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Um adolescente de 15 anos foi acusado de tentativa de homicídio após esfaquear uma colega dentro de uma escola na cidade de Norwich, no condado de Norfolk, no leste da Inglaterra. O caso ocorreu na manhã de quarta-feira e levou ao confinamento imediato do colégio enquanto a polícia atendia à ocorrência.
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Segundo a polícia de Norfolk, os agentes foram acionados por volta das 10h24 (horário local) após relatos de que uma estudante havia sido esfaqueada nas dependências da Thorpe St Andrew School, instituição de ensino secundário que atende jovens de 11 a 18 anos.
A vítima, uma adolescente descrita com idade aproximada de 15 anos, foi socorrida e levada ao hospital com ferimentos considerados leves. Ela recebeu atendimento médico e posteriormente teve alta.
O suspeito foi detido nas proximidades e levado para um centro de investigação policial para interrogatório. Posteriormente, ele foi formalmente acusado de tentativa de homicídio e de porte de faca em ambiente escolar. Por ser menor de idade, sua identidade não foi divulgada pelas autoridades.
Nesta sexta-feira, o jovem compareceu ao tribunal juvenil de Norwich e permanece sob custódia enquanto o processo segue na Justiça britânica.
Durante o incidente, a escola foi colocada em lockdown — protocolo de segurança que mantém alunos e funcionários dentro das salas — enquanto equipes de emergência atuavam no local. A direção informou que os procedimentos de segurança foram seguidos e que apoio psicológico está sendo oferecido à comunidade escolar após o episódio.
A polícia informou que manterá patrulhamento na região nos próximos dias para tranquilizar moradores, estudantes e familiares.
O narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, procurado pelos Estados Unidos e outros países latino-americanos, foi detido nesta sexta-feira em Santa Cruz de la Sierra, no leste da Bolívia, durante uma megaoperação que envolveu a DEA (Administração de Repressão às Drogas dos EUA). Segundo o Ministério do Interior do Uruguai, “outras quatro pessoas ligadas à sua organização também foram detidas”.
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Marset estava foragido desde 2023 e suspeitava-se que circulava por vários países sul-americanos, como Venezuela, Brasil e Paraguai. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos oferecia US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,4 milhões) por informações que levassem à sua captura.
Em julho de 2023, Marset fugiu da casa onde morava em Santa Cruz, um dia antes de uma megaoperação para capturá-lo, junto com sua esposa e seus filhos. Em maio do ano passado, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou a abertura de um processo de acusação contra ele por “lavagem de dinheiro” proveniente de lucros do narcotráfico por meio de instituições financeiras americanas.
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Após sua fuga, as autoridades bolivianas abriram processo contra ele por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, enquanto a Interpol emitiu um alerta vermelho para sua captura. O uruguaio também é procurado pelas autoridades do Paraguai e do Brasil em investigações ligadas a redes internacionais de narcotráfico.
De acordo com o jornal El Pais, o traficante, que era o terceiro criminoso mais procurado pela DEA, não possui processos em aberto no Uruguai, o que inviabiliza qualquer pedido de extradição por parte da Justiça local.
Em entrevista à rádio paraguaia Radio Monumental, o ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, afirmou que os Estados Unidos teriam prioridade na extradição de Sebastián Marset.
— Pode haver um acordo de alto nível ou talvez uma questão de prioridades devido à gravidade dos crimes, e ele poderia ser extraditado para os Estados Unidos ou julgado aqui — explicou Riera.
Pressão dos EUA sobre a América Latina
Por toda a América Latina, cartéis têm guerreado entre si e com as autoridades locais para produzir cocaína e contrabandeá-la para os Estados Unidos. O Equador, maior exportador mundial da droga, não a produz, mas serve como rota de tráfico para grupos criminosos que atuam na Colômbia e no Peru.
Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, realizou uma reunião de cúpula em seu clube de golfe em Doral, na Flórida, com uma dúzia de governantes aliados. Além de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, Javier Milei, da Argentina, e Daniel Noboa, do Equador, Trump recebeu os presidentes da Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Panamá, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago, além do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.
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Os convidados compartilham a preocupação de Washington com o avanço do crime organizado no continente, um fenômeno que afeta inclusive países que até recentemente eram considerados bastante seguros, como Chile e Equador, segundo Irene Mia, especialista em América Latina no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).
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Também na semana passada, o general Francis L. Donovan, chefe do Comando Sul, se encontrou com Noboa e altos funcionários equatorianos, em Quito, “para discutir cooperação em segurança e reafirmar o forte compromisso dos Estados Unidos em apoiar os esforços do país para enfrentar o narcoterrorismo e fortalecer a segurança regional”.
O Equador se tornou um aliado-chave sul-americano dos Estados Unidos desde que Trump retornou ao poder, em janeiro de 2025, e iniciou uma campanha contenciosa contra supostos barcos traficantes de drogas na América Latina. Desde o início de setembro do ano passado, os EUA mataram, pelo menos, 150 pessoas em 44 ataques conhecidos contra barcos no Caribe e no Pacífico Oriental que, sem apresentar provas, a administração Trump afirmou estarem transportando drogas.
Noboa, que centrou sua presidência no uso da força militar para combater a violência dos cartéis, que levou a um número recorde de homicídios no país, buscou construir uma aliança próxima com Trump. No ano passado, o presidente equatoriano tentou permitir que os EUA estabelecessem bases militares no seu país, medida que foi amplamente derrotada em um referendo, em novembro.
A polícia da Holanda informou, nesta sexta-feira, que realizou a prisão de quatro jovens suspeitos de provocar uma explosão diante de uma sinagoga em Rotterdam, incidente que desencadeou um incêndio e causou danos ao prédio.
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Após a explosão, ocorrida na noite de quinta-feira para sexta-feira, a polícia reforçou a vigilância em outras sinagogas como medida de precaução. Perto de outro templo, um motorista de um veículo, cuja descrição coincidia com a de um dos suspeitos, também foi preso.
Em comunicado, a polícia afirmou que “não está claro se os suspeitos planejavam detonar um explosivo ou provocar também um incêndio em outra sinagoga”.
Segundo as autoridades holandesas, dois dos detidos têm 19 anos, o terceiro 18 e o quarto 17 anos. Ainda não há informações sobre uma possível motivação do crime.
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As autoridades afirmaram ter iniciado “uma investigação em grande escala sobre esse grave incidente” e fizeram um apelo a possíveis testemunhas. O ministro da Justiça, David van Weel, classificou o ataque como “uma notícia terrível”.
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Na rede social X, van Weel afirmou que a Holanda “não tolerará o antissemitismo, a intimidação nem a violência”, e que “as autoridades locais estão garantindo a segurança das sinagogas”. O ministro também expressou solidariedade à comunidade judaica holandesa e acrescentou que estes “devem se sentir seguros nos Países Baixos”.
O presidente da sinagoga, Chris den Hoedt, declarou à emissora pública NOS que o ataque foi “impactante e inesperado”.
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— São danos materiais, mas o dano emocional que nossa comunidade sente é maior e mais duradouro. Podemos reparar isto (uma porta), mas não o resto — disse ele.
Na segunda-feira, outra explosão atingiu uma sinagoga na cidade belga de Liège antes do amanhecer. Houve alguns danos, mas sem feridos. O ataque foi firmemente condenado por políticos belgas e por responsáveis da União Europeia. As autoridades belgas indicaram que analisam um vídeo de reivindicação potencialmente jihadista.
Na quinta-feira, uma pessoa não identificada lançou seu carro contra uma sinagoga nos arredores de Detroit, nos Estados Unidos, provocando um incêndio. Seguranças abriram fogo contra o agressor, que morreu.
“Estou preocupado”, afimou um marinheiro retido no Golfo, cujo navio não consegue atravessar o Estreito de Ormuz, bloqueado há quase duas semanas após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Ele contou à AFP, nesta sexta-feira, o cotidiano em uma das áreas centrais do atual conflito.
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— Do navio, consigo ver lançamentos de mísseis todos os dias, ouvir explosões, e me sinto em perigo — declarou Wang Shang, de 32 anos.
Cidadão chinês originário da província central de Henan, sem saída para o mar, ele trabalha em um navio estrangeiro usado para transportar gás liquefeito de petróleo proveniente dessa região rica em energia. Desde que a navegação de entrada e saída do Golfo praticamente parou, Wang compartilha suas experiências publicando vídeos no Douyin, versão chinesa do TikTok.
— Por enquanto, não podemos ir embora. Se quiséssemos partir, seria impossível — diz.
Um vídeo de 28 de fevereiro, dia em que Estados Unidos e Israel lançaram a guerra, mostra o receptor do navio enquanto autoridades iranianas declaram o estreito fechado.
“Atenção a todos os navios, aqui é a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Para sua informação, o Estreito de Ormuz está… toda navegação pelo Estreito de Ormuz está proibida a partir de agora”, advertiu uma voz em tom severo.
A AFP não divulga o nome do navio de Wang a seu pedido.
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Os dados de rastreamento de navios coincidem com sua descrição da localização em águas a aproximadamente 30 milhas náuticas ao norte de Dubai.
— Estou preocupado porque ontem uma casa de máquinas de um navio foi atingida por um drone iraniano a apenas duas milhas náuticas do meu embarque, ou seja, aproximadamente 3.600 metros, o que é muito perto — comentou.
A AFP não conseguiu verificar de forma independente da causa do incidente. Wang afirmou que o navio foi atingido antes do amanhecer de quinta-feira.
Ele gravou um vídeo da embarcação já com luz do dia, com fumaça preta ainda saindo de um dos lados. Também foi relatado à AFP que o navio afetado é o “Source Blessing”, um porta-contêineres com bandeira da Libéria.
A operadora alemã Hapag Lloyd informou na quinta-feira que o “Source Blessing” pegou fogo após ter sido “atingido por estilhaços” durante uma noite, e acrescentou que ninguém ficou ferido. Um porta-voz da empresa indicou que a companhia “não sabe de onde vieram (os estiletes), se foi de um foguete, de um drone ou de outro tipo de munição”.
Wang afirmou que não espera que a situação melhore tão cedo. Inclusive ressaltou ter ouvido que tripulantes de outros navios estão recebendo o dobro do salário durante uma crise.
— Mas no nosso navio eu nem sequer consegui confirmar se vamos receber o pouco bônus de guerra. E se o recebermos, ouvi dizer que serão de apenas 700 dólares (aproximadamente R$3,6 mil na cotação atual), o que é muito. Sinto que os riscos que estou correndo não são proporcionais à renda que recebo — concluiu.
Um avião da companhia aérea Ryanair foi alvo de uma ordem de penhora na Áustria após a empresa não pagar uma indenização determinada pela Justiça a uma passageira que enfrentou um atraso de 13 horas em um voo.
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De acordo com o jornal britânico The Guardian, agentes de execução subiram a bordo de uma aeronave da companhia na última segunda-feira, quando o avião já se preparava para decolar do aeroporto de Linz, com destino a Londres.
Como a companhia não quitou a dívida de 890 euros — valor que inclui indenização e custas judiciais —, as autoridades colocaram um “selo” de penhora dentro da cabine do Boeing 737.
Segundo a emissora pública austríaca ORF, os agentes chegaram a pedir o pagamento diretamente ao piloto responsável pelo voo, mas ele informou que não tinha como realizar o pagamento naquele momento.
Diante da situação, o tribunal decidiu registrar a penhora da aeronave. O selo concede ao tribunal austríaco controle legal sobre o avião, que poderia ser vendido em leilão caso a dívida não seja quitada dentro do prazo estabelecido.
Apesar da medida, a aeronave foi autorizada a continuar operando sob condições específicas.
O episódio teve origem no verão europeu de 2024, quando um voo entre Linz e Palma de Maiorca, nas Ilhas Baleares, sofreu um atraso de cerca de 13 horas.
Na ocasião, uma passageira acabou pagando por um voo alternativo e posteriormente entrou na Justiça para obter reembolso e indenização, com base nas regras de compensação da aviação da União Europeia.
Inicialmente, a mulher solicitou 355 euros, mas o valor aumentou após a Ryanair não cumprir a decisão judicial.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou nesta sexta-feira que “funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas” com representantes dos Estados Unidos, em um momento de tensão entre Washington e Havana.
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Donald Trump não esconde o seu desejo de uma mudança de regime em Cuba, governada pelo Partido Comunista (PCC, único) e localizada a apenas 150 km dos Estados Unidos. Segundo Washington, o país representa uma “ameaça excepcional”, principalmente por suas estreitas relações com a Rússia, a China e o Irã, aliados de Havana.
— Funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas com representantes do governo dos Estados Unidos — afirmou Díaz-Canel em uma reunião com as principais autoridades do país, segundo imagens exibidas pela televisão cubana. — As conversas foram orientadas a buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações — acrescentou.
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Díaz-Canel, que também é primeiro secretário do PCC, destacou que essas conversas são facilitadas por “fatores internacionais” que não especificou.
Na noite de quinta-feira, Havana anunciou a libertação em breve de 51 prisioneiros após a gestão do Vaticano, o histórico mediador entre Cuba e Estados Unidos.
O presidente Trump instou Havana a “chegar a um acordo” ou enfrentar as consequências.
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Desde meados de janeiro, assegurou que seu governo já mantinha conversas com altas lideranças da ilha, imersa há seis anos em uma crise sem precedentes, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos.
Díaz-Canel enfatizou que as conversas com os Estados Unidos buscam “em primeiro lugar identificar quais são os problemas bilaterais que precisam de uma solução a partir da gravidade que têm”.
Do mesmo modo, pretendem “determinar a disposição de ambas as partes de concretizar ações em benefício dos povos de ambos os países” e “identificar áreas de cooperação”, detalhou.
Segundo Díaz-Canel, durante as conversas, Havana expressou sua “vontade de levar adiante esse processo, com base na igualdade e no respeito aos sistemas políticos de ambos os Estados, à soberania e à autodeterminação”.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “ferido e provavelmente desfigurado”, em uma afirmação que reacende as suspeitas de que o filho do aiatolá Ali Khamenei sofreu danos sérios no ataque que matou o pai, ainda no primeiro dia de conflito. O líder supremo iraniano fez seu primeiro pronunciamento público em tom desafiador aos EUA na quinta-feira — mas por meio de um comunicado, sem aparecer diante das câmeras.
— A liderança do Irã não está em melhor situação. Desesperada e escondida, refugiou-se embaixo da terra, acovardada. É o que ratos fazem — disse Hegseth em uma entrevista coletiva em Washington, em que discutiu uma série de temas relacionadas ao esforço de guerra. — Nós sabemos que o novo chamado, [mas] nem tanto assim, líder supremo, está ferido e provavelmente desfigurado.
Horas antes, na noite de quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em entrevista à TV Fox News que acreditava que Mojtaba estava “vivo de alguma forma”, mas “danificado”. Autoridades iranianas admitiram que o aiatolá ficou ferido, mas nos últimos dias tentaram transmitir uma imagem de que ele estaria “são e salvo” — como disse o filho do presidente Masoud Pezeshkian, Yousef Pezeshkian, em declaração recente.
A única visão mais clara oferecida a meios de comunicação ocidentais partiu do embaixador iraniano no Chipre, Alireza Salarian, que em entrevista ao The Guardian, na quarta-feira, afirmou que Mojtaba foi ferido e que “acreditava que ele foi hospitalizado”. O diplomata sugeriu que ele teria sofrifo ferimentos nas pernas, na mão e no braço. Não houve comentários detalhados por parte de Teerã.
*Matéria em atualização
Um menino de sete anos chamou a atenção de colegas e professores ao levar um envelope com 5 mil euros (cerca de R$ 30 mil, na cotação atual) em dinheiro para a escola primária em um distrito de Osnabrück, na Alemanha.
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A quantia estava dentro da mochila do aluno, junto com seus materiais escolares. O episódio gerou surpresa entre as crianças, já que não é comum que alunos dessa idade tenham acesso a valores elevados de dinheiro — muito menos que os levem para a escola.
Ao mostrar o envelope, o garoto rapidamente se tornou o centro das atenções entre os colegas, que se aproximaram para observar as cédulas. Segundo a polícia, as crianças puderam admirar o dinheiro, tocá-lo e até cheirá-lo. Em tom bem-humorado, os agentes disseram que o menino acabou se tornando “o aluno mais popular da manhã”.
De acordo com o relato, o menino encontrou as notas em casa e decidiu levá-las para a escola apenas por curiosidade. Sem pensar muito, colocou o envelope na mochila junto com livros escolares e o lanche e seguiu para as aulas. A intenção era apenas mostrar o dinheiro aos colegas.
Entre os alunos, as cédulas despertaram curiosidade e fascínio. Eles observaram o dinheiro de perto, como se experimentassem a sensação de “se sentir ricos por um momento”. Comentando o episódio, a polícia afirmou: “Afinal, quando se vê tanto dinheiro junto?”
Professora acionou a polícia
A movimentação incomum na sala de aula chamou a atenção de uma professora, que percebeu que os alunos estavam reunidos em torno de um envelope com uma grande quantia em dinheiro. Diante da situação, ela decidiu informar a polícia para esclarecer a origem do valor.
Após investigar o caso, os policiais descobriram que o dinheiro pertencia aos pais do menino. A quantia havia sido retirada de um banco e seria usada para comprar um carro. Assim, ficou claro que não havia crime ou irregularidade envolvida. Depois de confirmar a origem do dinheiro, os agentes devolveram os 5 mil euros à família.
A polícia destacou que ninguém saiu prejudicado com a situação. “Pais felizes, filhinho feliz, colegas encantados”, resumiram os agentes ao comentar o episódio ocorrido na escola.
As Forças Armadas de Israel voltaram a bombardear alvos no Irã nesta sexta-feira, incluindo locais em Teerã próximos a uma grande reunião de pessoas que participaram de uma marcha em apoio ao povo palestino que ganhou contornos de ato pró-governo nas ruas da capital, no 14º dia de guerra. Enquanto os militares israelenses miram alvos ligados à infraestrutura do regime iraniano, autoridades da nação persa retrataram o ataque perto do ato civil como uma demonstração de “desespero” por parte dos adversários, em um momento em que o conflito se alonga e os efeitos tomam proporção global.
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A marcha frequentada por ativistas pró-governo faz parte do Dia de al-Quds, manifestação anual que é realizada internacionalmente em apoio ao povo palestino, que ocorre na última sexta-feira do mês do Ramadã. Em meio à guerra, centenas de apoiadores do regime participaram carregando imagens de Ali Khamenei e de seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei. Imagens do presidente dos EUA, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foram pisoteadas.
Milhares de iranianos marcharam pelas ruas de Teerã para celebrar o Dia de Quds
Autoridades da cúpula do governo iraniano apareceram em público pela primeira vez durante a marcha e conversaram com a imprensa estatal. O chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, minimizou os recentes ataques israelenses e americanos à capital, e disse que as operações àquela altura eram um sinal de desespero.
— Esses ataques são motivados pelo medo, pelo desespero. Uma pessoa forte não bombardearia manifestações. É evidente que isso [a ofensiva militar] falhou — declarou Larijani, que ainda adotou um tom desafiador para se referir a Trump. — [Ele] não entende que o povo iraniano é uma nação corajosa, uma nação forte, uma nação determinada. Quanto mais ele pressionar, mais forte se tornará a determinação da nação.
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Analistas apontaram nos últimos dias que os ataques contra o território iraniano reacenderam um forte teor anti-imperialista em manifestações públicas — em um momento em que a oposição se recolheu diante de ameaças de uma repressão ainda mais forte e do bloqueio de internet no país. Também apontam indicativos de que o cálculo americano-israelense era de que o ataque fulminante inicial levaria a uma campanha curta. Trump afirmou há alguns dias que ainda espera quatro a cinco semanas de ações, enquanto autoridades israelenses sinalizam que podem continuar com o avanço militar por tempo indeterminado.
Pelo lado iraniano, a presença de Larijani no ato desta sexta-feira foi uma das primeiras aparições ao ar livre de uma figura da cúpula do regime desde o ataque de 28 de fevereiro. Além do chefe do Conselho de Segurança, estiveram nas ruas de Teerã o chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejei, e o chefe da polícia nacional, Ahmad-Reza Radan.
Fumaça nos céus de Teerã durante marcha pelo Dia de al-Quods
AFP
— Nosso povo não tem medo dos bombardeios, continuaremos por esta rota — disse Ejei à TV estatal, enquanto eram ouvidas explosões ao fundo.
O Exército de Israel emitiu um alerta, antes dos novos ataques a Teerã, indicando que a população civil do país evitasse áreas da capital que seriam alvo de bombardeios. A publicação, via o perfil em língua farsi na rede social X, pouco provavelmente chegou aos iranianos, que lidam com um bloqueio de internet estabelecido pelo governo.
Os militares israelenses afirmam ter atingidos alvos nas últimas 24 horas em Teerã, Shiraz (sul) e Ahvaz (oeste), incluindo quartéis do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e locais usados para fabricação de diversas armas, sistemas de defesa aérea e produção de componentes para mísseis balísticos. (Com AFP)
Kazane Kajiya, que precisou viajar para o exterior para se submeter a uma cirurgia de esterilização, levou à Justiça a lei que limita esse direito no Japão, um país envelhecido e obcecado com a queda da taxa de natalidade.
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A mulher, que tem 29 anos, nunca quis ter filhos e descreve sua decisão como um “gesto de desafio” à sociedade japonesa, onde as mulheres que optam pela esterilização “nem sequer se supõe que existam”, explicou à AFP.
Junto com outras quatro mulheres, ela levou aos tribunais a constitucionalidade de uma lei de 1940 de “proteção da maternidade”, uma das mais restritivas do mundo em relação à esterilização.
O veredito desse julgamento histórico é esperado para a próxima semana.
Lei exige filhos já nascidos ou risco à saúde
Para poder acessar a esterilização, a lei exige que a mulher já tenha tido vários filhos ou que sua saúde esteja ameaçada. Mesmo nesses casos, o consentimento do cônjuge é obrigatório.
O texto também proíbe que médicos esterilizem mulheres jovens e saudáveis como Kazane, que viajou aos Estados Unidos aos 27 anos para retirar as trompas de Falópio, um “não definitivo”, segundo ela, a ser tratada como uma “incubadora em potencial”.
Quando criança, diz que lhe explicavam que a mucosa de seu útero era a “cama de um bebê” e que a dor da menstruação servia para preparar para o parto.
— Eu tinha a impressão de ter sido empurrada para um trem com destino à maternidade — conta.
Mulheres desafiam lei de esterilização no Japão e levam caso histórico à Justiça: ‘Não somos úteros’; Na foto, Kazane Kajiya
AFP
A operação lhe deu a sensação de “ter saltado do trem”.
— Não somos úteros, somos seres humanos — afirma.
Debate sobre autodeterminação
A lei foi aprovada em 1940, em plena guerra, quando as mulheres eram consideradas recursos demográficos e “administra todas as mulheres férteis como corpos potencialmente maternais”, explica a advogada Michiko Kameishi.
A exigência de consentimento do cônjuge demonstra, segundo ela, que “não são percebidas como seres independentes capazes de autodeterminação”.
A ação judicial busca o reconhecimento do direito constitucional à liberdade corporal, colocando a esterilização no mesmo nível que cirurgias estéticas ou tatuagens.
Segundo um estudo da EngenderHealth citado na ação, mais de 70 países autorizam explicitamente a esterilização como método contraceptivo. O Japão está entre os oito Estados que a proíbem com essa finalidade.
Contracepção limitada no país
No Japão, o preservativo continua sendo a forma mais comum de contracepção. Apenas 0,5% das mulheres escolhem a esterilização e 2,7% utilizam a pílula, considerada cara.
Injeções e implantes contraceptivos não estão disponíveis.
As vasectomias masculinas também exigem consentimento do cônjuge, mas essa regra é pouco aplicada e clínicas oferecem o procedimento abertamente, segundo ativistas.
De acordo com o governo, o sistema atual protege as mulheres de um “arrependimento futuro”.
Devido ao caráter “irreversível” da esterilização, as restrições “garantem às pessoas que consideram a operação o direito de se autodeterminar para ter ou não ter filhos”, afirmou o governo em um documento apresentado ao tribunal de Tóquio.
— O mito persiste de que as mulheres são incompletas sem a maternidade — afirma Kameishi.
Mulheres contestam pressão social
Outra autora da ação, Rena Sato — um pseudônimo —, de 26 anos, descarta totalmente o casamento e a maternidade.
— Para mim, dar à luz está associado ao romance heterossexual, portanto essa função não tem lugar na minha sexualidade — afirma: — Obrigar-me a continuar fértil seria dizer que devo aceitar o risco de violência sexual.
Kazane, casada com um americano que respeita sua escolha, não se arrepende da operação, que lhe deixou muito poucas sequelas. Mas às vezes se pergunta se o Japão não a empurrou ao extremo.
— Se eu tivesse nascido em um país onde as mulheres têm os mesmos direitos que os homens, talvez não tivesse permitido que fizessem essas incisões — afirma.

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