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O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump pode demorar ao menos dois meses para ocorrer. Segundo interlocutores do governo Lula, a escalada do conflito no Oriente Médio alterou prioridades da política externa americana e contribuiu para reduzir a margem de agenda da Casa Branca nas últimas semanas.
Nos bastidores, auxiliares reconhecem que a reunião pode ficar para abril ou até maio, diante da dificuldade de conciliar agendas e do impacto da crise internacional no ritmo da diplomacia. Mas não descartam que aconteça ainda em março, mês inicialmente previsto para o encontro.
Até lá, representantes dos dois países negociam acordos em várias frentes: segurança, tarifas comerciais, minerais críticos, entre outros, para serem anunciados quando a reunião entre os dois mandatários finalmente acontecer em Washington.
A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já vinha sendo citada como um dos fatores capazes de adiar a reunião entre os dois presidentes, inicialmente prevista para março. A escalada militar na região ampliou as tensões internacionais e introduziu novos temas na agenda diplomática global.
O conflito começou no fim de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques contra alvos iranianos, desencadeando uma série de retaliações e episódios militares na região do Golfo. A crise passou a dominar parte da agenda internacional de Washington, segundo avaliações diplomáticas.
Apesar do cenário, interlocutores afirmam que o diálogo entre Brasília e Washington permanece aberto e que a realização do encontro entre Lula e Trump continua sendo considerada pelos dois governos. A expectativa do governo brasileiro é que a reunião ocorra assim que as agendas presidenciais permitirem, mesmo que o calendário inicialmente discutido precise ser ajustado.
Países europeus, incluindo França e Itália, teriam iniciado conversas com o Irã na tentativa de negociar garantias de passagem segura para navios pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio de energia, publicou o Financial Times nesta sexta-feira. As discussões buscariam permitir a retomada dos envios de petróleo e gás do Golfo em meio à escalada do conflito regional e ao bloqueio do estreito prometido pelo novo líder supremo iraniano.
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Segundo autoridades informadas sobre as negociações ouvidas pelo Financial Times, capitais europeias abriram conversas preliminares com Teerã para tentar retomar as exportações sem ampliar o conflito. Empresas de navegação, por sua vez, procuram marinhas ocidentais em busca de possíveis escoltas para seus petroleiros. Ainda assim, não há garantia de avanço nas negociações nem indicação clara de que o Irã esteja disposto a discutir a reabertura da rota.
Mais tarde nesta sexta, o Ministério das Relações Exteriores da Itália negou que o país esteja negociando com Teerã. Fontes próximas ao gabinete da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmaram que não houve “negociações bilaterais nem conversas diretas com o Irã para garantir a passagem de navios italianos pelo Estreito”, acrescentando que não existe nenhum acordo negociado nos bastidores.
— Em seus contatos diplomáticos, líderes italianos buscam promover as condições para uma desescalada militar geral — disseram. — No entanto, não há negociações de bastidores destinadas apenas a proteger determinados navios mercantes em detrimento de outros.
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Cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo normalmente passa pelo estreito, localizado na entrada do Golfo. No entanto, os embarques tornaram-se praticamente inexistentes após ataques iranianos contra petroleiros e a promessa do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, de manter a passagem fechada. A República Islâmica é amplamente suspeita de tentar elevar os preços do petróleo e do gás natural para pressionar o presidente americano, Donald Trump, a encerrar o conflito.
Mapa mostra onde fica localizado o Estreito de Ormuz
Arte O GLOBO
Também nesta sexta-feira, duas autoridades do governo indiano disseram que a Índia está em negociações ativas com o Irã para permitir que ao menos 23 petroleiros atravessem o Estreito, com as primeiras travessias previstas já para o fim de semana. Os navios, carregados com petróleo e gás natural liquefeito, estão retidos no Golfo Pérsico desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
O chanceler da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, conversou duas vezes por telefone com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, disseram as autoridades, e a guarda costeira indiana informou aos proprietários de petroleiros que garantirá passagem segura até a Índia. Mais tarde, fontes informaram à agência Reuters que o Irã autorizou a travessia de dois petroleiros indianos pelo Estreito. Teerã também autorizou a saída de um cargueiro graneleiro de propriedade turca pelo estreito.
Não houve ataques confirmados contra embarcações no Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, segundo a UK Maritime Trade Operations (UKMTO), grupo de monitoramento apoiado pela Marinha Real Britânica e que acompanha incidentes envolvendo navegação. Segundo a organização, pelo menos 29 incidentes marítimos envolvendo embarcações comerciais foram registrados desde 1º de março, um dia depois de EUA e Israel lançarem um ataque conjunto contra o Irã.
Desde então, o Irã afirmou que está retaliando ao atacar embarcações ocidentais no importante canal marítimo. No entanto, o grupo de monitoramento diz que não há “um padrão consistente” entre os alvos atingidos. Em vez disso, a avaliação é de que a tática iraniana parece ser provocar “uma ampla disrupção marítima, em vez de selecionar embarcações específicas”. O nível de ameaça no estreito — assim como no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã — permanece crítico.
Impacto econômico
Países europeus têm evitado participação direta na guerra, e alguns governos chegaram a criticar o ataque inicial conduzido por EUA e Israel que desencadeou a escalada militar na região. Capitais europeias demonstram forte preocupação com o impacto econômico de um bloqueio prolongado da rota marítima, com governos temendo que a interrupção eleve os custos de energia para empresas e consumidores, agravando as dificuldades econômicas do continente e pressionando orçamentos nacionais já sobrecarregados.
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Desde o início do ano, o preço do petróleo subiu de cerca de US$ 60 (R$ 317) para aproximadamente US$ 100 (R$ 530) por barril. No mesmo período, o preço do gás natural na Europa aumentou 75%. Apesar dos impactos, a Casa Branca e importantes parlamentares republicanos rejeitaram nesta sexta-feira uma reportagem da CNN que afirmava que os EUA não haviam se preparado para a possibilidade de o Irã fechar o Estreito de Ormuz.
— O Pentágono vem planejando há décadas para um fechamento desesperado e imprudente do Estreito de Ormuz pelo Irã, e isso já fazia parte do planejamento do governo Trump muito antes de a operação [de fevereiro] sequer ser lançada — afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, acrescentando: — A ideia de que o general Caine e o secretário Hegseth não estavam preparados para essa possibilidade é absurda.
França, Itália e Grécia já mantêm navios de guerra no Mar Vermelho como parte da missão naval europeia Aspides, voltada à proteção da navegação. Ainda assim, autoridades afirmam que nenhuma marinha europeia está preparada para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz caso exista risco de ataque, por temor de ampliar a guerra. Ao FT, uma das autoridades envolvidas nas discussões afirmou que é preciso ter um “ambiente permissivo”. Outro disse que nem todos os países europeus apoiam a abertura de diálogo com Teerã.
— Há divergências dentro da União Europeia sobre a estratégia a adotar. Alguns acham que precisamos falar com os iranianos. Mas os Estados da UE têm visões muito diferentes sobre isso, o que está tornando tudo mais complicado — afirmou.
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O Reino Unido, segundo autoridades britânicas, não mantém conversas diretas com o Irã sobre acesso ao estreito. No entanto, a secretária de Relações Exteriores do país, Yvette Cooper, discute com governos do Golfo a continuidade do fornecimento de petróleo durante visita à Arábia Saudita. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta semana que Paris poderia participar de operações de escolta de navios caso o conflito diminua. Ele conversou recentemente com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e destacou que Teerã “precisa garantir a liberdade de navegação para pôr fim ao fechamento do Estreito”.
O governo italiano, por sua vez, afirmou que mantém contato com o Irã apenas para entender quando o país estaria disposto a reduzir a escalada. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores insistiu que Roma não busca obter vantagem nas discussões, indicando que “talvez haja telefonemas”, mas que “este não é um momento de negociação intensa”. O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, afirmou em entrevista publicada na sexta pelo Corriere della Sera que o objetivo europeu é atuar de forma coordenada.
— Estamos tentando fazer com que a Europa fale com uma única voz, unida… pressionando por dois pontos-chave. O primeiro é solicitar oficialmente que seja permitido que navios de países que não estão em guerra atravessem Ormuz — disse ele.
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Enquanto isso, os EUA avaliam medidas militares para garantir a navegação na região. O Pentágono considera enviar navios de guerra adicionais ao Oriente Médio para se preparar para escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, dizem fontes. Mas, mesmo com reforço, autoridades afirmam que a escolta de embarcações só começaria quando a ameaça representada pelo Irã for reduzida — processo que pode levar um mês ou mais. Nesse período, Washington continuará atacando arsenais de mísseis e drones de Teerã.
O número de mortos em decorrência dos ataques israelenses no Líbano subiu para 773, incluindo 103 crianças e adolescentes, segundo informou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira. Desde o início da guerra entre Israel e o Hezbollah, em 2 de março, 1.933 pessoas ficaram feridas. Ao mesmo tempo, ordens de retirada emitidas por Israel já atingem cerca de 14% do território do país.
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Diante do agravamento da crise humanitária e do aumento do número de deslocados, que já passa de 800 mil, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lançou nesta sexta-feira um apelo por 325 milhões de dólares (R$ 1,7 bilhão) em ajuda emergencial para apoiar o Líbano.
Desde o início da ofensiva, o Exército de Israel afirma ter realizado mais de 1.100 bombardeios no Líbano, tendo como alvo instalações militares, sistemas de mísseis e posições do Hezbollah. Segundo os militares, 190 ataques atingiram a força de elite Al-Radwan, ligada ao grupo, e mais de 200 tiveram como alvo mísseis ou lançadores.
Escalada militar
Na quinta-feira, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país pode capturar o território libanês caso o Hezbollah continue atacando. Ele disse ainda ter ordenado, junto ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que o Exército se prepare para expandir as operações militares no país vizinho.
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“Adverti o presidente do Líbano [Joseph Aoun] de que, se o governo libanês não souber controlar o território e impedir que o Hezbollah ameace as comunidades do norte e dispare contra Israel, tomaremos o território e faremos isso nós mesmos”, disse Katz.
A declaração ocorreu no mesmo dia em que um ataque israelense com drones matou oito pessoas e deixou outras 21 feridas no bairro central de Ramlet al-Baydaa, em Beirute, uma área da capital libanesa que até então era considerada segura. As bombas atingiram o calçadão à beira-mar, onde pessoas deslocadas vinham dormindo ao relento após fugir de regiões bombardeadas.
Entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira, o Exército israelense lançou uma nova onda de bombardeios contra Beirute e subúrbios ao sul da cidade, no mais recente episódio da campanha militar no país.
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Segundo o jornal israelense Haaretz, autoridades afirmam que Israel pretende continuar sua campanha militar no Líbano mesmo após o fim da guerra contra o Irã, com o objetivo de enfraquecer o Hezbollah.
Em meio à escalada, o movimento pró-iraniano realizou na quarta-feira, “de forma simultânea” com o Irã, sua maior ofensiva contra o território israelense desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, segundo o Exército de Israel.
A intensificação dos ataques israelenses tem sido acompanhada por avisos de retirada em larga escala. Segundo o Conselho Norueguês para Refugiados (NRC), as ordens emitidas por Israel já atingem cerca de 1.470 km², o equivalente a 14% do território libanês, e podem levar o número de deslocados a mais de 1 milhão de pessoas.
Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã
Os alertas atingem principalmente áreas de maioria xiita no sul do país, onde se concentra a base de apoio do Hezbollah.
O Hezbollah se juntou à guerra em 2 de março, ao lançar projéteis contra Israel em resposta ao assassinato, dois dias antes, de Ali Khamenei, líder supremo do Irã e principal aliado do partido-milícia libanês.
(Com AFP)
O Pentágono está deslocando fuzileiros navais e navios de guerra adicionais para o Oriente Médio, em resposta à intensificação dos ataques iranianos a embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, segundo três autoridades americanas revelaram ao Wall Street Journal. As fontes afirmam que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, aprovou um pedido do Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pelas forças americanas na região, para o envio de um elemento de um grupo anfíbio de prontidão e uma unidade expedicionária de fuzileiros navais anexa, geralmente composta por vários navios de guerra e 5.000 fuzileiros navais e marinheiros.
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As Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais (MEUs, na sigla em inglês) são forças de resposta rápida, que servem como a principal unidade de resposta a crises das Forças Armadas dos EUA, operando a partir de navios de guerra baseados no mar. Elas conduzem diversos tipos de operações, incluindo assaltos anfíbios, operações especiais, reforço à segurança de embaixadas, evacuações de civis e ajuda humanitária em situações de desastres.
As autoridades disseram ainda que o navio USS Tripoli, um navio de assalto anfíbio da classe Iwo Jima baseado no Japão, e seus fuzileiros navais anexados estão agora a caminho do Oriente Médio. Atualmente já há fuzileiros na região apoiando a operação contra o Irã, acrescentaram as autoridades.
A agência de notícias Associated Press (AP) publicou que embora o envio represente um aumento considerável de tropas na região, isso não indica necessariamente que uma operação terrestre seja iminente ou que vá ocorrer. Um oficial americano que falou em condição de anonimato confirmou que “elementos da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais e do navio de assalto anfíbio USS Tripoli receberam ordens para se deslocarem ao Oriente Médio”. Segundo ele, a embarcação já está a caminho da zona de conflito, a mais de uma semana de distância das águas próximas ao Irã.
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A medida ocorre em um momento em que os ataques iranianos no estreito paralisaram o tráfego marítimo nessa via estratégica, afetando a economia global, elevando os preços do combustível e representando um grande desafio militar e político para o presidente americano, Donald Trump. Um porta-voz do Pentágono se recusou a comentar a informação ao WSJ.
O conflito provocou forte aumento no preço da gasolina, que chegou a US$ 3,48 (aproximadamente R$ 18) por galão na segunda-feira, alta de quase 17% desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.Falando na Flórida, Trump disse que os preços estavam “artificialmente elevados” por causa da guerra e prometeu que cairiam novamente quando o conflito terminasse. O presidente, no entanto, não apresentou um prazo claro para que isso aconteça, embora tenha afirmado que os EUA estão muito à frente do cronograma previsto.
O presidente americano tentou minimizar o impacto da alta nos preços da gasolina provocada pela guerra contra o Irã, afirmando que o aumento “não nos afeta realmente”. O encarecimento do combustível, porém, já preocupa aliados republicanos, que temem efeitos negativos para o discurso econômico do partido às vésperas das eleições legislativas de novembro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que o homólogo russo, Vladimir Putin, e o Kremlin estejam ajudando o Irã “um pouco” em meio à guerra envolvendo Washington e Israel. O republicano também afirmou que os EUA prestam apoio às forças da Ucrânia nos combates contra a Rússia. As declarações foram dadas nesta sexta-feira, em entrevista à Fox News. Os comentários vêm após a Casa Branca decidir suspender temporariamente as sanções sobre o petróleo russo, em meio à tentativa de Trump de conter a alta dos preços enquanto o conflito entra na terceira semana — medida que provocou críticas de líderes europeus.
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Reportagens da imprensa americana afirmam que a Rússia tem repassado a Teerã informações sobre a localização de forças militares dos EUA, o que poderia ajudar os persas a direcionarem ataques com mísseis e drones em diferentes pontos do Oriente Médio. Na quinta-feira, porém, o enviado especial do governo americano para a região, Steve Witkoff, disse que Moscou assegurou que não está compartilhando dados de inteligência com o governo iraniano.
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Questionado pela Fox sobre a possibilidade de serviços de inteligência russos estarem fornecendo informações ao Irã, Trump respondeu:
— Acho que ele [Putin] pode estar ajudando um pouco, sim. Ele provavelmente acha que estamos ajudando a Ucrânia. Eles fazem isso, e nós fazemos isso.
O Wall Street Journal noticiou na semana passada que as informações compartilhadas incluem as coordenadas de navios e aeronaves militares dos EUA que poderiam ser utilizados como alvos pelos iranianos. A matéria citava autoridades americanas e um ex-oficial da inteligência russa.
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Mesmo que os dados de inteligência dos EUA tenham sido utilizados na guerra na Ucrânia para ajudar Kiev a atingir alvos militares estratégicos e instalações de petróleo e gás, essa cooperação foi suspensa temporariamente em março do ano passado, após reuniões tensas entre autoridades americanas e ucranianas.
Trump já havia minimizado o impacto potencial que a interferência do Kremlin poderia ter no conflito.
— Se estiverem, não estão fazendo um trabalho muito bom — disse Trump a repórteres no Air Force One ena última sexta-feira. — O Irã não está indo muito bem.
Com capacidade limitada de satélites próprios, os iranianos dependem de fontes externas para obter imagens e dados de vigilância. Nesse cenário, informações coletadas por satélites russos poderiam suprir lacunas importantes na inteligência iraniana.
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Trump agora retoma o tema depois que os EUA decidiram suspender temporariamente as sanções ao petróleo russo, na tentativa de conter alta dos preços do petróleo. A Casa Branca emitiu na quinta-feira à noite uma segunda autorização para que outros países adquiram o insumo produzido na Rússia de navios já em alto-mar, antes vetado.
Embora o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tenha inicialmente afirmado que a “medida de curto prazo e estritamente limitada” não proporcionaria “benefício financeiro significativo” a Moscou, ele posteriormente voltou atrás, dizendo à Sky News que era “uma inevitabilidade” e “lamentável”.
O Kremlin, por sua vez, acolheu a medida, com o enviado especial Kirill Dmitriev afirmando em comunicado que “os Estados Unidos estão efetivamente reconhecendo o óbvio: sem o petróleo russo, o mercado global de energia não pode permanecer estável”.
Críticas da Ucrânia e da União Europeia
A decisão dos EUA provocou críticas do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e de líderes da União Europeia nesta sexta-feira. Em visita a Paris para um encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, Zelensky afirmou que a decisão pode acabar beneficiando o esforço de guerra russo. Segundo ele, a flexibilização pode gerar até US$ 10 bilhões adicionais para Moscou.
— Essa única flexibilização das relações com os EUA poderia fornecer à Rússia cerca de US$ 10 bilhões para a guerra. Certamente não ajuda a alcançar a paz — alfinetou o líder ucraniano.
Já Macron ponderou que, apesar de ele e aliados não aprovarem o fim das sanções contra a Rússia, as isenções concedidas pelos EUA são “temporárias e limitadas”.
Também houve críticas de Bruxelas. Em publicação na rede social X, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que a decisão americana não foi discutida com os parceiros europeus e alertou para os impactos na segurança do continente. Segundo ele, manter a pressão econômica sobre Moscou é essencial para forçar negociações que levem ao fim da guerra na Ucrânia.
“A decisão unilateral dos EUA de suspender as sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, pois afeta a segurança europeia. A crescente pressão econômica sobre a Rússia é decisiva para que o país aceite negociações sérias por uma paz justa e duradoura”, lamentou.
Um homem de nacionalidade chinesa foi preso no aeroporto internacional Jomo Kenyatta, em Nairóbi, no Quênia, após autoridades encontrarem mais de 2 mil formigas vivas escondidas em sua bagagem durante uma inspeção de segurança. O caso, ocorrido na última terça-feira, levanta preocupações sobre o crescimento do tráfico internacional de insetos raros.
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Segundo promotores quenianos, o suspeito, identificado como Zhang Kequn, de 27 anos, transportava 2.238 formigas, a maioria delas rainhas da espécie Messor cephalotes, conhecida como formiga-colhedora africana. Os insetos estavam acondicionados em tubos de ensaio e rolos de papel, método que ajuda a mantê-los vivos durante o transporte.
As autoridades afirmam que o homem tentava embarcar em um voo para a China quando foi interceptado pelos agentes. Durante a inspeção, foram encontradas 1.948 formigas em tubos especializados e cerca de 300 escondidas em papel dentro da mala.
Investigadores suspeitam que o caso esteja ligado a uma rede internacional de tráfico de insetos, impulsionada pela demanda de colecionadores na Europa e na Ásia. Esses compradores mantêm as formigas em estruturas chamadas formicários, usadas para observar o comportamento social das colônias.
A retirada ilegal desses animais preocupa especialistas em conservação. As formigas rainhas são essenciais para a reprodução e sobrevivência das colônias, e sua captura pode afetar o equilíbrio dos ecossistemas locais.
O Serviço de Vida Selvagem do Quênia informou que os dispositivos eletrônicos do suspeito serão analisados para identificar possíveis cúmplices e rotas de tráfico. O homem deve permanecer detido enquanto as investigações continuam.
O caso também evidencia uma mudança nas práticas de biopirataria. De acordo com autoridades quenianas, o contrabando de vida selvagem tem se expandido para espécies menores e menos conhecidas, como insetos, que ainda desempenham papel crucial nos ecossistemas naturais.
Nos últimos anos, o país já registrou outras tentativas de contrabando de formigas. Em 2025, quatro pessoas foram condenadas por tentar exportar milhares desses insetos ilegalmente, em um esquema semelhante.
Um adolescente de 15 anos foi acusado de tentativa de homicídio após esfaquear uma colega dentro de uma escola na cidade de Norwich, no condado de Norfolk, no leste da Inglaterra. O caso ocorreu na manhã de quarta-feira e levou ao confinamento imediato do colégio enquanto a polícia atendia à ocorrência.
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Segundo a polícia de Norfolk, os agentes foram acionados por volta das 10h24 (horário local) após relatos de que uma estudante havia sido esfaqueada nas dependências da Thorpe St Andrew School, instituição de ensino secundário que atende jovens de 11 a 18 anos.
A vítima, uma adolescente descrita com idade aproximada de 15 anos, foi socorrida e levada ao hospital com ferimentos considerados leves. Ela recebeu atendimento médico e posteriormente teve alta.
O suspeito foi detido nas proximidades e levado para um centro de investigação policial para interrogatório. Posteriormente, ele foi formalmente acusado de tentativa de homicídio e de porte de faca em ambiente escolar. Por ser menor de idade, sua identidade não foi divulgada pelas autoridades.
Nesta sexta-feira, o jovem compareceu ao tribunal juvenil de Norwich e permanece sob custódia enquanto o processo segue na Justiça britânica.
Durante o incidente, a escola foi colocada em lockdown — protocolo de segurança que mantém alunos e funcionários dentro das salas — enquanto equipes de emergência atuavam no local. A direção informou que os procedimentos de segurança foram seguidos e que apoio psicológico está sendo oferecido à comunidade escolar após o episódio.
A polícia informou que manterá patrulhamento na região nos próximos dias para tranquilizar moradores, estudantes e familiares.
O narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, procurado pelos Estados Unidos e outros países latino-americanos, foi detido nesta sexta-feira em Santa Cruz de la Sierra, no leste da Bolívia, durante uma megaoperação que envolveu a DEA (Administração de Repressão às Drogas dos EUA). Segundo o Ministério do Interior do Uruguai, “outras quatro pessoas ligadas à sua organização também foram detidas”.
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Marset estava foragido desde 2023 e suspeitava-se que circulava por vários países sul-americanos, como Venezuela, Brasil e Paraguai. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos oferecia US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,4 milhões) por informações que levassem à sua captura.
Em julho de 2023, Marset fugiu da casa onde morava em Santa Cruz, um dia antes de uma megaoperação para capturá-lo, junto com sua esposa e seus filhos. Em maio do ano passado, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou a abertura de um processo de acusação contra ele por “lavagem de dinheiro” proveniente de lucros do narcotráfico por meio de instituições financeiras americanas.
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Após sua fuga, as autoridades bolivianas abriram processo contra ele por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, enquanto a Interpol emitiu um alerta vermelho para sua captura. O uruguaio também é procurado pelas autoridades do Paraguai e do Brasil em investigações ligadas a redes internacionais de narcotráfico.
De acordo com o jornal El Pais, o traficante, que era o terceiro criminoso mais procurado pela DEA, não possui processos em aberto no Uruguai, o que inviabiliza qualquer pedido de extradição por parte da Justiça local.
Em entrevista à rádio paraguaia Radio Monumental, o ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, afirmou que os Estados Unidos teriam prioridade na extradição de Sebastián Marset.
— Pode haver um acordo de alto nível ou talvez uma questão de prioridades devido à gravidade dos crimes, e ele poderia ser extraditado para os Estados Unidos ou julgado aqui — explicou Riera.
Pressão dos EUA sobre a América Latina
Por toda a América Latina, cartéis têm guerreado entre si e com as autoridades locais para produzir cocaína e contrabandeá-la para os Estados Unidos. O Equador, maior exportador mundial da droga, não a produz, mas serve como rota de tráfico para grupos criminosos que atuam na Colômbia e no Peru.
Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, realizou uma reunião de cúpula em seu clube de golfe em Doral, na Flórida, com uma dúzia de governantes aliados. Além de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, Javier Milei, da Argentina, e Daniel Noboa, do Equador, Trump recebeu os presidentes da Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Panamá, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago, além do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.
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Os convidados compartilham a preocupação de Washington com o avanço do crime organizado no continente, um fenômeno que afeta inclusive países que até recentemente eram considerados bastante seguros, como Chile e Equador, segundo Irene Mia, especialista em América Latina no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).
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Também na semana passada, o general Francis L. Donovan, chefe do Comando Sul, se encontrou com Noboa e altos funcionários equatorianos, em Quito, “para discutir cooperação em segurança e reafirmar o forte compromisso dos Estados Unidos em apoiar os esforços do país para enfrentar o narcoterrorismo e fortalecer a segurança regional”.
O Equador se tornou um aliado-chave sul-americano dos Estados Unidos desde que Trump retornou ao poder, em janeiro de 2025, e iniciou uma campanha contenciosa contra supostos barcos traficantes de drogas na América Latina. Desde o início de setembro do ano passado, os EUA mataram, pelo menos, 150 pessoas em 44 ataques conhecidos contra barcos no Caribe e no Pacífico Oriental que, sem apresentar provas, a administração Trump afirmou estarem transportando drogas.
Noboa, que centrou sua presidência no uso da força militar para combater a violência dos cartéis, que levou a um número recorde de homicídios no país, buscou construir uma aliança próxima com Trump. No ano passado, o presidente equatoriano tentou permitir que os EUA estabelecessem bases militares no seu país, medida que foi amplamente derrotada em um referendo, em novembro.
A polícia da Holanda informou, nesta sexta-feira, que realizou a prisão de quatro jovens suspeitos de provocar uma explosão diante de uma sinagoga em Rotterdam, incidente que desencadeou um incêndio e causou danos ao prédio.
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Após a explosão, ocorrida na noite de quinta-feira para sexta-feira, a polícia reforçou a vigilância em outras sinagogas como medida de precaução. Perto de outro templo, um motorista de um veículo, cuja descrição coincidia com a de um dos suspeitos, também foi preso.
Em comunicado, a polícia afirmou que “não está claro se os suspeitos planejavam detonar um explosivo ou provocar também um incêndio em outra sinagoga”.
Segundo as autoridades holandesas, dois dos detidos têm 19 anos, o terceiro 18 e o quarto 17 anos. Ainda não há informações sobre uma possível motivação do crime.
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As autoridades afirmaram ter iniciado “uma investigação em grande escala sobre esse grave incidente” e fizeram um apelo a possíveis testemunhas. O ministro da Justiça, David van Weel, classificou o ataque como “uma notícia terrível”.
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Na rede social X, van Weel afirmou que a Holanda “não tolerará o antissemitismo, a intimidação nem a violência”, e que “as autoridades locais estão garantindo a segurança das sinagogas”. O ministro também expressou solidariedade à comunidade judaica holandesa e acrescentou que estes “devem se sentir seguros nos Países Baixos”.
O presidente da sinagoga, Chris den Hoedt, declarou à emissora pública NOS que o ataque foi “impactante e inesperado”.
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— São danos materiais, mas o dano emocional que nossa comunidade sente é maior e mais duradouro. Podemos reparar isto (uma porta), mas não o resto — disse ele.
Na segunda-feira, outra explosão atingiu uma sinagoga na cidade belga de Liège antes do amanhecer. Houve alguns danos, mas sem feridos. O ataque foi firmemente condenado por políticos belgas e por responsáveis da União Europeia. As autoridades belgas indicaram que analisam um vídeo de reivindicação potencialmente jihadista.
Na quinta-feira, uma pessoa não identificada lançou seu carro contra uma sinagoga nos arredores de Detroit, nos Estados Unidos, provocando um incêndio. Seguranças abriram fogo contra o agressor, que morreu.
“Estou preocupado”, afimou um marinheiro retido no Golfo, cujo navio não consegue atravessar o Estreito de Ormuz, bloqueado há quase duas semanas após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Ele contou à AFP, nesta sexta-feira, o cotidiano em uma das áreas centrais do atual conflito.
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— Do navio, consigo ver lançamentos de mísseis todos os dias, ouvir explosões, e me sinto em perigo — declarou Wang Shang, de 32 anos.
Cidadão chinês originário da província central de Henan, sem saída para o mar, ele trabalha em um navio estrangeiro usado para transportar gás liquefeito de petróleo proveniente dessa região rica em energia. Desde que a navegação de entrada e saída do Golfo praticamente parou, Wang compartilha suas experiências publicando vídeos no Douyin, versão chinesa do TikTok.
— Por enquanto, não podemos ir embora. Se quiséssemos partir, seria impossível — diz.
Um vídeo de 28 de fevereiro, dia em que Estados Unidos e Israel lançaram a guerra, mostra o receptor do navio enquanto autoridades iranianas declaram o estreito fechado.
“Atenção a todos os navios, aqui é a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Para sua informação, o Estreito de Ormuz está… toda navegação pelo Estreito de Ormuz está proibida a partir de agora”, advertiu uma voz em tom severo.
A AFP não divulga o nome do navio de Wang a seu pedido.
‘Situação não melhorará logo’
Os dados de rastreamento de navios coincidem com sua descrição da localização em águas a aproximadamente 30 milhas náuticas ao norte de Dubai.
— Estou preocupado porque ontem uma casa de máquinas de um navio foi atingida por um drone iraniano a apenas duas milhas náuticas do meu embarque, ou seja, aproximadamente 3.600 metros, o que é muito perto — comentou.
A AFP não conseguiu verificar de forma independente da causa do incidente. Wang afirmou que o navio foi atingido antes do amanhecer de quinta-feira.
Ele gravou um vídeo da embarcação já com luz do dia, com fumaça preta ainda saindo de um dos lados. Também foi relatado à AFP que o navio afetado é o “Source Blessing”, um porta-contêineres com bandeira da Libéria.
A operadora alemã Hapag Lloyd informou na quinta-feira que o “Source Blessing” pegou fogo após ter sido “atingido por estilhaços” durante uma noite, e acrescentou que ninguém ficou ferido. Um porta-voz da empresa indicou que a companhia “não sabe de onde vieram (os estiletes), se foi de um foguete, de um drone ou de outro tipo de munição”.
Wang afirmou que não espera que a situação melhore tão cedo. Inclusive ressaltou ter ouvido que tripulantes de outros navios estão recebendo o dobro do salário durante uma crise.
— Mas no nosso navio eu nem sequer consegui confirmar se vamos receber o pouco bônus de guerra. E se o recebermos, ouvi dizer que serão de apenas 700 dólares (aproximadamente R$3,6 mil na cotação atual), o que é muito. Sinto que os riscos que estou correndo não são proporcionais à renda que recebo — concluiu.

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