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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está “disposto a viver com o resultado” das investigações sobre o ataque a uma escola de meninas que deixou pelo menos 175 mortos, a maioria crianças, no Irã. Novos vídeos divulgados do episódio foram divulgados nesta semana e reforçaram as acusações de que um míssil Tomahawk americano teria atingido o local.
“Eu vou dizer que o Tomahawk, que é uma das armas mais poderosas por aí, é usado por, sabe, é vendido e usado por outros países, vocês sabem disso”, disse Trump nesta segunda-feira, 10, em uma conferência com jornalistas, segundo a ABC News. “E se for o Irã, que também tem Tomahawks, eles desejam ter mais, mas, mesmo que seja o Irã ou outra pessoa, o fato de um Tomahawk – um Tomahawk é bem genérico, ele é vendido para outros países. Mas isso está sendo investigado agora.”
Iranianos tentam resgate no local de um ataque a uma escola feminina em Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã.
ALI NAJAFI / ISNA / AFP
Na semana passada, o jornal New York Times já havia divulgado um conjunto de evidências — incluindo imagens de satélite, postagens em redes sociais e outros vídeos verificados — sugerindo que os EUA foram responsáveis pelo bombardeio ao prédio da escola primária Shajarah Tayyebeh, em Minas, no sul do Irã. O local foi severamente danificado por um ataque de precisão ocorrido ao mesmo tempo em que bombardeios dos EUA atingiam uma base naval operada pela Guarda Revolucionária Iraniana, ao lado da escola.
O governo de Israel declarou que não estava operando naquela área durante o bombardeio à escola.
Trump disse ainda que o ataque seria de responsabilidade do Irã, mas, pressionado sobre o assunto, o presidente americano admitiu não ter detalhes do episódio. “Eu apenas não sei o suficiente. Acho que é algo que me disseram estar sob investigação. Mas eu vou certamente, o que quer que o relatório mostre, eu estou disposto a viver com esse relatório.”
Uma menina teria sido morta em um ataque com míssil a uma escola feminina em Minab, província de Hormozgan, no sudeste do Irã. O número de mortos no ataque de 28 de fevereiro a uma escola no sul do Irã subiu para 85, segundo o site Mizan Online, do judiciário, que citou a promotoria da região, após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra a república islâmica.
FOTO AFP / CENTRO DE IMPRENSA IRANIANO
Nesta segunda-feira, um dia após a agência semioficial iraniana Mehr publicar uma gravação que reforça as acusações de que um míssil Tomahawk americano teria atingido o local, congressistas democratas pediram uma investigação “imparcial” do Pentágono sobre o episódio.
“Uma análise independente sugere de maneira plausível que o ataque pode ter sido lançado por forças americanas, o que, se for verdade, o tornaria um dos piores casos de baixas civis em décadas de intervenção militar dos Estados Unidos no Oriente Médio”, escreveram vários senadores democratas em um comunicado publicado nesta segunda-feira. “O assassinato de estudantes é ultrajante e inaceitável em qualquer circunstância”.
A instabilidade no preço internacional do petróleo, efeito colateral da guerra no Oriente Médio, tem preocupado o governo Lula, que monitora a alta da commodity energética e teme fortes subidas, que pressionariam a inflação no Brasil em ano eleitoral.
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Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou a recente escalada dos preços do barril de petróleo e a guerra. Durante a visita oficial do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ao Brasil, Lula disse que conflitos armados no Oriente Médio “produzem efeitos sobre as cadeias de energia e alimentos”, o que pune os mais vulneráveis.
— O preço do petróleo está subindo muito e deve subir em todos os países do mundo — afirmou Lula em seu discurso.
De fato, a cotação do barril brent chegou aos US$ 120 na noite do último domingo (ante US$ 72,48 em 27 de fevereiro, véspera do início da guerra) e tem oscilado em meio ao conflito armado desencadeado em 28 de fevereiro com a operação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, país que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Nesta segunda-feira, o barril iniciou o dia cotado em US$ 108,25 e fechou o dia em US$ 90,33.
Em resposta aos ataques militares dos EUA e de Israel, o regime iraniano tem bloqueado o transporte no Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o escoamento de commodities e bens na região. Pelo local, passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. Com o bloqueio, a produção do Iraque, outro grande exportador de petróleo, já caiu 70%, de 4,3 milhões de barris diários para 1,3 milhão, segundo agências internacionais.
No Brasil, a Petrobras não repassa toda a volatilidade do preço internacional ao consumidor, mas há entre aliados do governo o receio de que, ante uma eventual subida consistente nos preços do petróleo, a estatal precise reajustar os preços, o que pressionaria a inflação no país. Tudo vai depender da evolução do conflito nas próximas semanas, afirma um aliado de Lula.
Como O GLOBO noticiou, levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), considerando a abertura do mercado de segunda-feira em relação ao fechamento de sexta-feira, mostra defasagem de 85% nos preços do diesel e de 49% nos da gasolina praticados pela Petrobras, em comparação com os praticados no mercado internacional.
Poucas cidades da América Latina preservam seu passado colonial e a grandiosidade dos tempos de abundância quanto Havana. A cada pequena rua do centro histórico da cidade, casarões, palácios e fortalezas mostram como a capital cubana foi importante e rica nesta parte do Caribe. Mas anos de crises, bloqueios econômicos e redução dos investimentos estatais estão transformando a cidade em um conjunto de ruínas. A crise de combustíveis causada pelo cerco americano à ilha tem acrescentado doses dolorosas de decadência ao que já era decadente. Agora, lixo e esgoto disputam espaço com os escombros de edifícios que não resistiram ao tempo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Após especulações de que o governo dos Estados Unidos estaria planejando enviar militares por terra para capturar a Ilha de Kharg, terminal estratégico responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, os persas advertiram americanos e israelenses contra um eventual ataque. Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, declarou nesta segunda-feira que o país é um “cemitério para os desejos e ilusões dos estrangeiros” quando perguntado sobre um possível interesse de seus inimigos em Kharg. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste fim de semana que ampliará o foco da campanha de bombardeios no Oriente Médio para além dos alvos militares e nucleares, sugerindo que novas “áreas e grupos de pessoas” poderão ser incluídos no radar — o que lança luz sobre a estratégia de longo prazo da Casa Branca para a região. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A escolha do novo líder supremo do Irã no fim de semana, com a ascensão de Mojtaba Khamenei ao cargo que era de seu pai, Ali Khamenei , foi um sinal contundente de resiliência do regime, diante dos maiores bombardeios desde a Guerra Irã-Iraque, nos anos 1980. Mas a troca no poder também confirmou o que analistas viam como o cenário mais provável para o conflito: hoje, a Guarda Revolucionária dita os rumos do país, e tem em Mojtaba não apenas um aliado, mas um caminho para consolidar o domínio no Irã.
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Mojtaba fez parte das fileiras da Guarda Revolucionária quando tinha apenas 17 anos, e lutou em algumas operações de grande porte no conflito com o Iraque e começou a montar sua rede de contatos dentro da organização.
No batalhão onde serviu, o Habib ibn Mazaher, muitos dos combatentes foram alçados a posições de destaque no aparato de segurança, e o status de seu pai, à época presidente, lhe deu respaldo adicional. Nos anos seguintes, exerceu autoridade direta sobre a máquina de repressão da Guarda Revolucionária — as milícias Basij — e se aproveitou dos tentáculos financeiros da organização para acumular bens no exterior. Segundo a agência Bloomberg, seu patrimônio é equivalente a R$ 700 milhões, espalhados por Suíça, Reino Unido e Golfo Pérsico.
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Antes da guerra contra EUA e Israel, Mojtaba não era o favorito da elite política para suceder o pai, que por décadas o preparou para o posto. A pouca clareza sobre seus pensamentos e planos, a falta de experiência política e repulsa à ideia da hereditariedade do posto de líder supremo, que vai contra os ideais revolucionários de Ruhollah Khomeini, pesavam contra. Mas os cálculos mudaram após os bombardeios, e especialmente depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, vetou seu nome da lista de líderes “aceitáveis”.
Uma liderança sem o mesmo carisma de Khomeini, sem o mesmo poder de Khamenei, mas que parece moldada à perfeição para a Guarda Revolucionária, que controla o Irã desde o início da guerra: Mojtaba é alguém pouco disposto a contrariar os comandantes em tempos de crise, e que não deve implementar grandes mudanças (leia-se reformas estruturais) na República Islâmica.
— A Guarda Revolucionária não está lutando apenas por grupos aliados ou mísseis, está lutando pela sua própria existência. O cartel que eles criaram, um polvo com tentáculos em quase todos os aspectos da sociedade iraniana, da economia à mídia e à religião, subjugou todos os outros atores e facções da República Islâmica — disse um analista iraniano à revista Time, em condição de anonimato.
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Ao contrário das Forças Armadas, encarregadas de proteger a soberania nacional, a Guarda Revolucionária tem como tarefa defender a Revolução Islâmica, indo além de um papel paramilitar.
Na guerra contra o Iraque, unidades combatiam nas linhas de frente e criavam um novo programa de mísseis balísticos. Ao fim do conflito, assumiram os esforços de reerguer do país, fincando posição no lucrativo mercado de engenharia civil. As sanções internacionais serviram de terreno fértil para a criação de uma rede de contrabando de produtos de todos os tipos, desde tapetes até petróleo. Através de empresas de fachada ou fundações, originalmente com finalidades religiosas, a Guarda controla setores como o energético, transporte, bancário, de telecomunicações e imobiliário.
— Eles são extralegais e, na prática, um Estado paralelo. Agora controlam cerca de 50% da economia iraniana — afirmou em entrevista à rádio pública americana NPR Arash Azizi, pesquisador na Universidade Yale. — Eles costumam ser muito pragmáticos. O que eles querem é a preservação de seus próprios privilégios e de sua própria riqueza.
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Logo depois que os primeiros ataques aéreos mataram Ali Khamenei e membros dos altos escalões do governo, a Guarda Revolucionária pressionou a Assembleia dos Especialistas, responsável pela escolha do líder supremo, a acelerar o processo e superar questões sobre a aptidão de Mojtaba Khamenei. Para a milícia, um processo rápido e reconhecido de sucessão mostraria ao mundo que o regime estava funcional, mesmo que, na prática, os aiatolás não mandem mais como antes — agora, decisões cruciais de defesa são tomadas por membros da Guarda, e autoridades como o presidente, Masoud Pezeshkian, são meramente ilustrativas.
— O que resta do regime é a Guarda Revolucionária. E ela será o último vestígio do regime até que ele seja reformulado, seja internamente ou por forças externas — afirmou à rede NBC News Afshon Ostovar, especialista em Irã da Escola de Pós-Graduação Naval da Califórnia. — Assim que a poeira baixar, se não houver uma mudança completa de regime, as pessoas que estarão no comando do Irã estarão associadas ou farão parte do comando direto da Guarda.
Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita interceptam drones iranianos
Nesta segunda-feira, o Irã lançou novos ataques contra países do Golfo Pérsico, dias depois de Pezeshkian afirmar que eles não aconteceriam mais, declaração prontamente refutada pela Guarda Revolucionária. Houve relatos de interceptações e impactos na Arábia Saudita, Catar — cujo premier chamou o Irã de “traidores” — e Emirados Árabes Unidos. Na Turquia, um segundo míssil foi abatido pelas defesas aéreas da Otan, e os destroços caíram perto da fronteira com a Síria. A Chancelaria protestou, mas sem sugerir que o país vai retaliar militarmente.
Após um fim de semana de bombardeios contra o setor energético iraniano, Teerã alertou EUA e Israel para que não ataquem a Ilha de Kharg, chave para as exportações de petróleo do país. Segundo um porta-voz do governo, a ilha é um “cemitério de estrangeiros”, e uma ação traria mais incerteza sobre os impactos ao mercado petrolífero global. Com o Estreito de Ormuz virtualmente fechado, o preço do barril superou os US$ 100 nesta segunda-feira, alta de 30% desde o início do conflito. A cotação, contudo, despencou 11% depois de Trump afirmar à rede CBS News que “a guerra está quase completa”, e que está pensando em tomar Ormuz.
— Isso vai acabar em breve — disse em entrevista coletiva no fim da tarde. — E se recomeçar, eles (iranianos) serão ainda mais afetados.
Em resposta, a Guarda Revolucionária disse que “nós decidiremos o fim da guerra”
“A situação e o futuro da região agora estão nas mãos de nossas Forças Armadas. As forças americanas não acabarão com a guerra”, acrescentou um porta-voz da milícia, em comunicado.
Uma nuvem de fumaça sobe de um incêndio em curso após um ataque aéreo durante a noite à refinaria de petróleo de Shahran, no noroeste de Teerã, em 8 de março de 2026
AFP
Também há incerteza sobre os planos de Trump de mandar tropas ao Irã. No fim de semana, o presidente americano afirmou que poderia enviar forças de elite para confiscar estoques de urânio enriquecido do Irã. Em entrevista à rede CBS, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que seria “imprudente” afastar a hipótese, Nesta segunda, Trump disse que nenhuma decisão foi tomada.
Para especialistas, uma invasão terrestre de grande porte seria a única forma de eliminar o regime, apresentado como um dos objetivos da guerra, e mesmo com todo o poderio militar de EUA e Israel esse não seria um desfecho garantido. Os bombardeios eliminaram parte da liderança iraniana, mas a escolha de Mojtaba Khamenei serviu como um sinal de continuidade. A Guarda Revolucionária demonstrou coesão interna e resiliência. Não há sinais de deserções nas forças de segurança, de levantes populares ou insurreições internas — no sábado, Trump afastou a possibilidade de apoiar uma ofensiva de forças curdas iranianas, baseadas no Iraque.
— Você pode eliminar todos os elementos que tornam um Estado uma ameaça e dificultar, ou até mesmo impossibilitar, a realização de operações futuras por parte dele — disse o coronel aposentado da Força Aérea, John Warden, ao Wall Street Journal. — Agora, se você quer que um novo governo assuma o poder, alguém de dentro precisa tomar a iniciativa e assumir o controle.
Subúrbios do sul de Beirute, no Líbano, ficam destruídos após ataque israelense
AFPTV / AFP
Em outra frente da guerra, no Líbano, o número de mortos desde o início da ofensiva israelense passou de 500, com mais de 600 mil deslocados, afirmou o presidente Joseph Aoun. Houve confrontos entre militares de Israel e do Hezbollah no sul do país, além de novos bombardeios contra alvos associados ao grupo. Em comunicado, Aoun defendeu o início imediato de negociações com Israel e o desarmamento do Hezbollah, previsto pelo acordo que encerrou a guerra de 2024. Ele ainda criticou os lançamentos de mísseis contra Israel, que serviram como estopim para arrastar o Líbano a um novo conflito.
“Quem quer que tenha disparado os foguetes, desejava comprar o colapso do povo libanês, sob um ataque e caos, mesmo que isso significasse a destruição de dezenas de nossas aldeias e a morte de centenas de milhares de pessoas, tudo em prol dos cálculos do regime iraniano”, completou Aoun.
Em resposta, Mohamed Raad, parlamentar do Hezbollah, disse que o objetivo é “expulsar o inimigo de nossa terra ocupada” a qualquere custo, e que “claramente, não temos outra opção para preservar a honra, o orgulho e a dignidade senão a resistência”.
Em 10 dias, a escalada militar no Oriente Médio já deixou um rastro crescente de impacto sobre civis. No Líbano, pelo menos 600 mil pessoas foram deslocadas desde o início dos combates na semana passada, segundo o presidente libanês, Joseph Aoun. Até domingo, quase 500 pessoas haviam sido mortas no país, incluindo mais de 80 crianças, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. Ao mesmo tempo, moradores de Teerã descrevem cenas que chamam de “apocalípticas” após ataques israelenses contra depósitos de petróleo cobrirem a cidade com fumaça tóxica e fuligem. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
As autoridades colombianas capturaram dois irmãos de Iván Mordisco, o guerrilheiro mais procurado do país, em duas operações distintas que estão se aproximando de seu “círculo mais próximo de confiança”, anunciou o Ministério da Defesa nesta segunda-feira. Após o fracasso das negociações de paz, o presidente de esquerda Gustavo Petro lançou uma caçada a Mordisco, líder da maior facção dissidente do extinto grupo guerrilheiro das Farc, que se recusou a assinar o acordo de paz de 2016 e se financia com o narcotráfico.
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Os irmãos, conhecidos como Conejo e Jota, foram capturados em duas operações distintas na sexta-feira e nesta segunda-feira no município de Falán, no departamento de Tolima, oeste do país, anunciou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, em um vídeo. Um terceiro irmão de Mordisco já havia sido preso em 2025.
Petro e seu homólogo americano, Donald Trump, concordaram em unir forças para intensificar a busca por Mordisco, após uma reunião em fevereiro na Casa Branca, na qual amenizaram as tensões diplomáticas.
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Andrés Vera, conhecido como Conejo, foi capturado nesta segunda-feira enquanto tentava embarcar em um ônibus para “fugir da região” após a prisão de seu irmão, Juan Gabriel Vera, vulgo Jota, no mesmo município rural, segundo um comunicado do Ministério da Defesa.
Conejo era responsável pelo “apoio logístico” da organização de Mordisco e sua “expansão criminosa em direção ao centro do país”, afirmou o General William Rincón, diretor da polícia.
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Ambos tinham mandados de prisão por homicídio, sequestro e tráfico de armas. Conejo também está envolvido nos assassinatos de ex-combatentes das Farc que assinaram o acordo de paz, disse Rincón. Membros desmobilizados desse grupo guerrilheiro são alvos frequentes de grupos armados. Mordisco manteve negociações de paz com o governo durante um ano, mas abandonou a mesa de negociações em 2024 e intensificou a violência contra civis e as forças de segurança.
Petro adotou recentemente uma estratégia de guerra total contra a guerrilha, após tentativas frustradas de apaziguar o conflito de meio século por meio de sua política de “paz total”, que previa negociações paralelas com todos os grupos armados. Cinco meses antes de deixar o cargo, nenhuma dessas negociações havia apresentado progresso significativo. A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína.
O presidente dos EUA, Donald Trump, repetiu nesta segunda-feira que a guerra no Irã “vai acabar em breve”, pouco mais de uma semana após lançar, ao lado de Israel, intensos bombardeios que causaram grandes estragos ao país e que tiveram impacto em todo o Oriente Médio. Trump questionou o processo de sucessão na República Islâmica, que escolheu um novo líder supremo no fim de semana, e minimizou os impactos da disparada do preço do petróleo.
Em entrevista coletiva, Trump afirmou que “aniquilou completamente todas as forças do Irã”, atingindo mais de 5 mil alvos desde o início do conflito, “incluindo locais responsáveis ​​pela fabricação de drones, poder naval iraniano e capacidade de mísseis”.
— Isso vai acabar em breve — disse, se referindo à guerra. — E se recomeçar, eles serão ainda mais afetados.
O republicano disse que alguns alvos foram “deixados para depois”, fazendo referência à infraestrutura energética iraniana, já sob ataque de Israel desde o fim de semana.
— Estamos esperando para ver o que acontece antes de atacá-los — afirmou, antes de dizer que esses locais poderiam ser destruídos “em menos de um dia”.
Ele alertou as autoridades iranianas para que não tentem interromper o fluxo global de petróleo na região do Golfo Pérsico. Desde a semana passada, o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção global de petróleo e gás, está virtualmente bloqueado, e centenas de embarcações aguardam a melhora das condições de segurança para seguir viagem
— Vamos atingi-los com tanta força que será impossível para eles, ou para qualquer outra pessoa que os ajude, recuperar essa parte do mundo — afirmou. — Estamos fazendo isso para outras partes do mundo, como a China.
Segundo o presidente, “o Estreito de Ormuz continuará seguro” — mais cedo, ele sugeriu que poderia “assumir o controle” da passagem
— Vamos acabar com toda essa ameaça de uma vez por todas, e o resultado será a queda nos preços do petróleo e do gás para as famílias americanas — declarou o presidente, antes de minimizar os impactos da alta no preço do barril para os EUA. — [A crise de oferta] afeta muito mais os países do que os Estados Unidos. Não nos afeta de verdade. Temos petróleo de sobra.
Trump se disse “desapontado” com a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, sucedendo seu pai, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra. O republicano afirmou que deseja participar do processo de escolha das novas lideranças iranianas, e havia “vetado” o nome de Mojtaba na semana passada.
— Fiquei desapontado porque achamos que isso vai gerar mais do mesmo problema para o país, então fiquei decepcionado com a escolha deles — declarou. — Queremos estar envolvidos. [O futuro líder] deve ser capaz de fazer algo pacificamente, para variar.
O presidente anunciou que uma investigação está em curso para descobrir o que aconteceu na escola atingida por um míssil em Minab, nos primeiros momentos da guerra, deixando mais de 160 mortos, incluindo crianças. No fim de semana, o presidente disse que os iranianos atacaram o local, embora análises independentes apontem que os EUA são os culpados.
— Isso está sendo investigado neste momento. Seja qual for a conclusão do relatório, estou disposto a aceitá-la — disse Trump, sugerindo que os iranianos usaram um míssil Tomahawk, arma de fabricação americana que eles não têm em seu arsenal, no bombardeio contra a própria escola.
Ele confirmou que conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, revelando que os dois discutiram a crise no Oriente Médio, e que Moscou “deseja ser últil”.
— Eu disse: “O senhor poderia ser mais útil se resolvesse logo a guerra entre Ucrânia e Rússia” — declarou Trump, tratando o conflito no Leste Europeu, que havia prometido encerrar “em 24 horas” caso fosse eleito presidente, como uma “luta sem fim”. — Existe um ódio tremendo entre o presidente Putin e o presidente [da Ucrânia, Volodymyr] Zelensky, eles parecem não conseguir se entender. Mas acho que foi uma ligação positiva sobre esse assunto.
Mais cedo, Trump afirmou duas vezes — à rede CBS News e em um discurso a parlamentares — que a guerra terminaria “muito rapidamente”, apontando que, em sua opinião, a a operação está avançando mais rápido do que esperavam. Na entrevista coletiva, ao ser perguntado se o fim do conflito ocorreria esta semana, disse que não.
As declarações serviram para reduzir a cotação do petróleo nos mercados internacionais, que superou a barreira dos US$ 100 por barril nesta segunda-feira. Trump ainda alegou que o regime estava pronto para atacar os EUA ” menos de uma semana” antes da decisão americana e israelense de bombardear o Irã, e que “se tivessem uma arma nuclear, teriam usado contra Israel”.
— Estavam preparados. Tinham muito mais mísseis do que qualquer um imaginava e iriam nos atacar, mas também atacariam todo o Oriente Médio e Israel — disse aos parlamentares em Miami. — Eu sei que eles tinham todos aqueles locais de lançamento de mísseis e todos aqueles lançadores que nós eliminamos, cerca de 80% deles agora, aliás, eliminamos a maior parte, sabe, veja, o número de lançamentos diminuiu bastante. Eles têm muito poucos lançamentos restantes.
Um homem, de 58 anos, residente no Reino Unido, foi acusado de crimes contra a humanidade por seu papel na repressão de manifestações na Síria desde abril de 2011, anunciou nesta segunda-feira a polícia britânica. Esta acusação é consequência de uma investigação realizada pela unidade de crimes de guerra da polícia antiterrorista britânica.
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A guerra civil na Síria estourou em 2011, após a brutal repressão dos protestos antigovernamentais por parte do então presidente, Bashar al Assad, derrubado no final de 2024. A força pública afirmou que o acusado enfrenta diversas acusações de assassinato e tortura no “primeiro processo judicial deste tipo no Reino Unido”.
As acusações estão relacionadas ao seu papel nas manifestações que aconteceram na Síria a partir de abril de 2011, na sequência da Primavera Árabe. O acusado é suspeito de ter liderado um grupo responsável por reprimir as manifestações no bairro de Jobar, no leste de Damasco, um dos lugares emblemáticos da repressão governamental.
“Agora vive no Reino Unido e foi acusado em relação ao período em que trabalhou nos serviços de inteligência da Força Aérea síria em Damasco”, informou a polícia.
Ao homem são imputadas, entre outras, três acusações de homicídio e três de tortura. O acusado, cujo nome não foi divulgado, deve comparecer na terça-feira a um tribunal de Londres.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira em entrevista à CBS News que a guerra contra o Irã poderia estar quase no fim. Além de fazer um balanço do conflito, o republicano comentou sobre a nomeação do aiatolá Mojtaba Khamenei, que substituiu o pai, Ali Khamenei, morto em ataque dos EUA e de Israel, como líder supremo iraniano e ainda prometeu retaliar fortemente o regime teocrático caso bloqueiem o Estreito de Ormuz, o qual ele afirma já estar aberto à navegação para os navios americanos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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