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Israel anunciou, nesta sexta-feira, que a passagem de fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, será reaberta a partir do próximo domingo (1º), de forma limitada e sob controle de segurança, permitindo apenas a circulação de pessoas.
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Este posto é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza e o mundo exterior que não passa por Israel. Está localizado na área controlada pelo Exército israelense desde sua retirada no início do cessar-fogo, que entrou em vigor em 10 de outubro, após mais de dois anos de guerra contra o movimento islamista palestino Hamas.
— Em conformidade com o acordo de cessar-fogo e a diretriz política, a passagem de Rafah será aberta neste domingo em ambos os sentidos, permitindo apenas a circulação de pessoas — afirmou em comunicado o Cogat, órgão do Ministério da Defesa israelense responsável pelos assuntos civis nos territórios palestinos ocupados.
— A entrada e a saída da Faixa de Gaza pela passagem de Rafah serão autorizadas em coordenação com o Egito (sujeitas à prévia autorização de segurança de Israel) e sob a supervisão da missão da UE — acrescentou o Cogat.
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Apenas os palestinos “que deixaram Gaza durante a guerra” poderão retornar, especificou o comunicado.
A missão da UE será responsável pela identificação e triagem na passagem de Rafah, e o aparato de segurança israelense completará o monitoramento em um corredor localizado “em uma área sob controle” do exército, afirmou a organização.
Os palestinos em Gaza, a ONU e diversas ONGs aguardam ansiosamente a reabertura dessa passagem de fronteira para aliviar a situação humanitária no território.
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A presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Mirjana Spoljaric, pediu nesta sexta-feira, em um comunicado, a “melhoria urgente da dramática situação humanitária em Gaza”.
O anúncio de Israel está longe de satisfazer as demandas do Hamas e da ONU.
Uma dúzia de países, incluindo França, Canadá e Reino Unido, instaram Israel na quarta-feira a permitir a entrada “sem impedimentos” de ajuda humanitária em Gaza.
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A trégua é frágil, como ficou claro nesta sexta-feira, quando o Exército israelense anunciou ter realizado ataques aéreos em Rafah e “matado três terroristas” que saíram de um túnel no sul da Faixa de Gaza.
O procurador-geral do Peru interrogou nesta sexta-feira o presidente interino peruano, José Jerí, no âmbito de uma investigação preliminar por suposto tráfico de influência após um encontro encoberto com um empresário chinês que teve contratos com o Estado.
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“Acabamos de tomar o depoimento do senhor presidente, ele respondeu a todas as perguntas que lhe foram feitas”, disse a jornalistas o procurador-geral do Peru, Tomás Aladino Gálvez, após concluir a diligência no Palácio do Governo.
A apuração sobre Jerí, de 39 anos, estendeu-se por três horas, durante as quais ele respondeu a cerca de 30 perguntas, segundo o procurador. O mandatário comunicou ao Ministério Público (MP) que entregará um relatório de suas ligações telefônicas como parte dos trâmites da investigação.
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O MP abriu investigações preliminares contra Jerí em 12 de janeiro por suposto tráfico de influência e patrocínio ilegal de interesses, depois que a imprensa revelou vídeos de dois encontros com o empresário chinês Zhihua Yang. Jerí goza de imunidade durante seu mandato e só poderá enfrentar um eventual processo penal depois de julho, quando deixar o poder.
Em sua defesa, Jerí disse diante de uma comissão do Congresso que é vítima de um “complô” para forçar sua renúncia. O governante tomou posse em 10 de outubro em substituição a Dina Boluarte, destituída pelo Congresso em meio a protestos massivos pela crise de segurança decorrente do aumento da extorsão e do sicariato.
O Peru elegerá presidente e um novo Congresso em 12 de abril, em um processo do qual Jerí não poderá participar por lei. Seus encontros com Yang causaram suspeitas, porque em um deles ele é visto entrando à noite em um restaurante com a cabeça coberta pelo capuz de um moletom.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou nesta sexta-feira que está pronto para retomar as negociações com os EUA sobre o futuro de seu programa nuclear, mas sem ceder — ao menos publicamente — às demandas do presidente americano, Donald Trump. Trump, por sua vez, disse que o governo em Teerã está pronto para fechar um acordo, e que deu lhe deu um ultimato (sem dizer quando ele expira).
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Em Ancara, onde se encontrou com o chanceler turco, Hakan Fidan, Araghchi afirmou que seu governo está “pronto para iniciar negociações se elas ocorrerem em pé de igualdade, baseadas em interesses e respeito mútuos”, se referindo aos americanos. Mensagens têm sido trocadas entre EUA e Irã através de emissários, mas como reiterou o diplomata iraniano, não há planos para uma reunião bilateral.
— Embora os EUA tenham feito repetidos pedidos de negociação por meio de diversos intermediários, as condições prévias e o trabalho preparatório necessários não foram cumpridos — disse Araghchi. — Esperamos chegar em breve a um arcabouço comum que possa conduzir a um processo de negociação honroso e digno.
Antes da chegada do diplomata iraniano, Fidan afirmou à imprensa local que a Turquia deseja o papel de mediador para evitar uma guerra que arrastaria toda a região a um terreno desconhecido. Enquanto apela aos americanos para apostarem na diplomacia e não nas armas neste momento, pressiona Teerã por concessões de peso à Casa Branca.
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O objetivo de Trump é um acordo pelo qual o Irã abandone seu programa nuclear, interrompa a repressão aos protestos, que deixou milhares de mortos desde o fim do ano passado, suspenda a cooperação com uma rede de milícias na região e imponha limites ao desenvolvimento de mísseis. Na quinta-feira, em declarações antes da estreia do documentário sobre a primeira-dama, Melania Trump, o republicano disse que comunicou os iranianos sobre suas demandas, sem explicar de que forma.
Mas Araghchi não deu sinais de que pretenda ceder. Para ele, o programa nuclear — descrito como pacífico e sem fins militares — e o desenvolvimento de mísseis balísticos — citado como essencial à defesa nacional — não serão “objeto de negociação”, e “os resultados de qualquer negociação devem ser determinados à mesa de negociações, e não antecipadamente”.
— Se uma das partes impuser suas exigências antes mesmo do início das negociações, então não se trata mais de uma negociação — disse, em declarações ao lado de Fidan. — A República Islâmica do Irã, assim como está pronta para negociações, também está pronta para a guerra.
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Editoria de Arte
Fidan, que na véspera conversou com representantes do governo americano, disse ser contra um ataque, e espera que “os problemas internos do Irã sejam resolvidos pacificamente pelo povo iraniano, sem qualquer intervenção externa”. Ao lado de Araghchi, sugeriu que a longa lista de demandas da Casa Branca seja discutida tópico a tópico, começando pela questão nuclear.
— Apelamos aos Estados Unidos e ao Irã para que se sentem à mesa de negociações a fim de resolver suas divergências — completou.
Presidente dos EUA, Donald Trump, em evento na Casa Branca
ANNABELLE GORDON / AFP
Na Casa Branca, Trump disse que os iranianos “querem firmar um acordo”, e que deu um ultimato a Teerã para que aceite os termos propopstos e evite uma ação militar.
— Temos uma grande armada, flotilha, chame como quiser, a caminho do Irã neste momento — disse Trump, afirmando que as forças em estado de prontidão são “ainda maiores do que as que tínhamos na Venezuela”, se referindo à concentração militar no Caribe que antecedeu a captura do presidente Nicolás Maduro. — Veremos como tudo funciona. Eles precisam se posicionar em algum lugar, então que se posicionem perto do Irã. É uma situação complicada.
Porta-aviões USS Abraham Lincoln, deslocado para o Oriente Médio
Zachary PEARSON / Marinha dos EUA / AFP
No começo do ano, Trump ameaçou atacar o Irã em resposta aos protestos em dezenas de cidades ao redor do país, focados na deterioração das condições de vida mas que se tornaram uma ameaça existencial ao regime. Segundo levantamentos independentes, o número de mortos pode passar de 10 mil, além de dezenas de milhares de pessoas detidas. O presidente americano esteve perto de dar o sinal verde para suas tropas, mas foi dissuadido pela pressão de governos árabes e de Israel, que alertaram para os riscos de atacar um regime acuado e com um arsenal considerável em mãos.
Monarquias árabes, incluindo Arábia Saudita e Emirados Árabes, temem que bombardeios contra bases americanas em seus territórios lhe causem danos colaterais, enquanto Israel sugere que seus sistemas de defesa aérea ainda não estão completamente operacionais, cerca de sete meses após o conflito aéreo com o Irã. A Turquia teme uma crise de refugiados e o fortalecimento de minorias, como os curdos. E todos apontam para problemas ainda maiores, como a segurança da navegação no Golfo Pérsico e Mar Vermelho ou o uso de milícias pró-Teerã contra nações consideradas “hostis”.
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Enquanto Trump não se decide entre a guerra e a diplomacia, os militares americanos trabalham com uma série de opções de ataque. Segundo a agência Reuters, uma das propostas visa debilitar e criar condições para a queda do regime, embora analistas apontem que isso não seria tão simples. Os EUA hoje têm um grupamento de ataque naval, comandado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, na região, além de forças regulares em bases espalhadas pelo Golfo, com dezenas de milhares de soldados e equipamentos de combate e defesa.
Segundo o New York Times, uma das propostas prevê o envio de militares de elite a instalações nucleares que não tenham sido destruídas pelos bombardeios americanos em junho do ano passado. Contudo, a presença de militares americanos em solo iraniano, além de ser uma operação em tese mais complexa do que a que terminou com a captura de Maduro, no começo do mês, traz memórias nada agradáveis ao Pentágono.
Em abril de 1980, o então presidente Jimmy Carter autorizou uma ação militar para resgatar os 52 americanos detidos na Embaixada dos EUA em Teerã, ocupada no ano anterior por simpatizantes da nova teocracia. A Operação Eagle Claw terminou sem resgates e em uma humilhação histórica, na qual 8 militares morreram. Recentemente, em entrevista ao New York Times, Trump comparou a ação em Caracas contra Maduro com “Jimmy Carter derrubando helicópteros por toda parte”, referência às sete aeronaves perdidas no deserto iraniano.
Um homem vestido de Batman confrontou vereadores de Santa Clara, cidade no estado da Califórnia sobre a aplicação das leis de imigração. O homem com todos os apetrechos do super-herói exigia que os parlamentares tomassem medidas concretas para impedir a cooperação com o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A cidade se prepara para sediar o Super Bowl em 8 de fevereiro.
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O protesto aconteceu na última terça-feira (27), em reunião do Conselho Municipal. O homem falou por cerca de 3 minutos, num espaço aberto a declarações dos que estavam presentes na sessão. O manifestante questionou sobre a forma como tem sido conduzida as ações do ICE pelo país.
“Que p**** estamos fazendo aqui, sério? Vocês tiveram meses para se preparar para esse evento (Super Bowl). Não me importo se estou quebrando decoro, as pessoas estão morrendo em nossas ruas todo dia neste país, porque nós permitimos que o governo federal atropele vocês [prefeitura]. (…) Vocês ainda podem compensar e adotar políticas antes do Super Bowl, antes de potencialmente centenas de homens mascarados vierem à nossa cidade matar gente”, disse o Batman em seu discurso.
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O ICE anunciou que fará operações contra imigrantes em situação irregular durante o Super Bowl, o que foi confirmado pelo governo do estado. A importante partida será realizada no Levi’s Stadium no próximo mês.
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Durante seu discurso, o homem, que usava máscara, luvas e a capa pretas chamou os vereadores de covardes e traidores, os questionando se conseguem afirmar que está fazendo um bom trabalho e garantindo a segurança de todos, inclusive de crianças. Quando ele deixa o púlpito, é aplaudido por alguns dos presentes.
As tensões têm acirrado após duas mortes durante manifestações no estado de Minnesota, no norte do país, com a atuação truculenta da força de segurança. Em menos de 20 dias, o assassinato de duas pessoas por agentes federais nesse estado inflamaram os protestos na região, dando pressão a uma guerra de narrativas entre autoridades locais e federais. As famílias das vítimas questionam as versões oficiais das corporações de que oferecessem algum tipo de ameaça, em especial aos agentes.
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O caso mais recente foi o assassinato de Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, ao ser baleado por agentes federais americanos no último sábado (24). Imagens gravadas por pessoas que estavam no local contradizem a versão das autoridades de que o rapaz estaria armado, destaca a família, o qual chamou a alegação de “mentiras repugnantes”.
No último dia 7, Renee Nicole Good, de 37 anos, foi morta a tiros por um agente do ICE durante um protesto contra operações migratórias em Minnesota. Ela participava, junto com com a esposa, na condição de observadoras legais, filmando a abordagem de agentes federais. Testemunhas afirmam que Renee foi atingida três vezes quando um agente abriu fogo durante a confusão na rua. Já as autoridades federais alegam que a vítima tentou atropelar os policiais com o carro.
*Com AFP e veículos internacionais
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgará, nesta sexta-feira (30), mais de três milhões de páginas de arquivos do caso de Jeffrey Epstein, incluindo fotos e vídeos, anunciou o vice-procurador-geral, Todd Blanche. Espera-se que a nova divulgação inclua material até agora inédito da investigação sobre Epstein, um financista americano bilionário que morreu em uma prisão de Nova York em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.
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Blanche afirmou que todas as imagens de mulheres serão censuradas, com exceção das de Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein.
Publicações anteriores lançaram luz sobre os vínculos de Epstein com altos executivos, celebridades, acadêmicos e políticos, incluindo o presidente Donald Trump e o ex-presidente Bill Clinton. Talvez os documentos mais significativos divulgados até agora sejam dois e-mails do FBI, de julho de 2019, que mencionam dez “co-conspiradores” de Epstein.
Apenas uma pessoa – a ex-namorada de Epstein, Maxwell — foi acusada em relação a seus crimes, e os nomes dos supostos “co-conspiradores” aparecem tarjados nos e-mails. Maxwell cumpre pena de 20 anos de prisão por recrutar menores para Epstein, cuja morte foi declarada suicídio.
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Trump, antigo amigo próximo de Epstein, e Clinton aparecem de forma destacada nos arquivos publicados até o momento, mas não foram acusados de nenhum crime.
Um comitê da Câmara de Representantes liderado por republicanos votou pela abertura de um processo por desacato ao Congresso contra Bill e Hillary Clinton, por se recusarem a depor na investigação sobre Epstein.
Trump, de 79 anos, lutou durante meses para impedir a divulgação do volumoso conjunto de documentos sobre Epstein.
Uma rebelião dentro de seu Partido Republicano, no entanto, o obrigou a sancionar uma lei que determina a publicação de todos os registros. A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein (EFTA, na sigla em inglês) estabelecia que todos os documentos sob posse do Departamento de Justiça deveriam ser divulgados até 19 de dezembro.
Quatro policiais e dois funcionários da Guarda Costeira italiana começaram a ser julgados em Crotone (sudeste da Itália) nesta sexta-feira (30), acusados de demora no resgate de uma embarcação com migrantes em 2023, cujo naufrágio deixou 94 mortos.
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A tragédia, ocorrida na costa da região da Calábria, é a pior da Itália nos últimos dez anos. Entre as vítimas havia 35 crianças quando a embarcação encalhou nas rochas em frente à cidade de Cutro, em 26 de fevereiro de 2023.
Todos os acusados – quatro oficiais da Guardia di Finanza (GDF), a polícia financeira que também patrulha os mares italianos, e dois membros da Guarda Costeira – estiveram presentes nesta sexta-feira no primeiro dia do julgamento em Crotone, cidade próxima a Cutro, informou a imprensa local.
Eles são acusados de homicídio culposo e naufrágio “por negligência”, crime previsto no código penal italiano.
O barco superlotado havia zarpado da Turquia com pessoas procedentes de Afeganistão, Irã, Paquistão e Síria. Cerca de 80 sobreviveram. As autoridades estimam que há mais mortos, cujos corpos nunca foram encontrados.
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As acusações contra os agentes são referentes a uma operação de busca e resgate nunca realizada, apesar de as autoridades terem sido alertadas sobre a embarcação por várias horas. Um avião da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras (Frontex) detectou o barco em dificuldades pouco depois das 23h00, a cerca de 38 quilômetros da costa, e informou as autoridades italianas.
No entanto, um navio enviado posteriormente pela GDF deu meia-volta devido ao mau tempo, e a embarcação acabou se chocando contra os rochedos perto da praia, aproximadamente quatro horas depois.
Os promotores acusam a polícia e a Guarda Costeira de má comunicação e de atrasar a ação depois de inicialmente se considerar que a embarcação justificava uma operação policial marítima.
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O presidente Donald Trump, Melania Trump e os principais membros do governo Trump compareceram ao Centro John F. Kennedy para as Artes Cênicas na noite de quinta-feira para a estreia de “Melania”, um documentário produzido pela primeira-dama.
— É glamoroso, muito glamoroso — explicou o presidente enquanto sua esposa posava para fotos em frente a um cartaz brilhante com seu nome. — Precisamos de um pouco de glamour.
Mas o que alguns viram como glamour, outros entenderam como um ato flagrante de corrupção corporativa. A Amazon pagou US$ 40 milhões (R$ 209 milhões) à produtora da primeira-dama pelos direitos do filme e, em seguida, desembolsou outros US$ 35 milhões (R$ 183 milhões) para promovê-lo. O orçamento de marketing do filme é dez vezes maior do que o de um grande documentário normalmente recebe.
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Enquanto Trump desfilava diante de repórteres e fotógrafos que gritavam ao longo de um tapete vermelho — o tapete era, na verdade, preto, em consonância com a preferência de sua esposa por tudo em preto e branco —, ele foi perguntado se todo o evento não seria, na verdade, uma tentativa do fundador da Amazon, Jeff Bezos, e seus executivos de se aproximarem do governo Trump.
— Não sei, na verdade. Não estou envolvido — disse ele. — Foi feito com a minha esposa. Acho que é um filme muito importante. Mostra a vida na Casa Branca. É algo muito significativo, na verdade.
Outro repórter que tentou perguntar sobre o custo exorbitante do filme recebeu uma resposta ligeiramente diferente.
— Acho que você deveria perguntar ao [ex] presidente [Barack] Obama, que recebeu muito dinheiro e não fez nada — respondeu Trump. — Se você observar outros, eles receberam muito dinheiro, mas aqui está alguém, Melania, que realmente produziu, ela fez um ótimo trabalho.
A obra em si parecia quase irrelevante. A noite não era sobre cinema, mas sobre poder. Todo o espetáculo foi uma manifestação vívida do domínio que Trump exerce sobre seu partido e sobre esta cidade.
Os altos escalões da estrutura de poder de Washington — membros do Gabinete, senadores e o presidente da Câmara — compareceram, mesmo com o frio de -10°C, a um prédio que Trump assumiu o controle e batizou com seu próprio nome para celebrar este filme que sua esposa produziu sobre si mesma.
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Metade do Gabinete do presidente compareceu. Estavam presentes o secretário de Defesa, Pete Hegseth; a secretária da Agricultura, Brooke Rollins; e o secretário do Interior, Doug Burgum. E também Robert F. Kennedy Jr., o secretário da Saúde. O prédio em que ele estava foi construído como um memorial ao seu tio assassinado, o ex-presidente John F. Kennedy. Mas o que seu sobrinho achou da decisão de Trump de renomear o local para “Centro Trump Kennedy”?
— Foi construído como um memorial para a nação porque meu tio era profundamente comprometido com as artes — respondeu Kennedy — E acredito que o presidente Trump também seja comprometido com as artes.
Uma das primeiras pessoas a chegar foi o presidente da Câmara dos Deputados, Mike Johnson. Ele foi questionado se tinha alguma teoria sobre o motivo pelo qual a Amazon pagou milhões para produzir e comercializar “Melania”.
— Bem, esta é a primeira-dama dos Estados Unidos — disse ele. — É um projeto importante para a história e em todos os outros sentidos, e, sabe, acho que vale o investimento e acho que dará retorno.
Dá retorno como, exatamente?
— Acho que o componente de educação pública é um aspecto inestimável deste filme, e suspeito que eles também recuperarão o investimento — respondeu Johnson.
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Os acordos comerciais de Melania e grande parte do lançamento do filme foram orquestrados por seu agente e assessor de longa data, Marc Beckman, que estava presente na estreia. No início da semana, ele concedeu uma entrevista ao The Times de Londres, na qual revelou algo sobre o que descreveu como “a visão de Melania”.
Beckman disse que, primeiro com seu livro e agora com os materiais de marketing que ela criou para o filme, Melania estava aprimorando um ideal estético — “muito simétrico, ângulos retos, preto e branco” — que, em última análise, “visava apoiar essa marca de luxo que ela está construindo”.
Certamente foi um momento interessante para o governo Trump estender o tapete preto para si mesmo.
Dois dias atrás, o presidente foi a Iowa para tentar acalmar as preocupações econômicas no país. Seu chefe de Gabinete acaba de anunciar que ele começará a viajar para fazer algo semelhante uma vez por semana. Seus assessores sabem que têm problemas: uma nova pesquisa divulgada na semana passada pelo New York Times e pela Universidade de Siena revelou que apenas 24% dos eleitores acreditam que Trump tornou a vida mais acessível. Menos de um terço dos eleitores acha que o país está em melhor situação do que quando ele retornou à Casa Branca, há um ano.
— Talvez eu tenha uma equipe de relações públicas ruim — disse Trump na semana passada. — Mas não estamos conseguindo transmitir a mensagem.
Quase todos os altos funcionários da Casa Branca compareceram acompanhados de seus cônjuges. Funcionários mais jovens da Ala Oeste, na esperança de conseguir ingressos, enviaram e-mails para seus colegas da Ala Leste perguntando se poderiam dar um jeito.
A lista de convidados foi gerenciada pelo gabinete da primeira-dama e pela Amazon, embora, em uma cidade que gira em torno da proximidade com o presidente, o fato de alguém ser convidado para a estreia do filme de sua esposa se tornou, por si só, uma espécie de referendo de status. Republicanos influentes de diversas agências fofocaram durante toda a semana sobre quem havia conseguido ingressos. Os verdadeiros VIPs foram convidados para a festa extraoficial que aconteceria no clube exclusivo para membros de Donald Trump Jr., na cidade vizinha de Georgetown.
Dentro do teatro, a primeira-dama subiu ao palco para falar com a plateia.
— Alguns chamaram isso de documentário — disse ela. — Não é.
Não é?
— É uma experiência criativa que oferece perspectivas, insights e momentos — disse Melania.
Em seguida, ela agradeceu ao marido. A plateia o aplaudiu de pé.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação federal de direitos civis sobre a morte de Alex Pretti, morador de Minneapolis morto no sábado por agentes da Patrulha de Fronteira. A apuração passa a ser conduzida pelo FBI, segundo confirmaram autoridades federais.
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— Estamos analisando tudo o que possa lançar luz sobre aquele dia — afirmou na sexta-feira o vice-procurador-geral Todd Blanche.
A mudança ocorre após o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) confirmar que o FBI assumiria a liderança da investigação. Até então, a apuração estava a cargo da Homeland Security Investigations (HSI), divisão interna do próprio DHS.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, revelou a transferência do inquérito durante entrevista à Fox News, na noite de quinta-feira. Mais cedo na semana, o departamento havia informado que a HSI conduziria o caso.
— Vamos continuar acompanhando a investigação que o FBI está liderando e fornecer a eles todas as informações de que precisam para levá-la à conclusão, garantindo que o povo americano saiba a verdade sobre a situação e como podemos seguir em frente e continuar a proteger os americanos — disse Noem, em entrevista ao apresentador Sean Hannity.
Na sexta-feira, a porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, confirmou que o FBI liderará a investigação sobre a morte de Pretti, com apoio da HSI. Paralelamente, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), órgão vinculado ao DHS, conduz uma investigação interna sobre o tiroteio, no qual dois agentes dispararam contra Pretti.
O DHS não respondeu a questionamentos da imprensa americana sobre quando a mudança foi formalizada ou os motivos da decisão. O FBI também não comentou o caso até o momento. Ainda não está claro se o FBI compartilhará informações e provas com investigadores do estado de Minnesota, que, até agora, não tiveram acesso à investigação federal.
Durante a mesma entrevista, Noem se distanciou de declarações feitas logo após o episódio, quando afirmou que Pretti teria exibido uma arma de fogo e avançado de forma agressiva contra os agentes. Vídeos divulgados posteriormente mostram que o enfermeiro de UTI segurava apenas um telefone celular no momento em que foi derrubado no chão pelos agentes. As imagens registram um policial retirando uma arma da parte de trás da calça de Pretti enquanto outro efetua disparos em suas costas.
Pretti possuía autorização estadual para portar legalmente uma arma de fogo de forma oculta. Os vídeos não mostram, em nenhum momento, que ele tenha tentado alcançar a arma.
— A situação foi muito caótica, e estávamos recebendo informações do local, repassadas por agentes e oficiais da CBP que estavam presentes — afirmou Noem. — Usamos as melhores informações disponíveis naquele momento, buscando transparência com o povo americano e repassando o que acreditávamos ser verdadeiro no terreno.
A decisão de transferir a investigação ocorre após a divulgação, na quarta-feira, de dois vídeos que mostram um confronto anterior entre Pretti e agentes federais de imigração, ocorrido 11 dias antes de sua morte. As imagens, datadas de 13 de janeiro, mostram Pretti vestindo um casaco de inverno, gritando contra veículos federais e, em determinado momento, aparentando cuspir antes de chutar a lanterna traseira de um dos carros. Em seguida, há uma luta corporal, durante a qual ele é imobilizado no chão. O casaco se solta, e Pretti se afasta rapidamente.
Quando vira as costas para a câmera, o que parece ser uma arma de fogo pode ser visto em sua cintura. As imagens não mostram Pretti tentando pegar a arma, nem indicam se os agentes perceberam sua presença. Steve Schleicher, advogado de Minneapolis que representa os pais de Pretti, afirmou que o confronto anterior não justificava o uso de força letal dias depois.
— O episódio anterior de forma alguma justifica que os agentes tenham atirado fatalmente em Pretti mais de uma semana depois — disse.
Na manhã desta sexta-feira, o presidente Donald Trump comentou o caso em uma publicação na plataforma Truth Social, afirmando que os vídeos do confronto anterior enfraqueciam a narrativa de que Pretti teria sido um manifestante pacífico no momento em que foi morto.
“Agitador e, talvez, insurrecionista, o valor de Alex Pretti despencou com o vídeo recém-divulgado em que ele aparece gritando e cuspindo no rosto de um agente do ICE muito calmo e sob controle, e depois chutando de forma insana um veículo novo e muito caro do governo, com tanta força e violência que a lanterna traseira se quebrou em pedaços”, escreveu Trump. “Foi uma verdadeira demonstração de abuso e raiva, fora de controle. O agente do ICE estava calmo e sereno, algo nada fácil nessas circunstâncias.”
Em atualização.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convocou seu Conselho de Governadores nesta sexta-feira, a pedido de diversos países membros preocupados com a situação nuclear na Ucrânia, após os ataques russos à infraestrutura energética do país. A guerra na Ucrânia é “a maior ameaça à segurança nuclear no mundo”, declarou o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, no início da reunião na sede da organização em Viena, Áustria.
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“Esperávamos fortes sinais de apoio a uma avaliação da situação”, disse o embaixador ucraniano Yurii Vitrenko a jornalistas antes do início da reunião.
Ele acrescentou que era “hora” de o Conselho da AIEA “abordar essa situação”. Treze países, liderados pelos Países Baixos, solicitaram em uma carta ao Conselho da AIEA “que se reunisse devido aos últimos acontecimentos na Ucrânia e suas implicações para a segurança nuclear”.
“Nossas delegações compartilham uma profunda preocupação com a gravidade e a urgência dos riscos à segurança nuclear que esta situação representa”, escreveu o representante permanente dos Países Baixos junto à AIEA, Peter Potman, ao presidente do Conselho de Governadores, Ian David Graining Biggs, em carta datada de 21 de janeiro, cuja cópia foi obtida pela AFP.
Uma missão de especialistas da AIEA, iniciada há algumas semanas nas linhas de transmissão de energia e instalações nucleares ucranianas, ainda está em andamento e tem previsão de término para o próximo mês, afirmou Vitrenko. Grossi especificou que uma avaliação da situação será realizada em dez linhas de transmissão de energia “cruciais para a segurança nuclear”.
O representante permanente da Rússia junto às organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulianov, criticou a reunião do Conselho de Governadores, argumentando que ela foi “motivada unicamente por considerações políticas” e carecia de “qualquer necessidade real”. A Ucrânia acusa a Rússia em várias ocasiões de atacar suas instalações nucleares, alegando que os bombardeios russos poderiam desencadear outra catástrofe.
Na semana passada, bombardeios interromperam temporariamente o fornecimento de energia à usina nuclear de Chernobyl. Zaporíjia, ocupada pelas forças russas desde março de 2022, também precisa de eletricidade para resfriar seus seis reatores, que estão atualmente desligados.
Em Alberta, uma província rica em petróleo no oeste do Canadá, um grupo separatista está recolhendo assinaturas de seus moradores para um possível plebiscito sobre a independência da região. Na esteira deste esforço, segundo o Financial Times, representantes do grupo se reuniram com autoridades do governo dos Estados Unidos três vezes desde abril do ano passado, pedindo apoio à uma “transição para uma Alberta livre e independente”. Na quinta-feira, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, alertou Washington, dizendo que espera “que o governo dos EUA respeite a soberania” de seu país.
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— Sempre deixo isso claro em minhas conversas com o [presidente dos EUA, Donald] Trump, e depois passamos a discutir o que podemos fazer juntos — afirmou Carney, acrescentando que o presidente americano nunca mencionou a questão da independência de Alberta durante seus encontros.
Os comentários do primeiro-ministro surgiram depois que David Eby, líder da Colúmbia Britânica, província vizinha à Alberta, acusou os ativistas de “traição” por se reunirem com o governo Trump.
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Em entrevista ao Financial Times, Eby disse que o encontro entre o grupo, denominado “Projeto de Prosperidade de Alberta”, e representantes do Departamento de Estado dos EUA era “inapropriado” em um momento em que os canadenses deveriam estar unidos em meio às tensões com Washington, mas que entendia o desejo deles por um referendo, discutindo “os assuntos que desejam”.
— Temos liberdade de expressão, isso é importante. Mas ir a um país estrangeiro e pedir ajuda para desmembrar o Canadá é traição — afirmou.
Já a líder de Alberta, Danielle Smith, alertou contra a demonização dos apoiadores da independência, mas disse que não concordava com os objetivos do movimento. Smith tem demonstrado amizade com Trump e outros republicanos, já tendo inclusive visitado o clube privado do presidente, em Mar-a-Lago.
A notícia dos encontros surge num momento, de fato, delicado nas relações entre os EUA e o Canadá. Trump ameaçou repetidamente transformar o país no 51º estado. Enquanto isso, Carney deixou claro que acredita que o Canadá deve trilhar um caminho fora da influência dos EUA, após um ano de negociações de tarifas e retaliações com os Estados Unidos.
Também na quinta-feira, Trump afirmou que jatos da Bombardier e outras aeronaves canadenses podem perder a certificação para operar nos EUA caso o Canadá não aprove a certificação de aviões da americana Gulfstream. Em publicação na sua plataforma Truth Social, o presidente acusou o país vizinho de bloquear de forma “injustificável, ilegal e persistente” a autorização para modelos da Gulfstream e ameaçou impor uma tarifa de 50% sobre aeronaves canadenses vendidas ao mercado americano.
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À CNN, o advogado Jeffrey Rath, que fez parte do grupo que se reuniu com autoridades americanas, disse que ele e outros separatistas irão novamente à Washington no próximo mês para explorar a possibilidade de obter crédito financeiro em caso de independência. Eles planejam, segundo a rede americana, solicitar ao Tesouro dos EUA uma linha de crédito de US$ 500 bilhões (mais de R$ 2,5 trilhões).
— Não estamos pedindo doações. Estamos realizando um estudo de viabilidade para descobrir o que é possível — disse Rath.
Na semana passada, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que Alberta é um “parceiro natural para os EUA”, que tem “ótimos recursos” e que os “habitantes são pessoas muito independentes”.
O movimento separatista
A província de Alberta, rica em petróleo e mais conservadora que o resto do Canadá, possui um movimento separatista bastante ativo. Seus apoiadores argumentam há tempos que os habitantes de Alberta são sobrecarregados por impostos e sub-representados.
Eles argumentam que os esforços do governo federal para conter as mudanças climáticas estão prejudicando a indústria petrolífera de Alberta; que pagam mais impostos federais do que recebem de volta; e que seus valores conservadores são abafados pelos das províncias orientais, mais liberais e populosas.
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O separatismo em Alberta desempenhou, durante muito tempo, um papel secundário na política provincial, mas a vitória do Partido Liberal nas eleições de 2025 reacendeu o movimento, que considera a política de centro-esquerda de Carney como a antítese dos valores conservadores de Alberta. Ironicamente, Carney é natural de Alberta, criado em Edmonton, a capital da província.
Questionado sobre as reuniões, um funcionário da Casa Branca disse à CNN que “representantes do governo se reúnem com diversos grupos da sociedade civil e, [sobre Alberta], nenhum apoio ou compromisso foi transmitido”.
O referendo
Ainda de acordo com a CNN, o governo de Alberta aprovou uma petição para um referendo sobre a independência no início deste mês, e os ativistas têm até maio para coletar 178 mil assinaturas de eleitores elegíveis. Uma pesquisa recente da Ipsos revelou que aproximadamente 28% dos habitantes de Alberta, que tem uma população de cerca de 5 milhões de pessoas, poderiam votar “sim” em um referendo sobre a independência, um nível comparável ao da província de Quebec, onde o separatismo é uma importante força cultural.
— Quando você olha para as pesquisas, elas sugerem que até 30% dos habitantes de Alberta perderam a esperança. E isso representa cerca de um milhão de pessoas — pontuou a líder de Alberta. — Eu não vou demonizar ou marginalizar um milhão dos meus cidadãos quando eles têm queixas legítimas.
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Por outro lado, outra petição, desta vez do lado contrário à secessão, solicitando um referendo, também já foi aprovada, reunindo mais de 400 mil assinaturas. Algumas das críticas mais veementes à ideia vêm de comunidades indígenas, cujos tratados com o Estado canadense são mais antigos que a própria província de Alberta.
Em junho do ano passado, durante um comício pela independência de Alberta, os separatistas usavam bonés no estilo MAGA, com a inscrição “Make Alberta Great Again” (Torne Alberta Grande Novamente), elogiando Trump como “o melhor trunfo da América do Norte” e um potencial aliado.

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