Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

O plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3) a medida provisória (MP) que instituiu o programa Gás do Povo. O texto assegura gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 quilos (kg) a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), desde que tenham renda per capita de até meio salário mínimo.

A MP, cuja validade termina em 11 de fevereiro, foi aprovada em menos de 24 horas tanto na Câmara quanto no Senado, e agora segue para sanção presidencial, já que os parlamentares fizeram algumas alterações no texto.

Notícias relacionadas:

“Cabe, aqui, um agradecimento aos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, por aprovarem, de forma tão rápida, uma medida que reduz desigualdades e fortalece a coesão social. O Congresso Nacional dá um recado claro: o bem-estar das pessoas está no centro das nossas decisões. Que esse benefício chegue rápido à mesa e à vida de quem mais precisa”, afirmou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao comemorar a aprovação da medida.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Gás do Povo deve estar em pleno funcionamento em março, quando pouco mais 15 milhões de famílias serão beneficiadas. O programa pretende combater a pobreza energética, definida como a dificuldade de uma família em ter acesso a serviços de energia essenciais e modernos, como iluminação, aquecimento, refrigeração e energia para cozinhar. Atualmente, o programa está instalado em todas as capitais.

O Auxílio Gás, benefício criado no governo passado e que permite a compra de um botijão de 13 kg a cada dois meses por cerca de 4,4 milhões de famílias de baixa renda, será substituído. Em seu lugar, o Gás do Povo consolida a gratuidade do botijão em mais de 10 mil revendedoras credenciadas espalhadas pelo país, aumentando o alcance e o número de famílias atendidas, segundo o governo.

De acordo com o regulamento do programa, a quantidade de recargas gratuitas de 13 kg será de quatro por ano para famílias de duas a três pessoas; para as famílias com quatro ou mais pessoas, será de seis ao ano.

O texto também cria uma nova modalidade no programa, destinada à instalação de sistemas de baixa emissão de carbono e biodigestores que gerem gás metano por decomposição de restos de alimentos. Essa modalidade é destinada a áreas rurais e cozinhas comunitárias, e ainda depende de regulamento a ser feito pelo governo.

O texto aprovado pela Câmara e agora confirmado no Senado reformula as prioridades de recebimento do auxílio. Terão prioridade as famílias atingidas por desastres ou em local com situação de emergência reconhecida pelo poder público; com mulheres vítimas de violência doméstica sob monitoramento de medidas protetivas de urgência; pertencentes a povos e comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas; com maior número de membros; e com menor renda por pessoa.

*Com informações da Agência Senado.

Com o país convivendo com números intoleráveis de violência contra as mulheres, os Três Poderes da República se reúnem nesta quarta-feira (4) para firmar um pacto nacional de enfrentamento ao feminicídio. A solenidade será realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, a partir das 10h, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin; e dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre; e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

De acordo com o governo federal, o pacto vai estabelecer um compromisso integrado entre Executivo, Legislativo e Judiciário para enfrentar a violência letal contra mulheres, com ações de prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia de direitos.

Notícias relacionadas:

Desde o fim do ano passado, em meio a uma onda de assassinatos brutais de mulheres, Lula tem cobrado publicamente ações mais contundentes para frear a violência.

Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica ao longo dos últimos 12 meses encerrados em novembro do ano passado, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero, em contextos de violência doméstica, familiar ou por menosprezo e discriminação relacionados à condição do sexo feminino.

Em 2025, Brasil registrou, até o início de dezembro, mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres.

Feminicídio é o homicídio de uma mulher cometido em razão do gênero, caracterizado por violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação contra a condição feminina. É considerado a expressão máxima da violência de gênero e ocorre frequentemente como desfecho de um histórico de agressões, podendo ser motivado por ódio, inferiorização ou sentimento de posse sobre a vítima. No Brasil, é considerado um crime hediondo e, quando tipificado como qualificador do homicídio, a pena é de reclusão de 12 a 30 anos.

Cuba registrou uma temperatura mínima recorde de 0°C na madrugada desta terça-feira (3) na província de Matanzas, perto de Havana, segundo seu Instituto de Meteorologia (Insmet).
Efeito da pressão: Turismo despenca e deixa hotéis vazios em Cuba enquanto Trump corta fornecimento de combustível à ilha
‘Project Vault’: Trump lança plano de US$ 12 bi para conter China em terras-raras
A estação meteorológica de Indio Hatuey, em Matanzas, “registrou uma temperatura de 0 grau Celsius, atingindo o ponto de congelamento pela primeira vez no território cubano e estabelecendo um novo recorde nacional” para temperatura mínima, afirmou o Insmet em sua página no Facebook.
A entidade destacou que o recorde anterior, datado de 1996, era de 0,6°C e foi registrado na estação de Bainoa, na província de Mayabeque, que faz fronteira com Matanzas.
Matanzas está localizada 100 km a leste de Havana e abriga Varadero, o principal balneário do país.
O Centro Meteorológico Provincial de Matanzas confirmou a presença de geada nas plantações da região de Indio Hatuey, um fenômeno incomum no clima tropical da ilha.
Pressão: Trump diz que México ‘deixará’ de enviar petróleo a Cuba, que nega ‘mesa de diálogo’ com os EUA
— Realmente tivemos uma madrugada bem fria — declarou à TV local Fidel Ruz, observador meteorológico que registrou recorde de temperatura mínima em Indio Hatuey.
O Instituto informou que 32 estações meteorológicas do país registraram “valores inferiores e iguais a 10 graus Celsius” durante a madrugada desta terça-feira.
— É um frio muito intenso, com madrugadas realmente geladas — explicou por telefone à AFP Gisel Hidalgo-Gato, uma analista de sistemas residente em Matanzas.
— Levamos três ou quatro madrugadas com temperaturas abaixo dos 13°C — acrescentou.
Karen Páez, professora de artes e mãe de três filhos, descreveu “um frio insuportável mesmo dentro de casa”, no oeste de Havana. “Ainda agasalhei as crianças com várias camadas de roupa”, acrescentou.
Segundo o Insmet, a queda incomum de temperatura em Cuba se deve à chegada de uma frente fria muito intensa vinda da América do Norte, que arrastou uma massa de ar polar em direção ao Caribe. A combinação de céu limpo, ar seco e ventos fracos durante a madrugada favoreceu um resfriamento acelerado, que levou as temperaturas a níveis incomuns em uma ilha acostumada ao calor tropical durante quase todo o ano.
Cuba possui registros meteorológicos desde meados do século XIX, embora os mais confiáveis sejam da segunda metade do século XX.
A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou nesta terça-feira um pacote de gastos para encerrar a paralisação parcial do governo e manter o Departamento de Segurança Interna em funcionamento enquanto democratas e o presidente Donald Trump negociam restrições à política de imigração. A votação terminou com 217 votos a favor e 214 contra o envio da medida para a mesa de Trump, e espera-se que ele assine rapidamente o acordo para reabrir partes importantes do governo, já que o financiamento expirou no sábado. Segundo o acordo, o dinheiro para o Departamento de Segurança Interna dura apenas até o final da próxima semana.
Entenda: Agências do governo americano entram em nova paralisação enquanto acordo de Trump aguarda votação
‘Fora ICE’: Grupos civis convocam ‘paralisação geral’ nos EUA pela retirada de agentes anti-imigração das ruas
A medida culminou em uma extraordinária disputa orçamentária que eclodiu há 11 dias, quando o assassinato a tiros de um cidadão americano por agentes federais de imigração em Minneapolis inviabilizou um acordo bipartidário para manter o fluxo de verbas federais e desencadeou uma acirrada rodada de negociações. Os senadores democratas exigiram que qualquer novo financiamento para segurança interna fosse condicionado a limites na campanha de deportação de Trump.
Mas, embora o presidente tenha endossado o acordo, que ele fechou com o senador Chuck Schumer, de Nova York, o líder democrata, os republicanos conservadores insatisfeitos com as concessões incluídas quase o impediram na Câmara.
O presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, lutou até o último momento para conseguir os votos necessários para levar a proposta à votação nesta terça-feira, negociando com um grupo animado de dissidentes radicais no Plenário por quase uma hora antes de conseguir formar uma maioria apertada. Essas cenas confusas e prolongadas se tornaram rotina na Casa, onde Johnson trabalha com uma maioria mínima.
— Compartilho da frustração de muitos com a alteração do nosso acordo pelo Senado no último minuto — disse o deputado Tom Cole, de Oklahoma, presidente da Comissão de Orçamento. — Mas nossa obrigação não é com esses sentimentos, é com o povo americano.
Embora a aprovação final do pacote ponha fim à atual paralisação parcial do governo, ela criou outro grande obstáculo financeiro para Trump e os líderes do Congresso, que têm cerca de 10 dias para chegar a um acordo que imponha novas restrições aos agentes de imigração. Se não conseguirem, o financiamento regular do Departamento de Segurança Interna será suspenso.
Celas sem janelas e guardas ‘severos’: Sob Trump, quase 4 mil menores foram presos em 2025 durante ações anti-imigração
Democratas e republicanos ainda estão muito distantes em relação às mudanças que estão dispostos a aceitar, e democratas importantes afirmaram que não votariam a favor de outra medida provisória se um acordo não for alcançado até o final da próxima semana.
A maioria dos democratas, 193 deles, votou contra o acordo de gastos, o que reflete o quão tóxico o financiamento do Departamento de Segurança Interna e do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) se tornou dentro do partido. Vinte e um votaram a favor.
— Não vou ficar de braços cruzados enquanto doo mais dinheiro para Stephen Miller e Kristi Noem financiarem uma operação fora de controle que está aterrorizando comunidades e desrespeitando a Constituição — disse o deputado Jim McGovern, democrata de Massachusetts, citando o principal assessor do presidente e arquiteto de suas políticas de imigração linha-dura, além da secretário de Segurança Interna. — Não estou interessado em que tudo continue como antes. Nem por mais duas semanas, nem por mais dois segundos.
Vinte e um republicanos se opuseram à medida.
País em choque. Homem passa por cartazes com rostos de Renee Good e Alex Pretti, mortos por disparos da polícia anti-imigração de Trump em Minneapolis
Octavio Jones / AFP
Trump, que pouco fez para resolver a última paralisação do governo, deixou claro desde o início que desta vez queria fechar um acordo com os democratas e esperava que os republicanos o apoiassem. Ele se reuniu pessoalmente na Casa Branca na segunda-feira com conservadores que ameaçavam impedir sua aprovação e enviou emissários ao Capitólio para convencer os republicanos cautelosos a apoiarem o acordo.
Em uma entrevista anterior, Schumer disse que Trump lhe havia dito que estava determinado a evitar outra paralisação do governo após o país ter sofrido o período mais longo de confinamento no outono (Hemisfério Norte).
Além da medida provisória para financiar o Departamento de Segurança Interna por mais 10 dias, a fim de permitir tempo para negociações bipartidárias sobre novas restrições à imigração, a legislação também financiaria partes importantes do governo até 30 de setembro, o fim do ano fiscal. Isso inclui os Departamentos do Tesouro, Educação, Trabalho e Estado, além do Pentágono.
O pacote rejeita os profundos cortes de gastos solicitados pelo governo Trump, mas, no geral, prevê pequenos cortes generalizados em muitas agências federais.
Initial plugin text
Segurança Interna na mira
Superada a crise orçamentária imediata, os legisladores agora devem voltar sua atenção para o que promete ser uma negociação extremamente difícil para desbloquear o financiamento de longo prazo para o Departamento de Segurança Interna.
Na semana passada, os senadores democratas apresentaram uma série de exigências que precisariam acompanhar qualquer aumento de verbas para o departamento, incluindo a proibição do uso de máscaras por agentes federais e a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais e porte de identificação por esses agentes. A proposta também prevê o fim das patrulhas itinerantes e a exigência de mandados judiciais para prisões e buscas.
Os democratas também exigiram que os agentes federais estejam sujeitos às mesmas políticas de uso da força aplicadas às agências policiais locais e estaduais, que exigem que os envolvidos em incidentes violentos sejam submetidos a investigações independentes caso sejam acusados ​​de irregularidades.
Autoridades do governo Trump, ansiosas para conter pelo menos parte da indignação pública que surgiu após agentes federais terem atirado e matado dois cidadãos americanos em menos de um mês, já concordaram com algumas mudanças. Noem afirmou na segunda-feira que todos os agentes de imigração em Minneapolis seriam equipados com câmeras corporais e que o uso dessas câmeras seria expandido para todo o país “conforme a disponibilidade de recursos”.
Mas o acordo sobre outras mudanças parece mais difícil de alcançar. Em uma coletiva de imprensa na terça-feira, Johnson descartou a exigência de mandados para prisões e buscas, e já havia declarado anteriormente ser contrário à obrigatoriedade de os policiais retirarem suas máscaras.
— Temos que aplicar a Constituição. Temos que respeitá-la, e esses parâmetros precisam ser definidos — disse. — Mas posso afirmar que jamais concordaremos com a adição de uma camada inteiramente nova de mandados judiciais, porque é inviável. Não pode ser feito, não deve ser feito e não é necessário.
O teste de Minneapolis: Mortes de americanos por agentes federais põem Trump e democracia dos EUA em xeque
Pouco depois, Schumer respondeu do outro lado do Capitólio, chamando de “absurdo” que “o presidente da Câmara e outros como ele argumentassem que agentes mascarados do ICE deveriam receber tratamento especial e ser submetidos a um padrão diferente de todas as outras agências de policiamento”.
— O uso de máscaras por agentes do ICE e o tratamento diferenciado que recebem contrariam a opinião da maioria dos americanos que desejam prestação de contas básica — disse Schumer. — Qualquer pessoa que defenda que os agentes do ICE mantenham suas máscaras não está realmente tentando resolver este enorme problema de caos que vimos em Minneapolis e em tantas outras cidades do país.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ao enviado dos EUA, Steve Witkoff, em Jerusalém, nesta terça-feira, que a Autoridade Palestina (AP), sediada em Ramallah, na Cisjordânia, não fará parte da governança de Gaza no pós-guerra “de forma alguma”.
Initial plugin text
“O primeiro-ministro esclareceu que a Autoridade Palestina não estará envolvida na administração da Faixa de Gaza de forma alguma”, afirmou o gabinete de Netanyahu em um comunicado após o término da reunião.
Sob o plano de cessar-fogo de Gaza do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o papel da AP no pós-guerra em Gaza permaneceu incerto. O Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), de caráter tecnocrático, foi formado para lidar com os assuntos cotidianos até que a AP conclua um programa de reformas.
Desde 10 de outubro vigora no enclave palestino um frágil cessar-fogo na região sob pressão de Washington. Neste mês, o acordo entrou em sua segunda fase, que prevê o desarmamento do Hamas, a retirada das forças israelenses de mais áreas de Gaza e o envio de uma força internacional de estabilização.
Quanto ao avanço das tratativas diplomáticas, o Hamas se mostrou disposto a transferir o governo de Gaza para um comitê tecnocrático palestino, mas segue resistente a um desarmamento completo do grupo. Em uma entrevista à rede catari Al-Jazeera, o alto funcionário do Hamas Moussa Abu Marzouk afirmou na última quarta-feira que o movimento palestino nunca concordou em se desarmar.
— Ainda não discutimos sobre armas. Ninguém falou diretamente conosco sobre isso. Não conversamos com o lado americano nem com os mediadores sobre essa questão, então não podemos falar sobre o que isso significa ou qual é o objetivo — disse Marzouk, sugerindo também que o grupo teria poder de veto de fato sobre qualquer nomeação para o novo comitê tecnocrático criado para administrar a Faixa de Gaza.
Marzouk indicou, porém, que algum desarmamento poderia ser discutido, a partir do momento em que o tema fosse levado à mesa de negociações.
— Discutiremos quais armas serão removidas, o que será removido e como serão removidas — afirmou.
*Em atualização
Até 800 embarcações da chamada “frota fantasma” russa, alvo de sanções, operam ao redor do mundo e só um pequeno percentual foi interceptado, informou, nesta terça-feira, um alto oficial da Guarda Costeira dos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, ordenou, em dezembro, um “bloqueio” de petroleiros sancionados tendo a Venezuela como origem ou destino, ao lançar uma campanha na qual as forças americanas tomaram o controle de sete navios até agora.
Leia também: Zelensky acusa Rússia de ‘esperar os dias mais frios’ para realizar ataque ‘mais potente do ano’
‘Não somos humanos para eles’: a vida dos presidiários alistados no Exército da Rússia
“Estimamos que haja provavelmente cerca de 600 ou 800 barcos da frota fantasma sancionados entre o Irã, a Venezuela, a China e a Rússia”, disse o contra-almirante David Barata em uma audiência no Congresso. “É um percentual muito pequeno” de navios apreendidos, acrescentou.
Os navios da “frota fantasma” utilizam vários recursos para ocultar sua identificação e localização. “Usam documentos falsos, títulos de propriedade falsos. Apropriam-se de números de embarcações que já foram destruídas”, explicou Barata.
Washington mobilizou uma importante força naval no Caribe, com a qual lançou ataques contra supostas lanchas usadas pelo narcotráfico, apreendeu navios sancionados e realizou uma operação militar com a qual depôs o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.
Entre as embarcações apreendidas pelos Estados Unidos nas últimas semanas estava um navio vinculado à Rússia, capturado no Atlântico Norte depois de uma perseguição iniciada no litoral venezuelano.
A Marinha francesa, por sua vez, interceptou um navio-tanque vinculado à Rússia no Mediterrâneo no mês passado, escoltando-o para o porto, depois de ter detido outro navio vinculado a Moscou em setembro.
Um avião de combate dos Estados Unidos derrubou, nesta terça-feira, um drone iraniano que se aproximou “agressivamente” do porta-aviões americano USS Abraham Lincoln no mar Arábico, disse um porta-voz militar dos EUA.
Diálogo diplomático: Irã indica avanço em formato para negociação com os EUA e nega ultimato de Trump para acordo nuclear
Veja infográficos: Mobilização militar dos EUA contra Irã mimetiza campanha de pressão feita contra Venezuela
“Um caça F-35C do USS Abraham Lincoln derrubou um drone iraniano em legítima defesa e para proteger o porta-aviões e a tripulação a bordo”, afirmou em um comunicado o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, que supervisiona as forças americanas no Oriente Médio.
O porta-aviões americano faz parte de uma força naval — deslocada para o Oriente Médio pelos EUA desde o início do ano — maior do que a enviada para o Caribe antes da ação militar que levou à captura de Nicolás Maduro na Venezuela.
Pouco tempo após o anúncio, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as conversas planejadas entre o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e autoridades iranianas “permanecem agendadas por enquanto”.
— Steve Witkoff tem conversas agendadas com os iranianos ainda esta semana. Elas permanecem agendadas por enquanto, mas o presidente [Donald Trump] obviamente tem várias opções em cima da mesa, e o uso da força militar é uma delas — disse Leavitt à Fox News.
Na segunda-feira, a República Islâmica do Irã anunciou que mediadores estão avançando com a definição de um formato para negociações diplomáticas com os Estados Unidos, sinalizando que o diálogo entre Teerã e Washington poderia começar “nos próximos dias”.
O anúncio ocorreu em meio a ameaças do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível ataque ao país se conversas sobre um novo acordo nuclear com a nação persa não avançarem — o que as autoridades iranianas disseram não configurar um ultimato. Fontes do governo iraniano afirmam que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, solicitou a abertura de negociações com os americanos.
Trump aumentou a pressão sobre o regime dos aiatolás na semana passada, ao afirmar que o tempo estava “se esgotando” para a abertura de um processo de diálogo sobre as pretensões nucleares do Irã. No domingo, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, fez referência às ameaças do republicano ao discursar para uma multidão de apoiadores.
— Agora, esse senhor [Trump] afirma constantemente que eles trouxeram navios de guerra. Os americanos devem saber que, se eles iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional — afirmou.
Initial plugin text
Reforço da defesa aérea
Numa reportagem publicada no último domingo, o Wall Street Journal revelou que o Departamento de Defesa dos EUA tem reforçado as defesas aéreas de Israel, aliados árabes e forças americanas na região em preparação para uma possível retaliação iraniana em caso de ataque americano ao país persa.
As forças americanas já possuem defesas aéreas na região, incluindo contratorpedeiros capazes de abater ameaças aéreas. Mas o Pentágono está implantando diversos sistemas antimísseis adicionais do tipo THAAD (Defesa Terminal de Área de Alta Altitude) e Patriot em bases onde tropas americanas estão estacionadas no Oriente Médio, como na Jordânia, Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Catar, de acordo com autoridades de defesa, dados de rastreamento de voos e imagens de satélite.
Os sistemas THAAD podem interceptar mísseis balísticos acima da atmosfera terrestre, enquanto os Patriots defendem territórios contra ameaças de menor altitude e alcance. A importância das defesas aéreas ficou evidente em junho do ano passado, quando os EUA ajudaram a defender Israel contra uma saraivada de mísseis iranianos durante a guerra de 12 dias.
(Com AFP e New York Times)
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou na segunda-feira seu aliado de longa data, Félix Plasencia, como seu representante do país sul-americano nos Estados Unidos. Plasencia se tornará o primeiro representante venezuelano nos EUA desde o rompimento das relações diplomáticas entre os dois países em 2019. A nomeação foi anunciada após Delcy se reunir com a recém-nomeada Encarregada de Negócios dos EUA para a Venezuela, Laura Dogu, no palácio presidencial. Plasencia viajará aos EUA com sua equipe nos próximos dias, segundo um comunicado do governo.
Um mês depois: Veja o que mudou na Venezuela após a queda de Nicolás Maduro
‘Modo de sobrevivência’: Sociedade está em compasso de espera e oposição, perdida, na Venezuela pós Maduro
A medida sinaliza um degelo cauteloso nos contatos entre Caracas e Washington, após anos de relações congeladas, e ocorre em um momento em que Delcy reformula seu gabinete após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelos EUA em 3 de janeiro. A nomeação também sucede uma reunião, no início deste mês, entre Plasencia e autoridades americanas em Washington, para onde ele viajou como representante da presidente interina.
Plasencia, de 53 anos, é um diplomata venezuelano veterano com mais de 30 anos de serviço no exterior e trabalha em estreita colaboração com Delcy há anos. Os dois atuaram simultaneamente no Ministério das Relações Exteriores, onde a líder interina foi ministra de 2014 a 2017.
Ele ingressou no corpo diplomático no início da década de 1990, antes da ascensão de Hugo Chávez ao poder, e desde então ocupou uma série de cargos de alto escalão, incluindo o de ministro das Relações Exteriores, embaixador na China e na Colômbia e, mais recentemente, o de embaixador e representante permanente junto à Organização Marítima Internacional.
Initial plugin text
Pela ‘Venezuela democrática’
Um mês após Maduro ter sido deposto em uma incursão militar, a chefe da missão diplomática americana em Caracas afirmou nesta terça-feira que seu governo aposta em uma Venezuela “democrática”. A missão diplomática publicou um vídeo nas redes sociais mostrando a chegada da embaixadora Laura Dogu à sede da embaixada em Caracas, que estava fechada desde 2019 após o rompimento das relações. “O trabalho já começou”, diz a legenda que acompanha o vídeo.
Dogu — que assume a missão diplomática como encarregada de negócios — chegou à Venezuela no sábado e, na segunda-feira, se reuniu com Delcy Rodríguez.
Avanço sobre a América Latina: Trump recebe Petro na Casa Branca semanas depois de ameaçar atacar a Colômbia e em meio a desconfiança mútua
— É um momento histórico para os dois países. Como disse o secretário [de Estado, Marco] Rubio, queremos uma Venezuela amigável, estável, próspera e democrática. Mãos à obra. — destacou Dogu no vídeo.
Dogu reiterou as fases apresentadas por Rubio no plano que o governo americano elaborou para a Venezuela, que culmina em uma transição. A oposição venezuelana tem insistido na exigência de uma mudança de governo por meio de eleições.
(Com AFP e Bloomberg)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta terça-feira (3) as credenciais de nove novos embaixadores no Brasil. As cerimônias, reservadas, começaram por volta das 10h30, no Palácio do Planalto.

A partir desta terça-feira, estão habilitados a despachar no país os representantes das seguintes nações: 

  • Carlos García de Alba, do México;
  • Kjetil Elsebutangen, da Noruega;
  • Marwan Jebril, do Estado da Palestina;
  • Eleonora Dimitrova, da Bulgária;
  • Alfredo Vásquez Rivera, da Guatemala;
  • Andhika Chrisnayudhanto, da Indonésia; 
  • Eleni Lianidou, da Grécia;
  • Isabel Maria Oliveira Brilhante Pedrosa, de Portugal; e
  • Alfredo Rafael Saade Vergel, da Colômbia.

Notícias relacionadas:

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Tradicionalmente, os governos fazem consultas ao país no exterior sobre a indicação de um novo embaixador para atuar em seu território. Na diplomacia, a consulta é chamada de agrément, que pode ser concedido ou não. O embaixador, então, assume o posto após a entrega de documentos enviados pelo presidente de seu país ao governo do país onde atuará.

A apresentação das cartas credenciais ao presidente da República é uma formalidade que aumenta as prerrogativas de atuação do diplomata no Brasil. Caso a credencial não seja recebida pelo presidente, o embaixador não pode representar seu país em audiências ou solenidades oficiais, por exemplo.

O governo deve enviar ao Congresso Nacional, logo depois do carnaval, um projeto de lei com urgência constitucional para acabar com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1), confirmou nesta terça-feira (3) o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

“Qual a vantagem disso? [PL com urgência constitucional]. É que tem que ser votado na Câmara em 45 dias. Então, você pauta a Câmara e o país. Esse é um debate central, é uma prioridade do presidente Lula”, destacou o parlamentar.

Notícias relacionadas:

Na mensagem enviada ao Congresso na abertura dos trabalhos legislativos, nessa segunda-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim da escala 6×1 sem redução salarial.

“Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família”, disse o presidente.

No final do ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o fim da escala 6×1, e o texto estaria pronto para ser votado no plenário da Casa. A Câmara também discute o tema.

Apesar dessas iniciativas em tramitação no Legislativo, o líder do PT Lindbergh Farias argumentou que um projeto enviado pelo governo com urgência constitucional tem mais força para ser aprovado no Parlamento com mais rapidez.

“Se a gente ficasse esperando, porque na Câmara está na Comissão do Trabalho, é um processo muito longo, você passa por várias comissões. Esse é um debate que a sociedade exige que seja tratado como prioridade”, afirmou.

Lindbergh reconheceu que o tema tem rejeição das entidades patronais, mas acredita que é possível vencer as resistências à redução da jornada.

“Quando a escravidão foi abolida, as pessoas diziam que isso ia ser uma catástrofe. Quando criaram o salário mínimo, diziam que isso ia desempregar muita gente. Quando criaram o décimo terceiro também, sempre foi isso. Vários países do mundo já estão adaptados, não trabalham com escala 6×1. Aqui vários setores da economia também”, argumentou.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Banco Master

O líder do PT disse ainda que o partido vai apoiar a criação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) para investigar operações irregulares do Banco Master, que teria vendido títulos fraudulentos para arrecadar recursos no mercado financeiro.

Segundo Lindbergh, o partido vai apoiar a proposta de CPI do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e de comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) apresentada por Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), mas não deve apoiar a proposta do PL.

“Não vamos entrar na defensiva num assunto que é o nosso governo que está apurando, que tem o objetivo de esclarecer tudo e eu tenho certeza que muita coisa vai aparecer. O que a gente não vai é assinar a CPMI do PL, inclusive que a CPMI que eles apresentam tem um objeto distorcido. Não é para analisar as fraudes bancárias do Master, eles tentam politizar”, finalizou.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress