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Banhistas precisaram evacuar a Praia de Dorset, na cidade de Lyme Regis, no sul da Inglaterra, depois de a Guarda Costeira receber um chamado sobre uma possível bomba da areia. O aviso foi recebido às 13h05 desta quinta-feira, no horário local, quando imagens mostravam um dia de sol, com diferentes grupos reunidos, segundo o jornal britânico The Sun.
Os serviços de emergência isolaram um grande trecho da praia. Além da Guarda Costeira e da polícia local, uma equipe do esquadrão antibombas da Marinha Real foram até o local. Depois da análise do objeto, que estava parcialmente submerso, a equipe constatou que se tratava de uma panela antiga de lados retos, de acordo com o portal local Mirror. O comunicado da Marinha Real agradeceu ao informante e pediu que a população entre sempre em contato com a Guarda Costeira, na dúvida sobre a identificação de um artefato explosivo..
Lyme Regis é conhecida por receber ingleses que procuram uma praia com areias finas e mar azul, além de turistas que passam pelo sul do país. Ela é uma cidade histórica e foi refúgio da escritora Jane Austen , romancista inglesa do século XVIII conhecida por obras como “Orgulho e preconceito”, além de ser uma das regiões mais ricas em fósseis da Inglaterra e do mundo, incluindo o de dinossauros. A região foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2001, por sua história geológica, que data de 185 milhões de anos.
Sites de viagens indicam uma série de passeios pela região, chamada também de Costa Jurássica, onde também se destacam as formações rochosas e arquitetura local.
O Irã conseguiu “sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém”, disse a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, durante uma cúpula com mais de 40 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz nesta quinta-feira. A chanceler destacou a “urgente necessidade” de garantir novamente a segurança do tráfego marítimo na passagem, por onde circulam cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados globalmente. O encontro virtual ocorre sob pressão dos Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, tem instado países dependentes do petróleo que passa pelo Estreito a agir para desbloqueá-lo.
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Ao abrir a reunião, Cooper afirmou que a “imprudência” do Irã ao bloquear a via marítima desde o início da guerra, que já dura mais de um mês, afeta a “segurança econômica global”.
— Contamos com mais de 40 países para discutir o Estreito de Ormuz, as consequências de seu fechamento, a urgente necessidade de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional e a firmeza de nossa determinação em ver o Estreito reaberto — acrescentou a chefe da diplomacia britânica, que preside o encontro, dizendo que o Reino Unido busca liderar uma iniciativa diplomática.
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Ela afirmou que houve, até agora, mais de 25 ataques a embarcações no Estreito e que 20 mil marinheiros ficaram presos em 2 mil navios.
— Essa imprudência iraniana em relação a países que nunca estiveram envolvidos neste conflito, que nós e 130 países em todo o mundo condenamos veementemente na ONU, não está apenas afetando as taxas de hipoteca, os preços da gasolina e o custo de vida aqui no Reino Unido e em muitos outros países do mundo, mas também está afetando nossa segurança econômica global — afirmou.
Reino Unido liderou cúpula com mais de 40 países para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz
LEON NEAL / AFP
Em declarações feitas antes da reunião, Cooper afirmou que planejadores militares estão sendo convocados para analisar como desminar o Estreito.
— Paralelamente às discussões, também estamos reunindo planejadores militares para analisar como podemos mobilizar nossas capacidades militares defensivas coletivas, incluindo a análise de questões como desminagem ou medidas para — disse ela, segundo a agência de notícias Associated Press.
Em visita a Seul, capital da Coreia do Sul, também nesta quinta, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou ser “irrealista” reabrir o Estreito de Ormuz com meios militares, dizendo que a segurança da rota só poderia ser garantida “em coordenação com o Irã”, após um cessar-fogo.
Presidente francês, Emmanuel Macron, fala com a imprensa durante visita ao Memorial da Guerra da Coreia, em Seul
Ludovic Marin/AFP
— Essa nunca foi a opção que escolhemos — disse ele, referindo-se a reabertura de Ormuz pela força. — Isso só pode ser feito em conjunto com o Irã. Portanto, antes de mais nada, deve haver um cessar-fogo e a retomada das negociações.
Além disso, Macron criticou seu homólogo americano, Donald Trump, afirmando que ele estava minando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ao criar “dúvidas diárias sobre seu compromisso” com a aliança.
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No dia 19 de março, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão divulgaram um comunicado conjunto no qual se declararam “dispostos a contribuir” para garantir a segurança no Estreito. Ao todo, 37 países aderiram ao documento. Estados Unidos, China e a maioria dos países do Oriente Médio não figuram entre os signatários. A Espanha também não assinou, mas Panamá e Chile estão na lista, segundo o governo britânico.
EUA ameaçam sair da Otan
Desde o início da guerra, Washington tem acusado os aliados de não fazerem o suficiente para garantir a segurança do Estreito de Ormuz ou para apoiar seu esforço no conflito. Em entrevista ao jornal britânico Telegraph, publicada na quarta-feira, Trump afirmou que considera retirar os EUA da Otan, devido ao que classificou como apoio insuficiente de aliados à sua guerra contra o Irã, classificando a aliança como “tigre de papel”.
Trata-se da mais recente ameaça do republicano, que há muito critica o propósito e a eficácia da organização, que já chamou de “obsoleta”, contra seus aliados após a relutância dos países europeus em ajudar Washington a reabrir o Estreito de Ormuz.
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Na entrevista, o presidente criticou o Reino Unido, dizendo que o país nem “sequer tem Marinha”, e mandou um recado direto ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
— Não vou dizer a ele o que fazer. Ele pode fazer o que quiser. Não importa. Tudo o que Starmer quer são turbinas eólicas caras que estão elevando os preços da energia às alturas — disse o republicano.
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Questionado sobre a entrevista de Trump ao Telegraph, Starmer afirmou que o Reino Unido está “totalmente comprometido com a Otan”, que garantiu a segurança do continente europeu durante 80 anos, chamando-a de “aliança militar mais eficaz que o mundo já viu”.
— Ela (Otan) nos manteve seguros durante muitas décadas. Independentemente da pressão sobre mim e sobre os outros, agirei sob o interesse nacional britânico em todas as decisões que tomar — afirmou o premier na quarta-feira.
Ao anunciar a cúpula desta quinta, o premier disse que a reunião avaliaria “todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis” para “restabelecer a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e dos marinheiros retidos e retomar o fluxo de mercadorias essenciais”.
Quatro astronautas da missão Artemis II partiram, na quarta-feira, a bordo de um enorme foguete da Nasa em uma viagem que os levará ao redor da Lua, o primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de 50 anos. No entanto, pouco tempo após o lançamento, equipes identificaram uma série de problemas a serem resolvidos na espaçonave Orion.
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Após a decolagem, um problema foi identificado “no controlador do vaso sanitário quando foi colocado em funcionamento”, segundo o administrador associado da Nasa, Amit Kshatriya, em uma coletiva de imprensa. A falha foi sinalizada por uma luz de alerta piscando no sistema.
O contratempo mobilizou rapidamente as equipes em terra, já que a cápsula Orion conta com apenas um banheiro a bordo. Apesar da agenda intensa desde a decolagem, os astronautas realizaram testes para investigar a falha com o apoio do controle da missão.
A astronauta da Nasa Christina Koch conduziu os procedimentos, que apresentaram resultados positivos. Com isso, o sistema foi restabelecido, garantindo o funcionamento do sanitário, um alívio para a tripulação em uma missão prevista para durar cerca de dez dias.
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Este é o primeiro voo ao espaço profundo com um banheiro instalado. Nas missões Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, os astronautas utilizavam sacos de coleta de resíduos durante a viagem até a Lua, que eram descartados na superfície lunar.
Pouco antes do período de descanso, Koch voltou a consultar o centro de controle em Houston para confirmar se o uso do banheiro estava liberado ao longo da noite. A resposta foi direta: “Vocês podem usar o banheiro a noite toda”, informou a equipe em terra.
Em ambiente de microgravidade, o uso do banheiro exige cuidados específicos. A cápsula conta com barras de apoio e suportes para os pés que ajudam a manter os astronautas estáveis, além de um sistema com fluxo de ar que direciona os resíduos para compartimentos separados e reduz odores. O sistema é descrito como bastante barulhento, exigindo o uso de proteção auditiva durante o uso.
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O diretor da Nasa, Jared Isaacman, também relatou um problema temporário de comunicação com a espaçonave, que já foi solucionado.
Além disso, os astronautas enfrentaram dificuldades técnicas em sistemas internos. Um dos dispositivos de computação pessoal usados pela tripulação apresentou falhas, incluindo problemas no funcionamento do cliente de e-mail Outlook, o que exigiu suporte do controle da missão.
Os contratempos não se limitaram ao período após a decolagem. Na última hora antes do lançamento, a Nasa também precisou lidar com alguns problemas, entre eles, um no sistema de aborto de lançamento, mecanismo responsável por ejetar a tripulação em caso de falha. A contagem regressiva chegou a ser pausada a 10 minutos do lançamento, enquanto engenheiros trabalhavam para resolver a questão, o que foi feito a tempo.
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Missão histórica
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JOE RAEDLE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Chamas intensas marcaram a decolagem, acompanhadas por um estrondo potente enquanto o foguete ganhava o céu, deixando um rastro de fumaça para trás. No local, um público de cerca de 400 mil pessoas reagiu com aplausos e comemorações à medida que a nave subia rapidamente.
— Temos um belo nascer da Lua. Estamos indo direto em sua direção — disse o comandante da missão, Reid Wiseman.
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A tripulação representa um marco inédito na exploração espacial: pela primeira vez, um homem negro, uma mulher e um não americano participam de uma missão tripulada à órbita da Lua. A bordo estão Wiseman, os americanos Victor Glover e Christina Koch, e o canadense Jeremy Hansen.
O voo também marca a estreia tripulada do SLS (Space Launch System), peça central da estratégia dos Estados Unidos para retomar a exploração lunar. O objetivo de longo prazo é estabelecer uma base permanente na Lua, que sirva como ponto de partida para missões mais distantes, incluindo Marte.
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Desta vez, os astronautas não vão pousar no satélite natural, mas a viagem é considerada uma etapa essencial de preparação para futuras missões que pretendem levar humanos novamente à superfície lunar.
Se tiver sucesso, a Artemis II pode não apenas reaproximar o programa espacial americano do feito que mais lhe deu notoriedade, como também reforçar a disputa com a China, que planeja um pouso tripulado na Lua até 2030. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado pela aceleração do programa americano e defende a meta de levar astronautas à superfície lunar antes do fim de seu segundo mandato, em 2029.
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A previsão de um pouso já em 2028, no entanto, gera ceticismo entre especialistas, em parte por depender de avanços tecnológicos ainda em desenvolvimento no setor privado.
A Artemis II deve repetir, em linhas gerais, o trajeto da missão Apollo 8, de 1968, realizando um sobrevoo da Lua e retornando à Terra em uma trajetória de “retorno livre”, auxiliada pela gravidade lunar.
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Como o plano prevê uma passagem em grande altitude ao redor da Lua, diferente de parte das missões Apollo, há a possibilidade de que esta seja a viagem tripulada mais distante da história.
A cápsula Orion foi lançada a bordo do foguete SLS, um conjunto de cerca de 98 metros de altura. Após a separação dos estágios em órbita, os astronautas devem realizar testes de manobrabilidade da espaçonave, validar sistemas de suporte à vida e conduzir experimentos científicos ao longo da missão.
(Com AFP e New York Times)
Quatro crianças morreram esfaqueadas nesta quinta-feira em Kampala, capital de Uganda. O autor do ataque, um homem de 34 anos, teria se passado por pai de um aluno para conseguir acesso à creche. A motivação do crime ainda é desconhecida, segundo a polícia.
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Segundo o jornal ugandês Monitor, as crianças tinham entre dois e três anos. A porta-voz da polícia de Kampala, Racheal Kawala, explicou em comunicado que o “fato trágico” ocorreu em uma creche no bairro de Ggaba, “onde um suspeito esfaqueou brutalmente e matou quatro menores”.
— O suspeito foi detido e a motivação desses assassinatos segue sob investigação — acrescentou a porta-voz da polícia local.
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Policiais e militares efetuaram disparos de ‘advertência’ para dispersar multidão que se reuniu após o acontecimento nos arredores da creche.
A Rússia lançou, apenas em março, mais drones contra a Ucrânia do que em qualquer outro mês desde o início da guerra, em 2022, segundo análise da AFP baseada em dados da Força Aérea ucraniana. Ao todo, foram pelo menos 6.462 aeronaves não tripuladas de longo alcance — um aumento de quase 28% em relação a fevereiro — em meio à estagnação das negociações de paz.
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Zelensky: Ucrânia enfrenta escassez de mísseis devido à guerra no Oriente Médio
Além disso, a Rússia lançou 138 mísseis contra a Ucrânia no mesmo período, uma queda de 52% na comparação com o mês anterior, segundo os dados.
A Força Aérea da Ucrânia afirmou que derrubou quase 90% dos mísseis e drones lançados em março, maior taxa de interceptação desde fevereiro de 2025.
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Os dados também incluem um ataque diurno incomum em 24 de março, que matou oito pessoas e provocou danos na cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, cujo centro histórico é considerado patrimônio mundial da Unesco.
As negociações lideradas pelos Estados Unidos para tentar acabar com a guerra de quatro anos foram paralisadas em março, quando Washington mudou seu foco para o conflito que trava contra o Irã ao lado de Israel.
Moscou, que nega atacar civis, intensificou a produção de drones em escala industrial desde o início da invasão. Kiev, por sua vez, tenta reforçar suas defesas aéreas em resposta e adotou drones interceptores de baixo custo para destruir seus equivalentes russos.
Ucrânia enfrenta escassez de mísseis
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o país pode enfrentar um déficit de mísseis utilizados na defesa contra a Rússia, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Em entrevista à BBC, ele disse que a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tende a enfraquecer Kiev ao desviar recursos militares estratégicos.
Segundo Zelensky, o presidente russo, Vladimir Putin, tem interesse direto na prolongação desse novo conflito.
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— Para Putin, uma guerra longa no Oriente Médio é uma vantagem. Isso eleva os preços da energia e esgota os estoques de defesa aérea — afirmou. — Para nós, significa um esgotamento de recursos.
O líder ucraniano disse ter um “pressentimento muito ruim” sobre o impacto da nova frente de guerra nas negociações de paz com Moscou, que estariam sendo constantemente adiadas. “Há um único motivo: a guerra no Irã”, declarou.
Zelensky destacou que a produção americana de mísseis é insuficiente diante da demanda simultânea em dois conflitos. Segundo ele, os Estados Unidos produzem entre 60 e 65 mísseis por mês — cerca de 700 a 800 por ano — número equivalente ao volume utilizado em apenas um dia de combates no Oriente Médio.
O presidente afirmou que haverá, “definitivamente”, escassez de mísseis do sistema Patriot, considerado essencial para a defesa aérea ucraniana contra ataques russos.
— A questão agora é quando os estoques no Oriente Médio vão se esgotar — disse.
O Irã executou nesta quinta-feira (2) um homem por invadir uma base militar e tentar levar armamentos e munições. Ele teria admitido acusações em interrogatório, questionado por grupos ativistas pelos direitos humanos. O caso ocorreu em janeiro, durante protestos contra o regime iraniano. Amirhossein Hatami foi condenado e levado à forca, depois de seu recurso ser rejeitado pela Suprema Corte do país, segundo a agência de notícias Reuters.
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Para a Anistia Internacional, presos pelos regime estariam sendo “submetidos a tortura e outros maus-tratos durante a detenção, antes de serem condenados em julgamentos extremamente injustos que se basearam em confissões forçadas”. A instituição considerava Hatami como um dos 11 presos considerados em risco iminente de execução.
Em janeiro, a Anistia Internacional afirmou que houve assassinatos em massa em “escala sem precedentes”. Na ocasião, a organização reportou à Organização das Nações Unidas (ONU) e seus estados-membro documento que pedia para “reconhecerem que a impunidade sistêmica e contínua pelos crimes cometidos pelas forças de segurança nos protestos”.
A morte foi anunciada ainda em comunicado feito pelo poder judiciário local. Segundo o informe, Hatami teria admitido as acusações de entrar em uma área militar restrita de Teerã, onde teria danificado e incendiado parte da instalação, além de tentar roubar armas e munições.
Ainda segundo a Reuters, no mês passado, outros três homens também teriam sido julgados e executados pelo assassinato de dois policiais, durante os mesmos protestos ocorrido em janeiro, contra o regime dos aiatolás.
Ela morreu mesmo ou tudo não passou de mais uma pegadinha? A suposta morte de Jonathan, considerada a tartaruga terrestre mais velha do mundo, viralizou nas redes sociais como uma espécie de “brincadeira” de 1º de abril. Mas, desta vez, o humor deu lugar à desinformação, e a história precisou ser desmentida.
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A notícia falsa surgiu a partir de uma conta na rede X que se passou pelo veterinário do animal, Joe Hollins, afirmando que ele havia “falecido em paz”. A publicação se espalhou rapidamente, mobilizando internautas e até pesquisadores que estudam o DNA do animal.
Publicações enganosas sobre Jonathan
Reprodução
Pouco depois, o próprio Hollins recorreu ao Facebook para esclarecer o caso. Em tom categórico, afirmou que a informação era falsa e alertou para um golpe envolvendo pedidos de doações em criptomoedas. “NÃO É VERDADE. O autor da farsa está pedindo doações. É um golpe”, escreveu, pedindo que a mensagem fosse compartilhada para conter a desinformação.
Confira a publicação:
Publicação do veterinário desmentindo a informação
Captura de tela
Uma vida que atravessa séculos
Jonathan segue vivo na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde reside nos jardins da Plantation House, residência oficial do governador. A idade exata é incerta, mas estima-se que tenha nascido por volta de 1832, nas Seychelles, o que o coloca na marca de aproximadamente 193 anos.
Ao longo da vida, o animal testemunhou transformações históricas profundas. Viveu sob oito monarcas britânicos e mais de 40 presidentes dos Estados Unidos, além de ter nascido antes mesmo da popularização do pão fatiado e da chegada de Charles Darwin às Ilhas Galápagos.
Rotina tranquila e curiosidades
Apesar da idade avançada, Jonathan mantém uma rotina ativa e tranquila. Ele passa os dias tomando banhos de lama, se alimentando, com destaque para bananas, cenouras e vegetais, e até “assistindo” partidas de tênis, guiado pelo som da bola, já que sua visão é bastante limitada.
Descrito como dócil e sociável, o animal também é conhecido por reconhecer vozes familiares, especialmente a de quem o alimenta. Segundo Hollins, essa personalidade tranquila pode estar relacionada à perda gradual de alguns sentidos ao longo dos anos.
Jonathan vive com outras três tartarugas gigantes, David, Emma e Fred, e já superou momentos críticos de saúde. No passado, chegou a ser considerado à beira da morte, mas se recuperou após mudanças na dieta e nos cuidados veterinários, em um processo descrito como uma espécie de “regeneração”.
Hoje, além de símbolo de longevidade, ele também se tornou uma das principais atrações turísticas de Santa Helena, e uma testemunha viva de quase dois séculos de história.
Uma operação policial no Nepal resultou, em março de 2026, na acusação de 32 pessoas por crimes contra o Estado e organização criminosa, no mais recente desdobramento de um esquema de fraudes em resgates de helicóptero em regiões de alta altitude. Nove suspeitos foram presos e os demais estão foragidos, segundo informações do jornal The Kathmandu Post.
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As acusações atingem operadores de resgate aéreo, médicos, administradores hospitalares e empresas de turismo, revelando a dimensão de uma rede que, segundo as autoridades, atuava há anos manipulando evacuações médicas para obter reembolsos inflacionados de seguradoras estrangeiras.
Como funcionava o esquema
O sistema fraudulento se aproveitava de um serviço essencial no Nepal: o resgate de helicóptero em grandes altitudes, frequentemente utilizado para salvar turistas em trilhas no Himalaia. A prática criminosa consistia em simular emergências médicas para acionar evacuações desnecessárias.
De acordo com a investigação, havia dois principais métodos. Em um deles, turistas eram convencidos a fingir sintomas após trilhas longas, como a caminhada até o Everest Base Camp. Em outro, guias e funcionários de hotéis exageravam ou induziam sintomas de mal de altitude, inclusive com uso indevido de medicamentos e ingestão excessiva de água, para justificar resgates urgentes.
Após o resgate, hospitais registravam internações fictícias ou inflavam diagnósticos, enquanto empresas enviavam cobranças multiplicadas às seguradoras, como se cada passageiro tivesse sido transportado individualmente.
Rede estruturada e pagamentos em cadeia
A fraude envolvia uma cadeia coordenada de comissões. Hospitais repassavam entre 20% e 25% dos valores às empresas de trekking e operadores de helicóptero. Guias turísticos também eram beneficiados, e, em alguns casos, turistas recebiam incentivos financeiros para participar do esquema.
Os números impressionam: entre 2022 e 2025, foram identificados 4.782 pacientes estrangeiros atendidos em hospitais investigados, sendo 171 casos confirmados como fraudulentos. Apenas um hospital recebeu mais de US$ 15,8 milhões relacionados às atividades suspeitas.
Empresas de resgate também aparecem com cifras elevadas, com pedidos de reembolso que ultrapassam US$ 10 milhões em alguns casos.
Falhas de fiscalização e investigações anteriores
O esquema já havia sido exposto pelo The Kathmandu Post em 2018, levando o governo a criar uma comissão de investigação e propor reformas. Apesar de um relatório de 700 páginas e recomendações para controle mais rigoroso, as medidas não foram efetivamente implementadas.
Segundo o chefe do Departamento Central de Investigação (CIB), Manoj Kumar KC, a falta de punição permitiu a continuidade das fraudes. “Quando não há ação contra o crime, ele prospera”, afirmou ao jornal.
A investigação atual foi reaberta em setembro de 2025, após nova denúncia apresentada por um grupo civil.
Dificuldade de controle internacional
Um dos principais fatores que favorecem o esquema é a dificuldade de verificação por parte das seguradoras internacionais. Em regiões remotas do Himalaia, com comunicação limitada, muitas evacuações ocorrem antes que as autoridades sejam notificadas.
Além disso, seguradoras dependem de empresas locais para validar documentos, que, muitas vezes, fazem parte do próprio sistema fraudulento.
Imagens de câmeras de segurança reunidas pela polícia mostram turistas supostamente em estado grave consumindo bebidas em cafés, enquanto seus prontuários indicavam internações hospitalares.
Impacto para o turismo no Nepal
A investigação levanta preocupações para toda a indústria de trekking no Nepal, que depende fortemente do turismo internacional. Autoridades agora enfrentam pressão para implementar mecanismos de fiscalização mais rigorosos e restaurar a credibilidade do setor.
Especialistas apontam que o desfecho judicial e a aplicação de penalidades efetivas serão determinantes para conter o esquema. Com a formação de um novo governo no país, cresce a expectativa sobre mudanças concretas no sistema.
“Há homens casados que cumprem todos os requisitos que exigimos aos solteiros para se tornarem sacerdotes católicos”, afirma o bispo de Antuérpia, Johan Bonny, ao alertar para a crise de vocações na Bélgica. Em entrevista à Agência France-Presse (AFP), o religioso diz lançar “um grito do coração” e cobra debate na hierarquia da Igreja sobre o tema.
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Em Flandres, região mais populosa do país, os sacerdotes envelhecem e há cada vez menos jovens dispostos a ingressar no clero.
Segundo Bonny, o reforço com padres africanos ocorre principalmente em paróquias francófonas, por causa da língua.
— Havia pelo menos 1.500 sacerdotes na diocese de Antuérpia há 40 ou 50 anos; agora somos menos de 100 padres em atividade Socorro! Isso já não funciona — afirma.
Bispo questiona celibato e cita exceções dentro da própria Igreja
Bonny defende que homens casados possam ser ordenados, como já ocorre em ritos orientais da Igreja Católica.
— Há homens casados que cumprem todos os requisitos que exigimos aos solteiros para se tornarem sacerdotes católicos Tenho vários em minha diocese — diz.
O celibato é obrigatório na Igreja Católica latina, mas permitido em ritos orientais.
Entre os dois modelos, “nenhum é mais ou menos católico do que o outro”, argumenta o bispo.
Ele afirma que há três sacerdotes casados de rito oriental em sua diocese, dois ucranianos e um bielorrusso.
— Então, como explicar a um jovem que cresceu aqui que o que é possível para seus amigos não é para ele? É muito difícil — afirma.
Proposta mira debate global
O bispo diz que pretende levar o tema à Assembleia Eclesial de 2028, que reunirá propostas discutidas em nível mundial.
Nos próximos dois anos, afirmou em carta pastoral, fará “todo o possível” para permitir a ordenação de alguns homens casados em Antuérpia.
A Conferência Episcopal da Bélgica informou que vai discutir o tema, sem se posicionar sobre o mérito. O Vaticano não respondeu aos questionamentos da AFP.
Crise de credibilidade e escândalos pressionam Igreja
Bispo de Antuérpia há 17 anos, Bonny já criticou a Igreja por ignorar casos de pedofilia envolvendo membros do clero. Ele também defendeu, antes de mudanças recentes na posição do Vaticano, a possibilidade de abençoar casais do mesmo sexo.
— Deus ama todos os seus filhos. A benevolência de Deus para com esse casal deve poder se expressar — afirmou.
Ao defender a ordenação de homens casados, o bispo também cita o bem-estar dos sacerdotes.
— Alguns são um pouco infelizes. Ninguém foi criado para viver sozinho. É preciso sanear o clero — diz.
Queda de fiéis agrava cenário
Em Flandres, um documentário exibido em 2023, com relatos de vítimas de abusos cometidos por sacerdotes, teve forte repercussão e levou à saída de fiéis.
Naquele ano, foi registrado número recorde de renúncias ao batismo.
— Tornamo-nos uma Igreja pobre em número, pobre em credibilidade moral — afirma Bonny: — Para recuperar a confiança, precisamos de todos. Aceitar apenas homens solteiros como sacerdotes é um luxo que já não podemos nos permitir.
Autoridades de Utah, nos Estados Unidos, encerraram oficialmente um caso que permaneceu sem solução por 51 anos após o uso de nova tecnologia de análise de DNA confirmar que a vítima foi assassinada pelo serial killer Ted Bundy. A identificação encerra uma investigação que atravessou décadas.
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A vítima foi identificada como Laura Ann Aime, de 17 anos. Ela desapareceu após sair de uma festa de Halloween em 1974. Seu corpo foi encontrado cerca de um mês depois por caminhantes no cânion American Fork.
O Gabinete do Xerife do Condado de Utah anunciou que exames “confirmaram de forma irrefutável que as evidências de DNA recuperadas do corpo de Laura verificaram a presença de DNA pertencente a Bundy”.
Antes de ser executado em 1989, na Flórida, Bundy confessou o assassinato de Laura Ann Aime, mas não forneceu detalhes nem explicou completamente seu envolvimento. Segundo o xerife, “o Departamento do Xerife decidiu manter o caso aberto até que os investigadores pudessem provar, sem sombra de dúvida”, a responsabilidade do criminoso.
— Este caso está agora oficialmente encerrado — disse o xerife do Condado de Utah, Mike Smith, em coletiva de imprensa.
Ele acrescentou que, se Bundy ainda estivesse vivo, os promotores buscariam a pena de morte.
Histórico do serial killer e contexto do crime
Entre fevereiro de 1974 e fevereiro de 1978, Ted Bundy assassinou pelo menos 30 mulheres e foi associado a outros crimes nos Estados Unidos, com atuação no noroeste do Pacífico, Colorado, Utah e Flórida.
À época da morte de Laura, ele vivia em Salt Lake City e estudava direito na Universidade de Utah.
Segundo comunicado do xerife, Laura é lembrada como uma “jovem extrovertida e de espírito livre que gostava de atividades ao ar livre e compartilhava a paixão por andar a cavalo, caçar e cuidar de seus vários irmãos”.
Bundy era conhecido por abordar mulheres em locais públicos, ganhar sua confiança por meio de charme ou fingindo estar ferido e levá-las a áreas isoladas, onde cometia os assassinatos.
Ele foi preso em 1975 por sequestrar uma mulher e condenado a 15 anos de prisão. Em 1977, fugiu ao pular pela janela da biblioteca da prisão, foi recapturado após oito dias e escapou novamente depois disso. Continuou cometendo crimes até ser capturado em 1978 e executado em 1989, na Flórida.

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