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Os iranianos enfrentam um corte da internet imposto por autoridades há mais de 14 dias, segundo o observatório Netblocks, que monitora a liberdade de comunicação online. Mas a população conta com várias opções para contornar esse bloqueio.
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Rádio de ondas curtas
Sediada na Holanda, a Radio Zamaneh começou a transmitir em ondas curtas um programa informativo em persa durante as manifestações de janeiro no Irã.
“É muito difícil para as autoridades interferir nas ondas curtas, porque se trata de uma difusão a longa distância”, explicou à AFP sua diretora, Rieneke van Santen. “As pessoas podem ouvir o programa em um rádio pequeno, simples e barato. É a típica solução de emergência.”
O transmissor fica “mais perto da Holanda do que do Irã”, disse a diretora, sem revelar a localização exata. Segundo ela, as autoridades iranianas podem descobrir se quiserem.
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Telefonemas
Alguns iranianos ainda conseguem fazer ligações de uma linha fixa para o exterior, “o que é bastante surpreendente”, comentou Mahsa Alimardani, da organização de defesa dos direitos humanos Witness. Por medo de serem ouvidas pelos censores, as pessoas evitam falar sobre temas políticos, como a morte do aiatolá Ali Khamenei.
Os cartões telefônicos pré-pagos são caros e costumam oferecer menos tempo de chamada do que o previsto. “Você compra um cartão de 60 minutos e ele acaba em 8”, contou Rieneke van Santen. Eles são usados principalmente em “telefonemas para familiares após um atentado, para avisar que alguém está vivo”.
VPNs
As redes privadas virtuais (VPNs), ferramentas que permitem acessar uma conexão de internet criptografada, servem para contornar as restrições de acesso locais, mas precisam de uma rede em funcionamento.
A internet funciona “em torno de 1% dos seus níveis habituais” no Irã, segundo o observatório Netblocks. Várias pessoas que usaram uma VPN receberam advertências em seus telefones, supostamente enviadas por autoridades.
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Antes da guerra, milhões de iranianos usavam a rede da empresa canadense Psiphon, que permite “evitar melhor a detecção” do que uma VPN clássica, informou o especialista em dados Keith McManamen.
A Psiphon chegou a ter até 6 milhões de usuários diários no Irã antes do bloqueio da internet. Atualmente, conta com menos de 100 mil. Mas “a situação é muito dinâmica” e muda a cada hora, ressaltou o especialista.
A empresa americana Lantern oferece dispositivos semelhantes e é muito popular no Irã.
TV por satélite
Criada pela ONG americana NetFreedom Pioneers, a Toosheh é uma tecnologia que usa equipamentos de TV por satélite para transmitir dados criptografados à população iraniana.
Na prática, os usuários gravam em um pendrive os dados criptografados emitidos pela TV, que descriptografam por meio de um aplicativo em seu telefone ou computador.
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Em 2025, havia 3 milhões de usuários ativos da Toosheh no Irã, “com milhares, e até centenas de milhares, de usuários desde o bloqueio da internet em janeiro”, informou Emilia James, diretora de programas da ONG. Entre os programas habituais da organização, estão temas relacionados à “segurança pessoal e digital”, acrescentou.
Como os usuários se conectam a um programa de difusão, não podem ser detectados, explicou a diretora.
Starlink
O serviço de acesso à internet por satélite foi usado para transmitir informações ao exterior durante os protestos, no momento em que o governo tentava bloquear as comunicações. Mas os terminais da Starlink são caros (cerca de US$ 2 mil (R$ 10,5 mil) no mercado negro iraniano) e difíceis de conseguir em regiões pobres, como o Curdistão, onde a repressão foi especialmente dura, explicou Mahsa Alimardani, da ONG Witness.
A Anistia Internacional recebeu avisos de “operações em residências (…) prisões de pessoas que possuíam equipamentos da Starlink”, contou Raha Bahreini, pesquisadora da ONG. Quem é descoberto por autoridades se comunicando com o exterior pode pegar penas que variam de prisão à pena de morte, alertou.
Procurada pela AFP, a Starlink não comentou o assunto.
As Forças Armadas Unificadas do Irã prometeram neste sábado que vão “reduzir a cinzas” as instalações energéticas vinculadas aos Estados Unidos no Oriente Médio. A declaração foi uma resposta ao presidente americano Donald Trump, que ameaçou atacar as infraestruturas petrolíferas de Teerã na ilha de Kharg.
“Todas as instalações petrolíferas, econômicas e energéticas pertencentes a empresas petrolíferas da região que sejam em parte propriedade dos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas”, anunciou um porta-voz do quartel-general central Khatam al Anbiya, afiliado à Guarda Revolucionária, citado pela imprensa estatal do Irã.
O alerta veio após Trump afirmar que os EUA destruíram alvos militares no principal centro petrolífero do Irã, a ilha de Kharg, que serve como terminal de exportação para 90% das remessas iranianas de petróleo.
Em uma publicação na rede social Truth Social, o presidente americano disse que os EUA haviam “obliterado completamente” todos os alvos militares na Ilha de Kharg.
Trump acrescentou que optou por não destruir a infraestrutura petrolífera da ilha, mas afirmou: “No entanto, caso o Irã, ou qualquer outro país, faça algo para interferir na livre e segura passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão”.
Em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, o Irã passou a ameaçar abrir fogo contra qualquer embarcação que tente atravessar o Estreito de Ormuz. Desde então, drones, mísseis de cruzeiro e caças cruzando o céu tornaram-se parte da rotina de milhares de marinheiros presos em navios no Golfo Pérsico. Segundo a BBC, a escalada militar já deixou petroleiros e navios de carga imobilizados no mar ou retidos em portos, enquanto tripulações acompanham ataques aéreos nas proximidades. Estima-se que cerca de 20 mil marinheiros estejam nessa situação. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Horas depois de EUA e Israel iniciarem uma ofensiva de grande porte contra o Irã, no dia 28 de fevereiro, uma base usada pelos americanos em Erbil, no Iraque, foi atacada por drones. Uma ação sem vítimas, mas que marcou a entrada na guerra de uma das principais linhas auxiliares de Teerã: a rede de milícias xiitas que efetivamente controlam o Estado iraquiano, e que há décadas são consideradas ameaças à segurança regional.
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Além da base em Erbil, os foguetes e drones dos grupos atingiram instalações militares, um consulado dos EUA no Norte do país e um escritório do Departamento de Estado no aeroporto internacional de Bagdá. No fim de semana passado, quatro foguetes atingiram a embaixada dos EUA na capital iraquiana, e o premier Mohammad al-Sudani afirmou que os autores do ataque, chamado por ele de terrorista, “estão cometendo um crime contra o Iraque”. Ainda houve relatos de explosões em uma base usada pelos americanos na Jordânia, perto da fronteira.
Como em outros marcos de desestabilização recente no Oriente Médio, as milícias xiitas ganharam força após a invasão do Iraque pelos EUA, em 2003, quando aproveitaram o desmantelamento do Estado para se expandir, e viram no Irã um aliado de conveniência. Grupos armados atuaram na insurgência contra as tropas americanas, que jamais deixaram de ser seus alvos, mas combateram ao lado delas (e de outras forças ocidentais) contra o grupo terrorista Estado Islâmico.
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No contexto do Eixo da Resistência, a aliança liderada por Teerã de forças na região, desempenham papel de contenção aos EUA e a forças rivais, como os curdos anti-Irã, perto de sua fronteira. No último conflito entre Irã e Israel, em junho do ano passado, escolheram não se envolver por questões internas (disputas políticas e as eleições parlamentares de novembro passado) e foram desencorajadas pelos iranianos. Mas o contexto mudou com a morte do líder supremo, Ali Khamenei, e os ataques que puseram a sobrevivência da República Islâmica em xeque.
— É natural que as facções armadas iraquianas participem de qualquer guerra que possa eclodir entre o Irã e qualquer outro Estado, seja Israel, os Estados Unidos ou mesmo a Turquia — disse Essam al-Faili, professor de Ciência Política na Universidade al-Mustansiriya, ao portal The New Arab. — Do ponto de vista delas, não há mais justificativa para não participar de qualquer confronto em que o Irã esteja envolvido.
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Dentre as dezenas de milícias, uma das mais influentes é a Kata’ib Hezbollah, fundada em 2003, nos primeiros dias da invasão americana, quando atacou bases, detonou explosivos ao lado de comboios e usou atiradores de elite para matar soldados. O grupo replica as ações do Hezbollah libanês, com uma rede de serviços e estruturas voltadas a ações militares e atividades civis, além de presença formal na política. Estima-se que tenha cerca até 30 mil combatentes.
Já a Organização Badr surgiu nos anos 1980, reunindo opositores de Saddam Hussein com forte apoio iraniano. Após a queda de Saddam, assumiu posições de destaque nos serviços internos de segurança. Também respondendo à Guarda Revolucionária, o Asa’ib Ahl al-Haq surgiu em 2004, como uma dissidência do Exército Mahdi, comandado pelo clérigo xiita Moqtada al-Sadr, um enredo que acompanhou outros aliados de Teerã no país árabe. O Harakat Hezbollah al-Nujaba, criado em 2013, atuou na Guerra Civil da Síria, ao lado das forças do ditador Bashar al-Assad, e lança ataques recorrentes contra bases dos EUA no Iraque.
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Em comum, elas têm representações políticas no Parlamento — o Asa’ib Ahl al-Haq, por exemplo, ganhou 27 cadeiras nas eleições de novembro passado —, estão entranhadas no Estado iraquiano, têm o apoio da Guarda Revolucionária e integram as Forças de Mobilização Popular, um emaranhado de milícias xiitas que oficialmente respondem a Bagdá, e que na prática seguem Teerã.
— Muitas organizações islâmicas, em geral, não acreditam tanto em fronteiras políticas quanto em uma autoridade de liderança transfronteiriça — explicou al-Falli ao The New Arab. — Essas facções seguem a orientação do líder supremo. Isso torna a dimensão espiritual uma parte essencial de seus movimentos.
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Enquanto países europeus incrementavam sua presença no Oriente Médio em ações “defensivas”, Teerã alertou que se eles se juntarem aos EUA e Israel seriam alvos legítimos. Para as milícias no Iraque, isso soou como uma autorização para novos ataques.
Na quarta-feira, um drone atingiu uma base usada por forças italianas no norte do Iraque, sem deixar feridos. A ação ocorreu no momento em que as tropas no país se preparavam para voltar para casa. Segundo o Wall Street Journal, dos 300 militares baseados em solo iraquiano antes da guerra, cerca de 100 já retornaram, e outros 70 foram estão na Jordânia.
Porta-aviões francês Charles de Gaulle atracado no porto de Malmö
Johan Nilsson/TT News Agency/AFP
No dia seguinte, um sargento francês morreu em um ataque com drones contra uma base usada pelo país nos arredores de Erbil, que deixou outros soldados e oficiais feridos. Horas antes da ação, uma milícia conhecida como Kataib Sarkhat al-Quds, surgida em 2019, afirmou que a presença do porta-aviões Charles de Gaulle no leste do Mar Mediterrâneo tornava os franceses seus alvos — o grupo armado, contudo, não assumiu a autoria do ataque.
“Este ataque contra as nossas forças, que estão empenhadas na luta contra o ISIS desde 2015, é inaceitável. A presença delas se dá estritamente no âmbito da luta contra o terrorismo. A guerra no Irã não justifica tais ataques”, escreveu o presidente da França, Emmanuel Macron, na rede social X.
Boeing KC-135 Stratotanker é uma aeronave militar americana de reabastecimento aéreo
Wikipedia
No domingo, os EUA anunciaram ataques no Iraque, com o objetivo de fragilizar as capacidades e estruturas dos grupos armados, rompendo com uma estratégia de evitar embates diretos de tal porte. Ocorreram bombardeios nos arredores de Bagdá e na fronteira com a Síria, áreas usadas para o lançamento de drones e foguetes, e na região central do país, onde um comandante do Kata’ib Hezbollah morreu.
Segundo o Pentágono, uma unidade dos Fuzileiros Navais especializada em operações terrestres foi enviada para o Oriente Médio, composta por cerca de 2,5 mil integrantes e veículos navais e aéreos.
Não está claro se elas fazem parte de uma eventual incursão no Irã, hipótese que os EUA não descartaram, ou se poderão atuar em outras frentes, como no Iraque. Há alguns dias, a Casa Branca sugeriu que poderia apoiar um ataque de forças curdas no Irã, mas oficialmente já abandonou a ideia — rivais do regime, essas milícias estão se reunindo perto da fronteira, aguardando uma janela de oportunidade.
O comando militar americano também confirmou a morte dos seis tripulantes de uma aeronave de reabastecimento que caiu em uma área isolada do deserto iraquiano. Uma coalizão de milícias, a Resistência Islâmica do Iraque, anunciou que havia abatido o KC-135, mas os EUA rejeitaram as alegações. Um segundo avião, do mesmo modelo, se envolveu no incidente, mas pousou sem problemas no aeroporto internacional de Tel Aviv.
A Unidade de Pesquisas de Ameaças da Acronis (TRU), unidade de especialistas em segurança cibernética da empresa, encontrou uma campanha direcionada que envia uma versão trojanizada (alterada para incluir um software malicioso) do aplicativo “Red Alert”, sistema oficial de alertas de mísseis em Israel. Por meio de mensagens SMS que imitam comunicações oficiais do Comando da Frente Interna, os criminosos induzem as vítimas a clicar em links encurtados para baixar uma suposta atualização do aplicativo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Escândalos e infrações de regras marcaram a edição deste ano do Festival de Beleza de Camelos, realizado em Al Musanaa, cidade no norte do Omã, em fevereiro. Isto porque 20 concorrentes foram desclassificados do concurso de beleza depois que inspetores veterinários descobriram que os camelos haviam sido geneticamente modificados.
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Os animais tiveram aplicado produtos que são dignos de tratamentos de beleza… mas recomendados apenas para humanos (ainda assim com responsabilidade). As equipes responsáveis identificaram que os camelos tiveram partes do corpo alteradas, numa busca pela perfeição com valorização de atributos.
Esses concursos são divididos por categorias, sendo as principais: pelagem, pescoço, cabeça e corcova. Nelas, os juízes procuram por pelos brilhantes com cores definidas; pescoço longo e elegantemente largo; cabeça grande com lábios carnudos e cílios longos e escuros; e corcova bem formada com excelente postura.
Entre as irregularidades, foram constatadas, injeções de ácido hialurônico para dar volume aos lábios; preenchimentos dérmicos e silicone para um perfil nasal mais escultural; botox para suavizar o rosto; cera de silicone para inflar a corcunda; e hormônios para definição muscular. Tais intervenções não são inofensivas e podem prejudicar diretamente a saúde do animal, o que inclui dor nos locais de injeção, infecções, inchaço, hematomas, necrose tecidual e formação de abscessos, destacaram veterinários especialistas à Forbes.
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As aplicações de produtos têm sido uma forma de tentar aprimorar a aparência dos animais e chegar a esse padrão de beleza ideal que é analisado nos concursos. Essas alterações, além dos riscos à saúde, são consideradas fraudes à competição.
“Estamos empenhados em acabar com todos os atos de adulteração e engano no embelezamento de camelos”, diz um trecho do comunicado divulgado pelos organizadores.
Esses concursos atraem criadores renomados, além de turistas e investidores. Além de fazer nome no mercado, os proprietários dos animais podem arrecadar boas quantias com os prêmios, que podem ultrapassar 66 milhões de dólares, segundo a Forbes. E ter um camelo premiado aumenta também seu valor no mercado.
Infelizmente, tais intervenções parecem uma tendência que veio para ficar, apesar de fraudulentas. Em 2018, o Festival de Camelos Rei Abdulaziz da Arábia Saudita (o maior de todos, tanto que é conhecido como Miss Camelo) desqualificou 12 candidatos cujos lábios teriam sido preenchidos com toxina botulínica. Em 2021, mais de quarenta camelos foram expulsos do mesmo evento por diversas modificações, entre elas, focinhos alongados, táticas de inflação com elásticos e hormônios.
O Relator Especial da ONU para o combate ao terrorismo e para os direitos humanos, Ben Saul, acusou os Estados Unidos, nesta sexta-feira, de cometerem execuções extrajudiciais em seus ataques a bomba no Caribe e no Pacífico contra barcos apontados por Washington como ligados ao narcotráfico, que deixaram pelo menos 157 mortos.
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Desde setembro passado, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, vem conduzindo uma agressiva campanha marítima contra embarcações que seu governo acusa de serem tripuladas por traficantes de drogas.
— Essas execuções extrajudiciais em série violam gravemente o direito à vida — disse Saul em um vídeo exibido durante uma audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) na Cidade da Guatemala, onde foi abordada a questão do destacamento militar dos EUA na região.
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A campanha americana já realizou cerca de 45 ataques como os apresentados nesta terça-feira. Em poucas oportunidades houve sobreviventes, e há pelo menos um caso em que se tem notícia de que houve um duplo bombardeio, após a identificação de que o ataque inicial deixou sobreviventes.
O governo Trump insiste que está em guerra contra “narcoterroristas” — assim designados após a equiparação de organizações criminosas e organizações terroristas internacionais pelos EUA no começo do mandato Trump. O Pentágono, porém, não se preocupou em apresentar provas conclusivas de que as embarcações atingidas tinham envolvimento com qualquer grupo.
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O modus operandi gerou um acalorado debate sobre a legalidade das operações. Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos afirmam que os ataques constituem execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram como alvo civis que não representavam qualquer ameaça imediata aos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na noite desta sexta-feira que os Estados Unidos realizaram ataques contra “todos os alvos militares” na ilha de Kharg, terminal estratégico responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã. Segundo o republicano, a infraestrutura petrolífera teria sido preservada, algo que pode mudar “caso os iranianos optem pelo bloqueio do Estreito de Ormuz”. Trump afirmou no último fim de semana que ampliará o foco da campanha de bombardeios no Oriente Médio para além dos alvos militares e nucleares, sugerindo que novas “áreas e grupos de pessoas” poderão ser incluídos no radar — o que lança luz sobre a estratégia de longo prazo da Casa Branca para a região.
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“O Comando Central dos Estados Unidos executou um dos bombardeios mais poderosos da história do Oriente Médio e obliterou completamente todos os alvos MILITARES na joia da coroa do Irã, a Ilha de Kharg”, disse Trump nas redes sociais.
“Por razões de decência, optei por NÃO destruir a infraestrutura petrolífera da ilha”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social. “No entanto, caso o Irã, ou qualquer outro país, faça algo para interferir na livre e segura passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente esta decisão.”
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Após as especulações iniciais de Trump sobre um ataque à ilha, Teerã advertiu americanos e israelenses contra uma eventual ação. Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, declarou na segunda-feira que o país é um “cemitério para os desejos e ilusões dos estrangeiros” quando perguntado sobre um possível interesse de seus inimigos em Kharg.
Naquele momento, Washington se recusou a comentar suas intenções em relação à ilha. Mas o destino da pequena porção de terra, com apenas alguns quilômetros de extensão e localizada a cerca de 25 km da costa iraniana, pode ser decisivo tanto para o rumo do conflito quanto para o equilíbrio energético no Oriente Médio.
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Com capacidade para carregar até 7 milhões de barris de petróleo por dia, Kharg é considerada o coração da infraestrutura petrolífera do Irã. Um bombardeio ou tentativa de tomada da ilha, segundo reportagem do Financial Times, tende a provocar um choque imediato no mercado global e elevar drasticamente o risco de uma forte escalada da guerra, diante de uma retaliação de Teerã contra polos de produção do óleo negro nos países do Golfo.
Alvo histórico
Construída na década de 1960 pela petroleira americana Amoco, Kharg tornou-se o principal terminal de escoamento da produção do país graças ao desenho geográfico da costa iraniana: grande parte do litoral é rasa demais para receber superpetroleiros, o que transformou a ilha em um dos poucos pontos capazes de acomodar navios de grande porte. Essa centralização, porém, também transforma Kharg em um ponto de extrema vulnerabilidade em caso de conflito.
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Isso ficou evidente durante a Guerra Irã-Iraque, nos anos 1980, quando a ilha foi repetidamente bombardeada por forças de Saddam Hussein em uma tentativa de sufocar as exportações de petróleo persa. Apesar dos danos, Teerã conseguiu manter parte das operações ao longo do conflito, improvisando sistemas de carregamento no mar e reparando rapidamente a infraestrutura.
Há muito tempo, Washington trata Kharg como um alvo sensível, que também foi cuidadosamente evitado durante uma guerra que durou 12 dias entre Israel e Irã no ano passado. Embora um ataque ao terminal possa atingir diretamente as receitas do regime iraniano, o cálculo estratégico de uma ofensiva envolve riscos amplos, para além da possibilidade de disparada do preço do petróleo e de uma escalada militar sem precedentes. Destruir ou incapacitar a principal rota de exportação do país poderia também enfraquecer qualquer futuro governo.
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Autoridades americanas indicam que o petróleo iraniano continua no centro do cálculo estratégico dos EUA. Funcionários do governo Trump disseram ao Financial Times que a estratégia de longo prazo poderia envolver garantir que as vastas reservas do país estejam sob controle de um governo mais alinhado ao Ocidente — um cenário que também ajuda a explicar a cautela em relação a ataques que possam destruir permanentemente a infraestrutura de exportação.
A visão também foi expressa publicamente por integrantes da administração americana. Em entrevista à Fox Business, Jarrod Agen, diretor executivo do Conselho Nacional de Domínio Energético da Casa Branca, afirmou que, no longo prazo, Washington pretende retirar o controle das reservas iranianas do atual regime:
— No fim das contas, não precisaremos nos preocupar com essas questões no Estreito de Ormuz, porque vamos tirar todo o petróleo das mãos dos terroristas — disse.
Até agora, a campanha militar contra o Irã tem sido dividida geograficamente entre os aliados. Os ataques israelenses têm se concentrado no oeste e no centro do país, mirando instalações militares e energéticas, en forças dos EUA ficaram responsáveis pelo flanco sul da república islâmica e pelas águas territoriais do Golfo Pérsico, área que inclui a Ilha de Kharg.
No domingo, Israel atingiu os principais depósitos de combustível em Teerã, provocando grandes incêndios em tanques de gasolina e cobrindo a capital com uma densa cortina de fumaça. Kharg, no entanto, não foi alvo dos bombardeios, apesar de políticos israelenses defenderem ataques diretos à infraestrutura energética do Irã.
Evitar rusgas com a China
Manter as operações do terminal à salvo da guerra passa ainda por uma leitura diplomática de evitar rusgas diretas com a China, principal compradora do petróleo iraniano. Interromper abruptamente esse fluxo poderia pressionar ainda mais os preços globais do produto e, ao mesmo tempo, tensionar as relações de Washington e seus aliados com Pequim.
Com isso, analistas avaliam que apenas cenários extremos poderiam arrastar a ilha diretamente para o conflito. Michael Doran, pesquisador do Hudson Institute e ex-funcionário do governo americano ouvido pelo Financial Times, afirmou que uma escalada significativa — como ataques iranianos que causem grandes baixas em países do Golfo e levem esses governos a exigir uma resposta — poderia alterar o cálculo atual e colocar Kharg na linha de fogo.
Mesmo assim, fontes ligadas à operação israelense afirmaram ao jornal britânico que a campanha militar segue com objetivos limitados. “Não se trata de destruir completamente o Irã”, disse uma pessoa a par da estratégia. Segundo ela, a meta seria enfraquecer o regime a ponto de abrir caminho para uma eventual mudança de governo em Teerã. (Com AFP)
Dois navios da Marinha mexicana com cerca de 1.000 toneladas de alimentos, medicamentos e insumos médicos chegaram a Cuba nesta sexta-feira (13), na terceira remessa enviada em um mês à ilha comunista, imersa em uma grave crise econômica agravada pelas pressões de Washington, reportou a TV cubana.
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Em um mês, o governo da presidente Claudia Sheinbaum enviou à ilha “mais de 3.000 toneladas” de ajuda material, fundamentalmente de alimentos, destacou o telejornal local.
“Obrigada, México, mais uma vez”, disse a ministra cubana de Comércio Interior, Betsy Díaz, durante a cerimônia de recepção dos navios Papaloapan e Huasteco no porto de Havana, segundo imagens exibidas pela TV cubana.
Díaz informou que a carga inclui alimentos, como leite e feijões, mas também “insumos médicos e alguns medicamentos que foram doados pelo povo mexicano”.
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Segundo a TV, parte destes alimentos foram doados por civis mexicanos no âmbito de uma campanha de apoio a Cuba e outra promovida pelo jornal mexicano La Jornada.
Com 9,6 milhões de habitantes, Cuba enfrenta uma grave crise econômica, agravada pela suspensão repentina do fornecimento de petróleo da Venezuela em janeiro, após a deposição de Nicolás Maduro em uma intervenção militar americana, e o bloqueio petroleiro de fato que Washington impõe à ilha.
Em uma declaração à emissora de rádio e televisão nesta sexta-feira, na qual confirmou que Havana mantém conversas com Washington, o presidente Miguel Díaz-Canel elogiou o apoio de Sheinbaum.
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Um homem de 37 anos foi preso no sul do Irã acusado de operar uma rede ilegal de internet via satélite utilizando o sistema Starlink. Segundo autoridades locais, o suspeito teria criado um esquema para vender acesso à internet sem filtros em diferentes regiões do país.
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De acordo com informações divulgadas pela polícia da Fars Province, o homem foi detido na cidade de Shiraz após investigação que identificou a existência de uma rede que fornecia conexão alternativa à rede controlada pelo governo iraniano. Durante a operação, agentes apreenderam um terminal Starlink e equipamentos relacionados utilizados para distribuir o serviço.
Em paralelo, autoridades também anunciaram outras prisões em diferentes partes do país. Segundo a inteligência da Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, vários cidadãos foram detidos na mesma província sob acusação de enviar imagens e conteúdos para um veículo de comunicação sediado no exterior. As autoridades afirmam que o material era coletado por meio da rede social Telegram e encaminhado ao canal Iran International.
Já na Lorestan Province, no oeste do país, sete pessoas foram presas sob suspeita de espionagem, segundo a polícia local.
As detenções ocorrem em meio a um período de forte restrição digital no Irã. Desde janeiro de 2026, o governo impôs um amplo bloqueio de internet para conter protestos e controlar a circulação de informações, enquanto tenta impedir o uso de sistemas de conexão via satélite como o Starlink para driblar a censura estatal.
Nos últimos meses, forças de segurança também intensificaram operações para localizar e confiscar equipamentos do serviço de internet via satélite, considerado ilegal no país.

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