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A primeira semana da guerra contra o Irã custou aos Estados Unidos mais de US$ 11,3 bilhões (R$ 58,7 bilhões), de acordo com relatórios do Pentágono ao Congresso, divulgados nesta quarta-feira pelo jornal americano The New York Times. Citando fontes anônimas familiarizadas com a reunião a portas fechadas realizada na Câmara Baixa na terça-feira, o jornal observou que o valor exclui os custos relacionados à preparação para os ataques, sugerindo que os números da primeira semana da ofensiva podem ser muito maiores.
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A reunião foi descrita por três pessoas familiarizadas com o assunto, que falaram sob condição de anonimato para discutir informações confidenciais.
Autoridades da Defesa haviam informado anteriormente ao Congresso que aproximadamente US$ 5,6 bilhões (R$ 29 bilhões) em munições foram gastos apenas nos dois primeiros dias de combate, segundo a mídia americana, um valor muito superior às estimativas públicas anteriores.
O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais estimou que as primeiras 100 horas da operação custaram US$ 3,7 bilhões (R$ 19 bilhões).
A primeira onda do bombardeio utilizou armamentos como a bomba planadora AGM-154 , cujo preço pode variar de US$ 578 mil (R$ 3 milhões) a US$ 836 mil (R$ 4,3 milhões). A Marinha adquiriu 3 mil dessas bombas há quase duas décadas. Desde então, as Forças Armadas dos EUA afirmaram que passarão a utilizar bombas muito mais baratas, como a Joint Direct Attack Munition (JDAM). A ogiva de menor tamanho custa cerca de US$ 1 mil (R$ 5,1 mil), e o kit de guiamento, aproximadamente US$ 38 mil (R$ 197 mil).
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Alguns republicanos — incluindo o senador Mitch McConnell, do Kentucky, presidente da subcomissão que financia o Pentágono — têm insistido, ao longo de várias administrações, para que os Estados Unidos aumentem seus gastos com a produção de munições.
Mas outros republicanos têm resistido ao aumento do financiamento militar e, nos últimos dias, questionaram a ideia de aprovar um pacote de financiamento suplementar dispendioso para um conflito que, segundo eles, pode se tornar indefinido.
E os democratas, por sua vez, lançaram dúvidas consideráveis ​​sobre a disposição dos EUA em apoiar uma medida de financiamento emergencial para a operação, pelo menos até que altos funcionários do governo ofereçam ao Congresso mais detalhes sobre a estratégia e o objetivo final do conflito.
Ataques continuam
O presidente Donald Trump, enquanto isso, tem enviado sinais contraditórios sobre a duração da guerra contra o Irã, e descreveu a vitória como iminente em um discurso econômico no Kentucky.
— Nos últimos 11 dias, nossas Forças Armadas praticamente destruíram o Irã — disse ele. — A Força Aérea deles acabou. Completamente acabou.
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Mas Trump também afirmou que apenas a “rendição incondicional” de Teerã encerraria a guerra, e o Irã não demonstrou qualquer intenção de recuar.
Nesta quarta-feira, o Irã intensificou os ataques contra navios-petroleiros e de transporte de carga no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, via naval por onde passa cerca de 20% da produção de petróleo global, em uma nova escalada dentro da campanha de retaliação aos ataques lançados por Israel e Estados Unidos há 12 dias. Ao menos seis navios foram alvos.
Entre as ações confirmadas pelo comando iraniano estão um bombardeio contra uma base da inteligência naval de Israel, em Haifa, e o que a mídia estatal relatou como a onda “mais violenta e contundente” desde o início da guerra, incluindo contra a bases militares americanas no Kuwait e no Bahrein. Dados militares divulgados por EUA, Israel e países do Golfo, porém, apontam que a frequência dos bombardeios iranianos está diminuindo — enquanto fontes militares do Irã afirmam que os armamentos usados neste momento são mais poderosos.
Com NYT.
Um ataque iraniano com drone que matou seis militares dos Estados Unidos no Kuwait foi mais grave do que havia sido divulgado inicialmente, segundo informações da emissora americana CBS News. De acordo com fontes ouvidas pela rede, mais de 30 militares ainda estavam hospitalizados na noite de terça-feira por causa de ferimentos sofridos no ataque, ocorrido em 1º de março. Entre as vítimas, dezenas apresentaram lesões cerebrais, traumas causados por estilhaços e queimaduras.
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Procurado pela BBC sobre o relato, o Pentágono informou que cerca de 140 militares americanos ficaram feridos desde o início do conflito envolvendo o Irã, incluindo oito com ferimentos graves. O departamento não detalhou os tipos de lesão nem suas causas específicas.
— A grande maioria dessas lesões foi leve, e 108 militares já retornaram ao serviço — afirmou um porta-voz do Pentágono. — Oito militares permanecem listados como gravemente feridos e recebem o mais alto nível de cuidados médicos.
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Sem alarmes
O ataque ocorreu na manhã de 1º de março no porto de Shuaiba, no Kuwait, onde militares americanos operavam um centro tático improvisado instalado em um complexo civil. Segundo uma fonte familiarizada com o caso ouvida pela CNN, o projétil atingiu diretamente o centro do edifício, descrito como um trailer triplo adaptado com escritórios.
A ofensiva ocorreu pouco depois das 9h e sem qualquer alerta prévio. Sirenes de emergência não chegaram a ser acionadas para que as tropas pudessem buscar abrigo. Após a explosão, partes da estrutura ficaram destruídas e incêndios continuaram em diferentes pontos do prédio.
Imagens de satélite feitas horas depois mostraram o edifício em chamas e uma densa coluna de fumaça escura subindo sobre o porto.
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As seis mortes foram as primeiras entre militares americanos no conflito, iniciado no dia 28 de fevereiro, após os Estados Unidos e Israel lançarem uma operação conjunta contra o Irã.
Os soldados estavam designados ao 1º Comando de Sustentação de Teatro, um quartel-general independente sediado no Kentucky, com tropas de outras unidades designadas para apoio em rotações de nove meses.
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Após a confirmação das mortes, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, afirmou que os militares “representam o melhor que nossa nação tem a oferecer” e são “verdadeiros exemplos do que significa serviço abnegado”.
— Nossas mais profundas condolências estão com suas famílias, seus amigos e suas unidades. Jamais os esqueceremos — declarou.
Milhares de iranianos se reuniram nesta quarta-feira na Praça Enghelab, conhecida como Praça da Revolução, em Teerã, para o funeral coletivo de vítimas dos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel. A cerimônia homenageou comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI), oficiais do Exército e civis mortos nos bombardeios.
Entre os falecidos, está Mohammad Pakpour, que havia assumido o cargo de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã em junho, morto no ataque aéreo ocorrido em 28 de fevereiro, que deixou mais de 170 vítimas. O funeral ocorre dias após a morte do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do país, também morto no bombardeio. Seu filho, Mojtaba Khamenei, foi escolhido pela Assembleia de Peritos do Irã para suceder o cargo.
Na terça-feira (3), outro funeral foi realizado em homenagem a estudantes e funcionários de uma escola bombardeada no sul do país As imagens mostram multidões caminhando com bandeiras, fotos, flores e cartazes.
Iranianos participam de um funeral coletivo em Teerã
Atta KENARE / AFP
Iranianos participam de um funeral coletivo em Teerã
Atta KENARE / AFP
Também nesta quarta-feira, as Forças Armadas do país intensificaram os ataques contra navios-petroleiros e embarcações de transporte de carga nas proximidades do Estreito de Ormuz, importante rota marítima para o transporte mundial de petróleo. Segundo a agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO), um navio porta-contêineres e dois cargueiros foram atingidos por “projéteis não identificados” na região. Ainda de acordo com a UKMTO, ocorreram 14 incidentes contra navios na região desde o início do conflito.
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O governo do Líbano informou nesta quarta-feira que o número de mortos em 10 dias de combates entre Israel e o Hezbollah durante a guerra no Oriente Médio chegou a 634, enquanto mais de 800 mil pessoas foram registradas como deslocadas. A escalada militar tem ampliado o impacto do conflito sobre civis.
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Em números atualizados, o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, detalhou em entrevista coletiva que entre os mortos estão 91 crianças. Ele ainda acrescentou que mais de 1.500 pessoas ficaram feridas.
A ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, afirmou que cerca de 816 mil deslocados já registraram seus nomes em um site ligado ao ministério, incluindo aproximadamente 126 mil pessoas alojadas em abrigos coletivos.
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Nesta semana, em meio ao agravamento da crise, o presidente libanês, Joseph Aoun, fez críticas incomumente duras ao Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã. Em comunicado divulgado após conversar com autoridades europeias, ele afirmou que o movimento pró-iraniano foi responsável por desencadear a atual escalada com Israel ao lançar uma bateria de foguetes na semana passada.
Aoun ainda acrescentou que o país se vê preso entre uma ofensiva israelense que “não demonstra respeito pelas leis da guerra” e “um grupo armado que opera fora da lei no Líbano e que não tem consideração pelos interesses do país nem pela vida de seu povo”.
Escalada militar israelense
A escalada começou na semana passada, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei, atingido por Israel nos ataques iniciais da guerra travada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã.
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O deslocamento em massa reflete o agravamento dos confrontos ao longo da fronteira sul do país, onde bombardeios e operações militares têm forçado milhares de famílias a abandonar suas casas em busca de áreas mais seguras.
Moradores deslocados que fugiram dos ataques aéreos israelenses nos subúrbios ao sul de Beirute sentam-se ao longo da orla marítima da capital libanesa em 6 de março de 2026
JOSEPH EID / AFP
A crise também tem atingido mulheres grávidas que tentam fugir dos bombardeios. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês), há relatos de mulheres dando à luz nas ruas de Beirute após ficarem presas em congestionamentos enquanto tentavam chegar a locais mais seguros.
— As mulheres não deixam de dar à luz só porque há um conflito. Nosso trabalho é garantir que elas possam fazer isso com segurança — afirmou à CNN a porta-voz da agência, Anandita Philipose.
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A deterioração da situação humanitária ocorre em meio à intensificação das operações militares de Israel contra o Hezbollah no Líbano, ampliando o risco de um conflito regional mais amplo.
As forças israelenses avançaram no sul do Líbano na segunda-feira, realizando incursões em novos territórios como parte do esforço declarado de ampliar uma zona de amortecimento sob controle militar enquanto intensificam a campanha contra o Hezbollah.
Caças israelenses também bombardearam os subúrbios ao sul de Beirute, provocando grandes explosões que ecoaram por diferentes áreas da cidade.
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Segundo o Exército israelense, tropas terrestres iniciaram incursões em áreas próximas à fronteira após avançarem nos últimos dias na região e tomarem novas posições dentro do território libanês.
(Com AFP)
Documentos divulgados nesta quarta-feira revelaram que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, foi advertido sobre os riscos da nomeação de Peter Mandelson, ex-embaixador do país nos Estados Unidos, que tinha vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. O arquivo, que é parte de um relatório interno britânico, foi incluído no primeiro lote de diversos documentos que serão publicados sobre a nomeação.
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Na documentação, datada em dezembro de 2024, há informações que detalham os vínculos de Mandelson com Epstein. Segundo o relatório, a relação entre eles se deu entre 2009 e 2011, iniciada quando o ex-embaixador ainda era ministro. O documento ainda aponta que Mandelson teria, supostamente, se hospedado na casa de Epstein quando este estava preso, em junho de 2009. Starmer é alvo de críticas pela nomeação desde a revelação dos vínculos, ainda em 2025.
No mês passado, deputados ordenaram ao governo do primeiro-ministro que tornasse públicos os e-mails, mensagens e documentos que detalham como foi analisada a idoneidade de Mandelson para o cargo. Os documentos divulgados nesta quarta somam cerca de 150 páginas, uma parte do número de documentos que seriam revelados ao Parlamento.
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Segundo Starmer, Mandelson “mentiu repetidamente” aos funcionários sobre a extensão de sua amizade com o falecido Epstein, antes e durante seu mandato como embaixador. Apesar disso, ele admitiu que sabia da relação de Peter com Epstein após sua condenação em 2008.
Starmer destituiu Mandelson do cargo de embaixador em setembro do ano passado, depois que documentos publicados por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos revelaram novos detalhes sobre seus vínculos com o falecido criminoso sexual.
Um homem foi preso em conexão com a morte de três mulheres em um incêndio criminoso na noite de terça-feira em um prédio em Miranda de Ebro, no norte da Espanha, no que as autoridades estão tratando como um crime de gênero.
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— Esta manhã, o suposto autor se entregou à delegacia e está sob custódia — disse à imprensa o Delegado Adjunto do Governo em Burgos, Pedro de la Fuente. Ele garantiu que “todas as investigações necessárias estão em andamento para esclarecer” as circunstâncias do incidente.
Na noite de quarta-feira, o Ministério da Igualdade confirmou que se tratava de “um feminicídio por violência de gênero”, no qual “uma mulher de 58 anos” foi “supostamente assassinada por seu companheiro de 59 anos”.
Segundo o jornal El País, citando fontes próximas à investigação, o homem preso, que tem histórico de violência de gênero, iniciou o incêndio ateando fogo em objetos na entrada do prédio.
Além da espanhola de 58 anos, uma colombiana de 24 anos e uma espanhola de 78 anos também morreram no incêndio.
Os serviços de emergência informaram que atenderam um total de sete pessoas após o incêndio que começou na noite de terça-feira em Miranda de Ebro, uma cidade com cerca de 37 mil habitantes, localizada a cerca de 60 quilômetros ao sul de Bilbao.
“Duas pessoas morreram no local e outras cinco foram transportadas, embora uma delas tenha falecido posteriormente no hospital”, afirmou o centro de emergência da região de Castela e Leão em um comunicado à imprensa.
Entre os feridos levados para centros médicos estavam duas crianças, de 11 e 7 anos, especificou a mesma fonte.
“Meu mais sentido pesar e carinho às famílias das pessoas falecidas, e meus melhores desejos de pronta recuperação aos feridos”, escreveu na rede X o presidente da região de Castela e Leão, Alfonso Fernández Mañueco, que afirmou estar “consternado” com o ocorrido.
A câmara municipal declarou três dias de luto oficial pelo ocorrido, segundo um comunicado.
O Kremlin afirmou nesta quarta-feira que manterá “todo o tempo que for necessário” os cortes e as importantes “perturbações” que estão ocorrendo nas conexões à internet na Rússia para garantir “a segurança dos cidadãos” diante das ameaças ucranianas. Há vários dias, numerosos usuários relatam em Moscou e em outras regiões dificuldades para se conectar à internet por meio das operadoras de telefonia móvel, poucas semanas depois de terem sido adotadas medidas para limitar o acesso a dois populares serviços de mensagens.
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“O regime de Kiev utiliza métodos cada vez mais sofisticados para seus ataques, e são necessárias medidas tecnológicas de resposta para garantir a segurança dos cidadãos”, justificou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, durante sua coletiva de imprensa diária.
Ele confirmou que as autoridades russas haviam tomado “medidas sistêmicas” em relação às conexões à internet e assegurou que elas estavam sendo realizadas “em estrito cumprimento” da lei.
“Listas brancas”
Esses cortes e importantes perturbações estão causando problemas, especialmente em Moscou, para pedir táxis ou comida on-line. Peskov propôs que alguns desses sites afetados sejam adicionados a “listas brancas”, que reúnem as páginas da internet que devem continuar funcionando em caso de apagões.
“A análise dessa experiência sem dúvida permitirá propor uma solução diferente para os problemas que, infelizmente, acompanham essas limitações”, afirmou.
Os meios de comunicação russos informaram que muitos bairros da capital foram afetados por cortes totais ou parciais da internet móvel. Segundo kod.ru, um site especializado no acompanhamento de tecnologias na Rússia, a maioria das queixas por perturbações na rede em Moscou foi registrada nos distritos centrais.
A cidade experimenta cortes repetidos de internet, e o serviço às vezes cai para todas as operadoras em toda a cidade, segundo esse site. No entanto, alguns sites da chamada “lista branca” (páginas essenciais e autorizadas a operar durante as perturbações) continuavam funcionando. Essa lista, ainda incompleta e lançada meses atrás, é atualizada constantemente e inclui aplicativos e sites governamentais, além de alguns bancos e meios de comunicação estatais.
Marina, de 24 anos, entrevistada nesta quarta-feira em Moscou pela AFP, confirmou que agora é “muito mais complicado” escrever para seus familiares a partir do centro da capital. Os serviços de mensagens “já não funcionam” e isso gera “muitas dificuldades para comunicações simples e cotidianas”.
Alexander, de 42 anos, funcionário de uma empresa, explicou que isso complica seu trabalho: “Não posso escrever para meus clientes”, lamentou, sem dar seu sobrenome. Esse funcionário especificou que a rede wifi continua funcionando e que, quando está fora, procura um ponto de conexão wifi para enviar mensagens. Um jornalista da AFP confirmou que a conexão à internet nesta quarta-feira também era muito ruim a várias centenas de quilômetros de Moscou.
Maior controle
Essas limitações se inserem em um contexto de maior pressão sobre a sociedade exercida pelo Kremlin desde o início do ataque em larga escala contra a Ucrânia, em 2022. Nas últimas semanas, as autoridades restringiram o acesso aos aplicativos de mensagens WhatsApp e Telegram, por considerar que infringiam a lei.
Críticos do governo afirmam que essas medidas têm como objetivo reforçar o controle do Estado sobre a internet. O uso de uma rede privada virtual (VPN) continua permitindo acessar sites e aplicativos bloqueados na Rússia, embora as autoridades já tenham impossibilitado a conexão a múltiplas VPNs desde 2022.
Uma investigação militar em curso determinou que os Estados Unidos foram responsáveis ​​por um ataque mortal com míssil Tomahawk contra uma escola primária iraniana no dia 28 de fevereiro, que deixou mais de 170 mortos, muitas deles crianças. De acordo com autoridades americanas e outras pessoas familiarizadas com as conclusões preliminares, o ataque ao prédio da escola primária Shajarah Tayyebeh foi resultado de um erro de direcionamento por parte das Forças Armadas dos EUA, que realizavam bombardeios contra uma base iraniana adjacente, da qual o prédio da escola fazia parte anteriormente.
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Segundo a investigação, oficiais do Comando Central dos EUA criaram as coordenadas do alvo para o ataque usando dados desatualizados fornecidos pela Agência de Inteligência de Defesa. As autoridades ouvidas pelo New York Times sob anonimato enfatizaram que as conclusões são preliminares.
Caso seja comprovado, o ataque uma escola repleta de crianças certamente ficará registrado como um dos erros militares americanos mais devastadores das últimas décadas. Autoridades iranianas afirmam que o número de mortos chegou a pelo menos 175 pessoas, a maioria crianças.
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Embora a conclusão fosse esperada — os Estados Unidos são o único país envolvido no conflito que utiliza mísseis Tomahawk — ela lança uma sombra sobre a operação militar americana no Irã.
As tentativas do presidente Trump de se esquivar da culpa pelo ataque também vêm deixando preocupadas as autoridades que analisaram as conclusões. As pessoas entrevistadas para a reportagem do New York Times falaram sob condição de anonimato, citando a natureza delicada da investigação em curso e a afirmação de Trump, em determinado momento, de que o Irã, e não os Estados Unidos, era responsável pelo episódio.
“Como o próprio New York Times reconhece em sua reportagem, a investigação ainda está em andamento”, disse Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, em um comunicado.
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Pessoas a par da investigação afirmam que muitas perguntas ainda precisam ser respondidas sobre por que informações desatualizadas foram usadas e quem deixou de verificar os dados. Ainda assim, o erro não surpreendeu funcionários — atuais e antigos.
O ataque e as investigações
A escola, na cidade de Minab, fica no mesmo quarteirão que prédios usados ​​pela Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, um dos principais alvos dos ataques militares dos EUA. O terreno da escola fazia parte originalmente da base. Autoridades informadas sobre a investigação disseram que o prédio nem sempre foi usado como escola, embora não esteja claro exatamente quando a instituição de ensino foi inaugurada no local.
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Uma investigação visual realizada pelo New York Times mostrou que o edifício que abriga a escola esteve cercado e isolado da base militar entre 2013 e 2016.
Imagens de satélite analisadas pelo jornal mostraram que as torres de vigia que antes ficavam perto do prédio foram removidas, três entradas públicas foram abertas para a escola, o terreno foi limpo e áreas de lazer, incluindo um campo esportivo, foram pintadas de asfalto, e as paredes foram pintadas de azul e rosa.
A “codificação de alvos” fornecida pela Agência de Inteligência de Defesa, a agência de inteligência militar que auxilia no desenvolvimento de alvos, classificou o prédio da escola como um alvo militar quando foi repassada ao Comando Central, o quartel-general militar que supervisiona a guerra, de acordo com pessoas informadas sobre as conclusões preliminares da investigação.
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Os investigadores ainda não compreendem completamente como os dados desatualizados foram enviados ao Comando Central, nem se a Agência de Inteligência de Defesa possuía informações atualizadas.
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O direcionamento militar é muito complexo e envolve múltiplas agências. Os oficiais do Comando Central são responsáveis ​​por verificar as informações que recebem da Agência de Inteligência de Defesa ou de outra agência de inteligência. Mas em uma situação de rápida evolução, como os primeiros dias de uma guerra, as informações às vezes não são verificadas.
Além da Agência de Inteligência de Defesa e do Comando Central, os investigadores estão examinando o trabalho da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA, na sigla em inglês), que fornece e analisa imagens de satélite de potenciais alvos.
Autoridades do Comando Central se recusaram a comentar o caso. Já os responsáveis da Agência de Inteligência de Defesa encaminharam as perguntas ao Pentágono, que também se recusou a comentar, alegando que o incidente está sob investigação. A NGA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
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A Agência de Inteligência de Defesa e a NGA têm dezenas, até mesmo centenas, de analistas em comandos de combate que trabalham com planejadores operacionais militares e escritórios de inteligência para desenvolver alvos. Quando os dados de localização de alvos da Agência de Inteligência de Defesa forem antigos, espera-se que os oficiais de inteligência usem imagens ou dados da NGIA para atualizar e verificar o alvo.
Embora Trump tenha feito do ataque à Marinha iraniana uma das principais prioridades da guerra para impedir que ela interfira no comércio global na região, historicamente essa não tem sido uma das prioridades da Agência de Inteligência de Defesa, que se concentrou mais nos mísseis do Irã e em outras prioridades, como a China e a Coreia do Norte.
Segundo autoridades americanas, os responsáveis ​​pela investigação examinaram se algum modelo de inteligência artificial, programa de processamento de dados ou outro meio técnico de coleta de informações foi responsável pelo ataque equivocado à escola.
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Embora Claude, o modelo de linguagem abrangente criado pela Anthropic, não crie alvos diretamente, ele funciona com o Sistema Inteligente Maven da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial e outros softwares para identificar pontos de interesse para oficiais de inteligência militar. Mas as autoridades disseram que era improvável que o erro tivesse sido resultado de uma nova tecnologia. Em vez disso, afirmaram, provavelmente refletia um erro humano comum — mas às vezes devastador — em tempos de guerra.
Imagens de satélite, publicações em redes sociais e vídeos verificados, reunidos pela equipe de investigação visual do New York Times, já indicavam que a escola foi severamente danificada por um ataque de precisão ocorrido quase simultaneamente aos ataques à base naval. Uma análise mostrou que a base foi atingida novamente cerca de duas horas após os primeiros ataques.
Um vídeo divulgado no domingo, pela agência de notícias semioficial iraniana Mehr e verificado pelo jornal, também mostra um míssil de cruzeiro Tomahawk atingindo a base naval ao lado da escola em Minab em 28 de fevereiro.
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EUA culparam o Irã
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e outros funcionários do governo se recusaram a comentar o ataque, limitando-se a dizer que ele está sob investigação. Apesar disso, o presidente tentou, várias vezes, atribuir a culpa ao Irã.
— Na minha opinião, com base no que vi, isso foi feito pelo Irã. Eles são muito imprecisos, como vocês sabem, com suas munições. Eles não têm precisão nenhuma. Foi feito pelo Irã — afirmou Donald Trump.
Na segunda-feira, um repórter do New York Times perguntou ao presidente americano por que ele era o único funcionário de seu governo a culpar o Irã.
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— Porque eu simplesmente não sei o suficiente sobre isso — respondeu, afirmando incorretamente que o Irã também poderia ter mísseis Tomahawk, mas acrescentando que aceitaria os resultados da investigação sobre o ocorrido.
Embora a maioria dos presidentes se abstivesse de comentar ou suavizasse suas declarações enquanto uma investigação estivesse em andamento, Trump não hesitou em se manifestar e não recuou completamente, mesmo com o aumento das evidências de culpa dos EUA. Na terça-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que Trump aceitaria as conclusões da investigação.
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Caso passado
Em 1999, mapas antigos e desatualizados, além de técnicas de espionagem deficientes, levaram a CIA a fornecer dados de alvos errôneos aos militares, resultando em um ataque aéreo à Embaixada da China em Belgrado que matou três cidadãos chineses. A CIA avaliou erroneamente que o prédio era a sede de uma agência de armamentos iugoslava.
— A manutenção de bancos de dados é um dos elementos básicos do nosso trabalho de inteligência, mas também é um dos que sofreram nos últimos anos, já que nossa força de trabalho ficou reduzida — disse George J. Tenet, então diretor da CIA, a uma comissão do Congresso em 1999.
O “discurso de ódio racista” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de outros líderes políticos alimenta graves violações dos direitos humanos, afirmou um órgão da ONU nesta quarta-feira (11).
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O Comitê das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Racial (Cerd) expressou sua profunda preocupação com o aumento do “discurso de ódio racista” nos Estados Unidos e com o uso de “linguagem depreciativa e desumanizante”, além de estereótipos prejudiciais direcionados a imigrantes, refugiados e solicitantes de asilo.
Estes grupos têm sido apresentados “como criminosos ou como um fardo, por parte de políticos e figuras públicas influentes nos mais altos níveis do Estado, em particular seu presidente”, destacou o comitê em um relatório urgente.
Isso “fomenta a intolerância e pode incitar à discriminação racial e aos crimes de ódio”, alertou.
O Cerd, composto por 18 especialistas independentes encarregados de supervisionar como os países aplicam a Convenção Internacional sobre a Eliminação da Discriminação Racial, também expressou profunda preocupação pelo “uso sistemático de perfis raciais” por parte do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) e de outros agentes mobilizados na ofensiva contra os migrantes de Trump.
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A seleção de “pessoas de origem hispânica/latina, africana ou asiática e os controles de identidade arbitrários (…) teriam dado lugar à detenção generalizada de refugiados, solicitantes de asilo, migrantes e pessoas percebidas como tais”, indicou.
Além disso, pelo menos 675 mil pessoas foram deportadas desde janeiro de 2025, quando Trump retornou ao poder.
Milhares de agentes federais, incluindo agentes do ICE, realizaram, no início deste ano, várias semanas de batidas e detenções em massa em Minnesota, o que o governo Trump afirmou serem missões seletivas contra criminosos.
A polêmica operação terminou no mês passado em meio a uma indignação crescente pelos assassinatos de dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti, e a detenção de uma criança de cinco anos.
O Cerd insta Washington a “garantir a responsabilização, inclusive por meio de investigações eficazes, exaustivas e imparciais” sobre todas as supostas violações.
Também criticou o “drástico aumento” no número de detidos nos centros de detenção de imigrantes, que, segundo os relatórios, passou de 40 mil no final de 2024 para cerca de 73 mil no início deste ano.
Inundações provocadas por chuvas torrenciais na região de Gamo, no sul da Etiópia, deixaram pelo menos 48 mortos, informou a polícia nesta quarta-feira (11), atualizando o número de vítimas.
— O número de corpos recuperados após o desastre natural que atingiu três distritos na região de Gamo chegou a 48 — afirmou a policia regional em um comunicado publicado na rede social X. O número anterior de mortos era de 30.
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Hayli Gubbi: Vulcão na Etiópia entra em erupção pela primeira vez em quase 12 mil anos
Noventa e cinco pessoas também foram reportadas desaparecidas, e as operações de resgate continuam, informou a polícia. Não está claro se esse número inclui os corpos já recuperados.
Grandes enchentes foram registradas em diversas partes da África Oriental nos últimos dias. Dezenas de pessoas morreram no Quênia após chuvas torrenciais atingirem a capital, Nairóbi, e outras áreas na sexta-feira. Diversos estudos indicam um aumento na frequência de períodos extremos de chuvas e secas no leste da África nos últimos 20 anos.
Cientistas alertam há tempos que as mudanças climáticas causadas pela atividade humana estão aumentando a probabilidade, a duração e a intensidade de eventos climáticos extremos, como chuvas torrenciais.
Em plena estação chuvosa, a África Oriental sofreu com tempestades que causaram graves inundações nos últimos dias. Gamo está localizada no sul da Etiópia, região densamente povoada conhecida pela produção de frutas, especialmente bananas.

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