O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, comparecerá diante de um juiz de Nova York na segunda-feira (5) ao meio-dia no horário local, 14h no horário de Brasília, anunciou neste domingo (4) o tribunal, que lhe notificará formalmente as acusações apresentadas contra ele.
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Acusado pela Justiça dos Estados Unidos por crimes de narcotráfico e terrorismo, Maduro, capturado em Caracas no sábado por meio de uma operação americana, comparecerá perante o Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan. A formalização das acusações foi confirmada neste sábado pela procuradora-geral americana, Pam Bondi.
Em uma mensagem publicada na rede social X, Bondi afirmou que ambos enfrentarão em breve todo o rigor da lei em solo americano e perante tribunais dos Estados Unidos, sinalizando que a custódia do casal já é uma realidade jurídica para Washington.
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A procuradora-geral detalhou que o processo contra Maduro, que tramitará no Distrito Sul de Nova York, sustenta-se em quatro acusações criminais:
Conspiração para narcoterrorismo: Acusação de liderar uma organização que utiliza o tráfico de drogas como arma política e financeira para desestabilizar a região e financiar atividades ilícitas;
Conspiração para importação de cocaína: O envolvimento direto na logística de envio de toneladas de entorpecentes para território norte-americano através do chamado “Cartel dos Sóis”;
Uso e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos: Referente ao armamento pesado utilizado por grupos paramilitares sob o comando de Maduro para proteger as rotas do tráfico e manter o controle coercitivo;
Conspiração para posse de armamento pesado: A articulação para adquirir e manter arsenais de guerra com o intuito de sustentar as operações de narcotráfico internacional.
Derrubada de Maduro pelos EUA: Ação é divisor de águas da política externa americana e marco da erosão do multilateralismo
Enquanto aguarda, o líder venezuelano permanece detido em uma prisão federal de segurança máxima. Quando chegou aos EUA, primeiro, Maduro foi levado para uma unidade da agência antidrogas (DEA, na sigla em inglês), também em Nova York, no início da noite de sábado. O presidente ficará detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, única unidade federal da cidade. Nela estão presos provisórios e condenados considerados de alta periculosidade.
Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, Nicolás Maduro está detido
Adam Gray / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O presídio é famoso por diferentes motivos, que vão desde escândalos das condições em que funciona, como por abrigar nomes famosos e de casos de grande repercussão. Um dos mais recentes é o rapper Sean “Diddy” Combs, e outros como o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin — que ficou detido no local entre 2017 e 2020 — e Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, para quem atuou por cerca de 12 anos.
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Acusado pela Justiça dos Estados Unidos por crimes de narcotráfico e terrorismo, Maduro, capturado em Caracas no sábado por meio de uma operação americana, comparecerá perante o Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan. A formalização das acusações foi confirmada neste sábado pela procuradora-geral americana, Pam Bondi.
Em uma mensagem publicada na rede social X, Bondi afirmou que ambos enfrentarão em breve todo o rigor da lei em solo americano e perante tribunais dos Estados Unidos, sinalizando que a custódia do casal já é uma realidade jurídica para Washington.
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A procuradora-geral detalhou que o processo contra Maduro, que tramitará no Distrito Sul de Nova York, sustenta-se em quatro acusações criminais:
Conspiração para narcoterrorismo: Acusação de liderar uma organização que utiliza o tráfico de drogas como arma política e financeira para desestabilizar a região e financiar atividades ilícitas;
Conspiração para importação de cocaína: O envolvimento direto na logística de envio de toneladas de entorpecentes para território norte-americano através do chamado “Cartel dos Sóis”;
Uso e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos: Referente ao armamento pesado utilizado por grupos paramilitares sob o comando de Maduro para proteger as rotas do tráfico e manter o controle coercitivo;
Conspiração para posse de armamento pesado: A articulação para adquirir e manter arsenais de guerra com o intuito de sustentar as operações de narcotráfico internacional.
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Enquanto aguarda, o líder venezuelano permanece detido em uma prisão federal de segurança máxima. Quando chegou aos EUA, primeiro, Maduro foi levado para uma unidade da agência antidrogas (DEA, na sigla em inglês), também em Nova York, no início da noite de sábado. O presidente ficará detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, única unidade federal da cidade. Nela estão presos provisórios e condenados considerados de alta periculosidade.
Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, Nicolás Maduro está detido
Adam Gray / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O presídio é famoso por diferentes motivos, que vão desde escândalos das condições em que funciona, como por abrigar nomes famosos e de casos de grande repercussão. Um dos mais recentes é o rapper Sean “Diddy” Combs, e outros como o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin — que ficou detido no local entre 2017 e 2020 — e Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, para quem atuou por cerca de 12 anos.










