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A guerra contra o Irã e seus próximos passos devem comprometer quase todo o estoque de mísseis de cruzeiro do país, em mais uma lacuna do arsenal da maior potência militar do planeta. Segundo a agência Bloomberg, centenas de mísseis do tipo JASSM-ER, capazes de atingir alvos a mais de mil quilômetros de distância, foram retirados de outras bases ao redor do mundo e levados ao Oriente Médio, onde foram usados à exaustão.
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Citando uma fonte militar próxima ao Pentágono, a Bloomberg afirma que o reposicionamento foi ordenado no final do mês passado, coincidindo com o primeiro ultimato do presidente Donald Trump para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz. Os armamentos foram enviados a bases do Comando Central dos EUA, responsável por ações no Oriente Médio, e à base de Fairford, no Reino Unido.
Segundo a fonte, mais de mil mísseis do tipo JASSM-ER foram empregados desde o começo da guerra — depois das movimentações, restam apenas 425 unidades para cenários que não envolvam o Irã. No começo do ano, 47 mísseis foram lançados durante a invasão à Venezuela, que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro.
Fabricados pela Lockheed Martin, os mísseis de cruzeiro da família JASSM são capazes de evitar sistemas de defesa aérea e atingir alvos a mais de mil quilômetros de distância, em sua versão de alcance expandido, e são lançados a partir de bombardeiros, como o B-52 ou o B-1, além de caças de combate. Cada um custa US$ 1,5 milhão.
O Pentágono não se pronunciou.
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Desde o dia 28 de fevereiro, os EUA afirmam ter atingido mais de 12 mil alvos dentro do Irã, empregando uma quantidade poucas vezes vistas de seus armamentos mais avançados, e em um ritmo bem mais rápido do que sua indústria é capaz de repor. No fim de março, o jornal Washington Post revelou que foram lançados mais de 850 mísseis de cruzeiro Tomahawk, e um militar citado pela reportagem disse que os estoques disponíveis no Oriente Médio estavam “perigosamente baixos”.
O elevado uso de sistemas de defesa contra os mísseis e drones iranianos — lançados em uma quantidade e frequência que surpreendeu comandantes nos EUA — reduziu os arsenais de mísseis de interceptação, como os usados no sistema Patriot. Nas últimas semanas, armamentos defensivos, como os usados no sistema THAAD, foram realocados de outras regiões, especialmente da Ásia, em direção ao Oriente Médio. Caso Trump decida intensificar sua guerra contra Teerã, com ataques mais intensos e uma potencial invasão terrestre, seus arsenais serão colocados à prova mais uma vez.
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Mais do que ter meios de lutar uma guerra cujas metas são incertas e cujo apoio popular é cada vez menor nos EUA, especialistas apontam que o uso elevado de armas no Oriente Médio pode deixar o país mais vulnerável no futuro. Em sua proposta para o Orçamento 2027, a Casa Branca defendeu a ampliação da capacidade de produção de armamentos a curto prazo.
— Temos o suficiente de tudo, incluindo mísseis Tomahawk, Patriot e THAAD, para lutar o conflito atual, ou seja, a “[Operação] Fúria Épíca” — disse ao jornal Military Times Mark Cancian consultor sênior Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). — O problema é o efeito em outros teatros de operações, como a Ucrânia e o Pacífico Ocidental, um conflito contra a China. E os estrategistas estão muito preocupados com o fato de que a redução dos estoques enfraquecerá nossa capacidade de dissuasão ou de combater um conflito nessas regiões.
(Com Bloomberg)
A viagem de centenas de passageiros que voavam de Londres, na Inglaterra, para os Estados Unidos que começou na última terça-feira (31) não saiu como o planejado. Uma série de problemas, segundo a companhia British Airways, responsável pelo voo provocaram atrasos no trajeto. Mas para os viajantes, o grande problema foi a falta de comunicação e de apoio durante o tempo que foram obrigados a passar numa província canadense onde o avião fez o pouso não programado. Um dos passageiros relatou à BBC que eles não puderam pegar suas bagagens apesar da temperatura no local marcar -10°C.
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Jon Shipman, de Crosby, Liverpool, era um dos que estavam no voo com a família, como contou à BBC Radio Merseyside. Ele e as centenas de pessoas que estavam a bordo se surpreenderam com o pouso emergencial que teve que ser feito St. John’s, em Newfoundland, Canadá. Isto aconteceu devido a uma “emergência médica”, o que não foi fornecido detalhes. Passageiros e tripulantes ficaram na aeronae por cerca de três horas, até que um novo comunicado informava sobre um problema técnico no avião.
— Depois nos disseram que o avião havia apresentado um problema técnico, e em seguida disseram que o avião não podia ser consertado e que tínhamos que ser retirados de lá e acomodados em hotéis locais — contou Jon Shipman à BBC, que estava a caminho do Texas para visitar amigos durante as férias.
Segundo ele, apesar da temperatura abaixo de zero, os viajantes não tiveram acessas às bagagens, e foram encaminhados diretamente para controle de imigração do aeroporto. Após horas de espera, foram acomodados em um hotel, com a promessa de que o voo partiria na noite seguinte.
No entanto, no momento do embarque, foram informados de que seria feito o retorno a Londres, sem concluir a viagem programada.
— Ninguém foi particularmente agressivo, mas todos estavam frustrados. Havia pessoas com famílias e crianças pequenas que estavam esperando e dormindo no chão. A atitude da BA não foi nada boa — disse o passageiro à reportagem.
Antes de levantar voo, um novo revés. A companhia informou que a viagem fora cancelada novamente, e que parmaneceria na região insular canadense. Apenas no dia seguinte o voo foi retomado com destino a Houston, nos Estados Unidos.
À BBC, a British Airways (BA) disse estar “muito arrependida” pela experiência e que “entrou em contato para oferecer uma medida para corrigir a situação”. Mais tarde, a companhia ofereceu a cada passageiro um voucher eletrônico de 500 libras.
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Autoridades iranianas passaram a permitir a travessia de navios com “bens essenciais e ajuda humanitária” pelo Estreito de Ormuz, fechado desde o mês passado pelo Irã, como resposta à guerra lançada por EUA e Israel. Segundo a agência Tasnim, a liberação é válida apenas para embarcações que se destinem a portos iranianos ou localizados no Mar de Omã, na entrada do Golfo Pérsico. A decisão se soma a outras autorizações pontuais de tráfego na área, em meio à crescente pressão internacional sobre Teerã.
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A reportagem da Tasnim cita uma carta, datada do dia 1º de abril, na qual o vice-ministro de Agricultura, Hooman Fathi, pede à Organização Marítima e de Portos do Irã libere a passagem às embarcações que transportem bens essenciais, cargas vivas e ajuda humanitária a terminais no país — ele cita portos no Mar (ou Golfo) de Omã, o que poderia beneficiar o Sultanato de Omã e os Emirados Árabes Unidos.
A administração portuária do país, o Ministério da Agricultura ou o governo iraniano não se pronunciaram.
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Editoria de Arte/O Globo
No final de março, Teerã havia prometido à ONU “facilitar” a passagem de navios com cargas humanitárias e agrícolas por Ormuz. O embaixador iraniano junto às Nações Unidas em Genebra, Ali Bahreini, disse na ocasião que “a medida reflete o compromisso contínuo do Irã em apoiar os esforços humanitários e garantir que a ajuda essencial chegue a quem precisa sem demora”.
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O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes passagens navais do planeta, por onde trafegam cerca de 20% das exportações de petróleo e gás, e cujo fechamento se mostrou a mais poderosa ferramenta de guerra do Irã no atual conflito. O local é vigiado por barcos de ação rápida, e relatos de agências de inteligência apontam que há minas navais instaladas na área, além de lanchas carregadas com explosivos prontas para serem lançadas. Na margem iraniana, mísseis e drones são outro fator de elevado risco. Cerca de 20 navios foram danificados ou afundados desde o fim de fevereiro.
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O tráfego caiu quase 95% em comparação com o período anterior à guerra, e permissões são dadas a um número restrito de países, como China, Paquistão e Índia. Ao mesmo tempo, o governo quer cobrar um pedágio para quem quiser passar. Segundo um texto que está prestes a se tornar lei, os petroleiros terão que pagar US$ 1 por cada barril transportado, um valor que pode chegar a US$ 2 milhões, e o desembolso poderá ser feito em criptomoedas ou nas moedas iraniana ou chinesa. Neste cenário, empresas seguradoras se recusam a fazer apólices para travessias em Ormuz, e marinheiros recusam trabalhos na região. Quase duas mil embarcações estão hoje na área sem saber quando partirão.
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Neste sábado, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou que os navios do Iraque terão passagem livre por Ormuz. Desde o fechamento do estreito, o governo iraquiano negociava com os iranianos algum tipo de permissão, ao mesmo tempo em que estudava rotas alternativas para escoar sua produção de petróleo.
— O Irã obviamente quer manter o Iraque de certa forma em seu campo, ou pelo menos não do outro lado, alinhado com os EUA e os estados do Golfo — disse à rede al-Jazeera Kenneth Katzman, pesquisador do Centro Soufan. — E o Iraque tem, na verdade, poucas alternativas para exportar petróleo do sul.
O país árabe, que mantém boas relações com Teerã, teme os efeitos econômicos da guerra e quer evitar ser arrastado para o conflito — bombardeios em seu território são recorrentes e, na semana passada, Bagdá acusou os EUA de matarem sete soldados em uma clínica militar no oeste do país. O Pentágono negou a responsabilidade, mas a aeronave usada na ação, um A-10 Thunderbolt II, só é operada pelos americanos.
O secretário de Estado do governo dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nas suas redes sociais a prisão de duas sobrinhas do general iraniano Qasem Soleimani. O militar foi morto por um ataque americano em Bagdá, no Iraque, em 2020, e era considerado peça chave da Guarda Revolucionária do Irã. No fim de 2023, o regime iraniano chegou a condenar o governo americano a pagar US$ 50 bilhões por perdas e danos pela morte do chefe militar. Segundo Rubio, Hamideh Soleimani Afshar e sua filha tinham uma vida de luxo nos Estados Unidos e possuíam green card.
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Ainda de acordo com o secretário, o visto das duas mulheres foram revogados e, no momento, elas estão sob custódia do ICE, o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, aguardando para serem deportadas.
“Ela também é uma defensora declarada do regime iraniano, que comemorou ataques contra americanos e se referiu ao nosso país como o ‘Grande Satã’. O governo Trump não permitirá que nosso país se torne um lar para estrangeiros que apoiam regimes terroristas anti-americanos”, escreveu Rubio.
Os iranianos revolucionários que se dizem contrários ao imperialismo americano comumente chamam o país de “Grande Satã”, como citado pelo secretário, enquanto Israel, principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio, é chamado de “Pequeno Satã”.
Na guerra travada entre os três países na região, Israel e Estados Unidos já mataram dezenas de líderes e figuras importantes do regime iraniano, entre eles o então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e Ali Larijani, figura central com atuação no Conselho Supremo de Segurança Nacional e no Parlamento.
Quem era Soleimani
Qasem Soleimani, morto aos 62 anos, foi um dos homens mais poderosos do país persa. Ele liderou as operações militares iranianas no Oriente Médio como comandante da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã. Ele morreu enquanto sua comitiva deixava o aeroporto de Bagdá, junto a integrantes de uma milícia iraquiana.
Na ocasião, o ataque ocorreu poucos dias após manifestantes invadirem a embaixada dos EUA em Bagdá. De acordo com o Pentágono, Soleimani teria aprovado os ataques. Naquela época, os manifestantes protestavam contra um bombardeio direcionado às bases do grupo Kataib Hezbollah no Iraque e na Síria, em que 25 pessoas morreram.
Os Estados Unidos afirmaram, por sua vez, que a ofensiva foi uma resposta a um ataque de míssil contra uma base militar no Iraque que matou um civil americano. Com a morte de Soleimani, as tensões entre Washington e Teerã aumentaram, e o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que “uma vingança severa” aguardava os “criminosos” responsáveis.
O major-general Qasem Soleimani era visto como a segunda pessoa mais poderosa do Irã, depois do aiatolá Khamenei. De acordo com a correspondente da BBC Lyse Doucet, ele era visto como o mentor dos planos mais ambiciosos do país no Oriente Médio, e como o verdadeiro ministro das Relações Exteriores do país em questões de guerra e paz.
Desde 1998, Soleimani liderava a Força Quds, que administra operações clandestinas no exterior. A influência da organização foi observada nos conflitos na Síria, onde aconselhou as forças leais ao presidente Bashar al-Assad, armou milhares de milicianos xiitas muçulmanos e lutou ao lado deles. No Iraque, também apoiou um grupo xiita paramilitar que ajudou a combater o Estado Islâmico.
Esses conflitos transformaram general Soleimani em uma espécie de celebridade no Irã. Segundo Doucet, ele foi considerado o “principal arquiteto da guerra do presidente Bashar al-Assad na Síria, do conflito no Iraque, da luta contra o Estado Islâmico e de muitas outras batalhas”.
O enfermeiro Eduardo Bentancourt, de 44 anos, foi encontrado morto na tarde desta sexta-feira em seu apartamento no bairro de Palermo, em Buenos Aires, capital da Argentina. No local, a polícia encontrou ampolas de medicamentos como fentanil, propofol e midazolam, além de seringas, agulhas e luvas de látex.
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Bentancourt, natural de Gualeguaychú, em Entre Ríos, morava na rua Fray Justo Santa María de Oro, na altura do número 2400. Ele havia se formado em enfermagem no Instituto de Ensino Superior María Inés Elizalde e atuava na área.
O corpo foi localizado pela irmã, que não conseguia contato com ele desde 30 de março. Ao entrar no imóvel, ela encontrou o irmão sentado em uma cadeira da sala de jantar, já sem sinais vitais.
A polícia foi acionada após uma ligação para o 911 informando que o homem não respondia. Dentro do apartamento, foram encontradas quatro ampolas abertas de medicamentos, além de uma seringa e uma agulha. Também havia três telefones celulares no local.
Investigação sobre desvio de anestésicos
A morte ocorre poucos dias após a revelação de um esquema que envolve profissionais de saúde suspeitos de desviar anestésicos como propofol e fentanil para uso em festas privadas.
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Reprodução
Um caso semelhante é investigado desde fevereiro, quando o anestesiologista Alejandro Zalazar foi encontrado morto em seu apartamento, também em Palermo. Ele trabalhava no Hospital Geral de Crianças Ricardo Gutiérrez e, após sua morte, surgiram informações de que teria participado de festas clandestinas nas quais eram consumidos sedativos potentes.
As investigações também envolvem o desaparecimento de anestésicos no Hospital Italiano, que registrou falta desses medicamentos e abriu um processo para apurar possível acesso irregular e desvio.
Essas substâncias não são comercializadas em farmácias e têm uso restrito a ambientes médicos, sob controle rigoroso.
Justiça apura conexão entre casos e origem dos fármacos
Entre os investigados estão Hernán Boveri e Delfina Lanusse, apontados como organizadores de eventos conhecidos como “Propo fest”, onde os anestésicos seriam utilizados fora de contexto hospitalar.
A Justiça analisa a possível relação entre os casos e tenta rastrear a origem dos medicamentos, incluindo se os insumos encontrados pertenciam a unidades de saúde. No caso do anestesiologista, foi confirmado que os fármacos vieram do Hospital Italiano.
O influenciador brasileiro Junior Pena, que havia sido preso no início de fevereiro, nos Estados Unidos, foi solto, depois do terceiro pedido feito à justiça americana. Ele foi detido pelo ICE, a polícia de imigração que vem crescendo sob a administração do presidente Donald Trump e já é alvo de protestos pelo país.
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Nas redes sociais, ele contou que um agente penitenciário entrou em sua cela, na última sexta-feira (3), disse que ele estava livre e poderia reunir seus pertences, depois de lhe dar um abraço.
“Recebi dois nãos do juiz, mas um sim de Deus. Hoje estava lá dentro da minha cela, sentado e pensando na vida, quando o oficial entrou, perguntou quem era Junior Pena, e respondeu ‘freedom’, que significa liberdade. Perguntei se estava brincando comigo. Ele disse: ‘Freedom, Junior. Você está livre'”, contou ele, no vídeo que postou nas redes.
Junior ainda prometeu publicar outros vídeos sobre o período que ficou preso, que ele disse que “daria um livro”, depois de descansar. Ele também contou que um colega de cela venezuelano havia dito que sonhara com ele sendo solto na noite anterior de sua liberação.
O influenciador posta conteúdo sobre imigração para brasileiros na sua página, que descreve como “Realidade dos EUA – A página do imigrante”, seguida por duas bandeiras, do Brasil e dos Estados Unidos.
Apesar do discurso alinhado à política migratória de Trump, ele vive há mais de 15 anos ilegalmente nos Estados Unidos. Em entrevista ao g1, em 2024, ele chegou a dizer que “encarou a morte” durante a travessia e teve ajuda de 20 coiotes, pessoas que cobram para ajudar a atravessar a fronteira entre México e Estados Unidos ilegalmente.
No Instagram, ele conta com mais de 500 mil seguidores e já disse que “apenas pessoas desonestas eram presas pelas autoridades americanas”. Natural de Belo Horizonte, ele teria sido preso depois de não aparecer em uma audiência que trataria do processo de legalização de sua permanência no país.
Um vídeo que circula nas redes sociais, neste final de semana, registra o momento em que um caminhão betoneira atravessa a barreira de um viaduto e despenca na rodovia abaixo, na Tailândia. O acidente deixou o motorista, de 61 anos, em estado crítico.
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As imagens mostram o veículo fazendo uma curva no viaduto, na rodovia Bangna-Trat, a leste de Bangkok, quando aparentemente não consegue completar a manobra. Na sequência, o caminhão rompe a proteção lateral, que se despedaça com o impacto, e cai da ponte.
Assista:
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Ao atingir o solo, a betoneira capota e levanta uma grande nuvem de poeira. Os destroços revelam a estrutura do veículo completamente retorcida após a queda.
Equipes de resgate foram acionadas imediatamente. Segundo o jornal Bangkok Post, policiais e paramédicos prestaram os primeiros socorros no local antes de encaminhar o motorista ao hospital Bang Bo, onde ele permanece internado em estado crítico.
Durante a queda, partes do caminhão atingiram um Toyota Yaris vermelho que passava pela via inferior. O carro teve a parte dianteira danificada, mas o motorista sofreu apenas ferimentos leves. À polícia, ele afirmou ter visto algo cair antes de o caminhão despencar à sua frente.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/Redes sociais/X
Casos semelhantes
O episódio ocorre semanas após um acidente semelhante na Rússia, em fevereiro, quando um carro de luxo atravessou a barreira de um viaduto próximo a Moscou. Na ocasião, o veículo caiu sobre outro automóvel, e duas pessoas morreram. Os ocupantes do carro atingido sobreviveram sem ferimentos graves.
Outro caso registrado no país, em novembro, também chamou atenção ao espalhar dinheiro pela pista após um acidente fatal em uma rodovia internacional.
Milhares de nicaraguenses participaram, na sexta-feira, das celebrações da Semana Santa restritas aos átrios e ao interior das igrejas, devido à proibição do governo de procissões nas ruas. A medida foi criticada pelos Estados Unidos como uma violação da liberdade religiosa.
Os copresidentes Daniel Ortega e Rosario Murillo, que governam o país, não autorizam manifestações públicas, inclusive religiosas, há quatro anos.
Fiéis que acompanharam celebrações em Manágua relataram à AFP que a via-crúcis foi realizada nos jardins e em uma praça cercada pelos muros da catedral, sob vigilância policial.
Após a cerimônia, o cardeal Leopoldo Brenes afirmou que mais de 25 mil pessoas participaram do ato, segundo declarações a veículos oficiais.
EUA criticam restrições e governo reage
Na terça-feira, o vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, afirmou no X que “a ditadura Ortega-Murillo nega ao povo da Nicarágua o direito a professar sua fé”.
Em resposta, o governo nicaraguense declarou, em comunicado, rejeitar “categoricamente as acusações perversas” e “falsas” de Washington.
Na sexta-feira, Rosario Murillo afirmou que a mobilização de fiéis nas igrejas contradiz críticas externas e atacou religiosos, dizendo que alguns “se dizem pastores”, mas de “suas almas ou de sua boca” saem “sapos e cobras”.
Igreja denuncia repressão e restrições crescentes
A advogada e especialista em assuntos eclesiásticos Martha Patricia Molina, exilada nos Estados Unidos, estimou que mais de 400 paróquias estão sob restrições, além de centenas de capelas.
O governo acusa a Igreja Católica de ter apoiado os protestos de 2018, que classificou como tentativa de golpe com apoio dos Estados Unidos.
A repressão às manifestações deixou mais de 300 mortos, segundo a ONU, e provocou o exílio de centenas de milhares de nicaraguenses, incluindo políticos, estudantes e jornalistas, muitos dos quais tiveram nacionalidade e bens retirados.
Nos últimos oito anos, o governo expulsou centenas de sacerdotes católicos. Entre eles está o presidente da Conferência Episcopal, Carlos Herrera, expulso em 2024.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que o Irã tem 48 horas para chegar a um acordo sobre a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz ou enfrentará o que chamou de “inferno”.
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“Lembrem-se de quando dei ao Irã dez dias para FECHAR UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ”, escreveu Trump na rede Truth Social, em referência ao ultimato feito em 26 de março.
“O tempo está se esgotando: 48 horas antes que todo o inferno se desate sobre eles”, disse o presidente, acrescentando “Glória a Deus!”.
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Na semana passada, Trump anunciou o adiamento para 6 de abril da ameaça de destruir a infraestrutura elétrica do Irã, afirmando que a decisão atendia a um pedido de Teerã e que as negociações estavam “indo muito bem”. O movimento ocorreu em meio à pressão sobre a Casa Branca, diante da alta dos preços do petróleo e da desaprovação da população americana em relação à guerra.
“De acordo com o pedido do governo iraniano (…) esta declaração serve para anunciar que suspendo por 10 dias o período de destruição de usinas de energia, até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h”, disse Trump.
“As conversas continuam e, apesar das declarações equivocadas da mídia de notícias falsas, estão indo muito bem”, acrescentou.
Apesar do discurso otimista, os dias seguintes foram marcados por uma escalada nas tensões. Em pronunciamento no início da semana, Trump afirmou que os EUA estão “muito perto” de atingir seus objetivos no conflito e voltou a ameaçar bombardear o Irã, dizendo que os ataques poderiam se intensificar nas semanas seguintes.
Teerã reagiu com promessas de retaliação. Em comunicado divulgado pela televisão estatal, o comando militar iraniano afirmou que a guerra continuaria até a “rendição” dos adversários e prometeu ações “devastadoras, amplas e destrutivas”. Autoridades da República Islâmica também contestaram as declarações americanas de que sua capacidade militar teria sido enfraquecida.
Neste contexto, o novo prazo de 48 horas anunciado por Trump marca uma mudança de tom após sucessivos adiamentos do ultimato inicial sobre o Estreito de Ormuz. Inicialmente, o presidente havia dado um prazo para que o Irã reabrisse a rota estratégica, sob a ameaça de ataques à infraestrutura energética do país, prazo que foi posteriormente estendido em meio a negociações indiretas.
Apesar das tentativas de diálogo, mediadas por países do Oriente Médio, autoridades iranianas mantêm ceticismo em relação às intenções americanas. O Ministério das Relações Exteriores do país afirma que as declarações de Trump fazem parte de uma estratégia para conter a alta dos preços de energia e ganhar tempo para possíveis ações militares.
Mesmo com as negociações, EUA e Israel mantêm operações contra alvos iranianos. Autoridades americanas indicam que opções mais agressivas seguem em análise, incluindo ações contra a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do país.
(Com AFP)
O astronauta canadense Jeremy Hansen, integrante da missão Artemis II, descreveu a sensação de “cair do céu” enquanto a nave Orion seguia em direção à Lua, a mais de 241 mil quilômetros da Terra. O relato foi feito durante uma videochamada neste sábado, quando a tripulação já havia ultrapassado o ponto médio entre os dois corpos celestes.
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Hansen participa do primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de 50 anos, ao lado de Victor Glover, Christina Koch e Reid Wiseman. Segundo ele, a percepção da distância mudou rapidamente ao longo da viagem.
— Enquanto tirávamos um pequeno cochilo e acordávamos, a Terra já estava tão longe — descreve.
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A sensação mais marcante ocorreu após a manobra conhecida como injeção translunar, que coloca a nave em trajetória rumo à Lua.
— Tive a sensação de que estávamos caindo do céu em direção à Terra, e disse ao Reid: ‘Parece que vamos nos chocar contra ela’ — afirma.
Ele acrescentou:
— É incrível. Na verdade, a evitamos (…). Estava tão perto (…). Foi realmente fenomenal — descreve.
Missão marca retorno à órbita lunar após décadas
Aos 50 anos, Hansen ingressou na Agência Espacial Canadense em 2009, após carreira como piloto de caça. Esta é sua primeira viagem espacial, e ele se tornará o primeiro não americano a voar ao redor da Lua.
A próxima etapa da missão está prevista para o quinto dia de viagem, quando a nave deve entrar na esfera de influência lunar, momento em que a gravidade da Lua passa a predominar sobre a da Terra, segundo a NASA.
Hansen afirmou que espera observar o lado oculto da Lua e presenciar “um eclipse do Sol atrás da Lua”.
Durante a conversa, ele também deixou uma mensagem às novas gerações, destacando a importância do trabalho coletivo.
Incentivou a “seguir suas paixões, mas também a compartilhá-las com os outros” e afirmou: “Para alcançar grandes coisas como o que estamos fazendo nesta cápsula, viajar até a Lua, voar ao redor da Lua, é preciso ter uma grande equipe por trás. E isso vale para todos nós em nossas vidas”.
Quando os astronautas chegam à Lua?
Após um lançamento considerado perfeito na noite de quarta-feira, a Orion iniciou sua trajetória com uma etapa inicial em órbita terrestre alta, a cerca de 70,3 mil quilômetros da superfície. Durante aproximadamente 24 horas, a tripulação realizou testes essenciais, incluindo sistemas de suporte à vida, comunicações no espaço profundo e manobras de acoplamento previstas para futuras missões.
Ainda nessa fase inicial, a missão manteve margem de segurança: em caso de falha grave, seria possível retornar imediatamente à Terra. Superada essa etapa, os motores da nave foram acionados para impulsionar a cápsula para fora da órbita terrestre, dando início à viagem rumo à Lua.
A travessia até a chamada “esfera de influência lunar” — ponto em que a gravidade da Lua passa a predominar — deve levar cerca de três dias. Durante esse período, os astronautas também testam novos trajes espaciais, projetados para garantir sobrevivência por até seis dias em caso de despressurização.
A chegada às proximidades da Lua está prevista para a noite de segunda-feira, cerca de cinco dias após o lançamento. Nesse momento, a tripulação iniciará a fase de observação do satélite, incluindo regiões do lado oculto nunca vistas diretamente por humanos. Mesmo no ponto mais próximo, a Orion permanecerá a mais de 6,6 mil quilômetros da superfície lunar.
A missão segue uma trajetória chamada “retorno livre”, que utiliza a gravidade lunar para trazer a cápsula de volta à Terra sem necessidade de acionamento dos motores. O percurso em formato de “oito” garante não apenas eficiência, mas também segurança em caso de falhas no sistema de propulsão.
Se mantido o cronograma, a Artemis II deve atingir a maior distância já percorrida por seres humanos em relação à Terra, superando o recorde da missão Apollo 13, em 1970. Na ocasião, apesar de não conseguir pousar na Lua devido a problemas técnicos, a tripulação estabeleceu a marca que permanece até hoje.

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