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O presidente americano, Donald Trump, afirmou que considera retirar os Estados Unidos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar liderada por Washington, devido ao que classificou como apoio insuficiente de aliados à sua guerra contra o Irã — conflito que, segundo ele, pode terminar em duas ou três semanas. Em entrevista ao jornal britânico Telegraph, publicada nesta quarta-feira, Trump classificou a Otan como “tigre de papel” e criticou o Reino Unido, dizendo que o país “nem sequer tem uma Marinha”.
Trata-se da mais recente ameaça do republicano, que há muito critica o propósito e a eficácia da organização, que já chamou de “obsoleta”, contra seus aliados após a relutância dos países europeus em ajudar Washington a reabrir o Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de 20% do petróleo mundial e praticamente bloqueado pelo Irã desde o início da guerra.
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— Nunca me deixei influenciar pela Otan. Sempre soube que eles eram um tigre de papel, e [o presidente da Rússia, Vladimir] Putin também sabe disso — afirmou Trump.
O republicano, de fato, ficou irritado com a recusa dos países europeus em enviar navios de guerra para ajudar a reabrir Ormuz, além da resistência deles em permitir que os EUA usem suas bases militares para lançar ataques contra a República Islâmica.
— Para além de não estarem presentes, era realmente difícil de acreditar. E eu não fiz grande esforço, apenas disse: “Ei”. Não insisti muito. Acho que isso deveria ser automático. Nós sempre estivemos lá, inclusive na Ucrânia, que não era um problema nosso. Nós estivemos lá por eles, mas eles não estiveram lá por nós — acrescentou o presidente americano.
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Na entrevista, Trump criticou a capacidade militar do Reino Unido, afirmando que o país “nem sequer tem uma Marinha”.
— São muito antigos e tinham porta-aviões que não funcionavam — disse ele, referindo-se à frota de navios de guerra do Reino Unido.
E mandou um recado direto ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer.
— Não vou dizer a ele o que fazer. Ele pode fazer o que quiser. Não importa. Tudo o que Starmer quer são turbinas eólicas caras que estão elevando os preços da energia às alturas — disse o republicano.
Questionado sobre a entrevista de Trump ao Telegraph, Starmer afirmou que o Reino Unido está “totalmente comprometido com a Otan”, que garantiu a segurança do continente europeu durante 80 anos, chamando-a de “aliança militar mais eficaz que o mundo já viu”.
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— Ela (Otan) nos manteve seguros durante muitas décadas. Independentemente da pressão sobre mim e sobre os outros, agirei sob o interesse nacional britânico em todas as decisões que tomar — afirmou o premier.
Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, durante uma coletiva de imprensa em Downing Street
FRANK AUGSTEIN / AFP
Sob pressão, Starmer anunciou uma cúpula com mais de 30 países que, segundo ele, estão dispostos a trabalhar para restaurar a segurança do transporte marítimo no Estreito de Ormuz.
— O Reino Unido já reuniu 35 nações ao redor da nossa declaração de intenção de atuar, unidos, pela segurança marítima no Golfo — afirmou Starmer.
‘Vão pegar seu próprio petróleo’
Os comentários de Trump surgem um dia depois de ele ter alertado o Reino Unido e a França de que os EUA “não estarão mais lá para ajudá-los”. Em publicação na sua plataforma Truth Social, o presidente já havia criticado os aliados dos EUA, principalmente o Reino Unido, por não atenderem ao seu pedido de ajuda para garantir a segurança do Estreito e disse que Washington não os ajudaria no futuro.
“A França foi muito inútil em relação ao ‘açougueiro do Irã’, que foi eliminado com sucesso! Os EUA se lembrarão”, escreveu. Em outra publicação, o presidente criticou especificamente o Reino Unido, ao mesmo tempo que instou outros países a tomarem medidas no Estreito de Ormuz. “A todos esses países que não conseguem obter combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão para vocês: primeiro, comprem dos EUA, temos bastante, e segundo, criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente peguem”, acrescentou.
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Também na terça, o chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, disse que Washington “terá que reavaliar” sua relação com a Otan quando a guerra contra o Irã tiver terminado. Para ele, “uma vez concluído este conflito, vamos ter que reavaliar essa relação”.
A postura americana tem gerado atritos com seus aliados europeus. Países da Otan vêm resistindo a se envolver diretamente na guerra contra o Irã, num movimento que amplia o risco de tensões dentro da aliança militar em um momento já considerado delicado.
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Os líderes europeus consideram qualquer tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz extremamente perigosa, visto que o Irã continua a atacar petroleiros na passagem que não são considerados de nações “amigas”. Autoridades também consideram que a guerra contra o Irã é uma escolha pessoal de Trump, sobre a qual não foram consultadas antes de seu início. Há também uma relutância em se envolver no que poderia se tornar outra “guerra sem fim” no Oriente Médio, como as do Iraque ou do Afeganistão.
Nos últimos dias, governos europeus adotaram medidas concretas para limitar o apoio às operações americanas no Oriente Médio. A Espanha, apontada como um dos principais alvos da irritação de Washington, fechou seu espaço aéreo para aeronaves dos EUA ligadas ao conflito e bloqueou o uso de bases em seu território. A Itália, por sua vez, negou autorização para que aviões militares com destino ao Oriente Médio pousassem em instalações na Sicília, enquanto a Polônia afirmou não ter planos de deslocar seus sistemas de defesa Patriot, apesar de pressões de Washington.
Enquanto o governo Trump afirma que a guerra alcançou seus principais objetivos, o chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, reiterou que os EUA não recuperarão o acesso ao Estreito de Ormuz. “O Estreito de Ormuz certamente será reaberto, mas não para vocês; estará aberto para aqueles que cumprirem as novas leis do Irã”, escreveu Azizi nas redes sociais.
(Com New York Times)
Um lobo jovem invadiu uma área comercial no centro de Hamburgo, na Alemanha, na noite desta segunda-feira (30), feriu uma mulher e acabou capturado pela polícia após horas de deslocamento pela cidade. O episódio, considerado inédito no país, levou autoridades a discutir o futuro do animal, que pode ser devolvido à natureza ou até sacrificado, dependendo das avaliações de risco.
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A vítima foi atacada dentro de uma galeria em Altona após tentar conduzir o animal, que aparentava estar desorientado e batia contra vitrines. Ela sofreu uma mordida no rosto, precisou levar pontos e já recebeu alta hospitalar.
Destino do animal ainda é incerto
De acordo com a emissora NDR, após a captura, o lobo foi inicialmente levado ao parque de vida selvagem de Klövensteen e, posteriormente, transferido para uma estação de conservação em Sachsenhagen. Segundo autoridades ambientais de Hamburgo, o local é apenas uma solução temporária, enquanto especialistas analisam o comportamento do animal e os riscos envolvidos em uma possível soltura.
A senadora do Meio Ambiente, Katharina Fegebank, afirmou que o caso representa um precedente e que decisões futuras levarão em conta a segurança da população. Entre as hipóteses avaliadas estão a reintegração do lobo à natureza, caso seja considerado seguro, ou o abate, medida permitida apenas em situações excepcionais, já que a espécie é protegida por lei.
Segundo Fegebank, há preocupação de que o animal volte a áreas urbanas. “Estamos nos perguntando se ele repetiria esse comportamento”, disse, ao mencionar cenários como a entrada em escolas ou creches.
Caso inédito reacende debate
Autoridades alemãs afirmam que este é o primeiro registro de ataque a humanos desde o retorno dos lobos ao país, ocorrido a partir de 1998. Desde então, a presença da espécie vinha sendo monitorada sem incidentes desse tipo.
Especialistas apontam que o aumento da população de lobos eleva a probabilidade de encontros com humanos, inclusive em áreas urbanas. Em Hamburgo, por exemplo, ao menos 21 avistamentos foram confirmados desde 2013.
Diante do episódio, o governo local anunciou que revisará os protocolos de manejo da espécie, em conjunto com a polícia e órgãos ambientais. A prioridade, segundo a administração, será equilibrar a preservação da fauna com a segurança dos moradores, um desafio cada vez mais presente em cidades próximas a áreas naturais.
A baleia jubarte que mobiliza equipes de resgate no norte da Alemanha voltou a encalhar nesta quarta-feira (1º), desta vez em um banco de areia próximo à ilha de Poel, no Mar Báltico. As informações são da cobertura ao vivo da emissora alemã NDR, que acompanha o caso desde o início. Segundo os relatos, o animal está preso em águas rasas no lago Kirchsee e apresenta pouca movimentação.
Baleia jubarte encalhada na Alemanha: após uma semana de resgate, animal volta a nadar sozinho, mas segue ferido e desorientado
Veja vídeo: Autoridades mobilizam força-tarefa de escavadeiras para resgatar baleia-jubarte encalhada na Alemanha
De acordo com a emissora, a baleia afundou parcialmente na lama, o que dificulta ainda mais qualquer tentativa de deslocamento. Equipes de resgate optaram por não intervir durante a noite, na expectativa de que o animal pudesse recuperar forças e tentar se libertar sozinho.
Confira:
ONG diz que esperanças para baleia jubarte encalhada na costa alemã estão diminuindo
Condições naturais agravam situação
O cenário, no entanto, tornou-se mais adverso ao longo do dia. Segundo o Ministério do Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, citado pela NDR, o nível da água deve cair cerca de 15 centímetros nas próximas horas, reduzindo ainda mais as chances de a baleia conseguir nadar livremente.
Apesar disso, há sinais de atividade. Autoridades relataram que o animal esteve “muito ativo” durante a noite, embora pela manhã tenha sido observado com movimentos limitados, permanecendo praticamente imóvel em uma área com cerca de dois metros de profundidade.
Um barco permanece de vigia no local, enquanto equipes aguardam uma decisão sobre os próximos passos, que deve ser anunciada após reuniões entre autoridades ambientais, cientistas e representantes de organizações como o Greenpeace.
Estratégia mantém aposta na autolibertação
Segundo especialistas ouvidos pela NDR, a estratégia inicial continua sendo permitir que a baleia tente se libertar por conta própria, evitando intervenções que possam causar ainda mais estresse. A área onde o animal está, no entanto, é considerada desfavorável, com águas rasas e geografia sinuosa, o que dificulta a saída.
A especialista Franziska Saalmann, do Greenpeace, afirmou que, embora o animal ainda esteja tentando se mover, seu estado geral é fraco e o prognóstico permanece desfavorável.
O biólogo marinho Thilo Maack acrescentou que o novo encalhe evidencia a debilidade da baleia, mesmo após ela ter conseguido nadar livremente na baía de Wismar no início da semana.
Sequência de encalhes e tentativas frustradas
Este é o quarto encalhe registrado desde que a baleia foi vista pela primeira vez, em 23 de março, próximo a Niendorf. Desde então, o animal já havia conseguido se libertar após uma operação com escavação de canal, voltou a nadar e, mais recentemente, deslocou-se pela baía de Wismar antes de ficar preso novamente em Poel.
Especialistas acreditam que, caso consiga escapar mais uma vez, o ideal seria que o animal retornasse pelo mesmo trajeto até o Mar do Norte, passando por águas dinamarquesas, até alcançar o Atlântico, seu habitat natural.
O que ainda se sabe e o que preocupa
A baleia jubarte não é uma espécie nativa do Mar Báltico, um ambiente considerado hostil devido à baixa salinidade, menor oferta de alimento e ausência de outros indivíduos da mesma espécie. Esses fatores podem comprometer sua orientação, saúde e capacidade de sobrevivência.
Especialistas apontam que o animal provavelmente se perdeu ao seguir cardumes de peixes ou por desorientação causada por ruídos subaquáticos. Há ainda indícios de que tenha se envolvido com cordas ou equipamentos de pesca, o que pode ter agravado seu estado.
Mesmo sendo capaz de sobreviver por semanas sem se alimentar, graças às reservas de gordura, a baleia apresenta sinais claros de fraqueza. O fato de ter encalhado repetidamente em poucos dias reforça a avaliação de que seu estado geral é delicado.
Neste momento, segundo a cobertura da NDR, o desfecho segue incerto. A combinação entre cansaço, condições ambientais adversas e a queda do nível da água reduz as chances de recuperação, enquanto equipes continuam monitorando o animal à distância, na expectativa de um novo, e decisivo, movimento.
Pais em processo de divórcio no Japão podem agora compartilhar a guarda dos filhos, direito que antes era concedido a apenas um dos progenitores — quase sempre às mães — após a entrada em vigor, nesta quarta-feira, de uma nova lei.
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A norma, aprovada no ano passado, reflete mudanças sociais no país, como o maior envolvimento dos homens na criação dos filhos, o que ampliou a pressão por uma reforma no sistema.
As novas regras permitem que ambos os pais discutam as condições da guarda legal durante a separação.
Os casais ainda podem optar pela guarda exclusiva, caso considerem essa a melhor alternativa. Em situações de desacordo, a decisão caberá aos tribunais de família.
Durante décadas, apenas um dos pais recebia a guarda legal após o divórcio, o que colocava o Japão como exceção entre economias desenvolvidas.
Críticas
Takeshi Hirano, de 49 anos, que em 2018 voltou para casa e descobriu que a esposa havia saído com as duas filhas, afirmou à AFP que o novo marco legal representa “um grande avanço”.
Críticos da mudança, no entanto, avaliam que a guarda compartilhada pode expor vítimas de violência doméstica ao risco de manter vínculos com ex-parceiros abusivos.
No domingo, cerca de cem pessoas — em sua maioria mulheres — protestaram em Tóquio com faixas e balões violetas, símbolos da luta contra a violência doméstica. Entre os gritos, diziam: “Não a um sistema que nos impede de fugir!”.
Outros especialistas afirmam que o modelo anterior incentivava um dos pais a deixar o lar com os filhos para se estabelecer como “residente”, o que poderia garantir vantagem em disputas judiciais.
Tripulações de dois helicópteros militares dos Estados Unidos foram brevemente afastadas de suas funções após sobrevoarem a casa do músico Kid Rock, no Tennessee, mas acabaram liberadas pouco depois pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, sem qualquer punição. O episódio gerou questionamentos sobre o uso das aeronaves e exposição política envolvendo o artista, conhecido por seu apoio ao presidente Donald Trump.
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“Sem punição. Sem investigação. Sigam em frente, patriotas”, escreveu Hegseth nas redes sociais, ao autorizar o retorno imediato dos militares às atividades. A decisão veio após o Exército dos EUA anunciar que abriria uma apuração para verificar se os regulamentos de voo haviam sido seguidos.
O caso ganhou repercussão após o próprio Kid Rock divulgar um vídeo em que aparece acenando para helicópteros AH-64 Apache que sobrevoavam sua propriedade. A cena levantou dúvidas sobre a motivação da operação. Segundo o músico, no entanto, a presença das aeronaves não é incomum, já que sua casa fica próxima à base de Fort Campbell.
— Eles sabem que este é um lugar amigável. Já me apresentei para tropas aqui e no exterior — disse o artista a uma emissora local.
Aliado declarado de Trump, Kid Rock também usou o episódio para provocar adversários políticos nas redes sociais. O presidente, por sua vez, tratou o caso em tom leve, sugerindo que os militares poderiam estar “tentando defendê-lo”, mas reconheceu que “provavelmente não deveriam ter feito isso”.
O Exército confirmou que os helicópteros pertencem à 101ª Brigada de Aviação de Combate e realizavam um voo na região de Nashville. Em comunicado anterior, a instituição destacou que leva a sério qualquer indício de operação não autorizada e reforçou o compromisso com a responsabilização de eventuais irregularidades.
Um tribunal na Califórnia decidiu que a Universidade de Stanford tem o direito de manter os diários de Li Rui, ex-secretário de Mao Tsé-Tung, fundador da China moderna. A decisão trata da posse de documentos históricos que abrangem décadas de atuação dentro do Partido Comunista Chinês.
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Li Rui foi um alto funcionário do partido e, nos últimos anos de vida, ficou conhecido por criticar o partido. Ele registrou detalhadamente sua atuação ao longo do tempo em um amplo conjunto de materiais produzidos entre 1938 e 2019.
Os documentos incluem diários pessoais, correspondências, atas de reuniões, anotações de trabalho, poesias e fotografias. O conteúdo cobre grande parte do período de governo do partido e traz relatos diretos de eventos históricos, entre eles o Massacre da Praça da Paz Celestial.
Li Rui presenciou o episódio de uma sacada com vista para a praça e registrou o evento como “Black Weekend”. Segundo os diários, soldados dispararam contra manifestantes reunidos, veículos blindados destruíram barricadas erguidas durante os protestos e tiros atingiram edifícios ao redor, incluindo o local onde ele estava. O massacre é descrito como um assunto altamente sensível, raramente discutido na China.
Disputa judicial
A transferência dos documentos para Stanford começou em 2014, quando a filha de Li Rui, Li Nanyang, iniciou a doação ainda com o pai vivo. Após a morte dele, ela afirmou, em entrevista à BBC em 2019, que a decisão seguia os desejos do pai.
A doação foi contestada por Zhang Yuzhen, segunda esposa de Li Rui, que entrou com um processo na China contra Li Nanyang. Ela alegou que Li Rui queria que ela decidisse quais documentos seriam divulgados e que os materiais foram entregues de forma indevida.
Segundo Zhang, os diários continham “assuntos profundamente pessoais e privados” e a exposição causava “constrangimento pessoal e sofrimento emocional”. Um tribunal em Pequim decidiu a favor dela e ordenou que os documentos fossem devolvidos.
Stanford alegou risco de censura
Em 2024, Stanford iniciou um processo na Califórnia contra Zhang Yuzhen para obter reconhecimento legal como proprietária legítima dos documentos. Durante o julgamento, os advogados da universidade afirmaram que Li Rui “compreendia que o regime do Partido Comunista Chinês buscaria suprimir seu relato da história moderna chinesa” e que “temia que os materiais fossem destruídos”. Também sustentaram que ele foi “muito claro em seus diários e conversas de que pretendia que seus documentos históricos fossem preservados e mantidos”.
Stanford enquadrou o caso como uma disputa contra a censura do governo chinês, defendendo que era a proprietária legítima e que os documentos poderiam ser proibidos caso retornassem à China.
Acesso público ao acervo histórico
Na decisão final, o tribunal da Califórnia considerou que a doação feita à Hoover Institution foi “legal e de acordo com os desejos de Li”, garantindo que os materiais permaneçam sob posse da universidade.
Ex-secretária de Estado dos Estados Unidos e diretora da Hoover Institution, Condoleezza Rice afirma que a decisão preserva o acesso a um relato “valioso”.
— Garante que um dos relatos em primeira mão mais valiosos sobre a história da China moderna estará livremente disponível para estudo — diz.
“Estamos muito satisfeitos com a decisão do tribunal, de que os desejos do Sr. Li serão respeitados e de que esses importantes materiais permanecerão com a Hoover e Stanford e acessíveis a todos os interessados”, declararam os advogados de Stanford
Zhang Yuzhen morreu durante o andamento do processo nos Estados Unidos.
Um petroleiro fretado pela estatal QatarEnergy foi atingido por um míssil de cruzeiro iraniano nesta quarta-feira em águas do Catar, segundo informou o Ministério da Defesa do país. O ataque faz parte de uma escalada de tensões na região do Golfo, em meio ao agravamento do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
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De acordo com as autoridades catarianas, três mísseis foram lançados a partir do Irã. Dois foram interceptados pelas defesas aéreas, enquanto o terceiro atingiu o petroleiro Aqua 1, carregado com óleo combustível. Apesar do impacto, não houve registro de feridos.
A embarcação estava a cerca de 17 milhas náuticas — aproximadamente 31 quilômetros — ao norte do polo industrial de Ras Laffan, onde fica a maior planta de gás natural do mundo. O navio sofreu danos acima da linha d’água, sem registro de vazamento ou impacto ambiental, segundo a United Kingdom Maritime Trade Operations e a própria QatarEnergy.
O episódio ocorre em um momento de crescente ameaça ao tráfego marítimo na região. Nos últimos dias, o Irã tem intensificado ataques contra instalações de petróleo e gás no Golfo, em resposta a ofensivas israelenses contra sua infraestrutura energética.
O conflito já começa a afetar o mercado global de energia. Segundo estimativas, cerca de 17% da capacidade de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do Catar foi comprometida, o que levanta preocupações sobre o abastecimento para países da Europa e da Ásia.
Se tudo correr conforme o planejado, a Nasa deve lançar nesta quarta-feira (1), a partir das 19h24 (hora de Brasília), a primeira tripulação em uma espaçonave rumo à Lua num intervalo de mais de cinco décadas. O objetivo da agência espacial americana é usar a espaçonave Orion, com quatro tripulantes, para circular o satélite natural da Terra numa missão de dez dias.
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Os tripulantes não vão, desta vez, pousar ali, mas a viagem é uma etapa de preparação para finalmente astronautas botarem os pés em solo lunar de novo, em missões subsequentes. O GLOBO preparou uma animaçao interativa mostrando como será a viagem, que pode ser um feito histórico.
Confira abaixo:
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Se tiver sucesso, a Artemis II pode não apenas reaproximar o programa espacial dos EUA do feito que mais lhe deu notoriedade, mas também fazer frente ao avanço do programa espacial da China, que promete tentar um pouso tripulado na Lua em 2030. A Artemis II vai fazer essencialmente o que a missão Apollo VIII da Nasa fez em 1968, dando a volta na Lua e voltando em uma trajetória de “retorno livre”, auxiliada pela própria gravidade lunar.
Como a trajetória planejada prevê uma passagem em grande altitude em torno do satélite natural da Terra, diferentemente do que era feito no programa Apollo, há uma chance de que esta seja a viagem tripulada mais distante da história da história. A tecnologia usada será a de veículos espaciais em diferentes estágios, com um se desacoplando após o outro, de modo muito similar ao que se fazia nas missões Apollo, mas com tecnologia aprimorada.
A Orion deve partir montada no foguete Space Launch System (um conjunto que possui 98 metros de altura), que se desprende por total em órbita. No espaço, os astronautas devem fazer testes de manobrabilidade da espaçonave, validar seus sistemas de suporte à vida e realizar ainda alguns experimentos científicos que lhes foram encomendados.
Clique no menu da animação acima para entender quem são os integrantes da tripulação, como é montado o veículo que os levará à Lua e qual será sua trajetória.
Uma onda de tumulto provocada por adolescentes levou ao fechamento antecipado de lojas e à interrupção do trânsito em Clapham, no sul de Londres, na tarde desta terça-feira (31). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram grupos numerosos de jovens correndo pelas ruas, invadindo estabelecimentos e desafiando a ação policial.
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Segundo relatos publicados pelo Daily Mail e pelo The Sun, o cenário foi de caos na Clapham High Street. Redes como Marks and Spencer, Waitrose, Sainsbury’s e McDonald’s encerraram as atividades mais cedo por medo de depredações. Em um dos episódios, famílias chegaram a se abrigar dentro de um supermercado enquanto a confusão se desenrolava do lado de fora.
Assista:
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Polícia em desvantagem tenta conter multidão
A Polícia Metropolitana informou que agentes foram enviados ao local após denúncias de comportamento antissocial envolvendo uma grande quantidade de jovens. Diante da dificuldade para conter o grupo, foi emitida uma ordem de dispersão, obrigando os presentes a deixarem a área.
Ainda de acordo com a corporação, duas adolescentes foram presas sob suspeita de agressão a um profissional de emergência. Os policiais permaneceram na região após o incidente para prestar apoio a moradores e comerciantes.
Imagens também registraram focos de incêndio em Clapham Common, rapidamente controlados por equipes de emergência. O tráfego na região foi interrompido enquanto os grupos ocupavam a via.
Comentários publicados nas redes sociais indicam que o encontro pode ter sido previamente combinado.
O episódio ocorre poucos dias após um caso semelhante no último fim de semana, quando mais de 100 adolescentes invadiram uma unidade da Marks and Spencer na mesma região. Na ocasião, duas jovens de 16 anos foram detidas, além de uma adolescente de 15 anos acusada de furto e agressão.
As cenas, amplamente compartilhadas online, voltaram a alimentar críticas sobre segurança pública e ordem urbana na capital britânica.
Um avião de transporte militar russo caiu na Crimeia, matando todas as 29 pessoas a bordo, disseram investigadores russos nesta quarta-feira. A causa mais provável foi uma falha técnica, afirmaram.
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O Antonov An-26, aeronave de projeto soviético usada pelo Exército Russo para transportar carga e pessoal, caiu na terça-feira perto de uma vila no sul da Crimeia, a cerca de 24 quilômetros da costa do Mar Negro, disseram investigadores russos em um comunicado. Vinte e dois passageiros e sete tripulantes estavam a bordo, informaram.
A Rússia anexou a Crimeia, uma península estrategicamente localizada e objeto de disputas geopolíticas há séculos, da Ucrânia em 2014, após realizar um referendo de secessão que foi declarado ilegal e inválido pelos principais órgãos internacionais.
O avião que caiu na terça-feira estava realizando uma missão não especificada quando a comunicação com ele foi perdida, informou a agência de notícias estatal Tass, citando o Ministério da Defesa russo. A Tass afirmou que o avião caiu em um penhasco e que não havia sinais de danos externos à aeronave, o que implica que ela não foi atingida por drones ou mísseis.
Os investigadores disseram que abriram um processo criminal por “violação das regras de voo ou da preparação pré-voo”.
As forças ucranianas atacam regularmente instalações militares russas na Crimeia. As autoridades ucranianas não se pronunciaram sobre a queda do avião.

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