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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira o apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e ex-alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, à secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
O atual secretário-geral da ONU, o português António Guterres, vai deixar o cargo em 31 de dezembro deste ano, dez depois de chegar ao cargo. Em novembro de 2025, a organização deu início ao processo para a substituição de Guterres. Bachelet já era pré-candidata desde então e formalizou sua candidatura nesta segunda-feira.
“É com muita honra que o Brasil apoia a candidatura de @mbachelet à Secretária-Geral da ONU. Em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher”, escreveu Lula em uma rede social.
“A trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo. Foi a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade. Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido”, diz o texto.
Lula diz que a “experiência, liderança e compromisso” de Bachelet com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, “em um contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”.
O presidente faz referência à maior crise da ONU desde a sua fundação no pós-guerra. A sucessão de Guterres ocorre em meio à proposta do presidente americano, Donald Trump, de criar um órgão paralelo às Nações Unidas, chamado de Conselho da Paz, visto como uma tentativa de esvaziar a ONU.
A ex-presidente chilena vai disputar o cargo com pelo menos outros dois candidatos, também latino-americanos: a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan e o diplomata argentino Rafael Grossi. Ambos trabalham atualmente no sistema das Nações Unidas. Ela lidera a Agência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Já Grossi é o atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).
Além do Brasil, Bachelet terá também o apoio do México. Nesta segunda, o presidente chileno Gabriel Bóric, que deixa o posto em março, comemorou o lançamento da candidatura de Bachelet.
“Hoje, o estado do Chile, junto ao Brasil e ao México, temos a honra e o orgulho de oficializar a inscrição da candidatura de Michelle Bachelet Jeria à secretaria-geral das Nações Unidas. A ex-presidenta Michelle Bachelet encarna fielmente os valores da ONU, e esta candidatura expressa uma esperança compartilhada: que América Latina e o Caribe façam ouvir sua voz na construção de soluções coletivas aos tremendos desafios do nosso tempo”, afirmou Boric na rede social X.
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Trabalhos legislativos serão retomados na segunda

A Câmara dos Deputados marcou a primeira sessão de votações deste ano para esta segunda-feira (2), às 18 horas. Na pauta estão duas medidas provisórias (MPs):

  • A MP 1313/25, que institui o Programa Gás do Povo, uma nova política pública federal que busca ampliar o acesso ao gás de cozinha no Brasil.

A estimativa do governo federal é beneficiar 50 milhões de pessoas, aproximadamente 15,5 milhões de residências, o triplo do antigo programa, o Auxílio Gás.

  • A MP 1312/25, que abre crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões destinado ao setor rural.

O dinheiro será usado na prevenção e combate às emergências agropecuárias relacionadas à gripe aviária, tendo em vista a declaração de estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional. Também haverá combate às pragas mosca-da-carambola, monilíase do cacaueiro e vassoura-de-bruxa da mandioca.

Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Hugo Motta (E) e Davi Alcolumbre (D) durante abertura da sessão no ano passado

Deputados e senadores vão se reunir em sessão conjunta nesta segunda-feira (2) para inaugurar a 4ª sessão legislativa da 57ª legislatura — o que corresponde ao último dos quatro anos que compõem a legislatura iniciada em 2023.

A solenidade está marcada para as 15 horas no Plenário da Câmara e será conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Mensagens
Durante a sessão, será lida a mensagem do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com os projetos considerados prioritários para 2026. O Poder Judiciário também deve enviar uma comunicação aos parlamentares.

A presença do presidente da República na entrega da mensagem é opcional. Normalmente, o Palácio do Planalto envia o texto por meio de um representante do Poder Executivo.

Depois que a mensagem presidencial for lida, será a vez de o representante do Supremo Tribunal Federal (STF) fazer sua apresentação.

Em seguida, falará o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A sessão será encerrada com o discurso de Davi Alcolumbre. Os demais parlamentares não fazem uso da palavra.

Tradição
A abertura da sessão legislativa é geralmente precedida de um rito remanescente da inauguração da República.

O rito inclui passagem da tropa em revista, audição do Hino Nacional, execução de uma salva de tiros de canhão e a presença, na rampa do Congresso, dos Dragões da Independência, unidade militar criada por Dom João VI, em 1808.

A passagem fronteiriça de Rafah, principal ligação entre a Faixa de Gaza e o Egito, reabriu parcialmente nesta segunda-feira, após quase dois anos bloqueada pelo Exército de Israel em meio ao conflito com o Hamas. A liberação da única rota entre o enclave e um território não israelense era aguardada com particular ansiedade pelos cerca de 20 mil palestinos à espera de atendimento médico no exterior — uma espera que ainda deva se prolongar, enquanto as estritas condições para passagem na fronteira não estão totalmente claras e a crise humanitária no território continua a ser denunciada por órgãos internacionais como grave.
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Mesmo com a trégua: Ataques aéreos israelenses deixam ao menos 32 mortos e 30 feridos na Faixa de Gaza
Autoridades israelenses confirmaram a reabertura do posto fronteiriço — um ponto central no plano do presidente americano Donald Trump para pôr fim à guerra em Gaza — após a chegada de uma missão de vigilância europeia à região nesta segunda-feira. Fontes no Egito afirmaram que o número de pessoas autorizados a passar pelo posto nos primeiros dias será limitado a 50 em cada sentido. A TV israelense Kan informou um número ligeiramente superior: 150 pessoas estariam autorizadas a sair do território israelense, incluindo 50 doentes, enquanto 50 pessoas poderiam cruzar do Egito para Gaza.
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As condições para a passagem também levantam dúvidas nos dois lados da fronteira. Sabe-se que um serviço de transporte por meio de ônibus foi organizado, mas uma fonte ligada ao Comitê Nacional para Administração de Gaza, grupo de tecnocratas que deve ficar responsável pelo governo civil do enclave, questionou se os próprios palestinos teriam que pagar pelo serviço. A preferência para as saídas em direção ao Egito seriam de doentes com seus acompanhantes, mas fontes palestinas e israelenses falaram sobre limitações àqueles que têm uma autorização prévia, emitida pelo governo de Israel.
Fontes palestinas ouvidas pelo jornal israelense Haaretz criticaram a falta de informação no enclave sobre o sistema de saídas em direção ao Egito, enquanto relataram haver uma exigência por parte do Cairo sobre um número similar de saídas e entradas de cidadãos palestinos do país — que atualmente abriga cerca de 80 mil palestinos deslocados pelo conflito.
— Os civis que não se enquadram na definição de casos humanitários também poderão sair? — questionou uma fonte ligada ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza à publicação israelense. — E o que acontecerá com aqueles que retornam do Egito?
Grande parte da população que permaneceu no enclave está deslocada dentro do próprio território, e vive em moradias temporárias, muitas delas tendas improvisadas. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde alertou para o aumento de infecções respiratórias agudas, incluindo casos graves que requerem cuidados intensivos, em meio ao inveno e às condições precárias das instalações de água e saneamento. Pelo menos 11 crianças morreram de hipotermia no território desde o início do inverno, segundo a OMS.
Ambulâncias aguardam em fila no lado egípcio da passagem de fronteira de Rafah com a Faixa de Gaza
AFP
Esperança e ansiedade
Em meio ao frágil cessar-fogo, que tanto Israel quanto o Hamas acusam ter sido violado, doentes e feridos esperam com particular ansiedade por uma chance de deixar o território em busca de ajuda médica especializada — uma vez que a ajuda humanitária no território, já carente a anos pela guerra, ficou ainda mais sob risco, com a ordem israelense para saída da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) de Gaza, após recusa em fornecer a lista de seus funcionários palestinos.
— Quanto mais espero, pior fica o meu estado, e temo que os médicos tenham de amputar minhas duas pernas — contou Zakaria, um homem de 39 anos ferido em 2024 em um bombardeio israelense, questionado pela AFP sobre a reabertura.
Mohamed Nasir, outro homem palestino ferido em ação israelense, afirmou à agência francesa que a saída de Gaza era sua única chance de encontrar a ajuda médica necessária para sua condição de saúde.
Jovens pacientes palestinos esperam retirada: cerca de 20 palestinos precisam de tratamento no exterior
Bashar Taleb/AFP
— A passagem de Rafah é um salva-vidas — disse Nasir. — Preciso de uma operação séria que não está disponível em Gaza.
Embora os enfermos sejam tratados como prioridade, não são os únicos a esperarem pela chance de se afastarem da guerra. Asma al-Arqan, uma estudante palestina, disse vislumbrar um futuro melhor com a abertura de Rafah, porque lhe permitiria prosseguir com os estudos no exterior.
O porta-voz do Hamas em Gaza, Hazem Qasem, advertiu no domingo que “qualquer obstrução ou condição prévia imposta por Israel” constituiria uma violação” da trégua.
Condições no terreno
Enquanto a embaixada palestina no Cairo informou que os cidadãos que desejassem voltar a Gaza só poderiam levar uma quantidade limitada de pertences, sem objetos metálicos ou eletrônicos, e com quantidades limitadas de medicamentos, uma fonte na fronteira declarou à AFP que apenas algumas dezenas de pessoas chegaram pelo lado egípcio nesta segunda-feira na esperança de conseguir entrar em Gaza.
Interlocutores palestinos dizem que os cidadãos do enclave prefeririam retornar a seu território ancestral, mas que isso está condicionado a uma reconstrução da região, dizimada pela guerra e atualmente inserida em uma realidade de miséria e entrada de ajuda controlada por Israel — o único posto de controle por onde entram carregamentos com insumos é o de Kerem Shalom, dentro do território do Estado judeu.
A ingerência sobre a ajuda internacional foi alvo de críticas da relatora especial da ONU para os territórios ocupados, Francesca Albanese. Em uma publicação no X, a autoridade se manifestou sobre a proibição de entrada da Médicos Sem Fronteiras em Gaza, afirmando que Israel não tem “autoridade” para tomar tal decisão.
“Israel NÃO tem autoridade para impedir a entrada de ninguém no território palestino que ocupa ilegalmente. Parem de normalizar a ocupação ilegal cedendo aos seus ditames. Respeitem a deliberação do Tribunal Penal Internacional: obriguem Israel a pôr fim à ocupação. A hora da justiça é AGORA”, escreveu a relatora. (Com AFP)
A Justiça dos Estados Unidos divulgou um novo e volumoso conjunto de documentos judiciais ligados ao escândalo sexual que envolve o financista Jeffrey Epstein, já falecido e condenado por crimes sexuais, e sua parceira de longa data, Ghislaine Maxwell. Os arquivos acrescentam informações sobre a relação entre a dupla e pessoas ligadas ao ex-presidente americano Bill Clinton, sobretudo após o fim de seu mandato na Casa Branca.
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A liberação do material ocorreu poucos dias antes de uma votação esperada na Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos. Os parlamentares devem decidir se Bill Clinton e Hillary Clinton serão declarados culpados de desacato ao Congresso por terem rejeitado uma intimação para depor em uma investigação bipartidária sobre o caso Epstein.
O acervo recém-divulgado é extenso e reúne mais de três milhões de documentos. Entre eles estão fotografias inéditas de Bill Clinton ao lado de Epstein. Uma das imagens mostra o ex-presidente sem camisa em uma banheira de hidromassagem, acompanhado de alguém que, segundo informações da rede CNN, um funcionário do Departamento de Justiça descreveu como uma “vítima” de abuso sexual por parte do financista.
Além das imagens, os arquivos incluem e-mails que apontam comunicações frequentes entre Ghislaine Maxwell, que atualmente está presa por tráfico sexual, e integrantes da equipe de Clinton entre 2001 e 2004. O período coincide com diversas viagens feitas por Clinton no avião particular de Epstein. Segundo uma análise da CNN, o ex-presidente teria utilizado a aeronave ao menos 16 vezes, acompanhado de assessores.
Nos e-mails, os nomes dos funcionários geralmente aparecem ocultados, identificados apenas como “WJC”, uma aparente referência ao escritório de William J. Clinton após a Presidência. Procurado pela CNN, o porta-voz do ex-presidente, Angel Ureña, afirmou que Clinton não foi o autor de nenhuma das mensagens.
— Não posso confirmar de quem era, só posso dizer de quem não era: de Bill Clinton — afirma.
Ureña reforçou o argumento:
— Eu diria que ele nunca enviou um e-mail, mas na verdade ele o fez duas vezes na vida, ambas como presidente. Uma vez para o ex-astronauta e senador John Glenn enquanto ele orbitava a Terra a bordo do ônibus espacial Discovery, e outra para as tropas americanas servindo no Adriático.
Segundo o porta-voz, Clinton “não possuía nem compartilhava um dispositivo, conta ou endereço com ninguém”.
Tom ‘insinuante’
Quanto ao teor das mensagens trocadas entre Ghislaine e o entorno de Clinton, grande parte trata de logística, como viagens, jantares e convites, inclusive convites de última hora para o próprio ex-presidente. Os documentos ressaltam que não está claro se essas comunicações estavam relacionadas a atividades da fundação de Clinton ou a assuntos pessoais dele ou de seus assessores.
Um dos exemplos citados é um e-mail de abril de 2003, no qual Ghislaine escreveu para um endereço do escritório de Clinton: “Que bom que você virá ao jantar – JE perguntou se você acha que Clinton gostaria de vir – me avise.” Em outra mensagem, de dezembro de 2001, um integrante da equipe do ex-presidente solicitou a Ghislaine o número de telefone do então príncipe Andrew para coordenar uma partida de golfe durante uma viagem de Clinton à Escócia.
Em algumas ocasiões, Ghislaine adotava um tom insinuante ao se comunicar com endereços confidenciais ligados ao escritório de Clinton, conforme mostram os arquivos. Em uma dessas mensagens, escreveu que havia contado a um tabloide o quão “gostoso você é, como eu tenho uma queda por você, como você é bem dotado e… bem, você entendeu. Espero que não se importe!”.
Apesar do volume e do teor das revelações, não há evidências nos documentos de que Ghislaine tenha se comunicado diretamente por e-mail com Bill Clinton, nem de que o ex-presidente tenha trocado mensagens diretamente com ela.
Os arquivos também indicam que, mesmo quase uma década após Ghislaine ter sido publicamente acusada, em 2009, de recrutar e abusar sexualmente de meninas ao lado de Epstein, ela continuava a ser aceita em círculos ligados a Clinton.
O influenciador brasileiro Junior Pena foi preso neste sábado (31) pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Com mais de 480 mil seguidores no Instagram, ele ficou conhecido por produzir conteúdo sobre imigração e vida nos EUA, onde vive desde 2009.
Investimento do ICE em tecnologias de monitoramento, reconhecimento facial e IA gera temor de repressão à oposição
Segundo Maycon MacDowel, policial e amigo pessoal do influenciador, Junior está detido no Delaney Hall, um centro de detenção de imigrantes localizado em Nova Jersey. A prisão, de acordo com o relato, ocorreu por um problema administrativo relacionado a uma audiência migratória.
Maycon afirmou que Junior não tem ordem de deportação e que uma advogada já foi contratada para tentar reverter a situação. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele explicou que o influenciador havia sido aprovado em um pedido de perdão junto à Justiça americana, mas não compareceu a uma audiência obrigatória, o que motivou a detenção.
— Para não ter fofoca: ele não tem carta de deportação nenhuma. O problema foi não ter ido à audiência — disse Maycon.
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Junior Pena ganhou projeção nas redes sociais ao comentar processos migratórios, especialmente a entrada de brasileiros nos EUA pela fronteira com o México. O influenciador também é conhecido por manifestar apoio público ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inclusive defendendo as políticas de imigração adotadas por seu governo.
Em um vídeo publicado pouco antes de ser preso, Junior minimizou o risco de deportações em massa, afirmando que as medidas atingiriam apenas imigrantes em situação irregular ou envolvidos em crimes.
— Eu estou andando na linha, pagando taxas e tentando me legalizar. Ele vai deportar quem estiver irregular, os bandidos e quem está fazendo coisa errada. Quem quer ajudar o país não vai ser deportado — declarou.
Até a última atualização, o ICE não havia divulgado nota oficial sobre o caso.
O céu de fevereiro de 2026 reserva um espetáculo raro que coincide com o feriado: o eclipse solar anular, popularmente conhecido como “Anel de Fogo”. No dia 17 de fevereiro, terça-feira de Carnaval, a Lua se alinhará entre a Terra e o Sol, criando uma borda luminosa ao redor do disco lunar.
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Onde é possível ver o ‘eclipse solar anular’?
Embora o fenômeno seja um dos mais aguardados do ano, a visibilidade da fase completa será restrita: segundo o site especializado Star Walk, o ápice do “anel” só poderá ser visto em regiões remotas, como a Antártida. Diferente do eclipse solar de outubro de 2023, que cruzou o Brasil, desta vez os brasileiros verão apenas via transmissão oficial.
O que é o ‘eclipse solar anular’?
Um eclipse anular do sol acontece quando o sol, a lua e a Terra estão em alinhamento. Assim, a maior parte do disco solar fica coberta, e apenas uma borda com aspecto ígneo aparece. Segundo o site Climatempo, apenas algumas regiões do Norte e Nordeste do Brasil poderão enxergar o fenômeno.
Qual é a diferença entre eclipse anular e o eclipse total?
Ao portal do Observatório Nacional, a astrônoma Josina Nascimento explica que a diferença entre o eclipse anular e o eclipse total é que, no primeiro caso, a lua fica mais distante da Terra. O diâmetro aparente dela, portanto, aparece diferente do diâmetro aparente do sol.
— Tanto no eclipse total quanto no anular a lua está alinhada entre a Terra e o sol, bloqueando toda ou a maior parte da luz do sol em uma parte da superfície da Terra. A sombra mais escura, onde toda a luz solar é bloqueada, é chamada umbra. Em torno da umbra se define a sombra mais clara, a penumbra, onde a luz solar é parcialmente bloqueada e o eclipse é visto como parcial — diz Josina ao Observatório.
Quando aconteceu o último eclipse solar anular?
O eclipse anular, no entanto, não é um evento raro. No entanto, somente pode ser visto em poucos lugares do planeta. Os últimos, por exemplo, aconteceram em 2021 e 2023.
O iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, detido em janeiro em meio aos protestos antigovernamentais na República Islâmica, foi libertado sob fiança no último sábado, segundo informações de grupos de direitos humanos e da mídia estatal do Irã. O caso ganhou repercussão internacional após relatos de familiares e de autoridades americanas de que ele teria sido condenado à morte, versão negada pelo Judiciário do país.
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Soltani foi preso em 8 de janeiro em sua casa, na cidade de Fardis, a cerca de 40 quilômetros a oeste de Teerã, durante uma onda de manifestações que havia se espalhado pelo país desde dezembro, provocando uma repressão letal por parte das autoridades iranianas. De acordo com a emissora estatal IRIB, ele foi acusado de “reunião e conluio contra a segurança interna do país” e de realizar “atividades de propaganda” contra o regime.
Após a prisão, autoridades dos Estados Unidos e um parente de Soltani afirmaram que ele seria executado, o que levou o caso a ocupar espaço de destaque na imprensa. Familiares relatam que Soltani foi mantido incomunicável desde a prisão, sem acesso a advogado ou direito à defesa. Na época, um parente de Soltani disse à BBC Persian que um tribunal havia emitido uma sentença de morte “num processo extremamente rápido”, em apenas dois dias.
O Judiciário iraniano, no entanto, classificou essas informações como “notícias fabricadas”, ao mesmo tempo em que o presidente americano, Donald Trump, ameaçava tomar “medidas muito duras” caso as execuções fossem realizadas. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, alertou que qualquer ataque provocaria um conflito regional. Posteriormente, parentes informaram que a execução havia sido adiada.
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A libertação sob fiança foi confirmada pelo grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, e pela Press TV, veículo estatal iraniano. Segundo relatos anteriores, Soltani chegou a se encontrar com a família e estava em boas condições físicas. À AFP, o advogado do jovem, Amir Mousakhani, disse que foi paga uma fiança de “dois bilhões de tomans” (cerca de R$ 66 mil). Depois disso, afirmou, ele recebeu todos os seus pertences, inclusive o celular.
Também nesta segunda-feira, a emissora estatal iraniana afirmou que quatro estrangeiros, cujas nacionalidades não foram especificadas, foram presos no Irã por “participação em distúrbios”. O veículo afirmou que as pessoas foram “presas durante uma operação” e que, “durante a busca na mochila de um dos suspeitos, foram encontradas quatro granadas de efeito moral caseiras, usadas durante os distúrbios e confrontos na região”.
Os casos ocorreram em meio a protestos de grande escala que se espalharam pelo Irã. A agência Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos, afirma ter confirmado a morte de mais de 6.300 pessoas desde o início das manifestações, no fim de dezembro, e investiga outros 17 mil óbitos relatados. Outro grupo, o Iran Human Rights (IHR), sediado na Noruega, advertiu que o número final de mortos pode ultrapassar 25 mil.
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Apesar de um bloqueio prolongado da internet no país dificultar o acesso a informações confiáveis sobre o cenário no país, testemunhas, ativistas de direitos humanos e profissionais de saúde relataram episódios de violência generalizada durante a repressão aos protestos. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu que milhares de iranianos morreram durante o período de instabilidade, mas atribuiu parte das mortes a declarações de Trump, que, segundo ele, incentivaram os manifestantes ao prometer “apoio militar” americano.
Enquanto os protestos avançavam, Trump incentivou os iranianos a manterem as manifestações e a “assumirem o controle” das instituições do país, assegurando que “a ajuda está a caminho”. No entanto, nenhuma ação militar ocorreu durante os protestos ou a repressão subsequente. Em vez disso, Trump agora avalia um grande ataque contra o Irã, após negociações para limitar o programa nuclear e a produção de mísseis balísticos do país não avançarem, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela CNN.
Em uma publicação na Truth Social na quarta-feira, Trump exigiu que o Irã se sentasse à mesa de negociações para firmar “um acordo justo e equilibrado, sem armas nucleares”, advertindo que o próximo ataque americano ao país “será muito pior” do que o realizado no ano passado contra três instalações nucleares iranianas. Nesta segunda-feira, a República Islâmica anunciou que mediadores estão avançando com a definição de um formato para negociações diplomáticas.
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse no domingo estar “confiante de que podemos chegar a um acordo” com os Estados Unidos sobre o programa de armas de Teerã. O líder supremo iraniano, no entanto, adotou um tom desafiador, advertindo que um ataque americano enfrentaria forte retaliação. Falando para uma multidão na mesquita Imam Khomeini, em Teerã, Khamenei declarou:
— Os americanos devem saber que, se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional.
Penas de morte
Embora o Irã esteja entre os países que mais executam no mundo — com mais de 2 mil execuções registradas apenas em 2025 —, especialistas destacam que, historicamente, os processos que resultam em pena de morte costumam levar anos até a sentença definitiva e sua execução.
Nos últimos três anos, ao menos 12 homens foram executados no Irã após receberem sentenças relacionadas aos protestos de 2022 conhecidos como “Mulher, Vida, Liberdade”. Na ocasião, a onda nacional de manifestações foi desencadeada pela morte sob custódia de Masha Amini, uma jovem curda acusada pela polícia da moralidade de usar o hijab de forma “imprópria”. Grupos de direitos humanos afirmam que a última execução do tipo ocorreu em 6 de setembro, quando Mehran Bahramian foi enforcado na prisão central de Isfahan.
Segundo o grupo Iran Human Rights, com sede na Noruega, autoridades torturaram Bahramian para obter confissões, e ele não recebeu um julgamento justo. A organização afirmou que ele foi condenado à morte em janeiro de 2024 sob a acusação de “inimizade contra Deus” por supostamente ter matado um membro da Guarda Revolucionária.
(Com AFP)
Os pais da britânica Inaayah Makda, de sete anos, afirmam viver uma “dor insuportável” enquanto aguardam informações sobre o paradeiro da filha, desaparecida após ser arrastada para o mar durante férias em Marrocos. O caso ocorreu na quarta-feira (28), em uma praia próxima a Casablanca, no litoral do Oceano Atlântico, quando a família assistia ao pôr do sol sentada sobre rochas à beira-mar.
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Segundo relato dos pais, Tasneem e Zubair Makda, uma onda inesperada atingiu o local e lançou vários integrantes da família ao mar. Inaayah foi levada pela correnteza e não foi mais vista. Desde então, as buscas têm sido dificultadas, de acordo com os familiares, pelas condições climáticas adversas e pelo mar agitado.
Críticas à atuação das autoridades
Em comunicado, os Makdas afirmaram manter a esperança de que a criança possa ter alcançado algum ponto da costa em segurança, mas fizeram duras críticas à atuação das autoridades locais. A família diz que não houve buscas oficiais efetivas e que a polícia marroquina se recusou a enviar embarcações para procurar a menina, obrigando-os a depender de voluntários e de iniciativas privadas.
A família, que vive em Blackburn, no Reino Unido, também declarou estar “profundamente preocupada” com o que descreve como apoio prático limitado por parte das autoridades britânicas. Segundo os pais, embora tenham sido informados de que o caso está sendo monitorado, isso não teria resultado em ações concretas. “Não deve caber apenas a uma família enlutada lidar com sistemas internacionais complexos durante uma crise”, afirmaram.
Uma campanha criada na plataforma GoFundMe para custear os esforços de busca já arrecadou mais de US$ 60 mil. No comunicado, os pais descreveram Inaayah como uma menina “brilhante, amorosa e gentil” e disseram que, mesmo diante do pior cenário, esperam poder trazê-la de volta para casa “com dignidade, orações e paz de espírito”.
Em entrevista à UCTV, emissora sediada em Blackburn, Zubair Makda relatou o momento do desaparecimento. Segundo ele, as rochas onde estavam tinham cerca de meio metro de altura e estavam espaçadas umas das outras quando a maré subiu repentinamente. “Fomos arrastados para lados opostos. Ela foi levada muito rápido, e não consegui encontrá-la de jeito nenhum”, disse, acrescentando que tem implorado por mais apoio nas buscas.
O deputado por Blackburn, Adnan Hussain, classificou a situação como “absolutamente devastadora” e afirmou que seu gabinete está oferecendo total apoio à família. Ele disse que irá tratar do caso com autoridades britânicas para garantir que todas as medidas possíveis sejam adotadas nos esforços de busca e para que a família receba respostas claras e rápidas.
Um parente afirmou ao jornal Lancashire Telegraph que o apoio das autoridades locais em Marrocos foi “desumano” e que os próprios familiares percorreram a praia em busca de Inaayah sem receber assistência. Segundo ele, não havia qualquer aviso sobre os riscos nas rochas próximas à área turística onde ocorreu o acidente.
A República Islâmica do Irã anunciou nesta segunda-feira que mediadores estão avançando com a definição de um formato para negociações diplomáticas com os Estados Unidos, sinalizando que o diálogo entre Teerã e Washington poderia começar “nos próximos dias”. O anúncio ocorre em meio a ameaças do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível ataque ao país se conversas sobre um novo acordo nuclear com a nação persa avançar — que as autoridades iranianas disseram não configurar um ultimato. Fontes do governo iraniano afirmam que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, solicitou a abertura de negociações com os americanos.
‘Alerta máximo’: Líder supremo do Irã afirma que ataque dos EUA levará a ‘guerra regional’
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— Países da região estão atuando como mediadores na troca de mensagens — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, sem dar detalhes sobre o conteúdo das negociações em potencial. — Diversos pontos foram abordados e estamos examinando e finalizando os detalhes de cada etapa do processo diplomático, que esperamos concluir nos próximos dias. Isso diz respeito ao método e ao formato.
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Trump aumentou a pressão sobre o regime dos aiatolás na semana passada, ao afirmar que o tempo estava “se esgotando” para a abertura de um processo de diálogo sobre as pretensões nucleares do Irã. O presidente americano deslocou para o Oriente Médio uma força naval maior do que a enviada para o Caribe antes da ação que levou à captura de Nicolás Maduro na Venezuela — apesar dos sinais negativos de aliados regionais para uma ação de fato.
Apesar da forte reação no campo das comunicações durante a semana passada, a diplomacia do Irã rejeitou nesta segunda-feira ter recebido um ultimato de Trump para chegar a um acordo nuclear — o que contraria uma declaração do americano, que disse ter dado um prazo para início das negociações.
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— [O Irã] é um país que sempre age com honestidade e seriedade em processos diplomáticos, mas nunca aceita ultimatos. Por essa razão, tal declaração não pode ser confirmada — disse Baqaei em uma coletiva de imprensa, ao ser questionado se o país havia recebido um ultimato dos EUA.
Uma fonte governamental não identificada citada pela agência de notícias Fars nesta segunda-feira afirmou que o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu a abertura de negociações com Washington, sobre a questão nuclear. O jornal estatal Iran e o jornal reformista Shargh também divulgaram a notícia.
Terrorismo e repressão
O regime teocrático voltou à mira de potências ocidentais após a repressão contra as manifestações iniciadas no fim do ano passado, que começaram pela crise econômica do país. Milhares de pessoas foram mortas, segundo organizações internacionais, e forçaram uma reação por parte da comunidade internacional. Também na semana passada, a União Europeia designou a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista — algo que fez o governo iraniano convocar embaixadores europeus em Teerã.
— Ontem [domingo] e hoje [segunda-feira], representantes de todos os Estados-membros da UE com embaixadas em Teerã foram convocados ao Ministério das Relações Exteriores — disse o porta-voz iraniano, acrescentando que novas ações estavam previstas. — Esta é uma medida mínima [antes que novas represálias sejam anunciadas em breve].
Vídeos mostram manifestações no Irã apesar de bloqueio da internet
Em meio ao processo de condenação diplomática, a TV estatal iraniana publicou que quatro cidadãos estrangeiros, cujas nacionalidades não foram especificadas, foram presos no Irã por “participação em distúrbios”.
— Esses indivíduos foram presos durante uma operação [na província de Teerã] — disse a emissora, sem especificar a data das prisões. — Durante uma busca na mochila de um dos suspeitos, foram encontradas quatro granadas de efeito moral caseiras, usadas durante os tumultos e confrontos na região.
O Irã acusou Israel e os EUA de incitação e de fomentar os protestos. A agência de inteligência israelense, Mossad, fez uma publicação provocativa nas redes sociais no início da inquietação social, afirmando que estaria “ao lado” dos manifestantes em solo — o que ajudou a alimentar a narrativa por parte do governo iraniano de que os protestos eram ações estrangeiras com objetivo de desestabilizar o regime.
Oficialmente, o governo iraniano afirma que a grande maioria das vítimas dos incidentes são membros das forças de segurança ou civis mortos por “terroristas”. ONGs sediadas no exterior, que mapeiam os acontecimentos no país a partir de fontes próprias, acusam as forças de segurança de alvejar deliberadamente os manifestantes. (Com AFP)

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