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As forças dos Estados Unidos realizaram ataques “proporcionais” contra o Irã nesta terça-feira em resposta ao fato de a República Islâmica ter derrubado um helicóptero de ataque Apache no dia anterior, informou o Exército americano.
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As forças americanas “começaram a lançar ataques de autodefesa contra o Irã às 17h (horário da costa leste dos EUA) de hoje, por ordem do comandante em chefe, em resposta à derrubada ontem de um helicóptero Apache do Exército dos EUA”, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos em uma publicação no X. “A missão é uma resposta proporcional à agressão injustificada iraniana”, acrescenta a nota.
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Em atualização

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O Senado aprovou nesta terça-feira (9) o projeto PL 5760/2023, que estabelece medidas para proteger trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão.

O texto traz obrigações para os empregadores e também medidas de proteção social para os trabalhadores, como a inserção no seguro-desemprego, na Seguridade Social e a possibilidade de adoção de medidas protetivas, especialmente para as trabalhadoras domésticas.

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O projeto vai à sanção do presidente Luiz Inácio lula da Silva.

O texto aprovado altera a lei do Seguro-Desemprego para garantir ao trabalhador resgatado até seis parcelas do benefício. Também prevê o cruzamento de dados do Cadastro Nacional de Informações Sociais para identificar empregadores com vínculos suspeitos.

Além disso, a proposta altera a Lei Maria da Penha para assegurar o acolhimento emergencial das pessoas regatadas, bem como a inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

Trabalho doméstico

Em relação ao trabalho doméstico, o projeto prevê a possibilidade de adoção de medidas protetivas urgentes em situações de violência ou submissão a condições análogas à escravidão. 

De acordo com o relator do projeto, senador Paulo Paim (PT-RS), as medidas poderão ser determinadas por um juiz, quando houver indício de violação de direitos.

Entre as medidas previstas estão o afastamento do agressor do domicílio ou local de trabalho da vítima; proibição de contato com a vítima, seus familiares e testemunhas; proibição de frequentar determinados lugares para preservar a integridade da vítima.

A proposta também determina, em casos específicos, o encaminhamento da vítima e de seus dependentes a programa de proteção ou acolhimento e o encaminhamento da pessoa resgatada à rede de assistência social e psicossocial.

As ações previstas dão ainda autorização para que auditores-fiscais do trabalho possam adentrar em domicílios com o consentimento do empregador ou do empregado, sem necessidade de ordem judicial, quando houver suspeita de exploração trabalhista.

Segundo Paim, o objetivo é viabilizar a fiscalização e a responsabilização de empregadores que pratiquem trabalho escravo, especialmente em residências.

“Tais inovações reconhecem que a violência contra trabalhadores domésticos, sobretudo trabalhadoras, é frequentemente atravessada por relações de poder marcadas por gênero, classe e raça, exigindo respostas mais firmes e céleres do Estado”, afirmou.

O senador disse ainda que a medida fortalece a rede de garantias fundamentais aos trabalhadores e trabalhadoras domésticos.

 “Ao trazer essa dimensão de especial proteção, a proposição reforça o entendimento de que a dignidade do trabalho doméstico deve ser assegurada com a mesma intensidade destinada a qualquer outra forma de trabalho, rompendo com a tradição histórica de marginalização dessa atividade”, concluiu.

A votação da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/15 que reduz a maioridade penal foi adiada novamente nesta terça-feira (9) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados.

O adiamento ocorreu em razão do início da Ordem do Dia no plenário da Casa.

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O presidente do colegiado, Leur Lomanto Júnior (União-BA), agendou o reinício da discussão para a manhã desta quarta-feira (10). A votação do texto foi adiada, pela primeira vez, por causa de um pedido de vista. 

O relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), elaborou parecer favorável à mudança da maioridade penal, de 18 anos para 16 anos. No entanto, o parlamentar retirou a emenda que previa que jovens com 16 anos poderiam se casar, celebrar contratos, tirar carteira de habilitação e votar obrigatoriamente.

Divergências

O tema não é consenso entre os deputados integrantes da CCJ, comissão responsável por analisar a admissibilidade da proposta.

A deputada Érica Kokay (PT-DF), uma das lideranças críticas à proposta, argumenta que a iniciativa fere a Constituição. Segundo ela, a definição da maioridade é uma cláusula pétrea (dispositivos que não podem ser mudados ou abolidos por PEC) e que qualquer alteração só poderia ocorrer por meio de uma nova Constituinte.

“Estamos aqui ao arrepio da própria Constituição discutindo uma matéria que fere de forma absolutamente nítida direitos e garantias individuais garantidos pela nossa Constituição”, alertou, acrescentando que os crimes graves praticados por jovens representam menos de 4% dos crimes violentos no país.

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) também criticou o andamento da proposta.

“Estamos em um ano eleitoral e o que a extrema-direita faz? Ela pega um sentimento legítimo de medo das pessoas, de insegurança com a violência urbana, de insegurança com o feminicídio e diz que reduzindo a maioridade penal as famílias vão ficar seguras. Lidam com o medo dessas pessoas para apresentar uma falsa solução”, criticou.

Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a favor da redução da maioridade penal, defende que os adolescentes reincidentes em crimes devem ficar presos.

“A solução para a reincidência é deixar preso. Simples assim, aí não tem reincidência”, disse.

Atualmente, jovens maiores de 16 anos que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas de internação por, no máximo, três anos. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que cerca de 12 mil adolescentes estão em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Durante a sessão, o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) lamentou que o debate ocorra de forma híbrida, o que permite aos deputados poderem votar remotamente. Para ele, a proposta é controversa e precisa ser melhor discutida.

“É lamentável que um tema com essa magnitude, uma emenda à Constituição, a gente esteja para votar na Comissão de Constituição e Justiça, pelo Infoleg [remoto] sem que sequer deputadas e deputados estejam aqui, para a gente realizar o debate que é necessário”, criticou.

Caso a PEC da redução da maioridade penal avance na CCJ, uma comissão especial será criada para seguir com a discussão do tema antes de ir a plenário.

Vários países ocidentais, incluindo Reino Unido e França anunciaram nesta terça-feira novas sanções contra colonos e organizações israelenses ligados à violência e à expansão ilegal dos assentamentos na Cisjordânia ocupada, medidas classificadas como “vergonhosas” por Israel.
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— Agimos de forma coordenada para impor sanções e outras medidas a fim de que os colonos extremistas prestem contas pela terrível violência que cometem contra civis palestinos — afirmam Austrália, Canadá, França, Noruega e o Reino Unido em um comunicado conjunto.
— Há tempo demais, os colonos atuam quase com total impunidade, enquanto a expansão dos assentamentos e a criação de postos avançados continuam com o apoio e a ajuda do governo israelense — acrescentam.
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Estes países pedem a Israel que aja “rapidamente” para garantir que “os autores da violência na Cisjordânia prestem realmente contas” e não descartam “novas medidas”.
O governo israelense denunciou imediatamente “medidas vergonhosas”, tomadas em uma “tentativa de impor uma posição política sobre o direito dos judeus de se instalar na terra de Israel e sobre o conflito israelense-palestino”, reagiu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Oren Marmorstein.
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As medidas variam de um país para outro. Londres anunciou sanções contra “seis entidades e uma pessoa envolvidas no financiamento, facilitação e perpetração de atos de violência de colonos na Cisjordânia ocupada”.
As sanções canadenses contemplam “duas pessoas e cinco entidades”, enquanto a França, além de sancionar “quatro responsáveis por organizações de colonos e 21 colonos violentos”, proibiu a entrada do ministro de Finanças israelense, Bezalel Smotrich, em seu território.
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No fim de maio, adotou uma medida semelhante contra o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, outra figura da extrema direita.
Apesar dos protestos de vários países, Israel, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, não tomou nenhuma medida concreta para conter a violência.
Arquivo / Câmara dos Deputados
Pollon diz que está sendo punido por emitir opiniões

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9), por 9 votos a 4, nova suspensão do mandato do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 60 dias. A punição foi recomendada pelo relator do caso, deputado Ricardo Maia (MDB-BA).

Pollon é alvo da Representação 26/25, apresentada pela Mesa Diretora da Câmara. Ele é acusado de ter feito declarações de cunho ofensivo e depreciativo contra o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante manifestação em Campo Grande (MS) em agosto do ano passado. Segundo Pollon, na manifestação, ele cobrava o presidente da Câmara para pautar o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Em maio, o deputado de Mato Grosso do Sul já teve outra decisão pela suspensão do mandato por 60 dias aprovada pelo Conselho de Ética, por ter ocupado a Mesa Diretora da Câmara na sessão do Plenário de 5 de agosto de 2025. Pollon recorreu da decisão à CCJ.

Marcos Pollon disse que recorrerá desta decisão também. A decisão final será do Plenário, por maioria absoluta (257 deputados). Leia aqui a defesa de Marcos Pollon

“Estamos caminhando para um novo tipo de democracia, em que o Judiciário modula a lei e pune as pessoas por emitirem opiniões. Isso não pode entrar nesse recinto. Aqui se encontram os votos proporcionais, 100% dos votos válidos. O que é praticado aqui acaba sendo copiado pelas outras Casas legislativas Brasil afora”, afirmou Pollon.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, colocou em dúvida, nesta terça-feira, sua presença no fan fest da Copa do Mundo de 2026 na Praça da Constituição (Zócalo), na Cidade do México, em meio a protestos de milhares de professores que bloqueiam ruas, mantêm um acampamento no centro da capital e prometem novas mobilizações a dois dias da abertura do torneio. A mandatária classificou as manifestações como uma “provocação”, mas afirmou que o início da competição está garantido.
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— Vamos ver como se desenvolve o que está acontecendo com os professores e alguns outros grupos. Tenho que estar atenta a isso — disse Sheinbaum durante sua entrevista coletiva diária.
A presidente, que não comparecerá à cerimônia de abertura no Estádio Azteca após decidir doar seu ingresso a uma menina, havia anunciado que assistiria à partida no Zócalo, principal praça da capital mexicana e sede do maior fan fest organizado pela Fifa no país, onde torcedores podem acompanhar os jogos em telões. O local abriga ainda o Palácio Nacional, residência e local de trabalho de Sheinbaum. No entanto, a área está cercada por um acampamento montado pela Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), grupo dissidente do sindicato dos professores que está em greve desde a semana passada.
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As manifestações ganharam força nesta terça-feira, quando milhares de integrantes da CNTE bloquearam uma das principais avenidas que levam ao Azteca, palco da abertura da Copa do Mundo, marcada para quinta-feira. O protesto ocorreu a menos de 48 horas da cerimônia inaugural.
As autoridades também mobilizaram milhares de agentes e instalaram barreiras de concreto a um quilômetro do estádio para impedir o avanço dos manifestantes, que ainda não haviam chegado ao local.
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— Pretendemos chegar ao estádio — disse Ángel Villalobos, um dos professores que participavam do protesto. — O governo deu algumas respostas, mas elas não são nem favoráveis nem satisfatórias.
— Vamos continuar nossa luta aqui — disse Austreberto Flores, que também participava da manifestação.
— Nós vemos isso como uma provocação, como se fosse para dizer: “olhem como está ruim a situação no México” — afirmou Sheinbaum. — No México há muitos problemas, mas nós os enfrentamos. Não há uma questão relacionada a um descontentamento social.
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A presidente reiterou que a abertura do torneio não corre risco.
— Não há problema, a abertura vai acontecer e não vamos cair em nenhuma provocação. A Copa será aproveitada da mesma forma — declarou, descartando o uso da polícia para reprimir os manifestantes.
É a terceira vez que o México organiza uma Copa do Mundo, desta vez em conjunto com Estados Unidos e Canadá. O torneio começa em 11 de junho e terminará em 19 de julho.
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A CNTE, formada principalmente por professores dos estados de Oaxaca, Guerrero, Michoacán e Chiapas, reivindica o retorno do sistema público de aposentadorias para a categoria e aumentos salariais. Desde o fim da década de 1990, o México substituiu o modelo solidário de previdência por um sistema baseado em contas individuais de poupança privada, mudança que o governo considera inviável de reverter.
O governo afirma que melhorou as condições dos professores, destaca aumentos salariais recentes e defende a continuidade das negociações.
Como forma de pressão, os professores vêm realizando bloqueios diários na capital. Nesta semana, manifestantes chegaram a derrubar um conjunto de esculturas alusivas à Copa do Mundo instalado na avenida Paseo de la Reforma. Em uma marcha realizada nesta terça-feira em direção ao Estádio Azteca, também exibiram uma faixa com a mensagem “Boicote à Copa do Mundo da Fifa 2026”.
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Na tarde de segunda-feira, segundo informações do jornal El País, policiais da Secretaria de Segurança da Cidade do México apreenderam 59 explosivos em um ônibus vindo de Ayotzinapa, no estado de Guerrero, que transportava estudantes e professores para apoiar as manifestações da CNTE.
Segundo o sindicato, cerca de 10 mil pessoas participam do acampamento instalado no centro histórico da Cidade do México. O governo estima a presença de aproximadamente 3 mil manifestantes.
A CNTE ainda não descartou novas ações durante a abertura do Mundial e convocou manifestações para quinta-feira, quando o México enfrentará a África do Sul na partida inaugural. Familiares de pessoas desaparecidas também anunciaram protestos para a mesma data com o objetivo de chamar atenção para os casos de desaparecimento forçado no país.
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Apesar da mobilização, Sheinbaum insistiu que os protestos não refletem um cenário de crise social generalizada.
— Querem fazer parecer que no México temos uma ebulição social muito grande, e isso não é verdade — afirmou.
(Com AFP)
O papa Leão XIV presidiu na tarde de terça-feira uma vigília de oração diante de milhares de pessoas no Estádio Olímpico de Barcelona, onde abordou a saúde mental e os feminicídios, no quarto dia de sua viagem à Espanha.
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Após ouvir o testemunho de uma mulher que havia tentado suicídio, o papa pediu aos sistemas públicos de saúde que transformem o combate à depressão — esse “mal-estar invisível e generalizado” — em uma prioridade.
— É importante tomar consciência de como a saúde mental está cada vez mais ameaçada no contexto de sociedades que se consideram avançadas — afirmou Leão XIV.
— Há algo profundamente errado em uma certa ideia de crescimento que submete as pessoas a pressões, expectativas e tensões que comprometem equilíbrios fundamentais — acrescentou.
Papa Leão XIV acena ao chegar à Catedral de Barcelona para a oração do meio-dia, durante visita à Espanha que inclui Madri, Barcelona e Canárias
LLUIS GENE / AFP.
Durante a vigília, que começou com animadas apresentações musicais e com a multidão entoando cânticos para o pontífice enquanto ele dava uma volta pelo local no papamóvel, Leão XIV também respondeu à preocupação de outra mulher, que contou que seu pai havia tentado matar sua mãe, que depois acabou se envolvendo com drogas.
— Tantas ocorrências policiais, ainda hoje, refletem um clima envenenado nas relações familiares, marcado por abusos e opressões, e particularmente pela violência contra as mulheres, que muitas vezes infelizmente também termina em feminicídios — lamentou Leão XIV, incentivando as sociedades a enfrentarem essa “realidade dramática”.
O papa também pediu aos jovens que aprendam “a parar, a dar valor às coisas importantes” para desenvolver “um pensamento crítico em relação a um sistema social que não coloca a pessoa no centro e provoca situações de injustiça e pobreza existencial”.
Missa na Sagrada Família
Leão XIV chegou a Barcelona pouco depois do meio-dia e participou de um primeiro compromisso na Catedral da cidade, onde, assim como ocorreu durante a tarde, alternou trechos em espanhol e catalão.
O pontífice iniciou assim a segunda etapa de sua viagem à Espanha, que começou no sábado em Madri. Durante sua intensa passagem pela capital, Leão XIV celebrou no domingo uma missa diante de mais de um milhão e meio de fiéis, enquanto na segunda-feira se tornou o primeiro pontífice a discursar no Parlamento espanhol.
Na quarta-feira, o papa terá um breve encontro com presos em uma penitenciária próxima de Barcelona e depois visitará a abadia de Montserrat, antes de celebrar à tarde uma missa na basílica da Sagrada Família, coincidindo com o centenário da morte de seu famoso arquiteto, Antoni Gaudí.
O sumo pontífice encerrará sua viagem à Espanha na quinta e sexta-feira com sua visita às Ilhas Canárias, principal porta de entrada no país para migrantes em situação irregular.
A população de cavalos selvagens no Parque Nacional Kosciuszko, nos Alpes australianos, voltou a crescer após uma pausa no programa de abate aéreo, aumentando a preocupação de autoridades e cientistas com os impactos ambientais causados pelos animais em uma das áreas de conservação mais importantes da Austrália. A operação que reunia atiradores em helicópteros aconteceu entre 2023 e 2024, segundo o site The Conversation, e reduziu a população de 17 mil animais para 3 mil. No entanto, sem o abate em 2025, a estimativa de cavalos no local já estaria entre 6.476 e 16.411. De acordo com o site britânico The Guardian, o governo local retomará os abates aéreos ainda em junho. As medidas, no entanto, encontram forte resistência de grupos de proteção dos animais.
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De acordo com uma pesquisa divulgada pelo governo de Nova Gales do Sul, o número de cavalos selvagens no parque aumentou significativamente em relação ao levantamento anterior. O abate aéreo vinha sendo utilizado para reduzir a população dos chamados “brumbies”, como os cavalos selvagens são conhecidos no país.
A ministra do Meio Ambiente de Nova Gales do Sul, Penny Sharpe, declarou que há a necessidade de “gestão contínua” para atingir a meta e reduzir o número de brumbies até meados de 2027. Ela destacou que outras opções para o controle a população foram estudadas, incluindo a contratação de um especialista independente para elaborar um estudo de controle reprodutivo, evitando que aconteça o mesmo que ocorreu depois dos últimos abates.
“Ninguém quer ter que matar cavalos. Mas ainda há muitos no Parque Nacional de Kosciuszko. Usaremos a melhor ciência disponível e adotaremos uma abordagem cautelosa e baseada em evidências para atingir a meta populacional necessária, a fim de proteger a vegetação nativa, os animais, os cursos d’água e os valores culturais”, afirmou Sharpe, que ressaltou ainda que embora haja sinais iniciais de recuperação da cobertura vegetal, os danos causados ​​pelos animais selvagens ao frágil ecossistema alpino de Kosciuszko são evidentes.
Cavalos selvagens no Parque Nacional Kosciuszko, na Austrália
Reprodução / Instagram / @lost_inlenny
Segundo o The Conversation, a rápida recuperação da população demonstra a capacidade de reprodução e expansão dos animais. A publicação afirma que, uma vez que os rebanhos que estavam no local foram abatidos, é provável que cavalos de regiões vizinhas, como as florestas estaduais adjacentes, tenham migrado para lá. Os cavalos também se reproduziram significativamente, após um verão ameno com chuvas significativas.
Os cavalos selvagens são considerados uma espécie invasora na região e, de acordo com pesquisadores, provocam danos significativos ao ecossistema alpino. Entre os impactos apontados estão a degradação de áreas úmidas, a compactação do solo, a erosão das margens de rios e a destruição da vegetação nativa. Esses danos afetam espécies de plantas e animais que dependem desses habitats para sobreviver.
O debate sobre o controle dos animais é um dos mais sensíveis da política ambiental australiana. Enquanto grupos de proteção dos brumbies defendem métodos alternativos ao abate, como programas de fertilidade e remoção dos cavalos, cientistas argumentam que as medidas adotadas até agora não foram capazes de conter o crescimento populacional em larga escala.
O Parque Nacional Kosciuszko é frequentado por visitantes locais e turistas. Ele conta com 6.900 quilômetros quadrados e tem o o Monte Kosciuszko, pico mais alto da Austrália continental. Nas redes, turistas mostram visuais deslumbrantes do local.
A queda de um helicóptero AH-64 Apache do Exército dos Estados Unidos durante uma patrulha próxima à costa de Omã e ao Estreito de Ormuz, na segunda-feira, chamou a atenção global para uma das aeronaves militares mais conhecidas das Forças Armadas americanas. Nesta terça, o presidente Donald Trump atribuiu ao Irã a derrubada da aeronave e afirmou que Washington “deve, necessariamente, responder”, embora não tenha apresentado detalhes sobre o ocorrido e Teerã não tenha assumido responsabilidade pelo incidente. Os dois tripulantes foram resgatados com segurança e estão em condição estável.
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O AH-64 Apache é descrito por sua fabricante, a Boeing, como o helicóptero de ataque mais avançado e comprovado em combate do mundo. A aeronave entrou em serviço em 1984 e, desde então, tornou-se a espinha dorsal da frota de helicópteros de ataque do Exército americano. De acordo com a empresa, a família Apache já acumulou mais de 5,3 milhões de horas de voo, sendo mais de 1,3 milhão delas em combate. Atualmente, mais de 1,3 mil unidades estão em operação em diferentes partes do mundo.
O Apache opera com tripulação de duas pessoas e foi projetado para missões de ataque de precisão. Entre seus equipamentos estão sistemas integrados de sensores, compartilhamento de dados em tempo real e recursos de identificação e priorização de múltiplos alvos. A aeronave também é capaz de controlar veículos aéreos não tripulados, ampliando o alcance de seus sensores e sua capacidade operacional no campo de batalha. Outro recurso é a integração ao sistema Link 16, utilizado para compartilhar informações entre plataformas militares.
Equipados com mísseis Hellfire, esses helicópteros são usados em missões de reconhecimento, apoio aéreo e ataques de precisão, além de patrulhar o Estreito de Ormuz para conter ataques de pequenas embarcações e interceptar drones. Nos últimos meses, as aeronaves passaram a operar mais próximas do território iraniano, incluindo áreas do Golfo Pérsico e ilhas controladas por Teerã. Os EUA intensificaram sua presença militar na região após impor restrições ao tráfego marítimo ligado ao Irã em resposta ao bloqueio iraniano de Ormuz.
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Os helicópteros AH-64 também têm sido utilizados pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) para derrubar drones iranianos. Além dos EUA e EAU, adotaram a aeronave países como Israel, Índia, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Arábia Saudita, Catar, Egito e Reino Unido.
O modelo possui 14,7 metros de comprimento, 4,7 metros de altura e rotor principal com 14,6 metros de diâmetro. Sua velocidade máxima em voo nivelado supera 279 km/h, e seu teto operacional chega a 6.096 metros de altitude. A versão mais moderna da aeronave é o AH-64E, que continuará em produção ao longo da década de 2030. A expectativa é que o modelo permaneça em serviço nos Estados Unidos e em países parceiros até a década de 2060.
Operação de resgate
A queda ocorreu por volta das 3h30 da madrugada desta terça-feira, no horário local (noite de segunda-feira em Brasília), na costa de Omã, enquanto o helicóptero realizava uma patrulha, informou o Comando Central americano (Centcom). Uma embarcação não tripulada localizou os dois aviadores depois que eles passaram cerca de duas horas na água, disse o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom. Segundo ele, foi o primeiro resgate marítimo conhecido realizado por um drone pelas Forças Armadas americanas.
Nesta terça, Trump afirmou que os dois militares estão “seguros e não sofreram ferimentos”, mas que, mesmo assim, Washington deve, “necessariamente, responder a esse ataque”.
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Pouco antes da publicação de Trump, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, escreveu na rede X: “Preferimos a linguagem da diplomacia, mas falamos outras línguas com muito mais fluência. Quebrem seus compromissos, e passaremos a usar aquilo que falamos melhor. Vocês montam o cavalo que selaram!”.
A derrubada do helicóptero aumentou ainda mais a tensão em torno de um cessar-fogo de dois meses, um dia depois de Irã e Israel trocarem disparos pela primeira vez desde a entrada em vigor da frágil trégua. A televisão estatal iraniana informou que os ataques israelenses mataram ao menos dois integrantes das unidades de defesa aérea do país.
Desde que EUA e Israel começaram a atacar o Irã, em 28 de fevereiro, a guerra abalou a economia global, elevou os preços da energia em todo o mundo e encareceu diversos produtos básicos, incluindo alimentos. As autoridades não conseguiram transformar o cessar-fogo firmado em abril em um acordo permanente para o fim da guerra, especialmente porque Israel intensificou e ampliou sua campanha militar no Líbano contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
(Com New York Times)
Enquanto Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, aguarda julgamento preso em Nova York, sua irmã mais velha, MariaSanta Mangione, se prepara para iniciar uma nova etapa na carreira médica em uma das instituições de saúde mais prestigiadas dos Estados Unidos.
Julgamento de Luigi Mangione, acusado de matar CEO nos EUA, terá início em junho
Acusado de matar CEO, Luigi Mangione não será condenado à pena de morte, decreta juiz
A médica de 36 anos foi selecionada para um programa de especialização em doenças cardiovasculares da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. Considerado um dos mais concorridos da área, o fellowship (etapa de subespecialização nos EUA) em cardiologia reúne profissionais que passam anos se preparando para conquistar uma vaga.
Além de MariaSanta e o caçula Luigi, de 28 anos, a família conta com Lucia Mangione Giulio, de 34 anos, artista que vive em Baltimore.
Segundo informações divulgadas pela Universidade Johns Hopkins, MariaSanta começará o programa em julho, cerca de dois meses antes da data prevista para o início do julgamento do irmão. Ao longo da última década, ela construiu carreira na medicina e na pesquisa científica. Formou-se em Biologia Celular e Genética Molecular pela Universidade de Maryland e concluiu o concorrido programa combinado de medicina e doutorado da Universidade Vanderbilt, onde pesquisou mecanismos celulares relacionados a doenças.
Após a graduação, realizou residência em clínica médica no UT Southwestern Medical Center, em Dallas, e seguiu especialização em cardiologia. Ela também publicou estudos na área cardiovascular e recebeu financiamentos competitivos para pesquisas acadêmicas.
A família Mangione se manifestou publicamente apenas uma vez desde a prisão de Luigi, afirmando estar “chocada e devastada” com o caso. Em nota, os parentes disseram que tinham conhecimento dos fatos apenas por meio das notícias divulgadas pela imprensa e ofereceram “orações à família de Brian Thompson”.
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Antes da prisão de Luigi, os Mangione já eram conhecidos em Maryland. O patriarca da família, Nicholas Mangione, falecido em 2008, construiu um império imobiliário que incluía empreendimentos como o Turf Valley Resort e o Hayfields Country Club. Os negócios passaram posteriormente para seus filhos, entre eles Louis Mangione, pai do acusado.
O caso que colocou a família sob os holofotes começou em dezembro de 2024, quando Brian Thompson, então CEO da UnitedHealthcare, foi morto a tiros em frente ao Hilton Midtown, em Manhattan, durante um evento corporativo da empresa.
Promotores afirmam que anotações encontradas com Luigi indicariam planejamento prévio do crime. Entre as provas que poderão ser apresentadas aos jurados estão um caderno atribuído ao acusado e uma arma artesanal de calibre 9 mm apreendida durante sua prisão.
Paralelamente ao processo estadual em Nova York, Mangione também responde a acusações federais. Recentemente, parte das denúncias foi retirada por decisão judicial, incluindo uma acusação que poderia torná-lo elegível à pena de morte. Ainda assim, ele segue enfrentando acusações graves que podem resultar em prisão perpétua.
Atualmente, Luigi Mangione permanece detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, enquanto aguarda o andamento dos processos judiciais.
Completando três meses de guerra, o presidente Donald Trump vem tentando desescalar o conflito no Oriente Médio e chegou a orientar que Israel e Irã parassem de “atirar” um contra o outro. Só que a maior dificuldade de qualquer guerra é que, depois que começa, ganha dinâmica própria, salienta o analista Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais pelas universidades de Groningen e Estrasburgo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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