O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que “todo” o Irã poderia ser “eliminado” até a noite de terça-feira. A nova ameaça do líder americano menciona o ultimato mais recente de Washington a Teerã para que o país persa permita a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem marítima essencial para o comércio global, cujo fechamento por parte do Irã tem afetado principalmente o mercado mundial de combustíveis.
— Todo o país poderia ser eliminado em uma noite, e essa noite pode muito bem ser amanhã (terça-feira) — afirmou durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
Entenda: Guerra no Irã ameaça segurança alimentar global e pode deixar mais 45 milhões de pessoas em situação de fome aguda
Leia mais: Trump coleciona ameaças de cometer crimes de guerra no Irã, avaliam especialistas
Ao lado de Trump durante um pronunciamento à imprensa, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, insistiu, como fez na semana passada, que haveria “mais ataques ao Irã hoje do que ontem”, e mais “amanhã do que hoje”. Isso sugere pelo menos uma escalada a curto prazo, para pressionar a República Islâmica, como Trump disse na segunda-feira, a “pedir rendição”. A estratégia ainda não funcionou, mas Hegseth pareceu indicar que o governo continuava a seguir esse plano.
— Escolha com sabedoria, porque este presidente não está para brincadeiras — alertou ele aos iranianos.
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As declarações acontecem em meio a notícia de que EUA e Irã receberam, entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira, um novo plano de cessar-fogo em duas etapas, elaborado pelo Paquistão, de acordo com uma fonte ouvida pela agência Reuters. A proposta prevê o fim imediato das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, seguido por um período de negociação para um acordo de paz definitivo.
Trump chegou a dizer que o plano de paz era um “passo muito significativo” para o fim do conflito no Oriente Médio, embora os termos ainda não fossem os ideais. O Irã, por sua vez, rejeitou qualquer termo que inclua um cessar-fogo parcial, e não um fim definitivo para as hostilidades e garantias de uma não retomada.
‘Crimes de guerra’
No sábado, Trump prometeu desatar “o inferno” sobre a nação persa, caso a liderança de Teerã não concordasse com um cessar-fogo ou uma abertura do Estreito de Ormuz — cujo fechamento quase total elevou o preço global do barril de petróleo para mais de 100 dólares. Um navio turco conseguiu cruzar a região nesta segunda, em uma rara exceção.
— Eles não terão pontes, eles não terão centrais elétricas, eles não terão nada. Eu não vou me aprofundar, porque existem opções muito piores que essas duas — disse o republicano nesta segunda-feira.
As ameaças de atingir áreas civis deliberadamente provocaram reação por parte de autoridades iranianas e especialistas e aliados dos EUA, que afirmam que o presidente tem ameaçado com frequência cometer crimes de guerra. Mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse mais cedo na segunda-feira que se o presidente americano concretizasse as ameaças estaria violando o direito internacional.
“O presidente dos Estados Unidos, como a mais alta autoridade de seu país, ameaçou publicamente cometer crimes de guerra”, escreveu Gharibabadi nas redes sociais. “Recomenda-se que, antes que o nome do presidente dos EUA seja registrado na história como um grande criminoso de guerra, ele cesse essas ameaças — cujas consequências não se limitarão apenas ao Irã”.
— Todo o país poderia ser eliminado em uma noite, e essa noite pode muito bem ser amanhã (terça-feira) — afirmou durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
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Ao lado de Trump durante um pronunciamento à imprensa, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, insistiu, como fez na semana passada, que haveria “mais ataques ao Irã hoje do que ontem”, e mais “amanhã do que hoje”. Isso sugere pelo menos uma escalada a curto prazo, para pressionar a República Islâmica, como Trump disse na segunda-feira, a “pedir rendição”. A estratégia ainda não funcionou, mas Hegseth pareceu indicar que o governo continuava a seguir esse plano.
— Escolha com sabedoria, porque este presidente não está para brincadeiras — alertou ele aos iranianos.
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As declarações acontecem em meio a notícia de que EUA e Irã receberam, entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira, um novo plano de cessar-fogo em duas etapas, elaborado pelo Paquistão, de acordo com uma fonte ouvida pela agência Reuters. A proposta prevê o fim imediato das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, seguido por um período de negociação para um acordo de paz definitivo.
Trump chegou a dizer que o plano de paz era um “passo muito significativo” para o fim do conflito no Oriente Médio, embora os termos ainda não fossem os ideais. O Irã, por sua vez, rejeitou qualquer termo que inclua um cessar-fogo parcial, e não um fim definitivo para as hostilidades e garantias de uma não retomada.
‘Crimes de guerra’
No sábado, Trump prometeu desatar “o inferno” sobre a nação persa, caso a liderança de Teerã não concordasse com um cessar-fogo ou uma abertura do Estreito de Ormuz — cujo fechamento quase total elevou o preço global do barril de petróleo para mais de 100 dólares. Um navio turco conseguiu cruzar a região nesta segunda, em uma rara exceção.
— Eles não terão pontes, eles não terão centrais elétricas, eles não terão nada. Eu não vou me aprofundar, porque existem opções muito piores que essas duas — disse o republicano nesta segunda-feira.
As ameaças de atingir áreas civis deliberadamente provocaram reação por parte de autoridades iranianas e especialistas e aliados dos EUA, que afirmam que o presidente tem ameaçado com frequência cometer crimes de guerra. Mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse mais cedo na segunda-feira que se o presidente americano concretizasse as ameaças estaria violando o direito internacional.
“O presidente dos Estados Unidos, como a mais alta autoridade de seu país, ameaçou publicamente cometer crimes de guerra”, escreveu Gharibabadi nas redes sociais. “Recomenda-se que, antes que o nome do presidente dos EUA seja registrado na história como um grande criminoso de guerra, ele cesse essas ameaças — cujas consequências não se limitarão apenas ao Irã”.









