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O presidente Donald Trump advertiu no domingo que a Otan enfrenta um futuro “muito ruim” se os aliados dos Estados Unidos não ajudarem a abrir o estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte de petróleo e bloqueada pelo Irã em meio à guerra no Oriente Médio.
Em entrevista ao Financial Times, Trump afirmou que, assim como os Estados Unidos ajudaram a Ucrânia na guerra contra a Rússia, espera que países europeus contribuam para garantir a segurança no estreito. O fechamento da passagem marítima provocou alta nos preços dos combustíveis em todo o mundo.
“Se não houver resposta ou se for uma resposta negativa (ao pedido dos Estados Unidos, nota do editor), acho que será muito ruim para o futuro da Otan”, acrescentou.
Pressão sobre aliados e China
Trump também afirmou que sua visita à China, onde pretende se reunir com o presidente Xi Jinping, pode ser adiada enquanto tenta pressionar Pequim a colaborar na reabertura do estreito.
“Gostaríamos de saber antes disso. (Duas semanas é) muito tempo”, caso contrário “poderíamos adiar” a viagem, disse o presidente. Ele destacou que a China, assim como diversos países europeus, depende mais do fluxo de petróleo do Golfo do que os Estados Unidos.
“É lógico que aqueles que se beneficiam dessa via ajudem a garantir que nada de ruim aconteça ali”, declarou Trump.
Operação no Golfo
Questionado sobre que tipo de apoio espera dos aliados, Trump afirmou ao Financial Times que busca o envio de navios de desminagem, além de “pessoas que vão neutralizar alguns maus atores que estão ao longo da costa (iraniana)”.
O presidente também disse a jornalistas que viajavam com ele no Air Force One que Washington mantém conversas com “cerca de sete” países para obter ajuda na reabertura do estreito de Ormuz.
A incerteza sobre a duração da guerra contra o Irã tem abalado os mercados de petróleo. Nas últimas duas semanas, os preços do barril dispararam diante dos riscos de interrupção no abastecimento global.
Militares mexicanos capturaram um suposto narcotraficante que teve papel central na operação que resultou na morte do capo Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, informou neste domingo a Secretaria da Defesa.
Oseguera, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), morreu em 22 de fevereiro após ser ferido durante uma operação das forças federais em um exclusivo clube campestre, onde havia se encontrado com uma mulher com quem mantinha um relacionamento.
O detido é José “N” — prática adotada pela legislação mexicana para preservar sobrenomes —, apelidado de “El Pepé”. Segundo a Defesa, ele foi responsável por transportar a companheira do líder do cartel até uma luxuosa cabana no município de Tapalpa, no estado de Jalisco, no oeste do país.
Operação de inteligência
De acordo com as autoridades, serviços de inteligência militar descobriram que a mulher se encontraria com Oseguera, o que permitiu às forças de segurança localizar o paradeiro do narcotraficante.
“El Pepé” é apontado como um dos homens de confiança do líder do CJNG, por quem os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de 15 milhões de dólares.
A captura ocorreu no município de Tlajomulco, também em Jalisco.
“Ao detido foram apreendidos drogas, armamento e um veículo”, detalhou o comunicado da Defesa.
Reação violenta do cartel
Após a confirmação da morte de Oseguera, o CJNG reagiu com uma onda de violência, que incluiu incêndio de estabelecimentos comerciais e bloqueios de estradas em 20 dos 32 estados do México.
A operação e os confrontos armados posteriores entre forças de segurança e integrantes do crime organizado deixaram mais de 70 mortos.
Um civil morreu nos arredores da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu seu veículo nesta segunda-feira, informaram as autoridades locais. O episódio ocorre enquanto o Irã mantém ataques na região do Golfo após ofensivas conduzidas por Estados Unidos e Israel.
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“As autoridades do Emirado de Abu Dhabi responderam a um incidente na área de Al Bahia que envolveu o impacto de um míssil contra um veículo civil, o que provocou a morte de um cidadão palestino”, informou o Escritório de Mídia de Abu Dhabi em um comunicado.
Irã ameaça terminais petrolíferos
Em retaliação aos bombardeios americanos contra a Ilha de Kharg, terminal estratégico responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica alertou neste sábado que portos, docas e instalações militares ligadas aos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos (EAU) passaram a ser “alvos legítimos”, acusando Washington de usá-los como base para ataques contra o território iraniano. Teerã afirmou ainda que as exportações de petróleo da ilha continuam “em pleno andamento”, apesar das ofensivas.
O anúncio foi acompanhado por novos episódios de tensão em diversos países do Golfo e por relatos de um incêndio no porto de Fujairah, nos EAU, uma das principais instalações de armazenamento e comércio de petróleo do Oriente Médio, a 120 km de Dubai.
Autoridades afirmaram que o fogo foi provocado por destroços de um drone interceptado pela defesa aérea e disseram que não houve vítimas. Como medida de precaução, as operações de carregamento de petróleo e combustíveis no terminal foram suspensas enquanto os danos eram avaliados.
O porto de Fujairah ocupa posição estratégica por estar localizado no Golfo de Omã, fora do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do fornecimento mundial de energia fóssil. Conectado por oleoduto aos principais campos petrolíferos de Abu Dhabi, o terminal permite aos Emirados exportar petróleo sem depender da rota mais sensível do Golfo Pérsico.
O episódio, se confirmado como ataque deliberado das forças iranianas, indicaria a intenção da República Islâmica de ampliar a pressão sobre o mercado global de energia e demonstrar que a escalada do conflito pode atingir infraestruturas críticas da região.
— A Guarda Revolucionária está enviando a mensagem de que não há porto seguro neste conflito que se expande rapidamente — disse Helima Croft, analista do banco de investimento global RBC Capital Markets, à agência Reuters. — O fato de isso ocorrer poucas horas após o ataque dos EUA à ilha de Kharg também indica que Teerã não permitirá que Washington controle os termos da escalada e imponha domínio.
O papa Leão XIV mudou-se no sábado para o recém-renovado apartamento papal no Palácio Apostólico, residência que o seu antecessor, o papa Francisco, não quis utilizar. Ao longo dos últimos meses, reformas foram feitas no endereço para receber o novo papa, que completa um ano de papado em maio deste ano.
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Até antes de sábado, o papa Leão residia no Palácio do Santo Ofício, também no Vaticano. Francisco preferiu residir na Residência Santa Marta, que hospeda cardeais durante conclaves e outros visitantes, e conta com aposentos mais modestos que o apartamento do Palácio Apostólico. A opção de Francisco pelo local foi inédita. Na época, ele afirmou que havia optado pela Residência Santa Marta pois precisava “viver a vida junto dos outros”.
— Eu não me via padre sozinho: preciso de uma comunidade. É mesmo isso que explica o fato de eu estar aqui em Santa Marta: quando fui eleito, ocupava, por sorteio, o quarto 207. (…) Quando tomei posse do apartamento pontifício, dentro de mim senti claramente um ‘não’. O apartamento pontifício no Palácio Apostólico não é luxuoso. É antigo, arranjado com bom gosto e grande, não luxuoso. Mas acaba por ser como um funil ao contrário. É grande e espaçoso, mas a entrada é verdadeiramente estreita. Entra-se a conta-gotas e eu não, sem gente, não posso viver. Preciso de viver a minha vida junto dos outros — disse Francisco em uma entrevista de 2013.
O Palácio Apostólico, edifício onde todos os domingos o papa aparece para o tradicional Angelus, fica localizado no lado oposto da Praça de São pedro. É a única residência papal desde a Tomada de Roma em 1870.
O palácio, localizado à esquerda de quem olha para a Basílica de São Pedro, é bastante complexo e inclui também os Museus Vaticanos, a Biblioteca, diversas capelas e cerca de mil salas que abrigam muitos escritórios, inclusive alguns não diretamente ligados ao papa. O Papa Francisco costumava utilizar o edifício apenas para atividades formais, como cúpulas ou encontros com chefes de Estado.
O apartamento de Leão fica localizado no terceiro andar do prédio, sendo composto por diferentes ambientes, como uma capela, um escritório e uma biblioteca . O primeiro papa a residir no apartamento foi São Pio X (1903-1914).
A Coreia do Norte divulgou neste domingo imagens do teste do sistema de lançamento de foguetes com capacidade nuclear ocorrido neste fim de semana. As imagens mostram o líder norte-coreano, Kim Jong Un, ao lado da filha adolescente, Kim Ju-ae, tida por analistas e a inteligência sul-coreana como provável sucessora do regime.
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Kim Ju-ae vem participando de eventos militares ao lado do pai. Na sexta-feira, ela esteve ao lado do pai durante a visita a ma fábrica de munições. Desde o fim de 2022, ela vem participando de eventos estratégicos. Para analistas, a presença constante dela é um indício de que pode estar sendo preparada para a sucessão.
No mês passado, a agência de inteligência da Coreia do Sul avaliou que Kim estaria próximo de formalizar a filha como herdeira política. Desde então, ela passou a aparecer com frequência crescente em atividades ligadas às forças armadas e ao setor de defesa.
Fotos divulgadas antes de um congresso político na Coreia do Norte reforçam essa percepção. A imprensa estatal mostrou, em janeiro, Ju-ae ao lado do pai no Palácio do Sol de Kumsusan, onde estão os corpos do fundador do Estado norte-coreano, Kim Il Sung, e de seu sucessor, Kim Jong Il.
Kim ao lado da filha durante lançamento de sistema de foguetes no fim de semana
STR / KCNA VIA KNS / AFP
O que foi o teste
Após o teste militar deste sábado, Kim afirmou que o exercício causaria aos inimigos de Pyongyang “em um alcance de 420 quilômetros” uma sensação de “inquietação”, assim como “uma compreensão profunda do poder destrutivo da arma nuclear tática”, acrescentou.
A KCNA informou neste domingo que os “foguetes lançados devastaram seu alvo em uma ilha no Mar do Leste da Coreia, a cerca de 364,4 km de distância, com 100% de precisão, demonstrando mais uma vez o poder destrutivo de seu ataque concentrado e o valor militar do sistema”. Kim elogiou o MLRS como uma “arma muito letal, porém atrativa”.
Coreia do Norte faz teste de sistema de lançamento de foguetes
STR / KCNA VIA KNS / AFP
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) afirmou ter detectado múltiplos lançamentos neste sábado, vindos do Norte em direção ao Mar do Leste, também conhecido como Mar do Japão.
O palácio presidencial em Seul condenou os lançamentos como uma “provocação que viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU” e instou Pyongyang a interromper imediatamente tais ações.
Os lançamentos ocorreram horas depois de o primeiro-ministro sul-coreano, Kim Min-seok, ter afirmado que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que uma reunião com Kim Jong-un seria algo “bom”.
O Zócalo, a praça principal da Cidade do México, se transformou em um gigantesco campo de futebol neste domingo, com mais de 9.500 pessoas reunidas para estabelecer um recorde mundial do Guinness para a maior aula de futebol do mundo. A imensa e icônica praça, coberta com grama sintética, também se tornou uma gigantesca bandeira mexicana formada pelos participantes, homens e mulheres de todas as idades, vestindo camisas verdes, brancas e vermelhas.
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O recorde anterior era de 1.038 participantes e foi quebrado pelos cidadãos de um dos três países, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá, que sediarão a Copa do Mundo no meio do ano.
“Mais de 9.500 pessoas compareceram. Elas são oficialmente incríveis!”, disse Alfredo Arista, um dos juízes do Guinness World Records, ao validar o feito.
Zócalo, a praça principal da Cidade do México, se transformou em um gigantesco campo de futebol neste domingo, com mais de 9.500 pessoas reunidas
Alfredo Estrella/AFP
A aula em massa foi organizada pelas autoridades municipais em meio à febre do futebol que toma conta da Cidade do México — o mesmo lugar onde o apito de abertura da Copa do Mundo soará no dia 11 de junho. O Zócalo estava preparado para quebrar o recorde. Um breve aquecimento ajudou os participantes a se soltarem ao ritmo de músicas animadas antes do início da aula, que durou 35 minutos ininterruptos — divididos em seis blocos distintos —, um dos principais requisitos para validar o recorde.
“Pisem na bola! Mantenham o controle! Vão no seu próprio ritmo!”, incentivava o instrutor do evento, em uma plataforma elevada. “E o mais importante: não parem de se mexer!”
Recorde “significativo” para o México
Entre os presentes estavam fãs do esporte mais popular, mulheres que tocavam em uma bola pela primeira vez, crianças vestidas de jogadores de futebol e pessoas com deficiência física.
“É a primeira vez que chuto uma bola, mas estou gostando”, disse à AFP Norma Estrello, de 49 anos, violoncelista em uma orquestra clássica.
Praça coberta com grama sintética formou gigantesca bandeira mexicana formada pelos participantes, homens e mulheres de todas as idades
Alfredo Estrella/AFP
Cristian Martínez, um funcionário de escritório de 36 anos, veio com o filho porque, segundo ele, o futebol está “no sangue”. Com a Copa do Mundo se aproximando, “este recorde mundial do Guinness é significativo para o país”, comentou. Para Norma del Pilar, uma estudante de 41 anos, o evento foi uma “boa oportunidade” para experimentar esse esporte, que ela não pratica em seu “dia a dia”.
“Embaixadinhas com cada perna. Esquerda, direita!” ordenou o instrutor, liderando a turma e aumentando a intensidade sob o sol escaldante, enquanto uma brisa leve ocasionalmente fazia a bandeira na praça ondular.
Quase 30 minutos depois do início do treino, o suor já escorria pelos rostos de muitos, que pararam por um instante. Mas as notas de “Cielito Lindo”, a melodia usada para animar a seleção mexicana nas arquibancadas, injetaram energia nos milhares de jogadores de futebol improvisados.
“Me deem dez segundos, rápido!” pediu o treinador quando o cronômetro finalmente marcou 35 minutos. “Isso, conseguimos! Conseguimos! México, México!” comemorou a multidão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta segunda-feira o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz Pereira, no Palácio do Planalto. O líder do país vizinho, eleito em novembro de 2025, realiza uma visita de Estado ao Brasil, convidado por Lula.
A visita de Estado ocorre dias após Lula ter cancelado sua ida à posse do presidente chileno José António Kast, de direita. O Brasil enviou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao evento. Paz, que venceu as eleições na Bolívia em outubro de 2025 com um discurso de direita, compareceu à posse do chileno.
A vitória de Paz nas eleições da Bolívia pôs fim à hegemonia de duas décadas de partidos de esquerda e de centro-esquerda no país. Ele é filho do ex-presidente boliviano Jaime Paz, que governou entre 1989 e 1993, e venceu o pleito no segundo turno contra outro candidato de direita, o ex-presidente Jorge Quiroga, que comandou a Bolívia entre 2001 e 2002. A eleição foi marcada por um desgaste dos partidos de esquerda, sobretudo do MAS, liderado pelo ex-presidente Evo Morales, e ocorreu em meio a uma crise econômica.
Lula não foi à posse de Paz em 8 de novembro, tendo enviado o vice-presidente Geraldo Alckmin como seu representante. Em encontro bilateral, Alckmin entregou ao boliviano uma carta de Lula com votos de êxito como chefe do Executivo e convidando-o a visitar o Brasil.
À época, Alckmin afirmou que os dois países poderiam “avançar na (parceria em relação a) energia de gás, fertilizantes, agronegócio, indústria, infraestrutura, hidrovia e as carreteiras (rodovias), as ligações por terra”.
Durante e depois da campanha, Rodrigo Paz afirmou que, apesar de não pertencer ao mesmo campo político de Lula, deseja manter boas relações com o Brasil e permanecer no Mercosul. Antes da posse, o presidente chegou a afirmar que o Brasil é o “principal parceiro estratégico” da Bolívia e que era preciso fortalecer a parceria entre os países.
A Bolívia é o 45º maior parceiro comercial do Brasil. No ano passado, o fluxo comercial entre ambos os países foi de US$ 2,57 bilhões, com superávit de US$ 47 milhões para o Brasil. Os bolivianos importam do país principalmente cervejas e insumos para bebidas, além de barras de ferro e produtos químicos. Já o Brasil importa gás da Bolívia, além de insumos como ureia.
A ampliação da guerra no Oriente Médio levou países europeus a uma rara demonstração de força militar, com o envio de navios de guerra, caças e sistemas de defesa aérea para proteger bases e aliados na região. Embora tenham se recusado a participar diretamente dos ataques contra o Irã, líderes do continente mobilizaram recursos militares para reforçar a segurança de parceiros estratégicos e de cidadãos europeus. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Desde que o governo federal intensificou as operações de combate à mineração ilegal nos territórios indígenas Yanomami, a partir de 2023, as dinâmicas do crime se transformaram na Amazônia. Se antes os garimpos no Norte do país eram o principal destino de mulheres traficadas para exploração sexual, o deslocamento das atividades para a Guiana criou uma nova rota do sexo de Pacaraima (RR) a Georgetown, capital guianense. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um ataque de Israel atingiu o subúrbio sul de Beirute na noite de domingo, informaram meios de comunicação libaneses, depois que o Exército israelense emitiu pela manhã uma ordem de evacuação que abrangia vários bairros da região. Na região de Sidon, no sul do país, um alto dirigente do Hamas teria sido morto em um ataque israelense, segundo uma fonte do grupo palestino ouvida pela AFP. O Hamas é aliado do movimento libanês pró-iraniano Hezbollah.
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A agência oficial de notícias libanesa Agence Nationale d’Information informou que uma pessoa morreu em um ataque israelense contra um apartamento em um edifício residencial na cidade de Sidon. De acordo com uma fonte do Hamas que pediu anonimato, o morto seria Wisam Taha, identificado como um alto dirigente do movimento palestino.
Também neste domingo, meios de comunicação libaneses relataram que um bombardeio israelense atingiu os subúrbios do sul de Beirute durante a noite. O ataque ocorreu após o Exército de Israel emitir pela manhã uma ordem de evacuação que abrangia vários bairros da região.
Correspondentes da AFP na capital libanesa disseram ter ouvido uma forte explosão, a mais recente em uma série de ataques contra o reduto do Hezbollah no sul de Beirute. O Exército israelense também renovou o alerta de evacuação para os subúrbios da área, que têm sido alvo de ataques repetidos nas últimas duas semanas.
Ponto de virada: Líbano avalia desarmar o Hezbollah em meio à escalada com Israel
No sul do Líbano, capacetes azuis da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) disseram ter sido alvo de disparos três vezes neste domingo, “provavelmente por grupos armados não estatais”. Dois dias antes, outro posto da missão havia sido atingido por tiros que a agência Ani atribuiu a Israel.
A Ani informou ainda que o Exército israelense realizou bombardeios contra regiões do sul e do leste do Líbano. Ao mesmo tempo, o Hezbollah afirmou ter conduzido uma série de ataques contra alvos em Israel e contra tropas israelenses posicionadas no sul do território libanês.
Segundo autoridades libanesas, o número de mortos pelos ataques israelenses subiu para 850. Mais de 830 mil pessoas se registraram como deslocadas, incluindo cerca de 130 mil que estão abrigadas em refúgios coletivos.
O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah, aliado do Irã, lançou ataques contra Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, morto dois dias antes em bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.
Força Radwan: Unidade de elite do Hezbollah volta ao sul do Líbano para conter avanço de Israel
Israel respondeu com bombardeios contra o país vizinho e incursões terrestres em áreas de fronteira. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, negou neste domingo que estejam previstas negociações diretas com o Líbano para encerrar o conflito.
— A resposta é não — afirmou a jornalistas ao ser questionado sobre a possibilidade de diálogo.
Uma fonte libanesa havia declarado no sábado que negociações estavam “na agenda” e que os preparativos para a formação de uma delegação estavam “em curso”, mas ressaltou que seria necessário “um compromisso israelense em favor de uma trégua ou de um cessar-fogo”.

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