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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (25) que o ataque a tiros durante o jantar de correspondentes da Casa Branca não o dissuadiria da guerra com Irã, embora tenha considerado pouco provável que o incidente estivesse ligado ao conflito.
– Isso não vai me dissuadir de vencer a guerra no Irã. Não sei se isso teve algo a ver, realmente não acho, com base no que sabemos – disse Trump a jornalistas na coletiva de imprensa na Casa Branca após o incidente de segurança.
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Trump havia dito antes, no entanto, que “nunca se sabe” se o episódio poderia estar relacionado com a guerra com o Irã, e indicou que os investigadores estavam trabalhando para determinar a motivação do agressor, a quem descreveu como um “lobo solitário”.
O presidente americano havia cancelado mais cedo a viagem de seus enviados ao Paquistão para as conversações de paz com o Irã, após ficar insatisfeito com a posição negociadora de Teerã depois de quase dois meses de guerra.
Mais do que um edifício luxuoso na capital dos EUA, o hotel Washington Hilton voltou a ser palco de um evento traumático para um presidente americano neste sábado. Enquanto o presidente Donald Trump precisou ser retirado às pressas pelo serviço secreto neste sábado, após disparos de arma de fogo serem ouvidos durante um evento com autoridades e membros da imprensa, o local presenciou anos antes um atentado contra outro republicano: Ronald Reagan, em 1981.
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Após um discurso no mesmo hotel que presenciou os acontecimentos deste sábado, em 30 de março de 1981, Reagan seguia para sua limusine quando foi surpreendido por John Hinckley Jr., que disparou contra o então presidente, provocando-lhe ferimentos. O republicano precisou passar por cirurgia e teve um pulmão perfurado.
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Hinckley foi detido no local e levado a julgamento. Seu caso ganhou notoriedade e prendeu a atenção do público pelo crime, supostamente, ter sido cometido com a intenção de impressionar a estrela de Hollywood Jodie Foster, que no ano anterior estrelou o filme “Foxes” (“Gatinhas”, na versão brasileira), e já era reconhecida por seu papel no sucesso “Táxi Driver”.
Trump é retirado de hotel em Washington após tiros serem disparados
Arte/O GLOBO
O atirador escapou de uma condenação por tentativa de magnicídio nos tribunais por alegada insanidade. Ele passou mais de 30 anos em um hospital psiquiátrico em Washington, sendo liberado em 2016 para morar com a mãe idosa na Virgínia, sob condições restritas. Após o falecimento da mãe, em 2022, a justiça americana retirou as últimas medidas contra Hinckley — sob protesto da família de Reagan
Em 2023, aos 68 anos, Hickley foi tema de uma matéria da revista Fortune ao lançar um álbum de música Folk. A publicação destacava que o ex-atirador “construiu um canal no YouTube de moderado sucesso, com mais de 32 mil seguidores e mais de 40 vídeos dele cantando músicas originais e covers de Bob Dylan a Elvis Presley. (Com NYT)
O tradicional Jantar dos Correspondentes da Casa Branca terminou em caos, correria e confinamento dentro do Washington Hilton, após sons de disparos interromperem o evento na noite deste sábado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente J.D. Vance foram retirados às pressas pelo Serviço Secreto e estão em segurança. Segundo Trump, o atirador foi detido. Relatos de jornalistas presentes descrevem uma noite marcada por medo, confusão e protocolos de emergência sendo acionados em tempo real dentro do hotel.
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O evento, que reúne centenas de correspondentes da imprensa internacional e autoridades políticas, foi interrompido após participantes relatarem múltiplos disparos e estrondos dentro do hotel. Testemunhas foram rapidamente orientadas a se esconder sob mesas, enquanto agentes armados evacuavam áreas inteiras do salão. Imagens e relatos mostram um cenário de confinamento e forte presença policial em todos os andares do prédio.
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A jornalista Olivia Reingold, do Free Press, descreveu o momento de tensão dentro do salão.
“Assustador… alguns golpes que fazem o chão tremer perto do meu assento… não está claro se são tiros”.
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Já o âncora da CNN, Wolf Blitzer, afirmou ter vivido a situação de muito perto:
“De repente comecei a ouvir tiros no corredor bem perto de mim. Um policial me jogou no chão e ficou em cima de mim. Eu estava a alguns pés de distância dele enquanto ele estava atirando… foi muito, muito assustador”.
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O jornalista Gavin J. Quinton, do Los Angeles Times, publicou no X uma descrição do que teria presenciado no local:
“Ouvi 5–6 tiros ecoarem… e vi um corpo cercado por agentes do Serviço Secreto”.
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Outros relatos reforçam a percepção de múltiplos disparos durante o evento. O jornalista Harry Cole e a analista Katy Balls afirmaram ao vivo:
“Ouvimos pelo menos cinco tiros de arma de fogo”.
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Com o avanço da operação de segurança, jornalistas que estavam no local passaram a relatar, em tempo real, o que viviam.
O correspondente Tom Bateman, da BBC News, contou que tentou registrar o que acontecia no momento em que a confusão começou.
— De repente comecei a ouvir tiros no corredor bem perto de mim. Ouvi um agente dizer: “Isto agora é uma cena de crime, vocês têm que sair. Vi o diretor do FBI sendo retirado do prédio… houve muita confusão — afirmou.
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A repórter Cai Pigliucci, também da BBC News, descreveu o lado de fora:
— Já fomos expulsos do salão de baile. Há uma presença policial massiva por toda parte ao nosso redor assim que saímos do hotel Hilton — pontuou.
Agentes sacam suas armas após fortes estrondos serem ouvidos durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no Washington Hilton
The New York Times
A jornalista Indrani Basu, da BBC News, descreveu o instante em que o jantar foi interrompido:
— Ouvi um barulho como se vidro estivesse quebrando… todos nós rastejamos para debaixo da mesa por um tempo que pareceu uma eternidade. Vi que o palco principal havia sido evacuado, onde o presidente estava minutos antes. Todos na sala estavam relatando as notícias — contou.
A comitiva presidencial deixou o local sob forte escolta policial. Donald Trump publicou na rede Truth Social que o suspeito foi detido e elogiou a atuação das forças de segurança.
Mais tarde, durante coletiva de imprensa, o presidente afirmou que um agente americano foi baleado, mas está bem. Ele também classificou o atirador como “uma pessoa muito doente”.
— Não vamos deixar que tomem nossa sociedade, ou cancelar eventos. Vamos lutar como nunca — disse Trump.
Minutos depois, o FBI confirmou no X (antigo Twitter):
“O Esquadrão de Resposta da Região da Capital Nacional do escritório de campo do FBI em Washington respondeu a um tiroteio no hotel Washington Hilton… O suspeito está sob custódia”.
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A jornalista Indrani Basu, da BBC News, descreveu o momento exato em que o jantar foi interrompido.
— Ouvi um barulho como se vidro estivesse quebrando… todos nós rastejamos para debaixo da mesa por um tempo que pareceu uma eternidade — contou.
Ela destacou que, em poucos minutos, o salão já estava esvaziado.
— Vi que o palco principal havia sido evacuado, onde o presidente estava minutos antes. Todos na sala estavam relatando as notícias — afirmou.
Bernd Debusmann Jr., repórter da BBC News, afirmou que o ambiente dentro do salão mudou completamente após o incidente.
— Há pouca chance de o evento continuar normalmente após um incidente que deixou muitos participantes extremamente alarmados e em estado de choque. A atmosfera na sala parece muito semelhante àquela após o tiroteio em Butler, Pensilvânia — concluiu.
Ao imaginar grandes refúgios naturais, é comum que nomes como a Floresta Amazônica ou o Parque Nacional de Yellowstone venham à mente. No entanto, dois territórios marcados por tragédias e tensões políticas vêm desafiando essa lógica. A área ao redor da Zona de Exclusão de Chernobyl e a Zona Desmilitarizada da Coreia se transformaram, ao longo das décadas, em espaços onde a vida selvagem encontrou condições inesperadas para florescer.
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Quatro décadas após o acidente nuclear de 1986 e mais de 70 anos depois do armistício que dividiu a península coreana, esses locais compartilham um elemento central. A ausência humana prolongada. O que antes simbolizava risco e conflito passou a revelar um cenário que intriga cientistas e ambientalistas.
Na península coreana, a criação da faixa desmilitarizada em 1953 interrompeu completamente a circulação entre norte e sul. Com cerca de 248 quilômetros de extensão e quatro de largura, a área permanece altamente vigiada e repleta de minas terrestres. Ainda assim, essa barreira não se aplica à fauna e à flora.
Dados do Instituto Nacional de Ecologia da Coreia do Sul indicam que mais de 6 mil espécies ocupam o território, incluindo cerca de 38 por cento das espécies ameaçadas da península. Ao longo de décadas sem interferência humana direta, espécies raras passaram a habitar a região, além de plantas que só existem naquele ecossistema.
Sabe-se que cabras-monteses vivem na DMZ (Zona Desmilitarizada)
Reprodução/National Geographic
Seung-ho Lee, presidente do DMZ Forum, afirmou em entrevista à BBC que o isolamento acabou favorecendo o equilíbrio ambiental. — A natureza recuperou seu território e diversas espécies passaram a circular com mais liberdade enquanto a presença humana praticamente desapareceu —afirmou. Ele também ressaltou que aves como os grous utilizam a região como ponto estratégico e se deslocam por diferentes partes do mundo, acrescentou.
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Esse tipo de transformação não se limita à Ásia. Em Chernobyl, a explosão do reator em 1986 espalhou material radioativo por milhares de quilômetros e levou à retirada em massa da população. A área, que hoje soma cerca de 4 mil quilômetros quadrados, permanece desabitada e sob monitoramento constante.
Nos primeiros anos, os impactos ambientais foram intensos, com destaque para a chamada Floresta Vermelha, onde árvores morreram após absorver altos níveis de radiação. Com o passar do tempo, no entanto, os níveis mais críticos diminuíram, abrindo espaço para uma recuperação gradual da biodiversidade.
Cavalos-de-przewalski selvagens, espécie ameaçada de extinção nativa da Ásia, que prospera em áreas contaminadas por radioatividade, vagueiam perto de uma estrada florestal na zona de Chernobyl em 23 de abril de 2026
AFP
Jim Smith, professor da Universidade de Portsmouth, explicou à BBC que o cenário atual é marcado por uma radiação persistente, porém mais baixa. — As doses caíram rapidamente após o acidente e o que permanece é uma exposição contínua em níveis reduzidos ao longo das décadas — relatou. Segundo ele, isso impede a ocupação humana prolongada, mas não bloqueia o avanço de outras formas de vida, observou.
O pesquisador destacou que a diversidade biológica surpreende até especialistas. “A vida selvagem prospera e a região apresenta hoje uma abundância maior do que antes do desastre”, avaliou. Estudos com peixes e insetos aquáticos apontam que áreas mais contaminadas mantêm níveis semelhantes de diversidade quando comparadas a regiões menos afetadas, detalhou.
Entre os mamíferos, o padrão se repete, com exceção de um caso específico. — As populações são semelhantes entre diferentes áreas, mas os lobos aparecem em número muito mais elevado dentro da zona de exclusão — indicou.
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Para Germán Orizaola, da Universidade de Oviedo, a explicação está diretamente ligada à ausência de atividade humana. Em entrevista à BBC, ele destacou que o ambiente oferece condições raras para a fauna. — Trata-se de um espaço amplo, sem ruídos, luz artificial ou exploração econômica, o que favorece o desenvolvimento das espécies — explicou. Ele ainda reforçou que a pressão exercida por atividades humanas tende a ser mais prejudicial do que desastres pontuais.
Muitas plantas e animais vivem nas proximidades do reator nuclear de Chernobyl, que aparece aqui coberto pela estrutura de contenção de segurança
Germán Orizaola/Universidade de Oviedo
Smith segue a mesma linha ao apontar que a ocupação humana é o principal fator de degradação ambiental. — A presença humana representa o impacto mais significativo sobre os ecossistemas, enquanto outros elementos acabam tendo efeito secundário — comentou.
A experiência dessas áreas levanta questionamentos sobre modelos tradicionais de conservação. Orizaola observa que muitas reservas naturais convivem com turismo e exploração, o que reduz sua eficácia. — Se o objetivo é preservar, a estratégia mais eficiente continua sendo diminuir a interferência humana e permitir que os ecossistemas sigam seu curso — concluiu.
As entrevistas citadas foram concedidas à BBC. O texto original é de Daisy Stephens.
Na feira de Aligre, quem quer comprar lula não encontra. Nas barracas sob o sol da primavera, os moradores do bairro popular de Paris pechincham morangos, aspargos e alcachofras, frutas e verduras da estação, mas, nas peixarias, os efeitos da guerra no Oriente Médio impõem limites. A disparada dos preços da energia impactou fortemente a indústria da pesca. As lojas não conseguem repor estoques, e o que está à venda ficou muito mais caro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Ucrânia relembra neste domingo o pior desastre nuclear civil da história, no 40º aniversário da explosão na usina nuclear de Chernobyl. A data é lembrada em meio a quatro anos de guerra após a invasão russa, que colocou a usina novamente em risco e aumentou a probabilidade de outra tragédia radioativa.
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Aqui estão cinco fatos que você precisa saber sobre esse desastre e a situação atual na instalação nuclear:
Explosão
À 1h23 de 26 de abril de 1986, um erro humano durante um teste de segurança provocou uma explosão no reator número quatro de Chernobyl, no norte da Ucrânia, que então fazia parte da União Soviética.
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A explosão destruiu o interior do edifício e lançou uma nuvem de fumaça radioativa na atmosfera, enquanto o combustível nuclear ardeu por mais de 10 dias. Milhares de toneladas de areia, argila e lingotes de chumbo foram lançadas de helicópteros para conter o vazamento radioativo.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) determinou que a principal causa do desastre foram “graves deficiências no projeto do reator e do sistema de desligamento”, combinadas com o “descumprimento” dos procedimentos operacionais.
Nuvem radioativa
Nos dias seguintes, a nuvem radioativa contaminou gravemente a Ucrânia, Belarus e a Rússia antes de se espalhar por toda a Europa. O primeiro alerta público foi emitido apenas dois dias depois, em 28 de abril, quando a Suécia detectou um pico nos níveis de radiação em seu território.
A AIEA foi oficialmente notificada do acidente em 30 de abril, mas o líder soviético Mikhail Gorbachev só o reconheceu publicamente em 14 de maio.
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Estima-se que milhares de pessoas morreram em consequência da exposição à radiação, embora as estimativas sobre o número exato de vítimas variem. Um relatório da ONU de 2005 estimou em 4.000 o número de mortes comprovadas ou previstas nos três países mais afetados. O Greenpeace calculou em 2006 que o desastre causou cerca de 100.000 mortes.
Segundo as Nações Unidas, cerca de 600.000 pessoas que participaram das operações de limpeza e contenção, conhecidas como “liquidadores”, foram expostas a altos níveis de radiação.
Essa catástrofe aumentou o medo do público em relação à energia nuclear, o que impulsionou um auge dos movimentos antinucleares em toda a Europa.
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Ocupação russa
As forças russas ocuparam a central no primeiro dia da invasão da Ucrânia iniciada em 2022. Tomaram a usina sem combates, depois de enviarem dezenas de milhares de soldados e centenas de tanques para a Ucrânia a partir de Belarus, aliada próxima de Moscou.
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Os soldados russos cavaram trincheiras e estabeleceram acampamentos em zonas como a chamada Floresta Vermelha, assim denominada pela cor que as árvores adquiriram após a explosão radioativa.
A ocupação da usina inativa suscitou um intenso temor de que um incidente militar pudesse desencadear outro desastre nuclear no local. O exército russo retirou-se aproximadamente um mês depois do início da guerra, após fracassar na tentativa de tomar a capital, Kiev, localizada a cerca de 130 km de Chernobyl, onde houve uma feroz resistência ucraniana.
Novas ameaças
Os restos da central estão cobertos por uma estrutura interna de aço e betão conhecida como o sarcófago, construída às pressas após a emergência de 1986.
Cavalos-de-przewalski selvagens, espécie ameaçada de extinção nativa da Ásia, que prospera em áreas contaminadas por radioatividade, vagueiam perto de uma estrada florestal na zona de Chernobyl em 23 de abril de 2026
AFP
Entre 2016 e 2017 foi instalada uma nova cobertura exterior de alta tecnologia, denominada Novo Confinamento Seguro e concebida para substituir finalmente o sarcófago, que não fora pensado como solução permanente. Esta enorme estrutura metálica exterior foi perfurada por um drone russo em fevereiro de 2025, razão pela qual perdeu a sua capacidade de conter a radiação.
Em um relatório publicado em abril, o Greenpeace indicou que, já que a cobertura “não pode ser reparada por enquanto, e não pode funcionar como foi concebida, existe a possibilidade de escapes radioativos”.
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Espera-se que os reparos durem entre três e quatro anos. Outro ataque russo poderia provocar o colapso do abrigo contra a radiação, declarou o diretor da central à AFP em dezembro de 2025.
Zona de exclusão
A área em torno da usina foi evacuada e transformada em uma zona de exclusão, com vilarejos, campos e florestas abandonados. No total, mais de 2.200 quilômetros quadrados no norte da Ucrânia e 2.600 quilômetros quadrados no sul de Belarus são, na prática, inabitáveis. As pessoas não poderão viver ali em segurança durante os próximos 24.000 anos, segundo a AIEA.
A cidade de Pripyat, a três quilômetros da central e com uma população de 48.000 habitantes em 1986, foi completamente evacuada. Permanece abandonada, com os seus edifícios vazios e em ruínas, incluindo um parque de diversões enferrujado e uma roda-gigante, que a fazem parecer uma cidade fantasma pós-apocalíptica.
Antes da invasão russa de 2022 era possível realizar visitas guiadas ao local, mas há quase três anos que a zona permanece fechada aos turistas. Sem presença humana, a região tornou-se praticamente uma vasta reserva natural, onde em 1998 foi reintroduzido o cavalo de Przewalski, uma espécie rara e em perigo de extinção.
“Dou graças a Deus por Ele ter levado meus filhos. Aqui é melhor não ter nascido”. O desabafo em tom de desespero de Priscilla, uma das milhares de mulheres que trabalham em minas na República Democrática do Congo (RDC), resume o estado de degradação em uma das mais cruciais indústrias do planeta: a do cobalto. Cerca de 75% da produção global vêm do país africano, destinada a itens de alto valor agregado, como telefones celulares, drones e veículos elétricos. Mas um livro revela o lado cru da extração do mineral, no qual trabalhadores não são tratados como humanos, e onde o lucro bilionário convive com migalhas oferecidas em troca de um trabalho árduo e perigoso. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que um “atirador” foi detido em Washington. A declaração na rede Truth Social ocorreu após o americano ter sido retirado às pressas do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, realizado no Washington Hilton, após relatos de supostos disparos nesta noite.
“Que noite em Washington, D.C.! O Serviço Secreto e as forças policiais fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e coragem. O atirador foi detido e eu recomendei que “DEIXÁSSEMOS O SHOW CONTINUAR”, mas seguiremos inteiramente as orientações das forças policiais. Elas tomarão uma decisão em breve. Independentemente dessa decisão, a noite será muito diferente do planejado e, simplesmente, teremos que fazer tudo de novo”, escreveu Trump.
Em postagem seguinte, o americano afirmou que o evento ganhará uma nova data para ocorrer em até 30 dias.
“As autoridades policiais solicitaram que deixássemos as instalações, de acordo com o protocolo, o que faremos imediatamente. Darei uma coletiva de imprensa em 30 minutos, na Sala de Imprensa da Casa Branca. A primeira-dama, o vice-presidente e todos os membros do gabinete estão em perfeitas condições”, disse Trump.
De acordo com informações da CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, o Serviço Secreto evacuou o presidente e a primeira-dama do palco durante o evento. Pouco depois, agentes armados da Equipe de Contra-Ataque (CAT) teriam sido vistos no salão com armas longas apontadas para a parte posterior do ambiente.
Ainda segundo a CBS, após a retirada das autoridades principais, outros convidados também foram evacuados com urgência, alguns atravessando mesas e cadeiras enquanto se abaixavam no chão. Há registros de que a equipe de segurança ajudou participantes a deixar o local às pressas.
Imagens que começaram a circular mostram convidados agachados sob mesas após os disparos serem ouvidos, enquanto a segurança orientava a evacuação do prédio. Entre os presentes, o político Robert F. Kennedy Jr. foi visto sendo escoltado pela segurança, segundo registros fotográficos.
O repórter da BBC na Casa Branca, Bernd Debusmann Jr., informou que altos funcionários do governo dos Estados Unidos, incluindo o diretor do FBI, Kash Patel, também foram retirados rapidamente do evento após relatos de cerca de cinco disparos. Segundo relatos de participantes, houve momentos de pânico e movimentação intensa no salão.
Em meio à confusão, Trump estaria no meio de uma conversa quando foi interrompido pelo tumulto. Agentes do Serviço Secreto teriam conduzido o presidente para fora do salão enquanto ordenavam aos presentes que permanecessem no chão.
O repórter também relatou ter ouvido agentes afirmando que um suposto atirador estaria sob custódia, informação que ainda não foi confirmada oficialmente. Segundo testemunhas, agentes gritaram “tiros disparados” durante a operação de segurança.
Após a evacuação das autoridades, participantes e jornalistas permaneceram em confinamento no salão principal do hotel, enquanto a área era isolada.
Em outro momento, o diretor do FBI, Kash Patel, teria protegido uma pessoa próxima ao se jogar ao chão durante os disparos, segundo relato de uma apresentadora da BBC presente no evento. O presidente ainda estaria nas dependências do Hilton. Às 20h56, horário local (01h56 BST), a área da piscina do Washington Hilton ainda estava em funcionamento, indicando que o presidente dos EUA não havia deixado o local naquele momento.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem dos disparos ou detalhes completos do ocorrido. As informações foram reportadas pela CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, e pelo serviço de notícias da BBC.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas por agentes do serviço secreto do Hotel Washington Hilton na noite deste sábado, durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, após relatos de disparos de arma de fogo. Um suspeito está sob custódia, segundo as autoridades de segurança e o presidente republicano, que se manifestou em uma publicação nas redes sociais.
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Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que o “atirador foi detido” e agradeceu a atuação do Serviço Secreto e das forças policiais. Ele escreveu ainda que os agentes “agiram com rapidez e bravura” diante da situação.
O encontro anual reúne jornalistas e autoridades em Washington e foi interrompido por um forte barulho que provocou pânico entre os presentes. Segundo a agência Associated Press (AP), uma pessoa teria realizado disparos no local. A emissora CNN informou que o presidente estava seguro.
De acordo com relatos da CBS e da BBC, o Serviço Secreto retirou Trump e a primeira-dama do palco, enquanto agentes armados da Equipe de Contra-Ataque (CAT) foram posicionados no salão com armas longas apontadas para a parte posterior do ambiente.
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Imagens divulgadas mostram convidados se abaixando sob mesas e sendo retirados às pressas. Entre os presentes, o político Robert F. Kennedy Jr. foi visto sendo escoltado por agentes de segurança durante a confusão.
O repórter da BBC na Casa Branca, Bernd Debusmann Jr., informou que autoridades como o diretor do FBI, Kash Patel, também foram retiradas do local após relatos de cerca de cinco disparos. Testemunhas relataram momentos de pânico, com agentes gritando “tiros disparados” durante a retirada.
Em meio ao tumulto, Trump teria sido conduzido para fora do salão por agentes do Serviço Secreto enquanto participantes eram orientados a permanecer no chão. Há ainda relatos de que um suposto atirador estaria sob custódia, informação não confirmada oficialmente.
Após a retirada, parte dos convidados e jornalistas permaneceu em confinamento no salão principal do hotel.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou neste sábado que renunciará ao seu mandato como deputado após a sua coalizão ter sofrido uma derrota eleitoral contundente depois de 16 anos no poder. Orbán perdeu em 12 de abril para o conservador pró-europeu Peter Magyar, cujo partido conquistou a maioria de dois terços no Parlamento.
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Aos 62 anos, o nacionalista, que é membro do Parlamento húngaro desde a democratização do país em 1990, pediu na semana passada uma “reforma completa” de seu partido, o Fidesz.
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— Como o assento que conquistei como candidato principal da plataforma Fidesz KNDP é, na verdade, um assento parlamentar do Fidesz, decidi devolvê-lo — declarou o líder nacionalista em um vídeo publicado no Facebook. — Neste momento, não sou necessário no Parlamento, mas sim na reorganização do campo nacionalista.
Peter Magyar, que venceu as eleições com a promessa de uma “mudança de regime”, acusou Orbán de covardia.
— O ‘bravo’ lutador de rua é incapaz de uma coisa: assumir suas responsabilidades… Com um chefão da máfia [no comando], não pode haver oposição democrática — declarou Magyar no Facebook.
O novo Parlamento húngaro tomará posse em 9 de maio, quando os novos deputados prestarão juramento. Das 199 cadeiras, o partido Tisza, de Magyar, conquistou 141; o Fidesz-KDNP, de Orbán, 52. O partido de extrema direita Nossa Pátria, seis.

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