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Uma investigação jornalística holandesa revelou a gravidade das denúncias de violência sexual, ameaças e comportamentos perturbadores ocorridos en um complexo residencial chamado Stek Oost, em Amsterdã, colocando em xeque um projeto criado em 2018 para promover a integração entre estudantes holandeses e refugiados com status legal reconhecido. Segundo a reconstituição feita pelo programa de TV Zembla, os problemas de segurança surgiram desde o início da iniciativa e atingiram sobretudo os estudantes, em especial mulheres.
De acordo com a reportagem, apesar das denúncias sérias, a prefeitura de Amsterdã impediu o encerramento do projeto, mesmo após a empresa habitacional Stadgenoot tentar colocá-lo em fim. Essa decisão do poder público é apresentada como um ponto central da investigação, que mostra que, até hoje, moradores relatam sensação de medo e insegurança no local.
Assédio, perseguição e ameaças
O Stek Oost fica próximo à estação de trem Science Park e abriga cerca de 250 pessoas, entre jovens holandeses e refugiados reconhecidos, ligados por um sistema de “padrinhos” (buddy system). A proposta de convivência e integração, no entanto, teria sido marcada por uma sucessão de incidentes graves, incluindo assédio, perseguição, ameaças com facas e violência sexual contra mulheres.
De acordo com o programa Zembla, embora ocorrências tenham sido registradas na polícia e comunicadas a serviços de assistência, estudantes relatam que suas queixas não receberam resposta adequada.
Um dos casos centrais da reportagem é o de Amanda, ex-moradora do complexo. No documentário, ela relata ter conhecido um jovem sírio em um momento cotidiano e inicialmente amistoso, Segundo seu relato, o homem demonstrava interesse em aprender holandês e se integrar à sociedade, o que a levou a tentar ajudá-lo. A interação, porém, evoluiu para um episódio traumático. Após insistências para que ela fosse ao quarto dele, Amanda acabou aceitando. No local, ela se sentiu desconfortável, tentou sair e foi impedida. A reportagem afirma que, naquela noite, ela foi estuprada.
O Zembla deixa claro que o episódio não foi isolado.
Em março de 2019, Amanda formalizou uma denúncia, e a polícia iniciou uma investigação, posteriormente arquivada por falta de provas. Seis meses depois, outra moradora apresentou denúncia, relatando em um e-mail grande preocupação com a própria segurança e com a de outras mulheres do corredor, apontando o mesmo homem. Ainda assim, segundo a prefeitura, não foi possível expulsá-lo do imóvel naquele momento. Apenas em março de 2022 ele foi preso e, em 2024, condenado a três anos de prisão pelo estupro de Amanda e de outra moradora.
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A reportagem questionou, no programa, as autoridades por que as instituições envolvidas não intervieram antes, sobretudo em um projeto experimental que reunia jovens adultos e pessoas que frequentemente carregam traumas profundos. No próprio documentário, a presidente do distrito Leste, Carolien de Heer, tenta explicar os limites enfrentados pelas autoridades.
— Você vê comportamentos que ultrapassam limites e as pessoas ficam com medo. Mas, juridicamente, isso muitas vezes não é suficiente para retirar alguém da moradia ou impor cuidados obrigatórios. É contra essas mesmas barreiras que sempre esbarramos.
Encerramento em 2028
Outro ponto destacado é a decisão de manter o Stek Oost em funcionamento apesar das críticas. A Stadgenoot queria encerrar o projeto já em 2023, mas a prefeitura não concordou, alegando que não seria possível desalojar 250 pessoas de uma só vez. Mesmo assim, ficou definido que o complexo será encerrado definitivamente em 2028. O Zembla mostra que, até hoje, moradores continuam relatando episódios de insegurança, inclusive com imagens de um residente quebrando uma porta de vidro com um extintor de incêndio.
Em resposta às acusações, a Stadgenoot afirmou ter adotado medidas de segurança, como a redução da proporção de refugiados reconhecidos no prédio de 50% para 30% e a designação, pela prefeitura, de um administrador presente diariamente no local para intervir rapidamente em situações de tensão. Segundo a empresa, essas ações trouxeram mais tranquilidade ao complexo.
A reportagem também cita dados da polícia, que informou ao jornal De Telegraaf ter recebido sete denúncias e/ou registros de ocorrência relacionados à violência sexual. Ao mesmo tempo, declarou não ter conhecimento de um estupro coletivo mencionado pelo Zembla com base em documentos, algo que a Stadgenoot também diz desconhecer.

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