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O líder chinês, Xi Jinping, afirmou que grandes perigos e oportunidades frequentemente chegam juntos. Isso se aplica especialmente a ele agora, após ter desmantelado o alto comando das Forças Armadas da China, deixando um vácuo que se espera que ele preencha com uma nova geração de leais escolhidos a dedo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira as prisões de dois jornalistas, além de dois ativistas, por acusações ligadas a um protesto em uma igreja em Minnesota, há cerca de dez dias. Entre os presos está Don Lemon, ex-âncora da rede CNN e crítico do presidente Donald Trump, a quem já chamou de racista e mentiroso. Embora as autoridades apontem violações de leis federais, a ação é encarada como um novo e perigoso capítulo dos ataques do trumpismo à imprensa livre, que incluem processos bilionários, corte de financiamento e interferência editorial.
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Lemon foi detido na noite de quinta-feira em Los Angeles, onde cobriria os Grammys, no domingo. Em comunicado, seu advogado, Abbe Lowell, citou a carreira de mais de 30 anos do jornalista, prometeu derrubar as acusações no tribunal e disse se tratar de um “ataque sem precedentes à Primeira Emenda” da Constituição, que trata da liberdade de expressão.
O processo contra Don Lemon gira em torno de um protesto em uma igreja de Saint Paul, em Minnesota, no dia 18. Na ocasião, manifestantes apontaram que o pastor prestou serviços para o ICE, o serviço de controle de imigração à frente da devassa promovida por Trump contra estrangeiros nos Estados Unidos, e interromperam a cerimônia. A secretária de Justiça, Pam Bondi, prometeu punir os envolvidos “com toda a força da lei federal”. Lemon rejeita os argumentos.
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Nos últimos dias, pedidos de prisão contra Lemon e a jornalista independente Georgia Fort — detida na sexta-feira — foram negados por tribunais. Mas o Departamento de Justiça afirmou que um Grande Júri aceitou as acusações contra os jornalistas, além dos ativistas Trahern Jeen Crew e Jamael Lydell Lundy, pelos crimes de conspiração para violar direitos constitucionais e violação à expressão de prática religiosa.
Após audiência judicial, todos foram liberados para responder em liberdade, e Lemon foi autorizado a viajar ao exterior em junho.
— A Primeira Emenda da Constituição protege esse trabalho para mim e para inúmeros outros jornalistas que fazem o que eu faço. Estou ao lado de todos eles e não ficarei em silêncio — disse Lemon, logo após a audiência, em Los Angeles. — Repito, não vou parar agora. Nunca vou parar.
Don Lemon, jornalista preso nesta sexta-feira, durante premiere de documentário
Angela Weiss / AFP
Ex-âncora da CNN, de onde foi demitido após comentários sexistas sobre a então pré-candidata republicana à Presidência Nikki Haley, Don Lemon é um antigo algoz de Donald Trump. Desde o nascimento político de Trump, Lemon já o chamou de mentiroso, corrupto e racista, e foi ameaçado várias vezes pela equipe jurídica do presidente. Há alguns dias, alertou que o governo federal poderia “adequar” a legislação para prendê-lo.
— Se uma coisa não funciona, eles tentam outra, e essa também falha, e eles tentam outra coisa, e aí eles simplesmente não desistem, porque, sabe, eles querem manter as aparências, mas eu não sei o que vem depois — declarou ao site Scripps News no domingo.
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A detenção foi duramente atacada por adversários de Trump e organismos de defesa da liberdade de expressão. A presidente do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, Jodie Ginsberg, disse que “as prisões são apenas as mais recentes em uma série de ameaças crescentes à imprensa nos Estados Unidos”. Hakeem Jeffries, líder da minoria democrata na Câmara, afirmou que “o Departamento de Justiça de Trump é ilegítimo e todos esses extremistas serão responsabilizados por seus crimes”.
A Casa Branca não pareceu se importar: na conta oficial na rede social X, fez uma publicação com a frase “Se a vida te dá limões…”, um emoji de correntes e uma imagem com a notícia da prisão de Don Lemon (limão, em inglês).
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Antes de chegar à Presidência, Trump jamais escondeu seu desdém por jornalistas. Em 2015, em um discurso no qual elogiou o presidente russo, Vladimir Putin (há 26 anos no poder), disse que “jamais mataria jornalistas”, mas que os odeia e que “alguns são pessoas mentirosas e nojentas”.
Em seu primeiro mandato, a imprensa não teve vida fácil, com ataques pessoais a veículos de imprensa e jornalistas, também alvos de sua milícia digital. Após o retorno à Casa Branca, o jornalismo não se tornou apenas um algoz incômodo, mas sim um alvo preferencial.
A começar pela mídia pública. Em janeiro, a Corporação para Radiodifusão Pública, responsável por financiar cerca de 1,5 mil veículos públicos nos EUA, fechou as portas após um corte de US$ 1,1 bilhão autorizado pelo Congresso. Segundo a Casa Branca, o dinheiro estava financiando veículos de comunicação “enviesados”.
Fachada da PBS, a rede de TV pública federal dos EUA
Kayla Bartkowski / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
Na mídia privada, a interferência fala um idioma bem conhecido por Trump: os processos.
Em 2024, ele processou a rede ABC depois que um apresentador, George Stephanopoulos, disse em entrevista que Trump foi condenado pelo estupro de uma escritora nos anos 1990 – a defesa do presidente reconheceu que ele foi condenado, mas por abuso sexual. Após a vitória do republicano, a empresa fechou um acordo para pagar US$ 15 milhões a Trump. Em setembro passado, a mesma ABC, parte do grupo Disney, suspendeu por uma semana o programa do comediante Jimmy Kimmel, após comentários sobre a morte do ativista Charlie Kirk que enfureceram Trump e seus aliados.
Em julho do ano passado, a Paramount, que controla a CBS News, concordou em pagar US$ 16 milhões a Trump para resolver um processo em que acusava a emissora de favorecer a candidata democrata, Kamala Harris, em uma entrevista. Segundo o New York Times, decisão tomada para garantir o aval da Comissão Federal de Comunicações (controlada por um aliado de Trump) à fusão da Paramount com a Skydance Media. Em ao menos duas ocasiões Trump ameaçou usar a agência para suspender as licenças de operação das redes ABC e NBC, alegando “cobertura injusta” contra ele
Vista geral do “Centro de Confinamento do Terrorismo” (CECOT), inaugurado em 2023
MARVIN RECINOS / AFP
Meses depois, Bari Weiss, jornalista alinhada às visões trumpistas, assumiu como editora-chefe da CBS News, e ordenou que uma matéria do programa “60 Minutes”, um dos mais tradicionais da TV americana, não fosse exibida: a jornalista Sharyn Alfonsi contava sem filtros a realidade do Cecot, a megaprisão que o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, construiu em seu país, e que abriga centenas de estrangeiros deportados por Trump. Alfonsi disse que a decisão foi política. A matéria foi exibida há alguns dias, mas com inserções de representantes do governo federal.
A lista de processos não seria completa sem a ação contra Rupert Murdoch, dono do Wall Street Journal, ligada à publicação de uma carta de Trump ao milionário Jeffrey Epstein, morto em 2019 e dono de uma rede de exploração sexual. O presidente pede US$ 10 bilhões. Ou então o igualmente bilionário processo — US$ 5 bilhões — contra a rede britânica BBC pela edição considerada “maliciosa” de um discurso de Trump. Antes do veredito, o diretor-geral da corporação, Tim Davies, deixou o cargo.
Presidente dos EUA, Donald Trump, diante de mapa com a grafia determinada unilateralmente por seu governo para o Golfo do México, chamado por ele de “Golfo da América”
ALEX WONG / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP
As restrições são sentidas até na Casa Branca. No ano passado, foram anunciadas mudanças no “pool” que acompanha o presidente em eventos oficiais, e que passou a privilegiar veículos alinhados ideologicamente. A agência Associated Press foi banida de coberturas por não aceitar a nomenclatura trumpista para Golfo do México (“Golfo da América”) e o secretário da Guerra (ou Defesa), Pete Hegseth, passou a exigir que as matérias passassem por censura prévia. Ao invés de concordar com as regras, alguns veículos devolveram as credenciais.
“Ao analisarmos tudo em conjunto, uma conclusão é inevitável: o presidente dos Estados Unidos está travando uma guerra total contra a liberdade de imprensa e o jornalismo”, afirmou, em comunicado, Clayton Weimers, diretor-executivo da ONG Repórteres Sem Fronteiras na América do Norte. “Donald Trump é um predador da liberdade de imprensa.”
A Blue Origin, empresa espacial do bilionário Jeff Bezos, informou nesta sexta-feira (30) que fará uma pausa temporária nos voos de seu foguete de turismo espacial para destinar mais recursos às suas ambições lunares.
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A companhia afirmou em um comunicado que “pausará os voos do New Shepard por pelo menos dois anos”, com o objetivo de “acelerar ainda mais o desenvolvimento das capacidades humanas lunares da empresa”.
O New Shepard é um foguete reutilizável que já levou dezenas de pessoas até a linha de Kármán, reconhecida internacionalmente como o limite entre a atmosfera e o espaço exterior.
“A decisão reflete o compromisso da Blue Origin com a meta nacional de retornar à Lua e estabelecer uma presença permanente e sustentada”, acrescenta o comunicado.
Mas a Blue Origin também pretende competir com a SpaceX, de Elon Musk, no mercado de voos para a órbita. No ano passado, a empresa realizou com sucesso dois voos orbitais não tripulados com seu foguete gigante New Glenn, que é mais potente do que o New Shepard.
Também em 2025, a Nasa informou que abriu licitações para uma missão à Lua, a terceira fase do programa Artemis. A Blue Origin é a atual contratada para a quinta missão planejada do programa, avaliado em bilhões de dólares.
Em seu segundo mandato na Casa Branca, o presidente Donald Trump aumentou a pressão sobre a Nasa para acelerar o avanço no envio de uma missão tripulada à Lua, enquanto a China intensifica esforços semelhantes.
A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, ganhou o apelido de “Barbie do Ice” devido à exposição das operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Críticos, tanto do lado dos oposicionistas democratas como de parte dos republicanos, acusam a comandante de Donald Trump de glamourizar a atuação da agência, o que inclui fotos ao lado dos agentes e imagens produzidas.
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No comando do Departamento de Segurança Interna desde janeiro de 2025, tem sofrido críticas e pressão política pela forte truculência com que os agentes do ICE e da Patrulha da Fronteira têm reprimido os protestos contra as ações dessas corporações, em especial em Minnesota, onde dois norte-americanos foram mortos.
No caso mais recente, em que o enfermeiro Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, foi executado ao ser baleado por agentes federais, Kristi Noem tentou implantar a narrativa de que se tratava de um caso de terrorismo doméstico. Uma das linhas de defesa do governo de Trump foi afirmar que Pretti estava armado e o agente atirou por legítima defesa. Imagens gravadas por populares que estavam no local, também em protesto, negam essa narrativa, mostrando que, na verdade, o enfermeiro segurava um aparelho celular. Ele foi morto quando tentava defender uma mulher que era agredida pelos agentes.
Em sua carreira, Kristi Noem já foi governadora de Dakota do Sul e, atualmente, aos 54 anos, é responsável por áreas como imigração, fronteiras e combate ao terrorismo. Em uma da suas ações mais polêmicas, ela gravou um vídeo de dentro de uma prisão em El Salvador, em que ameaçava imigrantes que quisessem ficar no EUA ilegalmente.
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Apesar da pressão Donald Trump não parece de acordo em demitir a “Barbie do ICE”, isto apesar da pressão dentro e fora do país. Organizações civis de Minnesota e de todos os Estados Unidos se preparam para uma nova onda de protestos contra o Serviço de Imigração e Alfândega, que teve início nesta sexta-feira, incluindo um chamado a uma paralisação geral para pressionar pelo fim das ações truculentas dentro da agenda anti-imigração do governo de Trump. Manifestações em grandes cidades como Atlanta, Nova York e Minneapolis foram confirmadas, enquanto novos atos são esperados por todo o fim de semana.
Nos anos anteriores, a “Barbie do ICE” também se envolveu em outros casos que geraram repercussão, como ter defendido o uso de hidroxicloroquina para tratamento e cura da Covid-19, durante a pandemia, iniciativa descartada por especialistas por sua inutilidade em combater a doença. Em seu livro ela confessa ter matado a tiros seu cão de 14 meses e um bode.
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O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira um projeto de lei orçamentária que deve encurtar a iminente paralisação do governo. O projeto de lei é resultado de um acordo, fruto de uma intensa rodada de negociações, entre o presidente Donald Trump e os democratas, que exigem reformas na política anti-imigração do governo após os recentes acontecimentos em Minneapolis. Mesmo com essa votação, a paralisação parcial começará à meia-noite de sexta-feira (5h da manhã de sábado, horário de Brasília), porque a Câmara dos Deputados está em recesso até segunda-feira, tornando inevitável a interrupção do financiamento do governo durante o fim de semana.
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O pacote bipartidário de gastos aprovado esta noite vai financiar a maior parte do governo e manter o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) em funcionamento por duas semanas, enquanto democratas e o presidente americano negociam restrições à política de imigração do governo.
Ainda que não haja até o momento uma data definida para a votação na Câmara, a aprovação no Senado já representou um grande avanço nas negociações entre a Casa Branca e os legisladores democratas. O pacto foi impulsionado por uma mudança brusca de postura do presidente e dos republicanos no Congresso, que se apressaram nos últimos dias em se distanciar do caos e da violência causados ​​pelos agentes federais que executam a campanha de deportação de Trump.
— Não temos muitas ferramentas de negociação no Senado, mas obviamente o financiamento é uma delas — disse o senador Chuck Schumer, democrata de Nova York e líder da minoria que intermediou o acordo com Trump, em entrevista. — Percebemos que precisávamos reformar e realmente controlar o ICE.
A declaração veio após os assassinatos de dois cidadãos americanos por agentes federais de imigração em Minneapolis neste mês, que cristalizaram o que as pesquisas já indicavam: uma ampla rejeição às táticas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), uma potencial área de vulnerabilidade para o Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato deste ano.
— Nunca vi um partido político transformar seu melhor tema em seu pior tema em um período tão curto como o que aconteceu nas últimas semanas — afirmou o senador John Kennedy, republicano da Louisiana, a repórteres antes da votação do acordo na noite de sexta-feira.
A votação terminou com 71 votos a favor e 29 contra o pacote de financiamento do governo, com 24 democratas e cinco republicanos votando contra. Como a Câmara não conseguiu aprová-lo antes de segunda-feira, o financiamento para o Departamento de Segurança Interna e uma série de outros órgãos, incluindo o Pentágono e programas de saúde e transporte, estava prestes a expirar após a meia-noite de hoje.
— Podemos inevitavelmente enfrentar uma breve paralisação do governo — disse o presidente da Câmara, Mike Johnson, a repórteres na noite de quinta-feira, durante uma exibição do filme “Melania” no Kennedy Center. — Mas a Câmara vai cumprir seu papel.
(Com AFP e New York Times)
* Em atualização
Uma pessoa que havia ficado ferida no choque entre dois trens ocorrido neste mês no sul da Espanha morreu no hospital nesta sexta-feira (30), o que aumentou o número de vítimas da tragédia para 46, informaram autoridades regionais.
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O presidente do governo regional da Andaluzia, Juanma Moreno, publicou no X que a região “segue com o coração partido… Que tragédia e quanta dor!”
No último dia 18, os três últimos vagões de um trem descarrilaram e invadiram a linha ao lado, por onde um trem trafegava no sentido contrário. Os dois trens circulavam a mais de 200 km/h e transportavam um total de 480 passageiros.
Investigações sugerem que o acidente foi causado por uma fissura em um dos trilhos, na altura de uma junta. Trata-se de uma “hipótese de trabalho”, que deve ser “corroborada por cálculos e análises detalhados posteriores”, concluiu a Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (Ciaf).
Como ocorreu o acidente
O acidente aconteceu quando um trem da empresa espanhola Iryo, que viajava de Málaga com destino a Madri, descarrilou e invadiu a linha adjacente, por onde trafegava um trem de outra empresa, a Renfe, que seguia de Madri para Huelva, informou a operadora da rede ferroviária pública da Espanha, a Adif. O segundo trem também descarrilou, e parte dos vagões de uma das composições caiu em um barranco de cerca de quatro metros.
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“O impacto foi terrível, fazendo com que os dois primeiros vagões do trem da Renfe fossem arremessados para fora dos trilhos”, afirmou o ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, em publicação na rede social X.
Repercussão internacional
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, declarou que “essa noite é de profunda tristeza para o nosso país”. “Quero expressar minhas mais profundas condolências às famílias e entes queridos das vítimas. Nenhuma palavra pode aliviar tamanho sofrimento, mas quero que saibam que todo o país está com eles neste momento tão difícil”, escreveu no X.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também se pronunciou, afirmando que seus “pensamentos” estão com as vítimas do acidente ferroviário, que classificou como “uma tragédia”, e prometendo o apoio de seu país à Espanha. “Uma tragédia ferroviária atingiu a Andaluzia. Meus pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e todo o povo da Espanha. A França se solidariza com eles”, escreveu Macron no X, na noite de domingo.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira o envio à Assembleia Nacional de um projeto de anistia a todos os presos políticos do país, além do fechamento do Helicoide, o centro de detenção e torturas do regime chavista sob comando de Nicolás Maduro, capturado pelos EUA no começo do mês. As medidas, antecipadas pelo jornal espanhol El País, podem beneficiar centenas de pessoas que estão atrás das grades por acusações políticas.
— Estou anunciando uma lei de anistia geral e instruindo que essa lei seja levada à Assembleia Nacional para promover a convivência na Venezuela — disse Delcy, em cerimônia no Tribunal Superior de Justiça. — Peço a todos que ninguém pratique violência ou vingança, para que possamos viver com respeito.
Segundo a presidente interina, a decisão foi tomada de acordo com Maduro, que foi preso no dia 3 de janeiro após uma intervenção armada dos EUA em Caracas e levado para Nova York, onde se encontra detido. Na cerimônia, que de acordo com o El País foi fechada à imprensa, Delcy alegou que estava no púlpito não só como presidente interina, mas também como advogada, e citou uma história pessoal.
— Meu pai foi preso e morreu em decorrência de tortura. Acredito na Constituição, na soberania nacional e na justiça para o povo venezuelano. Precisamos de mais justiça, com maior proteção legal — afirmou Delcy.
Outra medida anunciada na sessão foi o fechaendo do Helicoide, uma das prisões mais temidas do regime chavista, onde estão centenas de presos políticos, e onde os relatos de torturas e abusos se acumulam. De acordo com a presidente interina, afirma o El País, o local se tornará um centro de serviços sociais e esportes à comunidade.
O decreto, cuja aprovação está prevista para o começo de fevereiro, é mais abrangente do que o processo de libertação de presos políticos em curso desde a captura de Maduro. Pelo plano atual, as pessoas que deixam o cárcere são submetidos a restrições, como deixar o país e ocupar determinados cargos, e denunciam abusos cometidos por forças policiais.
O chavismo alega ter libertado cerca de 600 pessoas, mas ativistas dizem que o número é bem menor, cerca de 300, e acusam o regime de manter prisões clandestinas — a ONG Foro Penal, que presta assistência a pessoas detidas de forma arbitrária na Venezuela, aponta que havia, no início do mês, 806 presos políticos. Agora, o texto elimina os processos e condenações — na cerimônia, Delcy apontou que pessoas que cometeram crimes comuns, como homicídio e tráfico de drogas, não serão beneficiadas.
Desde a mudança no comando do regime venezuelano, até o momento tolerada pelo governo de Donald Trump, organizações da sociedade civil pressionam Delcy pela libertação dos presos políticos e um compromisso com a anistia. Ou seja, não apenas permitir que retornem para suas casas, mas também que não tenham mais pendências com a Justiça. Uma dessas organizações, o Comitê das Mães em Defesa da Verdade, apresentou uma proposta que tem como ponto de partida fevereiro de 2014, antes dos primeiros grandes protestos contra Maduro: para elas, é necessário garantir que as pessoas que foram forçadas ao exílio também possam voltar em segurança à Venezuela.
As concessões democráticas de Delcy, ao mesmo tempo em que passam a imagem de que os dias de repressão de Maduro estão ao menos suspensos, também soam como gestos para agradar Washington, que mesmo sob Trump fazia críticas à situação dos direitos humanos no país. A presidente interina tem cumprido a lista de deveres da Casa Branca, especialmente sobre o petróleo, ao mesmo tempo em que a principal líder da oposição, María Corina Machado, busca espaço junto ao republicano, inclusive lhe presenteando com a medalha do Nobel da Paz, recebida ano passado.
Um cidadão americano libertado na Venezuela em meio a um processo de excarcerações acordado sob pressão dos Estados Unidos deixou a prisão na sexta-feira e segue viagem rumo ao seu país, informou uma ONG dedicada à defesa de presos políticos.
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Em 8 de janeiro, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez anunciou um processo de excarceração de um “número importante” de presos por razões políticas, mas familiares e defensores de direitos humanos afirmam que as libertações ocorrem a conta-gotas.
— Confirmamos (…) a excarceração do preso político peruano-americano ARTURO GALLINO RULLIER. Ele já está a caminho dos EUA. Estava na (prisão, ndlr) Rodeo I — escreveu Gonzalo Himiob, da ONG Foro Penal, na rede social X. Gallino foi detido em 29 de novembro de 2025.
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O governo venezuelano garante que libertou, desde antes de dezembro, mais de 800 pessoas e pediu ao alto comissário da ONU para os Direitos Humanos que verifique a lista. No entanto, organizações não governamentais dedicadas à defesa de presos políticos questionam o número e registram, desde dezembro, pouco mais de 400 libertações com medidas cautelares.
O Foro Penal confirmou 302 excarcerações após o processo anunciado depois da captura — em 3 de janeiro — do agora deposto presidente Nicolás Maduro, em meio a uma operação americana que incluiu bombardeios em Caracas e em cidades vizinhas.
A expectativa no governo brasileiro é que o próximo encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, previsto para março deste ano, em Washington, funcione como um instrumento de consolidação política e diplomática, mais do que como um gesto simbólico. A leitura em Brasília é de que a reunião deve ter um duplo caráter: consolidar entendimentos já alcançados e, ao mesmo tempo, abrir espaço para parcerias concretas, sobretudo em áreas de cooperação prática.
Integrantes do governo Lula ressaltam, no entanto, que essa aposta convive com uma avaliação crítica sobre a dinâmica da administração Trump, que “impõe limites claros à previsibilidade”. Decisões tomadas no topo frequentemente são tensionadas por disputas internas e pela dificuldade de implementação nos níveis intermediários do governo, o que reduz a capacidade de planejamento e produz resultados parciais e graduais. Ainda assim, o contato direto com Trump segue sendo o principal mecanismo para destravar impasses pontuais e “organizar” a relação bilateral, recolocando temas nos trilhos e estabelecendo diretrizes mais claras para o diálogo.
Desde setembro de 2025, segundo avaliação interna, foi possível alterar de forma significativa a percepção de Trump sobre o Brasil, o que levou à retirada de parte das sobretaxas sobre produtos brasileiros. O país tornou-se, em determinado momento, o principal alvo de um tarifaço que tinha como justificativa o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Ainda assim, permanecem pontos sensíveis — descritos como “problemas remanescentes” — que seguem em negociação. A aposta do Planalto é que a interlocução direta permita avançar na retirada das tarifas que ainda vigoram e fortalecer a cooperação bilateral no combate ao crime organizado, tratado como eixo estratégico da agenda.
Lula pretende viajar acompanhado dos ministros diretamente envolvidos nos temas mais sensíveis, incluindo as áreas afetadas pelo tarifaço, como Fazenda, Itamaraty e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, além dos titulares da Justiça e da Polícia Federal, na linha da cooperação contra o crime organizado transnacional.
De acordo com auxiliares de Lula, há reconhecimento mútuo de que a relação bilateral contribuiu para remover parte dos entraves, mas ainda será necessário empenho político para eliminar os obstáculos restantes. O governo brasileiro espera que Trump manifeste, na presença de Lula, disposição para avançar nesse sentido.
Eventos externos — envolvendo Irã, Cuba, Venezuela e Ucrânia — podem alterar o contexto até a realização da reunião. A visita ainda não tem data definida, embora a tendência seja que ocorra em março, a depender de ajustes de agenda e da confirmação de disponibilidade por parte do governo norte-americano.
Fevereiro foi descartado devido a compromissos internacionais de Lula, incluindo visitas à Coreia do Sul e à Índia, e o calendário de abril também impõe restrições, com viagem prevista à Alemanha para a Feira de Hannover.
Conselho de paz
No capítulo do conselho de paz proposto por Trump, interlocutores do governo afirmam que Lula apresentou condições claras para uma eventual participação brasileira. O presidente manifestou reservas estruturais à iniciativa, avaliando que o formato concebido tende a aprofundar problemas já existentes no Conselho de Segurança da ONU, ao concentrar ainda mais poder decisório e comprometer a legitimidade do processo. A redução do número de atores e o baixo grau de representatividade — com apenas cerca de 60 países convidados e pouco mais de 20 participantes efetivos — reforçam, na avaliação brasileira, esse déficit.
Diante disso, Lula indicou dois pontos considerados indispensáveis: que o conselho se restrinja ao escopo das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, com foco específico na situação em Gaza, e que a Autoridade Palestina seja incluída entre os participantes.
A resposta de Trump, relatam, não foi negativa, mas tampouco implicou compromisso concreto. Ele indicou que refletiria sobre as sugestões.
No governo brasileiro, a avaliação é de que dificilmente o formato será corrigido nos aspectos considerados essenciais. Enquanto essas condições não forem atendidas, a tendência é de cautela, com o Brasil mantendo distância de uma iniciativa cuja legitimidade e efetividade seguem, para Brasília, em aberto.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou nesta sexta-feira para um “colapso financeiro iminente” da organização, em carta aos Estados-membros consultada pela AFP.
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O chefe da ONU pediu especificamente a todos os países que “cumpram integral e prontamente suas obrigações de pagamento” ou “revisem minuciosamente as regras financeiras” da organização.
Os Estados Unidos, hostis ao multilateralismo defendido pela ONU, reduziram o financiamento de algumas agências nos últimos meses e negaram ou atrasaram alguns pagamentos obrigatórios.
“Já foram anunciadas oficialmente decisões de não honrar as contribuições obrigatórias que financiam uma parcela significativa do orçamento regular aprovado”, lamentou Guterres.
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Esses déficits orçamentários obrigam a organização a congelar contratações, atrasar pagamentos ou reduzir suas missões.
“A trajetória atual não é sustentável. Ela expõe a organização a riscos financeiros estruturais e impõe uma escolha drástica: ou os Estados-membros concordam com uma revisão completa de nossas regras financeiras, ou devem aceitar a perspectiva muito real de um colapso financeiro”, escreveu Guterres.

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