divulgada na quinta-feira pela estatal Petroecuador.
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O incêndio, que permaneceu ativo por quase duas horas durante a noite, não deixou mortos nem feridos, e as causas ainda estão sendo investigadas.
A declaração de emergência permitirá executar “as ações necessárias para mitigar os efeitos do incidente e restabelecer plenamente as operações”, afirmou a petrolífera em comunicado.
Na prática, a medida permite agilizar a contratação de serviços destinados à reparação dos danos causados pelo fogo.
Este é o segundo incêndio em um mês na Refinaria de Esmeraldas, localizada na província de mesmo nome, na fronteira com a Colômbia.
A expectativa é que as unidades afetadas voltem a operar entre meados de março e o início de maio, quando a refinaria deverá retomar plenamente suas atividades.
O país conta com outras duas refinarias, localizadas na cidade costeira de La Libertad, no sudoeste, e na localidade amazônica de Shushufindi, no nordeste.
Construída há mais de 40 anos, a Refinaria de Esmeraldas tem capacidade operacional de 110 mil barris por dia e é o maior centro de refino do país.
Em maio do ano passado, o Equador suspendeu as operações da Refinaria de Esmeraldas após o incêndio em um tanque de armazenamento de óleo combustível em suas instalações.
Grygory Gladysh, um aposentado e último ocupante de um prédio residencial da era soviética bombardeado no nordeste da Ucrânia, testemunhou o êxodo de sua família e de seus vizinhos de sua cidade natal industrial.
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O homem de 79 anos se abrigou enquanto as tropas russas cercavam sua cidade, Kharkiv, no nordeste do país, em 2022, bombardeando-a com artilharia logo no início da invasão. Ele permaneceu no local durante três invernos rigorosos, praticamente sozinho.
Quatro anos após o início da guerra, ele é o único morador de um imponente bloco de apartamentos no distrito norte da cidade, pontilhado por carcaças carbonizadas de prédios tornados inabitáveis pelos ataques russos.
Ele vive de rações alimentares, não tem aquecimento nem acesso a água corrente — e tampouco qualquer motivação para procurar refúgio em outro lugar.
“E para onde eu iria?”, disse à AFP de seu apartamento, cercado por potes e utensílios de cozinha.
Milhões de ucranianos foram deslocados internamente ou buscaram refúgio no exterior desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando a guerra mais sangrenta na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
A própria esposa e a filha de Gladysh fugiram de Kharkiv — a segunda maior cidade da Ucrânia, localizada perto da fronteira com a Rússia — e se mudaram para a Holanda quando a guerra começou.
Mas muitos nas áreas da linha de frente permanecem onde estão, particularmente moradores idosos que acreditam não ter meios para começar uma nova vida em outro lugar.
“Não sei o que levar daqui nem como transportar”, disse Gladysh.
Muitos de seus parentes da aldeia onde ele cresceu, no oeste da Ucrânia, já faleceram.
“Se eu fosse embora, teria que ir para a aldeia.”
‘Um pouco de tudo’
A vida em Saltivka, subúrbio ao norte de Kharkiv, era caótica e ensurdecedora quando as tropas russas cruzaram a fronteira com a Ucrânia.
“Eles chegaram em veículos blindados… E então a defesa começou”, disse Gladysh.
Por mais de dois meses, as forças ucranianas resistiram ao ataque russo a Kharkiv, posicionando-se no telhado do prédio — que acabou desabando durante os combates.
Segundo ele, as pessoas começaram a deixar o local após a batalha, que deixou muitos moradores sem eletricidade.
“O elevador parou de funcionar porque projéteis explodiram e atingiram o poço do elevador”, acrescentou. “Agora não há motores, nada.”
A vida desde que sua família e os vizinhos partiram tem sido solitária.
O antigo pintor agora depende das visitas de moradores da região para se sustentar.
“Nós nos cumprimentamos, nos abraçamos e conversamos.”
Às vezes eles trazem água para ele; em outras ocasiões, ele próprio precisa buscá-la com um balde. Ele também recebe rações de comida.
Um dia antes de falar com a AFP, recebeu macarrão, cereal, óleo de girassol e um pouco de leite condensado — “um pouco de tudo”.
‘O que há para fazer?’
Em um dia típico, ele vai para o quarto e fica olhando o celular. Disse que lê, mas evita assistir televisão.
“O que há para fazer? Na nossa idade, não há nada para fazer.”
Sua esposa, Natasha, tentou convencê-lo a se juntar a ela na Holanda, onde ela e a filha vivem como refugiadas, mas ele recusou.
“Você não conhece o idioma e vai ficar vagando por aí como uma ovelha, sem nunca aprendê-lo”, disse.
Gladysh cresceu em uma vila agrícola na região de Khmelnytsky, no oeste da Ucrânia, e se formou como motorista de trator.
Em vez disso, foi recrutado para o exército soviético e acabou em uma fábrica em Kharkiv, onde montava tanques. Mais tarde, conseguiu emprego como pintor de casas, trabalho que manteve até se aposentar, aos 60 anos.
Ele não sabe quando a guerra terminará nem o que acontecerá depois.
“Não há fim à vista. Veja o que está acontecendo. Ninguém disse nada inteligente ainda — nem a Rússia, nem a Ucrânia. Ninguém.”
Parece o enredo do filme Matrix, mas o que era ficção pode não estar tão distante da realidade. A hipótese voltou ao debate depois de um cientista afirmar ter identificado evidências físicas de que o universo funciona como uma espécie de simulação de computador. A tese, conhecida como “teoria da simulação”, sugere que a realidade seria resultado de um sistema computacional extremamente avançado, ideia que há anos mobiliza debates entre físicos, filósofos e entusiastas da tecnologia.
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O argumento do pesquisador Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth, Alemanhã, reside em uma “nova regra física” que ele chama de Segunda Lei da Infodinâmica. Para compreendê-la, ele a contrapõe à indiscutível segunda lei da termodinâmica, que afirma que a entropia, uma medida da desordem, em um sistema isolado sempre aumenta ou permanece constante, mas nunca diminui. É por isso que uma xícara de café quente deixada sobre uma mesa eventualmente atinge o equilíbrio térmico com o ambiente ao seu redor, maximizando sua entropia e perdendo energia. No entanto, ao estudar sistemas de informação, Vopson observou o comportamento oposto.
Desde o lançamento do filme Matrix em 1999, a teoria da simulação passou a ocupar o imaginário coletivo .
Reprodução / IMDB
Em um artigo publicado no The Conversation, o físico explica que a entropia da informação tende a permanecer constante ou diminuir ao longo do tempo, atingindo um valor mínimo no equilíbrio. Como detalhou em declarações ao portal EurekAlert!, ele e seu colega, o Dr. Serban Lepadatu, descobriram que essa dinâmica é diametralmente oposta à termodinâmica tradicional. Essa tendência à minimização da informação sugere um processo de otimização de dados, uma característica fundamental de sistemas computacionais complexos.
O pesquisador argumenta que um universo tão vasto e complexo quanto o nosso, se fosse uma simulação, exigiria otimização e compressão de dados integradas para reduzir a capacidade computacional e os requisitos de armazenamento necessários para executar o programa. “Isso é exatamente o que observamos ao nosso redor, incluindo dados digitais, sistemas biológicos, simetrias matemáticas e todo o universo”, afirmou o pesquisador na publicação mencionada.
Para testar essa hipótese, a equipe analisou genomas reais do SARS-CoV-2 (Covid-19). Ao observar as mutações do vírus, eles notaram que a entropia da informação genética diminuiu ao longo do tempo, desafiando a visão darwiniana convencional de que as mutações são eventos puramente aleatórios. De acordo com Vopson, isso indica um processo determinístico que impulsiona as mutações em direção a uma maior eficiência de dados, comportando-se como um código de “auto-otimização”.
Mutações nos genomas do SARS-CoV-2 foram uma parte da teoria
Divulgação / CONICET
Outro ponto fundamental de sua teoria é a prevalência da simetria na natureza, desde flocos de neve até estruturas biológicas. O estudo matemático de Vopson demonstra que estados de alta simetria correspondem à menor entropia da informação. Portanto, a natureza favorece a simetria não por acaso, mas porque é a maneira mais eficiente de armazenar informações dentro do sistema.
A teoria da simulação ganhou popularidade nos últimos anos ao ser debatida por acadêmicos e figuras do setor de tecnologia. Ainda assim, a hipótese permanece no campo especulativo e não há consenso científico sobre a possibilidade de comprovação empírica.
Por mais de um século, a comunidade científica suspeitou que tempestades pudessem gerar minúsculas descargas elétricas nas copas das árvores. Um estudo conduzido pela Universidade Estadual da Pensilvânia e publicado na revista “Geophysical Research Letters” conseguiu registrar as faíscas azuis espectrais, conhecidas como “coroas fantasmas”.
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O que parecia impossível: o grupo liderado pelo meteorologista Patrick McFarland conseguiu capturar essas anomalias elétricas em vários galhos de diferentes espécies na copa das árvores ao longo da costa leste dos Estados Unidos durante o verão de 2024.
Pela primeira vez, esta pesquisa documentou que tempestades podem tingir copas de árvores inteiras com um brilho azul cintilante, embora muito fraco para ser percebido pelo olho humano.
Os cientistas tinham conhecimento de sua existência, mas nunca haviam conseguido observar um diretamente no meio de uma tempestade.
— Essas coisas realmente acontecem; nós as vimos; agora sabemos que elas existem. Ter finalmente provas concretas disso (…) é o que eu acho mais empolgante — comentou McFarland.
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Embora durante muitos anos os meteorologistas tenham conseguido demonstrar, pelo menos em laboratório, como se formam as tempestades naturais, nunca tinham conseguido documentá-las em tempestades elétricas reais, uma vez que isso exigia uma abordagem diferente.
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Por isso, em uma Toyota Sienna de 2013, eles equiparam o veículo com uma estação meteorológica, um detector de campo elétrico, um telêmetro a laser e um periscópio montado no teto que direciona a luz para uma câmera ultravioleta.
Com esse equipamento, os pesquisadores conseguiram detectar as coroas solares em campo com base em suas emissões ultravioleta, devido à baixa luminosidade ambiente sob um céu tempestuoso, que ofusca a luz emitida pelo espectro visível.
— Tivemos que remover um dos bancos e instalar amortecedores de vibração para que os instrumentos não se movessem durante a condução. A parte mais engraçada foi cortar um buraco de 30 centímetros no teto com uma serra tico-tico. Isso arruinou completamente o valor de revenda, mas não importa — explicou McFarland.
Após preparar todo o equipamento, os pesquisadores estavam prontos para perseguir tempestades e sabiam que não seria fácil, mas garantiram que a câmera estivesse focada em três galhos de uma árvore de liquidâmbar em Pembroke, na Carolina do Norte.
— Ficamos sentados ali, olhando fixamente para aquele vídeo enquanto a tempestade assolava o local. Você fica procurando os sinais mais sutis em uma transmissão de vídeo que não mostra nada (…) É muito difícil saber em tempo real se você está vendo alguma coisa — disse McFarland.
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Embora não pudessem ver nada naquele momento, após analisarem o vídeo, encontraram 41 coronas nas pontas das folhas ao longo de um período de 90 minutos, visto que o sinal inicial era geralmente um aglomerado de radiação ultravioleta que acompanhava o movimento dos ramos com o vento.
Segundo os pesquisadores, esses brilhos duraram até três segundos e saltaram de uma folha para outra. Além disso, os halos resultantes comportaram-se de maneira semelhante em um pinheiro-de-folha-longa.
Isso pode significar que elas costumam surgir em abundância, irradiando de dezenas a centenas de folhas em cada copa de árvore durante uma tempestade, disse McFarland.
— Se você tivesse visão sobre-humana, acho que veria essa faixa de brilho no topo de cada árvore durante a tempestade. Provavelmente pareceria um espetáculo de luzes, como se milhares de vaga-lumes com flashes ultravioleta estivessem descendo sobre as copas das árvores — acrescentou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nessa quinta-feira que seria “uma perda de tempo” considerar o envio de tropas terrestres americanas ao Irã neste momento, informou a NBC News, rejeitando o alerta do ministro das Relações Exteriores iraniano de que tal medida seria um desastre.
“É uma perda de tempo. Eles perderam tudo. Perderam a Marinha. Perderam tudo o que podiam perder”, disse Trump em entrevista por telefone à emissora.
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O republicano acrescentou que a declaração do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, de que Teerã estava preparada para uma invasão terrestre americana ou israelense, foi um “comentário inútil”, já que Washington nem sequer considera essa possibilidade.
Trump também afirmou que gostaria de ver a estrutura de liderança do Irã desaparecer e que sua equipe quer “entrar e limpar tudo” rapidamente.
“Não queremos alguém que reconstrua tudo em 10 anos”, disse ele, acrescentando que já tem algumas ideias sobre quem poderia liderar o país, mas se recusou a nomear alguém.
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Anteriormente, Trump havia dito que provavelmente teria que “se envolver na escolha” do próximo líder do Irã, após o aiatolá Ali Khamenei ter sido morto nos ataques aéreos lançados pelos Estados Unidos e Israel no sábado.
Na sexta-feira, foram relatados intensos ataques em Teerã, depois que Israel afirmou estar visando a “infraestrutura do regime” em uma “nova fase” da guerra.
O governo de Cuba reportou a morte de um dos feridos na suposta infiltração armada de uma embarcação com matrícula do estado americano da Flórida na semana passada, e ressaltou que a investigação avançava com uma cooperação entre Havana e Washington.
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Os feridos, acusados pelo Ministério Público de Cuba de terrorismo, faziam parte de um grupo de 10 indivíduos armados interceptados em 25 de fevereiro em águas territoriais cubanas. No confronto com a guarda costeira de Cuba, quatro tripulantes da embarcação morreram e os demais ficaram feridos.
“No caso de Roberto Álvarez Ávila, ele morreu ontem, em consequência dos ferimentos”, o que aumenta para cinco o número de mortos no incidente, destacou o Ministério do Interior, em nota divulgada pela TV nacional.
Havana afirmou que obteve “novos elementos”, que apontam para a participação de “outras pessoas radicadas nos Estados Unidos”.
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Segundo a nota, autoridades cubanas mantêm uma comunicação com seus pares americanos. “No último dia 2, autoridades dos Estados Unidos manifestaram por via diplomática sua disposição de cooperar plenamente com a investigação”, indicou a fonte. A cooperação “poderia incluir uma troca informativa de evidências e outras ações conjuntas”.
A bordo da embarcação de matrícula americana havia armas de vários calibres e quase 13 mil munições, segundo autoridades. De acordo com Havana, o incidente ocorreu quando uma fragata da guarda costeira se aproximou do barco para solicitar a sua identificação e os tripulantes responderam abrindo fogo.
Infiltrações de comandos armados procedentes do sul do estado da Flórida para realizar atentados em Cuba foram frequentes após a vitória da Revolução Cubana, em 1959.
Os Estados Unidos empregaram pela primeira vez em combate um drone de ataque de baixo custo e uso único, em modelo que combina autonomia, capacidade de coordenação em grupo e lançamento por diferentes plataformas. Batizado de LUCAS (sigla para Low-Cost Uncrewed Combat Attack System), o equipamento é inspirado no drone iraniano Shahed-136 e foi desenvolvido para realizar ataques únicos, sem retorno à base.
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Segundo comunicado do exército dos Estados Unidos a tecnologia foi utilizada na ofensiva em curso contra o Irã. Em publicação nas redes sociais, o comando informou que esta é a primeira vez que drones de ataque de uso único são empregados pelos EUA em combate.
Drone é guiado de forma autônoma
Divulgação / Exército dos EUA
Fabricado pela empresa americana SpektreWorks e lançado pelo Pentágono no ano passado, o LUCAS custa cerca de US$ 35 mil (aproximadamente R$ 184 mil) por unidade: valor muito inferior ao de armamentos tradicionais, como mísseis de cruzeiro ou aeronaves não tripuladas mais complexas. Cada aparelho carrega 18 quilos de explosivos e funciona como uma bomba guiada de alta precisão.
Os drones têm coordenação autônoma, o que permite a adoção de táticas de “enxame”. Várias unidades podem voar juntas e se reagrupar caso parte delas seja atingida, ampliando a capacidade ofensiva e dificultando a interceptação por sistemas de defesa.
Tecnologia adota tática de ‘enxame’
Divulgação / Exército dos EUA
O LUCAS pode ser lançado por catapultas, plataformas móveis instaladas em veículos ou sistemas de decolagem assistida por foguete, o que amplia seu uso em diferentes cenários de combate. O modelo é baseado no conceito dos chamados “drones suicidas”, utilizados pelo regime iraniano. Eles são disparados em direção a uma área específica, permanecem sobrevoando o local até identificar um alvo e, então, mergulham para o ataque final.
Apesar de um longo período sendo tratado como pária pelo Ocidente e isolado pelas sanções estadunidenses, o governo islâmico revolucionário do Irã manteve relações diplomáticas, comerciais e militares com diversos países. Com Índia e Turquia, as aproximações são por questões de comércio e segurança. A China segue de olho no petróleo a baixo custo. Coreia do Norte, Venezuela e Rússia consideraram o país um aliado nos embates com o Ocidente e conspiraram para desenvolver juntos tecnologia militar e driblar sanções. Agora que o Irã está sob ataque dos Estados Unidos e de Israel, os vizinhos e parceiros tem pouco mais do que palavras para oferecer à República Islâmica. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Com a guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irã prestes a completar uma semana, um elemento secundário no conflito começa a ganhar ares de protagonista. Relatos na imprensa apontam que a Casa Branca conversa com grupos curdos iranianos, e pode fornecer armas e equipamentos para que ajudem a fomentar um levante contra Teerã. Mas embora algumas facções celebrem o que veem como “oportunidade única”, outras são mais cautelosas, e lembram das vezez em que foram deixadas à própria sorte pelos Estados Unidos.
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De acordo com a rede CNN, a principal agência de inteligência dos EUA, a CIA, está à frente da iniciativa para armar os curdos, baseados principalmente no Curdistão iraquiano, uma região autônoma na divisa com o Irã. Os contatos foram iniciados meses antes da guerra, e o plano era viabilizar uma ofensiva terrestre, causando estragos às forças de segurança e, no melhor cenário, servir como fagulha para um levante contra o regime. Outra possibilidade é a criação de uma zona tampão no Norte do Irã, que poderia servir como ponto de operações para tropas americanas e israelenses.
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Estima-se que haja milhares de combatentes de milícias curdas iranianas na área.
— Embora a guerra em curso tenha pouco a ver com a nossa luta habitual, surgiu uma situação que pode oferecer uma oportunidade para as forças curdas agirem neste contexto para atingirem os seus objetivos — afirmou Kamal Karimi, representante do Partido Democrático do Curdistão Iraniano, o principal grupo curdo iraniano, ao Wall Street Journal.
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Integrantes de outras milícias curdas, como o Partido da Liberdade do Curdistão, dizem que uma ofensiva pode começar “nos próximos dias”, e forças em Sulaymaniyah, cidade a menos de 100 km da divisa com o Irã, estão em estado de prontidão. Oficialmente, o governo de Donald Trump nega a existência do plano, mas o presidente americano conversou com lideranças curdas e atacou com intensidade postos e bases de fronteira, controlados pela Guarda Revolucionária. Nesta quinta-feira, ele afirmou que “seria totalmente a favor” de uma incursão armada.
— Não há dúvida de que o povo curdo se opõe de forma esmagadora ao regime da República Islâmica do Irã — disse um integrante do governo regional do Curdistão à rede CNN. — Eles o consideram opressor e desestabilizador, e acolheriam com satisfação um apoio significativo dos EUA destinado a pôr fim à sua influência maligna.
Mazlum Haftan, comandante da milícia iraniana Partido da Vida Livre do Curdistão
Shwan MOHAMMED / AFP
Os curdos do Irã correspondem a 10% da população, e ao contrário de outras minorias locais, como os azeris e os mazandaranis, têm um senso de identidade que se sobrepõe à nacionalidade iraniana, algo visto como ameaça pelas lideranças em Teerã. Eles foram perseguidos ao longo do período imperial, e pouco depois da Revolução Islâmica, em 1979, uma tentativa de levante foi reprimida com extrema violência, deixando 10 mil mortos.
Mas o crescente enfraquecimento do regime, resultado de anos de sanções, administrações falhas e do isolamento internacional, começou a dar aos curdos, mais organizados que qualquer outro grupo interno de oposição, espaços para agir. Em 2022, durante os protestos após a morte da jovem Mahsa Amini (que era curda), eles se juntaram aos manifestantes e tomaram brevemente o controle da cidade de Oshnavieh. A resposta veio na forma de prisões, execuções e bombardeios contra posições das milícias.
— Não se trata apenas do véu — disse Hana Yazdanpana, porta-voz do Partido da Liberdade do Curdistão, citando a principal causa dos protestos daquele ano. — Os curdos querem liberdade.
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Dias antes de EUA e Israel despejarem toneladas de bombas sobre o Irã, seis grupos curdos de oposição formaram uma inédita coalizão, pregando “a luta para derrubar a República Islâmica do Irã; a realização do direito do povo curdo à autodeterminação; e o estabelecimento de uma instituição nacional e democrática baseada na vontade política da nação curda”. Como afirmam os curdos baseados em outros países — Iraque, Turquia e Síria —, têm como meta principal a formação do Estado independente do Curdistão.
— Alinhar e unir seus grupos é a primeira jogada no manual — disse um ex-oficial de defesa dos EUA com experiência em operações clandestinas ao jornal Guardian.
Apesar do apoio não oficial dos americanos, uma incursão bem sucedida não é uma tarefa simples. A maior parte dos combatentes está baseada no Iraque, e as autoridades do Curdistão não parecem dispostas a entrar na guerra.
Na quarta-feira, o governador local, Nechirvan Barzani, conversou com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, e relatou que “não tomará parte de conflitos” contra Teerã. Há três anos, Irã e Iraque assinaram um acordo de segurança que previa o desarmamento de grupos de oposição em território iraquiano, e existe o temor de uma retaliação. O Irã já atacou bases americanas em Erbil, causando estragos em áreas civis, e o apoio direto ou indireto à oposição tornaria a região inteira um alvo.
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O conselheiro de segurança nacional do Iraque, Qasim al-Araji, disse que não permitirá que grupos “cruzem a fronteira iraniana para realizar atos terroristas a partir de seu território”, e que as autoridades locais enviaram reforços à área. Por outro lado, Trump também conversou com várias lideranças curdas iraquianas — pelo plano da CIA, as autoridades locais precisam abrir caminho para as milícias rumarem em direção ao Irã.
— Eles estão sob enorme pressão de uma ampla gama de forças, incluindo milícias iraquianas (pró-Irã). Eles tentarão se manter o mais fora possível do conflito, mas isso provavelmente se provará impossível — disse à rede al-Jazeera Winthrop Rodgers, pesquisador associado do centro de estudos britânico Chatham House.
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Os iranianos também estão preparados. Desde a guerra de 12 dias com Israel, em junho do ano passado, os ataques contra milícias curdas se intensificaram no Irã e no vizinho Iraque. Como relatou a TV iraquiana al-Hurra, a Guarda Revolucionária reforçou a presença de tropas e armamentos perto da fronteira. Nesta quinta-feira uma base das milícias curdas iranianas perto de Erbil, no Iraque, foi bombardeada.
— A Guarda Revolucionária Iraniana não deixou um único trecho da fronteira com o Iraque sem mobilizar unidades pesadas, plataformas de lançamento de mísseis balísticos e sistemas de radar em preparação para a guerra — disse Shirwan Jami, um líder militar do Partido da Liberdade do Curdistão, na oposição ao Irã, à TV al-Hurra.
Homem observa destroços do que era a sede do Partido Democrático do Curdistão do Irã em Koye, no Iraque, após ataque iraniano
Safin HAMID / AFP
A parceria entre os EUA e os curdos não é nova, e embora soe atraente para a oposição a Teerã, muitos veem com desconfiança suas intenções. Em 1991, depois do fim da primeira Guerra do Golfo, na qual os curdos estavam ao lado das forças americanas, um levante, encorajado pelos EUA, foi duramente reprimido pelo regime de Saddam Hussein, e Washington apenas assistiu à distância. Segundo estimativas, 20 mil curdos morreram.
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Na Guerra da Síria, milícias curdas atuaram na linha de frente contra o grupo terrorista Estado Islâmico, com apoio dos Estados Unidos, mas após a queda de Bashar al-Assad e a instalação de um novo governo, os americanos, já sob Donald Trump, encerraram abruptamente a parceria, enterrando os planos de uma região autônoma. No Irã, não há garantias de que Trump não os abandonará mais uma vez.
— Existe a preocupação de que, se uma revolta não tiver sucesso e os EUA se retirarem, isso reforçará a narrativa de abandono dos curdos — afirmou à CNN Jim Mattis, ex-secretário de Defesa no primeiro mandato de Trump.

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