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A candidata do governo de direita da Costa Rica, Laura Fernández, desponta como vencedora das eleições presidenciais, com 31% das seções eleitorais apuradas, segundo o Tribunal Supremo de Eleições (TSE).
Mais de 3 milhões de costarriquenhos vão às urnas para escolher presidente, com candidata conservadora favorita nas pesquisas
Fernández, cientista política de 39 anos, defensora de uma política de linha dura para enfrentar a violência do narcotráfico, obteve até o momento 53,01% dos votos, ou seja, treze pontos acima do mínimo necessário para vencer no primeiro turno.
Bukele
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, não esperou o resultado final das urnas e já felicitou a candidata da direita. Fernández prometeu, durante a campanha eleitoral, concluir uma prisão semelhante à megaprisão de gangues de Bukele e instaurar estados de exceção em áreas conflituosas. Organizações de direitos humanos criticaram as políticas de Bukele ao apontar abusos de direitos humanos.
“Acabei de felicitar por telefone a Presidenta eleita da Costa Rica, Laura Fernández. Desejo-lhe muito sucesso em seu governo e tudo de melhor para o querido povo irmão da Costa Rica”, disse o presidente salvadorenho, em sua conta no X.
* Matéria em apuração
Entre fevereiro de 1992, quando o então tenente-coronel Hugo Chávez liderou uma primeira e fracassada tentativa de golpe de Estado, e janeiro de 2026, quando os EUA de Donald Trump atacaram a Venezuela e capturaram seu presidente, Nicolás Maduro, os venezuelanos viveram permanentes sobressaltos provocados por tensões políticas e crises econômicas. Nos últimos 26 anos, o país foi governado por um regime autoritário, que a partir da onda de protestos de 2014 endureceu a repressão. Esse trágico pano de fundo explica por que, de acordo com pesquisa divulgada recentemente pela revista The Economist, só 13% dos venezuelanos questionam a ação militar dos EUA contra o país, e 80% creem que sua situação econômica e social vai melhorar nos próximos 12 meses. Nas palavras de um sociólogo venezuelano exilado na Colômbia, desde que Maduro ordenou sua prisão pela TV, em 2017, “os venezuelanos estão em modo de sobrevivência”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Com a temperatura em Nova York caindo para perto de zero e o número de mortos durante a onda de frio subindo para 14, o prefeito Zohran Mamdani anunciou a abertura de 50 novas unidades de abrigo com cômodos individuais para pessoas sem-teto na região norte de Manhattan. O objetivo, disse Mamdani em um comunicado à imprensa no sábado à noite, era remover “as barreiras que impedem que muitos nova-iorquinos vivam no frio”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, neste domingo, que iniciou conversas com as autoridades de Cuba e que acredita que elas levarão a um acordo entre os países. A declaração foi feita em um momento de pressão para a ilha após a detenção do ex-governante da Venezuela, Nicolás Maduro, por autoridades americanas.
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— Estamos conversando com o povo de Cuba, com os mais altos responsáveis de Cuba — afirmou o presidente à imprensa em sua residência na Flórida. O mandatário disse que “vamos ver o que acontece”, mas que acredita que “vamos chegar a um acordo com Cuba”.
Desde a captura de Maduro, no último dia 3, durante um ataque militar de Washington na Venezuela, Trump passou a concentrar suas ameaças nas autoridades cubanas.
— Cuba é uma nação quebrada. É assim há muito tempo, mas agora já não tem a Venezuela para apoiá-la — falou.
Trump, que já cortou o fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba, assinou, na última quinta-feira, um decreto que prevê a imposição de tarifas a países que vendam petróleo a Havana sob o argumento de que a ilha representa uma “ameaça excepcional”.
O governo cubano acusa Trump de querer “asfixiar” sua população, que sofre periodicamente com apagões e com a falta de combustível nos postos de gasolina.
Mais de 1.200 voos foram cancelados em todo os Estados Unidos neste domingo, enquanto uma forte tempestade de inverno, que acumulou até cerca de 30 centímetros de neve em muitas áreas, começa a se deslocar para o mar. Ao mesmo tempo, a costa leste e o sul do país seguem sob um intenso frio, a ponto de pelo menos uma concessionária de energia pedir que moradores reduzam o consumo de eletricidade.
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A previsão era de que a neve perdesse força por volta do meio-dia deste domingo na maior parte da Carolina do Norte, onde caíram até 36 centímetros em áreas do interior e cerca de 30 centímetros em várias regiões do litoral, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia.
A tempestade deve se intensificar em alto-mar, podendo gerar ventos com força de furacão longe da costa. Embora possa provocar rajadas de até 80 km/h no leste de Massachusetts, o nordeste dos EUA deve escapar dos piores efeitos do fenômeno.
— Ela está longe o suficiente da costa para não ter um impacto tão grande — afirmou Rich Otto, meteorologista do Centro de Previsão do Tempo dos EUA.
Redução de consumo de energia
O leste do país foi atingido por duas grandes tempestades de inverno e um frio intenso em apenas duas semanas. Isso tem pressionado as redes de energia com o aumento da demanda por aquecimento, além de quedas de energia causadas pelo gelo. A forte nevasca e as temperaturas extremamente baixas explicam parte dos cancelamentos de voos.
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A concessionário Duke Energy pediu que clientes na Carolina do Norte e na Carolina do Sul reduzam o consumo de energia entre 4h e 10h da manhã desta segunda-feira, na tentativa de evitar apagões temporários. A empresa recomendou manter os termostatos na menor temperatura confortável, não usar aparelhos grandes como máquinas de lavar e lava-louças nesse período e adiar o carregamento de veículos elétricos para depois do meio-dia.
Cerca de 178 mil residências e empresas — principalmente no Mississippi, Tennessee, Flórida e Louisiana — estavam sem energia, segundo o site PowerOutage.com — site que monitora quedas de energia em tempo real nos EUA. Muitas dessas áreas permanecem sem energia desde que uma tempestade de gelo derrubou linhas de transmissão na semana passada.
O frio avançou tanto para o sul que passou a ameaçar a lucrativa produção de cítricos da Flórida. Houve relatos de neve no início da manhã de domingo em Tampa, na Flórida, enquanto quase todo o estado está sob alerta de frio extremo. Em Miami, a temperatura era de 2°C às 6h da manhã no horário local.
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Em todo o país, 1.289 voos haviam sido cancelados até as 11h30 (horário de Brasília) segundo a FlightAware, empresa que monitora o tráfego aéreo. O aeroporto de Charlotte Douglas foi o mais afetado, com 809 voos de chegada e partida cancelados. No sábado, quase 2.500 voos foram suspensos nos EUA.
Otto afirmou que as temperaturas no leste dos Estados Unidos devem subir levemente ao longo da próxima semana, mas continuarão bem abaixo da média histórica.
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O México enviará ajuda humanitária a Cuba esta semana, incluindo alimentos e suprimentos essenciais, anunciou a presidente Claudia Sheinbaum neste domingo, após os Estados Unidos ameaçarem impor tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha. O país havia se tornado um fornecedor fundamental de petróleo para Cuba, que enfrenta uma profunda crise energética agravada pela suspensão do fornecimento de petróleo bruto da Venezuela após a intervenção militar dos EUA naquele país e a captura de Nicolás Maduro.
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— Estamos planejando ajuda humanitária para Cuba (…) de alimentos e outros produtos, enquanto resolvemos diplomaticamente tudo relacionado ao envio de petróleo por razões humanitárias — declarou Sheinbaum durante um evento público.
Sheinbaum havia alertado que o México continuaria “em solidariedade” com Cuba, embora tenha ordenado ao seu ministro das Relações Exteriores que estabelecesse contato com Washington para “saber precisamente o alcance” do decreto de Trump que sanciona os embarques de hidrocarbonetos para a ilha.
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Embora seu governo esteja trabalhando com a administração republicana sobre o futuro dos embarques de petróleo bruto, a líder de esquerda decidiu “enviar outros produtos que são essenciais para o povo cubano”, acrescentou ela.
Sheinbaum também negou ter conversado com Trump sobre o fornecimento de petróleo para Cuba, depois que o magnata afirmou que lhe pediu para impedir que o México fornecesse hidrocarbonetos ao país caribenho.
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— Nunca conversamos com o presidente Trump sobre a questão do petróleo com Cuba — declarou Sheinbaum no estado de Sonora, no norte do país, onde apresentou projetos de infraestrutura.
O México enfrenta as ameaças de tarifas de Trump desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025 e agora terá que lidar com a revisão do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (USMCA), do qual faz parte juntamente com o Canadá e os Estados Unidos.
O menino de 5 anos que estava mantido há duas semanas em um centro de detenção do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no Texas voltou para casa após ser libertado neste sábado. A informação foi compartilhada na rede social X pelo deputado democrata do estado do Texas Joaquín Castro.
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“Liam e seu pai saíram do centro de detenção de Dilley ontem à noite. Eles nunca deveriam ter estado lá. Graças às suas vozes e à sua indignação, eles agora estão livres”, escreveu o parlamentar numa publicação com fotos da criança e seu pai juntos.
Em 20 de janeiro, Liam Conejo Ramos e seu pai, Adrian Conejo Arias, foram detidos nas ruas de Minneapolis, no estado de Minnesota, em uma operação realizada por agentes do ICE destinada a prender e deportar imigrantes em situação irregular.
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O órgão federal está no centro de polêmicas pela ampla margem de atuação em suas operações desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, especialmente após a morte de dois manifestantes por agentes do ICE em janeiro, também em Minneapolis.
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A foto do menino de 5 anos no momento de sua detenção, na qual aparece assustado, usando um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila, enquanto é segurado por um agente vestido de preto, comoveu o mundo.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, alegou que o menino havia sido detido depois que seu pai, supostamente um imigrante ilegal, tentou fugir para evitar a prisão.
Adrian e Liam passaram 12 dias em um centro de detenção para famílias migrantes no Texas, a 1,8 mil quilômetros de Minneapolis. Neste sábado, um juiz federal ordenou a libertação de ambos.
O magistrado afirmou, em sua decisão, que “este assunto tem origem na implementação, mal concebida e mal executada pelo governo, de cotas diárias de deportações, ainda que isso implique traumatizar crianças”.
“Também parece que o governo ignora um documento histórico americano chamado Declaração de Independência”, continuou o juiz do Texas.
Após a decisão do magistrado, os dois foram libertados no mesmo dia. Segundo o deputado Joaquín Castro, o próprio parlamentar os levou de volta, neste domingo pela manhã, para Minneapolis.
“Não vamos parar até que todas as famílias, todas as crianças, estejam de volta a seus lares”, assegurou no X.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou neste sábado (31), por telefone, com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Segundo nota do Itamaraty, os dois falaram sobre comércio exterior e a cooperação na área de segurança.

Sem entrar em detalhes, o Itamaraty informou ainda que os dois chanceleres trataram de detalhes sobre a visita a Washington, em março, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciada na semana passada. A data ainda não foi divulgada.

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O contato direto entre chanceleres ocorre também na esteira do desconforto causado pelo chamado Conselho da Paz, colegiado idealizado, criado e presidido pelo presidente estadunidense para gerir o futuro da Faixa de Gaza e outros territórios.

Ao mesmo tempo em que busca uma aproximação com Trump, sobretudo no que diz respeito ao comércio bilateral e mundial, Lula tem sustentado a posição histórica do Brasil de defender a Organização das Nações Unidas (ONU) como principal órgão de política multilateral.

Lula foi um dos líderes convidados a ocupar um assento no conselho, mas ainda não respondeu ao convite. Na semana passada, em evento em Salvador, ele chegou a criticar a proposta de criação do Conselho da Paz.

A ligação entre chanceleres ocorre também pouco depois de Lula e Trump terem conversado por telefone, na última segunda-feira (26). Segundo o Palácio do Planalto, o presidente defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, pauta histórica do Brasil.

Outro assunto debatido pelos mandatários foi a Venezuela. De acordo com o divulgado pelo Planalto, Lula expressou a Trump a necessidade de se manter a paz na região. Os dois também desejam avançar na cooperação no combate ao crime organizado transnacional.

O Brasil tem colocado na mesa a necessidade de avançar no congelamento de ativos das organizações criminosas e no intercâmbio maior de informações financeiras entre os países.

A segurança na região é um tema caro a Trump, sobretudo o combate ao narcotráfico. Desde que entrou no poder, o presidente norte-americano aumentou significativamente a presença militar na região, o que culminou com o sequestro, em 3 de janeiro, do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas dos EUA.

Tarifaço

Apesar de outros temas terem ganhado maior notoriedade nas últimas semanas, o principal pano de fundo do encontro entre Lula e Trump continua a ser a taxação de produtos brasileiros imposta pela Casa Branca.

Em agosto do ano passado, por ordem de Trump, o governo dos EUA impôs uma taxação de 50% sobre todos os produtos brasileiros, com exceção de cerca de 700 itens.

Após encontros entre Lula e Trump em eventos internacionais, o tarifaço sobre mais 238 produtos brasileiros foi derrubado, mas outros seguem com taxação extra em relação ao que pagavam antes. Desde então, continuam sendo taxados produtos como máquinas, móveis e calçados 

Israel reabriu de forma limitada neste domingo a passagem de Rafah, entre o Egito e a Faixa de Gaza, vital para o envio de ajuda humanitária, que no momento só pode ser utilizada pelos moradores do território e sob condições drásticas. O posto é o único ponto de entrada e saída entre a Faixa de Gaza e o exterior que não passa por Israel. No mesmo dia, em um novo revés para as organizações humanitárias, Israel também anunciou que a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) terá de deixar Gaza até 28 de fevereiro por ter se recusado a fornecer a lista de seus funcionários palestinos. Enquanto isso, uma pessoa morreu e três ficaram feridas em um ataque aéreo realizado por um drone israelense na cidade de Aaba, no sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde Pública do país.
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O Cogat, o órgão do Ministério da Defesa israelense que supervisiona as questões civis nos Territórios Palestinos Ocupados, não mencionou um aumento da ajuda e afirmou que a passagem de pessoas nos dois sentidos não começará antes de segunda-feira, uma vez “concluídos os preparativos”.
A reabertura foi solicitada com insistência pela ONU e por ONGs internacionais para permitir a entrada de ajuda no território palestino, devastado por dois anos de guerra de Israel contra o movimento islamista palestino Hamas. Mas também houve pressão dos enviados americanos Jared Kushner e Steve Witkoff, que instaram o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a reabrir a passagem durante conversas em Jerusalém.
Israel anunciou que a passagem fronteiriça estará limitada “ao trânsito dos habitantes” da Faixa de Gaza. “Nesse âmbito, uma fase piloto inicial começou hoje em coordenação com a missão da União Europeia (EUBAM) e as autoridades competentes”, ressaltou o Cogat.
Segundo uma fonte do Ministério da Saúde de Gaza, que atua sob a autoridade do Hamas, “quase 200 pessoas enfermas” aguardavam a reabertura para receber tratamento no Egito.
— Esta abertura parcial abre uma pequena porta de esperança para os doentes — disse Amine al-Hilu, 53 anos, que vive em uma tenda no norte do território e deseja uma abertura “sem restrições”.
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A reabertura acontece no contexto de uma trégua frágil entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas. No sábado, bombardeios israelenses deixaram 32 mortos, segundo a Defesa Civil de Gaza, um dos dias mais violentos desde o início da trégua, em 10 de outubro de 2025. Por sua vez, Israel afirmou que respondeu a violações do cessar-fogo.
A passagem de fronteira está fechada desde que as forças israelenses assumiram o controle do posto, em maio de 2024, com exceção de uma reabertura limitada no início de 2025, no âmbito de uma trégua anterior.
A reabertura total está prevista no âmbito do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar em definitivo com a guerra iniciada em 7 de outubro de 2023 com o violento ataque do Hamas contra Israel.
Um porta-voz do Hamas, Hazem Qasem, advertiu que “qualquer obstrução ou condição prévia imposta por Israel” constituiria “uma violação do acordo de cessar-fogo”.
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Na devastada Faixa de Gaza, muitos palestinos aguardavam com ansiedade a possibilidade de partir.
— Cada dia que passa, meu estado piora — disse Mohammed Shamiya, 33 anos, que enfrenta uma doença renal que exige tratamento de diálise e espera desesperadamente uma viagem ao exterior para receber atendimento médico.
A reabertura também deveria permitir a entrada em Gaza dos 15 membros do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), responsável por administrar o território durante um período transitório sob a supervisão do Conselho da Paz, presidido por Trump.
A reabertura ocorreu enquanto as Forças Armadas de Israel realizavam um novo ataque no sul do Líbano neste domingo. Segundo a imprensa internacional, um drone israelense atingiu um carro na cidade de Aaba, deixando uma pessoa morta e três crianças feridas.
Dois mísseis guiados atingiram o veículo, matando um membro da família al-Amis e ferindo um adolescente de 16 anos e duas crianças de nove e quatro anos. O ataque também danificou casas e outro carro. Foi o segundo ataque na região no mesmo dia.
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MSF fora de Gaza
Um menino palestino passa em frente à clínica da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), no bairro de al-Rimal, na Cidade de Gaza, em 11 de janeiro de 2026
BASHAR TALEB / AFP
Também neste domingo, Israel anunciou que a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) terá de cessar as atividades na Faixa de Gaza até 28 de fevereiro por se recusar a fornecer a lista dos seus funcionários palestinos. A organização reagiu e denunciou um “pretexto para impedir a ajuda humanitária” no território palestino.
Em dezembro, o Ministério da Diáspora israelense, responsável pelo registro das organizações humanitárias, anunciou que proibiria a atuação de 37 organizações humanitárias, incluindo a MSF, em Gaza a partir de 1º de março por não apresentarem informações detalhadas sobre os funcionários palestinos. Segundo o ministério, dois funcionários da MSF tinham vínculos com o Hamas e seu aliado, a Jihad Islâmica, algo que a ONG nega categoricamente.
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Neste domingo, o ministério declarou que a MSF comprometeu-se no início de janeiro a compartilhar a lista, mas que, “apesar do seu compromisso público, a organização se absteve” de entregar a relação. “Posteriormente, a MSF anunciou que não tinha a intenção de iniciar o processo de registro, em contradição com suas declarações anteriores”.
Em um comunicado divulgado na sexta-feira, a MSF afirmou que havia aceitado em janeiro, como medida “excepcional”, compartilhar uma “lista parcial” dos nomes de seus funcionários palestinos e estrangeiros, “condicionada a compromissos claros a respeito de sua segurança”.
“Apesar dos esforços reiterados, nos últimos dias ficou claro que não era possível qualquer diálogo com as autoridades israelenses para obter as garantias necessárias”, acrescentou a MSF, que decidiu, em consequência, não compartilhar “a lista de funcionários palestinos e estrangeiros com as autoridades israelenses”.
Com AFP e agências internacionais.
Uma segunda mulher afirmou que o agressor sexual Jeffrey Epstein a enviou ao Reino Unido para manter relações sexuais com o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, informou a BBC. A acusação foi revelada mais de 10 anos depois da denúncia de Virginia Giuffre, que se suicidou em abril de 2025 e foi a principal demandante no caso Epstein, criminoso sexual que se matou na prisão antes de ser julgado por acusações de tráfico sexual de menores.
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Brad Edwards, advogado americano que representa a segunda mulher, declarou à BBC que o encontro ocorreu em 2010 na residência do ex-príncipe em Windsor, ao oeste de Londres, quando sua cliente tinha pouco mais de 20 anos. Após passar a noite com Andrew, ela visitou o Palácio de Buckingham, acrescentou o advogado.
O filho da rainha Elizabeth II, que caiu em desgraça por sua amizade com Epstein, voltou a ser citado em vários dos milhões de documentos publicados na última sexta-feira pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Andrew sempre alegou inocência. Em outubro, ele foi destituído de todos os seus títulos reais e ordenado a se mudar de sua luxuosa residência em Windsor.
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A imprensa britânica divulgou, neste sábado, fotos de Andrew de joelhos, inclinado sobre uma mulher vestida, e e-mails em que convida Epstein para conversar “em particular” no Palácio de Buckingham. As revelações mais recentes provocaram a reação do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que declarou que Andrew deveria testemunhar no Congresso dos EUA sobre o que sabe dos crimes do financista falecido.

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