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O Equador bombardeou, com o apoio dos EUA, um campo de treinamentos de uma dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, na fronteira entre os dois países, afirmou o presidente Daniel Noboa nesta sexta-feira. Os dois governos aliados uniram forças nesta semana em uma ofensiva contra os cartéis do tráfico, que tornaram o país um dos mais violentos da região.
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A ação ocorreu na província de Sucumbios, na Amazônia equatoriana, pouco antes de uma reunião convocada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que tem entre os convidados os líderes de Equador, Argentina, Paraguai, Bolívia, El Salvador e Honduras, todos alinhados ideologicamente ao trumpismo, em Miami.
No Instagram, Noboa compartilhou um vídeo mostrando a explosão de uma cabana na margem de um rio, rodeada de vegetação, sonorizado com a música “Psycho Killer”, da banda Talking Heads.
“Destruímos o local de descanso de Mono Tole, cabeça dos CDF (Comandos da Fronteira) e uma área de treinamento de narcotraficantes”, dizia um texto publicado por Noboa.
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Também é possível ver um helicóptero militar sobrevoando a área antes de pousar ao lado do rio. Segundo as autoridades equatorianas, os Comandos da Fronteira estão ligados ao assassinato de 11 militares durante uma operação contra a mineração ilegal em maio de 2025.
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Segundo um porta-voz do Pentágono, “a pedido do Equador, o Departamento da Guerra (Defesa) realizou ações específicas para avançar em nosso objetivo compartilhado de desmantelar redes narcoterroristas”. Na terla-feira, os dois países lançaram operações militares conjuntas contra “organizações terroristas designadas”. Segundo o New York Times, soldados das Forças Especiais dos EUA estão aconselhando e apoiando equatorianos em ações contra instalações suspeitas de transporte de drogas e outros locais relacionados.
O Ministério da Defesa equatoriano disse que o acampamento tinha capacidade para abrigar 50 pessoas, sem precisar se houve mortos, feridos ou detidos. O local, afirma a pasta, “fazia parte dos anéis de segurança de uma estrutura vinculada ao narcotráfico”.
Estima-se que 70% da droga que vem de seus vizinhos Colômbia e Peru circulem pelo Equador. Essa rota, que começou a ganhar corpo na década passada, também está por trás de uma sangrenta guerra entre organizações criminosas, que fizeram a taxa de homicídios no país dispararem nos últimos anos.
A turista canadense Piper James, de 23 anos, cujo corpo foi encontrado em 19 de janeiro em uma praia na Austrália, morreu por afogamento após um ataque de dingo em K’gari, segundo o tribunal de medicina legal de Queensland. A jovem foi encontrada sem vida, com múltiplos ferimentos antiga Ilha Fraser, na costa de Queensland.
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Piper acampava na região frequentada por mochileiros. O corpo da jovem estava na beira da água, cercado por um grupo de dingos, espécia de cão selvagem nativo da região. Nesta sexta-feira, o laudo foi apresentado ao legista responsável pela investigação, informou The Guardian.
— Piper morreu afogada em decorrência de múltiplos ferimentos, causados ​​por um ataque de dingo ou como consequência dele — disse um porta-voz do tribunal, de acordo com o jornal inglês. — A investigação sobre a morte de Piper está em andamento e nenhuma informação adicional pode ser fornecida neste momento.
Em janeiro, a polícia local informou que Piper estava acampada nas proximidades do naufrágio do navio Maheno, na praia de Seventy Five Mile, quando saiu do local por volta das 5h para um nadar. Menos de uma hora depois, dois homens que trafegavam de carro pela praia avistaram um grupo de cerca de 10 a 12 dingos em torno de um objeto próximo à linha d’água e acionaram as autoridades.
Investigação
De acordo com o inspetor Paul Algie, do distrito de Wide Bay, a cena encontrada foi “horrível e extremamente traumática” para as testemunhas. A polícia informou que o corpo apresentava múltiplos ferimentos e marcas compatíveis com mordidas de dingo, além do que foram descritos como possíveis “ferimentos de defesa”.
— É muito cedo para especular sobre a causa da morte. Não podemos confirmar se ela se afogou ou se morreu em consequência de um ataque de dingos — afirmou Algie à época.
Piper James havia chegado à Austrália em novembro e viajava com uma amiga próxima. Antes de seguir para K’gari, as duas passaram por destinos como Bondi Beach, Manly, Cairns e as Ilhas Whitsundays. Desde o início de dezembro de 2025, a jovem estava morando e trabalhando na ilha, após conseguir emprego em um albergue para mochileiros, enquanto acampava nas imediações da Woralie Road. A amiga dela, segundo a polícia, está recebeu apoio psicológico.
Após o caso, o Serviço de Parques e Vida Selvagem de Queensland reforçou o patrulhamento em K’gari. O inspetor Algie destacou que a ilha é uma área selvagem e pediu que visitantes mantenham distância dos dingos. “Eles são culturalmente importantes para os povos das Primeiras Nações e para os moradores locais, mas continuam sendo animais selvagens e devem ser tratados como tal”, afirmou.
A ministra interina do Meio Ambiente e Turismo de Queensland, Deb Frecklington, classificou, à época, a morte como “uma tragédia devastadora” e disse que o departamento trabalha em conjunto com a Polícia de Queensland na investigação. As autoridades canadenses confirmaram que prestam assistência consular à família de Piper James e manifestaram condolências. A polícia australiana pede que testemunhas, incluindo pessoas com imagens de câmeras veiculares, entrem em contato.
Três ex-presidentes democratas dos Estados Unidos participaram nesta sexta-feira do funeral público de Jesse Jackson, um dos pilares da luta pelos direitos civis, que morreu aos 84 anos. O ex-presidente Barack Obama foi recebido com entusiasmo e respondeu sorridente, antes de homenagear Jackson, a quem descreveu como “um homem que, quando os pobres e necessitados precisavam de um defensor, e o país precisava de cura, apresentou-se” e disse que “ele nos convidou a acreditar em nosso poder de mudar a América para melhor.”
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Dois outros ex-presidentes democratas — Joe Biden e Bill Clinton — também discursam na cerimônia pública, assim como Kamala Harris, primeira vice-presidente negra dos Estados Unidos, e o presidente colombiano, Gustavo Petro.
“Os dons imensos do reverendo Jackson eram evidentes desde muito jovem, embora as circunstâncias conspirassem para tentar detê-lo”, disse Obama. “Instintivamente, ele entendeu que o sucesso individual não significava nada, a menos que todos fossem livres.”
Três ex-presidentes dos Estados Unidos participaram nesta sexta-feira do funeral público de Jesse Jackson
Scott Olson/AFP
Antes dos discursos, um coral se apresentou, enquanto os participantes fotografavam um grande painel, que continha um dos lemas do líder dos direitos civis: “Mantenha viva a esperança”. Entre os oradores da cerimônia estavam a ex-vice-presidente Kamala Harris, o governador de Illinois, J.B. Pritzker, e o prefeito de Chicago, Brandon Johnson.
Jackson, que morreu em 17 de fevereiro, foi um colaborador próximo de Martin Luther King Jr. na década de 1960 e foi uma voz destacada dos afro-americanos na cena americana durante mais de seis décadas. Nesse período, participou de seu primeiro protesto sentado, em Greenville, e depois se juntou às marchas pelos direitos civis de Selma a Montgomery em 1965, onde chamou a atenção de King.
Pastor batista, Jackson tornou-se posteriormente mediador e enviado em várias frentes internacionais de relevância. Foi um defensor do fim do apartheid na África do Sul e, na década de 1990, foi o enviado especial presidencial de Bill Clinton para África.
Também participou em missões para a libertação de prisioneiros americanos na Síria, Iraque e Sérvia. Fundou a Rainbow PUSH Coalition, uma organização sem fins lucrativos com sede em Chicago que defende a justiça social e o ativismo político, em 1996.
A escalada da tensão no Oriente Médio já acende um alerta no agronegócio brasileiro, sobretudo pelo impacto imediato sobre os custos de produção. A avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é que o principal efeito do conflito, neste momento, vem do encarecimento do petróleo, dos fertilizantes nitrogenados e do frete marítimo, em razão da importância estratégica da região para o fornecimento global de energia e insumos agrícolas.
Segundo estudo técnico da entidade, o Oriente Médio concentra cerca de 20% do comércio internacional de petróleo e gás natural, 30% dos fertilizantes comercializados no mundo e entre 25% e 35% do comércio global de amônia e ureia. Qualquer interrupção no Estreito de Ormuz, portanto, tem potencial para pressionar rapidamente os preços internacionais e atingir o mercado brasileiro.
O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, afirma que a principal preocupação imediata está na alta do petróleo, que saiu da faixa de US$ 70 para US$ 86 o barril em poucos dias. Segundo ele, esse movimento já afeta diretamente o campo em um momento sensível do calendário agrícola, com a colheita da soja e o plantio do milho.
— O que nos preocupa mais é o aumento no preço do petróleo. O barril estava na casa de 70, já chegou a 86 e está só subindo — disse.
Diesel
Um levantamento da CNA mostra que, entre o fim de fevereiro e o início de março, o barril do Brent subiu 27%, enquanto a ureia no Brasil avançou 33%. Diante disso, a entidade pediu ao Ministério de Minas e Energia a elevação imediata da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, de 15% para 17%, como forma de conter parte da pressão sobre o combustível usado nas operações agrícolas e no transporte.
Para Lucchi, o diesel é hoje o ponto mais sensível.
— Esse é o ponto mais crítico, porque está pegando já neste momento — afirmou.
Ele observa que a discussão sobre antecipar o aumento da mistura de biodiesel ocorre em um contexto de safra recorde de soja, estimada em 170 milhões de toneladas, e de preços deprimidos ao produtor, abaixo de R$ 100 por saca em várias regiões.
Na frente dos insumos, a atenção está voltada aos fertilizantes nitrogenados, dos quais o Brasil depende fortemente de fornecedores da região, principalmente do Irã — atacado por Estados Unidos e Israel há uma semana — e de Omã. Lucchi pondera, porém, que o abastecimento da segunda safra de milho já está garantido e que o impacto mais relevante tende a aparecer no segundo semestre, quando produtores começarem a fechar compras para a safra 2026/2027.
— Ainda há algumas semanas para avaliar para que lado o mercado vai antes de decidir comprar — disse.
No comércio exterior, a avaliação da CNA é de que, no curto prazo, o maior ponto de atenção está no milho exportado ao Irã, que responde por 68% das vendas brasileiras ao país. Das 40 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil no ano passado, 9 milhões tiveram como destino o mercado iraniano. Ainda assim, o risco imediato é menor porque o pico histórico desses embarques ocorre entre agosto e janeiro.
— O período em que historicamente a gente mais amplia as exportações de milho para lá é a partir de agosto, setembro até janeiro. Neste momento, estamos mandando muito pouco milho — explicou Lucchi.
O Irã responde por cerca de US$ 3 bilhões em compras do Brasil, sendo 99% desse valor concentrado no agronegócio. No caso da soja e do açúcar, o efeito tende a ser administrável. As vendas ao mercado iraniano representam 1,3% de toda a soja exportada pelo Brasil e 1,7% do açúcar vendido ao exterior, volumes que, segundo a entidade, podem ser redirecionados a outros mercados sem maiores distorções.
Já no Oriente Médio como um todo, a cadeia mais exposta neste momento é a de proteína animal. Cerca de 30% da carne de frango exportada pelo Brasil têm a região como destino, e empresas do setor já buscam rotas alternativas para contornar dificuldades logísticas ligadas ao Estreito de Ormuz. Segundo Lucchi, apesar do aumento do frete, dos seguros e dos desvios de rota, os embarques seguem ocorrendo.
Na carne bovina, o impacto tende a ser mais limitado. O Oriente Médio respondeu por 6,8% do valor exportado pelo Brasil em 2025, percentual inferior ao de mercados como China, México, EUA e Chile. Para a CNA, estimativas de alta de 30% a 40% no frete ainda parecem exageradas, já que o impacto concreto sobre as rotas globais ainda não se materializou.
Para o setor, o cenário exige acompanhamento permanente, mas ainda não justifica reação precipitada. “Não é motivo para pânico”, resumiu Lucchi, ao avaliar que a evolução do conflito ainda pode alterar rapidamente custos e logística do comércio agrícola global.
Ben Black, CEO da U.S. International Development Finance Corporation (DFC na sigla em inglês), agência independente que atua como um braço de investimento internacional do governo americano, e o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciaram nesta sexta-feira um acordo sobre um plano, aprovado por Trump, para oferecer resseguro para perdas marítimas na Região do Golfo Pérsico, incluindo cobertura para risco de guerra, na região do Golfo.
O acordo cobrirá perdas de até aproximadamente US$ 20 bilhões de forma rotativa e, inicialmente, se concentrará em casco e máquinas das embarcações, além de carga.
O objetivo do acordo é garantir maior segurança para transportadores de petróleo e gás durante a guerra com o Irã, que fechou o Estreito de Ormuz e ameaça atacar qualquer embarcação que tentar utilizar essa rota.
Trump anunciou que os EUA, por meio da DFC, ofereceriam garantias de seguro, “a um preço muito razoável”, e escoltas navais para assegurar a passagem segura de petroleiros e outras embarcações pela via marítima.
O impasse no Estreito de Ormuz e os ataques do Irã a infraestruturas portuárias em todo o Oriente Médio fez com que as taxas de frete dos petroleiros que saem do Golfo disparassem.
Detalhes do acordo:
O mecanismo de resseguro da DFC cobrirá perdas de até aproximadamente US$ 20 bilhões de forma rotativa.
Essa oferta de seguro rotativo se aplicará apenas a embarcações que atendam aos critérios estabelecidos.
O seguro inicialmente se concentrará em Casco & Máquinas e Carga.
A DFC identificou parceiros preferenciais de seguros americanos de alto nível.
A DFC e o Tesouro americano estão coordenando estreitamente com o Centro de Comando dos EUA no Oriente Médio (Centcom) os próximos passos para a implementação deste plano.
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O grupo de mídia Axel Springer, da Alemanha, anunciou ontem que fechou um acordo para comprar o Telegraph Media Group, do Reino Unido, por £575 milhões (US$ 766 milhões). Se o negócio for aprovado por reguladores, Mathias Döpfner, o bilionário CEO do grupo alemão, expandirá sua atuação para o mercado britânico ao comprar um dos jornais mais antigos do país.
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O acordo encerra cerca de três anos de incertezas e disputas políticas em torno do jornal londrino de linha conservada, que outrora contou com nomes como os primeiros-ministros Winston Churchill e Boris Johnson como colaboradores. A transação também une duas das marcas de mídia conservadoras mais influentes da Europa.
Döpfner está empenhado em transformar a Axel Springer em uma potência global. O grupo de mídia, que já é proprietário dos alemães Bild e Die Welt e dos americanos Politico e Business Insider, busca expandir-se tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. O acordo com o Telegraph frustra uma oferta concorrente do grupo de jornais britânico Daily Mail & General Trust Plc.
A propriedade do The Telegraph é um assunto delicado no Reino Unido, onde os jornais impressos tendem a se alinhar estreitamente com determinados partidos políticos. Dopfner afirmou que pretende expandir o jornal, preservando sua identidade e ajudando-o a se tornar “o veículo de mídia de centro-direita mais lido e intelectualmente inspirador do mundo anglófono”.
Mathias Döpfner, CEO da alemã Axel Springer. Expansão na Europa alinhada com a direita
David Paul Morris/Bloomberg
“O Telegraph sempre defendeu a liberdade, a responsabilidade pessoal, os valores democráticos e a crença em sociedades abertas e economias de mercado”, escreveu Döpfner em um memorando para a equipe do Politico, visto pela Bloomberg News. Esses valores se alinham com o apoio da Axel Springer a Israel , os laços estreitos entre a Europa e os EUA e a “economia de livre mercado”, escreveu ele.
A propriedade do Telegraph está indefinida há vários anos, já que possíveis acordos foram alvo de escrutínio político. O processo de licitação começou em 2023, quando a família Barclay, proprietária do título há quase duas décadas, concordou em ceder o controle em troca de um empréstimo de 600 milhões de libras para quitar dívidas. Na época, o acordo também incluía o Spectator, a revista semanal mais antiga do mundo ainda em circulação. O bilionário do ramo de fundos de hedge, Paul Marshall, acabou adquirindo o título.
Uma tentativa da RedBird IMI, uma joint venture entre a RedBird Capital Partners e a IMI do vice-primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan, fracassou em 2024 após uma polêmica no Reino Unido sobre o potencial envolvimento de um Estado do Oriente Médio em uma organização de mídia britânica.
O governo controlado pelos conservadores propôs leis para impedir acordos entre jornais e revistas que envolvam “propriedade, influência ou controle por estados estrangeiros”. As regras propostas não teriam impacto sobre empresas estrangeiras proprietárias de ativos, como a News Corp., de Rupert Murdoch, sediada nos EUA.
Em novembro, o proprietário do Daily Mail fechou um acordo de 500 milhões de libras para comprar o Telegraph, numa tentativa de criar um grupo de mídia dominante de direita no Reino Unido, mas o governo trabalhista interveio no mês passado com investigações regulatórias
Um porta-voz do proprietário do Daily Mail reconheceu o acordo com a Axel Springer e criticou as regras que desencadearam as investigações. O Reino Unido exige pluralidade na mídia, com o objetivo de garantir diversidade de propriedade e pontos de vista.
“O quadro regulamentar prolongado e desatualizado garante que os grupos de jornais nacionais sediados no Reino Unido estejam em enorme desvantagem competitiva em qualquer processo de fusão”, disse o porta-voz.
Esta será a primeira incursão de Döpfner no mercado de jornais do Reino Unido e a mais recente de suas aquisições. A KKR & Co., parceira de longa data, comprou a unidade de classificados da Springer, uma fonte de renda por anos, por cerca de €10 bilhões no ano passado. Isso deixou Döpfner e Friede Springer, viúva do fundador da empresa, com o restante da empresa, avaliada em aproximadamente €3,5 bilhões, e uma grande quantia em dinheiro.
A Axel Springer afirmou em comunicado divulgado na sexta-feira que está trabalhando com o governo para obter as aprovações necessárias para a consolidação do acordo.
Um porta-voz do Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do reino Unido disse que a secretária de Cultura, Lisa Nandy, irá “avaliar o novo acordo”.
Para analistas, é improvável que o acordo da Axel Springer provoque as mesmas preocupações políticas e de concorrência que as propostas anteriores.
O jornal The Telegraph reportou receitas de assinaturas de £81,1 milhões de libras em 2024, um aumento de 18% em relação ao ano anterior. A receita total do ano foi de £279 milhões de libras.
Um estudante de 18 anos morreu afogado após desaparecer em um parque inundado no sul da Inglaterra, horas depois de ligar para a namorada afirmando que um homem havia tentado estuprá-lo durante uma saída noturna. O caso foi detalhado durante um inquérito judicial divulgado nesta quinta-feira que investiga as circunstâncias da morte do jovem.
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O estudante, identificado como Fintan Jack Feltham, foi encontrado morto em um campo alagado próximo ao Grandpont Nature Park no dia 3 de dezembro de 2024, seis dias após desaparecer. A causa da morte foi registrada como afogamento.
Segundo o inquérito, Feltham havia saído com amigos na noite de 27 de novembro. O grupo passou por um bar e depois seguiu para a boate LGBTQ+ Plush, em Oxford. O jovem acabou sendo retirado do local por estar embriagado e foi visto por câmeras de segurança caminhando sozinho pela cidade pouco depois das 2h30.
Durante a madrugada, ele ligou várias vezes para a namorada, Molly, relatando que estava assustado e com frio.
— Ele disse que um cara tentou estuprá-lo. Falou que o homem era um “canalha”. Também contou que tinha perdido os óculos — afirmou a jovem ao tribunal.
Na última ligação, por volta das 3h20, o estudante ainda disse que estava com medo. Pouco depois, o celular dele desligou. As câmeras registraram sua última aparição às 3h31, caminhando por uma rua da cidade.
A namorada acionou a polícia pouco antes das 4h da manhã. Equipes iniciaram buscas e o caso passou a ser tratado como desaparecimento de alto risco. Apesar das buscas na região, o corpo do jovem só foi localizado quase uma semana depois por um morador.
De acordo com o legista responsável, vários fatores podem ter contribuído para a morte, incluindo intoxicação alcoólica, a perda dos óculos — que prejudicava sua visão — e o fato de ele não conhecer bem a área onde se perdeu.
A investigação policial não encontrou provas de que o estudante tenha sido atacado naquela noite. Ainda assim, autoridades apontaram falhas na forma como o desaparecimento foi inicialmente tratado e criticaram aspectos da resposta policial ao caso.
Durante a audiência, familiares descreveram Feltham como um jovem inteligente e muito querido por amigos e colegas, e afirmaram esperar que o caso leve a mudanças para evitar novas tragédias.
Um homem da Flórida que havia sido perdoado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua participação no ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021 foi condenado à prisão perpétua após ser considerado culpado de abusar sexualmente de duas crianças.
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‘AK-47 dos céus’: conheça drone iraniano de baixo custo que mudou paradigma da guerra
Andrew Paul Johnson, de 45 anos, foi sentenciado nesta quinta-feira, após ter sido condenado em fevereiro por cinco acusações criminais, incluindo molestação de uma criança menor de 12 anos e outra menor de 16, exposição obscena e transmissão eletrônica de material prejudicial a um menor, segundo promotores do Quinto Circuito Judicial da Flórida.
Registros judiciais indicam que Johnson foi preso em julho de 2025 depois que o escritório do xerife do condado de Hernando recebeu um relato de que “dois menores haviam sido vítimas de atos lascivos ao longo de vários meses”. Quando agentes foram a uma residência em Brooksville, cerca de 80 quilômetros ao norte de Tampa, a mãe de uma das vítimas informou que as duas crianças admitiram ter sido “tocadas de forma inapropriada por Johnson”.
Uma das vítimas relatou aos investigadores que o abuso começou por volta de abril de 2024, quando tinha 11 anos. De acordo com os autos, Johnson também tentou silenciar uma das crianças alegando que receberia “US$ 10 milhões” (aproximadamente R$ 50 milhões) do governo Trump como compensação aos réus do 6 de janeiro e que deixaria parte do dinheiro para a vítima em testamento.
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“Acredita-se que ele usava desta tática para impedir que as crianças expusessem o que ele havia feito”, dizem os registros judiciais.
Promotores afirmam que o acusado também comprava presentes e comida para uma das vítimas na tentativa de impedir que o caso fosse denunciado. A criança contou aos investigadores que Johnson “mandou não contar para ninguém para assim evitar que ele entrasse em problemas”.
Durante a investigação, autoridades encontraram diversas mensagens sexualmente explícitas trocadas entre Johnson e uma das vítimas na plataforma de mensagens Discord. “Nas mensagens, Johnson tentava fazer a vítima baixar outro applicativo para uma conversa mais privada e encorajava a vítima a apagar as mensagens anteriores”, informou o escritório do promotor estadual em comunicado.
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Participação no ataque ao Capitólio
Antes da condenação por abuso, Johnson já havia sido sentenciado por seu envolvimento no ataque ao Capitólio, episódio ocorrido em 6 de janeiro de 2021.
Em agosto de 2024, ele recebeu pena de um ano de prisão após se declarar culpado por entrar e permanecer em prédio restrito e por conduta desordeira. Segundo promotores federais, Johnson participou do comício “Stop the Steal”, realizado perto da Casa Branca, e marchou até o Capitólio carregando um megafone, dizendo: “Temos um trabalho a cumprir!.”
De acordo com registros do tribunal, ele entrou no prédio escalando uma janela de escritório quebrada e incitou outros manifestantes a segui-lo. Imagens do episódio o mostram dentro do edifício gritando: “Não conquistamos nada ainda! Precisamos passar por aquela porta! Não acabamos por aqui!”
Após retornar à presidência em 2025, Trump concedeu perdões ou comutou penas para mais de 1.500 pessoas acusadas de participação no ataque, afirmando que a medida iniciaria “um processo de reconciliação nacional”.
No entanto, uma análise publicada em dezembro de 2025 pela organização Citizens for Responsibility and Ethics in Washington apontou que pelo menos 33 réus perdoados ou beneficiados por medidas de clemência foram novamente presos, acusados ou condenados por outros crimes desde então.
Entre os casos mais notórios está o de Christopher Moynihan, acusado de enviar mensagens ameaçando matar o líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, e o de Zachary Jordan Alam, preso novamente após supostamente invadir uma casa e roubar objetos pessoais.
Um trabalhador de serviços públicos ficou pendurado no ar após a plataforma elevada onde trabalhava pegar fogo e acabou caindo ao tentar se libertar do equipamento em Baton Rouge, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos. O momento foi registrado em vídeo e circulou nas redes sociais nos últimos dias.
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Conhecida como ‘Barbie do Sul’: jovem é presa na Guatemala após operação que apreendeu armas e centenas de pacotes de cocaína
O incidente ocorreu na terça-feira, na região do cruzamento entre Evangeline Street e North Foster Drive. O homem estava em uma plataforma elevatória, conhecida como cherry picker, quando o caminhão que sustentava o equipamento foi tomado por chamas. Preso ao cinto de segurança, ele ficou pendurado enquanto tentava se soltar da estrutura em meio ao incêndio.
Nas imagens, o trabalhador aparece balançando no ar enquanto fumaça e chamas saem do veículo abaixo. Colegas que estavam no local tentam ajudar, mas o fogo se espalha rapidamente. Em determinado momento, o homem consegue se soltar e despenca da altura, caindo próximo ao foco do incêndio. As imagens são fortes.
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Após a queda, ele foi socorrido e levado a um hospital da região com ferimentos graves e queimaduras. Autoridades locais informaram que o incêndio no caminhão pode ter sido provocado por uma falha mecânica no equipamento.
Familiares disseram que o trabalhador sobreviveu, mas ainda enfrenta um longo processo de recuperação, com múltiplas cirurgias e tratamento em unidade especializada para queimados.
Vídeo de trabalhador pendurado em plataforma em chamas viraliza nas redes sociais
Reprodução | X
A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã está evidenciando uma mudança profunda no modo como conflitos são travados no século XXI: drones suicidas baratos podem ter impacto tão grande quanto armas que custam bilhões de dólares.
Guerra no Oriente Médio: Acompanhe a cobertura completa
Em meio aos ataques no Golfo, entregadores de comida arriscam a vida para manter cidades funcionando durante a guerra
No centro desse debate estão dois equipamentos quase idênticos: o drone iraniano Shahed-136 e o LUCAS (Low-cost Uncrewed Combat Attack System), versão mais recente do arsenal americano. Curiosamente, segundo a revista Forbes, o sistema dos Estados Unidos foi desenvolvido a partir da engenharia reversa do próprio modelo iraniano.
Drone dos Estados Unidos com inspiração em modelo iraniano.
Divulgação / Exército dos EUA
O Shahed-136 ganhou notoriedade não por sua sofisticação tecnológica, mas por algo mais simples — custo e escala. Estimativas indicam que cada unidade custa entre US$ 10 mil (aproximadamente R$ 52 mil) e US$ 50 mil (aproximadamente R$ 263 mil) para ser produzida no Irã. Seu design triangular reduz o número de peças estruturais e simplifica a montagem, permitindo produção em massa.
Essa lógica muda o cálculo militar: em vez de disparar mísseis que custam milhões de dólares, o Irã pode lançar centenas de drones simultaneamente, saturando sistemas de defesa aérea. A estratégia inspirou a criação do LUCAS, drone americano projetado para ataques em grande volume e que custaria cerca de US$ 35 mil por unidade, segundo veículos de imprensa dos EUA.
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Além do baixo custo, esses drones podem operar em rede, coordenando movimentos durante o voo — um reflexo da mudança estratégica do Pentágono para o chamado “attritable warfare”, conceito que prioriza armas baratas o suficiente para serem perdidas em grande número.
Ataques em massa
Nos primeiros dias do atual conflito regional, o Irã teria lançado centenas de drones Shahed contra alvos no Golfo, segundo estimativas militares citadas pelo New York Times. Desde o início das hostilidades, o número total de drones de ataque lançados na região pode chegar a 2 mil.
Alguns atingiram diretamente seus objetivos. Dois acertaram o complexo da embaixada dos Estados Unidos em Riad. Outro ataque em Kuwait provavelmente matou seis militares americanos. Também houve ataques a portos, infraestrutura petrolífera, hotéis e instalações diplomáticas.
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Enquanto mísseis balísticos costumam dominar as manchetes, especialistas afirmam que os drones estão transformando silenciosamente o campo de batalha.
A ‘AK-47 dos céus’
O impacto estratégico está ligado ao desequilíbrio de custos entre ataque e defesa. Interceptadores de defesa aérea podem custar milhões de dólares, enquanto um drone Shahed pode valer apenas dezenas de milhares.
“É completamente insustentável disparar um interceptador de um milhão de dólares contra um drone de €30 mil (aproximadamente R$ 160 mil)”, observou um analista europeu de defesa.
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Por isso, especialistas militares passaram a chamar o Shahed de “AK-47 dos céus” — uma arma simples, robusta, barata e extremamente eficaz quando usada em grande número.
Drone ‘kamikaze’ Shahed-136, usado pelo Irã no ataque a Israel, também é fabricado na Rússia
Reprodução/Youtube
O modelo também apresenta características que dificultam a interceptação: pode voar a baixa altitude, possui alcance de até cerca de 2 mil quilômetros e é frequentemente utilizado em ataques simultâneos em massa.
Guerra de desgaste
O Irã não depende apenas de drones. Mísseis balísticos e de cruzeiro continuam sendo usados, mas analistas afirmam que os drones cumprem papéis estratégicos importantes: saturar defesas aéreas, forçar o uso de interceptadores caros, atingir alvos menos protegidos e ampliar o campo de batalha.
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Dados divulgados por autoridades do Golfo indicam que, nos primeiros dias da guerra, um país da região enfrentou 165 mísseis balísticos e mais de 500 drones. Embora a maioria tenha sido interceptada, mais de uma dúzia de drones conseguiu atingir estruturas civis.
O uso intensivo desses equipamentos já havia sido observado na guerra da Ucrânia. O Irã forneceu milhares de drones Shahed à Rússia, que os utilizou em ataques noturnos contra infraestrutura ucraniana.
Agora, segundo analistas, Teerã aplica táticas semelhantes no Oriente Médio: enxames de drones combinados com mísseis em ataques em camadas projetados para sobrecarregar radares e estoques de interceptadores.
Estratégia de sobrevivência
Para alguns especialistas, a escala dos ataques reflete um cálculo estratégico de longo prazo.
“Para o Irã, esta precisa ser a última guerra”, disse o especialista em Irã Vali Nasr em entrevista ao New York Times. “Eles querem fazer o Ocidente acreditar que guerras com o Irã serão muito custosas.”
Autoridades iranianas também afirmam que armamentos mais avançados ainda não foram utilizados, indicando que os drones podem ser apenas a primeira fase de uma estratégia prolongada de desgaste.
No campo de batalha moderno, analistas resumem a mudança em termos simples: mísseis podem decidir batalhas — mas drones podem decidir quanto tempo uma guerra consegue durar.

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