Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Uma explosão noturna ocorreu no muro exterior de uma escola judaica em Amsterdã, anunciou a prefeita da capital holandesa, Femke Halsema, neste sábado (14), qualificando como um “ato covarde de agressão”. Ninguém ficou ferido. Este é o segundo ataque a uma instituição judaica no país em meio à guerra no Oriente Médio.
Contexto: Ataques contra alvos judeus e americanos aumentam na Europa e nos EUA em meio à guerra contra o Irã
Guerra contra o Irã: Ataque cibernético a empresas nos EUA aumenta temor de nova frente no conflito
Ainda segundo o comunicado da prefeita, a polícia, que abriu uma investigação, dispõe de imagens de câmeras de vigilância nas quais se vê um homem colocando o artefato explosivo.
“A polícia e os bombeiros chegaram rapidamente ao local”, no bairro de Buitenveldert, no sul de Amsterdã, e “os danos materiais são limitados”, especificou.
Halsema denunciou que os judeus de Amsterdã enfrentam “cada vez com mais frequência o antissemitismo e isso é inaceitável”.
Vídeo: Após pronunciamento, Irã anuncia novos ataques a Tel Aviv sob o lema ‘Atendemos ao chamado, ó Khamenei’
“Uma escola deve ser um lugar onde as crianças possam assistir às aulas com total segurança. Amsterdã precisa ser um lugar onde os judeus possam viver em segurança”, destacou.
Série de ataques
Esta série de ataques ocorre no contexto da guerra no Oriente Médio, da qual Israel é uma das partes envolvidas. O ataque deste sábado é semelhante a outros registrados ao longo desta semana, todos à noite, em frente a sinagogas de Liège, na Bélgica, e Rotterdam, na Holanda.
Uma explosão abalou uma sinagoga na cidade belga, na segunda-feira. Poucos dias depois, na sexta-feira, as autoridades holandesas anunciaram a detenção de quatro jovens, suspeitos de provocar uma explosão diante de uma sinagoga na cidade holandesa. Em ambos os casos, não houve feridos.
Além disso, na quinta-feira, um homem avançou com seu carro contra uma sinagoga nos arredores de Detroit, no estado americano de Michigan, provocando um incêndio. Agentes de segurança abriram fogo contra o agressor, que, segundo o FBI, tirou a própria vida atirando contra si durante o confronto.
Autoridades e analistas já haviam alertado para o risco de ações isoladas — muitas vezes atribuídas a “lobos solitários” ou pequenos grupos — como forma de retaliação indireta à escalada do conflito. Ao todo, pelo menos cinco agressões foram registradas na Europa e nos Estados Unidos em menos de duas semanas.
“É terrível. O antissemitismo não pode ser aceito nos Países Baixos [Holanda]”, declarou o chefe de Governo holandês, Rob Jetten, na rede social X.
A investigação de Liège foi confiada à procuradoria federal belga, competente em matéria de terrorismo, que 48 horas após os fatos afirmou estar analisando um vídeo, possivelmente gravado por jihadistas, no qual a explosão é reivindicada.
Dois navios petroleiros com bandeira indiana, carregados com gás liquefeito de petróleo (GLP) com destino a portos no oeste do país, cruzaram o Estreito de Ormuz, informou o Ministério da Marinha Mercante neste sábado (14). O anúncio ocorre após duas autoridades do governo indianos afirmarem no dia anterior que estavam em negociações com o Irã — que bloqueou a rota havia em meio à guerra com Israel e EUA no Oriente Médio — para que ao menos 23 navios atravessassem a rota.
Rede xiita: No Iraque, milícias pró-Irã assumem protagonismo em frente paralela da guerra de EUA e Israel contra Teerã
Vídeo: Iraque suspende operações nos portos de petróleo após novos ataques no Golfo Pérsico
— Eles cruzaram o Estreito de Ormuz em segurança no início da manhã e estão a caminho da Índia — disse Rajesh Kumar Sinha, secretário especial do Ministério de Portos, Marinha Mercante e Hidrovias, em uma coletiva de imprensa em Nova Déli.
Os navios estão retidos no Golfo Pérsico desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no último dia 28. As forças iranianas afirmaram que qualquer embarcação que pretenda passar pela via marítima deve pedir autorização, sob risco de afundamento.
Teerã praticamente interrompeu o tráfego pela rota marítima desde o lançamento da ofensiva. Por ser responsável por 20% do escoamento do petróleo no mundo, o controle da passagem tem importância estratégica tanto na tática de resistência iraniana quanto nos planos israelense e americano, com seu impacto sendo sentido ao redor do globo.
Na quarta-feira, a Guarda Revolucionária iraniana informou ter bombardeado duas embarcações — um navio-graneleiro de bandeira da Tailândia e um navio de bandeira da Libéria — sob acusação de que seriam propriedade de Israel. Outros relatos afirmavam que ao menos quatro navios foram atingidos no mesmo dia.
O que é o Estreito de Ormuz?
O Estreito de Ormuz é o acidente geográfico que divide o Golfo Pérsico do Golfo de Omã. A costa norte é controlada em sua totalidade pelo Irã, enquanto o sultanato de Omã controla a margem sul, quase na fronteira com os Emirados Árabes Unidos. As águas por onde navegam os petroleiros e cargueiros que costumam transitar pela rota — antes do conflito, a média diária era de 129 navios — são consideradas internacionais pelo Direito Internacional e pela ONU.
Mapa mostra onde fica localizado o Estreito de Ormuz
Arte O GLOBO
Embora tenha mais de 30 quilômetros de largura no ponto mais próximo entre as margens norte e sul, a parte transitável para os gigantescos petroleiros e navios de carga que cruzam diariamente Ormuz é consideravelmente menor. As embarcações percorrem dois corredores marítimos definidos, chamados de canais de tráfego, estabelecidos internacionalmente para organizar o fluxo e evitar acidentes.
Cada um dos canais tem apenas três quilômetros de largura, com uma faixa de separação de outros três quilômetros entre eles. Um corredor é usado para entrada e outro para saída do Golfo Pérsico, em um sistema de mão dupla semelhante a uma estrada. Ou seja, todo o tráfego comercial global fica ali, naquele trecho, comprimido em seis quilômetros.
A área reduzida e a previsibilidade sobre o trânsito das embarcações torna toda a região vulnerável às ações iranianas, cujos mísseis e drones são capazes de cortar toda a extensão do Golfo, e que tem a capacidade de instalar minas navais, capazes de avariar severamente e afundar embarcações de uso militar e civil.
A pequena Ilha Kharg, no norte do Golfo Pérsico, tornou-se um dos pontos centrais da escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã após bombardeios americanos realizados na sexta-feira. Segundo o presidente Donald Trump, a operação militar teve como alvo instalações militares localizadas no local, considerado o principal terminal de exportação de petróleo iraniano.
De acordo com uma autoridade militar americana, os ataques atingiram depósitos de mísseis e minas que, segundo Washington, estariam sendo usados para bloquear rotas internacionais de navegação no Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio global de petróleo. A mesma fonte afirmou que os bombardeios evitaram atingir diretamente a infraestrutura petrolífera da ilha.
Centro vital das exportações de petróleo do Irã
Com cerca de um terço do tamanho da ilha de Manhattan, Kharg concentra instalações responsáveis por aproximadamente 90% das exportações de petróleo bruto do Irã antes do início do atual conflito. A profundidade das águas ao redor da ilha permite a atracação de grandes petroleiros — algo raro no restante da costa iraniana no Golfo Pérsico, onde as águas são mais rasas.
Desde a década de 1960, o país depende da ilha para escoar sua produção de petróleo por via marítima. O local abriga grandes áreas de armazenamento e uma rede de oleodutos conectada a alguns dos principais campos de petróleo e gás iranianos. Uma interrupção nessas estruturas poderia atingir diretamente a economia do Irã e provocar efeitos imediatos no mercado internacional de energia.
Nos últimos anos, o terminal passou a ter capacidade para carregar até dez superpetroleiros simultaneamente. Três grandes complexos energéticos operam na ilha, incluindo a Falat Iran Oil Company, considerada a maior do país.
Relação energética com a China
A China tornou-se o principal destino do petróleo exportado a partir da ilha. O país asiático compra o produto por meio de uma chamada “frota fantasma” de petroleiros, utilizada para contornar sanções ocidentais contra o petróleo iraniano.
As exportações para a China representavam cerca de 6% da economia iraniana e equivaliam a aproximadamente metade de todos os gastos do governo do país. Ao mesmo tempo, o Irã respondia por cerca de 13% das importações de petróleo chinesas.
Histórico de ataques
A última vez que a Ilha Kharg sofreu bombardeios significativos foi durante a Guerra Irã‑Iraque, nos anos 1980. Na época, forças iraquianas sob o comando de Saddam Hussein realizaram ataques intensos contra a infraestrutura petrolífera da ilha, causando grandes danos. O Irã, no entanto, conseguiu reconstruir posteriormente as instalações.

Após os ataques desta sexta-feira, um alto funcionário do Ministério do Petróleo do Irã afirmou que os bombardeios foram “enormes e destrutivos”. Segundo ele, funcionários das refinarias relataram quase duas horas de explosões contínuas que fizeram a ilha “tremer como um terremoto”.

O mesmo responsável, que pediu anonimato por tratar de temas sensíveis, disse que um ataque direto à infraestrutura de petróleo e gás da Ilha Kharg interromperia imediatamente uma parcela significativa das exportações de petróleo do Irã — cenário que poderia provocar forte impacto nos mercados globais de energia.

Um ataque russo “massivo” contra várias regiões da Ucrânia na madrugada deste sábado (14) matou pelo menos sete pessoas e feriu pelo menos outras 46, segundo as autoridades citadas pelo jornal ucraniano The Kyiv Independent. De acordo com a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou 430 drones e 68 mísseis durante o ataque, dos quais 402 e 58, respectivamente, foram interceptados. A ofensiva atingiu particularmente Kiev, onde a infraestrutura energética foi alvo.
Tensão no Oriente Médio: Ataque contra embaixada dos EUA e bombardeios contra grupo pró-Irã deixam dois mortos em Bagdá
Drones suicidas: Como funcionam as armas aéreas descartáveis usadas em guerras
“A região de Kiev passou por mais uma noite difícil. Infelizmente, o número de mortos subiu para quatro. Quinze moradores da região ficaram feridos”, anunciou o governador regional Mykola Kalashnik no Telegram. Autoridades de Kharkiv, no nordeste de Ucrânia, de Kherson, território ocupado pela Rússia, e de Zaporíjia, região central do país, também relataram um civil morto cada.
Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, o “ataque massivo” também afetou as regiões de Sumy, no norte, Dnipro, no centr, e Mykolaiv, ao sul.
— O principal alvo dos russos era a infraestrutura energética da região de Kiev, mas, infelizmente, prédios residenciais, escolas e empresas civis também foram diretamente afetados e sofreram danos — afirmou, acrescentando: — Cada noite de ataques russos como estes lembra a todos os nossos parceiros que as defesas aéreas (…) são, na realidade, uma necessidade diária.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, a Ucrânia teme que as capacidades de defesa aérea ocidentais sejam desviadas para aquela região.
Um ataque direcionado contra a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá ocorreu na madrugada deste sábado, poucas horas após bombardeios na capital iraquiana contra um influente grupo armado pró-Irã que deixaram dois mortos, entre eles uma “personalidade importante”, segundo fontes de segurança.
O episódio acontece em meio à guerra iniciada em 28 de fevereiro por Israel e Estados Unidos contra o Irã. Desde então, o Iraque tem sido arrastado para o conflito após movimentos armados locais alinhados a Teerã reivindicarem diariamente ataques com drones contra militares americanos e instalações petrolíferas.
Em resposta, posições dessas facções passaram a ser alvo de ataques atribuídos aos Estados Unidos ou a Israel.
Ao amanhecer deste sábado, um jornalista da AFP viu fumaça preta subir sobre a embaixada americana, localizada em uma zona de alta segurança no centro de Bagdá que abriga representações diplomáticas, instituições internacionais e órgãos governamentais.
Um alto funcionário de segurança ouvido pela AFP afirmou que o ataque foi realizado com drones. Outra fonte confirmou a ofensiva, mencionando disparos de foguetes, e acrescentou que um projétil caiu próximo à pista de pouso do complexo diplomático.
Este é o segundo ataque contra a representação norte-americana desde o início da guerra no Oriente Médio. A ofensiva ocorreu poucas horas após bombardeios contra as Brigadas do Hezbollah, um influente grupo armado que perdeu dois de seus integrantes, segundo autoridades de segurança.
A identidade dos mortos não foi divulgada pelas fontes ouvidas pela AFP, e as Brigadas do Hezbollah — classificadas como grupo “terrorista” por Washington — ainda não divulgaram comunicado.
‘Personalidade importante’
Pouco depois das 2h da madrugada (23h GMT), no bairro de Arassat, área de alto padrão onde estão instaladas facções armadas pró-Irã, um míssil atingiu uma casa que funcionava como sede das Brigadas do Hezbollah, informou à AFP um alto responsável de segurança.
“Uma personalidade importante faleceu” e outras duas pessoas ficaram feridas no ataque, afirmou a fonte.
Jornalistas da AFP relataram ter ouvido fortes explosões antes do acionamento das sirenes de ambulâncias. Testemunhas disseram ter visto fumaça branca se elevar sobre o bairro.
Duas horas depois, outro ataque aéreo atingiu um veículo próximo a uma ponte no leste de Bagdá, causando uma morte, segundo duas outras fontes de segurança.
De acordo com um responsável das Milícias Populares (Haschd al Shaabi), a vítima também seria integrante das Brigadas do Hezbollah.
A coalizão, formada por antigos grupos paramilitares integrados às forças regulares do Iraque, reúne milícias armadas pró-Irã que, assim como as Brigadas do Hezbollah, são conhecidas por operar frequentemente de forma independente.
Um tipo específico de armamento voltou a ganhar destaque nos noticiários internacionais: os chamados “drones suicidas”, também conhecidos como drones de ataque de uso único. Esses equipamentos vêm sendo utilizados em conflitos recentes e chamaram atenção após operações militares envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
Bombardeios israelenses atingem o Irã perto de marcha pró-regime em Teerã
As armas da guerra: Um guia sobre os principais artefatos utilizados por EUA, Israel e Irã no conflito do Oriente Médio
Diferentemente de drones tradicionais de vigilância ou reconhecimento, esses dispositivos são projetados para cumprir apenas uma missão: transportar uma carga explosiva até o alvo e detonar no momento do impacto.
Esse tipo de armamento mistura características de aeronaves não tripuladas com projéteis guiados. Ele voa como um drone convencional, mas funciona como uma espécie de munição inteligente, que destrói o alvo ao colidir com ele.
Em inglês, esses dispositivos são chamados de “one-way attack drones”, ou drones de ataque unidirecional, justamente porque não retornam após a missão.
Uma das categorias mais conhecidas dentro desse grupo é a chamada “munição vagante” (loitering munition). Nesse caso, o equipamento pode permanecer no ar por algum tempo observando uma área até que o operador confirme o alvo e autorize o ataque.
Também existem modelos programados para atingir alvos fixos, seguindo rotas previamente definidas. Nos ataques recentes contra o Irã, os Estados Unidos utilizaram o sistema LUCAS (Low-cost Unmanned Combat Attack System), um drone de ataque de baixo custo desenvolvido para missões sem retorno.
O equipamento faz parte da Task Force Scorpion Strike, uma força-tarefa criada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM) para acelerar o uso desse tipo de tecnologia em operações militares.
Segundo o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, o objetivo é incorporar rapidamente drones avançados às tropas.
— Equipar nossos combatentes com recursos de drones de ponta demonstra inovação e força militar, o que ajuda a dissuadir adversários — afirmou em comunicado.
Uma das principais vantagens desse tipo de drone é o custo relativamente baixo. No caso do modelo LUCAS, o preço estimado é de cerca de US$ 35 mil por unidade.
Por serem mais baratos e descartáveis, eles permitem realizar ataques em grande volume, sem colocar pilotos em risco.
Além disso, muitos desses equipamentos são capazes de operar de forma autônoma, o que amplia seu alcance e reduz a necessidade de controle constante por operadores.
A lei que proibiu o ensino da teoria da evolução nas escolas públicas do estado do Tennessee, nos Estados Unidos, completa 101 anos no próximo dia 21 de março. A chamada Lei Butler, aprovada em 1925, desencadeou um dos debates culturais mais intensos da história americana e levou ao famoso “Julgamento do Macaco”, que colocou ciência e religião frente a frente nos tribunais.
A legislação determinava que professores das escolas públicas não poderiam ensinar qualquer teoria que negasse o relato bíblico da criação da humanidade. Na prática, a norma tinha como alvo direto a teoria da evolução proposta pelo naturalista britânico Charles Darwin em 1859, que defendia que as espécies se transformam ao longo do tempo por meio da seleção natural.
O julgamento que virou símbolo
A polêmica ganhou dimensão nacional poucos meses depois da aprovação da lei. Em julho de 1925, o jovem professor John T. Scopes, de 24 anos, foi levado a julgamento na pequena cidade de Dayton, acusado de ensinar a teoria da evolução a alunos do ensino médio.
O caso rapidamente ultrapassou os limites de um processo local. Jornalistas, cientistas e líderes religiosos passaram a acompanhar o julgamento, transformando-o em um símbolo do conflito entre modernidade científica e tradição religiosa nos Estados Unidos da década de 1920.
O tribunal reuniu duas figuras conhecidas da política e do direito americanos. A acusação foi liderada por William Jennings Bryan, ex-secretário de Estado e defensor de uma interpretação literal da Bíblia. Já a defesa ficou a cargo do renomado advogado Clarence Darrow, que argumentava que proibir o ensino de uma teoria científica ameaçava a liberdade intelectual.
Durante o julgamento, Darrow chegou a interrogar Bryan sobre a interpretação literal de passagens bíblicas — um dos momentos mais marcantes do processo. A cena evidenciou o embate entre fé e ciência que dominava o debate público da época.
Scopes acabou considerado culpado e condenado a pagar uma multa de US$ 100. A sentença, no entanto, foi anulada um ano depois pela Suprema Corte do Tennessee por uma questão técnica.
Apesar da repercussão do julgamento, a Lei Butler permaneceu em vigor por mais de quatro décadas, sendo revogada apenas em 1967. O episódio, porém, ficou marcado como um dos momentos mais emblemáticos da disputa sobre os limites entre religião, ciência e educação nos Estados Unidos.
Um homem de 42 anos foi às pressas ao hospital no Reino Unido após acordar com a pele completamente azul, em um caso que inicialmente levantou suspeitas de um problema grave de saúde. O mistério, no entanto, teve uma explicação inesperada: a coloração vinha da tinta de lençóis novos que ele havia usado sem lavar.
‘Não somos úteros’: Mulheres desafiam lei que limita esterilização no Japão e levam questão histórica à Justiça
Formigas rainhas valiosas: Homem é preso no Quênia após tentar contrabandear mais de 2 mil formigas em mala
Tommy Lynch, morador de Castle Gresley, no condado de Derbyshire, percebeu a mudança de cor ao acordar depois de uma longa noite de sono. Assustado e com aparência incomum — que ele comparou à de um personagem do filme “Avatar” —, o britânico foi levado por um amigo ao pronto-socorro de um hospital em Burton-upon-Trent, em Staffordshire.
Initial plugin text
Ao chegar à unidade de emergência, a equipe médica tratou o caso com urgência e chegou a administrar oxigênio, temendo que a coloração azul indicasse falta de oxigenação no sangue. O cenário mudou quando um médico limpou o braço do paciente com um lenço alcoólico e percebeu que o algodão ficou azul, revelando que o pigmento estava apenas na superfície da pele. Ele contou ao tabloide britânico Daily Mirror que a equipe médica encarou o caso com bom humor e risadas calorosas depois que o susto foi esclarecido.
A investigação mostrou que Lynch havia dormido por duas noites em lençóis azul-marinho recém-comprados e que não haviam sido lavados antes do uso. O corante do tecido acabou transferindo para a pele durante o sono, deixando o corpo do britânico com a tonalidade incomum.
Initial plugin text
Após a descoberta, o clima de tensão deu lugar ao constrangimento e ao humor no hospital. O próprio paciente disse que saiu do atendimento “mais vermelho do que azul”, depois de entender a causa da situação.
Mesmo sem consequências médicas, o caso serviu de alerta: segundo Lynch, a coloração levou vários dias e diversos banhos para desaparecer completamente. Desde então, ele afirma ter aprendido a lição de sempre lavar roupas de cama novas antes de usá-las.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã “está totalmente derrotado” e “quer um acordo” que ele não pretende aceitar. A mensagem foi postada em sua rede social na noite da sexta-feira, duas semanas após o início da guerra no Oriente Médio.
“A mídia de fake news odeia noticiar o bom desempenho das forças armadas americanas contra o Irã”, que “está totalmente derrotado e quer um acordo, mas não um acordo que eu aceitaria”, escreveu Trump na Truth Social, sem dar mais detalhes.
Os comentários do presidente dos Estados Unidos vieram depois de ele afirmar que as forças armadas americanas realizaram intensos bombardeios contra alvos militares na Ilha de Kharg, onde fica uma infraestrutura petrolífera crucial para o Irã. Trump também anunciou que a Marinha começaria a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz “em breve”.
Enquanto os ataques americanos continuam, Teerã lançou uma nova onda de mísseis e drones contra Israel e seus vizinhos do Golfo, no mesmo dia em que vários altos funcionários iranianos foram às ruas em uma manifestação anti-EUA.
O principal diplomata do Irã disse esta semana que as negociações continuam descartadas e que os ataques continuarão enquanto for necessário. “Não creio que o diálogo com os americanos volte a fazer parte da nossa agenda”, declarou o Ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Abbas Araqchi, à PBS News.
Os iranianos enfrentam um corte da internet imposto por autoridades há mais de 14 dias, segundo o observatório Netblocks, que monitora a liberdade de comunicação online. Mas a população conta com várias opções para contornar esse bloqueio.
Bloqueio de internet, caça à Starlink e coleta de parabólicas no Irã; entenda como regime fecha comunicação em meio a crise
Restrição digital: autoridades do Irã prendem homem por contrabando de antenas Starlink e venda de internet ilegal
Rádio de ondas curtas
Sediada na Holanda, a Radio Zamaneh começou a transmitir em ondas curtas um programa informativo em persa durante as manifestações de janeiro no Irã.
“É muito difícil para as autoridades interferir nas ondas curtas, porque se trata de uma difusão a longa distância”, explicou à AFP sua diretora, Rieneke van Santen. “As pessoas podem ouvir o programa em um rádio pequeno, simples e barato. É a típica solução de emergência.”
O transmissor fica “mais perto da Holanda do que do Irã”, disse a diretora, sem revelar a localização exata. Segundo ela, as autoridades iranianas podem descobrir se quiserem.
Em meio à guerra: Queda de avião militar dos EUA deixa seis mortos e eleva para 13 as baixas americanas na guerra; grupo pró-Irã reivindica ação
Telefonemas
Alguns iranianos ainda conseguem fazer ligações de uma linha fixa para o exterior, “o que é bastante surpreendente”, comentou Mahsa Alimardani, da organização de defesa dos direitos humanos Witness. Por medo de serem ouvidas pelos censores, as pessoas evitam falar sobre temas políticos, como a morte do aiatolá Ali Khamenei.
Os cartões telefônicos pré-pagos são caros e costumam oferecer menos tempo de chamada do que o previsto. “Você compra um cartão de 60 minutos e ele acaba em 8”, contou Rieneke van Santen. Eles são usados principalmente em “telefonemas para familiares após um atentado, para avisar que alguém está vivo”.
VPNs
As redes privadas virtuais (VPNs), ferramentas que permitem acessar uma conexão de internet criptografada, servem para contornar as restrições de acesso locais, mas precisam de uma rede em funcionamento.
A internet funciona “em torno de 1% dos seus níveis habituais” no Irã, segundo o observatório Netblocks. Várias pessoas que usaram uma VPN receberam advertências em seus telefones, supostamente enviadas por autoridades.
Escalada de ataques dos EUA e Israel: França e Itália tentam negociar com Irã passagem segura pelo Estreito de Ormuz, e EUA preparam escolta a petroleiros, diz jornal
Antes da guerra, milhões de iranianos usavam a rede da empresa canadense Psiphon, que permite “evitar melhor a detecção” do que uma VPN clássica, informou o especialista em dados Keith McManamen.
A Psiphon chegou a ter até 6 milhões de usuários diários no Irã antes do bloqueio da internet. Atualmente, conta com menos de 100 mil. Mas “a situação é muito dinâmica” e muda a cada hora, ressaltou o especialista.
A empresa americana Lantern oferece dispositivos semelhantes e é muito popular no Irã.
TV por satélite
Criada pela ONG americana NetFreedom Pioneers, a Toosheh é uma tecnologia que usa equipamentos de TV por satélite para transmitir dados criptografados à população iraniana.
Na prática, os usuários gravam em um pendrive os dados criptografados emitidos pela TV, que descriptografam por meio de um aplicativo em seu telefone ou computador.
Trump reconhece que Putin pode estar ajudando o Irã ‘um pouco’; europeus criticam EUA por flexibilização de sanções ao petróleo da Rússia
Em 2025, havia 3 milhões de usuários ativos da Toosheh no Irã, “com milhares, e até centenas de milhares, de usuários desde o bloqueio da internet em janeiro”, informou Emilia James, diretora de programas da ONG. Entre os programas habituais da organização, estão temas relacionados à “segurança pessoal e digital”, acrescentou.
Como os usuários se conectam a um programa de difusão, não podem ser detectados, explicou a diretora.
Starlink
O serviço de acesso à internet por satélite foi usado para transmitir informações ao exterior durante os protestos, no momento em que o governo tentava bloquear as comunicações. Mas os terminais da Starlink são caros (cerca de US$ 2 mil (R$ 10,5 mil) no mercado negro iraniano) e difíceis de conseguir em regiões pobres, como o Curdistão, onde a repressão foi especialmente dura, explicou Mahsa Alimardani, da ONG Witness.
A Anistia Internacional recebeu avisos de “operações em residências (…) prisões de pessoas que possuíam equipamentos da Starlink”, contou Raha Bahreini, pesquisadora da ONG. Quem é descoberto por autoridades se comunicando com o exterior pode pegar penas que variam de prisão à pena de morte, alertou.
Procurada pela AFP, a Starlink não comentou o assunto.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress