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Um casal britânico morreu durante férias nas Maldivas após um acidente ocorrido em uma excursão de mergulho em um resort que frequentavam regularmente havia quase duas décadas. Elaine Richmond, de 70 anos, morreu em 19 de dezembro, e o marido, Malcolm Richmond, de 71, faleceu três dias depois, em 22 de dezembro, segundo informações confirmadas por representantes do setor turístico local.
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Aposentados e moradores de Inkersall, próximo a Chesterfield, no condado de Derbyshire, os dois celebravam o Natal na remota ilha de Ellaidhoo, no Oceano Índico. O destino fazia parte da rotina anual da família há 17 anos, período em que o casal acumulou cerca de 60 estadias no local, incluindo três visitas somente em 2025.
Destino frequente e investigação em curso
Pat Scannell, da agência Maldives Holidaymakers, confirmou as mortes em comunicado. Segundo ela, Elaine e Malcolm eram figuras conhecidas no resort. “Eles farão muita falta à família e aos muitos amigos que fizeram ao longo de suas inúmeras visitas. Eram muito populares entre os funcionários”, afirmou.
As circunstâncias do acidente ainda não foram detalhadas pelas autoridades locais. No Reino Unido, uma investigação oficial será aberta no Tribunal do Legista de Chesterfield em 30 de janeiro. O funeral conjunto do casal está marcado para o dia 29, em Brimington.
Localizada a cerca de 42 quilômetros da capital Malé, Ellaidhoo é acessível apenas por hidroavião ou lancha e é conhecida pelas águas cristalinas e pela rica vida marinha, o que atrai mergulhadores de todo o mundo. As Maldivas também figuram entre os destinos preferidos de celebridades britânicas, como Sir David Beckham e Lady Victoria Beckham.
O caso ocorre em meio a outro episódio recente envolvendo um cidadão britânico no exterior. Na Tailândia, um proprietário de iate de 69 anos, que também tinha nacionalidade australiana, foi encontrado morto em sua embarcação ancorada próximo à praia de Khao Khad, em Phuket, no dia 11 de janeiro. Segundo a polícia local, o corpo estava em avançado estado de decomposição, o que indica que a morte teria ocorrido dias antes da descoberta. As autoridades afirmam não haver sinais de luta e aguardam o resultado da autópsia para determinar a causa da morte, sem descartar a hipótese de óbito não natural.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou o dedo do meio a um provocador durante visita a uma fábrica da Ford em Dearborn, no estado de Michigan, na tarde de terça-feira. O episódio ocorreu após o presidente ser acusado de ser um “protetor de pedófilos”.
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A interação foi rápida e aconteceu fora do campo de visão do pequeno grupo de repórteres que acompanha Trump como parte do pool de imprensa. Imagens do momento, aparentemente gravadas por um celular, começaram a circular pouco depois da saída do presidente da fábrica, após serem publicadas pelo site de celebridades TMZ.
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Em nota, o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, afirmou que um “lunático estava gritando palavrões de forma descontrolada, em um completo ataque de fúria, e o presidente deu uma resposta apropriada e inequívoca”.
A Ford não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre o incidente.
Até o episódio, a visita transcorria sem intercorrências. Trump caminhava pelo chão de fábrica, usando colete de segurança, tirando selfies com trabalhadores da montadora, enquanto caminhonetes F-150 avançavam pelas linhas de montagem acima. Executivos da Ford, entre eles o CEO Jim Farley, acompanhavam o presidente enquanto ele observava os veículos sendo finalizados.
O presidente esteve em Michigan para tratar da condução da economia, tema que seus assessores têm insistido para que ele priorize, em meio ao aumento das preocupações dos americanos com o custo de vida. Após a visita à unidade da Ford, Trump discursou para um grupo de empresários em Detroit.
Ao longo do dia, outros assuntos também estiveram em pauta. No chão de fábrica, o presidente respondeu a perguntas de repórteres sobre a investigação de seu governo envolvendo Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, e sobre a crise no Irã, incluindo a possibilidade de um ataque para derrubar o aiatolá.
Desta vez, um tema que não surgiu foi o caso envolvendo Jeffrey Epstein.
O incidente ocorreu quando Trump caminhava por um andar superior da fábrica e um homem, em um nível inferior, passou a gritar que o presidente era “um protetor de pedófilos”. Trump olhou na direção dos gritos e articulou silenciosamente uma resposta de duas palavras. No vídeo divulgado pelo TMZ, não é possível identificar claramente o que foi dito, embora pareça começar com a letra “F” — e não se trate de “Ford”.
Em seguida, Trump se afastou do local, deu alguns passos, mas voltou-se novamente para trás. Então, ergueu rapidamente o braço e mostrou o dedo do meio em direção ao provocador.
Imagens impressionantes registraram o momento em que um parapente motorizado perdeu o controle no ar e caiu no Oceano Atlântico, na sexta-feira (9), no sul da Flórida. O piloto, identificado como Brian Wenglarz, de 52 anos, voava sobre a região de Ocean Reef Park, em Riviera Beach, quando o ruído da hélice cessou repentinamente e o equipamento começou a oscilar de forma instável.
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Segundo as autoridades locais, a pipa do parapente passou a balançar para frente e para trás antes de Wenglarz entrar em um giro em espiral e despencar de uma altura estimada em quase 150 metros. As gravações feitas por celulares mostram apenas o paraquedas flutuando sobre as ondas, nas proximidades da Ilha Singer, após o impacto no mar.
Confira o momento da queda:
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Resgate rápido evitou tragédia
A principal hipótese é que o parapentista tenha sido atingido por uma rajada de vento, o que teria provocado a perda de controle e o colapso parcial do paraquedas, modelo que inclui uma mochila com motor acoplado. A queda assustou banhistas e salva-vidas que estavam na praia. Em um áudio divulgado pela ABC News, uma testemunha relata à polícia de Riviera Beach, em tom de pânico: “Acabei de ver alguém cair do céu. Precisamos de paramédicos aqui imediatamente”.
A salva-vidas Sara Williamson, do Serviço de Resgate Oceânico do Condado de Palm Beach, presenciou toda a cena e iniciou o resgate segundos após a queda. Em entrevista ao The New York Times, ela afirmou que parapentes motorizados são raros naquele trecho do litoral, o que fez com que o voo chamasse sua atenção. O homem caiu a cerca de 75 metros da costa.
Com o apoio do parceiro John Wendel e de um praticante de snorkel que estava no local — e ajudou a libertar Wenglarz do equipamento submerso —, o parapentista foi levado de volta à praia. Ele sofreu apenas cortes e arranhões leves, atribuídos ao uso de capacete no momento do acidente, conforme relataram os salva-vidas à emissora WFLX.
Montagem com o resgate
Divulgação/Riviera Beach Police Department
Imagens de câmeras corporais da polícia mostram o paraquedas danificado e o equipamento espalhado pela areia, enquanto Wenglarz, ainda molhado, caminhava pela orla reclamando apenas da perda do celular no mar. Williamson afirmou à ABC News que ficou em choque com a gravidade da queda e com o estado de saúde do piloto. “Ele poderia facilmente ter se afogado por causa do emaranhamento. Foi uma situação perfeita para dar errado, mas teve um desfecho positivo”, disse.
O episódio, segundo a salva-vidas, reforça a importância de manter atividades aquáticas próximas a áreas monitoradas. “Segundos fazem toda a diferença em uma emergência. Voem e nadem sempre perto de um salva-vidas”, aconselhou.
O alegado uso de armas sônicas durante a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, no início de janeiro, abriu uma nova frente de questionamentos sobre as tecnologias empregadas para neutralizar as forças responsáveis pela segurança de Nicolás Maduro. Testemunhos divulgados pela Casa Branca descrevem efeitos físicos severos compatíveis com armamento acústico de alta intensidade, embora o Pentágono não confirme oficialmente a utilização desse tipo de tecnologia.
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Entre a noite de 2 e a madrugada de 3 de janeiro, os Estados Unidos conduziram uma operação militar relâmpago, por terra, mar e ar, com o objetivo de capturar o presidente venezuelano. A ação, atribuída a forças especiais da Delta Force, teria sido preparada ao longo de vários meses. Segundo Washington, não houve baixas entre as tropas americanas. Já o governo venezuelano afirma que mais de 100 pessoas morreram durante a ofensiva, de acordo com declaração do ministro do Interior, Diosdado Cabello.
A chamada “Operação Resolução Absoluta” foi autorizada pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O dispositivo militar envolveu cerca de 150 aeronaves, mobilizadas a partir de aproximadamente 20 bases terrestres e navais. Entre os meios empregados estavam caças F-22, F-35 e F/A-18, aeronaves de alerta antecipado E-2, bombardeiros estratégicos B-1, além de drones e aviões de apoio logístico.
Fontes citadas pela Casa Branca admitem que, além do poder aéreo convencional, teriam sido utilizados meios não convencionais para incapacitar soldados venezuelanos e elementos cubanos que integravam o anel de segurança de Maduro, incluindo armamento de natureza sônica.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, compartilhou com jornalistas o relato de um suposto guarda venezuelano que afirmou ter presenciado a ação. Segundo o depoimento, os primeiros sinais do ataque foram falhas súbitas nos sistemas de radar.
— Estávamos de serviço quando, de repente, todos os sistemas se desligaram sem explicação — afirmou o homem, segundo o testemunho divulgado.
O relato menciona, na sequência, a presença de numerosos drones sobre as posições militares e a entrada de cerca de 20 soldados americanos em solo. O guarda descreveu armamento avançado e uma superioridade operacional que teria tornado qualquer reação impossível.
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O ponto central do testemunho diz respeito ao alegado uso de uma arma sônica. O guarda afirmou ter sido atingido por uma “onda sonora extremamente intensa”, que provocou dor imediata e sensação de pressão interna na cabeça. Segundo ele, outros militares teriam apresentado sangramento nasal, vómitos e incapacidade de se manter em pé.
Questionado pela Fox News sobre se o testemunho representava uma confirmação oficial, o governo dos Estados Unidos não respondeu. O Pentágono também se recusou a confirmar se armas sônicas foram empregadas durante a operação.
O que são armas sônicas
Armas sônicas, ou acústicas, utilizam ondas sonoras de alta intensidade para ferir ou incapacitar adversários. Podem operar por meio de feixes direcionais de som ou ultrassons, ou ainda criar campos sonoros de ampla área. Estudos indicam que sons de alta intensidade podem causar danos ao sistema nervoso central, ao aparelho cardiovascular e ao sistema auditivo, além de provocar desorientação, náuseas e ansiedade.
Pesquisas experimentais apontam que a exposição a ultrassons de alta intensidade, em frequências entre 700 kHz e 3,6 MHz, pode causar danos pulmonares e intestinais.
O equipamento mais conhecido desse tipo é o Dispositivo Acústico de Longo Alcance (LRAD), utilizado principalmente para controle de multidões. Esses sistemas podem emitir sons próximos de 150 decibéis, suficientes para provocar danos auditivos permanentes.
Os efeitos descritos no testemunho divulgado pela Casa Branca, no entanto, sugerem um sistema potencialmente mais potente do que os dispositivos LRAD convencionalmente utilizados.
Dois adolescentes de 14 anos morreram após serem soterrados pelo desabamento de um buraco que cavavam em um parque de Inverness, pequena cidade no centro da Flórida, a cerca de uma hora a noroeste de Orlando. George Watts e Derrick “DJ” Hubbard estavam no local havia cerca de duas semanas, escavando a chamada “areia açucarada” — um tipo de areia extremamente fina comum na costa do Golfo do estado.
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Segundo a Fox13, os jovens foram encontrados no sábado (10), enterrados a cerca de um metro e meio de profundidade no Sportsman Park. O alerta foi dado depois que os pais estranharam a falta de resposta dos adolescentes aos celulares. Ao chegarem ao local, encontraram bicicletas e sapatos próximos à área de areia e começaram a cavar enquanto acionavam o resgate. Equipes do Condado de Citrus levaram cerca de 30 minutos para retirar os meninos.
Laço de amizade e comoção na comunidade
Hubbard estava inconsciente quando os socorristas chegaram e morreu após dar entrada no hospital. Watts foi levado em estado crítico e morreu dias depois, após a família decidir desligar os aparelhos que o mantinham vivo e autorizar a doação de seus órgãos. Em uma publicação conjunta no GoFundMe criada em homenagem aos dois, familiares destacaram que eles eram “inseparáveis, cheios de vida, curiosidade e sonhos para o futuro”.
A mãe de Watts, Jasmine, afirmou no site de arrecadação que a família enfrenta “dor imensa, choque e sofrimento emocional”, além de despesas inesperadas com atendimento médico e funeral. As campanhas já arrecadaram mais de US$ 30 mil para ajudar a aliviar o impacto financeiro da tragédia.
A Inverness Middle School, onde os dois cursavam a oitava série, divulgou um comunicado às famílias e aos alunos lamentando o ocorrido e informando a disponibilização de uma equipe distrital de apoio em situações de crise, com conselheiros, psicólogos e assistentes sociais. “Essa situação afetou profundamente muitos membros de nossa escola e comunidade”, diz a nota.
Watts e Hubbard participavam ativamente da vida escolar, praticavam esportes e jogavam na liga de futebol americano Citrus NFL Flag, com a qual haviam conquistado recentemente um campeonato. Ao comentar o caso à Fox13, o treinador e mentor Corey Edwards descreveu os garotos como “almas antigas”. “Eles estavam se divertindo, sendo aventureiros, usando a imaginação. Infelizmente, isso acabou se transformando em uma tragédia”, afirmou.
Em comunicado obtido pela Fox13, o Gabinete do Xerife do Condado de Citrus declarou que agentes, socorristas e equipes de apoio seguem mobilizados para amparar as famílias. “A cura leva tempo, e ninguém deve sentir que precisa percorrer esse caminho sozinho”, disse a corporação, que pediu solidariedade e união da comunidade neste momento de luto.
Um homem de 31 anos morreu após ser soterrado por uma avalanche enquanto praticava snowmobile nas montanhas do Wyoming, nos Estados Unidos na tarde deste domingo (11). Nicholas Bringhurst, morador de Springfield, no estado de Utah, foi atingido pela massa de neve na região do riacho La Barge, no oeste do estado, segundo autoridades locais, enquanto andava de moto pela neve.
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De acordo com o gabinete do xerife do condado de Lincoln, o alerta foi recebido às 14h15 por meio de um dispositivo de rastreamento por satélite Garmin InReach, que indicava uma pessoa ferida em uma área remota. A equipe de resposta aérea da Air Idaho foi acionada e, ao chegar ao local, os socorristas constataram que Bringhurst havia sido atingido por uma avalanche.
Um amigo que o acompanhava conseguiu localizá-lo e desenterrá-lo, iniciando manobras de reanimação cardiopulmonar. Apesar dos esforços, Bringhurst não resistiu. O legista do condado de Lincoln, Dain Schwab, esteve no local e recolheu o corpo, mas a causa oficial da morte ainda não foi divulgada.
Paixão por esportes ao ar livre
As redes sociais de Bringhurst mostram que ele praticava snowmobile havia anos e mantinha uma rotina ligada a atividades ao ar livre, como caiaque, rafting, pesca e trilhas. Em uma de suas últimas publicações no Instagram, ele aparece tentando uma manobra com a moto de neve, sob risadas de amigos. A esposa, Lauren McBride Bringhurst, prestou homenagem ao marido com uma mensagem emocionada, descrevendo-o como seu “porto seguro” e companheiro de aventuras.
Amigos também lembraram Bringhurst como alguém solidário e experiente. Jayce Richins, que costumava andar de moto de neve com ele, afirmou que o amigo era “um ótimo piloto” e sempre o primeiro a parar para ajudar quem tivesse dificuldades no percurso.
O caso ocorre poucos dias após a morte de dois homens em uma avalanche no estado de Washington. Na sexta-feira, um grupo de quatro praticantes de snowmobile foi atingido por uma avalanche na região da trilha de Longs Pass. Segundo o Northwest Avalanche Center, dois homens morreram, um ficou ferido e outro conseguiu escapar ileso.
As vítimas foram identificadas como Paul Markoff, de 38 anos, e Erik Henne, de 43. Os dois sobreviventes acionaram o resgate por meio de um dispositivo de satélite Garmin, recurso usado em emergências em locais sem sinal de celular. As equipes de resgate enfrentaram dificuldades por causa das condições instáveis da neve, mas conseguiram recuperar os corpos no dia seguinte com o apoio de helicópteros e cães treinados para busca em avalanches.
O estudante universitário Stephen Pittman, de 19 anos, acusado de incendiar a maior sinagoga do Mississippi, apareceu nas redes sociais com queimaduras visíveis enquanto permanecia internado em um hospital de Jackson, nesta terça-feira (13). Segundo autoridades federais, ele sofreu ferimentos nos tornozelos, mãos e rosto durante o suposto ataque à Congregação Beth Israel, ocorrido na madrugada de sábado (10), pouco depois das 3h.
Vídeo: Câmeras de segurança flagram jovem despejando gasolina antes de incêndio na maior sinagoga do Mississippi
De acordo com uma declaração juramentada do FBI apresentada no Tribunal Distrital do Sul do Mississippi, Pittman teria confessado o crime ao pai após ser confrontado sobre as queimaduras. Ainda segundo o documento, o jovem teria rido ao relatar o ocorrido e afirmado que “finalmente os havia pegado”, levando o pai a procurar imediatamente as autoridades federais.
Stephen Pittman, de 19 anos, acusado de incêndio criminoso, exibiu as queimaduras que sofreu em seu quarto de hospital
Reprodução/Redes sociais
Investigação aponta motivação religiosa
Os investigadores afirmam que Pittman descreveu a sinagoga como uma “sinagoga de Satanás”, citando supostas “ligações judaicas” como motivação. Imagens de câmeras de segurança mostram uma figura encapuzada despejando gasolina no interior do prédio, inclusive sobre móveis do saguão, para facilitar a propagação das chamas. O FBI também apreendeu um celular queimado, atribuído ao suspeito, além de uma lanterna encontrada por membros da congregação.
Assista:
Câmera flagra jovem despejando gasolina antes de incêndio na maior sinagoga do Mississipi
Promotores sustentam que o jovem enviou mensagens ao pai momentos antes do incêndio, com uma foto da parte traseira do prédio e comentários sobre o uso de moletom, a qualidade das câmeras de vigilância e medidas para ocultar a identidade. Pittman também teria retirado a placa do carro e comprado combustível em um posto antes de seguir até a sinagoga, segundo o depoimento.
Pittman enfrenta uma acusação federal de incêndio criminoso contra propriedade ligada ao comércio interestadual, crime que prevê pena de cinco a 20 anos de prisão, além de multa que pode chegar a US$ 250 mil. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou ter orientado os promotores a buscar punições severas. Paralelamente, a promotora do condado de Hinds, Jody Owens, anunciou uma acusação estadual de incêndio criminoso de primeiro grau com agravante de crime de ódio, por motivação religiosa.
A Congregação Beth Israel, a maior sinagoga do Mississippi, foi destruída por um incêndio criminoso no fim de semana, e um suspeito, Stephen Pittman, de 19 anos, foi preso
Divulgação/Beth Israel Congregation
O incêndio não deixou feridos entre membros da congregação ou bombeiros. Ao chegar ao local, equipes encontraram chamas saindo pelas janelas e todas as portas trancadas, segundo o chefe de investigações do Corpo de Bombeiros de Jackson, Charles D. Felton Jr. O fogo destruiu um escritório administrativo e a biblioteca da sinagoga, onde exemplares da Torá foram danificados ou destruídos.
Fundada em 1860, a Congregação Beth Israel é a maior do Mississippi e a única em Jackson. O templo já havia sido alvo de um atentado a bomba da Ku Klux Klan em 1967, em retaliação ao apoio da comunidade judaica ao movimento pelos direitos civis, segundo o Instituto da Vida Judaica do Sul, que funciona no mesmo edifício. Apesar dos danos, a congregação informou que pretende manter suas atividades religiosas, possivelmente em igrejas locais, enquanto avalia os prejuízos e planeja a reconstrução.
A França abrirá um consulado na Groenlândia em 6 de fevereiro, um “sinal político” em meio às tensões entre a Europa e os Estados Unidos em torno da estratégica ilha do Ártico, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.
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Em entrevista ao canal RTL, Barrot disse que a decisão foi tomada no verão passado, durante visita do presidente Emmanuel Macron à Groenlândia.
O anúncio ocorre poucas horas antes de o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, receberem na Casa Branca os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia.
— Estive lá no fim do mês de agosto para preparar a instalação deste consulado, que será inaugurado em 6 de fevereiro — afirmou o ministro das Relações Exteriores francês: — É um sinal político que se associa à vontade de estar mais presente na Groenlândia, inclusive no âmbito científico.
Desde que retornou ao poder há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente se apoderar da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e rico em minerais estratégicos.
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— A Groenlândia não quer ser possuída, nem governada, nem negada, nem integrada aos Estados Unidos. A Groenlândia fez a escolha da Dinamarca, a escolha da Otan e a escolha da União Europeia — comentou Barrot, insistindo que a Groenlândia não está à venda: — Atacar outro membro da OTAN não faria nenhum sentido; seria inclusive contrário aos interesses dos Estados Unidos. Essa chantagem precisa cessar.
A intensificação dos ataques russos contra a infraestrutura energética da Ucrânia agravou a crise de abastecimento em Kiev durante o inverno mais rigoroso desde o início da guerra. Com temperaturas que chegaram a –19 °C nesta semana, moradores da capital enfrentam apagões prolongados, falta de aquecimento e interrupções no fornecimento de água.
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De acordo com o jornal inglês BBC, como medida emergencial, a Companhia Ferroviária Ucraniana mantém vagões estacionados em estações suburbanas da cidade. Conhecidos como “Trens da Invencibilidade”, eles funcionam como abrigos temporários, oferecendo aquecimento, energia para recarregar celulares e apoio básico a famílias afetadas pelos cortes de eletricidade.
O governo ucraniano acusa a Rússia de utilizar o inverno como estratégia de guerra. O presidente Volodymyr Zelensky afirma que usinas elétricas, instalações de armazenamento de energia e redes de distribuição têm sido alvos deliberados dos bombardeios. Segundo autoridades locais, os ataques mais recentes provocaram o pior apagão já registrado em Kiev desde o início da invasão em larga escala.
O prefeito da capital, Vitali Klitschko, declarou que mais de 500 prédios residenciais permaneceram sem energia após os últimos ataques e admitiu que o sistema opera no limite. Ele chegou a sugerir que moradores deixem temporariamente a cidade, se possível, para reduzir a pressão sobre a rede elétrica e os serviços essenciais — declaração que gerou repercussão interna e foi explorada pela Rússia como sinal de fragilidade.
Dados da ONU indicam que 2024 foi o ano mais letal para civis ucranianos desde 2022, reflexo direto do aumento dos ataques a áreas urbanas e à infraestrutura crítica.
Na margem leste do rio Dnipro, moradores relatam cortes frequentes de energia que duram mais de 24 horas. Sem aquecimento central, famílias recorrem a soluções improvisadas, como fogões a gás e baterias portáteis, que se mostram insuficientes diante das baixas temperaturas. Muitos optam por deixar Kiev temporariamente e se deslocar para regiões periféricas ou cidades vizinhas.
Segundo a presidente do think tank DiXi Group, Olena Pavlenko, a situação atual supera a dos invernos anteriores.
— A cada ataque, a recuperação se torna mais complexa. Com tudo coberto de gelo, os reparos na rede elétrica levam de duas a quatro vezes mais tempo — afirmou.
Equipes de empresas privadas de energia e da administração municipal atuam 24 horas por dia para reparar cabos e subestações danificadas. Ainda assim, engenheiros admitem que as soluções são paliativas.
— Estamos operando em modo de emergência. Os equipamentos trabalham em parâmetros críticos para garantir algum fornecimento à população — disse Andrii Sobko, da Kyiv Electric Networks.
Kiev atravessa agora o quarto inverno desde o início da invasão russa em larga escala. Embora autoridades estimem que a crise energética possa ser parcialmente amenizada nos próximos meses, o cenário segue instável.
Ao menos 22 pessoas morreram e mais de uma trintena ficaram feridas após um acidente de trem provocado pelo colapso de um guindaste no nordeste da Tailândia, informaram autoridades locais nesta quarta-feira.
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“Vinte e duas pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas”, declarou à AFP o chefe de polícia local Thatchapon Chinnawong, da província de Nakhon Ratchasima.
O acidente ocorreu por volta das 9h (02h em GMT), quando um guindaste utilizado nas obras da rede de trens de alta velocidade caiu sobre um trem de passageiros que trafegava pela região.
“Um guindaste colapsou sobre o trem, fazendo com que ele descarrilasse e pegasse fogo”, informou o departamento provincial de relações públicas.
Imagens exibidas pela televisão local mostraram equipes de resgate correndo para o local do acidente, onde o trem permanecia tombado de lado, envolto por fumaça e destroços.
A composição fazia o trajeto entre Bangkok e a província de Ubon Ratchathani. Segundo o ministro dos Transportes, Phiphat Ratchakitprakarn, havia 195 pessoas a bordo no momento do acidente, e as autoridades ainda trabalhavam na identificação das vítimas fatais.

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