O Departamento de Estado dos EUA suspendeu nesta quarta-feira o processamento emissão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo do Brasil. A informação foi publicada em primeira-mão pela Fox News Digital, que teve acesso a um memorando com orientações do departamento a funcionários de representações consulares, indicando que a suspensão é por tempo indeterminado.
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A rede americana afirmou que o memorando consultado orienta os funcionários consulares a não concederem vistos com base na legislação vigente. O objetivo seria dar tempo ao Departamento de Estado para reavaliar procedimentos de triagem e verificação de solicitantes de visto. O presidente Donald Trump tem atacado frequentemente as regras de entrada no país, sobretudo concessões a pessoas de países subdesenvolvidos — tendo as declarações mais recentes aberto uma crise com cidadãos somalis.
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A emissora americana afirma que a lista de afetados pela medida, além do Brasil, incluem países como Irã, Iraque, Afeganistão, Iêmen, Nigéria e Rússia, entre outros.
O Departamento de Estado anunciou na segunda-feira que os EUA revogaram mais de 100 mil vistos desde que Trump reassumiu a Presidência, em janeiro do ano passado, com um forte discurso anti-imigração. O número foi apontado pelo próprio governo americano como um recorde — duas vezes e meia superior ao de 2024, quando o democrata Joe Biden era presidente.
— A administração Trump não tem prioridade maior do que proteger os cidadãos americanos e defender a soberania dos EUA — declarou o porta-voz Tommy Pigott no pronunciamento de segunda, citando que milhares de vistos foram revogados pela prática de crimes, incluindo agressão e dirigir sob efeito de álcool.
O secretário de Estado Marco Rubio, por sua vez, destacou com orgulho a revogação de vistos de estudantes que protestaram contra Israel. Sob a liderança do republicado, o Departamento de Estado usou uma lei da era McCarthy, que permite aos EUA proibir a entrada de estrangeiros considerados contrários à política externa americana. Alguns dos afetados, de alto perfil, conseguiram contestar com êxito as ordens de deportação nos tribunais.
O governo americano também endureceu controles para a obtenção de vistos, incluindo a verificação das publicações nas redes sociais dos requerentes.
As revogações fazem parte de uma campanha mais ampla de deportações em massa por parte do governo, levada a cabo de forma agressiva mediante o aumento do número de agentes federais. O Departamento de Segurança Interna disse no mês passado que o segundo governo Trump deportou mais de 605 mil pessoas e que outras 2,5 milhões deixaram o país voluntariamente. (Com AFP)
*Matéria em atualização
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A emissora americana afirma que a lista de afetados pela medida, além do Brasil, incluem países como Irã, Iraque, Afeganistão, Iêmen, Nigéria e Rússia, entre outros.
O Departamento de Estado anunciou na segunda-feira que os EUA revogaram mais de 100 mil vistos desde que Trump reassumiu a Presidência, em janeiro do ano passado, com um forte discurso anti-imigração. O número foi apontado pelo próprio governo americano como um recorde — duas vezes e meia superior ao de 2024, quando o democrata Joe Biden era presidente.
— A administração Trump não tem prioridade maior do que proteger os cidadãos americanos e defender a soberania dos EUA — declarou o porta-voz Tommy Pigott no pronunciamento de segunda, citando que milhares de vistos foram revogados pela prática de crimes, incluindo agressão e dirigir sob efeito de álcool.
O secretário de Estado Marco Rubio, por sua vez, destacou com orgulho a revogação de vistos de estudantes que protestaram contra Israel. Sob a liderança do republicado, o Departamento de Estado usou uma lei da era McCarthy, que permite aos EUA proibir a entrada de estrangeiros considerados contrários à política externa americana. Alguns dos afetados, de alto perfil, conseguiram contestar com êxito as ordens de deportação nos tribunais.
O governo americano também endureceu controles para a obtenção de vistos, incluindo a verificação das publicações nas redes sociais dos requerentes.
As revogações fazem parte de uma campanha mais ampla de deportações em massa por parte do governo, levada a cabo de forma agressiva mediante o aumento do número de agentes federais. O Departamento de Segurança Interna disse no mês passado que o segundo governo Trump deportou mais de 605 mil pessoas e que outras 2,5 milhões deixaram o país voluntariamente. (Com AFP)
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