O número de mortos no Irã desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel já chega a pelo menos 787 pessoas, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho iraniana, enquanto novas imagens de satélite divulgadas nesta semana mostram a extensão da destruição em áreas urbanas do país. Os registros, publicados pela empresa de monitoramento Vantor, revelam prédios destruídos e infraestrutura danificada em diferentes pontos de Teerã após sucessivas ondas de bombardeios.
Turquia, Rússia, China e Índia: onde estão os aliados do Irã em meio à guerra no país?
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Os ataques atingiram diversos bairros residenciais da capital iraniana durante a noite, provocando grandes explosões relatadas por moradores ao The New York Times. De acordo com a televisão estatal iraniana, uma clínica médica, um posto de gasolina, um estacionamento e dois edifícios residenciais foram destruídos. A ofensiva também teria atingido uma área próxima ao palácio presidencial e ao Conselho de Segurança Nacional.
A escalada ocorre dias após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque aéreo. Desde então, a sucessão no comando do país se tornou um dos temas centrais do conflito, com o nome de seu filho, Mojtaba Khamenei, apontado como principal candidato.
Escalada militar na região
Enquanto os bombardeios continuavam no Irã, as Forças Armadas de Israel afirmaram ter atacado posições do Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute na madrugada desta sexta-feira. A ofensiva atingiu Dahiya, um reduto do grupo apoiado por Teerã, onde pelo menos três prédios desabaram, provocando o deslocamento de milhares de moradores.
No Líbano, ao menos 123 pessoas morreram desde o início da nova fase do conflito, segundo o Ministério da Saúde do país. Moradores deslocados passaram a noite em rotatórias, estacionamentos ou dentro de carros no centro da capital libanesa após fugirem dos bombardeios.
Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã lançou uma nova onda de drones e mísseis contra alvos em Tel Aviv, segundo comunicado divulgado pela agência estatal IRNA. Sirenes de alerta aéreo foram acionadas na cidade, e os militares israelenses disseram ter detectado lançamentos de mísseis vindos do território iraniano.
Autoridades americanas afirmam, no entanto, que a campanha militar vem reduzindo significativamente a capacidade de retaliação de Teerã. O chefe do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper, declarou que os ataques com mísseis balísticos iranianos caíram cerca de 90% desde o último sábado, enquanto os lançamentos de drones diminuíram 83%.
Mesmo assim, autoridades iranianas alertam que o conflito pode se prolongar. Em publicação nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, afirmou que a guerra pode se transformar em um “atoleiro para quem decidir levá-la adiante”.
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A escalada ocorre dias após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque aéreo. Desde então, a sucessão no comando do país se tornou um dos temas centrais do conflito, com o nome de seu filho, Mojtaba Khamenei, apontado como principal candidato.
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No Líbano, ao menos 123 pessoas morreram desde o início da nova fase do conflito, segundo o Ministério da Saúde do país. Moradores deslocados passaram a noite em rotatórias, estacionamentos ou dentro de carros no centro da capital libanesa após fugirem dos bombardeios.
Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã lançou uma nova onda de drones e mísseis contra alvos em Tel Aviv, segundo comunicado divulgado pela agência estatal IRNA. Sirenes de alerta aéreo foram acionadas na cidade, e os militares israelenses disseram ter detectado lançamentos de mísseis vindos do território iraniano.
Autoridades americanas afirmam, no entanto, que a campanha militar vem reduzindo significativamente a capacidade de retaliação de Teerã. O chefe do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper, declarou que os ataques com mísseis balísticos iranianos caíram cerca de 90% desde o último sábado, enquanto os lançamentos de drones diminuíram 83%.
Mesmo assim, autoridades iranianas alertam que o conflito pode se prolongar. Em publicação nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, afirmou que a guerra pode se transformar em um “atoleiro para quem decidir levá-la adiante”.









