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Diante da perspectiva de uma escalada da política externa expansionista dos Estados Unidos sob Donald Trump, o governo brasileiro tem apostado no fortalecimento do Brics como um dos principais instrumentos para limitar o avanço de uma agenda unilateral. Segundo diplomatas brasileiros, a avaliação é que o bloco pode funcionar como contrapeso político e econômico em um cenário de maior pressão americana sobre países emergentes.
A estratégia, no entanto, envolve riscos. Trump já demonstrou reiteradas vezes contrariedade em relação ao Brics, visto por ele como um agrupamento que desafia a primazia dos Estados Unidos no sistema internacional, inclusive no plano financeiro. Entre os focos de irritação do americano está a defesa feita por Luiz Inácio Lula da Silva e outros parceiros do bloco de mecanismos que reduzam a dependência do dólar no comércio internacional.
Embora reconheça que os países do grupo tenham interesses regionais distintos, o governo brasileiro sustenta que o elemento agregador do Brics — formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã — é o esforço para preservar algum grau de estabilidade no sistema internacional. Nesse raciocínio, a estratégia brasileira é reforçar o papel do bloco como guardião de um “mínimo de ordem”, ainda que essa leitura não seja compartilhada de maneira uniforme por todos os membros.
Na visão de integrantes do governo, o reforço do Brics, ampliado em 2024 com a entrada de novos países, integra um esforço mais amplo para resgatar previsibilidade na governança global, fragilizada nos últimos anos por disputas comerciais, sanções unilaterais e pelo enfraquecimento de fóruns multilaterais tradicionais. O Brasil avalia que a diversificação de parcerias e o adensamento de coalizões entre países do Sul Global reduzem a vulnerabilidade a choques externos e ampliam a margem de manobra diplomática.
O Itamaraty trabalha com a avaliação de que o fortalecimento do Brics não deve ser interpretado como um movimento de confronto direto com Washington, mas como uma tentativa de recompor espaços de coordenação internacional em um ambiente cada vez mais fragmentado. Ainda assim, há o reconhecimento de que a estratégia pode ter custos, sobretudo se a hostilidade de Trump ao bloco se traduzir em medidas concretas de pressão política ou comercial.
Em meio ao aumento das tensões geopolíticas, com o agravamento de crises como a do Irã, auxiliares do presidente Lula avaliam que o Brics passou a desempenhar o papel de fiador mínimo da previsibilidade internacional. A leitura é que o grupo de grandes economias emergentes se tornou um dos poucos espaços capazes de sustentar alguma coordenação em um cenário marcado pela reedição de rivalidades ideológicas e pela contestação aberta a instituições multilaterais.
Segundo integrantes do governo, a agenda recente do Brics — tanto na cúpula realizada no Brasil, no ano passado, quanto na prevista para a Índia, em 2026 — tem sido construída em torno da defesa de organismos como a ONU, a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), além da manutenção de compromissos ambientais. Trata-se, nessa visão, de uma resposta ao esvaziamento dessas instâncias diante de uma estratégia americana que volta a operar a partir da lógica de áreas de influência e de confrontação seletiva.
A percepção no Palácio do Planalto é que a política dos EUA sob Trump não se dirige de forma homogênea ao conjunto do Brics. A China, apontada como o principal desafio geopolítico de Washington, é tratada de maneira distinta, menos por ataques diretos e mais por ações indiretas, em razão de seu peso econômico e militar. 
A Rússia, por sua vez, teria reagido de forma moderada à nova Estratégia de Segurança Nacional da Casa Branca, chegando a sinalizar que o documento segue “na direção correta”, o que indicaria, ao menos por ora, uma relação menos conflitiva.
Já a África do Sul aparece, na avaliação brasileira, como um caso específico, associado à visão depreciativa que o governo Trump teria do continente africano, especialmente da África Subsaariana. 
Conflito no G20
A ausência dos Estados Unidos na última reunião do G20 realizada no país africano, no fim do ano passado, e a tentativa de excluir Pretória do grupo geraram preocupação entre os demais membros. Para diplomatas brasileiros, trata-se de um precedente capaz de comprometer o funcionamento do G20 como fórum representativo, ao abrir espaço para vetos políticos em futuras presidências.
Nesse cenário, o governo brasileiro avalia que uma eventual presidência americana do G20 tende a ser especialmente difícil. A expectativa é de esvaziamento de grupos de trabalho ligados a temas classificados por Washington como “globalistas”, como o empoderamento das mulheres, iniciativa criada durante a presidência da Índia e mantida pelo Brasil. 
A leitura é que os EUA tentarão redirecionar a agenda do grupo, provocando resistência da maioria dos membros.
O caso do Irã é tratado separadamente nessa equação. Interlocutores do governo recordam que, em meados do ano passado, os EUA chegaram a bombardear alvos iranianos. Mais recentemente, Washington tem estimulado pressões internas e mobilização política, sem recorrer, até o momento, ao uso direto da força. Ainda assim, a situação é acompanhada com atenção, diante do risco de agravamento.
Nesse ambiente de incerteza, o Brasil considera que qualquer iniciativa do Brics em resposta a crises internacionais depende da presidência rotativa do grupo, atualmente exercida pela Índia e, posteriormente, pela África do Sul. Após a última cúpula realizada no Brasil, em 2025, foi possível convocar reuniões extraordinárias diante de eventos como a guerra em Gaza, sempre com o aval da presidência de turno.
Para o governo Lula, a aposta no Brics e na defesa do multilateralismo ganha peso adicional em um cenário no qual os Estados Unidos sinalizam uma revisão de compromissos globais. 
A avaliação interna é que, diante de uma presidência americana do G20 marcada por tensões e tentativas de exclusão, caberá aos países emergentes sustentar defender a governança internacional.

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O papa Leão XIV afirmou neste domingo (24), durante a celebração de Pentecostes na Basílica de São Pedro, no Vaticano, que “só a Onipotência do amor” pode salvar a humanidade da guerra. A data é uma das mais importantes do calendário cristão e marca, segundo a tradição católica, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos cinquenta dias após a Páscoa, simbolizando o nascimento da Igreja.
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Ao encerrar a homilia diante de cerca de cinco mil fiéis, o pontífice fez um apelo pela paz em meio aos conflitos internacionais e destacou que a violência não será derrotada pela força militar.
— Rezemos hoje para que o Espírito do Ressuscitado nos salve do mal da guerra, que é vencida não por uma superpotência, mas pela Onipotência do amor — declarou o papa.
Durante a celebração, Leão XIV refletiu sobre o Evangelho do dia, que narra a aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos. Segundo ele, as marcas da crucificação reveladas por Cristo são “mais eloquentes do que qualquer discurso”, pois representam a vitória da vida sobre a morte. O pontífice afirmou ainda que Pentecostes simboliza a renovação da Igreja e a missão evangelizadora dos cristãos.
Assista:
Paz, missão e verdade
Na homilia, o papa destacou três dimensões centrais da ação do Espírito Santo: a paz, a missão e a verdade. Sobre a paz, afirmou que ela nasce do perdão e conduz à reconciliação universal entre os povos.
— Podemos acolhê-Lo, porque Ele próprio é o doce hóspede da alma — disse, ao falar sobre o Espírito Santo.
Leão XIV também afirmou que toda a Igreja deve participar da missão de anunciar o Evangelho.
— Somos verdadeiramente participantes do Evangelho: toda a Igreja é dele protagonista, não apenas guardiã — declarou.
O pontífice ainda alertou contra divisões internas e discursos que, segundo ele, afastam os fiéis da mensagem cristã.
— O Paráclito nos defende de tudo o que impede esta compreensão: das facções, das hipocrisias, das modas que obscurecem a luz do Evangelho — afirmou.
Ao concluir a celebração, o papa voltou a pedir orações pela humanidade, citando não apenas as guerras, mas também a miséria e o sofrimento provocados pelo pecado e pelas desigualdades sociais.
Uma mulher de 50 anos morreu após ser atacada por dois pit bulls enquanto passeava com seu cachorro de pequeno porte em uma rua residencial próxima a Cocoa, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. O caso ocorreu na madrugada de terça-feira (19) e está sendo investigado pelas autoridades locais.
Segundo a unidade de Serviços para Animais do Gabinete do Xerife do Condado de Brevard, Jodi Cowan caminhava pela vizinhança quando foi surpreendida pelos cães. Seu companheiro, Donnell Smith, contou à emissora local WESH que voltou para casa por volta da 1h e percebeu que ela ainda não havia retornado do passeio. Pouco depois, ouviu um pedido de socorro vindo da rua.
— Eu vi a silhueta de dois cães arrastando ela pela estrada — relatou Smith à emissora.
Ele correu até o local e encontrou a mulher caída, com múltiplas mordidas pelo corpo. Segundo seu relato, os animais retornaram e tentaram arrastá-la novamente enquanto ele tentava prestar socorro.
— Eu saquei minha faca e fiquei tentando afastá-los com uma mão enquanto tentava estancar o sangramento com a outra — afirmou.
Cowan foi levada de helicóptero a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Abalado, Smith descreveu a cena como “brutal”.
— Ver a mulher que amei pelos últimos 25 ou 30 anos sendo despedaçada por dois animais é uma imagem que nunca vou esquecer — disse.
Confira:
Histórico de reclamações
Moradores da região afirmam que os cães já eram conhecidos no bairro por episódios de agressividade. O vizinho Bruce Midkiff disse ao Daily Mail que câmeras de segurança registraram o ataque e que as imagens foram entregues à polícia. Segundo ele, diversos moradores já haviam feito reclamações às autoridades sobre os animais.
Midkiff afirmou ainda que um dos pit bulls já havia mordido um vizinho anteriormente e, em outro episódio, encurralou sua esposa dentro do carro. Outro morador, Scott Chase, contou ao jornal Florida Today que também acionou as autoridades em diferentes ocasiões.
— Já tive medo até de sair de casa. Eles continuavam escapando — afirmou.
O pai da vítima, Martin Cowan, lamentou a morte da filha e a descreveu como uma pessoa afetuosa e apaixonada por animais.
— Perdi minha menininha. Ela tinha um grande coração e se dava bem com todo mundo — disse ao Florida Today.
Os dois pit bulls foram apreendidos pelo controle de animais. Até o momento, nenhuma acusação formal foi apresentada contra o dono dos cães. A polícia investiga se os animais perseguiram inicialmente o cachorro de pequeno porte de Cowan e se ela tentou protegê-lo durante o ataque.
A Flórida prevê punições severas para proprietários de cães com histórico comprovado de agressividade. Em 2024, a morte de um menino de oito anos após um ataque semelhante levou ao endurecimento das penalidades contra donos de animais considerados perigosos.
Um barco turístico com 12 pessoas a bordo virou na tarde deste sábado nas proximidades da Gruta de Benagil, em Lagoa, no Algarve, sul de Portugal. Segundo informações divulgadas pelas autoridades marítimas portuguesas, ao menos duas pessoas ficaram feridas.
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De acordo com fonte das operações de socorro, as vítimas começaram a ser retiradas do local por uma embarcação do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e foram encaminhadas para Portimão, onde receberam assistência médica. A Marinha portuguesa informou que todos os ocupantes estavam a bordo de um salva-vidas com destino à cidade. Um centro de apoio também foi montado na Marina de Portimão, em ação coordenada com a Proteção Civil e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Até o momento, não foram divulgadas as causas do acidente nem o estado de saúde detalhado dos feridos. O alerta mobilizou equipes de resgate marítimo e autoridades locais durante a tarde.
Destino turístico famoso
A Gruta de Benagil, também conhecida como Algar de Benagil, é um dos pontos turísticos mais conhecidos do Algarve e recebe diariamente dezenas de embarcações, especialmente durante a alta temporada europeia. O monumento natural fica na Praia de Benagil, em Lagoa, e é conhecido pela formação rochosa com uma abertura circular no teto da caverna.
O acesso ao local é feito exclusivamente pelo mar, por meio de barcos turísticos, caiaques ou stand-up paddle. Embora seja possível chegar nadando, autoridades e operadores turísticos alertam para os riscos provocados pelas correntes marítimas da região.
A Rússia confirmou neste domingo (24) o lançamento de um míssil balístico hipersônico Oreshnik, com capacidade nuclear, contra a Ucrânia em ataques massivos realizados durante a noite.
“Em resposta aos ataques terroristas da Ucrânia contra infraestrutura civil em território russo, as Forças Armadas da Federação Russa realizaram um ataque massivo utilizando mísseis balísticos Oreshnik, mísseis balísticos lançados do ar Iskander, mísseis balísticos hipersônicos lançados do ar Kinzhal e mísseis de cruzeiro Tsirkon”, além de drones, afirmou o ministério em um comunicado.
A Rússia atacou a Ucrânia com 600 drones e 90 mísseis em uma grande ofensiva noturna, incluindo um míssil balístico de médio alcance, informou a Força Aérea Ucraniana neste domingo (24).
As defesas aéreas interceptaram 549 dos drones e 55 mísseis, segundo comunicado da Força Aérea no Telegram. Autoridades da capital Kiev e da região metropolitana relataram quatro mortos e mais de 60 feridos.
Pelo menos 24 pessoas morreram neste domingo (24) em uma explosão em um trem que transportava militares na província do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, informou um alto funcionário à AFP.
Entre as vítimas do ataque, que ocorreu na capital provincial, Quetta, estavam soldados, disse a fonte, acrescentando que mais de 50 ficaram feridos.
A violência tem aumentado nos últimos meses nesta província que faz fronteira com o Irã, onde atuam grupos separatistas como o Exército de Libertação do Baluchistão, considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos.
Um homem morreu após um ataque de tubarão no norte de Queensland, no nordeste da Austrália, informou a polícia neste domingo (24).
O homem de 39 anos morreu em decorrência dos ferimentos em um píer, após ser retirado da água na sequência do ataque em Kennedy Shoal, informou a Polícia de Queensland em um comunicado.
De acordo com o comunicado, os serviços de emergência receberam um chamado para o píer de Hull River Heads pouco antes do meio-dia (horário local).
“Eles retiraram o homem da água”, mas ele “morreu devido aos ferimentos”, diz o comunicado.
O píer de Hull River Heads está localizado a 160 quilômetros ao sul da cidade turística de Cairns.
O incidente ocorreu uma semana após outro ataque de tubarão na Austrália Ocidental.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo que o atirador que abriu fogo contra agentes do Serviço Secreto em frente à Casa Branca tinha um “histórico de violência e uma possível obsessão” pelo prédio.
“Agradeço ao nosso excelente Serviço Secreto e às forças policiais pela ação rápida e profissional tomada esta noite contra um atirador perto da Casa Branca, que tinha um histórico de violência e uma possível obsessão pela estrutura mais querida do nosso país”, disse ele em uma publicação no Truth Social.
Os crescentes casos de racismo de argentinos e chilenos contra brasileiros — o mais recente envolvendo um executivo chileno contra um comissário de bordo da Latam — reacenderam um debate incômodo no Cone Sul: como países que durante décadas cultivaram a imagem de sociedades brancas e europeizadas lidam com sua própria história negra, frequentemente apagada dos livros, dos censos e da memória oficial? Nos últimos anos, pesquisadores e movimentos sociais vêm mostrando que, por trás desse imaginário, Argentina e Chile têm um passado negro mais profundo do que se tentou transmitir por gerações, e que o racismo contemporâneo não pode ser dissociado desse processo histórico de invisibilização. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A historiadora e jornalista americana Anne Applebaum, de 61 anos, escreveu, nas últimas três décadas, obras centrais para entender tanto o totalitarismo soviético quanto o atual retrocesso democrático no mundo ocidental. Recebeu o Pulitzer em 2004 por “Gulag” e sublinhou um padrão no avanço autocrático, com a instrumentalização da Justiça para sufocar as oposições e facilitar o enriquecimento pessoal de autocratas e seus aliados. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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