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O exército iraniano lançou uma operação de busca pelo piloto de um caça americano atingido por um sistema de defesa aérea, comunicou na sexta-feira a agência de notícias iraniana Fars. Este é o primeiro abatimento de um caça americano em território iraniano desde que Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra a república islâmica em 28 de fevereiro.
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“As forças militares lançaram uma operação de busca para encontrar o piloto do caça americano que foi atingido hoje (sexta-feira) mais cedo”, informou a Fars.
Autoridades americanas confirmaram que o abatimento de um caça dos Estados Unidos sobre o território do Irã, segundo o jornal New York Times. O paradeiro da tripulação da aeronave é incerto.
Segundo o jornal, os Estados Unidos se mobilizam para montar uma operação de busca e resgate antes que forças iranianas consigam chegar a eventuais sobreviventes.
Um canal local da televisão estatal do Irã também afirmou que o piloto do caça americano teria se ejetado sobre o sudoeste do país. A informação foi divulgada sem detalhes adicionais.
Uma emissora de televisão local exibiu imagens do que, segundo afirmou, são os destroços de um avião de combate americano abatido. Indicou que a aeronave foi atingida no centro do Irã e que pode ter caído na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, citando um comunicado da polícia.
Durante a transmissão, o apresentador leu um anúncio incentivando a população a capturar eventuais pilotos inimigos, prometendo recompensa.
Em outra mensagem exibida na tela, o público era instado a reagir com violência caso identificasse aeronaves.
Este é o primeiro abatimento de um caça americano em território iraniano desde que Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra a república islâmica em 28 de fevereiro.
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O episódio ocorre em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio, que se aproxima do fim de sua quinta semana.
O Irã tem ampliado ataques na região, atingindo infraestruturas estratégicas, como uma refinaria no Kuwait e uma usina de dessalinização, enquanto enfrenta bombardeios de forças americanas e israelenses.
(Com AFP)
Um canal local da televisão estatal do Irã afirmou nesta sexta-feira que um piloto de caça americano teria se ejetado sobre o sudoeste do país. A informação, divulgada sem detalhes adicionais, não foi confirmada por autoridades dos Estados Unidos, que não responderam aos pedidos de comentário até o momento.
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Durante a transmissão, o apresentador leu um anúncio incentivando a população a capturar eventuais pilotos inimigos, prometendo recompensa. Em outra mensagem exibida na tela, o público era instado a reagir com violência caso identificasse aeronaves, em referência a imagens que circulam nas redes sociais.
Confira:
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O episódio ocorre em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio, que se aproxima do fim de sua quinta semana. Segundo informações da Associated Press (AP), o Irã tem ampliado ataques na região, atingindo infraestruturas estratégicas, como uma refinaria no Kuwait e uma usina de dessalinização, enquanto enfrenta bombardeios de forças americanas e israelenses.
Pressão militar e risco econômico global
Ainda de acordo com a AP, o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás natural do mundo — tem provocado instabilidade nos mercados. O preço do barril do petróleo Brent subiu mais de 50% desde o início do conflito, elevando o risco de aumento no custo de produtos básicos.
No campo diplomático, surgem sinais de tentativa de negociação. O ex-ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, publicou proposta defendendo limites ao programa nuclear iraniano em troca do fim das sanções e da reabertura do estreito. A iniciativa reúne elementos de planos apresentados por Washington e Teerã, mas ainda não há indicativos de avanço nas negociações.
Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU deve discutir medidas para garantir a segurança da navegação na região. Propostas mais duras, que autorizariam o uso da força, enfrentam resistência de potências com poder de veto.
O conflito já deixou milhares de mortos e deslocados em diferentes países do Oriente Médio, com impactos humanitários e econômicos crescentes. A alegação sobre o piloto americano, ainda sem confirmação independente, surge nesse contexto de tensão elevada e guerra de narrativas entre as partes envolvidas.
Um espetáculo com quase mil drones iluminou o céu do porto de Belfast, na Irlanda, na noite desta quinta-feira (2), recriando a silhueta do RMS Titanic em uma apresentação aérea que marcou a data e o horário exatos da partida do navio, em 1912. A exibição foi transmitida às 20h (horário local) como parte da campanha “Made Of Here”, da BBC.
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A iniciativa celebra cidades e comunidades que inspiraram produções marcantes da emissora. Segundo um porta-voz, o projeto busca conectar o público por meio de narrativas nacionais, incluindo dramas, comédias e documentários.
Assista:
Série inspirou a homenagem
O espetáculo foi inspirado na série documental Titanic Sinks Tonight, produzida pela Stellify Media, com sede em Belfast. Lançada em dezembro de 2025, o docudrama reconstrói, minuto a minuto, as horas finais do Titanic, com base em cartas, entrevistas, memórias e depoimentos de investigações oficiais, desde a colisão com o iceberg até o naufrágio completo.
Drones recriam minuto a minuto a partida do Titanic
Reprodução/Redes sociais/BBC
A campanha “Made Of Here” já passou por cidades como Liverpool, Birmingham e Glasgow, e chega agora à Irlanda do Norte, destacando o papel de Belfast na construção do navio. Para Simon Young, envolvido na iniciativa, a cidade recebeu a produção com entusiasmo. “Não há melhor forma de celebrar a criação do navio mais famoso da história do que trazê-lo de volta à vida com luzes no porto”, afirmou.
O RMS Titanic foi um luxuoso transatlântico britânico que naufragou na madrugada de 15 de abril de 1912, durante sua viagem inaugural entre Southampton (Inglaterra) e Nova York. Considerado “inafundável”, colidiu com um iceberg no Atlântico Norte, resultando na morte de mais de 1.500 das 2.224 pessoas a bordo.
Um instrutor de voo e um aluno piloto sobreviveram a um acidente aéreo após a aeronave em que estavam perder potência e colidir contra uma árvore em um parque residencial da Filadélfia, nos Estados Unidos. O caso ocorreu nesta quarta-feira (1) e mobilizou equipes de resgate e autoridades de aviação.
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Segundo as autoridades locais, o avião modelo Piper Pilot 100i, pertencente à escola Fly Legacy Aviation, sofreu uma falha no motor enquanto retornava ao Aeroporto do Nordeste da Filadélfia, após cerca de 40 minutos de voo. Durante a tentativa de pouso de emergência, a aeronave atingiu uma árvore no Friends of Fluehr Park.
Assista:
Os dois ocupantes, o instrutor e um aluno de 43 anos, policial da Filadélfia com 17 anos de serviço, ficaram gravemente feridos. De acordo com o comissário do Corpo de Bombeiros, Jeffrey Thompson, ambos estavam conscientes no momento do resgate. Um pequeno vazamento de combustível levou ao acionamento de uma equipe especializada em materiais perigosos.
“Tivemos muita sorte de não ter havido incêndio. Este é um bairro residencial, então as coisas poderiam ter sido muito diferentes”, afirmou.
Comunicação com a torre indica urgência
Gravações de áudio obtidas pela NBC 10 mostram o momento em que o piloto reporta problemas ao controle de tráfego aéreo. “Estamos com alguns problemas no motor neste momento”, disse. Questionado sobre a necessidade de pouso de emergência, respondeu: “Precisamos pousar agora”.
O controlador ainda tentou orientar a aproximação à pista, mas o piloto indicou que não havia tempo suficiente. “Não vamos conseguir”, afirmou, antes de ser instruído a procurar uma área aberta para pouso.
Segundo Alex Souponetsky, gerente geral da Fly Legacy Aviation, a perda de potência ocorreu enquanto a aeronave sobrevoava o rio Delaware. O instrutor assumiu o controle e tentou planar de volta ao aeroporto. “Ele quase conseguiu”, disse.
Souponetsky destacou que a empresa opera há 11 anos sem registros anteriores de acidentes e mantém rígidos protocolos de manutenção. A aeronave envolvida havia sido fabricada em 2021 e, segundo ele, passava por inspeções regulares.
As causas da falha no motor ainda são desconhecidas. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) abriu investigação e informou que enviará um investigador ao local. A Administração Federal de Aviação (FAA) também participa da apuração, com equipes responsáveis pela documentação inicial do acidente.
Um adolescente de 13 anos morreu após ser atacado por um crocodilo ao entrar em um rio para recuperar uma bola de futebol, na província de Kutai Kartanegara, na Indonésia. O caso aconteceu na manhã desta segunda-feira (30) no rio Mahakam, enquanto o jovem brincava com amigos na margem.
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Identificado como Muhammad Abidzhar, o estudante teria avançado cerca de 12 metros na água quando foi surpreendido pelo animal. Segundo relatos de testemunhas, ele chegou a pedir socorro antes de ser arrastado para debaixo da superfície. Os colegas, em pânico, retornaram à aldeia para acionar as autoridades.
Buscas dificultadas por correnteza e presença de animais
Segundo a imprensa local, equipes de resgate, policiais e voluntários iniciaram uma operação ainda pela manhã, utilizando barcos e equipamentos de mergulho. De acordo com Meiry Sulindra, chefe do posto de bombeiros e resgate de Anggana, as condições do rio dificultaram os trabalhos.
“O principal obstáculo no campo são os animais selvagens. Há muitos crocodilos naquele local”, afirmou em coletiva de imprensa Segundo ele, o nível do rio estava elevado, com correnteza forte, além da presença frequente de grandes predadores, alguns com até três metros de comprimento.
O corpo do adolescente foi localizado por pescadores no início da noite, a cerca de 1,5 quilômetro do ponto do ataque. Conforme as autoridades, ele foi encontrado à deriva, sem estar sob ação de animais no momento da descoberta. Em seguida, foi encaminhado para uma funerária.
Exames apontaram múltiplos ferimentos, incluindo lesões na mandíbula, nas costas e na parte posterior da cabeça.
A Indonésia é considerada uma das regiões com maior incidência de ataques de crocodilos no mundo, abrigando ao menos 14 espécies. Especialistas atribuem o aumento desses casos à degradação ambiental, como a destruição de habitats e a pesca excessiva, que aproximam os animais das áreas habitadas.
No mês anterior, outro episódio semelhante foi registrado no país: um menino de 10 anos morreu após ser atacado enquanto navegava em uma canoa improvisada. Segundo relatos, ele teria colocado a mão na água antes de ser mordido. A equipe responsável chegou a localizar e matar um crocodilo apontado como o responsável pelo ataque.
Um navio de guerra dinamarquês que o almirante Horatio Nelson e a frota naval britânica afundaram na Batalha de Copenhague há mais de 200 anos foi descoberto, informou o Museu de Navios Vikings da Dinamarca nesta quinta-feira (2).
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O museu anunciou a descoberta exatamente 225 anos após a batalha, afirmando ter localizado os destroços do Dannebroge no fundo do porto de Copenhague. A identificação foi possível a partir do lastro e da madeira utilizada na embarcação.
Os responsáveis pelo museu afirmaram que a descoberta confere ainda mais relevância a um momento crucial da história dinamarquesa.
“A defesa da Batalha de Copenhague se torna uma história de heróis”, disse Morten Johansen, chefe de arqueologia marítima do museu.
Um confronto decisivo nas Guerras Napoleônicas
Na Grã-Bretanha, a batalha é lembrada como uma das grandes vitórias de Lord Nelson. Ela também entrou para os livros de história por outro motivo: acredita-se que seja a origem da expressão “fazer vista grossa”.
Em 2 de abril de 1801, uma frota naval britânica fortemente armada aproximou-se da capital dinamarquesa. Durante as Guerras Napoleônicas, a Grã-Bretanha, já em guerra com a França, via a aliança entre Dinamarca, Suécia, Prússia e Rússia como um pacto antibritânico que poderia ameaçar o abastecimento proveniente do Mar Báltico. Em resposta, navios britânicos avançaram para tentar romper a aliança.
Em desvantagem numérica e de armamento, a frota dinamarquesa alinhou-se para formar uma “fortaleza flutuante” composta por navios-bloco, sem cordame, mas carregados de canhões, nos arredores do porto de Copenhague, segundo o museu. Os dinamarqueses pouco podiam fazer além de manter a linha, com 833 canhões contra 1.270 da frota britânica. Pescadores e artesãos também se juntaram à defesa após poucas horas de treinamento, temendo pela soberania do país.
O ataque e a destruição do Dannebroge
A frota britânica iniciou o bombardeio contra a linha dinamarquesa, e Nelson concentrou seus ataques na Ponte do Danúbio como alvo principal.
O Dannebroge, com cerca de 375 tripulantes, era o centro da defesa dinamarquesa e transportava o comandante Olfert Fischer. Dois navios britânicos mantiveram fogo contínuo contra a embarcação, destruindo rapidamente o convés superior e provocando um incêndio. Outros navios da linha também foram destruídos.
Ainda assim, a linha naval dinamarquesa conseguiu infligir alguns danos à frota britânica.
A origem de “fazer vista grossa”
Durante a batalha, Nelson era o segundo em comando do almirante Sir Hyde Parker, que adotava uma postura mais cautelosa.
Temendo grandes baixas, Parker ordenou a retirada. Nelson, no entanto, ignorou o comando. Segundo a tradição, ele ergueu um telescópio até o olho cego e declarou: “Não vejo nenhum sinal”. O episódio é apontado como a origem da expressão “fazer vista grossa”.
Cerca de seis horas após o início do confronto, com a vitória britânica próxima, Nelson enviou uma mensagem ao príncipe herdeiro Frederik exigindo rendição. Ele advertiu que, caso a derrota não fosse aceita, os britânicos incendiariam os navios dinamarqueses com marinheiros a bordo. A Dinamarca se rendeu, e o Dannebroge, ainda em chamas, afundou pouco depois.
Memória, arqueologia e futuro
Nelson foi elevado à condição de lorde e permanece até hoje como um dos maiores heróis de guerra britânicos.
Embora derrotada, a defesa de Copenhague passou a ser vista pelos dinamarqueses como uma espécie de vitória simbólica, segundo Johansen. Atualmente, o local da batalha integrará Lynetteholm, uma ilha artificial em construção que se tornará uma nova área residencial e também uma resposta à elevação do nível do mar causada pelas mudanças climáticas.
Como parte do projeto, arqueólogos marítimos iniciaram escavações a cerca de 15 metros de profundidade, em uma área coberta por lama escura. “Assim que nos movíamos, uma nuvem preta surgia na água”, relatou Johansen.
No ano passado, a equipe já havia encontrado um navio de carga medieval de cerca de 600 anos, evidenciando a dimensão do comércio dinamarquês na Idade Média.
Vestígios das vítimas
A descoberta do Dannebroge também trouxe novas informações sobre as vidas perdidas na batalha. Arqueólogos encontraram fragmentos ósseos que puderam ser relacionados a descendentes atuais, além de objetos como “sapatos gastos dos artilheiros”, em número maior que botas atribuídas a oficiais.
“Isso indica que houve muito mais baixas entre os soldados rasos, os marinheiros comuns”, disse Johansen.
Segundo ele, retirar o navio do fundo do mar é impossível. Cerca de 50 anos após a batalha, autoridades portuárias desmontaram a embarcação para evitar que obstruísse o porto, já em tempos de paz.
A prefeitura de Paris suspendeu, desde o início do ano, 78 monitores escolares, sendo 31 por suspeitas de abusos sexuais. A informação foi anunciada pelo prefeito Emmanuel Grégoire, em meio à pressão para conter casos que ganharam destaque durante a campanha das eleições municipais.
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Ao apresentar um plano de ação à imprensa, o prefeito afirmou ser “preciso revisar tudo desde o início com um objetivo: tolerância zero”. A diretriz prevê uma reavaliação completa dos procedimentos adotados pela rede municipal.
O plano tem como objetivo prevenir agressões sexuais durante atividades extracurriculares nas escolas, após denúncias de que monitores mal selecionados teriam abusado de alunos. Em declarações ao jornal Le Monde, Grégoire informou a destinação de 20 milhões de euros, com possibilidade de acrescentar mais 10 milhões.
Entre as medidas previstas estão a revisão dos critérios de seleção, o reforço na formação dos profissionais, a criação de canais mais claros para denúncias e maior transparência com os pais.
Na capital francesa, os monitores são contratados e formados pela prefeitura e atuam no cuidado das crianças fora da sala de aula, especialmente no turno da tarde e no período antes da saída dos alunos.
Histórico expõe falhas e pressiona gestão
O histórico recente reforça a preocupação das autoridades. No ano anterior, 30 monitores foram suspensos, sendo 16 por suspeitas de agressões sexuais. Desde janeiro, outras 9 pessoas foram afastadas, todas de um mesmo centro, por suspeitas de violência física e sexual.
Pais de alunos afirmaram que a direção desse centro não os informou sobre as suspeitas.
O prefeito avaliou que os casos indicam um problema estrutural.
— Se houve um erro coletivo, foi tratar esses casos como incidentes isolados quando, na realidade, refletem um risco sistêmico, e talvez até um código de silêncio sistêmico — diz.
Segundo ele, crianças da educação infantil eram especialmente vulneráveis, e a maioria dos suspeitos é composta por homens.
Grégoire se comprometeu a divulgar trimestralmente estatísticas dos casos e o número de monitores suspensos.
Ele foi eleito prefeito no mês anterior, após deixar a prefeitura em 2024 para assumir como deputado. Durante a campanha, adversários atribuíram à ex-prefeita Anne Hidalgo a responsabilidade pelos casos.
O atual prefeito prometeu enfrentar o problema e declarou que ele próprio foi vítima quando era criança.
Uma jovem desaparecida há mais de três décadas foi encontrada viva nos Estados Unidos, encerrando um caso que mobilizou autoridades e voluntários desde os anos 1990. Christina Marie Plante, hoje com 44 anos, foi localizada e identificada nesta semana, segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Gila, no Arizona.
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Ela havia sido vista pela última vez aos 13 anos, em 15 de maio de 1994, ao sair de casa, em Star Valley, em direção ao estábulo onde mantinha seu cavalo. De acordo com as autoridades, a adolescente “desapareceu sem deixar rastro” e nunca mais foi vista, o que levou o caso a ser classificado como ocorrido em “circunstâncias suspeitas e de risco”.
Na época, buscas extensas foram realizadas com a participação de policiais, voluntários e equipes regionais, mas não houve pistas concretas. Cartazes com a descrição da jovem — que vestia camiseta branca, shorts multicoloridos e tênis pretos — foram distribuídos amplamente, inclusive fora do estado. O caso foi incluído em bancos de dados nacionais de crianças desaparecidas e permaneceu aberto ao longo dos anos.
Reabertura e avanço nas investigações
Décadas depois, o caso passou a ser analisado pela Unidade de Casos Arquivados do gabinete do xerife, criada com o objetivo de revisar investigações não resolvidas. Segundo as autoridades, o uso de novas tecnologias e técnicas investigativas permitiu um “avanço” decisivo.
Antes da localização de Christina, a unidade havia feito um novo apelo público por informações, atualizando dados sobre sua possível aparência e idade. A estratégia contribuiu para que os investigadores chegassem ao paradeiro da mulher.
A identidade de Christina foi confirmada, e o caso foi oficialmente encerrado. O gabinete do xerife informou, no entanto, que não divulgará detalhes adicionais “por respeito à privacidade e ao bem-estar” da mulher.
Em comunicado, a corporação reiterou o compromisso de seguir investigando outros casos arquivados e incentivou a população a colaborar com informações que possam ajudar a esclarecer desaparecimentos ainda sem solução.
Um homem de 20 anos armado com facas feriu ao menos 12 pessoas ao detonar artefatos pirotécnicos dentro de um trem de alta velocidade na Alemanha, antes de ser contido por passageiros e detido, informou a polícia nesta sexta-feira.
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O ataque ocorreu na noite de quinta-feira em um vagão que fazia o trajeto entre Aachen e Frankfurt, no oeste do país. Os cerca de 180 passageiros precisaram ser evacuados.
Segundo a polícia, o suspeito detonou os artefatos antes de ser confrontado pelos próprios passageiros, que conseguiram imobilizá-lo e o trancaram em um banheiro do trem até a chegada das autoridades.
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Durante a revista, os agentes encontraram com o homem uma máscara, duas facas e dois sinalizadores de venda livre.
As autoridades investigam a motivação do ataque. Os feridos tiveram lesões leves e foram atendidos pelos bombeiros.
Suspeito teria dito que queria ‘matar’
De acordo com o jornal Bild, o homem afirmou durante o ataque que pretendia matar pessoas.
Testemunhas ouvidas pela rádio pública Deutschlandfunk relataram que os artefatos detonados continham esferas de plástico.
Os quatro astronautas do programa Artemis II acionaram nesta quinta-feira o motor da nave Orion e deixaram a órbita terrestre, onde permaneceram por quase um dia, para seguir em direção à Lua, em um feito que a NASA não realizava há mais de meio século.
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“A humanidade demonstrou mais uma vez do que é capaz”, disse o astronauta canadense Jeremy Hansen, que integra a missão ao lado de três americanos, após a realização de uma das manobras mais importantes, por volta das 23h49 GMT.
Durante quase seis minutos, a nave gerou o impulso necessário para escapar da gravidade terrestre e agora se afasta do planeta rumo ao satélite natural.
Hansen descreveu “uma vista impressionante” a partir das janelas da cápsula. “Nada te prepara para a emoção que te invade”, afirmou a astronauta Christina Koch.
Em transmissão ao vivo, ela relatou ter visto uma Terra “iluminada como se fosse de dia e banhada pelo brilho da Lua”.
Com a manobra, a Artemis II se torna a primeira missão tripulada a viajar até a Lua desde o fim do programa Apollo, em 1972.
A Lua está a mais de 384 mil quilômetros da Terra — cerca de mil vezes mais distante que a Estação Espacial Internacional (ISS). A viagem deve durar entre três e quatro dias.
A missão não prevê pouso: a nave apenas orbitará o satélite, passando pela face oculta antes de iniciar o retorno, previsto para 10 de abril.
A tripulação deve bater o recorde de maior distância já percorrida por humanos no espaço.
A rota foi calculada para que a Orion seja capturada pela gravidade lunar e depois retorne à Terra sem necessidade de nova propulsão.
Isso implica uma limitação: após o impulso inicial, não há possibilidade de retorno direto.
“A partir de agora, as leis da mecânica orbital guiarão nossa tripulação até a Lua, a contornarão e a trarão de volta à Terra”, explicou a cientista da NASA Lori Glaze.
Sistema de segurança garante sobrevivência por até seis dias
Os astronautas utilizam trajes que funcionam como sistemas de suporte à vida em caso de emergência, mantendo oxigênio, temperatura e pressão por até seis dias.
Antes de deixar a órbita terrestre, a tripulação realizou uma série de testes para validar os sistemas da nave, que nunca havia transportado humanos.
Participam da missão os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen.
Problemas técnicos foram resolvidos ainda em órbita
Apesar de falhas iniciais, incluindo um problema no banheiro, os sistemas foram ajustados.
“Tenho orgulho de me chamar de ‘encanadora espacial'”, brincou Koch durante transmissão ao vivo.
Os astronautas também aproveitaram o momento para enviar mensagens a familiares.
Etapa-chave para retorno à Lua e futura ida a Marte
A Artemis II tem como objetivo validar sistemas para futuras missões tripuladas, incluindo o retorno de astronautas à superfície lunar previsto para 2028, antes do fim do segundo mandato do presidente Donald Trump.
A NASA pretende estabelecer uma base no polo sul da Lua e usar o programa como preparação para missões a Marte.
O projeto ocorre em meio à competição com a China, que também planeja enviar astronautas à Lua até 2030.
“Isso não tem nada de comum”, disse o comandante Reid Wiseman. “Enviar quatro pessoas a 400.000 quilômetros de distância é uma façanha hercúlea, e estamos apenas começando a compreender sua magnitude”.

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