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Novas infrações de trânsito para ciclistas passaram a valer na última semana no Japão. Agora são 113 regras diferentes que os japoneses precisam seguir, segundo o site de notícias NHK World Japan. Entre elas, estão dirigir a bicicleta apenas com uma mão, enquanto seguram um guarda-chuva ou falam ao celular, por exemplo, andar na contramão, desobedecer a placas de pare, manutenção inadequada dos freios, pedalar lado a lado e andar em dupla na mesma bicicleta, com exceção de crianças, que podem ser carregadas.
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A multa máxima é de 12 mil ienes, ou cerca de R$ 388, para quem dirigir com um smartphone na mão, por exemplo. Mas outras infrações podem render multas de 6 mil ienes, como andar na contramão. Os japoneses, no entanto, ainda reclamam de não estarem informados suficientemente sobre as mudanças no código de trânsito do país. Segundo o mesmo portal, apenas em uma rua movimentada do Tóquio que foi acompanhada pela reportagem no primeiro dia, os policiais deram 16 advertências, mas não aplicaram nenhuma multa. Os agentes também circularam na capital com panfletos informativos para a população.
No Japão, também não é permitido andar de bicicleta nas calçadas, a não ser que a sinalização indique isso. A exceção é para menores de 13 anos, maiores de 70 ou pessoas com deficiência. No entanto, qualquer ciclista que dirija na calçada deve circular em velocidade reduzida e na parte mais próxima da rua, deixando espaço para pedestres.
Em 2025, o Japão registrou 67 mil acidentes com bicicletas. Segundo a polícia, 70% delas poderiam ter sido evitadas se os ciclistas tivessem respeitado as regras de trânsito. Entre essas, 3 mil envolveram pedestres, um recorde no país.
A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o subsequente fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam 20% do petróleo e gás do mundo, fez os preços do petróleo dispararem acima de US$ 100 por barril (cerca de R$ 520) e deixou economistas em alerta. Em meio às escaladas retórica e bélica desde o ataque americano-israelense em 28 de fevereiro, porém, especialistas afirmam que uma crise paralela e menos comentada está surgindo simultaneamente: a ameaça à segurança alimentar global, causada em grande parte pela iminente escassez de fertilizantes, essenciais para a produção de alimentos. Para analistas ouvidos pelo GLOBO, os desdobramentos do conflito atual, se não forem enfrentados, serão capazes de transformar uma guerra regional em uma emergência humanitária mundial. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Usinas de energia, estações de dessalinização, poços de petróleo, estradas, pontes e outras infraestruturas são alicerces da vida civil no Irã, e sua destruição pelas forças americanas e israelenses causaria sofrimento generalizado entre os 93 milhões de habitantes do país — e, na maioria dos casos, seria considerada um crime de guerra sob o direito internacional. No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou repetidamente fazer exatamente isso, com o objetivo de enviar o Irã “de volta à Idade da Pedra, de onde eles são feitos”, como disse em um discurso na última quarta-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Ao menos 11 pessoas foram mortas em ataques aéreos de Israel no Líbano neste Domingo de Páscoa, um dos dias mais violentos desde o início do conflito entre as forças de ocupação de Benjamin Netanyahu e o grupo Hezbollah. A ofensiva israelense elevou ainda mais o número de vítimas no país, em meio à escalada dos combates na região, iniciados por Israel e Estados Unidos em 28 de fevererio com ataques ao Irã.
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O episódio mais grave ocorreu na vila de Kfarhata, no sul do Líbano, onde um bombardeio de Israel matou sete pessoas, incluindo uma criança de 4 anos, segundo o Ministério da Saúde libanês. O ataque aconteceu poucas horas após o exército das forças de ocupação emitir uma ordem de evacuação para os moradores deixarem a área libanesa.
Várias famílias permaneceram no local. Logo após o amanhecer, mísseis atingiram a cidade, causando grande destruição e ampliando o número de mortos no ataque israelense. O governo de Benjamin Netanyahu tenta expandir as fronteiras anexando terras ilegalmente do país vizinho.
Na capital Beirute, outro bombardeio israelense atingiu o bairro de Jnah, no sul da cidade, deixando quatro mortos e 39 feridos. A região fica próxima a áreas consideradas redutos do Hezbollah. A destruição ocorreu num prédio residencial. Não há provas ou indícios de que haveria integrantes do grupo no local.
Os ataques ocorreram enquanto cristãos libaneses celebravam o Domingo de Páscoa, tornando a data um dos momentos mais dramáticos do conflito recente. Ao longo do dia, explosões foram ouvidas em diversas partes de Beirute, com aviões israelenses sobrevoando a cidade em baixa altitude. À AFP, uma moradora falou sobre esta prática das forças de ocupação:
— Mesmo durante nossas festividades, os aviões rompem a barreira do som só para nos assustar — lamentou Jenny Yazbek al-Jamal.
Segundo a mídia estatal, os subúrbios do sul da capital foram alvo de pelo menos oito bombardeios israelenses. Equipes de resgate trabalharam por horas entre prédios danificados, enquanto ambulâncias circulavam pelas áreas atingidas e colunas de fumaça eram vistas em diferentes pontos da cidade.
Mais cedo, o Exército libanês informou que um de seus soldados também foi morto em um ataque de Israel no sul do país, sem divulgar detalhes sobre as circunstâncias da ação.
A escalada do conflito também atingiu áreas estratégicas na fronteira. No sábado, Israel emitiu um alerta de evacuação para a passagem de Masnaa, entre o Líbano e a Síria, alegando que o local estaria sendo usado pelo Hezbollah para atividades militares e transporte de armas. Os ataques ocorrem sem evidências da presença de integrantes do grupo libanês. Há pouco mais de um mês desde o início dos confrontos, o número de civis mortos tem aumentado.
De acordo com o Ministério da Saúde, ao menos 1.461 pessoas já foram mortas em ataques de Israel no Líbano desde o início do conflito, em março. A guerra também provocou uma crise humanitária: mais de um milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, em um dos maiores deslocamentos internos do país em décadas. Israel usa como justificativa a criação de uma zona-tampão no território libanês como pretexto para anexação de terras do país vizinho ilegalmente.
Mesmo assim, dezenas de milhares de libaneses continuam no sul, incluindo cerca de 9 mil cristãos em cidades próximas à fronteira, que afirmam não ter intenção de abandonar suas casas apesar dos ataques israelenses.
(Com La Nacion, AFP, Reuters e ANSA)
Cristãos libaneses comemoraram este Domingo de Páscoa (5) com orações dedicadas ao sul do país, onde várias aldeias permanecem presas em meio aos combates entre Israel e o movimento Hezbollah. As comemorações deste ano foram dedicadas às “pessoas do sul”, afirmou Jenny Yazbek al-Jamal, ao sair da missa em uma igreja situada em Jdeideh, um subúrbio do norte de Beirute.
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Com familiares morando nesta região, esta mulher de 55 anos disse se sentir como “um deles”.
Não são só aldeias cristãs as que sofrem nesta guerra, acrescentou al-Jamal, que rege o coro paroquial.
— Também as aldeias muçulmanas… Estamos com todas as pessoas do sul que foram obrigadas a fugir de suas casas — emendou.
Ao redor do altar da igreja superlotada foram fixados cartazes com os nomes de várias aldeias cristãs do sul do Líbano que ficaram isoladas do restante do país ou estão sob fogo.
Socorristas em atendimento após um ataque de Israel atingir um apartamento em prédio residencial na cidade de Ain Saadeh, a leste de Beirute, em 5 de abril de 2026
Ibrahim Amro / AFP
Os membros do coro tiveram que erguer a voz acima do barulho dos caças israelenses que sobrevoavam Beirute à baixa altitude e bombardearam os subúrbios da cidade.
— Mesmo durante nossas festividades, os aviões rompem a barreira do som só para nos assustar — lamentou al-Jamal.
— Isto tem que parar — declarou Marina Awad, outra fiel de 55 anos, presente ao lado de seu marido.
As aldeias fronteiriças atravessam uma grave crise, acrescentou Dori Ghrayeb, de 65 anos.
— Não há comida, nem água, nem pão, nem remédios, nem atendimento médico — afirmou.
O Patriarcado Maronita expressou, neste domingo, sua “profunda decepção” pelo cancelamento por “razões de segurança”, de um comboio humanitário organizado junto ao enviado do Vaticano ao Líbano, que planejava visitar a aldeia fronteiriça de Debl.
Várias aldeias cristãs próximas da fronteira — entre elas Ain Ebel, Rmeich e Debl — ficaram presas nos combates entre as forças israelenses e o grupo pró-iraniano Hezbollah.
Os moradores se negaram a atender aos apelos de Israel para deixar a região, insistem que esta não é sua guerra e dizem se sentir abandonados depois que as tropas libanesas se retiraram de vários pontos fronteiriços.
O comboio, organizado junto com a Força Interina Provisória das Nações Unidas no Líbano (Unifil) e duas organizações beneficentes cristãs, tinha como objetivo entregar 40 toneladas de medicamentos e suprimentos básicos aos moradores que se encontram “isolados do restante do país”, informou o Patriarcado.
Em corrida contra o tempo, o oficial da Força Aérea americana cujo caça foi abatido no Irã na última sexta-feira esperou 40 horas para ser resgatado pelas forças de Operações Especiais dos Estados Unidos. Durante o longo período de espera, o militar, que estava ferido, escalou mais de 2 mil metros e se escondeu na fenda de uma montanha após se ejetar do F-15E, aeronave atingida pelas forças iranianas. O resgate do tripulante, um oficial de sistemas de armas, foi anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em sua plataforma Truth Social, neste domingo. Os detalhes da missão arriscada foram revelados por fontes militares a veículos de imprensa como o New York Times. Segundo Trump, não houve baixas americanas durante a operação e o oficial foi resgatado com “ferimentos, mas ficará bem”.
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No final de sábado, comandos da Equipe 6 dos SEALs, a unidade de elite da Marinha americana, resgataram o oficial de sistemas de armas em uma operação que envolveu centenas de soldados de operações especiais e outros militares atuando em território inimigo, de acordo com autoridades dos EUA.
Dois dos aviões destinados a transportar o coronel para um local seguro ficaram presos em um aeroporto abandonado na província de Isfahan, no sul do Irã, que as Forças Armadas americanas usaram como base para a operação de resgate, e tiveram que ser destruídos para evitar que caíssem em mãos iranianas. As forças americanas, então, utilizaram outros três aviões para levar o oficial para fora do território iraniano.
Como funcionou a operação de resgate?
Na última sexta-feira, após ejetar-se do F-15E, o oficial escondeu-se numa fenda em uma região montanhosa do território do Irã. Ele conseguiu escapar das forças iranianas por mais de 24 horas, chegando a escalar uma crista de 2.100 metros mesmo com ferimentos na perna, segundo uma autoridade militar dos EUA. Inicialmente, ainda de acordo com a fonte, os Estados Unidos desconheciam sua localização, mas a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) encontrou seu esconderijo. Especialistas comentaram à imprensa que o coronel americano se baseou num treinamento específico para este tipo de cenário, chamado de “Sobrevivência, Evasão, Resistência e Fuga” (SERE).
Aeronaves americanas lançaram bombas e abriram fogo contra comboios iranianos para mantê-los afastados do local onde o aviador estava escondido. Comandos americanos também dispararam suas armas para manter as forças iranianas longe do local do resgate enquanto estas convergiam para o aviador, mas não entraram em confronto armado com os iranianos.
“Este bravo guerreiro estava atrás das linhas inimigas nas traiçoeiras montanhas do Irã, sendo caçado por nossos inimigos, que se aproximavam cada vez mais a cada hora”, disse Trump no Truth Social.
Em entrevista ao jornal britânico The Sun, o ex-piloto de helicóptero de ataque da Força Aérea Real Britânica e especialista em segurança, Mikey Kay, ressaltou que as 40 horas de busca pelo militar dos EUA foram “uma corrida contra o tempo e literalmente cada segundo contava”. “Com o passar do tempo, a probabilidade de sucesso diminui exponencialmente”, acrescentou Kay.
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O Irã atingiu o jato na última sexta-feira, no sudoeste do país, tornando-se o primeiro caso conhecido de uma aeronave de combate americana abatida em território hostil desde o início da guerra, há mais de um mês. Foi um revés de grande repercussão para o governo Trump, que repetidamente buscou demonstrar a supremacia aérea americana no conflito.
Os dois tripulantes do avião, um F-15E Strike Eagle, conseguiram ejetar-se, segundo as autoridades militares americanas. O piloto foi resgatado horas depois, e as autoridades iniciaram uma busca urgente pelo outro tripulante.
As autoridades iranianas chegaram a prometer uma recompensa pela captura do oficial americano. A televisão estatal iraniana, por exemplo, convocou moradores a capturar o “piloto inimigo” vivo e entregá-lo ao Exército ou à polícia local, oferecendo uma recompensa de US$ 60 mil (cerca de R$ 310 mil). Imagens mostraram um grupo de homens agitando bandeiras iranianas e vasculhando o terreno acidentado em busca do americano abatido.
Entre as dezenas de aeronaves mobilizadas para a missão de resgate, estavam dois AC-130, helicópteros de ataque MH-6 “Minibird”, A-10 Warthogs projetados especificamente para apoio aéreo aproximado e um MQ-4 Reaper sobrevoando a área.
Uma série de equipes das Forças Especiais em helicópteros HH-60W Jolly Green II voou para o local do alvo confirmado, incluindo comandos do SEAL Team 6 da Marinha, a lendária unidade que matou Osama Bin Laden em 2011.
“Eles têm veículos com radar, cães, drones, sistemas de mísseis terra-ar e tropas que provavelmente estarão carregando sistemas portáteis de defesa aérea (MANPADS). As forças iranianas chegaram a cerca de três quilômetros do oficial americano. É possível percorrer três quilômetros em 60 segundos de helicóptero”, explicou Kay.
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As forças iranianas apertavam o cerco enquanto a CIA lançava campanhas de desinformação para ganhar tempo e resgatar o coronel, espalhando rumores pelas redes locais de que o piloto já havia sido capturado e retirado da área em um comboio terrestre. A tática, conhecida como “recuperação assistida não convencional”, visava despistar as equipes de busca e interromper a caçada humana coordenada. Enquanto isso, os agentes trabalhavam freneticamente para localizar a posição exata do militar, mas a posição precária do aviador ferido dificultava sua localização.
Ao subir a montanha, ele tentou ganhar altura para ativar um dispositivo de geolocalização que permitiria às forças americanas encontrá-lo com maior rapidez. No entanto, a posição dentro da fenda prejudicou o alcance do sinalizador. Apesar disso, a CIA possui uma capacidade específica para geolocalizar agentes fora do alcance do sinalizador, e eles conseguiram retransmitir as coordenadas para o comando à medida que a janela de resgate se fechava. Assim que sua posição foi finalmente confirmada, a missão se transformou em um resgate em combate em grande escala sob fogo inimigo.
Jatos e helicópteros de ataque abriram caminho através das montanhas, atentos aos combatentes iranianos armados com mísseis antiaéreos portáteis. Enquanto os helicópteros sobrevoavam a área em baixa altitude, conseguiram pousar brevemente e liberar um grupo de militares.
Em seguida, confirmaram a identidade do oficial por meio de um processo que provavelmente incluiu pelo menos uma pergunta baseada em informações de seu Relatório de Pessoal Isolado (ISOPREP), cuja resposta só ele saberia. Após a confirmação, ele foi levado a bordo do helicóptero e transportado para o Kuwait para tratamento médico.
Numa reviravolta final de tirar o fôlego, dois aviões de transporte que participavam da operação ficaram atolados na areia em uma base aérea remota no Irã. Três outros aviões tiveram que ser acionados para resgatar as tripulações, e soldados das Forças Especiais destruíram as aeronaves acidentadas para evitar que informações sensíveis caíssem em mãos iranianas.
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Auxílio de Israel
Uma autoridade da Segurança israelense disse à agência Reuters que Israel forneceu apoio de inteligência a Washington para a operação, interrompendo seus próprios ataques na área para facilitar a missão.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou Trump pela operação, afirmando que ela “reforça o princípio sagrado: ninguém é deixado para trás”.
— Este é um valor compartilhado, demonstrado repetidas vezes na História de nossos dois países — disse o premier. — Todos os israelenses se alegram com o incrível resgate de um bravo piloto americano pelos destemidos guerreiros da América. Isso prova que, quando as sociedades livres reúnem sua coragem e sua determinação, elas podem enfrentar obstáculos aparentemente insuperáveis ​​e vencer as forças das trevas e do terror.
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Mortos na operação
Trump saudou o resgate como prova de que as defesas iranianas haviam sido gravemente danificadas, senão destruídas. “O fato de termos conseguido realizar ambas as operações sem que um único americano fosse morto ou sequer ferido prova, mais uma vez, que alcançamos domínio e superioridade aérea esmagadores sobre o espaço aéreo iraniano”, escreveu ele.
Segundo fontes iranianas, três membros da Guarda Revolucionária Iraniana foram mortos durante a operação de resgate.
Além disso, a agência Tasnim informou que os ataques durante a operação de resgate deixaram cinco mortos, sem especificar se eram civis ou militares. “Cinco pessoas foram martirizadas durante o ataque na região de Kuh-e Siah”, na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, escreveu a agência, citando uma autoridade provincial.
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Aeronaves americanas abatidas
O comando central do Exército iraniano, Jatam al Anbiya, afirmou que, durante a operação de resgate das Forças Armadas dos EUA neste domingo, três aeronaves americanas “foram atingidas” e ficaram “em chamas”, acrescentando que a missão de Washington “fracassou”.
Destroços e restos de aeronaves alvejadas no centro do Irã
AFP/Guarda Revolucionária do Irã via Sepah News
— Os esforços desesperados do inimigo para resgatar seu piloto de caça abatido fracassaram graças às bênçãos e à assistência divina de Deus Todo-Poderoso, bem como às ações oportunas e às operações conjuntas das forças iranianas — disse Khatam al-Anbiya, porta-voz do Jatam al Anbiya.
A mídia estatal exibiu imagens de destroços carbonizados espalhados em uma área desértica, ainda com fumaça.
(Com New York Times)
Os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, têm se expandido pelo mundo. Uma das principais preocupações, com o conflito que tem escalonado e afetado infra-estruturas importantes, é o aumento do valor dos combustíveis, um reflexo direto do impacto na produção e na venda do petróleo. Os altos preços têm levado países a repensarem suas rotinas. Alguns já adotaram a gratuidade em transporte público em seus grandes centros, a fim de desestimular o uso de veículos de passeio. No Nepal, a medida anunciada neste domingo (5) reflete diretamente na escala de trabalho.
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O país no sul da Ásia agora contará com fins de semana de dois dias. A mudança, na prática, significa reduzir a semana de trabalho de seis para cinco dias nos escritórios governamentais e instituições de ensino. Até agora, o sábado era o único dia de folga para os funcionários públicos do país. Agora, os escritórios do governo funcionarão das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira.
— Os escritórios governamentais e as instituições acadêmicas permanecerão fechados por dois dias na semana: sábado e domingo — disse o porta-voz do governo, Sasmit Pokharel, a repórteres. Ele explicou a mudança: — Dada a atual situação desconfortável causada pelo fornecimento de combustível, o governo e as instituições de ensino permanecerão fechados por dois dias.
O Nepal é conhecido mundialmente pela cordilheira do Himalaia, onde fica o Monte Everest, ponto mais alto do planeta e atração cobiçada por aventureiros que o escalam todos os anos. O país não tem litoral e abriga uma população de 30 milhões de habitantes. Sem poços de petróleo ou outras fontes de combustíveis fósseis, depende da importação, sendo feita quase que exclusivamente através da Índia, o que o torna vulnerável a flutuações de valores do mercado internacional.
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Um dos temores é de os altos preços impactarem o setor de turismo, uma vez que o setor de aviação comercial vê as companhias aéreas, responsáveis por voos domésticos e internacionais, elevarem as tarifas aéreas.
Na reunião deste domingo, Pokharel afirmou que o governo também estava estudando medidas legais para converter veículos a gasolina e diesel em veículos elétricos, mas não apresentou detalhes.
Entre as medidas adotadas até agora, o país começou a vender botijões de gás de cozinha pela metade no mês passado para desencorajar o açambarcamento (monopólio de produto) e as compras por pânico, enquanto as autoridades instavam a população a reduzir o consumo de combustível.
(Com Al Jazeera, AFP e Anadolu)
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O Irã fez um ataque a civis israelenses neste domingo (5). Um míssil atingiu um prédio residencial de sete andares na cidade de Haifa, a terceira maior de Israel. Pelo menos nove pessoas ficaram feridas e foram levadas aos hospitais Rambam e Bnei Zion, no norte do país, segundo o portal de notícias israelense Mossad Commentary. Entre eles, está um idoso de 82 anos que ficou em estado grave, atingido pela explosão, além de três pessoas com ferimentos leves. No entanto, as equipes de bombeiros ainda buscam outros moradores do prédio debaixo dos escombros.
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O Magen David Adom, serviço de emergência de Israel publicou fotos dos escombros e do trabalho da defesa civil local, confirmando que uma pessoa ficou em estado grave.
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O domingo foi marcado por uma escalada na guerra no Oriente Médio, com Donald Trump fazendo um discurso forte contra o Irã, que ordenou aos palavrões para que o país reabrisse o Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo comercializado no mundo. Apesar do tom do presidente americano, o Irã mantém ataques retaliatórios contra alvos energéticos no Golfo. Trump também anunciou o resgate de tripulantes de caça americano abatido em território iraniano.
Os escombros do prédio que foi atingido neste domingo em Haifa
Reprodução/X/@Mdais
Um caminhão carregado com azeite de oliva, que seguia do Chile para o Brasil, tombou na rodovia 40, na região de Luján de Cuyo, na província de Mendoza, na Argentina, durante o fim de semana. Após o acidente, a carga foi saqueada por pessoas que estavam no local, e parte da ação foi registrada e divulgada nas redes sociais.
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Segundo a imprensa local, o tombamento ocorreu após uma manobra de outro veículo. O motorista de uma Toyota Hilux tentou desviar de um carro mais lento, fechou o caminhão, que saiu para o acostamento ao tentar evitar a colisão. Na sequência, o veículo bateu no semirreboque de um caminhão Volvo estacionado e acabou tombando.
Com o impacto, caixas e garrafas de azeite ficaram espalhadas pela pista. Em poucos minutos, motoristas e outras pessoas começaram a recolher os produtos.
A influenciadora Jula Greco, que tem mais de 340 mil seguidores no Instagram, gravou vídeos no local e participou da retirada da carga. “Um caminhão tombou, temos que ir ver o que tem. Vamos lá, ‘Moco’, pega tudo”, disse. Em seguida, afirmou: “Ainda não entendo o que é, mas vamos pegar”.
Nas imagens, ela aparece incentivando a ação e exibindo os produtos. “Bom, pessoal, vamos embora com azeite de oliva. Mostra aí o produto” e “Estamos muito felizes. Obrigada, Mendoza, pelo azeite de oliva…”, disse. Em outro momento, comenta: “Olha tudo o que ele está levando, muito bem… coitado do caminhão também”.
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Durante a gravação, um homem que a acompanhava pediu produtos a outro motorista: “Escuta, não conseguimos pegar nada… você não me dá uma caixinha?”. Segundo o relato, o condutor respondeu: “Não, irmão, você não sabe como estamos passando fome aqui em Mendoza”.
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Reprodução/X
As imagens mostram o caminhão Scania tombado, pessoas retirando caixas e veículos sendo carregados com a mercadoria.
Policiais chegaram minutos depois para liberar a via e permitir a remoção do caminhão. Houve momentos de tensão, com pessoas reagindo e atirando pedras contra os agentes, mas a situação terminou sem feridos e sem maiores distúrbios.
Horas após o acidente, começaram a aparecer anúncios nas redes sociais, principalmente no Marketplace do Facebook, com garrafas de azeite da mesma marca sendo vendidas em regiões próximas ao local. Os produtos eram oferecidos por preços superiores aos praticados normalmente.
Encorajado pelo resgate bem-sucedido do oficial da Força Aérea americana em território iraniano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou neste domingo sua ameaça de bombardear usinas de energia da República Islâmica até a próxima terça-feira, a menos que o regime reabra o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Em tom desafiador, o Irã, que ainda não deu sinais de recuar, segue atacando alvos estratégicos ligados à Washington no Golfo, como duas usinas de energia e dessalinização de água no Kuwait, que foram alvos de drones nesse domingo.
“Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Abram essa porra de estreito, seus malucos, ou viverão no inferno”, acrescentou. O presidente já havia adiado duas vezes o prazo para o ataque. O último, feito no sábado, quando afirmou que Teerã poderia enfrentar o “inferno”, terminaria na segunda-feira.
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Ecoando suas contraditórias declarações sobre guerra, Trump, em entrevista à Fox News neste domingo, afirmou que poderia chegar a um acordo com o Irã até segunda-feira. Na entrevista, o presidente disse que, se o Irã não fechasse um acordo, ele estaria “considerando explodir tudo” e assumir o controle do petróleo iraniano. O republicano acrescentou que os iranianos que negociavam com Washington receberam anistia para continuar as conversas.
Em resposta às novas ameaças de Trump, Mohammad-Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, afirmou que as “ações imprudentes” do presidente americano “estão arrastando os EUA para o inferno na Terra” por seguirem “as ordens do [primeiro-ministro de Israel, Benjamin] Netanyahu”. “Não se enganem: vocês não ganharão nada com crimes de guerra. A única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e pôr fim a este jogo perigoso”, escreveu Ghalibaf no X.
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Nos últimos dias, Trump já se vangloriou de progressos diplomáticos com Teerã, embora o regime tenha negado que qualquer negociação direta tenha ocorrido, alegando apenas esforços de mediação realizados por intermediários. O governo iraniano reafirma que só aceitará um cessar-fogo sob “condições claras” para uma paz definitiva.
Ataques iranianos
Enquanto isso, o Irã — que, segundo a Inteligência americana, mantém metade de sua capacidade de lançamento de mísseis, contrariando a retórica de vitória do governo Trump — segue com sua retaliação contra alvos estratégicos no Golfo. A empresa Gulf Petrochemical Industries Company, do Bahrein, informou que um ataque de drone iraniano provocou incêndios em várias de suas unidades operacionais neste domingo. Além disso, a Bapco Energies, também do Bahrein, informou que um tanque de petróleo em uma de suas instalações de armazenamento pegou fogo após um ataque iraniano.
No Kuwait, autoridades afirmaram que ataques com drones iranianos causaram danos significativos a duas usinas de energia e dessalinização de água, forçando a paralisação das unidades de geração elétrica. A Kuwait Petroleum Corporation também informou que seu complexo petrolífero no distrito de Shuwaikh, na Cidade do Kuwait, foi alvo de drones iranianos, que provocaram um incêndio. Não houve vítimas em nenhum dos ataques, segundo a empresa e o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do Kuwait.
Em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, a fábrica petroquímica Borouge foi atingida por destroços resultantes de interceptações da defesa aérea, que causaram incêndios nas instalações. Também nos Emirados, as autoridades, que não especificaram a origem dos ataques, tiveram que lidar com um “incidente” no porto emiradense de Khor Fakkan, envolvendo projéteis desconhecidos.
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“O comandante relatou ter presenciado múltiplos respingos de projéteis desconhecidos, nas proximidades de seu navio porta-contêineres”, informou o centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) reivindicou a autoria dos ataques contra instalações de gás e petroquímicas ligadas aos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, e alertou que intensificaria os ataques contra interesses americanos caso os ataques à infraestrutura civil se repetissem. A IRGC também afirmou que uma refinaria de petróleo em Haifa, no norte de Israel, foi alvo dos ataques.
O exército ideológico iraniano justificou sua ação militar como uma resposta a uma ofensiva israelense contra um complexo petroquímico em Mahshahr, no sudoeste do Irã, e a um ataque a uma importante ponte nos arredores de Teerã.
Os ‘ultimatos’ de Trump
Em 21 de março, Trump disse que “atacaria e destruiria” usinas de energia, “começando pelas maiores”, se o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas. Dois dias depois, ele afirmou que houve “conversas muito boas e produtivas” entre os países e adiou a ofensiva contra a infraestrutura energética por cinco dias.
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Em 27 de março, Trump disse que adiaria o ataque às usinas de energia por 10 dias, “conforme solicitação do governo iraniano”, estendendo o prazo para 6 de abril. Com o prazo se aproximando, o republicano, no sábado, alertou que Teerã tinha “48 horas” antes que ele desencadeasse “o inferno”.
No dia 1º de abril , o presidente afirmou que Teerã havia solicitado um cessar-fogo aos Estados Unidos , acrescentando que só consideraria a proposta após o Irã reabrir o Estreito de Ormuz. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã negou essa alegação. Dois dias depois, Trump sugeriu que os EUA poderiam reabrir o Estreito “facilmente” se tivessem “um pouco mais de tempo”.
Neste domingo, em uma postagem repleta de palavrões, Trump reiterou a ameaça.
Na entrevista à Fox News, Trump ainda afirmou que os EUA enviaram armas às forças curdas com a intenção de armar manifestantes iranianos. A rede americana CNN noticiou, no mês passado, que os EUA estavam armando grupos curdos com o objetivo de fomentar um levante popular no Irã. Na ocasião, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, disse que “nenhum de nossos objetivos se baseia no apoio ao armamento de qualquer força específica”.
(Com AFP e New York Times)

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