Um ex-membro da Marinha dos Estados Unidos nascido na China foi condenado nesta segunda-feira a quase 17 anos de prisão por vender informações confidenciais de defesa ao governo chinês. Jinchao Wei, de 25 anos, teve a pena de 200 meses de reclusão (cerca de 16 anos e oito meses) determinada por um juiz federal em San Diego, na Califórnia, pelo crime de espionagem. O um caso que autoridades americanas classificaram como grave ameaça à segurança nacional
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Wei, que também usava o primeiro nome “Patrick”, atuava como mecânico de bordo no navio de assalto anfíbio USS Essex, ancorado na Base Naval de San Diego. Segundo o Departamento de Justiça, ele repassou fotos, vídeos, dados sobre localização de navios, detalhes de armamentos e ao menos 30 manuais técnicos e operacionais da Marinha dos EUA a um oficial de inteligência da República Popular da China, em troca de cerca de US$ 12 mil (o correspondente a R$ 64 mil). O valor equivale a aproximadamente 20% de seu salário anual.
“Este marinheiro da ativa da Marinha dos EUA traiu seu país e comprometeu a segurança nacional dos Estados Unidos”, afirmou o vice-procurador-geral Todd Blanche.
As investigações apontam que Wei foi recrutado em fevereiro de 2022 por meio de redes sociais, enquanto solicitava a cidadania americana. O agente chinês, que ele chamava de “Big Brother Andy”, inicialmente se apresentava como entusiasta naval ligado à estatal China Shipbuilding Industry Corporation. Desde o início, no entanto, Wei demonstrou suspeitas sobre a real identidade do contato.
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Em mensagens apresentadas no julgamento, o marinheiro contou a um amigo que um indivíduo “extremamente suspeito” havia lhe oferecido US$ 500 por dia para “andar pelo píer” e observar quais navios estavam atracados, reconhecendo que “isso é obviamente espionagem”.
Mesmo assim, entre março de 2022 e agosto de 2023, Wei continuou a fornecer informações sigilosas por meio de aplicativos criptografados. Para evitar rastreamento, o agente chinês utilizava comunicações apagadas periodicamente, aplicativos seguros, “depósitos digitais” de 72 horas e chegou a fornecer um novo telefone e computador ao marinheiro.
Os promotores também revelaram que a mãe de Wei tinha conhecimento das atividades de espionagem e o incentivou a continuar colaborando com a inteligência chinesa, acreditando que isso poderia garantir ao filho um futuro cargo no governo da China. O agente chegou a oferecer custear uma viagem de Wei e de sua mãe — que vive em Wisconsin — para um encontro presencial na China. Antes de ser preso, Wei chegou a pesquisar voos para o país asiático. Até o momento, não há informações sobre possíveis acusações contra a mãe.
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Em agosto, um júri considerou Wei culpado de conspiração para cometer espionagem, espionagem propriamente dita e exportação ilegal de dados técnicos relacionados a artigos de defesa, em violação à Lei de Controle de Exportação de Armas e às normas internacionais de tráfego de armamentos. Ele foi absolvido de uma acusação de fraude no processo de naturalização. Após a condenação, foi expulso desonrosamente da Marinha.
Em memorando ao tribunal, os promotores afirmaram que Wei “comprometeu toda a frota de navios de assalto anfíbio da Marinha dos EUA ao enviar ao governo chinês milhares de páginas de informações técnicas sobre sistemas complexos das embarcações e sobre como a Marinha opera e mantém esses sistemas”.
Segundo o The New York Times, Wei pediu clemência em uma carta manuscrita ao juiz poucos dias antes da sentença. “Sim, eu errei feio”, escreveu.
Seus advogados solicitaram uma pena de apenas 30 meses, argumentando que o cliente não agiu “por ódio ou animosidade contra o governo dos EUA, nem para enriquecer”, e que acreditava, de forma equivocada, que seu contato era apenas um entusiasta naval. A promotoria, por sua vez, havia pedido uma pena próxima de 22 anos. Wei poderia ter sido condenado à prisão perpétua.
O caso faz parte de uma série de investigações sobre espionagem chinesa envolvendo militares americanos. Outro marinheiro baseado na Califórnia, Wenheng Zhao, foi condenado em 2024 a pouco mais de dois anos de prisão após admitir conspiração e recebimento de suborno em violação de seus deveres oficiais.
“Membros das Forças Armadas dos Estados Unidos juram defender a Constituição”, declarou Todd Blanche. “Se necessário, são chamados a lutar e morrer pelo país”.
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“Este marinheiro da ativa da Marinha dos EUA traiu seu país e comprometeu a segurança nacional dos Estados Unidos”, afirmou o vice-procurador-geral Todd Blanche.
As investigações apontam que Wei foi recrutado em fevereiro de 2022 por meio de redes sociais, enquanto solicitava a cidadania americana. O agente chinês, que ele chamava de “Big Brother Andy”, inicialmente se apresentava como entusiasta naval ligado à estatal China Shipbuilding Industry Corporation. Desde o início, no entanto, Wei demonstrou suspeitas sobre a real identidade do contato.
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Mesmo assim, entre março de 2022 e agosto de 2023, Wei continuou a fornecer informações sigilosas por meio de aplicativos criptografados. Para evitar rastreamento, o agente chinês utilizava comunicações apagadas periodicamente, aplicativos seguros, “depósitos digitais” de 72 horas e chegou a fornecer um novo telefone e computador ao marinheiro.
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Em memorando ao tribunal, os promotores afirmaram que Wei “comprometeu toda a frota de navios de assalto anfíbio da Marinha dos EUA ao enviar ao governo chinês milhares de páginas de informações técnicas sobre sistemas complexos das embarcações e sobre como a Marinha opera e mantém esses sistemas”.
Segundo o The New York Times, Wei pediu clemência em uma carta manuscrita ao juiz poucos dias antes da sentença. “Sim, eu errei feio”, escreveu.
Seus advogados solicitaram uma pena de apenas 30 meses, argumentando que o cliente não agiu “por ódio ou animosidade contra o governo dos EUA, nem para enriquecer”, e que acreditava, de forma equivocada, que seu contato era apenas um entusiasta naval. A promotoria, por sua vez, havia pedido uma pena próxima de 22 anos. Wei poderia ter sido condenado à prisão perpétua.
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