O papa Leão XIV afirmou neste domingo (24), durante a celebração de Pentecostes na Basílica de São Pedro, no Vaticano, que “só a Onipotência do amor” pode salvar a humanidade da guerra. A data é uma das mais importantes do calendário cristão e marca, segundo a tradição católica, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos cinquenta dias após a Páscoa, simbolizando o nascimento da Igreja.
Trump personaliza memória oficial dos EUA às vésperas dos 250 anos da independência do país
Exército russo confirma lançamento de míssil Oreshnik, com capacidade nuclear, contra a Ucrânia
Ao encerrar a homilia diante de cerca de cinco mil fiéis, o pontífice fez um apelo pela paz em meio aos conflitos internacionais e destacou que a violência não será derrotada pela força militar.
— Rezemos hoje para que o Espírito do Ressuscitado nos salve do mal da guerra, que é vencida não por uma superpotência, mas pela Onipotência do amor — declarou o papa.
Durante a celebração, Leão XIV refletiu sobre o Evangelho do dia, que narra a aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos. Segundo ele, as marcas da crucificação reveladas por Cristo são “mais eloquentes do que qualquer discurso”, pois representam a vitória da vida sobre a morte. O pontífice afirmou ainda que Pentecostes simboliza a renovação da Igreja e a missão evangelizadora dos cristãos.
Assista:
Paz, missão e verdade
Na homilia, o papa destacou três dimensões centrais da ação do Espírito Santo: a paz, a missão e a verdade. Sobre a paz, afirmou que ela nasce do perdão e conduz à reconciliação universal entre os povos.
— Podemos acolhê-Lo, porque Ele próprio é o doce hóspede da alma — disse, ao falar sobre o Espírito Santo.
Leão XIV também afirmou que toda a Igreja deve participar da missão de anunciar o Evangelho.
— Somos verdadeiramente participantes do Evangelho: toda a Igreja é dele protagonista, não apenas guardiã — declarou.
O pontífice ainda alertou contra divisões internas e discursos que, segundo ele, afastam os fiéis da mensagem cristã.
— O Paráclito nos defende de tudo o que impede esta compreensão: das facções, das hipocrisias, das modas que obscurecem a luz do Evangelho — afirmou.
Ao concluir a celebração, o papa voltou a pedir orações pela humanidade, citando não apenas as guerras, mas também a miséria e o sofrimento provocados pelo pecado e pelas desigualdades sociais.