O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que foi informado de que os assassinatos “cessaram” no Irã, após dias de brutal repressão, de acordo com grupos de direitos humanos. A declaração ocorre em meio à onda de protestos que ocorrem há duas semanas no Irã e a violenta repressão promovida pelo governo, que rendeu ameaças do presidente americano a Teerã.
Contexto: Trump avalia ação militar, cibernética ou econômica ao Irã em meio a protestos que já deixaram ao menos 200 mortos
Escalada dos EUA: Trump encoraja manifestantes no Irã a tomar instituições e diz que ‘a ajuda está a caminho’
Durante um evento na Casa Branca, Trump afirmou que lhe foi dito “por uma fonte confiável” que “as mortes no Irã estão cessando, pararam”. “E não há planos para executar” os detidos, acrescentou Trump, que havia dito que tal repressão poderia provocar uma reação enérgica de sua parte. O presidente dos EUA disse que ficaria “muito chateado” se a informação se provasse falsa e a repressão violenta continuasse.
Perguntado se a ação militar estava descartada, Trump disse que iria “observar” e “ver qual seria o processo”.
— Mas recebemos uma declaração muito, muito boa de pessoas que estão cientes do que está acontecendo — disse Trump.
Os comentários surgem depois de Trump ter instado os iranianos a continuarem os protestos contra o governo do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. O presidente afirmou que “agiria de acordo” após ser informado sobre o número de manifestantes mortos. Ele publicou nas redes sociais que “a ajuda está a caminho” para os que protestam no Irã.
Alguns militares americanos e britânicos destacados na maior base dos Estados Unidos no Oriente Médio receberam ordens para deixar o local até a noite desta quarta-feira, em meio a crescente tensão.
Em resposta, a República Islâmica disse que, se os EUA atacarem, teria instalações americanas no Oriente Médio como “alvos legítimos”. A decisão de retirada da base em al-Udeid, no Catar, indica, portanto, uma medida de “precaução” da Casa Branca frente a escalada de retórica entre os dois países, que já travaram uma guerra de 12 dias em junho do ano passado. A informação foi confirmada pelo Escritório Internacional de Mídia do Catar.
Nesta quarta-feira, o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, afirmou que o Irã está preparado para responder “com firmeza” aos Estados Unidos e a Israel, acusando Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de estarem por trás dos protestos que sacodem a República Islâmica.
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Entenda: Trump diz que Irã procurou EUA para negociar após ameaça sobre resposta militar a repressão a protestos
Nos últimos dias, Trump ameaçou em diversas ocasiões intervir militarmente no Irã e, na terça-feira, em uma tentativa de intensificar a pressão, anunciou tarifas de 25% aos parceiros comerciais da República Islâmica.
Trump também havia ameaçado agir “de maneira muito firme” se as autoridades iranianas começassem a executar os manifestantes, depois que o Ministério Público de Teerã afirmou que seriam apresentadas acusações por crimes capitais de “moharebeh” (“guerra contra Deus”) contra alguns dos suspeitos detidos nos protestos. No passado, houve casos em que essas acusações levaram à pena de morte.
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Enquanto isso, o balanço de vítimas deixado pela repressão não para de aumentar.
Segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, as forças de segurança iranianas mataram ao menos 3.428 manifestantes e detiveram mais de 10 mil pessoas. Ainda assim, a entidade advertiu que o número real provavelmente é muito maior.
A internet segue cortada em todo o país pelo sétimo dia consecutivo, segundo a organização de cibersegurança NetBlocks, o que dificulta o acesso à informação. Ainda assim, algumas informações acabam vazando.
Novos vídeos publicados nas redes sociais e verificados pela AFP mostram dezenas de corpos em um necrotério no sul da capital iraniana.
Diante da repressão e do corte das comunicações, parece que a intensidade dos protestos diminuiu drasticamente.
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), com sede nos Estados Unidos, afirmou que as autoridades estavam empregando “um nível de brutalidade sem precedentes para reprimir os protestos” e que os relatos sobre atividade de protesto na terça-feira se encontravam em “um nível relativamente baixo”.
Em atualização.
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Perguntado se a ação militar estava descartada, Trump disse que iria “observar” e “ver qual seria o processo”.
— Mas recebemos uma declaração muito, muito boa de pessoas que estão cientes do que está acontecendo — disse Trump.
Os comentários surgem depois de Trump ter instado os iranianos a continuarem os protestos contra o governo do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. O presidente afirmou que “agiria de acordo” após ser informado sobre o número de manifestantes mortos. Ele publicou nas redes sociais que “a ajuda está a caminho” para os que protestam no Irã.
Alguns militares americanos e britânicos destacados na maior base dos Estados Unidos no Oriente Médio receberam ordens para deixar o local até a noite desta quarta-feira, em meio a crescente tensão.
Em resposta, a República Islâmica disse que, se os EUA atacarem, teria instalações americanas no Oriente Médio como “alvos legítimos”. A decisão de retirada da base em al-Udeid, no Catar, indica, portanto, uma medida de “precaução” da Casa Branca frente a escalada de retórica entre os dois países, que já travaram uma guerra de 12 dias em junho do ano passado. A informação foi confirmada pelo Escritório Internacional de Mídia do Catar.
Nesta quarta-feira, o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, afirmou que o Irã está preparado para responder “com firmeza” aos Estados Unidos e a Israel, acusando Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de estarem por trás dos protestos que sacodem a República Islâmica.
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Trump também havia ameaçado agir “de maneira muito firme” se as autoridades iranianas começassem a executar os manifestantes, depois que o Ministério Público de Teerã afirmou que seriam apresentadas acusações por crimes capitais de “moharebeh” (“guerra contra Deus”) contra alguns dos suspeitos detidos nos protestos. No passado, houve casos em que essas acusações levaram à pena de morte.
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Novos vídeos publicados nas redes sociais e verificados pela AFP mostram dezenas de corpos em um necrotério no sul da capital iraniana.
Diante da repressão e do corte das comunicações, parece que a intensidade dos protestos diminuiu drasticamente.
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), com sede nos Estados Unidos, afirmou que as autoridades estavam empregando “um nível de brutalidade sem precedentes para reprimir os protestos” e que os relatos sobre atividade de protesto na terça-feira se encontravam em “um nível relativamente baixo”.
Em atualização.









