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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que “todo” o Irã poderia ser “eliminado” até a noite de terça-feira. A nova ameaça do líder americano menciona o ultimato mais recente de Washington a Teerã para que o país persa permita a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem marítima essencial para o comércio global, cujo fechamento por parte do Irã tem afetado principalmente o mercado mundial de combustíveis.
— Todo o país poderia ser eliminado em uma noite, e essa noite pode muito bem ser amanhã (terça-feira) — afirmou durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
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Ao lado de Trump durante um pronunciamento à imprensa, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, insistiu, como fez na semana passada, que haveria “mais ataques ao Irã hoje do que ontem”, e mais “amanhã do que hoje”. Isso sugere pelo menos uma escalada a curto prazo, para pressionar a República Islâmica, como Trump disse na segunda-feira, a “pedir rendição”. A estratégia ainda não funcionou, mas Hegseth pareceu indicar que o governo continuava a seguir esse plano.
— Escolha com sabedoria, porque este presidente não está para brincadeiras — alertou ele aos iranianos.
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As declarações acontecem em meio a notícia de que EUA e Irã receberam, entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira, um novo plano de cessar-fogo em duas etapas, elaborado pelo Paquistão, de acordo com uma fonte ouvida pela agência Reuters. A proposta prevê o fim imediato das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, seguido por um período de negociação para um acordo de paz definitivo.
Trump chegou a dizer que o plano de paz era um “passo muito significativo” para o fim do conflito no Oriente Médio, embora os termos ainda não fossem os ideais. O Irã, por sua vez, rejeitou qualquer termo que inclua um cessar-fogo parcial, e não um fim definitivo para as hostilidades e garantias de uma não retomada.
‘Crimes de guerra’
No sábado, Trump prometeu desatar “o inferno” sobre a nação persa, caso a liderança de Teerã não concordasse com um cessar-fogo ou uma abertura do Estreito de Ormuz — cujo fechamento quase total elevou o preço global do barril de petróleo para mais de 100 dólares. Um navio turco conseguiu cruzar a região nesta segunda, em uma rara exceção.
— Eles não terão pontes, eles não terão centrais elétricas, eles não terão nada. Eu não vou me aprofundar, porque existem opções muito piores que essas duas — disse o republicano nesta segunda-feira.
As ameaças de atingir áreas civis deliberadamente provocaram reação por parte de autoridades iranianas e especialistas e aliados dos EUA, que afirmam que o presidente tem ameaçado com frequência cometer crimes de guerra. Mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse mais cedo na segunda-feira que se o presidente americano concretizasse as ameaças estaria violando o direito internacional.
“O presidente dos Estados Unidos, como a mais alta autoridade de seu país, ameaçou publicamente cometer crimes de guerra”, escreveu Gharibabadi nas redes sociais. “Recomenda-se que, antes que o nome do presidente dos EUA seja registrado na história como um grande criminoso de guerra, ele cesse essas ameaças — cujas consequências não se limitarão apenas ao Irã”.
A missão Artemis II, da Nasa, alcançou a maior distância já atingida por humanos no espaço na tarde desta segunda-feira, por volta das 14h58 (horário de Brasília). A tripulação superou o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, em 1970, que havia chegado a cerca de 400 mil km da Terra. O feito representa um momento-chave no retorno dos Estados Unidos ao satélite natural do nosso planeta.
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Após iniciar os protocolos de sua fase final, os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion ingressaram na esfera gravitacional lunar na madrugada desta segunda-feira. Agora, a missão deve alcançar aproximadamente 407 mil km de distância da Terra.
Ao atingir o recorde histórico, o astronauta Reid Wiseman, comandando da Artemis II, falou sobre esse marco:
— Estamos honrando os feitos de quem veio antes e indo ainda mais longe no espaço antes de voltar para a Terra.
O ponto máximo da trajetória ocorrerá durante o sobrevoo do lado oculto da Lua, a aproximadamente 4.000 milhas da superfície, quando o satélite bloqueará temporariamente as comunicações com a Terra. Nesse período, a tripulação ficará em completa escuridão. A interrupção está prevista para a noite desta segunda-feira, por volta de 19h47 no horário de Brasília.
A perda de contato é considerada um dos momentos mais delicados da viagem e será acompanhada com tensão pelas equipes em terra. Durante esse intervalo, a comunicação constante com Houston, no Texas, principal elo com o planeta, será suspensa.
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O piloto da missão, Victor Glover, afirmou que a tripulação pretende aproveitar o momento de isolamento. Segundo ele, os astronautas planejam usar o período para reflexão, com orações e pensamentos positivos, enquanto aguardam o restabelecimento do contato.
— Quando estivermos atrás da Lua, sem contato com ninguém, vamos aproveitar isso como uma oportunidade — disse. Vamos rezar, ter esperança, enviar bons pensamentos e sentimentos para que possamos restabelecer o contato com a tripulação.
O lado ‘claro’ da Lua
Reprodução
A situação remete a um desafio histórico das missões Apollo. Na Apollo 11, o astronauta Michael Collins permaneceu no módulo de comando enquanto Neil Armstrong e Buzz Aldrin estavam na superfície lunar. Durante a passagem pelo lado oculto, ele ficou sem comunicação por 48 minutos e descreveu a experiência como estar “verdadeiramente sozinho” e “isolado de qualquer forma de vida conhecida”, embora também tenha relatado tranquilidade.
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Na Terra, o período de silêncio será acompanhado com expectativa. A estação de Goonhilly, na Cornualha, no sudoeste da Inglaterra, terá papel importante ao captar sinais da cápsula Orion, determinar sua posição e enviar dados à NASA. O diretor de tecnologia da instalação, Matt Cosby, afirmou que a equipe ficará apreensiva durante a perda de sinal, mas destacou que o retorno da comunicação indicará que todos estão seguros:
— Esta é a primeira vez que estamos rastreando uma espaçonave com humanos a bordo — afirmou. — Vamos ficar um pouco nervosos quando ela passar por trás da Lua, e depois ficaremos muito empolgados quando a virmos novamente, porque saberemos que todos estão seguros.
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Ele também ressaltou que a limitação na comunicação ainda é um desafio para futuras missões, especialmente para uma presença humana sustentável na Lua, que exigirá cobertura contínua, inclusive no lado oculto. A Agência Espacial Europeia desenvolve o programa Moonlight, que prevê uma rede de satélites ao redor da Lua para garantir comunicação permanente.
— Para uma presença sustentável na Lua, você precisa de comunicação completa, precisa de 24 horas por dia, mesmo no lado oculto, porque esse lado também deverá ser explorado — afirmou.
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Com duração estimada de 10 dias, a Artemis II é o primeiro voo tripulado do programa Artemis, iniciativa que pretende levar astronautas novamente à superfície lunar até 2028 e estabelecer uma presença contínua como preparação para futuras missões a Marte.
O sobrevoo lunar, previsto para começar na tarde desta segunda-feira e durar cerca de seis horas, permitirá aos astronautas capturar imagens detalhadas da Lua e da Terra, incluindo um raro registro do planeta surgindo no horizonte lunar.
A missão é acompanhada por uma equipe de cientistas no Centro Espacial Johnson, que analisa os dados e observações coletados durante esta etapa crítica do voo.
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Uma cena inusitada chamou a atenção no Aeroporto Internacional Charlotte-Douglas, no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Pouco antes da decolagem, a equipe identificou um enxame de abelhas que se instalou em um dos motores do avião, o que teria atrasado o voo em pelo menos uma hora. O vídeo publicado pela emissora de televisão americana ABC mostra um funcionário do aeroporto, sem as tradicionais roupas que protegem de ferroadas dos insetos, retirando o enxame, em cima de uma escada.
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Nas imagens, ele usa uma espátula metálica para raspar as abelhas de uma parte da turbina. Ele leva também uma caixa de madeira, equipamento tradicional usado por apicultores, onde as colmeias são cultivadas. A operação foi observada pelos passageiros, que já estavam a bordo. O vídeo publicado pela emissora foi filmado de uma das janelas do avião.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira uma descrição detalhada da busca realizada durante o fim de semana pelo oficial da Força Aérea cujo caça foi abatido na semana passada. Segundo o presidente americano, as forças americanas usaram 155 aeronaves militares na operação de busca e resgate pelo oficial desaparecido, que se escondeu por 40 horas das forças iranianas.
“Grande parte disso foi subterfúgio”, disse Trump, descrevendo parte do objetivo como sendo confundir as forças iranianas sobre o paradeiro do oficial. “Queríamos que eles procurassem em áreas diferentes”. Ele disse que haviam considerado sete locais distintos.
Trump reconheceu que, como foi noticiado no fim de semana, os militares dos EUA tiveram dificuldades para decolar com seus aviões após o resgate do oficial e foram forçados a destruí-los para evitar que caíssem em mãos iranianas. As forças de busca e resgate foram então substituídas por “aviões mais rápidos e leves”, disse o presidente.
Durante o pronunciamento a jornalistas na Casa Branca, Trump reiterou suas ameaças contra Teerã pela reabertura do Estreito de Ormuz e declarou que “o país inteiro pode ser derrotado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”. Seu mais recente ultimato para que o Irã chegue a um acordo é terça-feira, às 20h (21h no horário de Brasília).
Também nesta segunda-feira, o presidente dos EUA afirmou que enviou armas para manifestantes no Irã, mas assegurou que um “certo grupo de pessoas” as havia confiscado, após acusar os curdos no domingo de terem feito o mesmo.
“Enviamos armas, muitas armas, que deveriam ir para os (iranianos) para que pudessem lutar contra aqueles bandidos” no governo, disse o presidente americano a repórteres na Casa Branca.
“Sabe o que aconteceu? As pessoas para quem as enviamos as mantiveram. (…) Então, estou muito irritado com um certo grupo de pessoas e eles vão pagar um preço alto por isso”, advertiu.
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No domingo, Trump afirmou que grupos curdos que desafiam o regime iraniano haviam se apropriado das armas enviadas para os manifestantes em uma conversa telefônica com um repórter da Fox News, que posteriormente transmitiu suas declarações ao vivo.
(Com AFP e New York Times)
A guerra entre Rússia e Ucrânia voltou a atingir um ponto sensível na madrugada desta segunda-feira, ao alcançar a infraestrutura que sustenta a principal fonte de receita de Moscou. Em uma nova ofensiva com drones, forças ucranianas miraram portos, terminais petrolíferos e refinarias estratégicas, enquanto ataques russos deixaram mortos e ampliaram os danos a áreas civis ucranianas.
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Segundo o Ministério da Defesa russo, drones ucranianos atingiram o terminal marítimo do Consórcio do Oleoduto do Cáspio, em Novorossiysk, no sul do país. O ataque danificou estruturas de amarração e um terminal de carga e descarga, além de provocar incêndios em quatro tanques de armazenamento de derivados de petróleo. A informação foi divulgada em comunicado oficial e não teve comprovação visual independente até o momento.
O terminal integra a operação do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC), responsável por cerca de 1% do fornecimento global de petróleo e por aproximadamente 80% das exportações do Cazaquistão. Entre os acionistas estão empresas como Chevron e ExxonMobil.
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Em paralelo, autoridades ucranianas afirmaram ter atingido instalações no terminal de Sheskharis, também localizado em Novorossiysk, com registro de “impactos diretos” e incêndio de grandes proporções. Já o governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratyev, confirmou danos a edifícios residenciais após a ofensiva, com oito feridos, incluindo duas crianças, mas não confirmou oficialmente os danos ao terminal citado pelos ucranianos.
Também durante a mesma noite, ainda em território russo, a Ucrânia teria ampliado o alcance da ofensiva ao atacar meios militares no Mar Negro. Segundo relatos iniciais, drones atingiram uma fragata russa equipada com mísseis de cruzeiro Kalibr — usados com frequência contra cidades ucranianas — no porto de Novorossiysk. A embarcação apontada é a “Admiral Grigorovich”, embora análises independentes indiquem que o alvo pode ter sido outra fragata da mesma classe, como a “Admiral Makarov” ou a “Admiral Essen”.
Ucrânia atinge fragata russa com drones no Mar Negro e amplia ofensiva a alvos estratégicos
Reprodução: Forças Armadas da Ucrânia
O ataque, conduzido por unidades especializadas em sistemas não tripulados, também teria atingido a plataforma de perfuração offshore Sivash, indicando a ampliação da estratégia ucraniana para além de infraestrutura energética, incluindo ativos militares e logísticos. A extensão dos danos ainda é incerta.
Pressão sobre exportações e impacto econômico
A nova onda de ataques ocorre em meio a uma estratégia mais ampla de Kiev para atingir o setor energético russo — considerado fundamental para financiar o esforço de guerra. Dados compilados pela Bloomberg indicam que, após ofensivas recentes, as exportações de petróleo da Rússia caíram de 4,072 milhões para 2,318 milhões de barris por dia na última semana de março, uma redução de 43%.
Portos-chave como Primorsk e Ust-Luga, no Mar Báltico, também foram afetados. Segundo a Reuters, o terminal de Primorsk — com capacidade de cerca de 1 milhão de barris diários — registrou vazamentos após ser atingido por estilhaços de drones. Já a refinaria NORSI, na região de Nizhny Novgorod, pegou fogo após ataques que atingiram duas de suas unidades. A planta é a quarta maior refinaria da Rússia e uma das principais produtoras de gasolina do país.
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Imagens de satélite indicam que Primorsk já havia perdido cerca de 40% de sua capacidade de armazenamento após ataques anteriores em março. No mesmo período, a interrupção das operações em portos e oleodutos chegou a paralisar até um quinto da capacidade de exportação russa.
Escalada simultânea e impacto civil
Enquanto isso, em território ucraniano, a Rússia intensificou os bombardeios contra áreas civis. De acordo com a AFP, um ataque russo com drones à cidade portuária de Odessa deixou três mortos — entre eles uma criança de dois anos — e ao menos 16 feridos.
Petroleiro russo Anatoly Kolodkin
Yamil Lage / AFP
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que, apenas na última semana, a Rússia lançou mais de 2,8 mil drones, cerca de 1.350 bombas planadoras e mais de 40 mísseis contra o país. Os ataques atingiram diferentes regiões e comprometeram o fornecimento de energia, deixando mais de 300 mil residências sem eletricidade, segundo autoridades locais.
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Ainda de acordo com Zelensky, 11 pessoas foram hospitalizadas em Odessa após o ataque mais recente, incluindo uma mulher grávida e duas crianças. Empresas do setor energético informaram que milhares de moradores ficaram sem luz após danos à infraestrutura.
Para Kiev, atingir portos, refinarias e oleodutos representa uma forma de reduzir a capacidade financeira da Rússia de sustentar a guerra. Moscou, por sua vez, acusa a Ucrânia de tentar desestabilizar o mercado global de energia e interromper o fornecimento para a Europa.
Além dos impactos militares, a escalada já provoca efeitos no mercado internacional. Segundo o Financial Times, o porto de Ust-Luga — responsável por cerca de 8% das exportações globais de nafta — registrou queda de aproximadamente 70% nos embarques após os ataques mais recentes.
Dois congressistas democratas dos Estados Unidos se reuniram em Havana com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, na primeira visita de membros do Congresso desde que Washington impôs um bloqueio petrolífero contra a ilha, uma medida que qualificaram como um “bombardeio econômico”. Os representantes americanos Pramila Jayapal e Jonathan Jackson concluíram no domingo uma viagem de cinco dias a Cuba, em um momento em que o presidente americano, Donald Trump, aumentou a pressão sobre o governo comunista.
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O presidente cubano publicou nesta segunda-feira fotos de seu encontro com os legisladores na rede social X. Díaz-Canel afirmou que, durante a reunião, denunciou “o dano criminoso” causado pelo bloqueio americano, assim como as “ameaças de ações ainda mais agressivas” por parte de Washington. O mandatário, que confirmou em março que funcionários de Cuba e dos EUA mantêm conversas, reiterou a disposição de seu governo em manter um diálogo “sério e responsável” e “encontrar soluções para as diferenças existentes”.
Em um comunicado, os congressistas americanos destacaram que o bloqueio petrolífero de fato imposto em janeiro por Trump é “ilegal” e está “provocando um sofrimento incalculável ao povo cubano”.
— Isso constitui uma punição coletiva cruel. Na prática, um bombardeio econômico à infraestrutura do país, que provocou danos irreparáveis. Deve cessar imediatamente — acrescentaram.
Trump impede as exportações de petróleo para Cuba após as forças americanas derrubarem, no início de janeiro, o presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro, até então o principal aliado de Havana, e ameaçarem com tarifas os países que enviarem petróleo para Cuba. A medida aprofundou a crise energética em Cuba, que sofreu apagões frequentes. Na semana passada, o presidente americano abriu uma exceção ao permitir que um petroleiro russo entregasse 730 mil barris de petróleo a Cuba, o primeiro carregamento a chegar à ilha em três meses.
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Em uma entrevista ao “Belly of the Beast”, um meio digital americano focado em Cuba, Jayapal relatou que eles visitaram um hospital maternidade onde viram bebês prematuros em incubadoras.
— É como um ato de guerra, porque nos recusamos a permitir que chegue combustível para alimentar os geradores, para levar medicamentos às pessoas, para que os médicos e profissionais de saúde possam ir ao hospital — comentou. — É pura crueldade e punição coletiva — acrescentou Jayapal.
Os congressistas americanos destacaram que o governo de Cuba permitiu que investigadores do FBI, a polícia federal americana, visitassem Havana na semana passada para realizar uma investigação independente sobre um tiroteio fatal que envolveu uma embarcação com matrícula dos Estados Unidos. O governo de Díaz-Canel indultou mais de 2 mil presos na semana passada, mas nenhum preso político, de acordo com ONGs de direitos humanos.
A missão Artemis II realizará seu histórico sobrevoo lunar com transmissão ao vivo para todo o mundo. O evento começa às 15h45 (horário de Brasília) e poderá ser acompanhado em diversas plataformas, incluindo o canal oficial da NASA no YouTube e serviços de streaming como Netflix e Amazon. A cobertura contará com análises técnicas e comentários dos próprios astronautas sobre a trajetória da cápsula Orion.
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Horário do sobrevoo da missão Artemis II
Início: 15h45 (horário de Brasília)
Fim: 22h20 (horário de Brasília)
Onde assistir ao vivo à missão Artemis II
A transmissão oficial da NASA conta com comentários de especialistas e dos astronautas. Você pode acompanhar pelos seguintes canais:
YouTube: Canal oficial da NASA (NASA TV).
Streaming: NASA+, Amazon e Netflix.
Site oficial: nasa.gov.
Transmissão ao vivo
Devido à distância, a Nasa alertou que a qualidade da transmissão ao vivo poderá ser comprometida em alguns momentos.
Artemis II inicia fase final antes de sobrevoo lunar
Reprodução
Silêncio absoluto
Haverá um período de cerca de 40 minutos durante o qual a comunicação com a Artemis II será perdida, enquanto os astronautas sobrevoam o lado oculto da Lua.
— Será emocionante, de uma forma um tanto assustadora — disse Derek Buzasi, professor de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Chicago, à AFP.
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Marcos históricos
Pela primeira vez, uma mulher, Christina Koch; um homem negro, Victor Glover; e um não americano, o canadense Jeremy Hansen, alcançarão a Lua. Até agora, apenas os astronautas das missões Apollo haviam alcançado o satélite, entre 1968 e 1972.
Pouco depois de iniciarem seu sobrevoo, a tripulação da Artemis II também estará à maior distância da Terra já alcançada por um ser humano: 406.772 quilômetros. Sendo assim, eles superarão em 6.600 quilômetros o recorde da Apollo 13.
Missão Artemis III irá à Lua após mais de 50 anos e contará com módulo de pouso lunar da SpaceX
Editoria de Arte / O Globo
Como uma bola de basquete
As missões Apollo sobrevoaram a superfície lunar a cerca de 110 quilômetros de distância, mas a tripulação da Artemis II chegará a 6.500 quilômetros em seu ponto mais próximo.
A espaçonave seguirá uma trajetória cuidadosamente planejada para dar a volta na Lua sem entrar em sua órbita. Essa distância permitirá que os astronautas vejam toda a superfície lunar, incluindo regiões próximas aos seus dois polos.
Eles verão o satélite “mais ou menos do tamanho de uma bola de basquete vista com o braço estendido”, explicou à AFP Noah Petro, diretor do Laboratório de Geologia Planetária da Nasa.
O lado oculto da Lua
A missão de sobrevoo passará pelo lado oculto da Lua. Os astronautas da Apollo também o sobrevoaram, mas estavam muito perto para vê-lo por completo. A tripulação atual poderá observar regiões que até agora só foram capturadas por dispositivos robóticos de imagem.
Os astronautas treinaram durante anos para observar e descrever as formações geológicas da Lua com a maior precisão possível. Com essas informações, os cientistas da Nasa esperam descobrir novos detalhes sobre a composição e a história da Lua.
Eclipse solar
Perto do fim do sobrevoo, os astronautas presenciarão um fenômeno raro: um eclipse solar. Por cerca de 53 minutos, a espaçonave estará perfeitamente alinhada com a Lua e o Sol, o que fará com que a estrela desapareça de vista.
Eles terão então a oportunidade de estudar a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, que se tornará visível como uma espécie de halo luminoso e também estarão atentos a possíveis flashes de luz causados por meteoritos que impactem a superfície lunar.
‘Nascer da Terra’
Em determinado momento, os astronautas poderão ver a Terra desaparecer e reaparecer atrás da Lua. Sua posição lhes permitiria recriar o famoso “Nascer da Terra” (“Earthrise”, em inglês), fotografado pela missão Apollo 8 em 1968.
O astronauta William Anders, em sua foto icônica, capturou o azul brilhante da Terra contra a vasta escuridão do espaço, com a superfície monocromática e repleta de crateras da Lua em primeiro plano.
O presidente da Argentina, Javier Milei, recebeu seu homólogo do Chile, José Antonio Kast, em Buenos Aires, nesta segunda-feira, na primeira visita oficial do líder chileno desde que assumiu o poder, em março. O encontro ocorre após a frustrada tentativa de captura de um ex-guerrilheiro procurado por Santiago.
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Os dois presidentes se reuniram por mais de uma hora na Casa Rosada, sede da Presidência argentina, sem que detalhes dos assuntos tratados tenham sido informados.
Participaram da reunião o chanceler argentino, Pablo Quino, e seu par chileno, Francisco Pérez Mackenna, além de outros membros dos dois gabinetes.
A visita de Kast cumpre com a tradição de o presidente chileno fazer sua primeira viagem oficial à Argentina, um dos principais parceiros comerciais de Santiago.
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Os dois líderes da direita podem potencializar uma aliança que faça contrapeso à influência na região do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de esquerda.
— Hoje, mais do que nunca, é importante desenvolver projetos de forma conjunta. Temos grandes ideias em temas de mineração, energia, de passagens fronteiriças, do controle do crime organizado — disse no domingo o chanceler chileno Pérez Mackenna, em declarações à imprensa.
A visita ocorre poucos dias após a frustrada tentativa de prisão do chileno Galvarino Apablaza.
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O ex-guerrilheiro é acusado de participar do assassinato, em 1991, do ex-senador Jaime Guzmán, uma figura de destaque da direita chilena.
Apablaza fugiu para a Argentina em 1993 e obteve status de refugiado político em 2010. Esse status foi revogado por um tribunal em fevereiro deste ano. No entanto, quando sua prisão foi ordenada na quarta-feira passada, ele não foi localizado pela polícia.
— Mais cedo ou mais tarde, o senhor Apablaza terá que responder à Justiça chilena, e realizaremos todas as gestões necessárias junto ao governo argentino para isso — afirmou Pérez Mackenna.
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O Ministério da Segurança da Argentina anunciou na sexta-feira uma recompensa de cerca de 14 mil dólares “para quem fornecer informações que permitam localizar e deter” Apablaza.
O advogado do ex-guerrilheiro, Rodolfo Yanzón, declarou à AFP que uma eventual prisão seria “ilegal”, já que ainda não foram esgotadas todas as instâncias para evitar a perda de seu status de refugiado. Ele também informou que pretende recorrer a organismos internacionais.
Em dezembro, o então presidente eleito do Chile se reuniu com Milei, e ambos posaram para fotos segurando uma motosserra, símbolo dos cortes de gastos públicos promovidos pelo governo argentino.
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Kast também vem implementando medidas de redução de gastos desde que assumiu o cargo, em março.
Argentina e Chile compartilham uma fronteira de cerca de 5.300 quilômetros de extensão. Além disso, a Argentina é o segundo maior parceiro comercial do Chile na América Latina, com um intercâmbio de aproximadamente 7,98 bilhões de dólares em 2025.
A Ucrânia realizou um ataque com drones durante a noite no porto de Novorossiysk, no Mar Negro, tendo como alvo uma fragata russa equipada com mísseis de cruzeiro Kalibr — frequentemente utilizados contra cidades ucranianas. Segundo informações iniciais, o navio atingido seria a “Admiral Grigorovich”, um dos principais meios da marinha russa na região.
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De acordo com os relatos, a embarcação acionou seus sistemas de defesa aérea para tentar interceptar os drones, mas não conseguiu evitar ser atingida. A fragata integra a classe Burevestnik, de navios de patrulha, e pode transportar até oito mísseis de cruzeiro de alta precisão Kalibr, além de dispor de sistemas capazes de lançar dezenas de mísseis antiaéreos. A extensão dos danos ainda está sendo avaliada por fontes de inteligência.
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O ataque faz parte de uma estratégia crescente de Kiev para levar a guerra além da linha de frente, atingindo infraestruturas e meios militares em território russo. A operação teria sido conduzida por unidades especializadas em sistemas não tripulados, com coordenação dos serviços de segurança ucranianos.
Além da fragata, também foi atingida a plataforma de perfuração offshore Sivash, indicando uma ampliação do alcance dos ataques contra ativos estratégicos ligados à logística e ao setor energético da Rússia.
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Apesar das primeiras indicações apontarem para a “Admiral Grigorovich”, analistas independentes levantam dúvidas sobre o alvo. Projetos de análise com base em fontes abertas (OSINT) sugerem que o navio pode estar destacado no Mediterrâneo, o que levanta a possibilidade de o alvo ter sido outra fragata da mesma classe, como a “Admiral Makarov” ou a “Admiral Essen”, ambas estacionadas em Novorossiysk. Uma dessas embarcações já teria sido danificada em operações anteriores.
O episódio ocorre no contexto de uma escalada de ataques aéreos contra território russo. Autoridades russas confirmaram uma ofensiva com drones na região de Krasnodar. Segundo o governador Veniamin Kondratyev, oito pessoas ficaram feridas em Novorossiysk, incluindo duas crianças, e houve danos em seis edifícios residenciais e duas casas particulares.
Ele afirmou ainda que destroços de drones foram encontrados em áreas de várias empresas, sem detalhar quais. Já o canal independente russo ASTRA, na plataforma Telegram, informou que o terminal de petróleo Sheskharis — um dos maiores e mais estratégicos da Rússia — também foi alvo do ataque. A instalação já havia sido atingida no início de março deste ano e sofreu danos em novembro de 2025.
Desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, diversas instalações em território russo passaram a ser alvo de ataques aéreos. Refinarias de petróleo figuraram entre os principais alvos em 2024 e 2025, assim como estruturas em áreas ocupadas da Ucrânia.
O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirmou a maioria das ofensivas, afirmando que as forças de defesa “implementam sistematicamente medidas destinadas a reduzir o potencial de combate das forças de ocupação russas, bem como a forçar a Federação Russa a cessar a agressão armada contra a Ucrânia”.
O ataque em Novorossiysk ilustra uma nova fase do conflito, marcada pelo uso intensivo de drones para atingir alvos de alto valor estratégico dentro do território russo. Ao mesmo tempo, evidencia uma mudança simbólica: embarcações utilizadas para lançar ataques contra cidades tornam-se também vulneráveis a operações de retaliação.
A NASA anunciou que o público poderá acompanhar, em tempo real, a missão Artemis II, na qual quatro astronautas viajarão ao redor da Lua a bordo da espaçonave Orion. A agência disponibilizou o Artemis Real-time Orbit Website (AROW), uma plataforma que permite rastrear a nave durante todo o trajeto.
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Painel da ferramenta de monitoração Arow, da Nasa
Reprodução: Nasa
Ao longo da missão, que deve durar cerca de 10 dias, a NASA testará como os sistemas da Orion operam com tripulação a bordo no ambiente do espaço profundo. Por meio do AROW, qualquer pessoa com acesso à internet poderá verificar a posição da nave e da tripulação, incluindo a distância da Terra, a distância da Lua, a duração da missão e outros dados relevantes.
A ferramenta estará disponível no site oficial da NASA e no aplicativo da agência. Utilizando o AROW, o público poderá visualizar dados coletados por sensores da Orion, enviados ao Centro de Controle da Missão no Johnson Space Center, em Houston. As informações serão atualizadas continuamente, começando cerca de um minuto após o lançamento até a reentrada da nave na atmosfera terrestre, ao fim da missão.
A plataforma também permitirá acompanhar a posição da Orion em relação à Terra e à Lua, além de observar marcos importantes da missão e características da superfície lunar, incluindo informações sobre locais de pouso do programa Apollo program.
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Outro destaque são os vetores de estado, dados que descrevem com precisão a localização e o movimento da nave, que serão disponibilizados após uma demonstração de operações de proximidade para avaliar o controle manual da Orion. Esses dados poderão ser usados por entusiastas, artistas e desenvolvedores para criar seus próprios aplicativos de rastreamento ou visualizações.
Também estarão disponíveis para download dados de trajetória da missão, conhecidos como efemérides, que poderão ser utilizados em softwares de voo espacial, telescópios ou projetos como modelos físicos, animações e aplicativos de monitoramento.

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