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Um homem armado com um rifle jogou seu veículo contra uma das maiores sinagogas reformistas dos Estados Unidos, localizada em um subúrbio de Detroit, no Michigan, e foi morto por seguranças na quinta-feira. A ofensiva não deixou feridos para além de um agente de segurança que foi atingido pelo carro e perdeu a consciência, sem risco de morte. Ainda assim, a ocorrência chamou a atenção: ela se soma a uma série de ataques e ameaças feitos contra alvos judeus e americanos em diferentes partes do mundo desde o início da guerra iniciada por Washington e Tel Aviv contra o Irã no fim de fevereiro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Minas navais, armas simples e de baixo custo, podem se tornar uma das ferramentas mais perigosas do Irã no atual cenário de tensão no Golfo Pérsico. De acordo com o Wall Street Journal, autoridades dos Estados Unidos afirmaram que Teerã teria instalado minas no Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Segundo estimativas do Institute for the Study of War, cerca de dez minas teriam sido lançadas na região. Nesta quinta-feira, porém,, o vice-chanceler iraniano, Mayid Tajt Ravanchi, negou que o país já tenha lançado minas no estreito. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Na tarde da última segunda-feira, quando foi confirmado que a Comissão Nacional para Refugiados (Conare) da Argentina, órgão vinculado ao Ministério do Interior do país, concedera o status de refugiado político a Joel Borges Correa, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos e 6 meses de prisão por sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, uma fonte diplomática disse à coluna, de forma taxativa: “Brasil e Argentina vivem o pior momento de suas relações desde a redemocratização de ambos os países.”
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Não se trata apenas do pior momento no vínculo entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei. O buraco é bem mais embaixo e ecoa na região. Desde dezembro de 2023, quando Milei assumiu o poder, o governo brasileiro trabalha para tentar preservar um mínimo de relação entre dois países vizinhos que já foram parceiros estratégicos, lideraram a fundação do Mercosul há mais de 30 anos, enfrentaram juntos iniciativas como a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) — lançada pelos Estados Unidos e derrubada definitivamente numa cúpula no balneário argentino de Mar del Plata em 2005 — e que, até hoje, são sócios comerciais importantíssimos. Hoje, a sensação entre fontes oficiais brasileiras é de que o pior está por vir.
Não há confirmação de interferência política de Milei na decisão da Conare, mas as justificativas dadas pela comissão deixam dúvidas no ar. Os advogados de Correa, que cumpria regime de prisão domiciliar na Argentina e usava tornozeleira eletrônica, segundo confirmaram fontes diplomáticas, convenceram a comissão argentina de que há “fundado temor de perseguição política”. A decisão pode se tornar um precedente favorável para outros condenados pelo STF.
Até segunda-feira, o governo brasileiro apostava, segundo fontes, “numa atuação profissional e séria da Conare, sem envolvimento do governo Milei”. Agora ninguém sabe o que esperar. Em palavras de uma fonte em Brasília, “de Milei, nada nos surpreende”.
O governo Lula vem tentando estabelecer relações pragmáticas com a direita latino-americana. Na próxima segunda-feira, o presidente brasileiro receberá em Brasília seu par da Bolívia, Rodrigo Paz. Em janeiro, Lula foi até o Panamá participar de um foro econômico onde se reuniu com o então presidente eleito do Chile, o conservador José Antonio Kast, entre outros.
A estratégia de Lula tem chances de funcionar no âmbito econômico. Os governos da região têm interesse em manter boas relações com o Brasil em matéria comercial e de investimentos. Paz vai colocar sobre a mesa a necessidade de que a Petrobras volte a investir na Bolívia, e de que seu país amplie as exportações de gás para o mercado brasileiro.
Mas quando o assunto é política, está ficando claro que Lula está cercado de adversários. Milei talvez seja o caso mais delicado, pela importância da relação bilateral. Mas ele não está só. Em Santiago, o novo presidente empossado quarta passada disse ao senador Flávio Bolsonaro que “temos muito trabalho a fazer no Peru e na Colômbia”. O primeiro terá eleições presidenciais em abril e o segundo, em maio. Em ambos, a direita tem chances de vencer.
Não restam dúvidas de que Milei e os demais presidentes latino-americanos de centro-direita e direita terão um papel nas eleições presidenciais de 2026, inclusive a brasileira. E por trás de todos estará o americano Donald Trump.
Um militar francês morreu e outros cinco ficaram feridos em um ataque com drones em uma base usada em conjunto com forças curdas no Iraque, confirmou o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta quinta-feira. Foi a primeira morte de militares do país europeu desde o início da guerra envolvendo Irã, Israel e EUA, e ocorre em meio a mobilizações “defensivas” de Paris na região.
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“O sargento Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos em Varces, morreu lutando pela França durante um ataque na região de Erbil, no Iraque. À sua família e aos seus camaradas de armas, expresso as mais profundas condolências e a solidariedade da nação”, escreveu Macron na rede social X. “Este ataque contra as nossas forças, que estão engajadas na luta contra o Estado Islâmico desde 2015, é inaceitável.”
Centenas de militares franceses estão baseados na região como parte da coalizão internacional criada contra o grupo terrorista Estado Islãmico, que chegou ao seu auge por volta de 2015, mas que hoje se resume a bolsões no Iraque e Síria, sem o mesmo poder de outrora.
“A presença deles no Iraque se dá estritamente no âmbito da luta contra o terrorismo. A guerra no Irã não justifica tais ataques”, escreveu Macron.
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Forças italianas também estão nos arredores de Erbil, capital do Curdistão iraquiano, participando de treinamentos e orientação técnica — uma instalação usada por elas na região foi atacada na quarta-feira, sem deixar feridos, em uma ação que a Itália considerou ser “deliberada”. Desde o início da guerra, bases usadas pelos EUA e países europeus na área, além de estruturas de milícias curdas iranianas, têm sido bombardeadas com frequência pelo Irã e por grupos armados aliados.
Ao mesmo tempo em que demonstra preocupação com os impactos da guerra e condena as retaliações iranianas contra as monarquias do Golfo Pérsico, Macron destaca que a França terá um “papel defensivo” no conflito, com o objetivo de defender os cidadãos francerses e proteger os aliados de Paris na região. Para tal, mobilizou embarcações da Marinha, com destaque para o porta-aviões Charles de Gaulle, para o Mediterrâneo Oriental, Mar Vermelho e para os arredores do Estreito de Ormuz, hoje virtualmente fechado pelo Irã.
A primeira visita internacional da presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, desde que assumiu o cargo, foi cancelada abruptamente nesta quinta-feira, poucas horas antes de sua chegada programada à Colômbia. O presidente colombiano, Gustavo Petro, e Rodríguez deveriam se encontrar nesta sexta-feira para discutir o crescente tráfico de drogas, bem como a compra de gás venezuelano e outras áreas de cooperação, em meio à pressão de Washington sobre ambos os governos.
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“Tudo foi cancelado”, disse um funcionário do Ministério das Relações Exteriores em Bogotá à AFP, enquanto autoridades começavam a desmontar o palco montado para o encontro em uma das pontes que ligam a cidade colombiana de Cúcuta ao estado venezuelano de Táchira.
O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela explicou em um comunicado que a reunião foi adiada “devido a força maior”. “Os dois governos decidiram adiar o encontro presidencial para uma data posterior”, acrescentou o ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, no Telegram.
A ponte onde os dois líderes se encontrariam estava bloqueada para o tráfego, e tudo estava pronto para a primeira viagem internacional de Rodríguez desde a queda e captura de seu antecessor, Nicolás Maduro, em uma operação militar dos EUA em janeiro. Para Jairo Jaimes, um motorista de 63 anos que transporta passageiros na fronteira, “seria bom” se os líderes marcassem outra data para consolidar um “diálogo” entre os dois países.
“Eles precisam resolver as coisas para nós, pobres mortais, que estamos esperando que as coisas mudem”, disse ele à AFP.
Uma fonte da presidência disse à AFP que o cancelamento se deu por ameaças à segurança, embora não tenha especificado se os problemas estavam do lado colombiano ou venezuelano. Numerosos grupos operam ao longo da fronteira. Grupos armados financiados pelo narcotráfico, como o Exército de Libertação Nacional (ELN), o grupo guerrilheiro mais antigo do continente, com 60 anos de atividade.
Um funcionário do gabinete do governador de Norte de Santander, departamento cuja capital é Cúcuta, disse à AFP que as autoridades não receberam “nenhum tipo de alerta de segurança”.
“Aliados Funcionais”
Rodríguez e Petro têm agendas diferentes com Washington, mas nenhum dos dois escapa ao escrutínio de Donald Trump, segundo especialistas consultados. Vicente Torrijos, analista político e ex-conselheiro presidencial para as relações entre Colômbia e Venezuela, disse à AFP que Trump pode estar por trás do encontro, com seu interesse em “transformar antigos adversários em aliados funcionais”.
Rodríguez está promovendo reformas para reativar a indústria petrolífera e favorecer os interesses dos EUA nesse setor no país com as maiores reservas do mundo. A ex-vice-presidente de Maduro também está tentando se distanciar de aliados históricos como China, Rússia e Irã. Por outro lado, Trump exige que Petro adote uma postura mais dura contra os cartéis de cocaína. Embora tenham amenizado as diferenças durante uma reunião na Casa Branca em fevereiro, trocaram insultos e ameaças.
Petro deveria “ficar de olho”, alertou o republicano, que levou Maduro à justiça nos Estados Unidos. Mais cedo, Petro e Trump conversaram por telefone por meia hora, a segunda vez desde que assumiram o cargo.
“Trump desejou boa sorte ao presidente Petro em seu encontro com a Venezuela”, disse a presidência colombiana pouco antes do cancelamento.
Em campanha
O encontro marcou uma virada para Petro, cinco meses antes de deixar a presidência e iniciar sua campanha para manter a esquerda no poder. Outrora adversário de Trump e próximo de Maduro, o presidente tenta estreitar laços com o novo governo da Venezuela, cuja ascensão abalou a América Latina.
Após o encontro, Petro intensificou a luta contra o narcotráfico, depois de tentativas frustradas de negociar a paz com grupos guerrilheiros e paramilitares. O presidente tenta apaziguar Washington e manter-se fiel à sua ideologia, mesmo com a esquerda sendo a favorita nas eleições presidenciais de 31 de maio.
Inicialmente, ele chamou a prisão de Maduro de “sequestro”, mas mudou de opinião depois de admitir que temia uma operação dos EUA contra ele. Durante o governo de Maduro, o crime organizado usou o território venezuelano como refúgio ao longo de sua fronteira porosa de 2.200 km, uma rota para a migração venezuelana.
Um avião de reabastecimento americano KC-135 caiu no oeste do Iraque nesta quinta-feira, enquanto uma segunda aeronave envolvida no incidente pousou sem problemas, informou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), responsável pelas forças americanas no Oriente Médio. O comunicado acrescenta que mais informações serão disponibilizadas “conforme a situação se desenvolva”.
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“O incidente ocorreu em espaço aéreo amigo durante a ‘Operação Fúria Épica’, e os esforços de resgate estão em andamento. Duas aeronaves estiveram envolvidas no incidente. Uma delas caiu no oeste do Iraque, e a segunda pousou em segurança”, disse o Exército dos EUA em uma postagem nas redes sociais.
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O KC-135 é ao menos a quarta aeronave militar americana perdida durante o conflito, depois que três F-15 foram abatidos por fogo amigo sobre o Kuwait.
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O segundo avião-tanque envolvido no incidente pousou no Aeroporto Ben Gurion no início da noite. A aeronave enviou o código transponder 7700, um sinal internacional de emergência, de acordo com dados de rastreamento de voos, segundo noticiou o veículo Times of Israel.
Incêndio em porta-aviões
Ainda nesta quinta-feira, um incêndio atingiu a lavanderia do USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, enquanto o porta-aviões dos Estados Unidos realizava uma operação no Oriente Médio, deixando dois marinheiros feridos, segundo o Comando Central da Marinha americana.
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Um dia antes, o porta-aviões estava operando na parte norte do Mar Vermelho, próximo à costa de Al Wajh, na Arábia Saudita, de acordo com um observador naval. O Ford e três de seus navios de escolta — o USS Mahan, o USS Bainbridge e o USS Winston S. Churchill — transitaram pelo Canal de Suez na semana passada.
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Com tripulação de 4.550 pessoas e capacidade de transportar até 75 aeronaves, o USS Gerald R. Ford foi enviado para a costa da Venezuela no final do ano passado como parte das operações militares americanas contra o tráfico de drogas e o contrabando de petróleo. Em fevereiro, no entanto, o porta-aviões foi direcionado para a região do Golfo Pérsico para reforçar a mobilização aérea e naval na área em decorrência da guerra travada contra o Irã e os recentes bloqueios da nação persa sobre o Estreito de Ormuz.
De acordo com as informações divulgadas pelo comando central, o fogo foi controlado e não afetou a sala de máquinas ou o armamento do navio.
“A causa do incêndio não foi relacionada a combate e está controlada. Não houve danos ao sistema de propulsão do navio, e o porta-aviões permanece totalmente operacional. Os dois marinheiros estão recebendo atendimento médico e estão em condição estável”, afirmou o Comando Central da Marinha americana, em comunicado.
A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou, nesta quinta-feira, uma reunião extraordinária nos dias 18 e 19 de março para analisar as repercussões da guerra no Oriente Médio no transporte marítimo, “em particular no Estreito de Ormuz”.
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“A sessão extraordinária foi convocada a pedido de vários membros do conselho”, indicou a agência da ONU responsável pela segurança do setor marítimo. A reunião foi solicitada por Egito, Emirados Árabes Unidos, França, Marrocos, Catar e Reino Unido.
O conselho é o órgão executivo da OMI, composto por 40 membros eleitos em assembleia, mas a sessão será aberta aos demais países, organizações governamentais e ONGs. Desde o início da guerra, após os ataques israelenses e americanos contra o Irã, a navegação está praticamente paralisada no Estreito de Ormuz, situado entre Omã e Irã.
Essa situação provoca perturbações importantes no fornecimento de petróleo em nível mundial e pode afetar o crescimento econômico global. A Guarda Revolucionária do Irã prometeu nesta quinta-feira manter o estreito fechado, após um pedido do novo guia supremo, Mojtaba Khamenei.
“Definitivamente, a carta do bloqueio do Estreito de Ormuz deve ser utilizada”, insistiu Mojtaba Khamenei.
O Estreito de Ormuz, o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã foram classificados na semana passada como “zona de operações de guerra” pelo setor marítimo. Até o momento, a OMI registrou cerca de quinze incidentes envolvendo navios na região, provocando a morte de vários marinheiros e trabalhadores do setor.
Por pouco uma ciclista não fez um vídeo da própria morte. A criadora de conteúdo e professora Cecilia Sopeña andava de bicicleta ao longo de um penhasco quando escorregou, perdeu o equilíbrio e caiu. Presa à bicicleta, ela desceu alguns metros, tentando se segurar para evitar uma queda na beira do terreno acidentado.
— Isso não estava nos planos — disse ela enquanto descia pela encosta.
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Cecilia não informou o local onde fazia a trilha. O vídeo foi publicado na última quarta-feira (11) e viralizou no TikTok e no Instagram. Vídeos de suas aventuras em trilhas em terrenos acidentados são gravados e compartilhados em seus perfis nas redes sociais.
Como de costume, Cecilia estava acompanhada de sua cadela, Nezha. No vídeo, a cachorra aparece pouco à frente da ciclista, andando com facilidade pela rota estreita. É no momento em que passam por um trecho estreito que o incidente acontece. Quando Cecilia cai, Nezha vai até ela.
Na queda, a ciclista consegue parar de escorregar graças aos sapatos de caminhada que usa. O terreno íngreme e irregular dificultou que parasse de descer. À medida que tentava se segurar, pedras começaram a cair próximo à Cecilia, o que se prolongou por alguns segundos. Ela passava pedalando por um caminho onde só é indicado atravessar à pé.
— Calma, calma, meu amor, fique tranquila, não há nada de errado — disse a ciclista para sua cachorra, que desceu até onde estava e lambeu seu rosto. Nesse instante, já sentada, Cecilia a abraçou e a beijou. — Estamos bem agora, estamos bem agora — repetia entre respirações ofegantes.
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Cecilia deixou a bicicleta no chão e começou a se levantar.
— Tem gente vindo, eu já vi. Primeiro preciso parar de tremer — disse, começando a subir o trecho onde havia caído e tentava firmar os pés.
Após o incidente, ela publicou uma série de vídeos enquanto continuava seu passeio.
— É isso que eu faço, registrando minhas aventuras com minhas motos personalizadas nas cores que amo. Deus, não posso pedir nada mais nesta vida. E que as pessoas respeitem minha vida — disse, acrescentando: — Serei eternamente grata.
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Em seguida, Cecilia publicou um novo vídeo em seu perfil em que aparece dirigindo e chorando enquanto diz:
— Ainda não consigo acreditar que estou viva. Não me diverti. Não foi nada agradável ou legal. Foi muito difícil. Nunca tive medo de andar de bicicleta, senão, não faria as coisas que faço. Mas ontem fiquei com medo porque foi muito extremo… era um precipício — lamentou.
A ciclista então explicou que conseguiu sobreviver graças à bicicleta que usava, que não pesa muito, e porque calçava botas de caminhada, o que lhe permitiu “se agarrar às paredes”.
— Não dá para ver direito, mas o chão estava desmoronando tanto quando eu caí quanto quando eu estava subindo. Tinha chovido, e o chão estava mole como mousse. A roda dianteira se soltou — lembrou.
Quando a gravação viralizou nas redes sociais, centenas de usuários comentaram sobre a falta de precauções de segurança da ciclista, que não usava capacete. Em resposta, ela publicou um novo vídeo, em que pediu desculpas a essa comunidade “por andar de bicicleta sem capacete” e explicou que “não era uma rota de bicicleta, era uma trilha para caminhada”.
— É uma área onde eu não esperava cair. Normalmente ando de bicicleta com luvas e capacete. Foi um susto do qual levarei muito tempo para me recuperar. Não quero causar danos com essas imagens terríveis; quero que elas sirvam como um lembrete de que devemos tratar bem as pessoas enquanto elas estão vivas — disse.
O Ministério das Relações Exteriores negocia com autoridades do Catar, do Kuwait, do Bahrein e da Arábia Saudita a criação de rotas terrestres seguras para retirar brasileiros retidos na região e levá-los até o aeroporto internacional de Riad, de onde poderão embarcar em voos comerciais para o Brasil. A medida integra a articulação diplomática montada pelo Itamaraty desde a escalada das hostilidades no Oriente Médio, em 28 de fevereiro — com o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
Segundo alerta consular divulgado nesta quinta-feira pelo Itamaraty, brasileiros em áreas afetadas pelo conflito estão sendo monitorados para facilitar remarcações de voos e ampliar alternativas de retorno. As embaixadas brasileiras e o escritório de representação em Ramala (Palestina) mantêm contato permanente com comunidades brasileiras para mapear a localização de nacionais, prestar orientações atualizadas de segurança e acompanhar a situação dos espaços aéreos.
Para utilizar a rota terrestre até Riad, os brasileiros precisam portar passaporte com pelo menos seis meses de validade e cumprir os requisitos de entrada na Arábia Saudita. O auxílio dará prioridade a brasileiros não residentes e aos grupos protegidos pela legislação de atendimento prioritário.
Nos Emirados Árabes Unidos, a retomada gradual do tráfego aéreo ampliou as possibilidades de saída. O voo EK-261, da Emirates, na rota Dubai–São Paulo, foi restabelecido em 4 de março e passou a operar diariamente.
Após gestões do chanceler Mauro Vieira junto às autoridades emiráticas, também voltou a operar, em 8 de março, o voo EK-247, no trecho Dubai–Rio de Janeiro–Buenos Aires. Desde a retomada das operações, já foram realizados 12 voos com destino ao Brasil — oito para São Paulo e quatro para o Rio —, permitindo que cerca de 3.800 brasileiros deixassem Dubai até 11 de março.
O Itamaraty informou ainda que iniciou tratativas específicas para resolver a situação de animais domésticos pertencentes a brasileiros retidos nos Emirados Árabes Unidos, com levantamento de exigências sanitárias e logísticas para o transporte internacional desses animais.
No Catar, a reabertura parcial do espaço aéreo anunciada em 6 de março permitiu a retomada progressiva dos embarques. A Qatar Airways opera desde 5 de março número limitado de voos a partir de Omã e da Arábia Saudita, e os primeiros voos saindo de Doha com brasileiros a bordo ocorreram em 7 de março. Até 11 de março, 125 brasileiros haviam embarcado com apoio da embaixada brasileira. Após gestões do governo brasileiro, a companhia confirmou a operação do voo QR773, no trecho Doha–São Paulo, nos dias 12 e 15 de março.
Embora alguns espaços aéreos já tenham sido reabertos parcialmente — como os de Arábia Saudita, Jordânia, Omã e Líbano —, o governo brasileiro mantém a recomendação para que brasileiros não viajem à região. A lista inclui ainda Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina, Síria e Arábia Saudita.
Para brasileiros que já estão nesses países, o Itamaraty orienta procurar imediatamente abrigo em caso de ataques ou bombardeios, evitar multidões e protestos, seguir rigorosamente as instruções das autoridades locais, monitorar a imprensa local e verificar a regularidade dos documentos de viagem. Também recomenda que brasileiros em Israel instalem o aplicativo oficial de alertas de defesa civil local e mantenham contato com os plantões consulares.
De acordo com o ministério, permanecem ativos plantões de emergência em todas as repartições diplomáticas brasileiras na região para situações que envolvam risco imediato à vida, à segurança ou à dignidade de cidadãos brasileiros no exterior.
Enquanto o Irã promete continuar os ataques a navios e manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, cerca de oito trabalhadores foram mortos e 20 mil permanecem presos em embarcações no Golfo Pérsico desde o início do conflito, há pouco mais de uma semana. Outros três marinheiros permanecem desaparecidos após o ataque ao graneleiro tailandês Mayuree Naree. As informações são da rede britânica BBC News. Responsável por escoar cerca de 20% da produção mundial de petróleo, a rota têm sido utilizada como uma das moedas mais fortes da resistência iraniana frente à ofensiva conjunta de EUA e Israel. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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