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O número de mortos no Irã desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel já chega a pelo menos 787 pessoas, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho iraniana, enquanto novas imagens de satélite divulgadas nesta semana mostram a extensão da destruição em áreas urbanas do país. Os registros, publicados pela empresa de monitoramento Vantor, revelam prédios destruídos e infraestrutura danificada em diferentes pontos de Teerã após sucessivas ondas de bombardeios.
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Os ataques atingiram diversos bairros residenciais da capital iraniana durante a noite, provocando grandes explosões relatadas por moradores ao The New York Times. De acordo com a televisão estatal iraniana, uma clínica médica, um posto de gasolina, um estacionamento e dois edifícios residenciais foram destruídos. A ofensiva também teria atingido uma área próxima ao palácio presidencial e ao Conselho de Segurança Nacional.
A escalada ocorre dias após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque aéreo. Desde então, a sucessão no comando do país se tornou um dos temas centrais do conflito, com o nome de seu filho, Mojtaba Khamenei, apontado como principal candidato.
Escalada militar na região
Enquanto os bombardeios continuavam no Irã, as Forças Armadas de Israel afirmaram ter atacado posições do Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute na madrugada desta sexta-feira. A ofensiva atingiu Dahiya, um reduto do grupo apoiado por Teerã, onde pelo menos três prédios desabaram, provocando o deslocamento de milhares de moradores.
No Líbano, ao menos 123 pessoas morreram desde o início da nova fase do conflito, segundo o Ministério da Saúde do país. Moradores deslocados passaram a noite em rotatórias, estacionamentos ou dentro de carros no centro da capital libanesa após fugirem dos bombardeios.
Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã lançou uma nova onda de drones e mísseis contra alvos em Tel Aviv, segundo comunicado divulgado pela agência estatal IRNA. Sirenes de alerta aéreo foram acionadas na cidade, e os militares israelenses disseram ter detectado lançamentos de mísseis vindos do território iraniano.
Autoridades americanas afirmam, no entanto, que a campanha militar vem reduzindo significativamente a capacidade de retaliação de Teerã. O chefe do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper, declarou que os ataques com mísseis balísticos iranianos caíram cerca de 90% desde o último sábado, enquanto os lançamentos de drones diminuíram 83%.
Mesmo assim, autoridades iranianas alertam que o conflito pode se prolongar. Em publicação nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, afirmou que a guerra pode se transformar em um “atoleiro para quem decidir levá-la adiante”.
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Promotores federais dos Estados Unidos acusaram uma ex-executiva da ExThera, fabricante californiana de dispositivos médicos, de ocultar do governo as mortes de dois pacientes com câncer que foram tratados com o filtro sanguíneo da empresa. A Dra. Sanja Ilic, ex-diretora de assuntos regulatórios da empresa, concordou em se declarar culpada e pode enfrentar até três anos de prisão, informou o Departamento de Justiça nesta quinta-feira.
Os promotores também firmaram um acordo de acusação diferida com a empresa, no qual a ExThera admitiu ter fraudado e enganado a Food and Drug Administration (FDA) ao deixar de relatar as mortes.
A empresa concordou em pagar uma multa criminal de 750 mil dólares, que será destinada às famílias das vítimas, além de abrir mão de 5,7 milhões de dólares.
Tratamento experimental e mortes
Os dois pacientes, David Hudlow, de Panama City, na Flórida, e Kyle Chupp, de Orillia, em Ontário, morreram com um dia de diferença, em abril de 2024, pouco depois de voltarem para casa após terem seu sangue filtrado na ilha caribenha de Antigua.
Hudlow, de 55 anos, e Chupp, de 39, estavam entre cerca de duas dezenas de pacientes com câncer em estágio avançado que a ExThera atraiu para Antigua com promessas de que seu filtro sanguíneo — que a FDA havia aprovado condicionalmente apenas para o tratamento da Covid-19 — poderia curá-los, segundo reportou o New York Times no ano passado. Os pacientes pagavam 45 mil dólares por sessão de tratamento.
A operação em Antigua foi idealizada por Alan Quasha, um bilionário americano que viu potencial no filtro sanguíneo da ExThera como tratamento para câncer e longevidade. A Quadrant Management, empresa de private equity da família de Quasha, investiu na ExThera e criou uma distribuidora no Caribe que comprou 10 milhões de dólares em dispositivos de filtragem da companhia. Outra subsidiária da Quadrant contratou uma clínica de saúde em Antigua para administrar os tratamentos.
Ilic e um membro do conselho da ExThera próximo a Quasha, chamado John Preston, promoveram o filtro sanguíneo a pacientes com câncer nos Estados Unidos e no Canadá como uma descoberta milagrosa, informou o New York Times. Nem Quasha nem Preston foram acusados, e ambos negaram qualquer irregularidade.
A investigação, conduzida pela força-tarefa da Nova Inglaterra da Unidade de Fraudes em Saúde do Departamento de Justiça, continua em andamento, segundo duas pessoas familiarizadas com o caso.
A ExThera, que chegou a ter cerca de 50 funcionários, vem buscando novos investimentos e está próxima de pedir recuperação judicial sob o Capítulo 11, de acordo com documentos de apresentação a investidores obtidos pelo New York Times.
A Bolívia retomou a erradicação de plantações ilegais de coca após quase um ano de paralisação. A operação foi relançada em uma cerimônia na cidade de Chimoré, no Trópico de Cochabamba, nesta quinta-feira (5), onde militares iniciaram a destruição manual de novos cultivos, utilizando pás, picaretas e facões sob forte calor, segundo constatou a AFP.
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A retomada ocorre em meio a um aumento das áreas cultivadas. De acordo com o United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC), a área plantada pode ter chegado a 40 mil hectares em 2025 — cerca de 10% a mais do que no ano anterior e acima do limite legal de 22 mil hectares estabelecido pela legislação boliviana em 2017.
Operação em bastião político de Evo Morales
As ações começaram justamente na região considerada bastião político do ex-presidente Evo Morales, líder histórico dos sindicatos de produtores de coca. O relançamento da política antidrogas ocorre após as tensões entre Morales e o ex-presidente Luis Arce terem paralisado a erradicação ao longo de 2025.
Durante o ato em Chimoré, o ministro do Interior, Marco Antonio Oviedo, afirmou que o governo pretende combater o narcotráfico sem recorrer à violência. “Não viemos impor nada nem gerar conflito”, disse o ministro, acrescentando que o Estado não recuará “nem um milímetro diante dos narcotraficantes”.
A presença de autoridades e militares provocou desconfiança entre dirigentes cocaleros, que organizaram vigílias nas estradas e montaram pontos de observação improvisados para acompanhar as operações. Alguns produtores afirmaram temer que a cooperação com os Estados Unidos resulte em acusações de narcotráfico contra lideranças locais.
Paralelamente, o governo do presidente Rodrigo Paz, que assumiu o cargo em novembro após duas décadas de governos de orientação socialista, negocia um acordo para o retorno da Drug Enforcement Administration (DEA). A agência antidrogas americana foi expulsa do país em 2008, durante o governo de Morales, e atualmente mantém apenas intercâmbio de informações com autoridades bolivianas enquanto um novo tratado de cooperação é discutido.
Entre produtores de coca da região, a possível presença da agência americana gera preocupação. Líderes locais afirmam que não aceitariam bases militares estrangeiras e temem que a cooperação leve à extradição de dirigentes ou a intervenções externas no país.
A Bolívia é atualmente o terceiro maior produtor mundial de folha de coca, atrás de Colômbia e Peru. Embora parte da produção seja destinada a usos tradicionais — como mastigação e infusões —, organismos internacionais estimam que grande parcela da coca cultivada na região de Chapare acaba sendo desviada para a produção de cocaína, mantendo o país no centro do debate regional sobre o combate ao narcotráfico.
A Europol, agência da União Europeia responsável pela cooperação policial entre os países do bloco, afirmou que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território europeu é atualmente considerado elevado. Segundo a instituição, a guerra no Oriente Médio pode intensificar processos de radicalização, além de aumentar o risco de ciberataques e campanhas de desinformação no continente.
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De acordo com a CNN Portugal, em resposta enviada à agência portuguesa Lusa, uma porta-voz da Europol afirmou que o conflito na região já provoca reflexos diretos no cenário de segurança da União Europeia.
— A guerra no Oriente Médio tem repercussões imediatas no crime grave e organizado e no terrorismo na União Europeia — disse a representante da agência.
De acordo com a Europol, o atual nível de ameaça pode se manifestar por meio da radicalização de indivíduos isolados ou de pequenas células autônomas.
— O nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado. Isso pode ocorrer por meio da radicalização interna de indivíduos ou pequenos grupos auto-organizados — afirmou.
A agência também alertou que a disseminação rápida de conteúdos polarizadores nas redes sociais pode acelerar esses processos de radicalização, especialmente entre membros de diásporas que vivem em países europeus.
Outro ponto de preocupação é a possível atuação de grupos aliados do Irã no continente. A Europol citou o chamado “Eixo da Resistência”, que inclui organizações como Hezbollah, Hamas e os rebeldes Huthis, além de redes criminosas que atuariam sob orientação de instituições de segurança iranianas.
Segundo a agência, essas estruturas podem estar envolvidas em ações desestabilizadoras no território europeu.
— Suas operações podem incluir ataques terroristas, campanhas de intimidação, financiamento do terrorismo, além de ciberataques, desinformação e fraudes online — afirmou a Europol.
Além do terrorismo, a agência também destacou o risco crescente de ataques cibernéticos contra infraestruturas e empresas ocidentais caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.
Segundo o alerta, grupos criminosos e organizações terroristas podem aproveitar o aumento do fluxo de informações para promover fraudes e disseminar desinformação utilizando ferramentas de inteligência artificial. Entre os possíveis alvos estão instalações diplomáticas, infraestruturas públicas e locais considerados vulneráveis.
Apesar das preocupações, a Europol afirmou que, até o momento, não há indícios de aumento no tráfico de migrantes relacionado diretamente ao conflito.
A situação foi discutida também por autoridades europeias. Em entrevista coletiva em Bruxelas nesta semana, o comissário europeu para Assuntos Internos, Magnus Brunner, afirmou que a prioridade da Comissão Europeia é garantir a segurança dos cidadãos do bloco.
Segundo ele, a União Europeia tem reforçado os controles de segurança nas fronteiras e ampliado o uso do Sistema de Informação Schengen, banco de dados compartilhado que permite aos países emitir alertas relacionados a suspeitos de terrorismo.
Brunner também destacou a implementação gradual do novo sistema europeu de entrada e saída de viajantes, que começou a ser aplicado em outubro e deve estar totalmente operacional em abril.
— Esse sistema já permitiu a detenção de cerca de 500 pessoas consideradas uma ameaça à União Europeia. Estamos no caminho certo, mas manter a vigilância é fundamental — afirmou.
O alerta da Europol ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram um ataque militar contra o Irã que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
Um homem de 22 anos foi acusado de assassinar três mulheres em ataques aparentemente aleatórios no estado de Utah, nos Estados Unidos. De acordo com promotores do Condado de Wayne, Ivan Miller teria cometido os crimes na tarde desta quarta-feira (4) nas proximidades do Parque Nacional Capitol Reef, a cerca de três horas ao sul de Salt Lake City.
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Segundo a acusação, Miller, que é de Blakesburg, no estado de Iowa, não tinha qualquer ligação com as vítimas nem com a região. Após ser detido, ele confessou os assassinatos e afirmou às autoridades que as mortes “tinham que ser feitas”, embora tenha dito que não gostava de cometer os crimes.
Crimes ocorreram em sequência
De acordo com os documentos do processo, a primeira vítima foi uma mulher de 80 anos que estava assistindo televisão em sua casa, na cidade de Lyman. Miller teria entrado na residência e atirado na nuca da idosa para roubar seu carro, um Buick. Após o crime, ele afirmou ter tentado limpar a cena e arrastado o corpo para o porão antes de fugir com o veículo.
Mais tarde, segundo os promotores, o suspeito abandonou o Buick por não gostar do carro e seguiu em busca de outro. Em uma trilha conhecida como Cockscomb, ele teria abordado duas mulheres que faziam caminhada e que, segundo as autoridades, eram amigas e tinham entre 30 e 60 anos.
De acordo com a investigação, Miller se aproximou das duas e atirou na mais jovem, atingindo-a no peito. Em seguida, disparou duas vezes contra a companheira mais velha. Como ela ainda se movia, ele a esfaqueou várias vezes na região do coração antes de roubar o carro delas, um Subaru branco.
Após os ataques, os corpos das duas vítimas teriam sido arrastados para uma vala. Segundo os documentos judiciais, Miller também levou os cartões de crédito das mulheres e usou um deles para comprar gasolina, alegando que pretendia retornar para Iowa.
Os maridos das excursionistas acionaram a polícia após elas não voltarem para casa. Durante as buscas, investigadores localizaram o Buick abandonado nas proximidades, o que ajudou a identificar a vítima idosa e levou os agentes até sua residência em Lyman, que foi isolada para coleta de provas.
Miller foi preso na madrugada de quinta-feira perto de Pagosa Springs, no estado do Colorado. Segundo a Patrulha Rodoviária de Utah, o suspeito estava armado com uma faca e uma pistola calibre .45. Ele responde por três acusações de homicídio qualificado e deve comparecer pela primeira vez à Justiça nesta sexta-feira no Condado de Archuleta, antes de uma possível extradição para Utah.
O acusado também já enfrentava um processo em Iowa por furto, roubo, posse de maconha e porte ilegal de arma. O caso teve origem em um incidente ocorrido em dezembro, quando Miller foi encontrado por um guarda florestal dentro de uma cabana no Parque Estadual do Lago Wapello, após ter arrombado o local para se abrigar do frio. Na ocasião, ele portava um rifle e um revólver totalmente carregados, segundo registros do caso.
Um homem de 39 anos foi acusado de homicídio qualificado após a morte da esposa, uma mulher paraplégica, em um incêndio ocorrido em Birmingham, no estado do Alabama, nos Estados Unidos. Segundo promotores, Justin Martez Seals teria provocado deliberadamente o fogo na estrutura onde a vítima vivia.
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Mekayla Rembert, de 32 anos, foi encontrada morta dentro da garagem onde morava, separada da casa principal do terreno, na noite de 23 de dezembro de 2025. De acordo com as autoridades, equipes de emergência a declararam morta no local por volta das 21h.
Seals foi preso no dia seguinte e compareceu à Justiça na quarta-feira para uma audiência preliminar. Durante a sessão, o promotor adjunto do condado de Jefferson, Nick Taggart, afirmou que o suspeito incendiou a estrutura intencionalmente. Segundo ele, o réu apresentava marcas de queimaduras e tinha conflitos frequentes com a esposa. “Este réu causou a morte dela e deve ser responsabilizado”, declarou, de acordo com o site AL.com.
Investigação aponta possível incêndio criminoso
De acordo com a promotoria, Seals teria utilizado gasolina ou outro acelerador para iniciar o incêndio enquanto Rembert, que utilizava cadeira de rodas, estava no quarto. Inicialmente, o suspeito disse à polícia que estava em uma loja da região quando o fogo começou e que só percebeu o incêndio ao retornar para casa.
Funcionários do estabelecimento, no entanto, relataram aos investigadores que o homem mencionou fogo e gasolina durante sua passagem pelo local e chegou a afirmar: “Minha garota está morta”. A filha do casal também contou à polícia que os pais discutiam com frequência e que o pai não gostava da mãe.
O detetive de homicídios de Birmingham, Ronald Davenport, afirmou que bombeiros identificaram sinais de incêndio criminoso, incluindo marcas de queimadura concentradas na área do quarto e próximas à porta de entrada da garagem. Um vizinho também relatou ter visto Seals gritando e dizendo que “seu bebê estava preso na garagem”.
Segundo o investigador, o suspeito não estava no local quando bombeiros e policiais chegaram. No dia seguinte, ele compareceu voluntariamente ao Departamento de Polícia de Birmingham para prestar depoimento, após as autoridades entrarem em contato com seu pai.
Em sua versão, Seals afirmou que voltava de bicicleta de uma loja de conveniência quando notou o incêndio e correu em direção à garagem em chamas. Ele também disse que deixou o local porque acreditava ter mandados de prisão em aberto e temia ser detido.
A defesa contestou as acusações. A defensora pública do condado de Jefferson, Lauren Presley, afirmou em tribunal que nenhuma testemunha viu o réu antes do início do fogo ou ateando chamas na residência. Segundo ela, depoimentos indicam que o homem tentava entrar no imóvel para salvar a esposa e estava desesperado.
A morte de Rembert foi classificada como homicídio pelo vice-chefe do Instituto Médico Legal, Bill Yates. Após a audiência, o juiz distrital do condado de Jefferson, William Bell, decidiu encaminhar o caso a um júri popular, que irá avaliar a possibilidade de formalizar a acusação.
Rembert deixa filhos. Em declarações ao AL.com, a irmã da vítima, Amber Hollis, disse que ela era dedicada à família e muito querida por quem a conhecia. “Ela era uma pessoa muito doce, que vivia a vida ao máximo”, afirmou. Horas após a morte, Hollis publicou nas redes sociais uma homenagem emocionada à irmã. Uma cerimônia em memória de Rembert foi realizada em 9 de janeiro na funerária WE Lusain.
Uma mãe do estado de Nevada entrou na Justiça contra o Distrito Escolar do Condado de Clark e uma funcionária da rede pública após a morte do filho de oito anos, que se engasgou com um pedaço de abacaxi durante o almoço na escola. A ação civil foi protocolada nesta terça-feira no Tribunal Distrital dos EUA e aponta negligência no atendimento à criança.
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Segundo o processo, Amanda Corbala responsabiliza o distrito escolar e a auxiliar de educação especial Teresa Holve pela morte de seu filho, Cruzito Ruiz. O menino frequentava um programa de ensino especial na Bass Elementary School, na região sul de Las Vegas.
De acordo com a denúncia, Ruiz sofreu um traumatismo craniano aos três anos que lhe causou deficiências físicas e cognitivas. No dia 25 de fevereiro de 2025, ele estava no refeitório da escola quando começou a se engasgar com um pedaço de abacaxi.
Sinais de sufocamento
O processo afirma que o menino tentou pedir ajuda a Holve por meio de gestos, levando as mãos à boca e às costas enquanto apresentava sinais claros de sofrimento, como bochechas inchadas. Uma colega também teria alertado a funcionária de que ele não estava bem.
Mesmo assim, segundo a ação, a auxiliar orientou o garoto a ir ao banheiro. Imagens de câmeras de segurança anexadas ao processo mostram Ruiz apontando para a boca e tentando chamar atenção antes de sair do refeitório segurando o peito.
A denúncia sustenta que, embora tivesse treinamento em reanimação cardiopulmonar (RCP), Holve não identificou o quadro de sufocamento nem tentou realizar manobras de emergência.
Demora no socorro
Após chegar sozinho ao banheiro, o menino desmaiou e ficou com a pele azulada, segundo o processo. A ação afirma que cerca de cinco minutos se passaram entre o momento em que ele deixou o refeitório e o instante em que outros funcionários foram alertados por alunos de que a criança precisava de ajuda.
Funcionários tentaram usar um desfibrilador externo automático (DEA), mas o equipamento indicou que o choque não era recomendado, pois o menino já apresentava batimentos cardíacos irregulares decorrentes de hipóxia prolongada — condição causada pela falta de oxigênio no organismo.
Os serviços de emergência foram acionados, e paramédicos chegaram cerca de 15 minutos após o momento em que Ruiz deixou o refeitório. Segundo a denúncia, os socorristas removeram o pedaço de abacaxi que obstruía as vias aéreas da criança.
Lesão cerebral irreversível
Ruiz foi levado ao St. Rose Sienna Hospital, onde foi diagnosticado com lesão cerebral anóxica, que ocorre quando o cérebro fica completamente privado de oxigênio. Nesse tipo de quadro, células cerebrais começam a morrer após cerca de quatro minutos.
O menino nunca recuperou a consciência. Ele foi declarado com morte cerebral e morreu cinco dias depois, em 2 de março de 2025.
Versões divergentes
O processo também afirma que Holve apresentou relatos diferentes ao ser questionada sobre o ocorrido. Em um documento entregue no dia do incidente, ela disse não se lembrar de ter autorizado alunos a irem ao banheiro e afirmou não ter percebido sinais de sofrimento.
No dia seguinte, porém, teria relatado que o menino parecia não se sentir bem e apresentava bochechas inchadas, motivo pelo qual acreditou que ele precisava cuspir algum líquido.
A ação acusa o distrito escolar de colocar a criança “em uma situação de perigo real e específico” e de falhar no treinamento da funcionária para lidar com emergências médicas. Também sustenta que Holve agiu com “indiferença deliberada a um risco conhecido”.
Segundo o documento judicial, ao orientar o menino a se isolar no banheiro, a funcionária teria limitado o acesso dele à supervisão de adultos e à intervenção imediata, como manobras de desengasgo ou reanimação.
“Se Cruzito tivesse permanecido no refeitório supervisionado, com assistência imediata de adultos, sua probabilidade de sobrevivência e recuperação significativa teria sido substancialmente maior”, afirma a ação.
As Forças Armadas do Equador anunciaram a apreensão de um “narco-submarino” de 35 metros de comprimento escondido em um manguezal dentro da reserva natural de Cayapas-Mataje, no norte do país, próximo à fronteira com a Colômbia. Segundo o Ministério da Defesa equatoriano, a embarcação semissubmersível estava preparada para uma “longa viagem de contrabando de drogas”.
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De acordo com a rede britânica BBC, no interior do equipamento, os militares encontraram cerca de 22.700 litros de combustível, volume considerado suficiente para percorrer grandes distâncias no oceano. Esse tipo de embarcação costuma ser usado por organizações criminosas para transportar grandes carregamentos de cocaína rumo aos Estados Unidos, Europa e, em alguns casos, até à Austrália.
A descoberta ocorre poucos dias depois de o presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciar uma “nova fase” na guerra do governo contra os cartéis de drogas, em meio ao aumento da violência ligada ao narcotráfico no país.
Durante a operação na reserva ambiental, os militares também localizaram um acampamento próximo ao local onde o submarino estava escondido. De acordo com as autoridades, o espaço funcionava como um centro logístico utilizado por criminosos para preparar embarcações destinadas ao transporte ilegal de drogas.
Além do semissubmersível, as forças de segurança apreenderam seis lanchas rápidas, sete motores de popa e dezenas de barris de combustível. Segundo o Ministério da Defesa, os militares chegaram a ser alvo de disparos de indivíduos armados durante a ação.
O governo não informou se houve prisões nem se drogas foram encontradas durante a operação.
A polícia britânica prendeu quatro homens suspeitos de colaborar com o serviço de inteligência do Irã em uma operação realizada na madrugada desta sexta-feira em Londres e arredores. Segundo autoridades, o grupo estaria envolvido em atividades de vigilância contra locais e pessoas ligadas à comunidade judaica.
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De acordo com o tabloide britânico The Sun, as detenções ocorreram pouco depois da 1h (horário local) em endereços nas regiões de Barnet e Watford, no norte da capital britânica, como parte de uma ação previamente planejada conduzida por detetives da divisão antiterrorismo da Polícia Metropolitana.
Entre os presos estão um homem iraniano e três indivíduos com dupla nacionalidade britânica e iraniana. Dois deles, de 40 e 55 anos, foram detidos em imóveis na área de Barnet. Outro suspeito, de 52 anos, foi preso em um endereço em Watford. Já o quarto detido, de 22 anos, foi algemado em uma casa no bairro de Harrow.
De acordo com a polícia, os homens são investigados por suspeita de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro, o que pode configurar crime previsto no artigo 3º da Lei de Segurança Nacional de 2023, legislação criada pelo Reino Unido para combater espionagem e interferência estrangeira.
Os investigadores afirmam que a apuração está ligada à suspeita de monitoramento de locais e indivíduos associados à comunidade judaica na capital britânica.
Durante a operação, agentes também realizaram buscas em diversos endereços em Barnet, Watford e Wembley, onde materiais e possíveis provas foram recolhidos.
Além dos quatro principais suspeitos, outros seis homens — com idades entre 20 e 49 anos — foram detidos no mesmo endereço em Harrow sob suspeita de auxiliar um criminoso. Ao todo, dez pessoas foram levadas sob custódia.

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