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Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Lindbergh Farias: fim da escala 6×1 vai dominar discussões políticas no país

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), afirmou que o fim da escala de trabalho 6×1 é a prioridade do governo neste ano.

Segundo ele, o Executivo vai encaminhar ao Congresso depois do carnaval um projeto de lei com urgência constitucional sobre o assunto.

Propostas com esse tipo de urgência precisam ser apreciadas em até 45 dias em cada uma das Casas (Câmara e Senado), caso contrário a pauta de votações fica trancada.

Lindbergh acrescentou que o fim da escala 6×1 vai entrar na pauta de discussões do país.

“Esse é um debate central, é prioridade do presidente Lula. Nesta semana, está entrando [no bolso do trabalhador] a isenção do Imposto de Renda e o salário que aumentou, além do projeto Gás do Povo. Enfim, estamos tendo o aumento de renda das famílias brasileiras”, disse.

“O debate do Imposto de Renda está superado, e a próxima bandeira do governo é o fim da escala 6×1, que, com a urgência constitucional, vira o centro da discussão política no país”, continuou o líder.

Lindbergh destacou ainda que deve entrar na pauta outra prioridade do partido: a regulamentação do trabalho por meio de aplicativos. Para o líder do PT, é preciso garantir direito a esses cidadãos.

Banco Master
O deputado também afirmou que o PT deve assinar os pedidos de instauração de CPI e CPMI para investigar irregularidades do Banco Master.

Segundo ele, é uma determinação do governo “ir pra cima da maior fraude da história”.

“Vamos assinar tanto a CPI da Câmara, do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), quanto a CPMI das deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS). Não vamos entrar na defensiva, porque somos nós que estamos apurando e que vamos esclarecer tudo”, declarou Lindbergh Farias.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Reunião do Conselho de Ética da Câmara

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados realiza nesta semana duas reuniões sobre duas representações contra deputados.

Nesta terça-feira (3), serão ouvidas as testemunhas do deputado Marcos Pollon (PL-MS), acusado de adotar conduta incompatível com o decoro parlamentar durante a ocupação do Plenário, no início de agosto do ano passado (REP 24/25). A reunião será às 10 horas, no plenário 11.

Na quarta-feira (4) haverá a discussão e votação de parecer preliminar da representação (REP 9/25) do Partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por quebra de decoro parlamentar. A reunião será às 14 horas, em plenário a definir.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou nesta terça-feira (3), em Brasília, que vai pedir a convocação do governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (foto). Se aprovado pelo colegiado, Ibaneis será obrigado a comparecer.

Convidado a ir à sessão da CPI de hoje, Ibaneis enviou um ofício informando que mandaria o secretário de Segurança, Sandro Avelar, para representar o governo do DF. Porém, quem compareceu foi o número 2 da secretaria, o secretário-executivo Alexandre Patury.

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“Por esse motivo, a sessão desta terça-feira (3) da CPI está cancelada. O presidente da CPI irá apresentar requerimento para convocação do governador Ibaneis Rocha à comissão”, informou a assessoria do senador Fabiano Contarato.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), defendeu o convite feito a Ibaneis argumentando que, embora o DF apresente uma taxa de homicídio “controlada”, a capital é sede do poder político e econômico.

“Seus gestores poderão detalhar as estratégias de combate à lavagem de dinheiro, descapitalização das facções e infiltração do crime organizado em setores da economia e do Estado”, disse Vieira no requerimento que pediu a oitiva de Ibaneis.

A Agência Brasil procurou a assessoria do Governo do Distrito Federal (GDF) para comentar o tema, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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Banco Master

O governador do DF está relacionado ao escândalo do Banco Master e enfrenta na Câmara Legislativa pedidos para abertura de CPI e de impeachment. O Banco de Brasília (BRB), o banco público do DF, é investigado por tentar comprar o Banco Master, que teria emitido créditos falsos para arrecadar recursos no mercado financeiro.

De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões. Diante dos indícios de fraude, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central.

Ibaneis nega qualquer irregularidade e diz estar tranquilo quanto à investigação envolvendo o BRB.

Outros governadores

A CPI do Crime Organizado escolheu esta semana para ouvir governadores sobre a atuação do crime organizado e facções em seus estados. Na quarta-feira (4), está previsto o depoimento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Porém, a sessão também foi cancelada. O governador do Rio informou à CPI que está em agenda oficial na Europa e não poderá comparecer.  

O presidente americano, Donald Trump, defendeu que o Partido Republicano “nacionalize” o processo de votação nos Estados Unidos durante uma entrevista na segunda-feira — uma escalada retórica que deve gerar novas preocupações sobre os esforços do governo para intervir em questões eleitorais antes das cruciais eleições de meio de mandato deste ano.
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— Os republicanos deveriam dizer: “Queremos assumir o controle” — disse Trump em entrevista a um podcast apresentado por Dan Bongino, ex-vice-diretor do FBI, instando autoridades republicanas a “assumirem o controle” dos processos de votação em ao menos 15 estados. — Deveríamos assumir a votação, a votação em pelo menos 15 lugares. Os republicanos deveriam nacionalizar a votação.
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De acordo com a Constituição dos EUA, as eleições americanas são regidas principalmente por leis estaduais, resultando em um processo descentralizado no qual o processo de votação é gerido por autoridades municipais e de condados em milhares de seções eleitorais por todo o país, com o governo federal desempenhando um papel limitado. Trump, no entanto, há muito tempo está fixado em alegações falsas de que as eleições nos EUA estão repletas de fraudes e que os democratas estão perpetrando uma vasta conspiração para fazer com que imigrantes indocumentados votem e aumentem a participação eleitoral do partido.
O apelo de Trump para que um partido político tome os mecanismos de votação segue uma série de medidas de seu governo para tentar exercer mais controle sobre as eleições americanas. Na semana passada, agentes do FBI apreenderam cédulas e outros registros de votação da eleição presidencial de 2020 em um centro eleitoral no condado de Fulton, na Geórgia, onde seus aliados buscam há anos provar alegações falsas de fraude eleitoral. Trump foi derrotado por Joe Biden no estado, e chegou a pressionar o secretário de Estado da Geórgia a “encontrar votos” a seu favor.
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Elijah Nouvelage/AFP
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— Temos estados tão corruptos que estão contando votos. Temos estados que eu ganhei, mas que mostram que eu não ganhei — disse Trump na entrevista de segunda. — Agora vocês verão algo na Geórgia, onde eles conseguiram, com uma ordem judicial, obter as cédulas, e vocês verão algumas coisas interessantes surgirem.
A diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, disse que o próprio Trump a instruiu a ir a Atlanta para a controversa busca, e que colocou o presidente em contato telefônico com alguns dos agentes do FBI envolvidos na operação. Segundo o New York Times, o presidente os elogiou e agradeceu pelo trabalho.
Em março, Trump assinou um decreto que tentava fazer mudanças significativas no processo eleitoral, incluindo a exigência de prova documental de cidadania e exigência de que todas as cédulas enviadas por correio fossem recebidas até o fechamento das urnas no dia da eleição. O esforço foi amplamente rejeitado nos tribunais.
Tentativa de controle
Nas redes sociais, Trump pressionou por mudanças ainda mais drásticas. Em agosto, ele escreveu que queria acabar com a votação por correio e, potencialmente, com o uso de urnas eletrônicas. Apesar das promessas, ele não assinou nenhum novo decreto neste sentido.
As alegações do presidente sobre fraude eleitoral foram desmentidas repetidamente, tanto por revisões independentes quanto por autoridades republicanas. Uma revisão da eleição de 2024 realizada pelo próprio governo Trump, iniciada no ano passado, encontrou poucas evidências de fraude eleitoral generalizada por não cidadãos até o mês passado, informou o Times.
Apesar disso, o Departamento de Justiça está exigindo que vários estados, incluindo Minnesota — palco de grandes manifestações contra o presidente e sua política anti-imigração —, entreguem suas listas completas de eleitores, enquanto o governo tenta construir um arquivo nacional de eleitores.
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As declarações de Trump sobre as eleições no país ocorrem em um momento em que os democratas superaram o Partido Republicano em uma série de disputas. Governadores democratas foram eleitos em Nova Jersey e Virgínia, com vitórias esmagadoras em novembro. No sábado, um democrata venceu uma eleição especial para uma vaga no Senado Estadual do Texas por 14 pontos percentuais, em um distrito que Trump venceu por 17 pontos em 2024.
Percebendo que os republicanos estavam vulneráveis à tradicional reação negativa contra o partido no poder nas eleições de meio de mandato (as chamadas midterms), Trump começou o ano passado um esforço extraordinário para alterar os distritos eleitorais e dar vantagem ao seu partido — pratica que é chamada de “Gerrymandering” na ciência política. A iniciativa, que começou no Texas, mas se expandiu para estados controlados tanto por democratas quanto por republicanos, tornou-se parte central da estratégia do presidente para as midterms.
Trump fez pouco segredo de seu interesse em expandir o papel do governo federal na administração das eleições americanas. No mês passado, ele disse ao Times que se arrependia de não ter enviado a Guarda Nacional para apreender máquinas de votação após a eleição de 2020.
Um protesto “Stop the Steal” em frente à Suprema Corte em Washington: Trump pressionou funcionários do Departamento de Justiça a declarar falsamente que a eleição de 2020 foi fraudada
Anna Moneymaker/The New York Times
Durante sua entrevista com Bongino, o presidente vinculou seu desejo de controle partidário dos mecanismos de votação à agenda de seu governo para encontrar e deportar imigrantes indocumentados das cidades americanas.
— Se os republicanos não os tirarem daqui, vocês nunca ganharão outra eleição como republicanos — disse ele, referindo-se aos imigrantes indocumentados. — É loucura como conseguem fazer essas pessoas votarem. Se não os tirarmos, olhem, os republicanos nunca ganharão outra eleição.
Não há evidências de que um número significativo de não-cidadãos tenha votado em qualquer eleição americana. Uma auditoria de 2024 feita pelo secretário de estado da Geórgia descobriu que apenas 20 das 8,2 milhões de pessoas registradas para votar na Geórgia não eram cidadãs, e apenas nove haviam votado em algum momento. (Com NYT)
Um agricultor de 34 anos morreu após ser atingido fatalmente por uma colhedora de couve-flor enquanto tentava ajudar um colega mais jovem no campo, segundo concluiu um inquérito realizado no Reino Unido, nesta semana. O acidente ocorreu em 11 de abril de 2024, em uma plantação localizada em Trispen, nos arredores de Truro, na região da Cornualha, no sudoeste da Inglaterra.
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A vítima, Aleksej Kleinov, auxiliava uma trabalhadora com menos experiência a engatar uma mini-colheitadeira a um trator quando o braço da máquina se levantou de forma inesperada e o atingiu no pescoço. A investigação, que durou dois dias, concluiu que o agricultor não deveria estar posicionado entre o equipamento e o trator naquele momento.
Investigação e falhas de segurança
De acordo com o relato apresentado ao tribunal, Kleinov conseguiu se desvencilhar das máquinas mesmo após sofrer ferimentos graves no crânio e no pescoço. Ele ainda caminhou alguns metros antes de cair no chão, enquanto colegas acionavam os serviços de emergência. Apesar do atendimento, os socorristas não conseguiram reanimá-lo, e a morte foi declarada no local.
A causa do óbito foi confirmada pela patologista Amanda Jeffery, credenciada pelo Ministério do Interior, que apontou traumatismos cranianos e no pescoço. Exames toxicológicos descartaram a presença de álcool ou drogas no organismo.
O campo pertence à Southern England Farms Ltd (SEF), uma das maiores produtoras de hortaliças da Cornualha. Em depoimento, o gerente da fazenda, Gordon Stokes, afirmou que Kleinov “se colocou em perigo” ao solicitar que os braços da máquina fossem levantados quando o espaço entre os equipamentos estava prestes a se fechar. Segundo ele, o acidente teve “um impacto profundo” sobre toda a equipe, e os procedimentos de segurança e treinamento foram reforçados desde então, com a descontinuação do uso das mini-colheitadeiras.
Alexander Ashen, inspetor da Agência Executiva de Saúde e Segurança (HSE), afirmou no inquérito que práticas habituais acabaram incentivando a negligência das normas. Ele relatou que alguns trabalhadores realizavam o engate das máquinas pelo meio, entre o reboque e o trator, em vez de fazê-lo lateralmente, como recomendado. Para o inspetor, o treinamento oferecido pela SEF deveria ter sido suficiente para evitar o procedimento adotado por Kleinov, classificado como “inerentemente perigoso”.
Ashen informou ainda que entrou em contato com o fabricante do equipamento e com todas as fazendas da Inglaterra que utilizam o mesmo modelo. Segundo ele, todas relataram estar cientes do caso e garantiram que adotam métodos mais seguros, como a montagem lateral ou a instalação permanente da estrutura no início da temporada, para evitar acidentes semelhantes.
Em outubro de 2016, Jeffrey Epstein, o empresário e investidor americano que foi acusado de uma série de crimes sexuais e morreu na prisão em 2019, manifestou interesse em uma possível negociação para comprar uma agência de modelos brasileira, com o objetivo de “ter acesso a garotas”. A informação aparece numa troca de mensagens de Epstein entre os três milhões de novos arquivos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e encontrada pelo GLOBO. Nos e-mails, um associado de Epstein envia ao empresário um relatório sobre três agências brasileiras de modelo, com sugestões e detalhes de como poderia ser feita a transação com cada uma delas. A resposta de Epstein é um pedido para que um acordo de confidencialidade seja assinado com a Ford Models, a fim de dar início à negociação. CEO da Ford Models, Decio Restelli Ribeiro diz que não se recorda da reunião, que a Ford nunca esteve à venda e que não tem nenhuma relação com Jeffrey Epstein.
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A conversa que fala da possibilidade de compra da agência é apenas uma entre Epstein e um homem identificado como Ramsey Elkholy — nome que aparece em centenas das trocas de mensagens com o empresário, enviando fotos ou marcando horários de encontros com mulheres de várias nacionalidades. Num e-mail datado de 2 de outubro de 2016, Elkholy apresenta a Epstein informações sobre possíveis parceiros no Brasil para um concurso de modelos ou para sociedade em uma agência. São citadas as agências de modelos Elite, Ford Models e L’Équipe, três das maiores do mercado. Também é citada a revista Harper’s Bazaar.
A troca e-mails de Epstein sobre agências de modelos brasileiras:
Parte da rroca de e-mails entre Jeffrey Epstein sobre agências de modelo brasileiras
Arte/ Reprodução Departamento de Justiça dos EUA
Em várias partes da mensagem, Elkholy comenta as intenções de Epstein. “Presumo que você está mais interessado no acesso a (ele usa um emoji de uma garota)”, diz, sobre a Ford Models. O associado do empresário também pondera sobre escolher entre as agências Ford e Elite: “(Com a Ford), há muitas oportunidades para conhecer modelos, mas acredito que não o mesmo acesso direto do concurso (da Elite), onde as garotas são majoritariamente caipiras sem experiência”.
Na mesma mensagem, Elkholy explica o que seria o concurso da Elite, uma espécie de peneira para meninas entrarem no mundo da moda. A prática foi bastante comum entre várias agências do mundo entre os anos 1980 e 2000, inclusive com a participação de jovens que se tornariam supermodelos, entre elas Cindy Crawford e Gisele Bündchen.
Elkholy diz por que acha boa para Epstein a ideia de um concurso nos moldes do organizado pela Elite: “Isso implicaria ter acesso a todas as garotas, e você poderia decidir o que fazer com elas. É raro a vencedora desses concursos alcançar o estrelato; geralmente é outra garota que passou despercebida, e é por isso que eu gosto disso — para você, quero dizer. Basicamente, você poderia levar essas garotas para qualquer lugar nos EUA (existe uma agência brasileira que cuida dos vistos americanos), ou para Paris ou para o Caribe.”
Na mensagem, o associado do empresário conta que custaria a Epstein cerca de US$ 250 mil para fazer no Brasil um concurso como o Elite Model Look e que enviou um PDF com mais informações. Diz, também, que encontrou com os dois organizadores principais, “que são olheiros de concursos bem conhecidos no Brasil”, mas não cita nomes.
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Sobre a Ford Models, Elkholy esclarece que a agência é dirigida por “um cara que nunca teve investidores” e que teria dito estar “aberto a receber algum apoio para que pudesse concretizar plenamente os objetivos da agência”. Segundo a mensagem do associado de Epstein, a Ford Models seria “um bom investimento se você quiser expandir uma marca já estabelecida”.
Epstein responde ao e-mail dizendo a Elkholy para assinar o acordo de confidencialidade, obter os números da Ford Models e encontrá-lo numa quarta-feira em Nova York. O associado diz então que a Ford Models está preparando o documento.
Em entrevista por telefone ao GLOBO, o CEO da Ford Models, Decio Restelli Ribeiro, afirma que a agência nunca teve qualquer relação com Jeffrey Epstein.
— Eu posso ter feito uma reunião, como faço muitas. Mas eu lembraria se alguém quisesse comprar a minha empresa. A Ford nunca esteve à venda e não tem nenhuma relação com Jeffrey Epstein. Fico chateado e enojado de ver a marca, que faz 80 anos, citada por quem tem interesses escusos. Eu nunca venderia a Ford.
Elkholy também menciona uma terceira agência, a L’Equipe, que, segundo ele, seria “menor e administrada por apenas uma mulher”. Ele diz que viu os números da empresa e que ela valeria cerca de US$ 1,5 milhão. “Ela não investiu muito em olheiros nos últimos anos, então é aí que vejo o maior potencial de crescimento”, diz a mensagem.
Por fim, Elkholy conta que a revista Harper’s Bazaar o “interessa muito” e que espera os resultados de uma auditoria para saber qual seria um preço justo pela participação no negócio.
O remetente do e-mail a Epstein, Ramsey Elkholy é músico e produtor, um dos fundadores do coletivo Monotronic, já identificado em outros documentos do caso divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA como olheiro e recrutador de modelos para Epstein. Uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal afirmou que os dois foram apresentados por uma namorada do investidor.
Nas novas mensagens divulgadas — um lote de arquivos sobre o caso Jeffrey Epstein com cerca de três milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens —, o nome completo de Ramsey Elkholy aparece 2.267 vezes. Em várias, são citados encontros com mulheres. Em algumas, fotos de modelos de biquíni são enviadas a Epstein.
Há mensagens entre os dois em que mulheres brasileiras são citadas. Em 13 de junho de 2010, por exemplo, o associado enviou seis imagens ao empresário: “Esta é Juliana, uma garota brasileira de 21 anos que eu vou levar para NY amanhã, muito sexy, pele incrível… Você estará na cidade segunda, terça ou quarta?”. Em outra mensagem, esta de 8 de junho de 2014, Elkholy falou a Epstein: “Lesley me escreveu e sugeriu terça, às 18h, e vai tentar trazer uma garota brasileira”. O bilionário teve uma assistente executiva chamada Lesley Groff, mas na troca de e-mails não fica claro quem seria a Lesley mencionada.
Entenda o Caso Epstein
Jeffrey Epstein foi um gestor de fortunas americano que construiu, ao longo de décadas, uma rede de influência entre círculos políticos e figuras de destaque do mundo empresarial, acadêmico e cultural. A partir dos anos 2000, porém, seu nome passou a ser associado a acusações graves de abuso e exploração sexual de menores. Entre 2008 e 2009, Epstein chegou a ficar 13 meses preso, mas firmou um acordo judicial alvo de muitas críticas, que lhe permitiu cumprir pena reduzida e lhe garantiu imunidade a novas acusações federais por anos.
O caso voltou ao centro do debate público em 2019, quando Epstein foi novamente preso, desta vez sob acusações federais de tráfico sexual. Mas não houve tempo para o julgamento. Em 10 de agosto, pouco mais de um mês após ser detido, ele foi encontrado morto na prisão, em circunstâncias oficialmente tratadas como suicídio, mas que até hoje alimentam os mais diversos fóruns de teorias da conspiração.

Na última sexta-feira, 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tornou público um imenso conjunto de arquivos sobre o caso: são cerca de três milhões de páginas com trocas de e-mails e documentos, além de milhares de vídeos e imagens. A divulgação vem trazendo novos detalhes sobre os vínculos de Epstein com figuras públicas como Donald Trump, Bill Clinton, Bill Gates, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor e Noam Chomsky.
Por sua dimensão e gravidade, o caso tem sido considerado um dos escândalos mais sensíveis da história recente americana.

A Rússia afirmou nesta terça-feira que o mundo está entrando em seu momento “mais perigoso” com o iminente fim do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START, na sigla em inglês), último tratado nuclear vigente a limitar o número de armas estratégicas do país e dos EUA, que expira nesta quinta-feira. Moscou afirmou que não irá fazer recuos em sua proposta já enviada a Washington, e que está “preparada” para a nova realidade de segurança sem o controle de armas nucleares.
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Em uma entrevista coletiva em Moscou, o principal porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o “mundo estará em uma posição mais perigosa do que jamais esteve” com a expiração do tratado assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev. Em viagem a Pequim, o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, afirmou que o país está preparado para o fim do limite às armas nucleares.
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— Este é um novo momento, uma nova realidade. Estamos preparados para ela — disse Ryabkov, que é o responsável pelas questões de controle de armas, em declaração registrada pela agência russa Ria Novasti.
A parte russa se ofereceu para estender alguns dos termos do Novo Start, incluindo inspeções para a verificação dos arsenais nucleares, mas o governo americano não avançou com as negociações. Em declarações ao New York Times no mês passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que deixará o tratado expirar, mas não respondeu formalmente à proposta de Moscou.
Ryabkov afirmou que a Rússia não faria nenhum recuo com a aproximação do tratado, acrescentando que a ausência de uma resposta formal também era um posicionamento.
— No dia e meio restante antes do vencimento formal do Tratado Novo START, não tomaremos nenhuma ação ou apelo oficial aos americanos. Fizemos tudo o que era necessário em tempo hábil, e eles tiveram bastante tempo para refletir sobre o assunto. A falta de resposta também é uma resposta — disse.
Caso não haja um acerto imediato, será a primeira vez em décadas que as duas maiores potências nucleares do mundo ficarão sem qualquer documento limitando o controle de seus arsenais.
Novo Start: O que é?
O Novo Start limita o número de ogivas nucleares, que os EUA e a Rússia podem instalar em mísseis ou armamentos como veículos ou aeronaves, deixando-as prontas para serem usadas. O tratado permite que inspetores americanos e russos assegurem que o outro lado está cumprindo suas obrigações, além de monitoramento remoto e por satélite.
O tratado foi assinado em substituição ao tratado Start, que vigorou de 1994 a 1999. Ele permite que inspetores americanos e russos assegurem que o outro lado está cumprindo suas obrigações por meio de visitas presenciais, além de permitir o monitoramento remoto e por satélite. (Com AFP)
Cinco militares da Força Aérea Real do Reino Unido (RAF) foram condenados à prisão militar após submeterem jovens recrutas a um ritual de iniciação marcado por humilhações, agressões físicas e intimidação psicológica em uma base aérea em Honington, no condado de Suffolk. As informações foram reveladas pelo jornal britânico The Telegraph, que teve acesso aos detalhes apresentados em tribunal militar, nesta segunda-feira (2).
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Uma investigação foi aberta depois que vídeos das chamadas “punições” aplicadas aos novos aviadores passaram a circular, no ano passado, em um grupo de WhatsApp do regimento. As imagens mostraram recrutas sendo arrancados de seus alojamentos durante a noite, arrastados até uma sala escura e submetidos a um encenação descrita no tribunal como um “tribunal de fachada”.
Ritual exposto em vídeos
Segundo o relato apresentado ao Tribunal Militar de Catterick, no norte da Inglaterra, cantos gregorianos e uma chamada islâmica para a oração eram reproduzidos em alto volume enquanto os jovens eram informados de que estavam sendo julgados por um “conselho” formado por cinco aviadores mais antigos. Um dos recrutas implorou para que o ritual fosse interrompido, mas teve as mãos chicoteadas com faixas de borracha de resistência.
Ainda de acordo com o The Telegraph, um dos condenados colocou uma faixa em volta do pescoço de um recruta e o conduziu como um cachorro. As vítimas também foram obrigadas a rastejar pelo chão, ajoelhar-se diante dos superiores e cantar músicas infantis, incluindo “Baby Shark”, acompanhando gestos. Houve ainda relatos de recrutas forçados a se curvar, andar como um macaco e receber golpes com um cinto. Uma das vítimas afirmou que o episódio a deixou “mais reclusa” e a fez questionar sua confiança na RAF e no próprio regimento.
O juiz-advogado-geral adjunto Edward Legard condenou Byron Coy, de 20 anos, Corey Cross, de 19, e Connor McCulloch, de 23, a 18 semanas de prisão por conduta vergonhosa de natureza cruel. Tomos Windridge, de 20, e Alfie Holcombe, de 23, receberam penas de seis semanas por conduta prejudicial à boa ordem e à disciplina militar; Holcombe também foi condenado a duas semanas adicionais por agressão. Apesar das sentenças, os cinco foram informados de que poderão continuar servindo na RAF após o cumprimento das penas.
O caso reacende questionamentos sobre a segurança na base de Honington e ocorre quatro anos depois de outro episódio grave no mesmo local, quando um recruta foi filmado sendo despido e agredido sexualmente com um tubo de morteiro. Após a audiência, o Centre for Military Justice pediu ao Ministério da Defesa britânico a adoção de mecanismos mais rigorosos para erradicar castigos físicos e cerimônias de iniciação. Para Lucy Baston, representante da entidade, a política oficial de “tolerância zero” não tem sido suficiente para impedir novos abusos.
Embora o contexto seja militar, a lógica do episódio lembra práticas de trotes universitários que ainda ocorrem no Brasil, muitas vezes justificadas como “brincadeiras” ou rituais de integração, mas que podem envolver humilhação pública, violência física e danos emocionais.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) a Medida Provisória (MP) que instituiu o programa Gás do Povo, que assegura gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 quilos (kg) a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), e desde que tenha renda per capita de até meio salário mínimo.

Foram 415 votos a favor e 29 contra. A MP, cuja validade termina em 11 de fevereiro, segue agora para votação no Senado.

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Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Gás do Povo deve estar em pleno funcionamento em março, quando 15 milhões de famílias serão beneficiadas. O programa pretende combater a pobreza energética, definida como a dificuldade de uma família em ter acesso a serviços de energia essenciais e modernos, como iluminação, aquecimento, refrigeração e energia para cozinhar. Atualmente, o programa está instalado em todas as capitais.

O Auxílio Gás, benefício atual que permite a compra de um botijão de 13 kg a cada dois meses por cerca de 4,4 milhões de famílias de baixa renda, será substituído. Em seu lugar, o Gás do Povo consolida a gratuidade do botijão em mais de 10 mil revendedoras credenciadas espalhadas pelo país.

“O Gás do Povo promove dignidade, desaperta o orçamento das famílias, garante segurança e inclusão energética”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanas-PB), durante a sessão de votação.

 

Documentos oficiais revelam que um detento libertado de uma prisão escocesa em 2016 após diagnóstico de tumor cerebral segue vivo uma década depois. O caso integra um conjunto de libertações concedidas por razões humanitárias nos últimos dez anos, política prevista para situações excepcionais, como doenças terminais ou incapacidade médica grave.
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Segundo dados do governo da Escócia divulgados à revista 1919, nesta semana, mais de 20 presos foram soltos nesse período sob esse regime. Desde 2016, 18 dos 22 libertados já morreram. Dos quatro restantes, não há registro oficial de data de falecimento. O Serviço Prisional Escocês recusou-se a divulgar os nomes, argumentando que os direitos à informação pessoal devem ser preservados — o que sugere que esses detentos ainda estejam vivos.
Libertações por doença grave sob escrutínio
Entre os casos citados está o do preso libertado da HMP Shotts em 2016 por causa de um tumor cerebral. A lista inclui ainda um detento solto da HMP Edinburgh em 2020 após diagnóstico de câncer de pulmão e outro libertado em 2021 da HMP Shotts, também com câncer de pulmão em estágio terminal. A legislação permite que ministros concedam licença humanitária quando se prevê a morte em curto prazo ou quando o preso se encontra gravemente incapacitado, além de situações em que a segurança do detento esteja seriamente comprometida ou a expectativa de vida seja reduzida pelo encarceramento.
Uma das decisões mais controversas nesse âmbito ocorreu em 2009, quando o então secretário de Justiça Kenny MacAskill autorizou a libertação do terrorista de Lockerbie, Abdelbaset al-Megrahi, diagnosticado com câncer de próstata. À época, MacAskill afirmou que a decisão era exclusivamente sua e que o condenado deveria “ter permissão para retornar à Líbia para morrer”. Al-Megrahi, único condenado pelo atentado de 1988, viveu mais três anos com a família, superando o prognóstico de três meses que embasou a medida.
O governo escocês afirma que os ministros recebem recomendação independente do Conselho de Liberdade Condicional antes de qualquer decisão. Em nota, um porta-voz declarou que a libertação antecipada por razões humanitárias é considerada apenas em circunstâncias excepcionais, após um “rigoroso processo de avaliação”. A decisão, acrescentou, exige a convicção de que o risco de reincidência ou de ameaça à ordem pública é baixo e pode ser adequadamente gerenciado, com supervisão, cuidados e tratamento garantidos na comunidade. “O processo busca o equilíbrio entre a compaixão e a responsabilidade primordial de proteger a segurança pública”, afirmou.

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