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A polícia da Coreia do Sul realizou uma operação na sede do Ministério da Terra, Infraestrutura e Transportes em meio ao aumento de questionamentos sobre a atuação das autoridades após o desastre do voo 2216 da Jeju Air, considerado o acidente aéreo mais mortal da história do país.
Um ano depois: Famílias seguem acampadas em aeroporto e cobram respostas após desastre aéreo
Entenda: O que se sabe sobre o acidente com o avião que caiu na Coreia do Sul
A ação policial ocorreu enquanto investigações buscam esclarecer possíveis falhas na condução do caso após a tragédia. O acidente aconteceu em 29 de dezembro de 2024, quando um Boeing 737-800 da companhia ultrapassou a pista do Aeroporto Internacional de Muan e colidiu com uma estrutura de concreto. Das 181 pessoas a bordo, 179 morreram e apenas duas sobreviveram.
Causa do acidente e impacto da estrutura
As primeiras conclusões da investigação apontaram que o avião teria sofrido uma colisão com aves durante o voo. A aeronave também acabou atingindo um monte de concreto localizado no aeroporto, estrutura que, segundo os investigadores, contribuiu para agravar o número de vítimas.
Simulações posteriores indicaram que todos os 181 ocupantes poderiam ter sobrevivido caso o avião não tivesse colidido com essa estrutura. O impacto com o bloco de concreto teria provocado a explosão da aeronave em uma bola de fogo, ampliando drasticamente a gravidade do acidente.
Equipe de resgate no Aeroporto Internacional de Muan, onde um voo da Jeju Air caiu e pegou fogo
YONHAP / AFP
Antes da colisão, a sequência de eventos indicava que os pilotos haviam conseguido realizar um pouso de emergência controlado. Um bando de patos migratórios atingiu o motor da aeronave, levando a tripulação a pousar o avião de barriga, sem o trem de pouso. O avião deslizou pela pista antes de atingir a estrutura.
Nova investigação após descoberta de restos humanos
O caso ganhou novos desdobramentos quando investigadores encontraram partes de corpos e pertences de vítimas meses depois do acidente. Os itens estavam armazenados em sacos junto a entulho retirado do local da tragédia.
A descoberta gerou forte indignação pública e levantou dúvidas sobre a forma como foi conduzida a recuperação dos restos humanos após o desastre.
Diante da repercussão, o presidente Lee Jae Myung ordenou a abertura de uma nova investigação para esclarecer por que os restos mortais e os pertences das vítimas não haviam sido identificados anteriormente. O presidente também determinou medidas disciplinares contra os responsáveis por possíveis atrasos no processo de recuperação.
As famílias das vítimas vinham pedindo há meses que o entulho retirado da área fosse reexaminado, temendo que objetos ou restos humanos ainda estivessem misturados ao material recolhido após o acidente. A recente descoberta acabou confirmando essas preocupações.
Operação policial e investigações paralelas
Na sexta-feira seguinte à determinação presidencial, a polícia realizou uma busca no escritório do Ministério dos Transportes na cidade de Sejong, no centro do país. Segundo a agência de notícias Yonhap, a operação tinha como objetivo reunir novas pistas sobre a causa do acidente e verificar se as autoridades lidaram adequadamente com o caso.
Essa ação integra a investigação principal conduzida pelo governo, cujos resultados devem ser divulgados até meados do ano.
Além dessa apuração, outras investigações também foram abertas e estão sendo conduzidas por diferentes agências e pelo parlamento sul-coreano, o que evidencia a dimensão política e institucional do caso.
Críticas ao projeto do aeroporto
Outra frente de investigação foi conduzida por um tribunal de auditoria, que concluiu que o monte de concreto atingido pela aeronave teria sido construído como uma forma de reduzir custos durante a construção do aeroporto.
O Aeroporto Internacional de Muan foi erguido em um terreno inclinado. Para instalar o sistema de antenas de navegação aérea, as autoridades poderiam nivelar o terreno, o que teria custo maior, ou construir uma estrutura elevada de concreto. A segunda opção foi escolhida.
Segundo o tribunal, estruturas que abrigam o sistema de antenas conhecido como localizador deveriam ser projetadas para se romper facilmente quando atingidas por aeronaves, de forma a minimizar o impacto em caso de colisão.
Após a descoberta de restos humanos entre o entulho, o Ministério da Terra, Infraestrutura e Transportes apresentou um pedido de desculpas. As famílias das vítimas, no entanto, recusaram a retratação.
Um representante dos familiares afirmou: “Estamos indignados com o pedido de desculpas tardio e inadequado do ministério dos Transportes, que, segundo as famílias, é como matar as vítimas uma segunda vez”.
Um mês após o acidente, autoridades de aviação adotaram medidas preventivas e removeram estruturas de concreto semelhantes utilizadas para navegação aérea em sete aeroportos do país.
A decisão indica que o problema identificado no aeroporto de Muan poderia estar presente em outras instalações aeroportuárias da Coreia do Sul, ampliando o debate sobre segurança na infraestrutura de aviação do país.
A Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, alertou na sexta-feira que quaisquer novos protestos contra as autoridades serão recebidos com uma resposta mais forte do que em janeiro, quando milhares de pessoas foram mortas.
“O inimigo maligno, não conseguindo atingir seus objetivos de batalha em campo, está mais uma vez buscando instigar o medo e promover tumultos nas ruas”, afirmou a Guarda em um comunicado transmitido pela TV, prometendo “um golpe mais forte do que o de 8 de janeiro” caso haja novos distúrbios.
Na terça-feira, o chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, também alertou que qualquer manifestante que se oponha às autoridades da República Islâmica será tratado como um “inimigo”, enquanto a guerra entra em seu décimo segundo dia na região. Com isso, Reza Pahlevi, filho exilado do último monarca do Irã, aconselhou seus apoiadores no país a permanecerem em suas casas — e não protestarem — por enquanto.
“Se alguém agir de acordo com os desejos do inimigo, não o consideraremos mais um mero manifestante, mas um inimigo. E o trataremos como tal”, disse o chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, em declarações transmitidas pela emissora estatal IRIB.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conclamou os iranianos a tomarem o poder durante seu pronunciamento no início dos ataques coordenados ao país, no final de fevereiro. Quase dois meses antes, uma onda de protestos foi brutalmente reprimida e deixado dezenas de milhares mortos nas ruas de Teerã. Na ocasião, o nome de Reza Pahlevi voltou à tona como a possibilidade dele ascender a um cargo de liderança no país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, está “vivo, mas danificado”. A declaração foi dada durante uma entrevista divulgada pela Fox News na noite de quinta-feira.
“Acho que ele provavelmente está (vivo). Acho que ele está danificado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump em entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”. Suas declarações foram publicadas pela Fox News na noite de quinta-feira.
Mojtaba, de 56 anos, ficou ferido no mesmo ataque que matou sua mãe, sua esposa e seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, no dia 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra Teerã, desencadeando em uma guerra regional que escala a cada dia. Após especulações sobre seu estado de saúde, o filho do presidente da República Islâmica afirmou na quarta-feira que o novo líder está “são e salvo”.
Desde que foi escolhido no último domingo para suceder seu pai como líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei não é visto pelos iranianos. Seu primeiro pronunciamento no cargo foi lido na quinta-feira por um apresentador de televisão. Na mensagem, ele afirmou que medidas como a pressão sobre o Estreito de Ormuz podem “pressionar o inimigo”, inclusive ao provocar uma alta nos preços do petróleo.
Logo após o pronunciamento, o Irã anunciou uma nova ofensiva contra Israel. Vídeos que mostram o lançamento de mísseis foram publicados em um canal oficial no Telegram, acompanhados do lema “Labbaik, ó Khamenei”, expressão que significa “Atendemos ao chamado, ó Khamenei”.
Uma estátua dourada de 3,6 metros representando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abraçando o financista Jeffrey Epstein foi instalada na manhã de 10 de março no gramado do National Mall, nos Estados Unidos. A obra, intitulada “King of the World”, faz referência direta à cena icônica do filme Titanic, de James Cameron.
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A escultura mostra Trump e Epstein sobre um pedestal em forma de barco, recriando a pose clássica do longa-metragem. Uma placa ao lado da obra ironiza a relação entre os dois, comparando a amizade a uma “história construída sobre viagens luxuosas, festas e segredos”. A instalação faz parte de uma série de intervenções satíricas realizadas pelo coletivo artístico anônimo The Secret Handshake, que nos últimos meses tem espalhado obras críticas ao presidente americano em espaços públicos da capital.
Esta não é a primeira vez que o grupo usa o mesmo tema. Em novembro do ano passado, artistas ligados ao coletivo instalaram no mesmo local a estátua “Best Friends Forever”, que mostrava Trump e Epstein de mãos dadas. A obra também fazia referência à amizade de longa data entre os dois — relação que voltou ao debate público após a divulgação de documentos ligados ao caso Epstein.
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Brendan Smialowski/AFP
A estátua foi removida poucas horas depois pela polícia do parque nacional, mas acabou marcando o início de uma sequência de intervenções públicas do grupo.
Desde então, o coletivo passou a produzir outras obras satíricas envolvendo Trump. Em janeiro, o grupo instalou uma escultura inspirada em um desenho atribuído ao presidente que aparecia em documentos ligados ao caso Epstein. A peça convidava visitantes a escrever mensagens diretamente na obra.
Outra intervenção foi a chamada “Jeffrey Epstein’s Walk of Shame”, uma instalação inspirada na Hollywood Walk of Fame, que apresentava nomes de figuras associadas ao financista.
O coletivo também criou outras peças provocativas direcionadas ao presidente americano. Entre elas estão “Dictator Approved”, uma imagem de um polegar esmagando a Estátua da Liberdade, e “The Eternal Flame of Donald J. Trump”, que faz referência ao comício nacionalista branco de 2017 em Charlottesville.
A nova estátua surge poucos dias depois de uma investigação da rádio pública NPR apontar que o Departamento de Justiça teria retido documentos relacionados a Trump em arquivos do caso Epstein.
Além da escultura, o coletivo espalhou faixas com imagens de Trump e Epstein pela região do National Mall. As peças imitam banners usados pelo próprio presidente em campanhas políticas e trazem o slogan “Make America Safe Again”, uma variação do lema eleitoral do republicano.
Um asteroide que chegou a preocupar cientistas por seu potencial destrutivo deve apenas “passar de raspão” pela Lua, para alívio dos astrônomos. A rocha espacial conhecida como 2024 YR4, descoberta no fim de 2024, não deve colidir com o satélite natural da Terra, segundo novas observações acompanhadas de perto pela Nasa, divulgadas na sexta-feira (6).
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Inicialmente, o objeto chamou atenção por parecer representar risco ao nosso planeta. No início dos cálculos, cientistas estimaram até 3,1% de chance de impacto com a Terra em 22 de dezembro de 2032. Observações posteriores descartaram esse cenário, mas em junho de 2025 surgiu outra hipótese: uma probabilidade de 4,3% de colisão com a Lua.
Observação de precisão
Para esclarecer a trajetória do asteroide, uma equipe liderada pelo astrônomo Andy Rivkin, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, e por Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), recorreu ao telescópio espacial James Webb, o único capaz de detectar o objeto antes de 2028.
As observações realizadas em 18 e 26 de fevereiro permitiram refinar os cálculos. Segundo a Nasa e a Agência Espacial Europeia, o YR4 passará a cerca de 22,9 mil quilômetros da Lua, com margem de erro de aproximadamente 800 quilômetros, distância pequena em termos astronômicos, mas suficiente para descartar um impacto.
Caçando um ponto quase invisível
Detectar o asteroide foi um desafio. Com cerca de 60 metros de diâmetro, o objeto estava a milhões de quilômetros do telescópio e aparecia extremamente fraco, refletindo luz equivalente, segundo os pesquisadores, à de uma única amêndoa vista da distância da Lua.
Para localizá-lo, a equipe precisou adaptar os instrumentos do Webb, normalmente usados para observar galáxias distantes, transformando-os em um rastreador capaz de seguir um objeto pequeno e em rápido movimento. Exposições cuidadosamente sincronizadas permitiram medir com precisão a posição do asteroide em relação às estrelas de fundo.
De acordo com a Nasa, o YR4 era 4 bilhões de vezes mais fraco do que o limite visível a olho nu e até 30 vezes menos brilhante do que os menores asteroides detectados por outros observatórios.
Alívio e experiência para o futuro
Embora o encontro cósmico não deva terminar em choque, a aproximação ainda é considerada relativamente próxima. Astrônomos afirmam, no entanto, que novas observações devem apenas ajustar levemente os cálculos, sem alterar a conclusão de que não haverá colisão.
Para o astrônomo Paul Wiegert, da Western University, no Canadá, que estuda possíveis impactos lunares, o resultado é ao mesmo tempo tranquilizador e um pouco frustrante.
— Embora seja um pouco decepcionante perder a chance de observar um grande impacto na Lua, é impressionante ver como a ciência consegue prever e acompanhar eventos assim — disse ele.
Além de afastar o risco, o episódio serviu como teste para futuras missões de defesa planetária. Segundo os pesquisadores, as técnicas usadas pelo Webb podem ajudar a rastrear outros asteroides potencialmente perigosos que cruzem o caminho da Terra, ou da Lua, nas próximas décadas.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, visitou uma fábrica de munições do país nesta quarta-feira (11) e foi fotografado testando pistolas ao lado da filha adolescente, Kim Ju-ae, considerada por analistas e pela inteligência sul-coreana como possível sucessora do regime. As imagens foram divulgadas pela agência estatal KCNA.
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Durante a visita, pai e filha participaram de um exercício de tiro e circularam pelas instalações da indústria militar. Vestindo jaquetas de couro pretas, os dois aparecem lado a lado entre oficiais do Exército enquanto acompanham demonstrações de armamentos e etapas da produção.
Segundo a KCNA, Kim supervisionou o funcionamento da unidade e pediu a modernização dos processos industriais. O líder afirmou que a fábrica “desempenha um papel muito importante no aumento da eficiência de combate do Exército” e destacou a necessidade de expandir a capacidade produtiva “de forma visionária”.
Conheça a ‘misteriosa’ fábrica de munições
A Coreia do Norte mantém uma ampla rede de fábricas de armamentos e munições, muitas delas próximas à capital, Pyongyang, ou em locais mantidos sob sigilo. Essas instalações produzem desde armamentos convencionais até mísseis e sistemas de lançadores múltiplos de foguetes, considerados peças centrais da estratégia militar do regime.
Nos últimos anos, o governo tem intensificado investimentos nesse setor. Em 2026, Kim ordenou um aumento significativo da produção de mísseis e lançadores de foguetes, com foco em novos sistemas de 240 milímetros. Imagens de satélite também indicam a expansão de fábricas ligadas ao programa de mísseis, e relatórios internacionais sugerem que armamentos produzidos no país teriam sido usados pela Rússia na guerra na Ucrânia.
A visita ocorre dias depois de Kim supervisionar testes de mísseis de cruzeiro disparados de um destróier recém-incorporado à Marinha. Segundo a KCNA, os projéteis atingiram ilhas-alvo na costa oeste do país e serviram para demonstrar a postura ofensiva estratégica da força naval.
Filha ganha protagonismo
Com cerca de 13 anos, Kim Ju-ae tem acompanhado o pai em eventos considerados estratégicos desde o fim de 2022, incluindo desfiles militares e testes de armamentos. Analistas apontam que a presença constante da adolescente pode indicar uma preparação gradual para a sucessão.
No mês passado, a agência de inteligência da Coreia do Sul avaliou que Kim estaria próximo de formalizar a filha como herdeira política. Desde então, ela passou a aparecer com frequência crescente em atividades ligadas às forças armadas e ao setor de defesa.
A demonstração de proximidade entre pai e filha em instalações militares reforça o papel simbólico da indústria bélica para o regime norte-coreano, que costuma exibir publicamente avanços em armamentos como forma de projetar poder e consolidar a liderança do país no cenário regional.
Em um prédio discreto perto da base aérea de Mildenhall, na Inglaterra, o fabricante de drones Ukrspecsystems se prepara para iniciar uma nova linha de produção, assim como outras empresas ucranianas que buscam garantir sua cadeia logística e ampliar o volume de armamento. Alemanha, Dinamarca e agora o Reino Unido foram escolhidos nos últimos meses por fabricantes ucranianos de drones para abrir instalações fora do país.
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Especializada em drones de reconhecimento, a Ukrspecsystems escolheu Mildenhall, no condado de Suffolk, no leste da Inglaterra, perto de uma base militar britânica. No complexo de armazéns onde a empresa se instalou, nenhum letreiro indica a presença da unidade, inaugurada em 25 de fevereiro pelo ministro britânico das Forças Armadas, Luke Pollard, ao lado do embaixador ucraniano no Reino Unido, Valeri Zaluzhni.
Em algumas semanas, cerca de 200 drones de reconhecimento (ISR) deverão ser montados por mês, e até 1.000 no futuro, explicou à AFP o diretor da empresa, Rory Chamberlain. Entre eles estão os modelos “Shark”, que custam dezenas de milhares de dólares.
“O campo de batalha é vasto, por isso é essencial dispor em grande quantidade desses sistemas ISR eficazes e de baixo custo”, afirmou.
Embora a Ucrânia tenha multiplicado sua produção de drones desde 2022 — com mais de 4 milhões fabricados em 2025, segundo o presidente Volodymyr Zelensky —, as necessidades continuam enormes. Produzir no país, porém, pode ser difícil devido à ameaça constante de ataques russos e à forte dependência de componentes importados da China, segundo o centro de análise Snake Island Institute, com sede em Kiev.
Para acelerar o ritmo, a Ucrânia criou em 2025 um mecanismo para flexibilizar o embargo às exportações de armas e permitir a transferência de tecnologia a países aliados, que podem abrigar linhas de montagem cujos produtos acabados devem, por enquanto, ser reimportados pela Ucrânia.
Segundo o International Institute for Strategic Studies (IISS), fabricar esses sistemas fora da Ucrânia permite liberar capacidade produtiva adicional para apoiar o esforço de guerra de Kiev e garantir a viabilidade econômica de longo prazo do setor de defesa.
“As exportações controladas permitirão aumentar a produção de drones destinados à frente de batalha. Teremos os recursos necessários”, afirmou Zelensky em setembro de 2025.
Transferência de tecnologia
Em meados de fevereiro, o governo dinamarquês anunciou negociações para receber o fabricante ucraniano de drones Skyfall. O objetivo é reforçar “a segurança de ambos os países”, afirmou o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen.
Segundo Chamberlain, os fabricantes ucranianos “trazem seu conhecimento” aos países europeus, que estão menos avançados no desenvolvimento desses drones.
“A rapidez com que podem ser atualizados e enviados ao campo de batalha é decisiva. Podemos fazê-lo em 24 horas”, afirmou, acrescentando que a ideia é levar essa experiência ao Reino Unido.
Parcerias entre empresas europeias e ucranianas se multiplicam. Desde o fim de 2024, a finlandesa Summa Defense criou várias joint ventures com parceiros ucranianos para produzir drones em seu território. A britânica Prevail Partners e a ucraniana Skyeton também anunciaram, em julho de 2025, um projeto para fabricar um drone de vigilância no Reino Unido.
Projetos mais avançados também surgem. Em 13 de fevereiro, Zelensky e o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, receberam o primeiro drone fabricado pela empresa conjunta QFI, que prevê produzir 10 mil destes aparelhos de combate por ano.
Em algum lugar no Golfo de San Matías, cuja localização exata jamais será revelada, centenas de tubarões-cobre foram gravadas pelo cinegrafista e ambientalista Maximiliano Cartes Salas nadando no mar, cuja transparência é garantida pelas águas rasas.
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— Esta deve ser a primeira vez que isso foi filmado no litoral argentino — afirmou Alejo Irigoyen, biólogo especializado em ecologia marinha do Centro de Estudos de Sistemas Marinhos (Cesimar-Conicet).
Dois motivos explicam isso: esses animais são mais comuns em águas profundas do que em áreas costeiras e, segundo o especialista, muito pouco se sabe sobre tubarões na Argentina.
— Sabemos que eles migram entre o Brasil e a Argentina a cada temporada e que se deslocam em cardumes como esse. Mas não sabemos muito mais — acrescentou Irigoyen. De acordo com diversos estudos analisados, esses tubarões chegam ao golfo devido à temperatura da água e à rica biodiversidade da região, considerada um “ponto crítico de biodiversidade”.
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Os tubarões-cobre são cosmopolitas e migratórios. Sua distribuição na região do Atlântico se estende ao longo das costas do Brasil, Uruguai e Argentina, mas também são encontrados na Austrália, África, Peru e Chile. Na Argentina, tendem a se concentrar em áreas ao longo da costa da província de Buenos Aires e entre Chubut e Río Negro.
Sua pele tem uma cor prateada acobreada, podem medir mais de três metros da barbatana ao focinho e pesar 300 quilos. Alimentam-se de peixes e pequenos animais marinhos. Embora existam relatos em todo o mundo de humanos feridos por esta espécie, entre os dois, os humanos são os verdadeiros predadores do tubarão-cobre. Por essa razão, Cartes Salas decidiu manter em segredo a localização exata do cardume que encontrou.
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De acordo com estudos científicos, sua população global diminuiu entre 30% e 50%. A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) os classificou como uma espécie vulnerável. Há dez anos, foi alertado que essa tendência global estava se repetindo na Argentina. Os pesquisadores argentinos Santiago Barbini, Luis Lucifora e Daniel Figueroa demonstraram, em 2015, uma tendência de declínio ao longo das últimas quatro — agora cinco — décadas para esta e outras três espécies de tubarão.
Este estudo utilizou uma revista popular de pesca recreativa como fonte de dados para analisar as tendências de abundância das quatro espécies de tubarão de grande porte mais comuns na costa de Buenos Aires entre 1973 e 2008. Tanto naquela época quanto agora, os registros de pesca fornecem uma fonte mais contínua de informações sobre o tubarão-de-pontas-brancas.
— Um dos principais impactos que essa espécie tem aqui e em todo o mundo é, sem dúvida, a pesca esportiva — afirmou Irigoyen, acrescentando: — Existe um programa chamado “Conservando Tubarões da Argentina”, administrado pela WCS [Sociedade de Conservação da Vida Selvagem], que está trabalhando extensivamente com pescadores para aumentar a conscientização e colaborar na marcação desses tubarões.
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Um fato que Cartes Salas destacou é que essa espécie de tubarão se reproduz lentamente.
— Uma fêmea de tubarão-cobre leva quase 20 anos para ter seu primeiro filhote. Seu crescimento é tão lento que qualquer perda hoje tem um impacto do qual a natureza levará um quarto de século para se recuperar. Protegê-los é uma necessidade urgente — alertou.
Além disso, o cinegrafista informou que o vídeo foi adquirido pelo Grupo Condros, uma organização científica especializada em peixes cartilaginosos, vinculada ao Centro de Pesquisa Aplicada e Transferência de Tecnologia em Recursos Marinhos (Cimas), “para contribuir com a pesquisa em nosso Golfo de San Matías”, acrescentou.
Atualmente, diversos grupos científicos trabalham para destacar a importância biológica da região do Golfo de San Matías devido aos grandes projetos de exploração de hidrocarbonetos que se avizinham. Até recentemente, essas atividades eram proibidas na área por uma lei provincial que foi revogada há alguns anos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentou minimizar o impacto da alta nos preços da gasolina provocada pela guerra contra o Irã, afirmando que o aumento “não nos afeta realmente”. O encarecimento do combustível, porém, já preocupa aliados republicanos, que temem efeitos negativos para o discurso econômico do partido às vésperas das eleições legislativas de novembro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã não está sendo travada por terra, mas no céu — e também a partir dele. O confronto reúne um arsenal que vai de bombas planadoras guiadas por GPS e munições de precisão utilizadas por caças e navios americanos a mísseis balísticos capazes de percorrer mais de 1.900 km e drones de baixo custo lançados por Teerã. Veja a seguir um guia das principais armas que cada lado está utilizando para atingir seus objetivos no conflito.
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Eles iniciaram esta guerra enviando dois porta-aviões da Marinha dos EUA — juntamente com dezenas de caças, bombardeiros e aviões de reabastecimento da Força Aérea americana — para a região. Três contratorpedeiros escoltam cada porta-aviões, armados com uma variedade de mísseis ofensivos e defensivos.
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Quando a guerra começou, a primeira onda de bombardeios utilizou armas, como a bomba planadora AGM-154, que podiam ser lançadas muito além do alcance das defesas do Irã.
Bomba planadora AGM-154
Editoria de Arte O Globo
O que faz: Quando uma bomba planadora é lançada de um avião como um F/A-18 Super Hornet, as asas da munição se abrem, proporcionando sustentação para um voo longo e silencioso até o alvo. Aletas traseiras giratórias utilizam GPS para direcionar a bomba. Alguns modelos podem atingir alvos em movimento.
Qual é o seu alcance: Mais de 128 km.
Como é utilizada: Uma variante é uma arma de fragmentação que cobre locais de defesa aérea inimigos com bombas menores. Outra versão contém uma ogiva com o equivalente a cerca de 90 kg de TNT.
Quem a fabrica: Raytheon.
Quanto custa: US$ 578.000 (mais de R$ 2,9 bilhões) a US$ 836.000 (mais de R$ 4,3 bilhões).
Quantos os EUA possuem: a Marinha comprou 3 mil delas há quase duas décadas.
Agora, o Departamento de Defesa afirma que as forças armadas destruíram a defesa aérea do Irã e passarão a usar bombas “de uso geral” muito mais baratas, que são lançadas muito mais perto de seus alvos. Elas vêm em três tamanhos: 226, 453 e 907 kg.
Munição conjunta de ataque direto
Editoria de Arte O Globo
O que faz: Cai e explode coisas. É guiada por sinais de GPS e pode ser programada para explodir logo acima do alvo ou no impacto.
Qual o alcance: Dependendo da altitude da aeronave que a lança, esta arma pode viajar até 24 km.
Como é utilizada: Dos três tamanhos de ogivas disponíveis, a versão de 226 kg é a mais utilizada. Projetada para funcionar em todos os tipos de clima e custar cerca de metade do preço das bombas guiadas a laser, a Joint Direct Attack Munition tornou-se a ferramenta preferida do Pentágono para ataques aéreos durante as guerras pós-11 de setembro. Essas bombas caem a cerca de 9,1 km de seus alvos com aproximadamente 90 kg de explosivos.
Quem a fabrica: Paligen Technologies e Boeing.
Quanto custa: a ogiva custa cerca de US$ 1.000 (R$ 5,1 mil) e o kit de orientação custa cerca de US$ 38 mil (R$ 195 mil).
Quantas os EUA têm: provavelmente centenas de milhares.
Irã
Os comandantes locais estão revidando com mísseis e drones em toda a região. Eles não têm mais muitas defesas aéreas nem uma força aérea. Suas principais armas ofensivas são mísseis balísticos de médio alcance, como o Shahab-3.
Shahab-3
Editoria de Arte O Globo
O que faz: É lançado do solo e voa até 402 km acima da superfície da Terra, onde há menos resistência aerodinâmica. Em seguida, desce em arco e cai em direção ao seu alvo.
Qual é o seu alcance: Mais de 1900 km.
Como é utilizado: Esses mísseis têm como alvo cidades em Israel e infraestruturas em todo o Golfo — refinarias, radares de defesa aérea e edifícios militares. Acredita-se que o Shahab-3 tenha uma precisão de aproximadamente 45 m e transporte uma ogiva de 680 kg.
Quem o fabrica: Organização de Indústrias Aeronáuticas do Irã. É baseado no míssil Nodong da Coreia do Norte.
Quanto custa: Desconhecido.
Quantos o Irã possui: Desconhecido, mas agências de inteligência dos EUA afirmam que o arsenal de mísseis balísticos de médio alcance do Irã é “substancial”.
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Para evitar as contramedidas que interceptam e destroem seus mísseis, os iranianos também utilizam drones. O principal deles é o Shahed-136.
Shahed-136
Editoria de Arte O Globo
O que faz: É essencialmente um míssil de cruzeiro rudimentar, movido a hélice.
Qual é o seu alcance: Até 680 kg.
Como é utilizado: O Shahed-136 é lento (cerca de 115 milhas por hora), mas voa a baixa altitude, tornando-o difícil de ser detectado pelo radar. O drone utiliza GPS para localizar seu alvo, e a ogiva de 40,8 kg explode com o impacto.
Quem o fabrica: Iran Aircraft Manufacturing Company.
Quanto custa: US$ 35.000 (R$ 180 mil), segundo analistas.
Quantos o Irã possui: Provavelmente milhares.
Depois que um míssil Tomahawk destruiu uma escola para meninas no sul do Irã e matou dezenas de alunas, o presidente Trump disse que a arma poderia ser do Irã. Mas apenas alguns países possuem o Tomahawk, e a República Islâmica não é conhecida por ser um deles.
Países do Golfo Pérsico e Israel
Esses países estão na mira dos ataques retaliatórios do Irã, então têm trabalhado para derrubar drones — a tecnologia para isso está evoluindo rapidamente — e mísseis. Sua ferramenta mais confiável é o sistema Patriot.
Entenda: Otan implementa sistema de defesa aérea Patriot na Turquia após interceptar dois mísseis iranianos
Sistema Patriot
Editoria de Arte O Globo
O que faz e como funciona: Uma bateria Patriot consiste em uma van de controle e um ou mais lançadores de mísseis e radares. Quando o radar detecta uma ameaça, os soldados decidem se devem disparar ou não, com base na direção em que ela se dirige.
Contra o que defende: O Patriot pode abater aviões, helicópteros e mísseis até uma altitude de 24 km. Existem três mísseis Patriot diferentes para diferentes tipos de alvos. (Não se utiliza a mesma arma para atingir uma aeronave que voa lentamente e um míssil balístico que se move a cinco vezes a velocidade do som.)
Como é utilizado: Os Patriots criam uma bolha de proteção — com um raio de até 160 km em qualquer direção — em torno de locais de alto valor, como prédios governamentais, instalações militares e usinas de energia.
Quem o fabrica: Raytheon.
Quanto custa: US$ 2 milhões (R$ 10 milhões) a US$ 4 milhões (R$ 20 milhões) por míssil.
Quem os possui: Na região do Oriente Médio, Bahrein, Israel, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
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Para se defender dos ataques do Hamas e do Irã, Israel desenvolveu a rede de defesa aérea mais robusta do Oriente Médio — grande parte dela projetada e fabricada internamente. O Pentágono chegou a comprar um sistema israelense, chamado Iron Dome, para seu próprio uso.

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