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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, recebeu nesta segunda-feira (2) a chefe da missão diplomática dos Estados Unidos em Caracas, como parte do processo de retomada das relações bilaterais, informou o ministro da Comunicação venezuelano.
A relação entre Caracas e Washington sofreu uma reviravolta com Delcy, que assumiu o poder após a deposição forçada e subsequente captura de Nicolás Maduro durante invasão militar americana em 3 de janeiro.
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“Este encontro no Palácio de Miraflores foi realizado no âmbito da agenda de trabalho entre a República Bolivariana da Venezuela e os Estados Unidos”, indicou o ministro Miguel Pérez Pirela em sua conta no Telegram.
A embaixadora Laura Dogu chegou no sábado ao país sul-americano para retomar relações rompidas em 2019 por Maduro, que está preso nos Estados Unidos, onde será julgado por acusações de tráfico de drogas, entre outras.
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Dogu lidera a missão americana, embora, em princípio, seu papel será como encarregada de negócios.
“Minha equipe e eu estamos prontos para trabalhar”, escreveu Dogu em espanhol no perfil da embaixada em Caracas na rede social X.
O presidente americano, Donald Trump, diz que conversa frequentemente com Delcy e se refere a ela como uma pessoa “formidável”.
Delcy cedeu aos Estados Unidos o controle sobre o petróleo, uma exigência de Trump, além de promover uma reforma na lei de hidrocarbonetos, que flexibiliza os controles e abre as portas para os investimentos privados.
Também anunciou uma anistia geral e o fechamento da prisão do Helicoide, denunciado como um centro de tortura.
A presidente encarregada também fez trocas de altos comandantes militares e ministros. Entre os destituídos está Alex Saab, um empresário colombiano que esteve preso nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro e foi apontado como suposto laranja de Maduro.
Nesta segunda, Delcy nomeou como ministra do Turismo a filha do poderoso ministro do Interior Diosdado Cabello, o rosto da ala mais radical do chavismo.
Socorristas exaltaram os instintos de sobrevivência “sobre-humanos” de um adolescente, depois que ele nadou por quatro horas em águas agitadas na costa da Austrália para buscar ajuda para sua família.
O menino de 13 anos nadou quatro quilômetros até a costa para buscar ajuda depois que sua mãe e dois irmãos menores foram levados pelo mar quando praticavam caiaque e stand up paddle perto da localidade turística de Quindalup, na Austrália Ocidental.
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O socorrista voluntário Paul Bresland disse que o esforço do jovem salvou sua família, que foi encontrada agarrada a uma prancha de stand up paddle em mar aberto.
“Ele acredita que nadou as primeiras duas horas com colete salva-vidas”, declarou Bresland à televisão nacional ABC. “O rapaz corajoso pensou que não conseguiria seguir com o colete, então o removeu e nadou as duas horas seguintes sem ele”, acrescentou, qualificando o esforço do jovem como “sobre-humano”.
O inspetor policial James Bradley considerou que “não há elogios o suficiente” para a atitude do adolescente.
“Sua determinação e coragem salvaram as vidas de sua mãe e irmãos”, declarou o policial à ABC.
O presidente americano Donald Trump garantiu nesta segunda-feira que o México deixará de fornecer petróleo a Cuba, depois de ameaçar com tarifas os países que abastecem a ilha. Cuba enfrenta uma profunda crise energética agravada pela suspensão do fornecimento de petróleo bruto da Venezuela após a intervenção militar dos EUA e a captura do agora presidente deposto Nicolás Maduro. Segundo o vice-chanceler cubano, Carlos Fernández de Cossío, Havana e Washington estão em “comunicação” e trocaram “mensagens”, mas “não existe um diálogo” entre os dois países.
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Cuba “é uma nação falida. O México vai deixar de lhes enviar petróleo”, disse Trump durante um encontro com jornalistas no Salão Oval.
A economia cubana sobreviveu durante anos graças ao petróleo barato fornecido pela Venezuela. Mas deixou de recebê-lo após a queda de Maduro, há um mês, em uma operação das forças americanas. O fim do fornecimento de petróleo bruto mexicano para Cuba agravaria significativamente a grave crise econômica da ilha, a pior desde o colapso da União Soviética em 1991.
Na semana passada, Trump aprovou tarifas punitivas contra países que fornecem petróleo a Cuba. Na prática, o decreto obrigou os parceiros de Cuba a escolher entre negociar com a maior economia do mundo ou com uma ilha empobrecida de 11 milhões de habitantes.
O México tem se mostrado relutante em interromper os envios, e a presidente Claudia Sheinbaum alertou para “uma crise humanitária de grande alcance que afetaria diretamente hospitais, suprimentos de alimentos e outros serviços básicos para o povo cubano”.
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Sheinbaum também negou, no domingo, ter conversado com Trump sobre o fornecimento de petróleo para Cuba, depois que o magnata afirmou que lhe pediu para impedir que o México fornecesse hidrocarbonetos ao país caribenho.
— Nunca conversamos com o presidente Trump sobre a questão do petróleo com Cuba — declarou Sheinbaum no estado de Sonora, no norte do país, onde apresentou projetos de infraestrutura.
O México enfrenta as ameaças de tarifas de Trump desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025 e agora terá que lidar com a revisão do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (USMCA), do qual faz parte juntamente com o Canadá e os Estados Unidos.
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Trump também disse no domingo que havia iniciado conversas com autoridades de Cuba e que considerava a possibilidade de um acordo, no momento em que Washington pressiona a ilha. Porém, Havana negou que exista qualquer diálogo no momento.
— Acho que estamos bem perto [de um acordo], mas neste momento estamos lidando com os líderes cubanos — disse Trump, sem dar mais detalhes.
No entanto, um alto diplomata cubano afirmou nesta segunda-feira que houve contato entre os dois países, mas nenhuma conversa formal.
— Hoje não podemos falar em ter uma mesa de diálogo com os Estados Unidos, mas é verdade que houve comunicação entre os dois governos — disse o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, à AFP.
Trump, que já cortou o fornecimento de petróleo venezuelano para Cuba, assinou na quinta-feira um decreto que contempla a imposição de tarifas sobre os países que vendem petróleo bruto para Havana, argumentando que a ilha representa uma “ameaça excepcional”.
O governo cubano acusa Trump de querer “sufocar” sua população, que sofre periodicamente com apagões e escassez de combustível nos postos de gasolina.
Agentes federais de imigração atuando em Minneapolis, no estado americano de Minnesota, em breve receberão câmeras corporais, revelou o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) nesta segunda-feira. O anúncio ocorre enquanto o governo do presidente Donald Trump enfrenta uma forte reação negativa sobre as mortes de dois cidadãos americanos no mês passado — Alex Pretti e Renee Good — após um aumento de oficiais federais de imigração na área de Minneapolis como parte de sua política de repressão à imigração. A medida também consta na lista de exigências feita por legisladores democratas para encerrar paralisação do governo.
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“Com efeito imediato, estamos implantando câmeras corporais para todos os oficiais em campo em Minneapolis”, escreveu a secretária do DHS, Kristi Noem, no X.
Em declaração a jornalistas no Salão Oval, o presidente americano manifestou aprovação ao anúncio de Noem. Trump e membros de seu governo haviam se oposto veementemente aos esforços para conter a repressão do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) e da Patrulha de Fronteira — agências subordinadas ao DHS — em Minnesota, mesmo após agentes federais terem atirado e matado dois manifestantes nas últimas semanas.
O líder republicano afirmou que havia deixado a decisão a cargo da secretária de segurança interna, mas que acreditava que as câmeras corporais “em geral tendem a ser boas para a aplicação da lei, porque as pessoas não podem mentir sobre o que está acontecendo”.
Nas últimas semanas, protestos se espalharam por Minnesota e por outros estados, com marchas, paralisações e atos públicos contra o reforço da fiscalização migratória em cidades como Nova York e Atlanta. Na sexta-feira, uma greve nacional foi organizada sob o lema “sem trabalho, sem escola, sem compras”, resultando no fechamento de estabelecimentos, cancelamento de aulas e manifestações em várias cidades.
Em Minnesota, manifestações tomaram as ruas pelo segundo fim de semana consecutivo. Parte dos manifestantes chegou a se reunir sobre um lago congelado para formar um sinal humano de SOS na sexta-feira. No sábado, uma multidão de manifestantes foi vista marchando pacificamente pelas ruas do centro da cidade, ao lado de ciclistas que participavam de um passeio memorial em homenagem a Alex Pretti, uma das vítimas fatais de ações de agentes federais no Estado neste ano.
Em sua publicação nas redes sociais, Noem disse ainda que “assim que houver verba disponível” o DHS vai distribuir câmeras corporais para agentes em todo o país. A fala da secretária faz referência a um outro lado da disputa sobre a política anti-imigração do governo Trump.
Os EUA enfrentam um novo bloqueio governamental — o segundo em menos de seis meses — desde que vários legisladores democratas se recusaram a manter o financiamento dos serviços de imigração após as mortes de Good e Pretti em Minneapolis. Numa manobra política contra as duas mortes violentas e capitalizando a revolta de eleitores pelo país, senadores democratas adiaram a votação de várias leis orçamentárias na semana passada a fim de pressionar a Casa Branca a recuar em sua estratégia.
Após rodadas intensas de negociação entre Trump e lideranças democratas, o Senado dos EUA acabou aprovando na sexta-feira cinco projetos de finanças públicas que permitiriam manter o funcionamento da maioria do governo até setembro.
No caso do Departamento de Segurança Interna, o projeto de orçamento concede um prazo de duas semanas para a discussão e aprovação de um financiamento a parte, o que obrigaria os democratas e republicanos na Câmara dos Deputados, que têm que dar a aprovação definitiva, a negociar sob pressão.
O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, quis minimizar a gravidade da situação e assegurou no fim de semana que a votação, prevista para esta terça-feira, seria uma “formalidade”. Mas Johnson conta com a oposição da ala conservadora de seu partido.
Um novo democrata toma posse no Congresso nesta segunda-feira, após uma eleição suplementar no Texas, o que significa que o presidente da Câmara não poderá perder mais do que um voto de seu próprio partido se quiser aprovar o acordo bipartidário. Nesta segunda-feira, Trump instou o Congresso a aprovar a legislação necessária para desbloquear a paralisação orçamentária, que entrou em seu terceiro dia sem um desfecho claro.
“Espero que todos os republicanos e democratas se juntem a mim para apoiar este projeto de lei e o enviem ao meu gabinete sem demora. Neste momento, não pode haver mudanças”, escreveu o republicano Trump em sua rede Truth Social.
O uso de câmeras corporais pelos agentes federais faz parte da lista de reformas exigidas pelos democratas para votar qualquer proposta de orçamento para o DHS. Entre as exigências estão ainda a proibição do uso de balaclavas pelos oficiais e a obrigatoriedade de ordens judiciais para autorizar as detenções realizadas por eles. Hakeem Jeffries, líder da minoria democrata na Câmara, afirmou no domingo à ABC News que o governo Trump não podia “se contentar com palavras” e devia aplicar tais medidas imediatamente.
Os republicanos concordam com o uso generalizado das câmeras corporais, já bastante difundido, mas mostram-se muito reticentes em relação às operações com a face descoberta, pois afirmam que os ativistas divulgam constantemente todos os dados pessoais que conseguem obter sobre os agentes. Já os mandados judiciais atualmente são necessários para revistar residências, mas não para deter alguém na rua, medida que tem sido executada ostensivamente durante o segundo mandato de Trump.
Diante das ameaças de alguns legisladores de sua ala, Mike Johnson poderia necessitar de votos da oposição. No domingo, ele afirmou que precisam de “boa-fé de ambos os lados”.
Embora o ‘shutdown’ esteja em seu terceiro dia, os Estados Unidos provavelmente não terão uma repetição do bloqueio de outubro e novembro de 2025, quando republicanos e democratas batalharam durante 43 dias por disputas sobre os subsídios aos seguros de saúde.
Centenas de milhares de funcionários foram então colocados em paralisação técnica, enquanto outros com funções consideradas essenciais tiveram que seguir trabalhando. Mas todos tiveram que esperar até o fim do shutdown (como é chamada a paralisação governo em inglês) para receber seus salários.
A última paralisação terminou quando alguns senadores democratas decidiram votar a favor de um texto orçamentário elaborado pelos republicanos, em troca de promessas de concessões sobre estes subsídios.
(Com AFP e New York Times)
* Em atualização
O príncipe Laurent, da Bélgica, irmão do rei Philippe, disse nesta segunda-feira que se reuniu a sós com Jeffrey Epstein em duas ocasiões, após seu nome aparecer em documentos publicados na última sexta-feira pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o criminoso sexual.
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Laurent, 62, afirmou mais cedo, ainda nesta segunda, que nunca havia se reunido “direta ou indiretamente” com o ex-financista ou seu entorno. Ele corrigiu a informação, alegando que, na veradde, nunca se reuniu com Epstein “em eventos públicos ou coletivos”.
Várias figuras internacionais de alto perfil foram mencionadas no último lote de arquivos sobre Epstein publicados pelo departamento. O príncipe contou à agência de notícias Belga que os encontros, solicitados por Epstein, aconteceram no começo dos anos 1990 e 2000.
Nova leva de documentos
A nova leva de documentos do caso contra o financista Jeffrey Epstein, que morreu antes de ser julgado por acusações de abuso de menores e de comandar uma rede de tráfico humano, expôs, mais uma vez, suas ligações com a elite econômica e política dos EUA, mas também desferiu mais golpe contra suas vítimas: os nomes de dezenas delas não foram omitidos pelo Departamento de Justiça, e imagens mostraram os corpos e os rostos das mulheres, muitas delas menores de idade na época.
De acordo com uma revisão dos mais de 2 milhões de documentos — que incluem desde e-mails até fotos e mensagens de texto — feita pelo Wall Street Journal (WSJ), os nomes de 43 vítimas aparecem. Em um caso, o de uma menor de idade na época dos abusos, há 160 citações, por vezes acompanhadas de outros detalhes que deveriam ser sigilosos, como contas de e-mail e endereços residenciais.
Advogados que representam as vítimas disseram ao jornal que entregaram, no começo de dezembro, uma lista com 350 nomes que não poderiam ser citados publicamente.
— Nós os notificamos do problema dentro de uma hora após a divulgação — afirmou Brad Edwards, um dos advogados das vítimas, ao WSJ. — Foi reconhecido como um erro grave; não há desculpa para não corrigi-lo imediatamente, a menos que tenha sido feito intencionalmente.
Família real norueguesa
Os mesmos documentos divulgados na última sexta-feira (30) revelaram também o envolvimento de membros proeminentes da elite da Noruega, incluindo a princesa herdeira do país. Foram encontrados mais de 100 e-mails amistosos entre Mette-Marit e Epstein após ele ter sido considerado culpado de crimes sexuais contra crianças em 2008.
Pessoas próximas à coroa norueguesa também aparecem nos novos documentos liberados. Entre eles está Thorbjorn Jagland, primeiro-ministro da Noruega nos anos 1990, que mais tarde presidiu o comitê responsável pela concessão do Prêmio Nobel da Paz e ainda atuou como secretário-geral do Conselho da Europa por 10 anos. E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA mostram que ele planejou férias em família em uma ilha pertencente a Epstein em 2014.
No último sábado, dia seguinte após a liberação dos documentos, Mette-Marit pediu desculpas por manter contato com Jeffrey Epstein, dizendo que agiu com falta de bom senso. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, concordou com ela.
— Estou usando as próprias palavras dela. Ela diz que demonstrou falta de bom senso. Concordo e acho importante dizer isso quando me pedem minha opinião sobre o assunto — disse Stoere aos repórteres.
O primeiro-ministro acrescentou que Mette-Marit e outros noruegueses proeminentes que foram mencionados nos documentos mais recentes sobre Epstein, incluindo os diplomatas mais importantes do país, deveriam fornecer mais detalhes sobre seu envolvimento com o bilionário.
Outros nomes noruegueses que aparecem na nova leva de documentos liberados. Terje Rod-Larsen e Mona Juul, um casal que talvez seja o mais famoso corpo diplomático do país por ter ajudado a intermediar os Acordos de Oslo entre Israel e Palestina, também tiveram vínculos com Epstein. Seus filhos estavam entre os beneficiários do testamento do bilionário e criminoso, segundo os documentos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republianos-PB), discursou nesta segunda-feira (2), na abertura do ano legislativo, e destacou a agenda de votações programadas para o semestre, incluindo, segundo ele, um avanço no debate sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 (aquela em que o empregado trabalha seis dias por apenas e tem apenas um de descanso).  

“Devemos acelerar também o debate sobre a PEC 6×1, com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empregadores”, apontou.

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No momento, diferentes projetos de lei tramitam simultaneamente, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, sobre a redução de jornada e fim da escala 6×1.

Em dezembro do ano passado, na Câmara, a subcomissão especial que analisa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovou a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mas rejeitou o fim da escala 6×1.

Já no Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi mais adiante e aprovou, também no início de dezembro de 2025, o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6×1) e a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 36 horas semanais. Ambas as mudanças são sem redução salarial. O tema seguirá para o plenário do Senado no ano que vem.

O tema é considerado uma prioridade absoluta do governo federal para os trabalhos legislativos deste ano, tanto que foi enfatizado na Mensagem ao Congresso entregue pelo presidente Lula no início da abertura dos trabalhos parlamentares.

Além disso, segundo o líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), é possível que o próprio governo encaminhe um projeto próprio sobre isso:

“Vamos tentar dialogar para avançar nos projetos que estão aqui, mas não se descarta o próprio encaminhar o projeto de lei com esse tema. É uma hipótese possível, mas queremos dialogar com os presidentes da Casa.”

Na semana passada, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou que o governo pode enviar um projeto para unificar as propostas que já estão em tramitação no Congresso sobre o tema do fim da escala 6×1 no Brasil e que a expectativa é pela aprovação ainda no primeiro semestre.


Brasília, DF 02/02/2026 - O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, o presidente do STF,  Edson Fachin, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, participam da sessão de reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

Presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, presidente do STF, Edson Fachin, e ministro da Casa Civil, Rui Costa, na sessão de reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional – Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Outro tema que Motta disse que deve ampliar a discussão diz respeito à regulação do trabalho por aplicativos, que também é pauta de interesse do governo federal.

“Vamos aprofundar as discussões sobre a relação entre trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais, buscando conciliar produtividade, direitos e desenvolvimento. Essa tarefa é indispensável para preparar o Brasil para uma nova economia baseada em tecnologia, em inovação e em investimentos sustentáveis”, afirmou.

Ainda de acordo com Motta, quanto às demais prioridades, a agenda legislativa do semestre já começa nesta segunda-feira com a votação da Medida Provisória (MP) que instituiu o Programa Gás do Povo, que beneficia cerca de 15 milhões de famílias de baixa renda.

Logo após o carnaval, a promessa é avançar na PEC da segurança pública e o combate ao feminicídio.

“Esta Casa tem um compromisso com essa PEC. É nossa obrigação priorizar o combate ao feminicídio, em parceria com todos os Poderes. Uma agenda que não pode mais esperar”, disse.

 

Seguindo os passos de Austrália e França, Portugal propõe proibir o acesso às redes sociais para menores de 16 anos, segundo um projeto de lei apresentado no Parlamento nesta segunda-feira (2).
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“A maioridade digital para o acesso autônomo às plataformas, serviços, jogos e aplicativos contemplados na presente lei é fixada em 16 anos”, diz o texto, apresentado por deputados do partido governista de direita.
Esta lei também prevê que os adolescentes de 13 a 16 anos só possam acessar as redes sociais com o consentimento de seus pais, e que as plataformas sejam obrigadas a introduzir um sistema de verificação de idade e autorização parental compatível com os softwares usados pela administração portuguesa.
“A literatura especializada e os dados científicos recentes mostraram que o uso precoce destas mídias antes dos 16 anos pode comprometer o desenvolvimento social e cognitivo normal das crianças, tornando-se cada vez mais viciante e prejudicial”, destacam os parlamentares a cargo do projeto de lei.
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O debate em torno do estabelecimento de uma maioridade digital se intensificou na Europa desde que a Austrália se tornou, em dezembro, o primeiro país a proibir as redes sociais para menores de 16 anos.
Na semana passada, o Parlamento francês aprovou uma proposta de lei que proíbe as redes sociais para menores de 15 anos, uma medida para proteger a saúde dos adolescentes que conta com o apoio do governo.
França, Dinamarca, Grécia e Espanha também defendem a implementação de uma proibição em toda a União Europeia.

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um apelo por paz e responsabilidade no diálogo político, ao abrir o ano legislativo em sessão solene nesta segunda-feira (2). O ato marca a retomada dos trabalhos tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

Última a autoridade a discursar entre as presentes, Alcolumbre fez uma discurso de tom mais político do que programático, em que defendeu maturidade no convívio entre as diferenças.

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“Precisamos, mais do que nunca, de diálogo, de bom senso e de paz. Paz entre os grupos que defendem ideologias diferentes. Paz entre as instituições nacionais, paz entre os Poderes da República”, apontou.

Em seguida, no entanto, ele observou que defender a paz não significa abrir mão do Estado de Direito e das prerrogativas parlamentares.

“Defender a paz nunca foi nem nunca será sinônimo de omissão. Nosso desejo de paz não significa que tenhamos medo de luta. Nossa luta é e sempre será em defesa de todos os brasileiros. Nossa luta é pelo Estado de Direito, nossa luta é pelas prerrogativas parlamentares e pela autoridade do Congresso Nacional brasileiro. Desses valores e dessas batalhas nós jamais abriremos mão”.


Brasília, DF 02/02/2026 - O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, o presidente do STF,  Edson Fachin, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, participam da sessão de reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

Presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, o presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, participam da sessão de reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional – Agência Brasil

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O presidente do Senado argumentou que a força do Brasil está na diversidade, tanto de origens, de ideias, quanto de culturas e de visões de mundo.

“Essa diversidade nos desafia, mas também no enriquece enquanto sociedade, mas, sobretudo, enquanto nação. O dissenso faz parte da democracia, a discordância faz parte da política. O debate faz parte da vida pública, mas precisamos afirmar com responsabilidade: o dissenso não pode se transformar em ódio, a discordância não pode jamais se transformar em violência”.

Alcolumbre afirmou também que quando há tensões no Brasil é no Poder Legislativo que o país se recompõe.

“Seguiremos sendo espaço legítimo de mediação política, onde as diferenças convivem com respeito e responsabilidade. Este é o compromisso que assumo como presidente do Congresso Nacional: não ampliar conflitos, mas ajudar a resolvê-los. Não estimular extremismos, mas construir consensos possíveis. Não fugir das tensões próprias da vida democrática, mas tratá-las com seriedade e, sobretudo, com maturidade”.

Por fim, Alcolumbre afirmou que Congresso Nacional exercerá suas atribuições com independência, sempre buscando seu diálogo com o Executivo e o Judiciário.

“Cada Poder tem a sua função, cada Poder o seu papel. É do respeito mútuo entre ele que nasce a estabilidade que o Brasil precisa”.

Do trabalho legislativo em si, o presidente do Congresso fez uma menção à isenção do imposto de renda (IR) para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil, que entrou em vigor este ano. Segundo ele, isso foi o enfrentamento de uma distorção histórica.

“Estamos falando, efetivamente, de milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sentem todo dia o peso de cada conta, cada compra e cada prestação. Ao garantir essa isenção, o Congresso Nacional brasileiro fez uma escolha clara: proteger quem vive do salário e cobrar um pouco mais de quem naturalmente pode mais”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que seu governo venceu o ceticismo e terminou o ano de 2025 com avanços e números recordes. É o que consta na Mensagem ao Congresso Nacional, entregue nesta segunda-feira (2), durante sessão solene que marca a retomada dos trabalhos legislativos, após o recesso.

“As profecias eram as piores possíveis: economia estagnada; inflação descontrolada; dólar em disparada; bolsa em queda livre; e fuga de investimentos estrangeiros. Aconteceu justamente o contrário: o Brasil chegou ao fim de 2025 mais forte do que nunca”, diz trecho da mensagem, que também trouxe números positivos da economia:

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“O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu pelo terceiro ano consecutivo. O dólar teve, em 2025, a maior queda dos últimos nove anos. A Bolsa de Valores cresceu 34% em relação a 2024 e ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 160 mil pontos.”

O documento, com mais de 900 páginas, foi levado pessoalmente pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, como é praxe. Diversos ministros do governo federal e autoridades estiveram presentes.

A leitura da apresentação da mensagem foi feita pelo primeiro secretário da Mesa do Congresso, deputado federal Carlos Veras (PT-PE).

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Investimentos, emprego e renda

Lula citou os mais de US$ 77,7 bilhões de investimentos estrangeiros, “o maior volume dos últimos sete anos”, que consolidou o país como o segundo destino mais atrativo para o capital externo.

O desemprego em 5,2%, a menor taxa da série histórica, também foi mencionado, bem como aumento da renda dos trabalhadores e a média de preços.

“A renda média dos trabalhadores subiu para R$ 3.574, a maior já registrada. Fechamos 2025 com uma inflação de 4,26%, a menor em sete anos. Caminhamos para fechar os quatro anos com a menor inflação acumulada de todos os tempos.”

O crescimento da economia, somado ao aumento real do salário-mínimo, queda na inflação e maior oferta de empregos levou à saída de dois milhões de famílias do programa Bolsa Família.

“Quando assumimos novamente a Presidência da República, em 2023, encontramos 33 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar, suplicando por ossos em portas de açougues. Disseram que era impossível, mas em 2025 retiramos pela segunda vez o Brasil do Mapa da Fome”, observou.

“A pobreza e a desigualdade de renda são as menores já registradas. Em apenas dois anos, 17,4 milhões de brasileiros saíram da pobreza, em uma das maiores ascensões sociais da história recente. A classe C, formada por famílias que atendem às necessidades básicas e têm algum poder de consumo, já representa 61% da população. O Brasil caminha para se tornar um país de classe média”, continuou Lula.

IR e programas sociais

A mensagem destaca também as medidas prioritárias do governo federal que foram aprovadas no ano passado, como a redução em 70% dos custos da carteira de habilitação (CNH), o programa Gás do Povo, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês e a redução gradual para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais.

Na educação, o presidente apontou que o programa Pé-de-Meia ultrapassou a marca de 4 milhões de estudantes beneficiados e reduziu em 43% a evasão no ensino médio.

Segundo ele, mais de 68,4% das escolas públicas brasileiras estão conectadas à Internet de qualidade.

Acordo e tarifaço

A mensagem também destaca o desfecho da negociação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), que levou 25 anos para ser concluído. O novo bloco detém cerca de um quarto do PIB mundial e reúne uma população de 720 milhões de consumidores.

Pendente de aprovação pelo Congresso Nacional, o que deve ocorrer nas próximas semanas, o tratado vem sofrendo uma paralisação na Europa.

Lula citou também o desafio do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos (EUA) ao Brasil.

“Nossa reação foi imediata. Criamos o Plano Brasil Soberano para socorrer empresas e preservar empregos. Intensificamos a busca por novas parcerias comerciais e chegamos ao fim do ano com 521 novos mercados abertos às nossas exportações. Com altivez e muito diálogo, reabrimos as portas do mercado norte-americano aos produtos brasileiros”, cita a mensagem.  

No texto, Lula também destaca que mesmo com o tarifaço, as exportações brasileiras no ano passado atingiram a marca recorde de US$ 348,7 bilhões: “Em três anos, o total acumulado chegou a US$ 1,03 trilhão”.

Segurança pública

Lula também disse que o ano de 2025 entrou para a história pela “maior ofensiva contra o crime organizado de todos os tempos”.

O presidente citou o combate a facções criminosas, por meio da Operação Carbono Oculto, que desmantelou um esquema bilionário que utilizava distribuidoras, refinarias, postos de gasolina e fintechs para lavagem de dinheiro.

“A operação bloqueou movimentações fraudulentas estimadas em mais de R$ 70 bilhões e comprovou que os líderes do crime organizado não estão nas comunidades, mas em alguns dos endereços mais caros no Brasil e no exterior. A Polícia Federal segue aprofundando as investigações, e os bandidos pagarão por seus crimes – não importa o tamanho de suas contas bancárias ou da sua fortuna investida no mercado financeiro”.

Sobre esse tema, o presidente reforçou o apelo ao Congresso pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, e o projeto de lei (PL) Antifacção, que endurece o combate ao crime organizado ao prever penas mais severas aos seus líderes e ao restringir a progressão de pena.

Prioridades para 2026

Na mensagem, Lula elogiou a parceria com o Congresso Nacional, considerada fundamental para a aprovação dos projetos de interesse do governo e do país. Ele destacou o que considera essencial para ser aprovado este ano.

“Nosso próximo desafio é o fim da escala 6×1 de trabalho, sem redução de salário. O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família”.

O presidente também falou da “urgente necessidade” de regulação do trabalho por aplicativos e criticou a precarização da mão-de-obra. O tema vem sendo objeto de conversas entre o governo federal e Câmara dos Deputados, que buscam consenso sobre um texto.

Texto ampliado às 18h02

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Motta: celebração do bicentenário da Câmara reafirma seu papel essencial na construção de um Brasil mais justo

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que 2026 será marcado por responsabilidade, espírito público e compromisso com a democracia. A declaração foi feita na abertura do ano legislativo do Congresso Nacional nesta segunda-feira (2).

“É um orgulho e uma responsabilidade presidir a Câmara dos Deputados no ano de seu bicentenário. Essa celebração que reafirma seu papel essencial na construção de um Brasil mais justo, participativo e soberano”, disse Motta em seu discurso.

O presidente da Câmara destacou a aprovação, em 2025, da reforma do Imposto de Renda, a conclusão da reforma tributária e a votação da proteção de crianças e adolescentes em ambiente digital (ECA Digital), entre outras propostas.

Segundo Motta, neste ano a Câmara deve manter o foco em entregas à população, com votações de interesse nacional. Ele também defendeu um plenário soberano e independente e a prerrogativa constitucional das emendas parlamentares, destinadas a atender demandas em diferentes regiões do país.

“Cabe a este plenário, soberano e independente, perseguir esse caminho dia e noite, com votações de propostas de interesse do país. E fazer valer a prerrogativa constitucional do Congresso de destinar as emendas parlamentares aos rincões Brasil afora, que, na maioria das vezes, não estão aos olhos do Poder Público”, defendeu o presidente.

Votações
Motta confirmou ainda a votação, hoje, da  MP Gás do Povo e, após o Carnaval, a votação da  PEC da Segurança Pública. Motta também quer dar início às discussões do fim da escala de trabalho 6×1, e aos debates sobre incentivos aos Serviços de Datacenter.

Outros temas a serem debatidos pela Câmara, segundo o presidente, são: Inteligência Artificial; combate ao feminicídio; e o acordo União Europeia-Mercosul.

“Da mesma forma, vamos aprofundar as discussões sobre a relação entre trabalhadores de aplicativos e plataformas digitais, buscando conciliar produtividade, direitos e desenvolvimento. Essa tarefa é indispensável para preparar o Brasil para uma nova economia baseada em tecnologia, em inovação e em investimentos sustentáveis”, disse.

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