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Os EUA e Taiwan concordaram com um acordo comercial há muito buscado que reduzirá as tarifas sobre produtos da ilha autogovernada para 15% e fará com que empresas taiwanesas de semicondutores aumentem o financiamento de operações nos EUA em US$ 500 bilhões.
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O acordo foi anunciado hoje pouco depois de uma delegação de altos funcionários de Taiwan visitar Washington para finalizar o entendimento com representantes do presidente Donald Trump.
Pelos termos do acordo, as tarifas sobre remessas taiwanesas cairiam da taxa anterior de 20% — colocando-as em pé de igualdade com Japão e Coreia do Sul, que firmaram seus próprios acordos no ano passado.
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A indústria de tecnologia de Taiwan também se comprometeria a realizar pelo menos US$ 250 bilhões em investimentos diretos para expandir operações avançadas de semicondutores, energia e inteligência artificial nos EUA.
Além disso, Taiwan concordou em oferecer outros US$ 250 bilhões em garantias de crédito para novos investimentos na cadeia americana de suprimentos de semicondutores. A ilha, considerada pela China uma província rebelde e parte de seu território, é a maior fabricante de chips do mundo, componente decisivo em uma série de indústrias, de celulares a automóveis e aviões.
O território tem um governo autônomo e um regime econômico capitalista desde a revolução comunista chinesa, de 1949, mas poucos países reconhecem sua independência da China. Os EUA é um dos países que não reconhecem Taiwan como um país independente, embora tenha com a ilha um histórico de cooperação militar com o objetivo de protegê-la de uma invasão chinesa.
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Uma declaração da Casa Branca que delineou o acordo não mencionou especificamente a Taiwan Semiconductor Manufacturing Corporation (TMSC), gigante produtora de chips da ilha, mas o arranjo tem implicações claras para a empresa. A TMSC é a maior produtora mundial de chips para inteligência artifricial (IA).
A agência Bloomberg informou no início desta semana que o acordo exigiria que a TSMC construísse pelo menos mais quatro fábricas de chips no Arizona, somando-se às seis fábricas e duas instalações avançadas de empacotamento que já prometeu abrir no local.
A TSMC e outras empresas liderarão os US$ 250 bilhões em investimentos planejados, segundo autoridades do Departamento de Comércio dos EUA familiarizadas com os detalhes. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, conduziu as negociações do pacto, estruturado em torno de semicondutores e das tarifas setoriais da Seção 232, disse a autoridade.
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O acordo remove um importante ponto de atrito entre a democracia de 23 milhões de pessoas, que a China deseja controlar, e os EUA, principal apoiador militar de Taipei. Autoridades taiwanesas indicavam há meses que um pacto estava próximo, mas ele nunca se concretizou.
O arcabouço também limita a 15% as tarifas americanas específicas por setor sobre autopeças, toras, madeira serrada e produtos derivados de madeira provenientes de Taiwan. Medicamentos genéricos fabricados na ilha não enfrentariam impostos de importação, segundo a declaração.
Além disso, semicondutores taiwaneses receberiam alívio de tarifas futuras. Empresas que construírem novas operações nos EUA poderão importar, durante a construção, até 2,5 vezes sua capacidade atual sem tarifas, com uma alíquota menor aplicada às remessas acima dessa cota. Esse limite cairia para 1,5 vez a capacidade atual quando as instalações de produção estiverem concluídas.
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O Departamento de Comércio concluiu uma investigação que constatou que importações de chips prejudicam a segurança nacional dos EUA, mas deixou de impor tarifas mais amplas. Trump, em vez disso, ordenou que altos funcionários do governo negociassem arranjos com grandes exportadores.
Aplicou apenas uma tarifa restrita de 25% sobre certos semicondutores avançados a serem enviados ao exterior, um passo-chave em um acordo para a Nvidia enviar processadores de inteligência artificial H200, fabricados em Taiwan, para a China.
Taipei vem tentando concluir um acordo com os EUA antes de Trump se reunir com Xi Jinping na China, informou a Bloomberg News anteriormente. Espera-se que o presidente dos EUA visite a China em abril.
O acordo foi anunciado mesmo enquanto se aproxima uma decisão da Suprema Corte sobre as tarifas globais de Trump. Se o tribunal decidir contra o presidente, isso pode prejudicar sua capacidade de fixar unilateralmente tarifas sobre bens de países estrangeiros.
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, indicou que apoia o objetivo de Trump de reindustrializar os EUA, mas disse que seriam necessárias reformas americanas em políticas de terras, eletricidade e força de trabalho para que os projetos avancem. Taipei também resistiu a um pedido para transferir a produção de chips para os EUA a fim de cobrir metade da demanda americana.
O acordo remove um leve fator de incerteza para a economia de Taiwan, que prosperou graças às exportações de tecnologia, como aceleradores e servidores, que têm sido muito demandados à medida que empresas de tecnologia correm para desenvolver capacidades de IA.
Taiwan revisou recentemente sua previsão de crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 para cerca de 7,3%, o que seria o nível mais alto desde 2010. O boom das exportações de tecnologia ajudou a elevar o superávit comercial anual do país com os EUA a um recorde de US$ 150 bilhões em 2025.

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O papa Leão XIV afirmou neste domingo (24), durante a celebração de Pentecostes na Basílica de São Pedro, no Vaticano, que “só a Onipotência do amor” pode salvar a humanidade da guerra. A data é uma das mais importantes do calendário cristão e marca, segundo a tradição católica, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos cinquenta dias após a Páscoa, simbolizando o nascimento da Igreja.
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Ao encerrar a homilia diante de cerca de cinco mil fiéis, o pontífice fez um apelo pela paz em meio aos conflitos internacionais e destacou que a violência não será derrotada pela força militar.
— Rezemos hoje para que o Espírito do Ressuscitado nos salve do mal da guerra, que é vencida não por uma superpotência, mas pela Onipotência do amor — declarou o papa.
Durante a celebração, Leão XIV refletiu sobre o Evangelho do dia, que narra a aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos. Segundo ele, as marcas da crucificação reveladas por Cristo são “mais eloquentes do que qualquer discurso”, pois representam a vitória da vida sobre a morte. O pontífice afirmou ainda que Pentecostes simboliza a renovação da Igreja e a missão evangelizadora dos cristãos.
Assista:
Paz, missão e verdade
Na homilia, o papa destacou três dimensões centrais da ação do Espírito Santo: a paz, a missão e a verdade. Sobre a paz, afirmou que ela nasce do perdão e conduz à reconciliação universal entre os povos.
— Podemos acolhê-Lo, porque Ele próprio é o doce hóspede da alma — disse, ao falar sobre o Espírito Santo.
Leão XIV também afirmou que toda a Igreja deve participar da missão de anunciar o Evangelho.
— Somos verdadeiramente participantes do Evangelho: toda a Igreja é dele protagonista, não apenas guardiã — declarou.
O pontífice ainda alertou contra divisões internas e discursos que, segundo ele, afastam os fiéis da mensagem cristã.
— O Paráclito nos defende de tudo o que impede esta compreensão: das facções, das hipocrisias, das modas que obscurecem a luz do Evangelho — afirmou.
Ao concluir a celebração, o papa voltou a pedir orações pela humanidade, citando não apenas as guerras, mas também a miséria e o sofrimento provocados pelo pecado e pelas desigualdades sociais.
Uma mulher de 50 anos morreu após ser atacada por dois pit bulls enquanto passeava com seu cachorro de pequeno porte em uma rua residencial próxima a Cocoa, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. O caso ocorreu na madrugada de terça-feira (19) e está sendo investigado pelas autoridades locais.
Segundo a unidade de Serviços para Animais do Gabinete do Xerife do Condado de Brevard, Jodi Cowan caminhava pela vizinhança quando foi surpreendida pelos cães. Seu companheiro, Donnell Smith, contou à emissora local WESH que voltou para casa por volta da 1h e percebeu que ela ainda não havia retornado do passeio. Pouco depois, ouviu um pedido de socorro vindo da rua.
— Eu vi a silhueta de dois cães arrastando ela pela estrada — relatou Smith à emissora.
Ele correu até o local e encontrou a mulher caída, com múltiplas mordidas pelo corpo. Segundo seu relato, os animais retornaram e tentaram arrastá-la novamente enquanto ele tentava prestar socorro.
— Eu saquei minha faca e fiquei tentando afastá-los com uma mão enquanto tentava estancar o sangramento com a outra — afirmou.
Cowan foi levada de helicóptero a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Abalado, Smith descreveu a cena como “brutal”.
— Ver a mulher que amei pelos últimos 25 ou 30 anos sendo despedaçada por dois animais é uma imagem que nunca vou esquecer — disse.
Confira:
Histórico de reclamações
Moradores da região afirmam que os cães já eram conhecidos no bairro por episódios de agressividade. O vizinho Bruce Midkiff disse ao Daily Mail que câmeras de segurança registraram o ataque e que as imagens foram entregues à polícia. Segundo ele, diversos moradores já haviam feito reclamações às autoridades sobre os animais.
Midkiff afirmou ainda que um dos pit bulls já havia mordido um vizinho anteriormente e, em outro episódio, encurralou sua esposa dentro do carro. Outro morador, Scott Chase, contou ao jornal Florida Today que também acionou as autoridades em diferentes ocasiões.
— Já tive medo até de sair de casa. Eles continuavam escapando — afirmou.
O pai da vítima, Martin Cowan, lamentou a morte da filha e a descreveu como uma pessoa afetuosa e apaixonada por animais.
— Perdi minha menininha. Ela tinha um grande coração e se dava bem com todo mundo — disse ao Florida Today.
Os dois pit bulls foram apreendidos pelo controle de animais. Até o momento, nenhuma acusação formal foi apresentada contra o dono dos cães. A polícia investiga se os animais perseguiram inicialmente o cachorro de pequeno porte de Cowan e se ela tentou protegê-lo durante o ataque.
A Flórida prevê punições severas para proprietários de cães com histórico comprovado de agressividade. Em 2024, a morte de um menino de oito anos após um ataque semelhante levou ao endurecimento das penalidades contra donos de animais considerados perigosos.
Um barco turístico com 12 pessoas a bordo virou na tarde deste sábado nas proximidades da Gruta de Benagil, em Lagoa, no Algarve, sul de Portugal. Segundo informações divulgadas pelas autoridades marítimas portuguesas, ao menos duas pessoas ficaram feridas.
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De acordo com fonte das operações de socorro, as vítimas começaram a ser retiradas do local por uma embarcação do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) e foram encaminhadas para Portimão, onde receberam assistência médica. A Marinha portuguesa informou que todos os ocupantes estavam a bordo de um salva-vidas com destino à cidade. Um centro de apoio também foi montado na Marina de Portimão, em ação coordenada com a Proteção Civil e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Até o momento, não foram divulgadas as causas do acidente nem o estado de saúde detalhado dos feridos. O alerta mobilizou equipes de resgate marítimo e autoridades locais durante a tarde.
Destino turístico famoso
A Gruta de Benagil, também conhecida como Algar de Benagil, é um dos pontos turísticos mais conhecidos do Algarve e recebe diariamente dezenas de embarcações, especialmente durante a alta temporada europeia. O monumento natural fica na Praia de Benagil, em Lagoa, e é conhecido pela formação rochosa com uma abertura circular no teto da caverna.
O acesso ao local é feito exclusivamente pelo mar, por meio de barcos turísticos, caiaques ou stand-up paddle. Embora seja possível chegar nadando, autoridades e operadores turísticos alertam para os riscos provocados pelas correntes marítimas da região.
A Rússia confirmou neste domingo (24) o lançamento de um míssil balístico hipersônico Oreshnik, com capacidade nuclear, contra a Ucrânia em ataques massivos realizados durante a noite.
“Em resposta aos ataques terroristas da Ucrânia contra infraestrutura civil em território russo, as Forças Armadas da Federação Russa realizaram um ataque massivo utilizando mísseis balísticos Oreshnik, mísseis balísticos lançados do ar Iskander, mísseis balísticos hipersônicos lançados do ar Kinzhal e mísseis de cruzeiro Tsirkon”, além de drones, afirmou o ministério em um comunicado.
A Rússia atacou a Ucrânia com 600 drones e 90 mísseis em uma grande ofensiva noturna, incluindo um míssil balístico de médio alcance, informou a Força Aérea Ucraniana neste domingo (24).
As defesas aéreas interceptaram 549 dos drones e 55 mísseis, segundo comunicado da Força Aérea no Telegram. Autoridades da capital Kiev e da região metropolitana relataram quatro mortos e mais de 60 feridos.
Pelo menos 24 pessoas morreram neste domingo (24) em uma explosão em um trem que transportava militares na província do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, informou um alto funcionário à AFP.
Entre as vítimas do ataque, que ocorreu na capital provincial, Quetta, estavam soldados, disse a fonte, acrescentando que mais de 50 ficaram feridos.
A violência tem aumentado nos últimos meses nesta província que faz fronteira com o Irã, onde atuam grupos separatistas como o Exército de Libertação do Baluchistão, considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos.
Um homem morreu após um ataque de tubarão no norte de Queensland, no nordeste da Austrália, informou a polícia neste domingo (24).
O homem de 39 anos morreu em decorrência dos ferimentos em um píer, após ser retirado da água na sequência do ataque em Kennedy Shoal, informou a Polícia de Queensland em um comunicado.
De acordo com o comunicado, os serviços de emergência receberam um chamado para o píer de Hull River Heads pouco antes do meio-dia (horário local).
“Eles retiraram o homem da água”, mas ele “morreu devido aos ferimentos”, diz o comunicado.
O píer de Hull River Heads está localizado a 160 quilômetros ao sul da cidade turística de Cairns.
O incidente ocorreu uma semana após outro ataque de tubarão na Austrália Ocidental.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo que o atirador que abriu fogo contra agentes do Serviço Secreto em frente à Casa Branca tinha um “histórico de violência e uma possível obsessão” pelo prédio.
“Agradeço ao nosso excelente Serviço Secreto e às forças policiais pela ação rápida e profissional tomada esta noite contra um atirador perto da Casa Branca, que tinha um histórico de violência e uma possível obsessão pela estrutura mais querida do nosso país”, disse ele em uma publicação no Truth Social.
Os crescentes casos de racismo de argentinos e chilenos contra brasileiros — o mais recente envolvendo um executivo chileno contra um comissário de bordo da Latam — reacenderam um debate incômodo no Cone Sul: como países que durante décadas cultivaram a imagem de sociedades brancas e europeizadas lidam com sua própria história negra, frequentemente apagada dos livros, dos censos e da memória oficial? Nos últimos anos, pesquisadores e movimentos sociais vêm mostrando que, por trás desse imaginário, Argentina e Chile têm um passado negro mais profundo do que se tentou transmitir por gerações, e que o racismo contemporâneo não pode ser dissociado desse processo histórico de invisibilização. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A historiadora e jornalista americana Anne Applebaum, de 61 anos, escreveu, nas últimas três décadas, obras centrais para entender tanto o totalitarismo soviético quanto o atual retrocesso democrático no mundo ocidental. Recebeu o Pulitzer em 2004 por “Gulag” e sublinhou um padrão no avanço autocrático, com a instrumentalização da Justiça para sufocar as oposições e facilitar o enriquecimento pessoal de autocratas e seus aliados. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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