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Os Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira, por meio do secretário de Defesa Pete Hegseth, ter destruído 16 embarcações iranianas no Estreito de Ormuz capazes de lançar minas marítimas, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. Em resposta, o Irã ameaçou bloquear as exportações de petróleo da região e declarou que não permitirá que “nem mesmo um único litro” seja enviado aos seus inimigos.
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A tensão se concentra especialmente no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. O temor de que o Irã possa minar a área elevou o alerta internacional sobre possíveis impactos no abastecimento global de energia.
Imagens divulgadas pelos EUA nas redes sociais mostram o momento dos ataques realizados as embarcações.
Veja:
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O Exército dos Estados Unidos divulgou imagens não classificadas de algumas das embarcações destruídas. A divulgação ocorreu após o presidente Donald Trump afirmar nas redes sociais que não havia confirmação de que o Irã tivesse iniciado a instalação de minas no estreito.
Segundo a CBS News, as agências de inteligência americanas detectaram o uso de embarcações menores pelo regime. Esses barcos podem transportar duas ou três minas cada e estavam sendo posicionados ao longo da rota marítima vital.
Mesmo assim, Trump ameaçou ampliar drasticamente a ofensiva caso o país mantenha qualquer tentativa de bloquear a passagem. De acordo com o The Sun, o Irã teria ao menos duas mil minas navais.
“Se eles não removerem imediatamente qualquer mina que tenham colocado, serão atingidos em um nível nunca visto antes”, escreveu o presidente.
Uma mulher de 30 anos foi condenada a 60 anos de prisão na Flórida, nos Estados Unidos, após admitir que permaneceu inerte diante de agressões violentas cometidas por seu namorado contra o próprio filho, de cinco anos. A sentença foi anunciada na sexta-feira (6) pelo gabinete do procurador estadual RJ Larizza.
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Taylor Schaefer se declarou culpada, sem contestação, de 25 acusações relacionadas a abuso e negligência infantil. De acordo com as autoridades, ela tinha conhecimento de episódios recorrentes de violência praticados por Shawn Stone, de 35 anos, com quem vivia, e não interveio para proteger as crianças.
Imagens de vigilância revelaram agressões
Segundo o Ministério Público, câmeras de segurança registraram Stone espancando o menino com um esfregão após um episódio de enurese noturna. Em um dos ataques, a criança sofreu uma fratura no crânio. Um exame médico realizado pelos Serviços de Proteção à Criança identificou cerca de 46 ferimentos no corpo do menino.
O Gabinete do Xerife de Volusia informou que a criança frequentemente aparecia machucada e mancando diante da mãe, sem receber atendimento médico. Imagens também mostraram o menino com as mãos amarradas nas costas por longos períodos — em um caso, das 18h40 até as 14h do dia seguinte. Segundo os investigadores, ele também era colocado em uma gaiola para cães e punido com privação de comida.
As investigações começaram em 2023, quando autoridades identificaram sinais de negligência e violência envolvendo os três filhos de Schaefer. De acordo com o gabinete do xerife, uma das crianças foi atingida com água fervente, obrigada a bebê-la e espancada com objetos domésticos. Outra não recebia nutrição adequada nem cuidados para um problema grave de saúde.
Mensagens de texto e gravações analisadas pelos investigadores indicam que Schaefer tinha conhecimento das agressões e, em alguns momentos, participou da negligência. “O dever sagrado de uma mãe é amar e proteger seus filhos, não espancá-los, torturá-los e humilhá-los”, afirmou o procurador RJ Larizza em comunicado.
Além da pena principal de 60 anos, Schaefer também recebeu uma sentença adicional de 54 anos por não denunciar abuso, abandono e negligência infantil, a ser cumprida simultaneamente.
O namorado dela, Shawn Stone, permanece preso na Cadeia do Condado de Volusia e responde a cerca de 24 acusações, incluindo abuso infantil agravado e outros crimes relacionados a violência e negligência repetidas. O processo contra ele segue em andamento.
Uma mulher canadense de 35 anos morreu após se submeter a uma cirurgia plástica em uma clínica privada na Turquia. Jessika Chagnon Gailloux, moradora de Saint-Lin-Laurentides, havia viajado ao país em 2 de março para realizar uma abdominoplastia e um lifting de mamas em Antalya, cidade turística na costa mediterrânea turca.
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A paciente estava acompanhada por um representante da agência de turismo médico Bestie. Segundo Stéphanie Jobin, ligada à empresa, uma autópsia preliminar foi realizada, mas não apontou a causa da morte. Um segundo relatório deverá esclarecer as circunstâncias do caso.
Após a cirurgia, Gailloux foi levada ao quarto de hotel e chegou a registrar um vídeo da paisagem local, que compartilhou com conhecidos. Veículos de comunicação turcos informaram que ela permanecia sob vigilância, embora não esteja claro se o acompanhamento era feito por um profissional de saúde.
Cirurgia e agravamento do quadro
Há divergências sobre a data exata da operação. Informações que circularam nas redes sociais indicam que o procedimento teria ocorrido no mesmo dia da chegada da paciente ao país. Já o portal de notícias turco Tibbiye Bülteni afirma que a cirurgia foi realizada em 5 de março, ao meio-dia, e durou cerca de cinco horas.
De acordo com o site, Gailloux passou por exames médicos pré-operatórios de rotina, como análises de sangue, radiografia de tórax e eletrocardiograma. O relatório indica ainda que ela estava estável após o procedimento, mas que seu estado de saúde se deteriorou no dia seguinte, 6 de março.
Segundo relatos, a equipe médica realizou manobras de reanimação cardiopulmonar por cerca de 45 minutos, sem sucesso.
Investigação em andamento
A polícia turca foi acionada e iniciou uma investigação sobre a morte da canadense. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Antalya, responsável por determinar a causa exata do óbito.
As autoridades também deverão analisar o histórico de saúde da paciente e suas atividades nos dias anteriores à cirurgia. Relatos iniciais levantaram a hipótese de uso de drogas, mas a acompanhante da agência Bestie contestou a informação.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que não houve consumo de substâncias ilegais durante a viagem. Segundo o relato, Gailloux teria utilizado cannabis apenas alguns dias antes de partir para a Turquia.
Jessika Chagnon Gailloux era mãe de quatro filhos. A investigação segue em andamento.
Um dos responsáveis por localizar um dos mais valiosos naufrágios da história dos Estados Unidos deixou a prisão após quase dez anos detido. O cientista e explorador marítimo Tommy Thompson, de 73 anos, foi libertado na quarta-feira (4), segundo registros do Departamento Federal de Prisões analisados pela Associated Press.
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Nascido em Ohio, Thompson ganhou notoriedade em 1988 ao liderar a equipe que encontrou os destroços do SS Central America, navio que ficou conhecido como o “Navio de Ouro”. A embarcação afundou em 1857 durante um furacão no Oceano Atlântico, próximo à costa da Carolina do Sul, levando consigo cerca de 30 mil libras de ouro provenientes da recém-criada Casa da Moeda de São Francisco.
O naufrágio, localizado a mais de 2.100 metros de profundidade, transportava ouro ligado à Corrida do Ouro da Califórnia. O desastre matou 425 passageiros e tripulantes e contribuiu para um pânico econômico na época. Parte do tesouro recuperado ao longo das décadas seguintes foi vendida por milhões de dólares.
Disputa judicial e prisão
Apesar da descoberta histórica, Thompson acabou envolvido em uma longa batalha judicial. Investidores que financiaram a expedição entraram com um processo em 2005, alegando não terem recebido recursos da venda de parte do ouro recuperado — avaliada em cerca de US$ 50 milhões, incluindo barras e milhares de moedas.
O explorador desapareceu e passou anos foragido. Em 2012, um juiz federal de Ohio emitiu um mandado de prisão após Thompson não comparecer a uma audiência. Ele foi localizado três anos depois em um hotel na Flórida, vivendo sob nome falso.
Preso no fim de 2015, Thompson foi condenado por desacato ao tribunal ao se recusar repetidamente a revelar o paradeiro de cerca de 500 moedas cunhadas com o ouro do navio. Na época, elas eram avaliadas em aproximadamente US$ 2,5 milhões. O cientista afirmou que as peças haviam sido colocadas em um fundo fiduciário em Belize e disse não saber onde estavam.
Em uma audiência por videoconferência em 2020, o juiz federal Algenon Marbley voltou a questioná-lo sobre o destino das moedas. Thompson respondeu que não tinha conhecimento sobre a localização do ouro e afirmou sentir que “não tinha as chaves da própria liberdade”.
Embora a legislação federal normalmente limite a prisão por desacato civil a 18 meses, um tribunal de apelações decidiu em 2019 que a regra não se aplicava ao caso, por causa das condições estabelecidas em um acordo judicial anterior.
Há pouco mais de um ano, no entanto, Marbley decidiu encerrar a punição por desacato, afirmando não estar mais convencido de que manter Thompson preso levaria a novas informações. O explorador então passou a cumprir uma pena de dois anos por ter faltado à audiência de 2012 — sentença que agora chegou ao fim.
Especialistas ouvidos pela Associated Press apontaram que o período de detenção foi incomum. Ryan Scott, professor de direito da Universidade da Flórida que estuda casos de desacato, afirmou que manter alguém preso por cerca de uma década nesse tipo de processo é “muito raro”.
Ao longo dos anos, artefatos do SS Central America continuaram a alcançar cifras milionárias em leilões. Em 2022, um lingote de 866,19 onças conhecido como Justh & Hunter foi vendido por US$ 2,16 milhões pela Heritage Auctions, em Dallas. Em 2019, relíquias do naufrágio renderam mais de US$ 11 milhões, e em 2001 um lingote de 36 quilos foi arrematado por um colecionador por US$ 8 milhões.
A governadora republicana do estado americano do Alabama, Kay Ivey, comutou na terça-feira a pena de morte de Charles Burton, de 75 anos, para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, alegando que seria “injusto” prosseguir com a execução, que estava prevista para quinta-feira.
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Em 1991, Charles Burton foi um dos seis homens envolvidos no assalto a uma loja que terminou com o assassinato de um cliente, Doug Battle. A investigação demonstrou que Burton não puxou o gatilho.
“Doug Battle foi brutalmente assassinado por Derrick DeBruce enquanto fazia compras em uma loja de peças para automóveis. Mas DeBruce acabou sendo condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional”, afirmou a governadora em um comunicado.
“Charles Burton não atirou na vítima, não ordenou ao atirador que disparasse contra a vítima e já havia deixado a loja quando aconteceu o tiroteio. Burton, no entanto, foi condenado à morte, enquanto DeBruce passou o resto da vida na prisão”, acrescentou.
“Não posso prosseguir em sã consciência com a execução do sr. Burton diante de circunstâncias tão discrepantes. Acredito que seria injusto que um participante neste crime fosse executado, enquanto o participante que apertou o gatilho não foi executado”, concluiu Ivey.
Esta é apenas a segunda vez que Kay Ivey concede perdão a um condenado à morte. Desde que assumiu o cargo de governadora, em 2017, ela supervisionou 25 execuções.
Segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte (DPIC), desde o início do ano, cinco condenados à morte foram executados nos Estados Unidos.
Um incêndio em um ônibus deixou pelo menos seis mortos e vários feridos na noite desta terça-feira (10) na cidade de Kerzers, no oeste da Suíça, segundo informações da polícia local. O incidente ocorreu por volta das 18h25 (horário local) no centro do município, localizado no cantão de Friburgo, a cerca de 20 quilômetros de Berna.
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De acordo com as autoridades, ao menos três pessoas foram encaminhadas a hospitais da região. Um socorrista que participou do atendimento às vítimas também teria ficado ferido durante a operação de resgate.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostram o ônibus completamente tomado pelas chamas. Moradores relataram ter visto uma densa coluna de fumaça se formando sobre o centro da cidade no momento do incêndio. O veículo, segundo relatos, havia partido do município de Düdingen, cerca de 17 quilômetros ao sul de Kerzers.
Assista:
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Investigação sobre as causas
A polícia informou que a origem do fogo ainda é desconhecida e que uma investigação foi aberta para esclarecer as circunstâncias do ocorrido, incluindo a possibilidade de o incêndio ter sido provocado intencionalmente. Houve relatos de que uma pessoa teria se banhado com gasolina antes do incidente, mas as autoridades afirmaram que essa informação ainda não foi confirmada.
Em uma mensagem publicada na rede social X, o presidente suíço, Guy Parmelin, afirmou estar “chocado e triste com a perda de vidas em um grave incêndio na Suíça”.
O ônibus foi consumido pelas chamas e completamente destruído na pequena cidade suíça
Divulgação/Polícia de Friburgo
O episódio ocorre poucos meses após outro incêndio fatal no país. Na véspera de Ano Novo, um fogo em uma estação de esqui suíça deixou 41 mortos, um dos episódios mais letais recentes envolvendo incêndios no país.
Um dos vulcões mais ativos do planeta, o Kīlauea entrou em erupção na manhã desta terça-feira (10) na maior ilha do Havaí, lançando no ar fragmentos vulcânicos do tamanho de bolas de futebol. A atividade foi registrada às 9h17 (horário local) na cratera Halemaʻumaʻu, localizada dentro da caldeira do vulcão.
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Segundo o Observatório Vulcanológico do Havaí, a erupção produziu uma coluna de lava que alcançou cerca de 7.622 metros acima do nível do mar. Informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que as aberturas vulcânicas ao norte e ao sul da cratera ultrapassam 300 metros de profundidade e estão liberando grande volume de tefra, fragmentos de rocha e cinzas resultantes da atividade eruptiva, que se espalham principalmente em direção ao norte.
Confira:
Alerta para queda de cinzas
De acordo com o USGS, mirantes do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí registraram acúmulo de detritos tóxicos de grande tamanho, o que pode gerar condições perigosas no solo. Como medida de segurança, o parque foi fechado ao público.
Moradores de comunidades situadas a noroeste da área vulcânica também receberam alerta para queda de cinzas até as 17h. Em comunicado, o Serviço Nacional de Meteorologia orientou a população a fechar portas e janelas, proteger aparelhos eletrônicos, cobrir entradas de ar e fontes de água abertas e evitar dirigir. As autoridades também alertaram para possíveis interrupções em serviços públicos.
A nova erupção ocorre poucos dias após a morte de um homem de 33 anos que havia entrado em uma área restrita do parque. O visitante, residente no Havaí, caminhava em uma região perigosa no lado leste da caldeira do Kīlauea em 26 de fevereiro.
A cratera Halemaʻumaʻu, dentro da caldeira do Kilauea, entrou em erupção
Captura de tela/Youtube/USGS
Em nota, o serviço responsável pelo parque ressaltou que a caldeira apresenta terreno instável, com bordas de penhascos frágeis e formações vulcânicas perigosas, e reforçou a orientação para que visitantes permaneçam apenas em áreas autorizadas.
Após buscas durante a noite, o homem foi encontrado em um terreno íngreme no dia seguinte e levado de helicóptero ao Centro Médico Hilo Benioff, a cerca de 35 quilômetros da cratera. Ele morreu no hospital.
A erupção mais recente do Kīlauea antes deste episódio havia ocorrido em 15 de fevereiro de 2026. Desde dezembro de 2024, o vulcão apresenta atividade intermitente, segundo os órgãos de monitoramento geológico.
A atuação de dois homens que administram a herança deixada por Jeffrey Epstein voltou ao centro das atenções em Washington. Richard Kahn, contador de longa data do financista, e Darren Indyke, advogado pessoal por décadas, foram convocados pelo Congresso dos Estados Unidos para prestar depoimento sobre o controle do patrimônio e possíveis informações sobre a rede de abusos ligada ao empresário.
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O interesse do Congresso surge em meio a questionamentos sobre o papel que ambos tiveram nas operações financeiras de Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.
O caso remonta ao dia da prisão de Epstein, em julho de 2019, quando agentes do FBI entraram em sua mansão em Nova York. Durante a operação, os investigadores arrombaram um grande cofre e encontraram diamantes, maços de dinheiro, passaportes, pastas com CDs e discos rígidos. Apesar da descoberta, os agentes não puderam levar os itens naquele momento por causa de um problema com o mandado de busca. Sem autorização judicial válida para apreender os materiais, eles tiveram que deixar a residência e solicitar um novo mandado.
Quando voltaram com a autorização corrigida, os investigadores se depararam com uma surpresa: o cofre estava vazio. Segundo documentos do FBI, os itens teriam sido retirados após uma ordem de Kahn, contador de Epstein desde 2005. Funcionários da mansão teriam colocado o conteúdo do cofre em duas malas e levado o material para a casa do contador.
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Posteriormente, após contato do FBI com o advogado de Kahn, ele concordou em devolver as malas intactas. No entanto, impôs duas condições: não permitir que agentes fossem até sua residência e não revelar quem teria ordenado a remoção dos objetos. Uma fonte próxima da investigação afirma que não há registro de que Kahn tenha sido interrogado ou investigado formalmente no processo criminal contra Epstein. O advogado atual do contador sustenta que seu cliente cooperou integralmente com as autoridades.
Controle do espólio
Kahn e Indyke são os únicos executores do espólio deixado por Epstein, posição que lhes dá controle sobre dinheiro, propriedades, documentos e decisões legais relacionadas ao patrimônio do financista. Como executores, eles também administram documentos pertencentes ao espólio, alguns dos quais podem conter informações sensíveis sobre contatos e operações ligadas ao empresário. Parte desse material foi enviada ao House Oversight Committee quando solicitado.
Os dois foram convocados a depor no Congresso como parte de uma investigação sobre a rede de Epstein. Kahn deverá comparecer na quarta-feira, enquanto Indyke foi chamado para prestar depoimento em 19 de março.
Os dois foram nomeados executores do espólio apenas dois dias antes da morte de Epstein, quando ele ainda aguardava julgamento na prisão. Na ocasião, o financista alterou seu testamento e transferiu toda sua fortuna para um fundo administrado por ambos. O patrimônio de Epstein foi estimado em cerca de US$ 635 milhões no momento de sua morte.
Como responsáveis pelo espólio, Kahn e Indyke conduziram negociações financeiras com vítimas do empresário. Os acordos resultaram em indenizações, mas incluíam uma cláusula que impedia sobreviventes que aceitassem os pagamentos de processá-los pessoalmente. Ainda assim, processos judiciais continuam em andamento contra os dois.
Além de administrar o patrimônio, Kahn e Indyke também são beneficiários do fundo criado por Epstein, o que significa que podem receber parte do dinheiro restante. Segundo o texto, esse valor pode chegar a dezenas de milhões de dólares após o pagamento das indenizações.
Questionamentos sobre o que sabiam
Uma mulher que afirma ter sido abusada por Epstein disse que os executores precisam explicar o que sabiam sobre a operação do financista.
— Jeffrey era apenas uma pessoa. Não há como ele ter conseguido fazer tudo isso sozinho — diz.
Documentos judiciais indicam que Kahn e Indyke tinham autoridade para movimentar praticamente todas as contas bancárias de Epstein e ajudavam a administrar diversas empresas ligadas a ele. Alguns processos alegam que certas empresas foram criadas para facilitar o esquema de tráfico sexual. O advogado de Kahn rejeita a acusação e afirma que as empresas tinham principalmente finalidade fiscal.
Outros documentos judiciais afirmam que os dois receberam milhões em honorários e empréstimos, pagaram indenizações a vítimas e ajudaram a organizar casamentos para mulheres traficadas permanecerem legalmente nos Estados Unidos. Uma ação judicial afirma que ninguém, exceto Ghislaine Maxwell, foi tão central para o funcionamento da rede quanto Indyke e Kahn, descrevendo-os como “tão essencial” para a operação.
O deputado Suhas Subramanyam afirmou que os dois podem fornecer informações importantes sobre como Epstein administrava seus negócios. Apesar das alegações presentes em processos civis, ambos negam irregularidades e não enfrentam acusações criminais.
Fluxos de dinheiro
Segundo documentos judiciais, Kahn e Indyke ajudaram Epstein a administrar cerca de 140 contas bancárias. Um dos exemplos citados envolve uma empresa de design ligada a Kahn, que teria sido usada para transferir dinheiro a vítimas e recrutadores. Outra empresa teria emitido cheques de até US$ 300 mil para mulheres ou advogados de imigração. O advogado de Kahn afirma que seu cliente apenas prestava serviços contábeis comuns.
Os documentos também apontam que Indyke teria realizado retiradas em dinheiro de forma estruturada, de modo a evitar alertas automáticos do sistema bancário. Segundo vítimas, Epstein frequentemente pagava mulheres em dinheiro. Entre 2011 e 2019, Indyke recebeu cerca de US$ 16 milhões em pagamentos de Epstein, enquanto Kahn recebeu aproximadamente US$ 10 milhões. Ambos negam irregularidades.
Casamentos e imigração
Alguns processos também alegam que Epstein incentivava mulheres traficadas a se casar com cidadãs americanas para obter residência legal. Em um e-mail de 2013, ele sugeriu que uma mulher encontrasse uma “namorada americana” e afirmou que o casamento entre pessoas do mesmo sexo seria “o caminho mais rápido para um green card”. As ações judiciais alegam que Kahn e Indyke ajudaram a facilitar pelo menos três desses casamentos. Os advogados de ambos negam as acusações.
Em 2020 foi criado o Jeffrey Epstein Victim Compensation Program, que permitiu que sobreviventes solicitassem compensação financeira. Segundo os números citados, 136 mulheres receberam US$ 121 milhões e outras 59 receberam US$ 48 milhões. Além disso, o espólio de Epstein concordou recentemente em pagar até US$ 35 milhões adicionais a sobreviventes que processaram Indyke e Kahn pessoalmente.
Antes dos depoimentos no Congresso, o advogado de Indyke afirmou que ambos continuarão cooperando com as autoridades e pretendem demonstrar que não tiveram envolvimento nas atividades criminosas de Epstein.
Ao comentar o caso, uma sobrevivente anônima levantou uma reflexão sobre responsabilidade e dinheiro. “Quando se fala em quantias tão grandes de dinheiro, será que o dinheiro acaba pesando mais do que fazer a coisa certa? Eu não sei. Isso é algo que eles terão que resolver moralmente.”
Um segundo navio porta-contêineres foi atingido nos Emirados Árabes Unidos por um projétil não identificado, informou uma agência britânica de segurança marítima, enquanto o Irã intensifica os ataques no Golfo e no Estreito de Ormuz.
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“A tripulação está sã e salva”, afirmou a United Kingdom Maritime Trade Operations.
Drones no aeroporto de Dubai
Um ataque com drones nas proximidades do aeroporto internacional de Dubai deixou quatro pessoas feridas nesta quarta-feira e levou as autoridades a orientarem passageiros a se manterem longe das janelas do terminal e a procurar abrigo sempre que necessário. O episódio ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio envolvendo o Irã.
Segundo o gabinete de comunicação do governo de Dubai, dois drones caíram nas proximidades do aeroporto, um dos mais movimentados do mundo. Quatro pessoas ficaram feridas no incidente — dois cidadãos de Gana, um de Bangladesh e um da Índia. O estado de saúde das vítimas não foi detalhado.
Apesar do susto, o tráfego aéreo no aeroporto segue operando normalmente, de acordo com as autoridades locais.
Relatos de passageiros citados pela BBC indicam que folhetos foram distribuídos dentro do aeroporto orientando as pessoas a manter distância das áreas envidraçadas e a buscar abrigo caso necessário. A medida preventiva foi adotada após a queda dos drones nas imediações do terminal.
O episódio amplia a preocupação com a segurança em um dos principais hubs de transporte do planeta, por onde passam dezenas de milhões de passageiros por ano e que funciona como ponto estratégico de conexão entre Europa, Ásia e África.
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